Help Me, Please
1 Capítulo 1 - Let's Start
Notas iniciais
–FOI SÓ UMA LUZ, NÃO SEI O QUE ACONTECEU.
Por mais que eu gritasse, ninguém me ouvia. O sangue escorria por todo meu corpo e não sabia se ainda tinhas minhas próprias pernas. Eles eram nada mais que profissionais dispostos a morrer só para arrancarem a verdade de mim. Afinal, é assim que os Jogos funcionam.
Meu distrito ficou chocado quando aquilo aconteceu. Justo com a tão aclamada filha do prefeito Joseph. Encarei tudo com garra, como disse meu pai. Mas meu medo era maior que isso, afinal não é todo dia que dois homens do passado aparecem de repente. Lembro-me como se fosse ontem.
Estava saindo para dar uma volta pela Praça com Tek, meu namorado. Ele estava falando o medo que sua família estava por ser o primeiro ano de sua irmã na Colheita. Eu vivia dizendo que eram poucas chances, mas a verdade é era possível. Sei que ele ficava chateado por eu ter só um papelzinho lá dentro, enquanto ele já conseguiu o máximo.
–O pior é que não tenho mais idade para ir no lugar dela...
–Eu vou – respondi, olhando para cima.
–Por favor, Jessie. Você é filha do prefeito. Não iria nem se quisesse – ele respondeu com um tom sério.
Isso fazia me sentir inferior. Parecia que não tinha capacidade nem de proteger quem eu amo. Mudamos de assunto.
Avistei Felix, um amigo de Tek. Eles se cumprimentaram, mas o garoto parecia meio desesperado. Ele sempre teve medo da Colheita, desde seu irmão foi para lá e não voltou. Tek disse que iria levá-lo para a casa e dar um tempo lá. Concordei em ir para casa sozinha. Meu primeiro erro.
Foi simplesmente um clarão gigantesco e me arremessou para longe, me fazendo bater a cabeça com força na calçada. Digamos que foi uma forma dolorida de conhecer os irmãos Winchester.
[...]
Quando acordei, parecia que ia vomitar. Estava em uma dessas casinhas dentro da floresta, havia fogo e duas armas em cima de uma mesinha. Fiquei com medo, claro. Poderiam ser inimigos do governo ou sequestradores baratos em busca de dinheiro. Levantei-me e dei de cara com um rapaz; 26, 27 anos. Bonito.
–Tá se sentindo melhor? – ele perguntou – Colocando a mão sobre a minha testa.
–Não tenho dinheiro, me deixe em paz – respondi, afastando sua mão.
–Não quero seu dinheiro.
Ele tinha um jeito meigo, mas iria pensar duas vezes antes de confiar nele.
–Vou acabar com a raça dela. Vadia! – outro homem apareceu gritando.
–Não conseguiu sinal? – o rapaz que estava comigo perguntou.
–Claro que não, olha onde a gente tá. Ou melhor, quando a gente tá...
Poderia ser a pancada, mas estava me sentindo muito confusa, especialmente com essa conversa. Me levantei e preparei para correr, mas nem tinha forças, iria cair se não me segurassem.
–Ainda tá fraca. – o mais velho disse.
–Qual seu nome? – o outro perguntou.
–Katniss Everdeen...
Sei que não devia mentir meu nome, mas seria pior.
–Bom, Katniss, eu sou Sam. Esse é Dean.
–O que vocês querem? Vocês provocaram a explosão?
–Sim e não – disse Dean – Não queríamos estar aqui, acredite.
–Mas estamos não é? Podemos saber o que aconteceu – disse Sam – Katniss, onde estamos?
–Vocês não sabem? – eles balançaram a cabeça – Tem certeza que não foram nocauteados? – suspirei — Bem vindos à ilustre nação de Panem, onde nossos antepassados chamavam de América do Norte. Com força e determinação, surgimos das cinzas para criar essa sociedade maravilhosa.
–Sarcasmo? – Dean perguntou.
Sorri. Claro que era. Nada contra o país e tal, mas o Governo. É outra história.
–Por que não existe mais a América do Norte? – Sam perguntou.
–De onde vocês vieram? – perguntei incrédula. Desde que nascemos, sabemos essa história. É, tipo, impossível você não saber.
–Você não acreditaria – Sam disse.
–Tenta – respondi.
–Somos do ano de 2012. Quando ainda existia os Estados Unidos.
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