Her Slave

7 VII - Her Slave


Notas iniciais
Hello pessoas! xD Como prometido, cá estou eu com o último capítulo de Her Slave. Ouvi um amém? Estou escrevendo essa história desde 2016, então vocês podem imaginar o alívio que é terminá-la depois de 4 anos haha Eu sei que só não terminei antes porque sou uma piranha preguiçosa, maaaaasss... deixa pra lá. Eu nem sabia se ia terminar nesse capítulo. Uns capítulos atrás eu disse que essa fic teria 10 caps, porque precisava desenvolver as coisas, mas aí olhei bem pro meu planejamento e fiquei ??? porque não fazia sentido extender e enfiar drama numa fanfic de comédia. As motivações que levaria ao drama planejado me pareceram ridículas, então optei por encurtar e deixar tudo no âmbito da comédia, endereçando o plot (ataque de hollows no Rukongai e Mundo Real), já fazendo a ponte pro mangá e o último arco e falando também do desenvolvimento das fotos - preciso dizer que essa ideia que vocês verão sempre esteve nos planos xDDDD Então acho que ficou fechadinho? Não sei, vocês me digam. Certas coisas é melhor a gente terminar logo a ficar enrolando sem necessidade e perder o timing das coisas. Eu agradeço MUITO a ajuda da Flávia neste capítulo. Você é uma linda. Não vai ter uma cena mega séquisse, porque a classificação é +16, mas o que tem acho que se enquadra bem no contexto. Filmes da mesma classificação indicativa são bem mais calientes hehe. De qualquer forma, eu pretendo vir em breve com uma fic +18 desses dois, porque como diz a Matsumoto QUE HOMEM! Boa leitura!

“ISSO FOI TUDO QUE VOCÊ CONSEGUIU?”

Hisagi assentiu com a cabeça, envergonhado. Mas diante do brilho de aprovação nos olhos de Nanao ao observar seus escritos, suspirou em alívio.

“Acha que podemos trabalhar com isso?”

“Certamente!” ela respondeu num tom entusiasmado, ajustando os óculos sobre a ponte do nariz e depois estalando os dedos, num gesto de quem estava pronta para trabalhar por horas a fio.

Hisagi se pegou pensando no quanto seria maravilhoso ter alguém organizada e proativa como Nanao na Divisão de Comunicação da Seireitei — acreditava que tais habilidades foram desenvolvidas pela preguiça de seu Capitão, pelo qual ela tinha que fazer a maior parte do trabalho —, mas sabia que ela já tinha muitos problemas para lidar e que sua união era momentânea e por motivos de força maior.

“Hisagi-san,” ela começou, esticando o braço para pegar um bolinho de feijão doce que jazia na bandeja entre eles. “Você já conversou com o Iba Fukutaichou sobre a nossa parceria?”

Shuuhei coçou a cabeça e deu um sorriso de canto.

“Errr... Não.” Olhou para baixo, como se estivesse envergonhado de suas ações. “E você? Já conversou com a Yachiru Fukutaichou?”

Nanao ajeitou os óculos sobre a ponte do nariz novamente; seu olhar sério fez com que Hisagi prendesse a respiração.

“Não. Por que eu faria isso?”

“Porque ela é a Presidente da Associação?” devolveu num tom que era parte pergunta e parte resposta. “Seria o mais sensato a se fazer, não?”

Nanao soltou um suspiro cansado.

“Como se houvesse alguém sensata na Associação Feminina de Shinigami.”

Como se houvesse alguém sensato na Seireitei inteira...

“Justo...”

Seu comentário fez com os olhos de Nanao se estreitassem.

“Como assim justo?”

Hisagi se encolheu em seu zabuton, suas mãos erguidas num gesto de quem pede clemência. “Só quis dizer que te entendo. Também não há ninguém sensato na Associação Masculina de Shinigami.”

Nanao até pensou em dizer que isso era óbvio, mas achou que seria mais sensato guardar determinadas opiniões para si. Afinal de contas, quem precisava da ajuda dele era ela e não o contrário, embora sua ideia fosse beneficiar a ele e a Nona Divisão como um todo.

Com um suspiro, perguntou, “Você acha mesmo que não devemos contar para o Muguruma Taichou?”

Hisagi sacudiu a cabeça.

Não.

Aquela seria uma surpresa. Uma que ele estava certo que seria aprovada por seu Capitão e sua co-tenente na mesma medida.

Um sorriso tomou conta de sua face ao imaginar as expressões do Capitão Muguruma e da vice-capitã Kuna ao segurarem a Edição Especial da Revista da Seireitei tão logo ela ficasse pronta.

Já passava da hora de a Nona Divisão — e toda a Seireitei também — reconhecer o árduo trabalho que a dupla vinha fazendo na Soul Society.

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“Taichou!”

A voz do terceiro em comando fez com que Kensei abrisse os olhos e tentasse se levantar da posição em que se encontrava no sofá, apenas para ser impedido por um grunhido sonolento vindo de Mashiro.

O capitão se deitou de volta no sofá e correu as mãos pelo rosto com um suspiro cansado.

Certo.

Mashiro e ele...

Bem...

“Taichou?”

Não pela primeira vez, Kensei se viu agradecendo por ter trancado a porta. Não pela primeira vez, agradecia por ter a única pessoa capaz de fazer várias cópias de suas chaves roncando sobre seu peito desnudo.

“Desembucha.” Tentou, sem muito sucesso, manter sua voz num tom que fosse alto o suficiente para que seu terceiro em comando ouvisse por entre a parede e a porta que se entrepunha entre eles e baixo o suficiente para não acordar a marmota preguiçosa.

Não que isso fosse a coisa mais fácil do mundo...

“Chegaram os novos relatórios da Primeira Divisão, Taichou. Devo...” o homem pareceu hesitar antes de perguntar. Kensei quase podia ver suas mãos tentando abrir a porta. Seus olhos se estreitaram.

Sobre seu peito, Mashiro franziu o nariz e abriu os olhos castanhos para encará-lo. O costumeiro beicinho manhoso fez com que Kensei rolasse os olhos antes de calá-la com um beijo.

Um gritinho que era misto surpresa e algo como Kensei idiota ficou preso na garganta de sua co-tenente quando ele lhe invadiu a boca num beijo de tirar o fôlego. Seus dedos se emaranharam nos cabelos esverdeados, inclinando a cabeça dela num ângulo que fosse mais agradável para ambos.

Seu gesto, no entanto, fez com que o corpo dela se curvasse sobre o seu e sua ereção deslizasse por entre as pernas torneadas de Mashiro quando ela apertou suas nádegas, numa clara indicação do que desejava e de onde o desejava.

Um gemido rouco foi absorvido pelos lábios cheios dela.

Mashiro ainda seria seu fim.

“Devo...” A voz agora continha muito mais do que hesitação. Era parte surpresa e parte medo, afinal a reação de Kensei da última vez não fora das mais amigáveis. “Devo deixar sobre a mesa do Hisagi-kun, Taichou para que ele revise quando voltar?”

Kensei interrompeu o beijo — ainda que sua mão cobrisse a boca de sua tenente marmota — e suspirou.

Ao menos alguém naquela divisão pensava.

Ainda que qualquer pensamento levasse algum tempo para ser posto em palavras.

“Sim.”

“Hai, Taichou.”

O som de passos se distanciando da porta fez com que o Capitão olhasse para a mulher em seus braços e arqueasse uma sobrancelha diante do olhar de puro ódio que ela ostentava. Nem um segundo após, sacudia sua mão freneticamente e olhava para as marcas que formavam uma meia lua em sua palma.

“O que diabos foi isso, mulher?”

Mashiro... Mashiro tivera a coragem de morder sua mão.

“Eu não conseguia respirar, Kensei idiota!”

Uma veia saltou em sua testa diante do comentário displicente. Sacudiu a mão mais uma vez, vendo a cor vermelha desaparecer de sua palma num ritmo mais lento do que estava acostumado.

“Era só ter falado,” replicou num tom irritadiço. “Quem diabos sai mordendo os outros assim do nada?”

Mashiro olhou para baixo e encarou os próprios seios desnudos com interesse. Se fosse qualquer outra mulher, teria provavelmente corado, mas ela apenas olhou de volta para ele e respondeu num tom completamente natural enquanto sacudia os ombros, “Oras, você, Kensei idiota.”

Dessa vez, o Capitão sentiu todo o sangue correr para sua face. O que diriam os demais Vizards se vissem um homem de seu tamanho enrubescendo? Ao contrário de Hisagi, já não tinha mais idade para corar como um adolescente hormonal. Mas a completa falta de pudor de Mashiro fazia com que até ele parecesse mais tímido do que ela.

Ao menos, pensou ao tocar o rosto, seu nariz não estava sangrando feito um chafariz.

Seus olhos correram por sobre as marcas que cobriam a pele de porcelana de sua tenente — as marcas que havia cunhado no pescoço leitoso, nos ombros que se endireitaram sob seu escrutínio fazendo com que os seios, que ele também marcara e que ela não fazia a menor questão de cobrir, parecessem maiores — até parar sobre a mancha sobre os pulsos finos.

Deslizou a mão por sobre o braço dela até alcançar o pulso. Como se fosse mágica — ou o gesto mais natural do universo — seus dedos se enlaçaram aos dela ao observar mais de perto as marcas que deixara.

Um silvo de irritação deixou seus lábios ao constatar que a pele ficaria roxa e então azulada nos próximos dias. Sabia que precisava ser mais cuidadoso, sabia que se desse brecha para o monstro dentro de si, Mashiro seria machucada, sabia que não podia deixá-la a mercê de seu Hollow, sabia que a criatura não sabia nada sobre cuidado, apenas sobre destruição e dor, sabia que...

Seus pensamentos foram interrompidos ao sentir a mão quente de sua co-tenente sobre seu rosto. Os dedos percorreram seu maxilar num toque suave, que destoava em demasia do comportamento da mulher à sua frente e do histórico de seu relacionamento. Por um breve segundo, suas pálpebras se fecharam e ele se deixou levar pela leve carícia.

Mashiro traçou sua testa, seu nariz e então desceu por sobre sua boca, contornando os lábios num toque quase fantasmagórico de tão suave.

Sem que pudesse perceber o que estava fazendo, Kensei trouxe as mãos dela até seus lábios e depositou um beijo suave lá. Primeiramente nas palmas e depois no mesmo local em que aquelas marcas salientes jaziam.

Seus olhos castanhos se abriram imediatamente quando a mão dela ficou completamente imóvel sobre seu rosto. Um intenso rubor lhe cobria as bochechas, dando um ar quase adorável a Mashiro.

“K-Kensei idiota...”

O tom de voz e comportamento acanhado fizeram com que o Capitão desenlaçasse seus dedos e atirasse a cabeça para trás, numa risada espontânea. Era extremamente irônico pensar que Mashiro não tinha a menor vergonha de estar nua na frente dele e de olhar para o próprio corpo desnudo, mas mera ideia de que ele a tocasse — que enlaçasse seus dedos nos dela e os beijasse — daquela forma fizesse com que um forte rubor tomasse conta de sua face.

“Para de rir de mim, seu—seu grande idiota!”

O pedido, junto com a face ainda avermelhada de sua co-tentente, fez com que ele risse ainda mais alto. Convivera por sabe-se-lá quantos séculos com aquela marmota brega e nunca passara por sua cabeça que um dia veria a face de Mashiro naquele tom rubro por um simples... toque inocente. As mãos dela deixaram seu rosto e estavam posicionadas sobre pernas, os dedos entrelaçados enquanto ela mordia o lábio — como se isso fosse suficiente para controlar a vergonha que sentia.

A risada ecoou no escritório por alguns minutos antes que um silêncio confortável se instalasse sobre eles.

Kensei correu novamente as mãos pelo rosto num gesto que denotava preocupação antes de repousar a cabeça contra o encosto do sofá. Não havia muito que pudesse fazer agora. Não podia mais voltar atrás.

Sua relação com Mashiro mudaria completamente de agora em diante. Mas se fosse bem honesto consigo mesmo, tal mudança ocorrera no dia em que a beijara pela primeira vez e que percebera que seus sentimentos por ela não eram apenas os de amigos que se cuidam. Talvez, sua relação nunca fora a de amigos e ele só fora lerdo demais para perceber.

As três vozes dentro de si batalhavam. Seu Hollow se portava como o bastardo arrogante que era, completamente contente pelo que acontecera entre os dois. Tachikaze achava que ainda que tal mudança tivesse ocorrido cedo demais, não havia muito que pudesse ser feito agora. Kensei sequer queria pensar no que poderia acontecer daqui para frente.

“Hmmm... Kensei...?”

Voltou sua atenção para a mulher diminuta à sua frente. Mashiro estava inclinada sobre seu corpo — e foi com certa decepção que ele reparou que ela se cobrira com seu haori —, com o rosto muito próximo ao seu. Ela mordeu os lábios uma vez — o que fez com que a respiração de Kensei pausasse, por um breve segundo, em sua garganta — antes de falar:

“Sobre as fotos... Ainda tá de pé?”

Uma veia saltou em sua testa.

Lá vinha ela com aquele papo de fotos de novo.

Não pode evitar se lembrar do dia em que ela viera com aquela proposta de trocar seus beijos pelas fotos.

Sem muita cerimônia a afastou de si — antes que se perdesse no convite tentador que era ter aqueles lábios tão perto dos seus — e se levantou em busca de suas roupas que se encontravam jogadas em diversos cantos.

“Eu já disse que não vou fazer essas fotos, mulher.”

Mashiro se levantou e começou a rondá-lo. O haori escondia parte de seu corpo, mas o desenho de seus quadris arredondados ainda podia ser visto. Havia marcas ali também. Seus olhos se escureceram diante da mancha arroxeada que ele já via se formar no lugar.

“Mas, Kensei!”

Levantou os olhos para o rosto dela. O biquinho manhoso em sua boca fez com que irritação tomasse conta de si. Por Kami! Como Mashiro conseguia despertar tantas emoções — contraditórias — dentro de si, era um mistério que ele não sabia se queria desvendar. Mas num momento era preenchido por uma vontade absoluta de beijá-la e fazer amor até que nenhum dos dois sequer tivesse energias para falar, no outro era preenchido por uma preocupação descomunal com seu bem-estar e no outro segundo queria atirá-la pela janela — mesmo que soubesse que isso não faria o menor efeito, além de ter que ouvi-la gritar Kensei malvado por dias a fio.

Deu as costas para ela e começou a amarrar o obi em seu shihakushou. Pensou em avisar que ela deveria se vestir — não estava disposto a botar mais um de seus subordinados para correr porque sua co-tenente não tinha a menor vergonha de desfilar nua pela Divisão —, mas decidiu que não tinha o menor saco para lidar com Mashiro naquele momento.

“Nah, Kensei! Vai me deixar falando sozinha de novo???”

Com uma veia a saltar em sua testa ele se voltou para ela, prestes a gritar em seu ouvido, quando a viu se encolher e fechar os olhos.

Correu uma mão pelo cabelo. Gritar com ela não teria o efeito desejado, ele sabia, ainda que muitas vezes fizesse bem ao seu ego vê-la se retorcer e cutucar os ouvidos.

“Por que diabos você continua insistindo nessas malditas fotos?”

Mashiro abriu os olhos e o encarou como se fosse a pergunta mais estúpida que já ouvira na vida. Por um momento, ele se arrependeu de não ter gritado com ela e acabado de uma vez por todas com aquele assunto. Mas o tom de voz sério dela o surpreendeu.

“Ora, Kensei bobo, porque a Associação vai falir se a gente não publicar as suas fotos.”

Com outro suspiro cansado — ter Mashiro em sua vida era mais cansativo do que derrotar um milhão de Hollows por dia e comandar uma Divisão inteira —, ele retirou o seu Haori dos braços dela e lhe estendeu suas vestes — parte preocupada com o fato de ela não se preocupar com roupas íntimas e outra parte profundamente satisfeita por ter menos roupa para tirar sempre que o desejo entre eles batesse forte — para que ela pudesse se vestir.

“E por que diabos isso é um problema meu?”

Os olhos de Mashiro se arregalaram diante de sua pergunta. Sua boca se abriu numa careta de surpresa, apenas para ser fechada um segundo depois numa careta de total reprovação.

“E por que diabos isso é um problema seu?”

Os dedos que estavam trabalhando por sobre o obi pararam e se moveram para os quadris, de forma a acentuar a postura de completa condenação de suas palavras.

“Kensei egoísta!”

Mas os olhos de seu Capitão não estavam mais focados no beicinho de choro — se Mashiro não vencia pelo argumento, vencia pelo cansaço e frequentemente o cansaço consistia em gritar e chorar em sua orelha — ou nas mãos pousadas sobre os quadris, mas um pouco mais acima, no vale entre seus seios e num mamilo róseo que despontava por entre o shihakushou aberto.

O hollow dentro de si lambeu os lábios diante da visão tentadora. O espírito de sua Zanpakutou — não menos abalado pela cena — sacudia a cabeça, e Kensei se viu dando passos em direção a ela e a colocando entre a mesa e seu corpo forte.

A expressão de choro foi substituída por um leve morder de lábios. Os olhos amendoados brilharam com luxúria. Ainda assim, enquanto ele a colocava sobre sua mesa — e Tachikaze repudiava a ideia de tomar Mashiro novamente em seu escritório; ela merecia ser tratada de forma muito mais respeitosa —, e seus lábios cobriam um mamilo enquanto suas mãos acariciavam o outro, ela conseguiu dizer entre gemidos:

“A-As fotos... hmmmm Ken—

Cobriu os lábios com as mãos, de forma a evitar que gemesse muito alto enquanto ele acariciava seu corpo ainda muito sensível. O capitão olhou para cima, para o relógio na parede.

Tinha uma hora antes da Reunião com o Comandante Geral.

Ele só esperava que uma hora fosse suficiente para calar Mashiro e fazê-la se esquecer daquelas malditas fotos. Se a deixasse falar, Kensei sabia que antes de dez minutos estaria concordando participar daquela loucura só porque Mashiro era Mashiro e era sempre ele quem cedia, feito o perfeito escravo das vontades dela que era.

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O Comandante Geral pareceu um tanto quanto surpreso diante do relatório apresentado pelo Capitão do Nono Esquadrão. Ainda mais porque ele — e toda a Soul Society — já estavam a ponto de acreditar que Kensei estava mais preocupado em namorar sua co-tenente — de novo, quem diabos precisava de um co-tentente? Sobretudo uma co-tenente preguiçosa como Kuna Mashiro — do que comandar sua Divisão.

Relacionamentos entre oficiais da mesma Divisão não eram proibidos na Seireitei, mas tampouco eram encorajados. Quando o relacionamento era entre Capitão e Tenente a situação era um tanto quanto mais complicada. A última coisa que Genryuusai desejava era ter que abrir uma Comissão de Apuração acerca de assédio sexual entre os membros do mais alto escalão nas Treze Divisões — já não bastava ter que lidar com incontáveis alegações assédio moral.

Na verdade, quando o Capitão Muguruma lhe enviara uma borboleta infernal solicitando uma reunião, Genryuusai já estava pronto para pagar sua parte para Shunsui — queria dizer que fora forçado a entrar na aposta, mas estaria mentindo se não estivesse curioso sobre quando os membros do Nono Esquadrão anunciariam seu óbvio relacionamento para o resto da Seireitei —, mas foi surpreendido pela teoria apresentada pelo Capitão e pela sonolenta co-tenente que não parava de bocejar enquanto os dois conversavam.

Se o que Kensei relatava fosse, de fato, verdade — por ora não passava de uma especulação —, a Seireitei precisava se preparar para o que seria uma ameaça muito maior do que Aizen Sousuke.

Quando Kuna Mashiro abrira a boca e começara a relatar suas impressões e suas conjecturas, Yamamoto acreditara estar olhando para um alienígena de trinta cabeças, mas diante do olhar sério de Kensei, o Comandante Geral percebeu que os dois realmente acreditavam naquela teoria. O fato de não terem levado tal ideia a público numa reunião com todos os Capitães e Vice-Capitães denotavam que os dois ainda tinham — mesmo que pouco e certamente infundado — respeito por aquele responsável pelos Treze Esquadrões da Seireitei.

E por isso o Comandante Geral estava muito grato.

Agora, em seu escritório na Primeira Divisão, tendo um copo de chá depositada na mesa posta entre ele e seu vice-capitão, Sasakibe Choujirou, Yamamoto Genryuusai pensou que estaria muito mais feliz se tivesse que pagar aquela quantia quase obscena de dinheiro para o mulherengo do Capitão da Oitava Divisão — o que ele suspeitava que pagaria em breve de qualquer maneira, era só uma questão de tempo até que Muguruma Kensei e Kuna Mashiro fossem obrigados a falar de seu relacionamento em público.

“Convoque uma reunião entre todos os Capitães para amanhã,” decretou com a face que parecia ter envelhecido mais algumas centenas de anos depois que os oficiais do Nono Esquadrão deixaram seu escritório.

“Certo,” Sasakibe assentiu. “SouTaichou, você acredita...?”

A pergunta ficou no ar.

Genryuusai olhou para ele por sobre a borda do copo de chá, mas não respondeu nada. Levantou-se da posição em que se encontrava e, apoiado sobre sua Zanpakutou, procurou um tomo com a história antiga da Seireitei. Quando seus olhos pararam sobre o relato da vitória dos Shinigami sobre os Quincies, uma expressão sombria tomou conta de sua face.

“SouTaichou?” Sasakibe perguntou num tom incerto.

Os fantasmas das ações de Yamamoto o visitavam com frequência e, mais do que nunca, o tenente se viu preocupado com a veracidade do relato dos Capitão e co-tenente da Nona Divisão. Para eles, que desconheciam a história da Seireitei — que nunca a souberam em seus mínimos detalhes porque ela fora apagada num rompante de extrema vergonha do Comandante Geral, como forma de proteger a Seireitei e seus mitos fundadores —, a suposta aparição de Quincies a derrotar Hollows era apenas uma teoria que jazia sem comprovação. Para ele, era extremamente preocupante.

Para o Comandante Geral era como ver seus fantasmas olhando de volta para ele e rindo de sua cara.

“Contate a oficial Kuchiki Rukia,” Yamamoto disse, fechando o tomo ao correr os olhos pelo nome Yhwach. “Diga que ela deve retornar o quanto antes. Precisaremos de todos os oficiais aqui.”

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Foi com extrema satisfação — e alívio — que Mashiro recebera a edição Especial da Revista da Seireitei sobre o Nono Esquadrão algumas semanas depois de receber novas instruções da vice-capitã Matsumoto sobre como seduzir Kensei.

Satisfação por poder andar nas ruas da Seireitei e do Rukongai e ouvir os comentários elogiosos sobre a Divisão que tanto amava — o Nono Esquadrão era, afinal de contas, sua casa e tê-la deixado cem anos prévios partira seu coração em infinitos pedacinhos — e alívio por não ter mais que tirar aquelas fotos de Kensei.

Ao menos conseguira fugir por mais um par de dias das meninas da Associação Feminina de Shinigami, pensou com um sorriso matreiro ao se empanturrar de ohagi, escondendo-se atrás de uma edição da mesmíssima revista que lhe salvara o pescoço. Passara quase mais de uma semana fugindo especificamente de Matsumoto — e sua curiosidade infinita — e da Capitã Soi Fong e da tenente Nemu — e das torturas que elas sempre planejavam infligir sobre si.

Ainda se lembrava — e não com apreço — da última vez em que fora capturada no restaurante. Na ocasião, pensara que fosse morrer virgem. Pensara que caso a encontrasse sem as devidas fotos — o que era uma realidade, convencer Kensei era muito mais difícil do que parecia, sobretudo quando não podia gritar — acabaria por morrer. Graças a Kami, pensou, não morreria virgem.

A edição Especial da Revista da Seireitei, no entanto, colocara Hisagi numa situação um tanto quanto complicada com os meninos da Associação Masculina de Shinigami, que agora o perseguiam para cima e para baixo cobrando um alto valor pela traição — aparentemente, ter se juntado à tenente Nanao era um crime hediondo.

Fechou a revista ao ver os tenentes Iba e Kira dobrarem na esquina e entrarem num bar e acenou para que Hisagi saísse de trás das caçambas de lixo que escondiam sua figura.

“Quanto você deve pra eles, Hisagi-kun?” Mashiro perguntou quando o tenente se endireitou e a encarou com um meio sorriso que indicava o quão envergonhado estava por fazê-la se envolver num problema que era só seu.

“Meu salário por uns quatro meses?” Hisagi respondeu coçando a cabeça.

“O seu o quê?” Os olhos arregalados de Mashiro fizeram com que Hisagi quisesse rir de si mesmo. Ou chorar. A co-tenente tocou os quatro dedos de uma mão por diversas vezes, como se não conseguisse conceber a ideia de ficar tantos meses sem salário.

Nem ele conseguia.

“Pode rir.”

Mas Mashiro parecia altamente preocupada com o fato de que ele teria que simplesmente dar o seu salário para os outros. Assim, sem mais nem menos!

“Você quer meus bolinhos de arroz?” perguntou depois de um tempo, oferecendo — com muita dor no coração — seu último ohagi.

Hisagi franziu o cenho.

Mashiro era uma pessoa muito... estranha.

Levantou as mãos e sacudiu a cabeça, num gesto de quem agradecia, mas declinava o que lhe era oferecido.

“Obrigado, mas não precisa, Kuna Fukutaichou.”

Mashiro deu de ombros e enfiou o ohagi restante na boca. Pelo menos sobrava mais para ela. Quando olhou para frente, avistou os tenentes Iba e Kira saindo do bar.

“Hisagi-kun, eu correria se fosse você,” recomendou com pedaços de ohagi a lhe saltarem pela boca. “Correria muito!”

Não foi preciso dizer duas vezes. Com um shunpo, Hisagi desapareceu da sua frente.

Mashiro inclinou a cabeça para o lado, lambendo os dedos um por um, enquanto caminhava de volta para a Nona Divisão sem pressa alguma.

Ai, como era bom não ser mais perseguida por ninguém!

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Muguruma Kensei era um homem que valorizava a ação. Por essa razão, muitas vezes se perguntava o que fazia no comando de uma Divisão, quando a maioria de seus afazeres consistia em assinar dezenas de relatórios e lidar com burocracias desnecessárias.

Já passava das dez horas da noite quando ele terminou de assinar o último documento embalado pelo som da respiração de Mashiro, que dormia nua em seu sofá.

Ainda que concordasse com o espírito de sua Zanpakutou — Mashiro merecia mais do que seu escritório —, seu Hollow — e ele próprio, precisava admitir — achava convenientemente excitante tomá-la em seus braços em sua mesa — e em seu sofá e em qualquer canto daquele escritório. Talvez fosse o perigo de serem ouvidos, pois sempre fora um homem dado à adrenalina. Talvez fosse a impetuosidade de seu desejo, que não o deixava esperar até que chegassem a seus aposentos.

Sacudiu a cabeça.

Tinha mais com o que se preocupar do que com o que já ocorrera. Olhando pela janela aberta, pegou dois biscoitos com raspas de limão — que Lisa trouxera em sua última visita —, e os observou com atenção. Quem diria que meros biscoitos do Mundo Real mudariam sua vida tão drasticamente — ou o fariam perceber algo que seu Hollow e Tachikaze já haviam percebido séculos atrás.

Fechou os olhos sentindo o biscoito derreter em sua boca.

Seu mundo parecia perfeito naquele momento — a calmaria antes da tempestade que ele sabia que viria a seguir quando o que quer que estivesse acontecendo com os Hollows fosse, de fato, desvendado. Até o presente momento, o Comandante Geral não fizera nada com a inteligência que ele e Mashiro passaram. E, surpreendentemente, os ataques no Rukongai pararam de súbito.

Ainda que Mashiro, Hisagi e toda a Nona Divisão patrulhassem todos os territórios diariamente, nenhum ataque voltara a ocorrer desde a fatídica convocação para uma Reunião com todos os Capitães e Tenentes. Foi com certa surpresa que ele viu o Comandante Geral não mencionar nada do que ele havia dito e com mais surpresa ainda que ele viu o tenente Sasakibe pedir que Mashiro se retirasse quando ela abriu a boca para comentar sobre o assunto de sua reunião no dia anterior que ele parecia ter convenientemente ignorado.

O silêncio que se estabeleceu após a saída de Mashiro foi aterrador. Só houve o suspiro cansado do Capitão da Oitava Divisão e suas palavras que perseguiriam Kensei durante momentos de ócio — Espero que saiba o que está fazendo, Yama-jii.

Sacudiu a cabeça.

Era um homem de ação.

De nada adiantava ficar remoendo as decisões do Comandante Geral. O que ele poderia fazer, seria feito. Na manhã seguinte, Mashiro e ele partiriam para o Mundo Real — porque obviamente a marmota brega não perderia a oportunidade de visitar os demais Vizards, muito menos de importuná-lo — para investigar o que ainda ocorria no Mundo Real. Se preciso fosse, Kensei entraria até no Hueco Mundo para obter respostas. Tudo sob o pretexto de um passeio romântico, é claro.

O que o levava a outro ponto.

Enfiou mais dois biscoitos na boca.

Graças ao trio de fofoqueiros da Soul Society, seu relacionamento com Mashiro estava na boca de cada shinigami das Treze Divisões — se já não circulasse entre as almas simplórias do Rukongai também.

Mashiro parecia não se importar, mas ele se importava — e muito — que sua vida pessoal fosse objeto do escrutínio alheio. Queria paz. Mas aparentemente paz era algo que nunca obteria em sua vida.

Por sorte, nenhum deles ganhara dinheiro — mesmo com Shunsui tentando, de forma trapaceira, dizer que nunca dissera que ele seria o único a falar para todos sobre seu relacionamento — e a aposta terminara sem vencedores. Quer dizer, Mashiro dissera que aceitaria receber a grana de todos eles, mas ele nunca perguntara se ela fora, de fato, cobrar todo mundo.

Não duvidava que ela o fizesse, apenas para ajudar seu outro tenente estúpido — ao que parecia, nenhum de seus tenentes pensava; novamente se pegou pensando que ter dois tenentes equivalia a não ter nenhum —, que devia quatro meses de seu salário para os membros da Associação Masculina de Shinigami.

Ao menos não tinha mais que posar para aquelas fotos ridículas da Associação Feminina de Shinigami — o que quase acabara por fazer, diante das súplicas da marmota brega e dos argumentos que remontavam ao sentimento de união do qual aprenderam a partilhar logo quando fugiram da Soul Society. Kensei sempre soubera que dizer não para Mashiro era inútil — ou melhor, já estava na hora de parar de culpá-la por sua incapacidade de dizer não.

O problema claramente não era ela, mas sim ele que não sabia dar um basta.

Quando a edição Especial da Revista da Seireitei sobre a Nona Divisão — e seu Capitão e co-tenente — saíra, por algum motivo que ele não fazia questão de entender — mas deve ter resultado na dívida de Shuuhei — as meninas, e consequentemente Mashiro, pararam de cobrar fotos suas.

Embora não fosse dado à certas emoções, um bolo ficara preso em sua garganta ao receber a revista que celebrava seus esforços para unificar a Nona Divisão. Perceber, poucas semanas após o lançamento da Revista, que sua amada Divisão — sua casa — era sempre alvo de comentários elogiosos por outros shinigami e pessoas comuns do Rukongai, fazia com que o peito de Kensei se enchesse de orgulho.

Abriu a primeira gaveta de sua mesa para reler a tal revista — gostava, especialmente, de uma foto em que Mashiro, Eishima, Kasaki e Todou figuravam, sorridentes, após uma missão que lhes consumira mais dias e noites do que se podia contar em duas mãos; desnecessário dizer que Tousen havia sido cortado da foto — quando ouviu o baque surdo de algo caindo no chão.

Com o cenho franzido, Kensei se abaixou para pegar a revista. Folheou as primeiras páginas e percebeu que constava nela algo como signos do zodíaco, com destaques para o signo de Leão e algumas baboseiras que fizeram sua face corar.

Como enlouquecer um leonino na cama.

O post-it de Matsumoto apenas acentuou o rubor que tingiu suas bochechas.

Imagina espalhar óleo de massagem naqueles ombros magníficos do Muguruma Taichou? Que ombros! Que braços! Que homem!

Kensei fechou os olhos, tentando se acalmar antes que acabasse deixando seu escritório e matasse com suas próprias mãos a tenente maliciosa da Décima Divisão.

Atirou a revista no lixo.

Não adiantava se estressar com algo do passado.

A edição Especial da Revista da Seireitei a respeito do Nono Esquadrão era um sucesso, ele e Mashiro estavam finalmente aprendendo a conversar sem gritar o tempo inteiro, a moral de sua Divisão disparara, e a Associação Feminina de Shinigami decidira publicar um pack de fotos do Capitão Zaraki — que surpreendentemente tinha lá suas fãs.

Não precisava se estressar com o passado.

Correu a mão pelos frios prateados e voltou a folhear a Revista sobre a sua amada Divisão — algumas histórias e depoimentos o fizeram sorrir com um enorme orgulho a preencher seu peito.

Até...

Até se deparar com um post-it na última página. Tratava-se daqueles post-it grandes com linhas que Mashiro adorava usar. Kensei pensou em amassar — por força de hábito — acreditando se tratar de algo inútil que sua co-tenente marmota escrevera, mas parou diante da caligrafia diferente. Também não se tratava de uma stabilo, mas de uma caneta esferográfica comum.

Kuna Fukutaichou,

Eu sei que não deveria pedir a sua ajuda, mas eu meio que... me envolvi em outra aposta e eu preciso MUITO da sua ajuda. Sabe aquelas fotos do Muguruma Taichou de perfil que eu apostei na semana passada? Então... tô até sem graça de dizer isso, mas dessa vez eu apostei fotos nuas dele. Tem como descolar as fotinhas aí pra sua bestie? Agora que você se esbalda com ele direto, não custa nada tirar uma fotinho daquele corpão suado pras amigas né?

Eu prometo que não vou vender ou colocar na internet — a Orihime-chan me disse que isso é crime no Mundo Real — vou só dar pra pessoa com quem eu apostei mesmo, hehe xD

Com amor,

Rangiku-san.

Uma veia saltou na testa de Kensei ao terminar de ler o post-it de Matsumoto. Amassando o papel entre seus dedos, ele se levantou de sua cadeira e caminhou até o sofá.

O som de seus passos zangados fez com que Mashiro despertasse de seu sono.

“Huh? Já é dia?” perguntou, piscando os olhos para dissipar a sonolência. “Tá sol lá fora? Por que sua cara tá tão vermelha?”

“Me explica que porra é essa, Mashiro.”

Kensei atirou o pedaço de papel em seu colo. Mashiro rapidamente se sentou no sofá, fazendo com o que o haori dele escorregasse por seu corpo despido. Com um bocejo, trouxe o papel perto dos olhos e leu a mensagem de Matsumoto.

“Ora, Kensei bobo,” ela começou com um sorriso matreiro que fez com que fumaça saísse pelas orelhas do Capitão da Nona Divisão. “Pedidos de fotos nuas? Não sabe ler não?”

Kensei lhe deu as costas.

Se continuasse a olhar para aquele sorriso zombeteiro, não responderia por si.

Tachikaze suspirou, prevento mais uma briga épica. Seu hollow estava ansiosíssimo para fazer as pazes depois que brigassem. E Kensei... Kensei só queria estrangulá-la.

Ouviu quando Mashiro se levantou do sofá e caminhou — provavelmente nua como viera ao mundo — pelo escritório até sua mesa. Kensei usou esse tempo para se acalmar, inalando e exalando profundamente.

Minutos depois, ela estava diante dele, completamente vestida, e ainda a sorrir — por Kami, como ele odiava quando Mashiro sorria daquela forma maliciosa, parecia que estava vendo a própria Matsumoto em tamanho diminuto na sua frente — com um celular nas mãos e a câmera apontada para seu rosto.

“Diga xis, Kensei malvado!”

Com um flash que quase o deixou cego, ela sacudiu os ombros e olhou para o celular com o cenho franzido.

“É, não tá perfeito, mas vai ter que servir.”

Dessa vez, Kensei podia jurar fumaça saía por suas orelhas enquanto Mashiro deixava seu escritório e dizendo para alguém no corredor que voltaria da Décima Divisão em breve. Caminhou até as portas de seu escritório, mas parou diante do gritinho assustado de uma de suas Oficiais.

Olhou para baixo e reparou que estava sem o seu shihakusou — seu corpo desnudo, salvo pelo shitagi translúcido, fez com que a vigésima oficial, que integrara as fileiras da Nona Divisão na semana anterior, o encarasse por entre as mãos que lhe cobriam as faces avermelhadas. Talvez não necessariamente a visão de seu peito desnudo, mas dos arranhões que Mashiro deixara em sua pele — e sem seu haori, que a co-tenente mais brega da história da Soul Society levara consigo.

Ao dobrar o corredor, Mashiro sorriu para ele, segurando suas vestes numa mão e o celular na outra.

“Te vejo mais tarde, Kensei malvado!”

Kensei inalou profundamente, como se precisasse encher seus pulmões de dar antes de acordar a Nona Divisão por completo — e o resto da Seireitei também.

“MASHIRO!”

Notas finais
E acho que é isso. Espero que tenham gostado. Agradeço muito a todos que acompanharam. E já agradeço aqueles que vierem a ler a fic no futuro. Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!