Notas iniciais
Oi leitoras(es) saudades! Desculpa pela demora, facul + trabalho acaba com sua vida, literalmente! Queria pedir pra vocês dar sugestões, continuar comigo e ler bastante!! Bjs :)

–Car ainda bem que chegou.. — Elena disse aliviada, parecia que já me esperava á tempos.

–Me conte.. O que aconteceu com minha mãe? E a propósito.. Como soube disso? -perguntei reorganizando as ideia, meu bom senso não funcionou depois do que aconteceu com minha mãe.. Eu não pensava com clareza. E Elena não me transmitia tranquilidade ao soltar um suspiro longo e demorado.

–Não sei como começar isso.. -falou ela sem jeito-

–Tudo bem.. -disse Damon aparecendo na sala, poupando Elena de dizer o real assunto. -Eu vou dizer sem rodeios.. O acidente de sua mãe não foi um acidente, foi algo armado. -ele dizia aquilo com certa ironia mas com raiva. Além do que parece, Damon e minha mãe faziam parte do Conselho e eram amigos. Aquilo também o afetou.

–Armado? -minha voz era quase inaudível, eu tentava assimilar cada palavra que ele disse, mas eu não conseguia. — Por quem? Porque? -as lágrimas ameaçaram cair sob meu rosto, Elena se posicionou do meu lado me dando apoio.

–Damon.. -advertiu ela, eles se entreolharam, não tinham certeza se iria contar o resto ou não-

– Tyler. Ele a viu com o Klaus e deu um surto.. Sua mãe estava voltando da rota e o viu, ela parou para ajuda-lo.. perguntou o porque estava tão mau e ele de impulso mau pensado descontou a raiva que sentia nela. -Damon falava rápido demais, estava tentando me fazer sentir menos do que eu sentia.. Não resolveu muito. Minha cabeça não pensava direito.. Depois de ter acabado com meu coração ele queria acabar com minha vida? Eu não o pouparia se Klaus quisesse mata-lo nesse exato instante. Ok.. Talvez exagerei ao pensar nisso mas a raiva me dominava a cada músculo meu. Mas como ele me viu com Klaus? Talvez estivesse perseguindo seus passos e sem querer eu estivesse na mira no meio da vingança. Mas eu não queria ver o lado dele.. Ele machucou minha mãe, não importa as justificativas que ele pense em dar.

– Tyler acabou de morrer completamente pra mim. -minha voz foi dura até para mim-

– Que bom saber que aquele monstro corrompeu sua cabeça contra mim. -falou Tyler aparecendo entre Elena e Damon. Encarei os dois sem entender coisa alguma.. Que diabos ele estava fazendo ali????? Eles saíram do cômodo me deixando ali. Uma enchurrada de sentimentos apareceu ao ve-lo ali parado na minha frente. Uma mistura de dor com raiva..

– O que faz aqui? Não bastasse sua vingança, agora quer me envolver nisso também? Envolver minha mãe? -minha voz aumentava a medida que a raiva reagia em mim- Seu rosto ficou irônico, sem qualquer arrependimento.. Eu não o conhecia mais.

– Minha vingança nunca teve haver com você..-dizia ele se aproximando cada vez mais de mim- Mas já que você resolveu ir pro campo inimigo.. -ele estava á centimetros do meu rosto- Nada mais justo que aproveitar esse lado. -minha vontade era de bate-lo.. quebrar seus ossos em 3 e faze-lo se arrepender de cada palavra que dizia. Mas lembrei que eu era melhor que isso.. Melhor que a vingança dele. Minha cabeça estava preocupada demais para deixar que ele me afetasse assim.

– Então não foi acidente? E nem impulso mau pensado? Foi ego ferido.. -concluia a cada vez que olhava seu rosto e a raiva acendia- ele gargalhouu.

– Pelo menos consegui enganar Elena e Damon contando uma história comovente de como tudo aconteceu. -se vangloriava, agora com certeza ele estava assinando seu tratado de morte... Damon não iria deixar se enganar, não depois de ouvir isso tudo no segundo andar da casa junto com Elena.

– Para o seu bem estar Tyler.. sugiro que vá pra bem longe.. Porque Damon está apenas esperando eu encerrar essa conversa pra te matar -podia ouvir Elena o acalmando..- e Klaus.. se descobrir de você.. irá querer o mesmo destino.

– Klaus? Estou o enfrentando a semana mas ele não reage a altura.. acho que está com medo de sair machucado.. -sentou-se em uma cadeira, curvando-se para trás-

– Enfrentando? Porque diz isso..? -eu não entendia o porque de Tyler continuar respirando..-

– Hm... Eu o ataquei enquanto estive em New Orleans.. Ele me deixou sair ''ileso''.. e em outras ocasiões, ele nunca terminara o que começava.. Cheguei a pensar que estava fora de forma. -riu- Talvez se ele estivesse aparecido algum tempo atrás eu poderia querer ouvi-lo mais do que tudo.. Mas depois do que fez a mim.. e principalmente a minha mãe.. Ele se levantou e veio até mim, sua mão percorreu meu rosto. Eu repudiava cada ação de Tyler. Virei minha cabeça e tirei sua mão de mim.

– Talvez Klaus não seja o monstro.. e sim você.–encarei-o, seu rosto tranparecia raiva.

– Eu fiz o que fiz em uma ação mau pensada.. Depois pensei e percebi que foi por raiva.. No fim, percebi que você mereceu o que fiz..

– Eu te odeio..

– Suas escolhas estão te trazendo má sorte Car.. Pense bem em qual lado ficará.. Isso irá te afetar mais do que imagina.
– Eu não me importo.. não tenho medo de você mas se tentar outra coisa contra minha mãe.. Irei esquecer que um dia me importei com você e irei eu mesma te matar. -sai dali numa rapidez imensa, se eu ficasse não poderia me controlar. Voltei ao hospital e e deparei com a cena mais inusitada de todas: Klaus e minha mãe, conversando e sorrindo.. Como se fosse bons amigos em clima de piadas. E por um minuto esqueci da raiva que me consumia minutos antes. Não consegui interrompe-los. Seguida de outra risada e um boa noite de minha mãe, entrei no quarto.

– Boa noite. -disse aos dois- minha mãe me encarou, Klaus fez o mesmo.

– Aonde esteve? Fiquei preocupada.. — falou minha mãe num tom doce, eu me aproximei dela e a beijei. Klaus se levantou da cadeira ao lado da cama.

– Não fique, estava com Elena. -disse acompanhando o olhar de Klaus.. parecia me aliviar. Ele sabia que havia algo errado.

– Tudo bem.. Klaus me manteve ocupada demais ao contar sobre como é New Orleans.. -ela o encarou sorrindo, ele retribuiu o sorriso.

– Você é uma boa ouvinte.. ainda está de pé meu convite Liz. -falou ele gentilmente. Quanto tempo fiquei ausente pra me deparar com aquela cena.. Era verdade o que meus olhos e ouvidos viam e ouviram?

– O que eu perdi? -perguntei, encarando os dois, eles sorriram, é claro que não iam dizer.. ignorei o fato- Minha mãe nos desejou boa noite e cochilou segundos depois. Fomos para o corredor.

– Desde quando virou amigo de Liz Forbes? Minha voz saiu mais animada do que o necessário. Ele me encarou com um sorriso.

– Sua mãe é uma ótima pessoa, não foi difícil a manter ocupada.

– Obrigada.

– Porque seu rosto não me parece tão bem quando me flagou sorrindo com sua mãe? -ele havia percebido minha presença, vacilei esse pensamento.-

– É.. que o que tenho pra falar.. Não é nada bom quanto.
(...)

– Tyler.. Ele machucou minha mãe.

– Aquele.. Ele não seria capaz..

– Seria como fez e disse. -não estava ligando pra segurança de Tyler, agora quem o queria morto era eu-

– Ele está aqui em Mystic Falls?

– Sim.. Disse que fez por nos flagrar juntos e que é uma parte da vingança.. E que se eu.. Estivesse com você também sofreria as consequências.

– Eu devia te-lo matado quando tive chance...

– Algumas semanas atrás em New Orleans pra ser mais preciso?

– Ele te contou sobre isso também?

– Sim.. e eu não entendo. Porque o poupou Klaus? Você poderia ter acabado com ele.. -ele tentou procurar palavras, ficamos em silêncio até que disse-

– Estava o poupando por você.. Você o amava e sei o quanto se importava. Eu quis mata-lo.. Tive as chances e talvez se o caçasse agora também o conseguiria. Mas uma vingança não vale de nada quando comparada a você. -ele pronunciava as palavras rápido demais e meu cérebro processava tudo aquilo muito lento.. Klaus realmente sentia algo por mim? Era isso?

– Klaus..

– Caroline.. Se você confessar pra mim o que já se convenceu.. Eu serei seu.

– Eu não sei o que pensar.. É sobre você que estamos falando.. Niklaus Mikaelson.. O temido, que matou mais pessoas do que sua real idade. O híbrido com mais inimigos do que eu possa imaginar.. Você é mau Klaus.. Eu nunca poderia esperar nada de bom vindo de você. E eu não quero esperar mais nada de ninguém.

– Eu não a culpo de pensar isso de mim.. Você não disse nenhuma mentira ou ilusão a meu respeito.. Mas quero provar a você que posso ser mais que sombrio e cruel. Todos temos lados obscuros que mostramos um ao mundo e o outro o escondemos.. O meu lado obscuro é o que eu mostro.. Me permita te mostrar o meu outro lado.

– Eu não sei..

– Você ainda o ama?

– Não.. Eu só não quero estragar o que ''a gente tem.''

– O que nós temos?

– Essa... -falei, corada, gesticulando as mãos entre ele e eu- Isso... -ele arqueou as sombracelhas e riu, eu bufei- Você entendeu.. -ele riu ainda mais e eu também não pude deixar de sorrir-

– Preciso voltar pra New Orleans.. -disse ele, á centimetros do meu rosto, o doce aroma do seu perfume impregnava meu nariz..

– Já? -minha voz saiu alarmada demais, ele riu e afagou meu rosto-

– Sim.. Preciso resolver alguns negócios.. -apertei sua mão mais ao meu rosto- Mas em breve eu volto.. Ou você poderia me visitar.. -sugeriu ele, arregalei meus olhos.. O que os irmãos dele iriam pensar?

– Se você demorar.. Prometo que vou. -foi só o que consegui responder ao ve-lo despedindo de mim com um beijo no rosto e colocando uma jaqueta preta. Suspirei ve-lo indo embora, dando passos largos mas sem perder o jeito nem a maneira. Klaus não havia levado só a jaqueta, havia levado tudo de mim... O que ele tinha feito que eu nunca mais fui eu mesma sem te-lo por perto?