Hello, dear husband!

4 Capítulo 4 - One of the Mills


Notas iniciais
Nesse capítulo vão haver flashbacks da Enchanted Forest pré-maldição e um fato não-dito sobre a Regina.

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ENCHANTED FOREST, ALGUNS ANOS ANTES DA PRIMEIRA MALDIÇÃO...

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– Tudo o que você precisa fazer é entrar na taverna, Regina. — Tinkerbell disse e em seguida, se retirou.
Regina fechou a porta da taverna e em seguida saiu correndo. A noite era chuvosa, as ruas de pedra, escuras, contrastadas com as luzes alaranjadas dos candelabros vistas das janelas das casas eram um espetáculo à parte.

Passando por uma esquina, Regina tropeçou e caindo de cara no chão, começou a chorar com o lábio superior ferido.

– Uma esmolinha para uma alma velha e sofrida? — Disse uma voz trêmula e rouca vindo de um beco escuro.

– Claro, aqui... — Disse Regina, enfiando a mão no bolso da camisola e dando um dobrão de ouro à senhora.

– Quanta bondade! Deixe que eu lhe ofereça algo em troca. Eu sou uma moira, posso ver o futuro. Permita-me lhe fazer uma previsão. — A senhora respondeu dando uma mordida e inspecionando o dobrão, Regina quase que riu com a cena, mas estava muito aflita.

– Não precisa, eu já deveria est...

– Por favor, eu insisto! — Disse a velhinha.

– Tudo bem, vá em frente, então! — Regina respondeu.

A senhora ergueu o braço direito e a coisa mais estranha aconteceu: um OLHO apareceu na palma da mão dela. Ela movia as mãos erguidas para os dois lados lentamente como se catalisasse algum sinal ou algo do tipo.

– Vejo muita escuridão... Sua vida é cercada de trevas... — A velhinha falava suspirando como se estivesse fazendo um esforço imenso.

– Eu sei que está tentando ser gentil porque eu lhe dei dinheiro, mas eu realmente não preciso que me aponte o óbvio, eu realmente já v... — Regina tentou, mas foi interrompida por um brusco empurrão que parecia ser decorrente de um gesto que a moira fez com a mão.

– Silêncio, insolente! — A voz disparou como um trovão. A moira havia mexido os lábios, mas definitivamente não era mais ela falando. Regina ficou estagnada com a forma iluminada em azul, verde e turquesa se erguendo do corpo da velha senhora quase como um controlador de marionetes e seu boneco, exceto que a entidade parecia estar fluindo de dentro da mulher e não o contrário. — O amor verdadeiro era o único lampejo de luz que poderia te dar o impulso necessário para não sucumbir às trevas. Você está por sua conta agora.

– Não! Não! Eu posso voltar! A taberna fica à algumas quarteirões daqui, ainda dá temp...

– Você não consegue entender, menininha arrogante? No momento em que você fechou aquela porta, você modificou toda a história. Está encerrado.

– Então o homem da tatuagem de leão...

– À partir de hoje e por toda a eternidade, não é mais seu amor verdadeiro. — O espírito disse e se recolheu para dentro da senhora de forma quase que instantânea, a mulher estava deitada no chão, recuperando os sentidos.

– Você está bem? — Perguntou Regina.

– Sim.. cof cof. — A velhinha ensaiou. — O que ela te disse?

– Uma coisa horrível.

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DIAS ATUAIS

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– Pode parar de tentar reanimá-lo, irmã. Ele está sobre o efeito de uma maldição do sono. Deveriam ter pedido uma porção de nachos no lugar de lasanha. — Regina ironizou ao telefone.

– Você tem alguma ideia do que acabou de fazer? — Zelena falou chorosa.

– Ah, qual é? Você sabe muito bem como quebrar uma maldição do sono...

– Sim, eu sei! E isso que me angustia. A Marian da terceira idade está vivendo seus dias de rainha de sabá na floresta encantada, você... Dispenso comentários. Robin está...

– Vai continuar com essa falsa modéstia e idiotice ou vai beijá-lo?

– Como você pode ser tão cruel? Você sabe que isso pode não funcionar!

– Se isso acontecer, você poderá realizar a missão que eu vou dar sozinha e quando voltar, Roland poderá dar um beijo do mais genuíno amor verdadeiro de pai e filho no seu amado ladrão. Se não acontecer, vocês dois farão o que eu digo e terão Roland de volta... O que tem à perder? — Regina falou dando indícios da sua chantagem.
Zelena se inclinou e beijou Robin, fechou os olhos ao não ter uma reação imediata. De repente, Robin acordou com uma longa respirada seguida de tosse.

– Zelena! — Ele tentou com as poucas forças e recém-retornados sentidos.
Nessa hora, Regina apertou o telefone com as unhas, fechou os olhos e cerrou a mandíbula de raiva.

– Robin! — Ela exclamou.

– Onde está Roland? — Ele perguntou se levantando.
Zelena põe o celular no viva-voz.

– Parece que eu terei dois macacos-voadores ao invés de um nessa jornada! — Regina provocou.

– O que você quer de nós? — Zelena perguntou.

– Apenas uma coisa me separa do meu final feliz... Bem... Duas contando com minha insana irmã fura-olho. Eu preciso de um objeto muito especial que está no apartamento do quem-sabe-se-está-mesmo-finado-já-que-você-também-tinha-morrido, Baelfire.

– Conte-me: que objeto é esse?

– E estragar a surpresa? — Regina riu. — Vocês devem partir imediatamente. O quanto mais cedo forem, mais cedo terão o Roland de volta.

– Porque você está fazendo isso?

– Porque VOCÊ está fazendo isso? — Regina começou a gritar — Tudo estava indo tão bem e você tinha que aparecer, estragar tudo e ainda ENGRAVIDAR?

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ENCHANTED FOREST

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– Eu sei os preparativos de uma poção, muito antiga que pode te ajudar a se desprender do que quer que ela tenha te dito, se te aflige tanto. — A velha senhora disse.

– Uma poção do esquecimento? — Regina perguntou com uma expressão de consideração pela ideia sugerida.

– Sim, isso! Aqui... — A velha tirou do bolso um livreto de capa azul turquesa, todo surrado e com as páginas amareladas; Arrancou uma página e entregou a Regina. — Prepare isso e beba o quanto antes. Apagará todas as memórias recentes.
Regina correu para o palácio e ao chegar lá, se trancou em seu quarto para preparar a poção. Todos sabiam que ela praticava feitiçaria, mas eram apenas rumores, ela não queria que ninguém a visse, especialmente o rei Leopold. Ela preparou a poção, tomou e nada aconteceu. Regina ainda se lembrava de tudo. De repente ela ouve batidas à porta do quarto. Ao atender, a surpresa: era a moira.

– O que você está fazendo aqui? Ah, não interessa. Entre rápido. — Regina disse puxando a senhora pra dentro. — Eu tomei a poção e nada aconteceu, eu ainda me lembro com riqueza de detalhes de absolutamente tudo.

– Isso é porque o que você tomou na verdade era uma poção da esterilidade. Você está amaldiçoada, queridinha! — A mulher disse e uma fumaça de magia a envolveu, trazendo Rumplestiltskin ao se desfazer.

– Oh meu... — Regina começou a respirar ofegante e se apoiou numa mesa com frutas, queijos e vinho. Em seguida, pegou uma garrafa e pôs um pouco em uma taça ainda com expressão de pânico. — Como você pode?

– Eu vou precisar desse vazio no futuro... Mas, se te faz sentir melhor, a poção do esquecimento está nesse copo de vinho que você bebe. — Rumple disse soltando uma risadinha maligna.

– Como você.... Rumplestiltskin? O que está fazendo aqui? — Regina perguntou colocando a taça de vinho na mesa.

– Percebi que você anda precisando de umas aulinhas extras e me predispus. Hoje vamos aprender a diferença de uma poção do esquecimento para uma maldição de esterilidade. — Ele riu.

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DE VOLTA AOS DIAS ATUAIS...

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– E eu já estou farta de falar com você por uma vida, irmã. Por favor, passe o telefone para o Robin.

– Ela quer latir pra você. — Zelena falou para Robin, entregando o telefone.

– Regina, prometa que não fará nenhum mal ao Roland! — Robin exclamou.

– Eu não vou fazer absolutamente nada... Mas...

– Mas o quê?!

– Existe um tempo limite para essa maldição em específico. Se não se apressarem.... Bem... Temo pela vida do pequeno Roland. — Regina explicou com desdenho.

– SEU MONSTRO! — Robin Gritou chorando.

– Tic... toc...

Continua...

Notas finais
Próximo capítulo, haverá a cena da capa da fic Espero que estejam gostando, opinem! 💜
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.