Notas iniciais
Oi pessoal ♥ Espero que gostem do primeiro capítulo, juro que os próximos serão melhores, boa leitura :D

Eu realmente odeio o primeiro dia de aula.

Não só o primeiro, mais sim todos, mas em especial ele. Odeio ter que me apresentar para um monte de pessoas enquanto elas olham pra mim com aquelas caras de quem ''eu não queria estar aqui agora''porém, é obrigatório.

Papai diz que se apresentar é bom, pode haver pessoas na sala que goste das mesmas coisas que eu, o que eu duvido muito, a maioria das meninas da minha sala usam tanto pó na cara que já podem roubar o emprego dos palhaços, e os meninos... bem eu não gosto de jogar futebol e falar de outras meninas.

A professora estava escrevendo algo no quadro que minha dislexia não foi capaz de decifrar quando ela se virou.

— Então? Quem quer começar?— um silêncio permaneceu por quase um minuto.— Não sejam tímidos, já que é assim, eu vou escolher!

Já lhe disse que sou uma pessoa muito azarada? Pois é.

— SenhoritaScott— ela apontou pra mim.— Poderia começar?

— É claro— murmurei me levantando da carteira— Olá... meu nome é Sophia Scott, tenho onze anos, nasci aqui mesmo na Califórnia, moro com meu paiDylan não muito longe daqui, gosto de ler...— fiz uma pausa rápida— e acho que só...

— Muito bem senhorita, pode se sentar, e tenha um bom dia!

Depois disso várias pessoas se apresentaram, Megan, Carrie, Nicole,Jacob, Michael, Joshua, Matthew e outros que não prestei mais atenção. O único lado bom do primeiro dia de aula é que não tem aula. Sou um ano adiantada no colégio então sou a mais nova da turma o que papai disse que é bom pois significa que tenho sabedoria o suficiente para ser mais adiantada do que as pessoas da minha idade, mas não é isso que as crianças da escola pensam de mim, eles me veem comoa menina que você pode roubar o lanche sempre que quiser,não, não é muito legal, mas é a verdade.

Eu esperava que nessa nova escola não tivesse esse tipo de gente, mas, como disse, não sou nem um pouco sortuda.

— Como é seu nome mesmo?— Disse o menino que reconheci como Jacob— Ah, não importa, me passe o lanche agora!

Geralmente nessas situações eu tremo de medo, entrego e saio correndo, mas cansei de ser umamenina que você pode roubar o lanche sempre que quiser,eu simplesmente fiz a maior burrada da minha vida.

— E se eu não der? O que você vai fazer?

— NÃO!— Jacobgritou— VOCÊ NÃO ESTÁ SEGUINDO AS REGRAS! APENAS ME DÊ O LANCHE E SAIA CORRENDO, OU EU...

— Você o que?— Disse suavemente, agora com todo o pátio olhando pra mim—Vai me bater até eu lhe entregar?

— Não, quer dizer, SIM, VOCÊ VAI APANHAR MUITO SE NÃO ME ENTREGAR!

Uma vez meu pai me contou que mamãe sempre dizia para enrolar seu oponente, não que eu estivesse em um duelo, mas se encaixava com a situação.

— Você iria mesmo sujar sua mão me batendo? Não tem sentido, você é uma pessoa muito importante para bater em uma novata pirralha como eu.

— É CLARO QUE SOU IMPORTANTE!

— Sim sim sim, você é muito importante para comer esse lanche, você não precisa dele, deixe pra lá!

— SIM, SOU MUITO IMPORTANTE E NÃO PRECISO DISSO! E POR PENA VOU DEIXAR VOCÊ IR, TRAGA ALGO MELHOR AMANHÃ!

— Pode deixar, trarei!— E sai correndo.

...

Quando voltei pra casa contei para papai tudo o que aconteceu e ele me observou por alguns minutos.

— Minha filha, você sabe que esse é o quinto colégio em 3 anos, não posso te mudar novamente.

— Mas papai...— disse fazendo voz de choro— não posso continuar lá! Ele disse que vai pegar meu lanche amanhã, e acho que o que eu fiz hoje não vai funcionar novamente!

— Claro que vai querida, venha cá!— Ele me colocou em seu colo e me abraçou— Sua mãe disse pra mim uma vez que a sabedoria vence a força, sua mãe, sempre tão encantadora, pode parecer besteira mas eu ainda espero que ela volte um dia, ela er...

— Pai?

— Hã? Ah sim, desculpe, o que foi querida?

— Se a mamãe te amava... por quê ela nos largou? Sabe... é estranho ver as crianças correndo para os braços da mãe no final da aula e saber que a minha não está ali, eu não entendo porque ela nos abandonou.

— Filha...— papai foi interrompido pelo choro— Eu gostaria de responder todas essas perguntas... mas eu também não sei.

— Tudo bem papai— Eu o abracei— eu estou com você.

E assim ficou um silêncio perturbador até que ele resolveu se levantar e disse que ia fazer o almoço, mas eu sabia a verdadeira razão, ele não queria que eu visse ele sofrer.

Notas finais
Sim, o capítulo está um pouco pequeno mas prometo melhorar para os próximos! Beijos! :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.