Herdeira do Norte
1 Prólogo
Seguindo pelos corredores do palácio do reino do norte, a princesa Alice não sabia o eu era mais desesperador: Ter que correr até o quarto de seu irmão, o rei Arthur, ou ter que continuar mantendo a postura, mesmo estando desesperada.
Ela tentava — e como tentava — mas era impossível. Outra piora no estado clínico de seu irmão. Há alguns meses ele estava doente, muito doente. Havia entrado em coma. Nem mesmo os médicos sabiam do que se tratava.
Ela resolveu apenas continuar. Foda-se o que a rainha Elizabeth – esposa de seu irmão – iria dizer depois.
Correndo pelos corredores do palácio, pouco prestando atenção para as pessoas que ela esbarrava no caminho ou nos quadros dos grandes corredores com as paredes vermelhas, a garota finalmente chegava ao seu destino. Uma enorme porta dourada ao final de um dos corredores: O quarto do rei.
Para sua surpresa Elizabeth estava lá, junto ao seu fiel “companheiro” Nathaniel. Aparentemente os dois estavam conversando com os médicos de seu irmão. O que era uma surpresa para Alice, já que à medida que o tempo passava ela parecia se importar menos. A princesa chegava até mesmo a desconfiar que sua cunhada e Nathaniel tivessem um caso.
Ao ouvir seus passos, todos que estavam ali presentes se viraram para encara-la, inclusive a rainha e seu companheiro.
Ela estava correndo com seu longo vestido casual vermelho, seus cabelos loiros platinados bagunçados e com suor escorrendo de seu rosto. O que não eram posturas de uma princesa, de acordo com Elizabeth. A mesma olhava para Alice com reprovação.
— O que está fazendo aqui, Alice? – A rainha perguntou. Notoriamente sem paciência.
—Vim ver meu irmão. – Disse Alice com firmeza, a postura de uma verdadeira rainha.
— Ele não está em condições de receber visitas, princesa. – Nathaniel disse. Alice odiava quando ele tentava se intrometer na conversa das duas defendendo a rainha. Um garoto alto, com uns vinte anos. Cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor.
— Não importa. Sou a irmã dele. Tenho direito a pelo menos uma visita.
— É melhor não. – Disse Elizabeth. A famosa '"rainha". Uma mulher com pele branca, cabelos negros e olhos claros. Sua beleza dava inveja em todas as outras mulheres. Na verdade, rainha até Alice completar dezoito anos e se casar, o que seria em alguns meses. Faltava apenas o marido.
— Prometo que ira demorar menos de um minuto. – Vendo que a garota não ia parar, Elizabeth apenas deu um longo suspiro, seguido de um sinal positivo com a com a cabeça aos guardas, para que deixassem a menina entrar.
Eles abriram a porta que dava ao grande quarto, um quarto que Alice conhecia bem. Paredes decoradas, móveis com detalhes em ouro, cortinas e lençóis coma mais fina seda. Tudo como seu irmão queria. A garota caminhou mais perto até a grande cama, com Elizabeth e os médicos atrás. Seu irmão três anos mais velho estava lá: O rei Arthur. Cabelos castanhos e olhos fechados em um sono profundo, sua barba por fazer, nada que a princesa nunca tivesse presenciado. Mas algo estava diferente. Ele estava mais pálido, com menos vida.
— O que aconteceu? – Perguntou ela se virando para encarar as pessoas atrás de si.
— Nada que não tenha se resolvido. Aparentemente, houve uma queda nos batimentos cardíacos do rei, mas quando chegamos aqui estava tudo normalizado. Achamos que foi apenas um alarme falso das enfermeiras. – Disse um dos médicos, um senhor com seus sessenta anos.
— Alias, queremos pedir a permissão da senhora para algo que a rainha concordou. – Disse o outro medico ao seu lado. Ele olhou para o companheiro esperando que dissesse o resto. Era visível que o outro estava procurando as palavras certas.
— Bem, queremos deixar o rei partir. – Disse o outro. Não foram as palavras adequadas, mas sim as que ele conseguiu juntar.
Alice demorou alguns segundos para compreender o significado das palavras, e quando compreendeu queria bater em Elizabeth e nos médicos. Ela tentou ficar calma. Contar ate dez e respirar fundo. Obviamente, nada funcionou. Ela ia começar um escândalo.
— COMO ASSIM VOCÊ CONCORDOU COM ISSO ELIZABETH? – Ela começou a gritar. A rainha olhou com uma expressão nada agradável para agarota, que não estava nem um pouco calma obviamente.
— Alice, acalma-se. Não comesse um escândalo. – A mulher mais velha disse puxando o braço da cunhada para um canto do quarto. Mas, para seu azar, Alice não queria se acalmar.
— O que você pensa querendo matar Arthur? – A princesa disse se soltando seu braço das mãos da rainha.
— Escute, ele está assim há quase um ano. Está morrendo lentamente para essa doença cujo nem sabemos o nome. Iremos dá-lo uma morte indolor e rápida. – A rainha disse tentando ser mais educada possível para não sair mal na situação, mas Alice não tinha se convencido de que ela estava falando a verdade.
— Você está falando isso só por causa dele, não é? – Disse Alice apontando para Nathaniel, que ficou visivelmente espantando.
— Ele é seu amantezinho de merda, não é? – Todos no quarto ficaram horrorizados com as palavras da princesa.
— Guardas! – Chamou Nathaniel percebendo que a situação estava ficando fora de controle.
Logo apareceram os guardas, que começaram a levar Alice contra sua vontade para fora do quarto. De longe ela pôde ver a rainha e seu fiel companheiro. Ele estava abraçando ele, que estava com uma impressão chocada do tipo “eu não acredito que ela fez isso”.
Ela caminhava sendo escoltada pelos guardas, que ela conhecia muito bem, assim como eles também lhe conheciam. Havia crescido com eles.
Porém havia um que lhe chamará a atenção. Não mais que vinte anos. Na verdade, parecia ter a mesma idade que ela. Pele clara, olhos verdes e cabelos castanhos, ele estava ao seu lado.
Ela olhou em sua direção, procurando lembranças de pelo menos uma vez que vira o rapaz, mas sem sucesso. Quando ele percebeu que estava sendo observado, também olhou. A princesa rapidamente virou o olhar sentindo vergonha e permaneceu assim até chegaram ao destino final: Seu quarto.
Ela entrou e os guardas trancaram a porta pelo lado de fora. Esse era o seu castigo. Seu quarto era quase igual ao de seu irmão, porem, as paredes pintadas em tons de rosa claro deixavam claro que se tratava de seus aposentos. Havia também as grandes janelas de vidro com cortinas de seda, para que ela pudesse apreciar a luz do sol.
Ele deitou em sua cama, tentando pensar sobre a notícia que havia recebido há pouco, logo as lágrimas começaram a vir. Não era fácil aceitar a quase morte de seu irmão. Desde que seu pai havia desaparecido depois de um acidente em uma viajem, ele era seu único apoio, agora ela ficaria sem ninguém. Mas no fundo, talvez Elizabeth estivesse certa. Uma morte rápida e indolor seria mais fácil para ele. As lagrimas começaram a cair mais e mais, até que Alice finalmente adormeceu.
—--------------------------//----------------------------//-------------------------//-----------------------
Alice acordoou. Não havia mais luz do sol entrando pela janela, porém as cortinas ainda estavam abertas. Havia algumas velas acessas pelo quarto. Não deveria ser mais que dez da noite. Ainda sonolenta, ela percebeu que estava como o mesmo vestido daquela tarde. Era melhor trocá-lo e voltar a dormir u ler um livro até o amanhecer, pela manhã ela falaria com a rainha.
Levantando cambaleando, com cabelo por todo rosto, ela apenas foi até a porta do grande closet, apenas tirando o vestindo e jogando em algum lugar do chão, fazendo a mesma coisa com sua roupa intima e ficando apenas de calcinha de renda vermelha.
Vestiu um pijama adequado para dormir e voltou para cama ainda meio sonolenta. Ela viu um homem parado na porta de seu quarto.
“Acalme-se, Alice. Você está apenas sonhando acordada.” Ela pensou.
Esfregou os olhos e levantou um pouco. Ele ainda estava lá. Foi quando ela começou a ficar preocupada. O homem usava uma máscara, tornando impossível visualizar seu rosto.
Esfregou os olhos mais e mais enquanto ele começava a caminha vagarosamente na direção de sua cama.
Ela grita e o homem corre em sua direção tampando sua boca. Onde estavam os guardas em uma hora como essas?
A princesa levanta da cama ainda gritando. Ela começa a procurar algo que possa ser usado como arma. Antes que ela pudesse encontrar alguma coisa, o homem lhe alcança, assim lhe prendendo contra a parede e lhe sufocando.
Em seu extinto natural, Alice tentou tirar as mãos fortes de seu pescoço, mas sem nenhum sucesso. Ela já estava quase se entregando e aceitando a morte, quando alguém apareceu. A garota não conseguia identificar, mas ele arrancou seu quase assassino de perto dela, fazendo assim que ela caísse e batesse sua cabeça no chão frio.
Com sua visão embasada, Alice conseguia ver a pessoa que quase foi seu assassino sendo assassinada a facadas por outra pessoa misteriosa, cujo rosto ela não conseguia ver. Ela vê o sangue escorrendo no chão, mesmo assim o outro homem estava em cima dele, dando-lhe facadas em seu peito. Depois disso, a garota caiu em seu mais profundo sono.
Fale com o autor