Helpless When She Smiles.
8 Capítulo 8: Mystic Falls
Notas iniciais
POV KLAUS
–O que? Você não pode estar falando sério... -gritou Cami, eu não esperava esse lado dramático e sim um mais objetivo-
–Pense como quiser o fato é que iremos para Mystic Falls hoje!!! -completei firmimente- Acho que ás vezes ela esquecia que eu era um híbrido imortal e poderoso que poderia mata-la com um simples aperto de ossos. Ela me encarou confusa.
–Isso tudo não é por minha causa não é? Não tem nada haver em me proteger... Você está indo pensando nela... -havia uma leve pontada de raiva, talvez até de ciúmes, ignorei-a gesticulando uma das mãos indicando o caminho da porta. Ela bateu os pés com força e se foi porta a fora. Eu não podia culpa-la. Ela estava certa. Era tudo por Caroline. Eu precisava ve-la.
–Então é esse o seu plano? Esquecer Nik? -disse Rebekah em tom de desaprovação. Eu sabia que ela seria contra qualquer coisa que magoasse –embora ela tenha feito atos assim- o irmão. Mas eu não poderia ter mais um coração partido. Não poderia ter dúvidas quando minha razão é certezas. Não poderia viver a base de um amor que deixa de lado todos os meus princípios... Por mais duro que fosse, era o certo a fazer. E seria fácil, uma vez que ele está em New Orleans. Rebekah iria se encontrar com Matt. Estava ao telefone com Bonnie, ela havia concordado com minha iniciativa de esquecer o híbrido –eu o chamava assim na esperança de tomar algum sentimento ruim sobre ele, não estava funcionando, claro- ou de fato, estava mais feliz em me contar como estava seus planos em se mudar com Jeremy.
''Como assim você e o Jeremy vão morar juntos???? –minha voz se alterou- Bonnie riu ''Shhhhhhh Caroline!!!!! Elena ainda não sabe e talvez eu nem faça isso... Mas... Queremos mesmo ficar juntos.'' –aquilo fez meu coração vacilar, eu realmente, por um momento- ''Eu desejo toda a sorte que eu não tive, pra vocês!'' Ela agradeceu mas percebeu meu tom triste. ''Ainda é sobre Kla...?'' não deixei terminar de pronunciar o nome dele. ''Sim... Mas vai passar...'' Bonnie suspirou ''Você disse isso nas 2 últimas semanas Car...'' -eu fingi um riso animador- ''Não se preocupa, vou dar uma saída e mais tarde nos falamos, se cuida'' E desliguei. Eu estava mentindo pra mim mesma nesses últimos dias, criei falsas esperanças de que um dia poderia sentir todo aquele ódio, aquele descaso que um dia eu senti por ele, mas, estava enganada. O sentimento mais obscuro que sentia por Klaus era obsceno, sujo. Mas eu gostava... Eu não fui a mesma desde que ele me ''deixou''... Não era como se eu fosse um disco que poderia trocar só porque estava travado. A música arranhada iria sempre ser lembrada, não importa quantos discos novos eu ouviria.
Decidi comer algo no grill com Stefan. Ele havia voltado depois de sua longa viagem pós-esquecer-Elena. Ele estava bem, seus olhos transmitiam calma e isso era bom.
–Nunca gostei muito de tequila, acho que é porque nunca soube me portar depois de 3. -comentou ele, rimos juntos-
–Pelo menos você viveu tempo bastante pra aprender um pouco sobre bebidas.. -falei, ele pousou sua mão sobre o rosto-
–OHHHH tô me sentindo ofendido -a mão deu lugar a uma bebida- eu sorri.
–Velho! -rimos juntos-
–E como está o desafio esquecer o hibrido? -perguntou ele com desdém, mas seus olhos eram pesarosos-
–Estou indo bem -menti covardemente- Eu deveria contar a verdade e mostrar como me sentia a respeito de tudo mas não quis preocupa-lo. Ele sorriu gentilemente. Após várias bebidas, fomos pra casa. Stefan ofereceu uma carona mas recusei, precisava pensar em todas as coisas e queria um tempo pra mim. Dirigi meu carro até a rota 67 e inesperadamente meu pneu furo no meio do caminho. Não havia bebido muito mas não havia lembrado onde coloquei meu celular. Andei de um lado a outro, mas nenhum carro passaria a essa estrada altas horas da noite, pensei em ir andando até que.
–Pensando em fugir, querida? -perguntou sarcasticamente a voz, me virei e vi que não era minha cabeça me pregando peça e sim... Klaus.
–Não me chame assim. -respondi- eu estava zangada com ele desde nossa última conversa e estava tentando esquece-lo, ele não devia me causar nenhum efeito -pelo menos era o que eu pensava-
–Chame-lhe o que? ele respondeu, fingindo inocência. Ele estava fazendo joguinhos, certamente me vigiou o dia todo. Sabia do meu jantar com Stefan. Klaus era esperto e não gostava de imprevistos ou de Stefan.
–Querida. É bruto e degradante. Não me chame assim. Não somos tão íntimos pra essa troca de ''apelidos''.. -ele foi se aproximando, eu dei um passo pra trás. Eu não sabia o que Klaus queria e o que estava acontecendo com a gente. Mas uma certeza eu tinha: Eu o amava e não importava como, eu iria esquece-lo ali e agora.
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