Hello, Shinee
2 O Encontro
Notas iniciais
Agradeço muito muito muito por lerem o prólogo e terem deixados reviews o// e por que vocês lerão mais esse capítulo ^^
-Mas que cara é essa?
Virei-me. Era TaeMin; ele estava tentando segurar o riso. Atrás dele, JongHyun espiava para dentro da cozinha, curioso.
-Ah. Nada. – respondi.
Eu virei as costas para ele, porque sentia que meu rosto estava fervendo.
O microondas piscou e acendeu a luz. Abri e tirei o pacote de pipoca que estava lá dentro, mas logo perdi a fome. Eu tinha coisas mais importantes a fazer do que comer pipoca.
-Aish! Eu vou ter que comer isso?- Taemin apontou para a panqueca de Onew com o nariz tampado.
-Quem disse que é para você? – retrucou Onew.
Deixei a pipoca em cima da mesa e disse: — Pode comer a minha pipoca. Perdi a fome.
Fui para o meu quarto, enquanto TaeMin erguia uma sobrancelha. Abri o armário e comecei a procurar uma folha grande. Logo que encontrei, peguei um lápis e comecei a desenhar.
Um queixo fino e delicado, bochechas avermelhadas e nariz pontudo. Cabelos negros, como a noite, e olhos surpreendemente azuis claros.
Larguei o lápis, fechei os olhos e revivi aquele momento através de minhas lembranças...
“MinHo fechou a porta na minha cara, quase encostando no meu nariz, e de relance, pude perceber que ele estava se segurando para não rir. Bufei. Novamente eu que iria fazer as compras.
Resolvi ir a pé mesmo. Quando virei à esquina, vi uma garota de cabelos pretos e reluzentes, balançando a cada passo que ela dava. Não deu para ver o rosto dela, pois estava de costas para mim, mas já dava para perceber que era bonita. Muito bonita.
Suspirei, andei mais um pouco e entrei no supermercado. Estava lotado, pois o Natal já vinha se aproximando. Eu havia perdido a garota de vista.
Quando estava indo na direção da seção dos pães, arfei e deixei minha carteira cair.
A garota que eu havia encontrado na rua estava ao meu lado, me encarando.
Seus olhos eram um azul tão lindo que contrasatava com seu cabelo. Tinha um quixo fino e delicado, e nariz pontudo, levemente arrebitado.
- Por que está me seguindo?- perguntou ela, e surgiu uma ruga no meio de suas sobrancelhas.
Por um momento, ao ficar olhando os olhos da garota, eu havia esquecido como se falava coreano.
-Ah. E-eu não estava te seguindo.
Ela bufou.
-Ah, poxa... – murmurou ela.
Eu abri a boca, e ela me interrompeu:
-Eu te conheço de algum lugar, certo?- perguntou ela
-Eu te vi na rua. – respondi confuso.
Ela riu.
-Você não consegue me reconhecer? – perguntou ela, meio esperançosa.
Pensei um pouco.
-Não. – Eu nunca tinha visto olhos assim, senão eu lembraria.
(...)
O tempo todo que eu estava fazendo compras, ela ficava me seguindo, perguntando se eu me lembrava dela. De um certo modo, isso foi constrangedor.
-Por que fica perguntando se eu me lembro de você? – indaguei a garota.
Ela espremeu os olhos, por fim, suspirou.
-Bem, acho que você tem o direito de saber. Há mais ou menos dois anos, eu sofri um acidente de carro, e eu bati a cabeça com muita força, então perdi a memória. Não consegui reconhecer nem a minha própria mãe, mas quando vi você entrando no supermercado, senti uma coisa diferente. Como se eu te conhecesse desde o jardim de infância, sabe?
Fiz que não com a cabeça. Eu estava começando a ficar assustado. Oque foi que eu fiz para essa garota?
Ela riu.
-Mesmo assim, eu decidi te seguir.
Eu devia ter ficado com o rosto vermelho. O assunto estava ficando cada vez mais constrangedor. Resolvi mudar de assunto.
- Hey, mas você é coreana mesmo? – (eu sei que essa pergunta soou bem boba, mas isso estava me deixando curioso demais)
-Sim, porque? – perguntou ela. – Ah ta. É por causa dos meu olhos?
Fiz que sim com a cabeça.
-É lente. Depois que sofri aquele acidente, resolvi mudar minha aparência constantemente. É que... Bem, como minha memória mudou completamente, eu me senti uma outra pessoa. Isso foi bom, mas também foi ruim. Então decidi me mudar completamente.
-Hum... – Foi a única coisa que eu disse.
Ela me olhava de um jeito estranho, como se ela esperasse que eu dissesse algo. Ou como se ela tentasse lembrar de mim.
-Você é bonita. – Disse.
As palavras pareciam ter escorregado da minha boca. Logo depois que disse a última palavra, me arrependi. A expressão dela me assustava. Depois ela sorriu.
-Ninguém nunca me disse que eu era bonita. Que eu me lembre.
Nós rimos.
-Ah, desculpe! eu ainda nem te falei o meu nome! – exclamou ela.
Ergui uma sobrancelha.
-HyeYoon. – Disse ela
-Key – respondi.
Ela arregalou os olhos.
-Esse nome... – murmurou ela. – É muito familiar....
Olhei o relógio.
-Nossa! eu preciso ir; já são quase meio dia! Eles vão ficar tão bravos comigo... – lamentei.
-Eles quem?- perguntou ela
-Meus amigos
Ela pensou um pouco.
-Posso conhecê-los?
A pergunta me pegou de surpresa.
-Hã...Ah, mas... Agente pode combinar outro dia? É que hoje, depois do almoço, eu e os outros vamos tentar compor mais algumas músicas...
-Música? Você é cantor?
Assenti.
-Eu e meus amigos temos uma banda.
Ela sorriu.
-Que legal. Um dia você canta para mim?
Corei.
-Ah, claro.
Ela pegou o celular dela e passou seu número para mim, para depois podermos nos encontrar novamente.
Andamos até a porta do supermercado, nos despedimos, e ela virou á esquerda, e eu á direita.
Enquanto caminhava lentamente até a minha casa, a única coisa que estava em minha cabeça era HyeYoon.
Quando cheguei em casa, eu já havia concluído que eu gostava dela. Gostava mesmo. E me joguei no sofá.
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