— O que é esse torneio, então? Por que todas as provas ou tentaram me matar ou revelaram segredos que, aparentemente, eu não deveria saber?

— Isso já é mais complicado. — Thoth fala, e não parece disposto a explicar. — Algum de vocês vai querer explicar? — pergunta, olhando para os outros deuses.

— Ãn... como eu digo isso?! — Dionísio fala, coçando o queixo. — Há algum tempo, algumas coisas têm acontecido com criaturas místicas. Ninfas têm adoecido e morrido, centauros, faunos e, agora, até alguns deuses.

— Como isso é possível? — Kaique pergunta, e percebo que a informação também é novidade para ele.

— Ainda não sabemos. Mas uma espécie de praga tem se espalhado entre nós, adoecendo a todos. A boa notícia é que já descobrimos a possível fonte disso. A má notícia? Não podemos chegar até lá para resolver o problema.

— Quanto mais eu escuto, mais confuso fica. — Tobias resume meus pensamentos.

— Uma fonte de energia estranha foi captada no Tártaro há algumas semanas. Logo depois, os primeiros doentes começaram a aparecer. Sabemos que a causa disso deve estar lá, mas não temos como ter certeza. Porque, quando Zeus trancou Perséfone, ele selou as portas do Tártaro, para que nenhum deus do Olimpo pudesse abrir.

— Isso é loucura! Ele deve ter deixado alguma forma de entrar lá. — Kaique diz.

— Infelizmente, não.

— Mas o que isso tem a ver com o torneio?

— Eles não podem entrar lá, mas nós podemos, não é mesmo? — Tobias fala, respondendo à pergunta do irmão.

— Exatamente. — Ártemis confirma. — O sangue mundano que circula nas veias de vocês permite que consigam entrar no Tártaro. No seu caso, Luna, provavelmente o feitiço de selamento deve permitir sua entrada. Enquanto você não romper o selo, continuará sendo uma “semideusa”.

— O torneio é uma espécie de seleção natural. Somente os mais fortes chegarão ao final, e um filho de cada deus formará um grupo com uma diversidade maior de poderes. — Dionísio complementa. — Acreditamos que a mesma criatura que está causando essa praga também está interferindo nas provas do torneio. E, consequentemente, é quem esteve tentando matar você durante todo esse tempo.

— Então a história do prêmio, vulgo arma produzida por Hefesto, nunca existiu?

— Não necessariamente, Kaique. O Tártaro é a parte mais profunda do Submundo, criado por Hades para aprisionar os Titãs após Zeus derrotá-los. Os três irmãos selaram as portas da prisão juntos, usando a Lança de Trios. — Apollo responde o pupilo.

— Lança de Trios? Nunca ouvi falar sobre isso.

— Porque sua existência não é citada nos livros que estudamos, Luna. Mas sim, em livros de contos infantis. Segundo as histórias, os Ciclopes Primordiais presentearam os três grandes deuses com armas poderosas: o raio de Zeus, o tridente de Poseidon e o elmo de Hades. Para trancar os portões do Tártaro, Zeus fundiu seu raio com o tridente de Poseidon e usou o elmo de Hades. Apenas assim conseguiram aprisionar os Titãs.

— Às vezes fico assustado com a quantidade de conhecimento que você possui. — Dionísio fala, olhando assustado para Tobias.

— Mas o conto infantil não é totalmente verdadeiro.

— Como assim? — questiono, tentando entender.

— Zeus não usou o elmo de Hades como dizem. Em vez disso, quebrou os dois chifres que eram a fonte de poder da arma e os fundiu com o tridente e o raio. Os portões do Tártaro possuem uma espécie de fechadura. E a chave é a Lança de Trios.

— Isso é loucura! Vocês estão dizendo que estão com as armas dos três principais deuses do universo?!

Quanto mais tento entender, mais perto fico de enlouquecer.

— Não necessariamente… digamos que seu querido avô é um tanto quanto esforçado quando decide fazer algo. Então, ele escondeu a lança, e nós sabemos uma provável localização dela. — Dionísio explica e parece visivelmente frustrado com a incerteza.

— É por isso que Poseidon faz tudo o que Zeus quer? Porque ele tomou seu tridente?

— O que você quer dizer com isso, Tobias? — Thoth pergunta, visivelmente interessado de repente.

— Antes, Poseidon sempre vinha me visitar. Mas, de repente, ele parou de vir. No começo, pensei que ele havia se desentendido com Ártemis e estava evitando vê-la. Porém, com o tempo, percebi que ele não vinha por não querer, mas por não poder.

— Interessante…, mas não creio que esse seja o motivo principal. As armas são apenas potencializadores dos seus poderes naturais. Mesmo sem o tridente, Poseidon ainda é capaz de controlar os sete mares.

— Mas não é capaz de enfrentar Zeus. — Kaique diz, parecendo juntar os pontos de alguma teoria em sua mente. — Sempre aprendemos que Hades era um deus forte e impetuoso. Ele nunca permitiria que tomassem de si a mulher amada e a filha recém-nascida… A não ser que soubesse que, em um duelo contra seu algoz, não sairia vencedor.

— Faz sentido. As armas são apenas amplificadores de poder, só que sem elas… Eles não são capazes de enfrentar Zeus. — Reflito em voz alta.

Antes que alguém possa falar mais alguma coisa, dois tiros de canhão ecoam pelo acampamento. O tempo da prova acabou.

— Nosso tempo acabou. Voltem para a tenda dos semideuses e descansem. Ao fim do dia, a última prova será anunciada. — Thoth diz, se levantando. — E, Luna, eu entendo que esteja se sentindo traída por todos nós. Mas saiba que tudo isso vai muito além de você. Todos nós tivemos que fazer escolhas. Todos abrimos mão de coisas e pessoas que amávamos para aceitarmos essa missão. Tenho certeza de que, se qualquer um aqui nessa sala tivesse tido a chance de fazer as coisas de forma diferente, de uma maneira que não lhe magoasse, ninguém hesitaria em fazê-lo.

— Nós começamos isso de forma obrigada, mas nenhum dos momentos vividos durante a sua criação foi falso ou forçado. — Apollo fala.

— Você tornou nossa missão mais leve e nos ensinou, em poucos anos, o que séculos no Olimpo não nos ensinaram: o que é ser família. — Ártemis complementa a fala do irmão, mas seu olhar não está em mim, mas em um certo Tirano que está logo atrás.

— Não estamos pedindo que nos perdoe, apenas que não se esqueça do quanto nós a amamos e que sempre estaremos aqui por você. Afinal, é isso que significa família, não é mesmo?!

Não consigo dizer nada. A fala de Dionísio forma um nó na minha garganta, e sinto que estou por um fio de desabar. Não aguento mais me sentir assim.

Fraca.

— Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer, pequena. — Por mais que eu não queira, as palavras de Kaique aquecem meu coração.

— E você é a nossa família, Deusa. O elo central dessa complexa formação familiar que construímos.

— Eu tenho que ir. — Saio da tenda do conselho, ainda com a voz de Tobias ecoando nos meus ouvidos, dizendo que sou parte da família deles.

Passo pela tenda dos semideuses, mas não paro. Continuo caminhando, até chegar a um ponto afastado da floresta. Encontro uma árvore propícia para ser escalada e subo sem pensar duas vezes.

Me acomodo em um galho grosso o suficiente para não cair, encosto minhas costas no tronco e abraço as pernas, apoiando a cabeça nos joelhos. Por um momento, tento prestar atenção apenas no barulho do vento nas copas das árvores e esvaziar minha mente.

Durante muito tempo, me preocupei em descobrir minhas origens. Achava que, ao saber disso, finalmente poderia dizer que tinha uma família. Pensando sobre isso agora, percebo o quão imaturo e estúpido era esse pensamento.

Fiquei tão focada nisso que não percebi a família que me acolheu, que me criou, que me deu amor da forma que pôde e cuidou de mim todos esses anos.

Não consigo perdoá-los completamente ainda. Entretanto, sei que não posso julgá-los por suas decisões. Por mais que eu queira dizer “eles poderiam ter feito escolhas diferentes”, sei que qualquer escolha traria consequências.

Eles tentaram tomar as decisões que causariam os menores danos possíveis. Talvez, se eles tivessem me contado a verdade desde o começo, eu não seria quem sou hoje.

Saber que carrego o destino da humanidade nas minhas mãos, que meu avô me odeia, que minha mãe está aprisionada nas profundezas do Submundo por minha causa, e que meu pai não pode fazer nada a respeito disso...

Isso não é algo que uma adolescente no meio da puberdade saberia lidar. Refletindo sobre tudo isso, percebo que, na verdade, já os perdoei há muito tempo.

Quem estou querendo enganar?

Por Zeus!

Se eu estivesse no lugar deles, se tivesse que tomar uma decisão para proteger a pessoa que amo, mas soubesse que isso poderia me fazer perdê-la, eu não hesitaria em tomar essa decisão.

Mesmo que não tivesse mais a pessoa amada ao meu lado, saber que ela estaria segura seria o suficiente para mim.

— Quão patética eu sou?! Não consigo sequer odiar as pessoas que mentiram para mim durante anos!

— Vocês, humanos, têm conceitos estranhos. Isso, no nosso reino, é chamado de nobreza.

Me assusto com a voz desconhecida e quase me desequilibro.

— Por Hades, mas que inferno! Quem está aí?!

— Perdão se a assustei, jovem humana. Você estava tão quieta, perdida em pensamentos, que não pude deixar de observá-la mais de perto. Me perguntava o que se passava nessa cabeça tão brilhante quanto o fogo, e de repente, você verbalizou.

Uma raposa branca está sentada na outra extremidade do tronco em que estou. Seu pelo me lembra a luz da lua, e seu tamanho é extremamente grande para um animal de sua espécie.

— Permita-me apresentar. Me chamo Teumessian, a raposa destinada a nunca ser capturada.

— Prazer em conhecê-la, Teumessian. Meu nome é Luna.

Eu devo estar maluca por estar escutando conselhos de uma raposa gigante, mas vamos lá.

— O que quis dizer sobre a nobreza?

— Ah, sim. Fui criada por Dionísio há muitos anos. Minha missão era punir o povo da cidade de Tebas após eles cometerem um crime que despertou a ira do deus do Olimpo. Por anos, vivi caçando pessoas que já haviam se arrependido de seus atos há muito tempo.

— Mesmo assim, Dionísio não os perdoou. Seu ódio causou outros anos de sofrimento, tanto para aquele povo quanto para mim. Quando se é uma criatura imortal, chega um momento em que a solidão se torna um fardo... E tudo o que se quer é a paz do descanso eterno.

— Por isso considera o ato de não conseguir odiar alguém uma coisa nobre?

— Não o ato de não conseguir odiar alguém, mas o ato de perdoar aqueles que o machucaram. Quando você consegue perdoar alguém, mesmo aquelas pessoas que lhe causaram grande dor, você se torna livre para seguir sua vida. — Ela inclina sua cabeça, como se estivesse vislumbrando algo que almeja. — Criando lembranças que irão apagá-las com o tempo. Se você se apega ao ressentimento, nunca conseguirá seguir sua vida. E viverá eternamente acorrentado a um passado doloroso.

— Entendo. Faz sentido.

— É claro que faz!

Fico pensando nas palavras ditas pela raposa sábia e percebo que, no fundo, ela tem razão.

Vivi tantos anos apegada à mágoa de ter sido abandonada pelos meus pais, que isso quase me cegou para a família que formei aqui no acampamento. Não posso permitir que esse sentimento de traição me faça perder a família pela qual lutei tanto para conseguir.

Além do mais, se existe alguém verdadeiramente culpado por tudo isso, ele está a um Olimpo de distância de mim.

— Obrigada. Espero que você consiga se livrar desse fardo de nunca poder ser capturada e, um dia, seguir sua vida também.

— Fico feliz por ter conseguido ajudá-la, Megala Thea.

A raposa agradece e se prepara para saltar do tronco e ir embora.

— Espere!

Ela para e me encara novamente.

— O que significa isso, Megala Thea?

Agora, a raposa inclina a cabeça levemente para o lado, e percebo um brilho divertido em seus olhos.

Megala Thea. — Ela pronuncia a palavra lentamente, como se apreciasse o sabor que ela tem ao ser proferida.

— Foi assim que você foi chamada quando chegou ao Olimpo. Também foi assim que meu criador a chamou quando você chegou a esta floresta. Eu estava lá no dia em que eles desceram do Olimpo para habitar entre os mortais. Eu não esqueceria esses cabelos que queimavam como o fogo da justiça. Você era tão pequena, e mesmo assim, causou um enorme alvoroço entre todos nós.

— Mostrando, desde o início, a grande deusa que seria. — O brilho em seus olhos agora parece admiração. — É isso o que quer dizer Megala Thea. É isso que você é, a grande deusa.

O silêncio parece se expandir entre mim e a raposa, carregado por um peso que não sei explicar.

Megala Thea.

A palavra se prende ao meu peito como um eco, reverberando em cada célula do meu corpo. Eu sinto um arrepio súbito, um frio que não vem da brisa da noite, mas de algo mais interno, mais profundo.

Não sei por que, mas esse nome me pertence. Não como uma novidade, mas como um segredo enterrado dentro de mim há muito, muito tempo.

Dessa vez, a criatura não espera que eu fale novamente. Ela salta do tronco, pousando de forma graciosa sobre a terra. Então, começa a correr, e parece flutuar sobre o chão.

Olho para o céu e percebo que a lua e as constelações começam a aparecer. A última prova deve ser anunciada em breve. Desço da árvore e começo a caminhar de volta para o acampamento.

Quando chego ao local, paro por um momento em frente ao quadro de classificações. O nome de Hermesson aparece em primeiro lugar, seguido de vários outros. Vejo o de Peter entre eles, em nono lugar. O de Tobias em décimo. E, por fim, o meu, na última posição.

Volto a caminhar em direção à tenda. Entro, procurando uma cabine vazia. Coloco uma roupa limpa, já que a outra estava repleta de terra e sujeira da última prova.

Opto por uma calça jeans preta com tecido maleável que estica um pouco, tornando-a muito confortável para se movimentar. Visto uma regata branca e, por cima, um moletom preto com zíper na frente e capuz. Para finalizar, calço meu bom e velho All Star.

Decido descansar um pouco, enquanto não fazem o anúncio da próxima prova. Me deito na cama, e, aos poucos, meu corpo começa a relaxar. Minha mente apaga.


TOBIAS

Luna sai da tenda, e o silêncio que reina traz o mesmo sentimento para todos, culpa. Por mais que tenhamos tomado nossas decisões pensando no melhor para ela, isso não nos isenta das consequências dos nossos atos.

— Você está bem?

Me surpreendo ao perceber que a pergunta veio de Apolo. Ele e eu nunca nos entendemos bem. Apolo sempre foi superprotetor com aqueles que ama. Isso não seria diferente com Ártemis e Kaique.

Sempre que eu discutia com Kaique, Apolo se metia na confusão para defendê-lo. Com o passar dos anos, as discussões ficaram mais acirradas e complicadas, até chegar ao ponto em que não conseguíamos conviver mais do que o estritamente necessário.

— Não me olhe assim. Só estou perguntando porque parece que vai vomitar a qualquer momento, e não quero presenciar essa cena.

— Eu vou ficar bem. Agradeço a preocupação.

Por mais que tente disfarçar, me sinto fraco, ao ponto de não me sentir seguro para levantar do sofá. Ártemis me olha preocupada.

— Percebi que, quando Luna gritou mais cedo, acabou gerando um trovão… e isso afetou você, não foi? — Dionísio mais afirma do que pergunta.

— Eu não sei explicar o que está acontecendo. Quanto mais os poderes da Luna começam a aparecer, mais sinto que algo dentro de mim quer sair. — Suspiro frustrado, não estou acostumado a perder o controle das coisas. — O selo dos poderes dela está enfraquecendo, e, consequentemente, eu também me sinto mais fraco. É como se estivesse adoecendo.

Dionísio não diz nada, mas vejo Thoth encarar Ártemis de forma preocupada. Isso não passa despercebido por mim.

— O que foi? O que está acontecendo?

— Quando selamos os poderes da Luna em você, nunca contamos com a possibilidade desse selo ser rompido. Na verdade, torcíamos para que isso nunca acontecesse.

— Por quê?

Ártemis parece hesitante em continuar.

— Imagine uma tubulação feita para transportar água. Mas, de repente, você começa a fazer lava fervente correr por ela. Mesmo que seja a tubulação mais resistente, a lava ainda será capaz de corroê-la. E, com o tempo, ela se desfará, permitindo que o conteúdo transborde violentamente.

— Você está dizendo que o poder da Luna, que existe dentro de mim está me matando aos poucos?

— Sim.

— E que quanto mais fraco o selo fica, maiores são minhas chances de morrer? É isso?


— Você resumiu de forma perfeita. — Apolo confirma, e eu não sei o que dizer.

— Quando Hiyori retornou ao acampamento dizendo que Luna fez a estação do tempo mudar, sabíamos que tinha algo errado. E sua reação à manifestação dos poderes dela só confirmou isso.

— Então o quê? O que vocês vão fazer? Vocês não podem deixá-lo morrer!

Kaique se exalta, e sua voz transborda urgência.

— Se acalme, Kaique. Estamos tentando entrar em contato com a sacerdotisa que realizou a primeira cerimônia. Precisamos descobrir se é possível realizar um novo rito para fortalecer o selo. — Apolo explica, sua voz mais firme. — Entretanto, ela parece ter desaparecido do mapa e estamos preocupados que o selo não aguente até lá.

— A próxima prova irá expor Luna a um ambiente repleto de magia, o Tártaro. Isso pode acelerar o processo de ruptura do selo.

— E, consequentemente… acelerar minha morte. — Acabo rindo, desacreditado. — Aquelas velhas assustadoras tinham razão, afinal.

— Pare de rir desse jeito. Fica parecendo um maluco. Explique logo o que isso quer dizer.

Dionísio me repreende, e eu solto um pequeno suspiro antes de responder.

— Em Atenas, quando estávamos saindo da casa das Moiras, elas disseram que meu fio da vida estava constantemente passando por suas mãos.

— Entendo. Iremos nos esforçar ao máximo para encontrar a sacerdotisa o mais rápido possível. Por ora, tente se manter seguro.

Thoth ajusta a postura antes de acrescentar:

— Kaique.

— Sim?

— A partir de agora, você irá nos ajudar na busca pela sacerdotisa.

— Certo.

— Agora vão descansar. Ártemis, faça uma emulsão de ervas para Tobias. Precisamos que ele esteja bem para a próxima prova.

Kaique sai da tenda, sendo seguido por Apolo, Dionísio e Thoth. Ártemis sai logo em seguida, para preparar a emulsão.

Me acomodo melhor no sofá, esperando por ela. Fecho os olhos, tentando relaxar um pouco mais. E acabo sendo arrastado para o mundo dos sonhos.

Notas finais
XOXO