Hello Brother

2 Problema algum.


Notas iniciais
Genteeeeee, tudo bom? Queria agradecer por todos os comentários e as pessoas que estão acompanhando. Estou gostando de escrever essa fic e espero que estejam gostando de ler. Esse capítulo ficou maior que o primeiro, enjoy!

Era ele mesmo, em carne e osso parado com aquele sorriso de duplo sentido juntamente com aqueles olhos penetrantes. Quem cruzasse olhares com aquele par de safiras ficava completamente perdido, como se sua alma fosse observada. Stefan estava tão surpreso que não conseguiu exibir um sorriso de imediato, na verdade era como se o irmão fosse apenas um conhecido. Bem distante. Da última vez que viu Damon o mais jovem dos Salvatore tinha treze anos e mesmo assim só o abraçou rapidamente em Los Angeles, pois o outro tinha compromissos inadiáveis.

Estavam praticamente da mesma altura, e o rosto do irmão continuava o mesmo há 4 anos assim como o gosto para roupas: sempre negras, deixando quase transparente em ambientes escuros como naquele momento.

“Stef, a brisa está uma delícia — Começou gesticulando e olhando para os lados, e completou a encenação revirando os olhos até direcionar mais uma vez o olhar para o jovem que se mantinha estatelado na porta — mas não vai me convidar para entrar?”

O gatilho foi acionado e imediatamente Stefan estremeceu. Abriu a boca sem conseguir pensar em algo para falar, os olhos verdes ligeiramente arregalados e um nó na garganta. Queria abraçar o mais velho por causa das saudades, da perda dos pais, mas se segurou. Damon não tinha olheiras, nenhum sinal de choro e também não fazia menção alguma de se aproximar mais que o necessário de Stefan.

“Não sabia que vinha — disse assim que aquele nó saiu, entretanto continuou parado na porta impedindo a entrada do outro — Como descobriu que estava aqui?”

“Sabe como é, Stef… Você contou para a Lexi que estava aqui e ela me mandou uma mensagem” — respondeu naturalmente mostrando o volume do celular no bolso da calça.

“... Nossos pais estão mortos.”

“É. Eu sei — franziu o cenho e desviou o olhar. Claramente os irmãos tinham maneiras diferentes de superar certas situações. O mais velho sentiu uma brisa gélida o acariciar na face — Não vai me deixar entrar?”

“Desculpe” — Saiu do caminho e esperou que o mais velho entrasse na casa.

Damon limpou os sapatos no capacho e entrou mais a frente para que o outro pudesse fechar a porta. Dentro da casa o clima era mais quente, mais acolhedor e ele logo relaxou os ombros. Dirigiu o dia inteiro e seu corpo estava dolorido, além do cansaço que quase o fez ir direto para a casa dos pais.

As vozes na sala subitamente desapareceram e segundos depois as três garotas estavam naquele corredor de entrada olhando o estranho com curiosidade e as testas franzidas. Elena sabia que conhecia o mais velho de algum lugar, e então se lembrou: algumas fotos que Stefan mostrara uma vez de viagens que fez com toda a família. Nunca entendeu muito bem o motivo de Damon morar com o tio e não em Mystic Falls.

“Seu irmão?” — Caroline se apressou em perguntar, e sorriu feito boba para aquela visão a sua frente. Ele não era só bonito, era divino.

Yep, sou o irmão dele” — acenou levemente para as três, mas não deu muita bola. Eram muito jovens.

Bonnie arqueou as finas sobrancelhas e cruzou os braços: não gostara muito do rapaz, podia ver aquele sorriso e sentir um desconforto instantâneo como se ele estivesse escondendo algo. Ele não parecia boa coisa, a começar pela maneira natural com que chegara.

“Eu sou Elena” — disse a ex de Stefan, se aproximando do rapaz para o cumprimentar como toda pessoa normal faria.

O rapaz de cabelos negros a encarou até entender o que deveria fazer. Se curvou levemente para poder dar e receber um beijo em sua bochecha, e então teve que fazer a mesma coisa com a loira que praticamente o engolia com aqueles olhos redondos de gato.

“Sou Caroline” — disse baixinho para depois puxar Bonnie. Não seja mal educada com o bonitão, pensou irritada e suspirou com alívio instantâneo quando a morena o beijou na bochecha e fingia um sorriso de boas vindas.

“Então maninho, qual das três é a sua ex-namorada? — ele indagou curioso e um sorriso sacana brotou em seus lábios. Tocou o ombro do mais jovem dando leves batidas no local e encarou cada uma das meninas. Apontou para Elena — Você? Aposto que sim.”

“Acertou — com as maçãs do rosto coradas ela apontou para a sala de estar onde seu irmão, Jenna e Ric estavam esperando — Entre, estamos vendo um filme e comendo algumas besteiras”.

“Elena? Com quem estão falando? — a voz alta de sua tutora chamou atenção do grupo, e eles caminharam mais para dentro até que ela pudesse vê-los. A ruiva arregalou os olhos na hora em que estava colocando um tanto de pipoca na boca e se levantou apressada. Passou as mãos na roupa cheia de farelos e ajeitou os cabelos longos — Elena! Quem é o seu amigo?”

“Na verdade Jenna, ele é meu irmão” — Stefan se pronunciou e pegou o mais velho pelo braço, arrastando-o para perto da mulher da casa. Jeremy revirou os olhos, e Ric apenas sorriu e foi o cumprimentar com um aperto de mãos.

“Eu vou pegar mais… Molho, Elena, me acompanha?” — sorrindo, seus olhos castanhos encararam os da sobrinha. Não foi um pedido mas sim uma ordem, e juntas seguiram até a cozinha.

Jenna abriu a geladeira e olhou para a sala para ter certeza que ninguém estava olhando.

“Isso é sério?”

“O que é sério?” — a menina arqueou as sobrancelhas e pegou um pote de porcelana para terem onde colocar o molho.

“Esse irmão do Stefan, Elena! — os olhos da tutora ainda estavam arregalados, a mão direita posicionada na cintura, sussurrou: Ele é ridiculamente gostoso.”

“Jenna! — Repreendeu dando um leve tapa no ombro da tia, mas em seguida soltou uma risada baixa — É mesmo.”

[...] Ficaram todos quietos. Ric, Stefan e Jeremy assistiam ao filme e comiam normalmente enquanto as meninas não paravam de observar o recém chegado que estava sobre a poltrona do canto, observando nada a não ser o celular. Ele mandava mensagens e as recebia a todo momento. Caroline suspirava sonhando acordada pensando em como Deus abençoou a beleza daquela família.

Bonnie o fuzilava com o olhar toda vez que ele tocava o telefone, torcendo o nariz para o rapaz logo de cara. Ele era tão bonito que somente a presença dele a incomodava um pouco, e o fato dele saber muito bem de sua beleza… A morena realmente não gostou do irmão de seu amigo. [...]

“Então você dirigiu de Los Angeles até aqui?” — Alaric estava interrogando o rapaz enquanto o mesmo lavava a louça na pia da cozinha.

“Sim, parece que vou ter que ser o responsável legal pelo meu irmão até ele não precisar mais” — Deu de ombros fazendo uma careta. Nunca se imaginou responsável nem por si mesmo, imagine um irmão mais novo mesmo que por um ano apenas.

“Deixa que eu termino isso aqui — o professor de história assumiu o lugar em frente a pia e fez o outro apenas rir baixo e enxugar as mãos num pano de prato — melhor levar o Stefan para casa”

“É, você tem razão — estalou a língua no céu da boca — Agora sou pai” — declarou com a voz suave.

“Sinto muito por eles, Damon — o homem disse sinceramente — se quiser amanhã podemos sair de noite para beber no Grill.”

“Fechado, totalmente de acordo” — Disse dando um toque no ombro do mais velho, e girou calcanhares para sair da cozinha. Ignorou completamente a primeira declaração de Ric.

Na sala Bonnie e Caroline limpavam a mesa de centro, enquanto Stefan estava no segundo andar com Jeremy. Elena surgiu atrás do recém chegado, havia saído do lavabo, e tocou seu ombro direito para chamar atenção.

“Com licença… Podemos conversar sobre o Stefan?”

Ele apenas fez que sim com a cabeça, permitindo-se observar a garota dos pés a cabeça por algum tempo. Caminharam lado a lado até a varanda do lado de fora, com o vento frio tocando seus corpos e bagunçando os cabelos da menina.

Não sabia como começar mas tinha certeza que era necessário. Soltando um longo suspiro a Gilbert parou cara a cara com Damon e mordeu o lábio inferior antes de começar a falar qualquer coisa.

“Estou preocupada com ele.”

“Apenas não fique, Elena” — exibiu um sorriso natural.

“Mas…”

“Sem mas. Ele é capaz de passar por isso”

Elena arregalou os olhos e tampou os lábios com as mãos trêmulas. Como pôde ser tão insensível? Damon também perdera os pais e estava falando sobre Stefan. Deu um passo impensado para frente e envolveu Damon num abraço forte e sincero — “Desculpe, e-eu sinto muito. Eles também eram seus pais… Eu sinto muito”.

Elena não precisava sentir muito porque Damon não se importava. Entretanto o cheiro que ela tinha e o calor que emanava de seu corpo era tão agradável que ele se aproveitou da situação com um sorriso nos lábios e apertou-a pela cintura colando os corpos num abraço que de inocente tinha nada, apenas para ela. Se afastaram lentamente, os olhares cruzados e uma leve tensão.

Elena sentia as pernas bambas: ele tinha um abraço firme, um cheiro delicioso e não conseguia pensar em outra coisa. Mordeu o lábio se afastando quando Stefan e Caroline saíram de dentro da casa conversando.

“Tá tudo bem?” — A loira não entendeu porque a melhor amiga e o bonitão estavam sem jeito daquela forma.

“Claro, Caroline… Stefan, você já vai?”

“Sim, o Damon deve estar cansado e eu preciso dormir também — forçou um sorriso e abraçou fortemente a ex, beijando-a na testa de uma forma protetora — Obrigado por tudo.”

A loira trincou os dentes, escondendo as mãos atrás da cintura e fitou o chão como quem não quer nada. Stefan também a beijou na bochecha, dizendo um tchau amigável que não chegava nem perto do carinho e atenção direcionados para a dona da casa.

“Boa noite” — Foi a vez de Damon falar, mas ele apenas acenou para as duas e caminhou até um carro exótico estacionado na calçada.

Era antigo, um Chevy 1969. Nutria um afeto especial pelo seu “bebê” que estava sempre muito limpo e conservado. Abriu a porta e entrou no carro esperando que o irmão fizesse o mesmo, e assim que o fez girou a chave e arrancou com o carro, cantando pneu para fora dali.

Seguiram em completo silêncio, nenhum música ou conversa. Stefan não sabia o que dizer e Damon não queria falar. Sabia muito vagamente o caminho para casa.

Casa. Aquela definitivamente não era a sua casa há muito tempo. Entrou na enorme propriedade da família com suas poucas malas, sendo ajudado pelo irmão mais novo, e subiu até o segundo andar passando sem muita curiosidade pela enorme sala de estar antiga e muito tradicional: alguns objetos estavam na casa há mais de 145 anos! Quadros, castiçais, mobília e tapetes muito bem conservados. Deixou as coisas em seu quarto e desejou um rápido boa noite para o irmão antes de fechar a porta.

“Casa, huh?” — Debochado, desabotoou a camisa negra e tirou a calça lentamente, rumo ao banheiro da suíte. Aquela enorme banheira implorava para ser usada e ele prontamente escutou sua súplica. Minutos depois lá estava ele, relaxado e nada abalado.

[...] A imagem da bela e frágil Elena surgiu em sua mente quando fechou os olhos na cama, e ele exibiu um sorriso malicioso. Imaginava como devia ser tocar aquela pele quente e os lábios suaves da menina. A teria, mesmo que por diversão. Seu único problema era ser a ex de seu irmão menor, mas para Damon aquilo não era problema.


“Problema algum”.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e não se esqueçam de comentar! Suas opiniões ajudam na trama, e MUITO!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.