Notas iniciais
Olá
Primeira história por aqui, espero que gostem!

A bela mulher corria desesperada pelos corredores da mansão em busca de uma saída, de uma salvação para ela e para a criança que carregava em seus braços. Precisava encontrar um esconderijo, um lugar em que pudesse se esconder da Facção que os atacava. Ela entrou em um corredor vazio e acelerou ainda mais os passos quando avistou uma porta que dava acesso as escadas de um porão fortificado, que as defenderia até todo aquele ataque cessar. Contudo, estagnou amedrontada quando um homem de cabelos grisalhos e barba rala, vestindo um fino terno saiu pela porta. Ele a encarou com os nítidos olhos castanhos, demonstrando toda a raiva e ressentimento que sentia por ela e sua família.

— Carmen, você não devia correr com uma criança nos braços. – Ele retirou de um bolso interno do paletó, um charuto cubano, acendendo-o – Pode acabar se machucando.

As lágrimas deslizaram por sua face pálida, sabia que morreria. Sua filha. O que fariam com sua garotinha? Ela ajoelhou-se no chão de mármore em prantos. Não adiantava correr. Baltazar estava armado, um passo em falso e ele atiraria, nela e em sua filha.

— Por favor, não a machuque. – Carmen secou as lágrimas, submissa ao homem a sua frente. Ele se aproximou com passos firmes, confiante do que faria – É só uma criança, não tem culpa de nada!

— Você devia ter me escolhido, Carmen. – Ele se agachou ao lado dela – Agora, você e sua criança estariam seguras – Ele tentou alisar os ralos cabelos da bebê, mas Carmen se afastou temerosa – Escolhas erradas, consequências trágicas – Ele levantou-se em pleno poder e retirou a pistola do terno.

— Não! – Carmen levantou com urgência, não deixaria que matassem sua filha. Deu as costas a Baltazar, cobrindo a criança com os cobertores e tentando inutilmente correr em direção oposta.

Baltazar sorriu perverso, não era de seu feitio matar mulheres e crianças, mas a ocasião não permitia outra solução que não fosse homicídio. Assistiu a cena patética da mulher a correr, ela não sobreviveria. Levantou a pistola e mirou na cabeça de Carmen. Tragou novamente o charuto e disparou contra o corpo feminino. O corpo caiu desfalecido no chão, com uma criança que agora chorava intensamente. O sangue escorria pela camisola branca, pelas cobertas da menina e pelo mármore. Tão trágico e lindo. Baltazar se aproximou, pisou sobre a poça de sangue e jogou o charuto nela. Encarou os olhos verdes de Carmen, abertos e mortos, sem aquele brilho que ele tanto amava. Em seguida, fitou os olhos da menina. Não devia ter mais de três meses de idade. Tinha que dar um jeito nela, pensou enquanto mirava a pistola para ela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.