Hello Baby

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Fiz esta históri porque eu gosto muito de Mpreg. A ideia original foi quando vi a imagem da capa da fanfic.
Dedico à Maya-chan; e à Kakacat que gostam de Shizaya. Mesmo que não leiam ela, pois esta fanfic se difere das outras que eu escrevi até agora.
Quanto aos outros leitores e todos os outros, muito boa leitura ^^

-Shizuo POV-

Aquele pequeno corpo que dormia em cima do meu colo, agarrado às minhas vestes. Irritava, de certa forma. O corpinho ainda gordinho de um garoto de 3 anos era bem pequeno. Ou será que eu era grande e alto demais? Enfim, só sei que não estava acostumado com nenhuma criatura viva querendo minha atenção, exceto uma pulga irritante. Mas a atenção que eu dava antigamente para ele é diferente. Enfim.

Sim, eu, Shizuo Heiwajima estava “cuidando” de uma criança. Mas não é qualquer criança normal, ela era sobrinho da pulga irritante. Ou melhor dizendo, para vocês entenderem melhor: do Izaya-kun.

Bem, eu não sou exatamente amante da pulga. Mas também não somos desconhecidos. Há inexatos 4 anos eu tinha uma relação bem mais forte com ele. Digo sexualmente falando. Só que de repente, como em muitas situações ele desapareceu de Ikebukuro e dos arredores, como se eu fosse sexo rápido e fácil. Nesses quatro anos apareceu apenas uma vez, e eu ainda o vi de relance saindo de uma loja bem suspeita.

Se vocês estão se perguntando o que diabos eu estou fazendo com o sobrinho dele, eu também não sei responder. Ele de repente, vestindo as mesmas roupas de jaqueta preta e calça jeans apareceu na minha porta, falando “-Shizu-chaan, cuide de meu sobrinho enquanto eu saio, okay? Cuide bem dele, senão vou ser morto depois ~~” e simplesmente jogou o moleque nos meus braços e eu nem tive tempo de raciocinar.

Bem, eu demoro pra raciocinar, entende? E foi só isso. Passou um dia apenas, e o garoto não fez muita coisa, comeu, dei banho nele –sim, eu cuidava de meu irmão quando pequeno então sei coisas básicas pra ajudar uma criança- e fomos dormir. Ele no meio da noite veio pra dormir do meu lado e não o impedi, mas queria saber o que diabos Izaya tinha falado pro garoto que não desgrudava de mim.

Ele pode ser uma cópia da pulga irritante, apenas os olhos dele eram de cor dourada. Acho que por isso que eu ainda não joguei ele pela janela. Ele era pequeno e suas bochechas rechonchudas ainda eram rosadas que parecia febre, mas o deixavam bem adorável. Eu tinha gostado do garoto, não sei se é porque eu gosto de crianças ou outro motivo assim.

Eu acalmava o garoto e ele me deixava calmo também. Me irritava às vezes que eu penso que ele era parente da pulga, mas eu só tinha alguma coisa com o tio dele, então tudo bem.

Era umas seis horas da tarde, o garoto estava pulando igual uma pulga pelos cantos da casa. Bem, tecnicamente é um apartamento, mas devido à minha destruição iminente de qualquer coisa, Tom sugeriu um apartamento bem maior do que eu precisava, assim se eu destruísse um cômodo, o outro estava disponível para dormir. Nesses tempos não houve destruição e meu apartamento estava em impecável estado de conservação.

Ouvi a campainha tocar algumas trocentas vezes e fui atender a porta, sabendo quem encontraria do outro lado.

E depois desses anos, ele ainda me fazia a mesma expressão de zombaria, sorrindo sarcasticamente quando olhou a minha cara.

- Shizu-chaaan!! Há quanto tempo, não? Nem te dei oi ontem, então “oi” – disse sorrindo, entrando e me empurrando para o lado da porta.

- Como está o Shitsuo-kun? – Disse olhando em volta, procurando o garoto.

- Tá bem. Aí ele vindo. – Apontei para uma cabecinha que vinha de encontro ao colo do Izaya, todo sorridente.

- Haha, parece que você cuida bem de crianças, não é Shizu-chan? Como você está Shitsuo-kun? – Izaya agarrou o garoto pelos braços e o puxou para um abraço. Aquilo foi um tanto bonitinho, aliás.

- Eu cuidava do meu irmão quando ele tinha essa idade, é natural. –disse apenas. Não estava com a cabeça para pensar em detalhes, então apenas continuei falando.

Nossa conversa monótona foi interrompida por uma pequena frase de Shitsuo, que eu não fui informado antes sobre o nome dele e muito menos lembrei de perguntar.

- Nee nee papa, o papa Shizu-chan é muito legal, é igual ao que você tinha me contado antes! – Mesmo que Izaya foi rápido em tampar a boca do garoto, eu pude escutar claramente.

Papa.

Papa.

Papa Shizu-chan.

-IZAAAAAYAAAAAA!!! –foi a única coisa que eu consegui pensar naquela hora, e a única coisa que eu conseguia dizer. Ou melhor, gritar.

- AHAA Shizu-chan, não seja tão Mal comigo! Eu não fiz ele sozinho, okay? – Izaya dizia enquanto saía pela porta onde havia entrado poucos instantes atrás.

- I-ZA-YAAAAA!!

- Okay, melhor eu sair daqui. – bateu a porta na minha cara; me fez cair e ainda Shitsuo começou a chorar, igual a criança que era. Nem sei se faz sentido essa frase, mas foi isso que aconteceu.

Shizuo POV Off.

A cena era um tanto cômica. Shizuo carregava o pequeno Shitsuo-kun procurando o ‘outro papa’ dele pela cidade, tentando inutilmente acalmá-lo.

O pequeno apenas achou que Izaya tinha se esquecido dele e o abandonado; e mesmo com Shizuo tentando acalmar o garoto não havia nada que ele fizesse que cessasse o choro.

-OKAY SUA PULGA INÚTIL, SE VOCÊ NÃO APARECER NA FRENTE DO GAROTO AGORA EU JURO QUE DERRUBO TODOS OS PRÉDIOS DESSA CIDADE ATÉ TE ENCONTRAR!!!

De repente, atrás de todos aqueles prédio apareceu um Izaya com uma cara nada boa. Feição que demonstrava era de preocupação, como uma verdadeira mãe que estava com o coração na garganta, prestes a ter um infarto.

No mesmo instante em que Shitsuo e o louro avistaram a figura do moreno; mudaram totalmente de expressões. Shitsuo aparentemente ficou feliz por reencontrar seu querido papa e Shizuo suspirou pesadamente. Ele não estava bravo, apesar de seu temperamento sempre explosivo, mas sim aliviado.

O moreno se aproximou devagar, estava tremendo. Quando ele viu Shizuo segurando seu filho, a felicidade que sentiu foi muito mais emocionante do que tudo. Há anos que ele queria ver os dois juntos, e não somente a figura de um pai solteiro como ele; mas o seu medo de rejeição por parte de Shizuo era maior. O louro nunca expressou nenhum tipo de sentimento como amor para ele, fazendo com que o receio do menor ficasse ainda maior conforme o pequeno filhote deles crescia.

Ele só voltou para Ikebukuro pelo filho, também. Não é como se ele escondesse a existência da outra figura paternal, afinal ele era um informante e sempre considerou as informações consideráveis para seu filho ficar sabendo; mas também nunca disse a ninguém seu receio de pai e filho rejeitados. E ficou muito, mas muito feliz ao saber que eles se davam bem.

Mas o real motivo da volta dos dois foi por causa da profissão de Izaya. Como informante, e ainda de assuntos perigosos ele sempre se metia em confusões, mas acabava ileso por estar só. Com seu filho, contudo, a situação mudava drasticamente. E ele conhecia alguém extremamente confiável, forte e temido o bastante para proteger seu filho. E o filho dele também.

Mas existia o problema que causou sua “fuga” de Ikebukuro com seu filho na barriga. Quando estava no apartamento e acidentalmente Shizuo descobriu de quem era Shitsuo, não aguentou. Saiu correndo quando viu as duas figuras conhecendo as identidades próprias, um de filho e outro de pai, porque estava com medo. Não de Shizuo, mas sim do próprio filho, aquele ser pequeno e frágil, que chora à sua ausência. Ser mãe e ao mesmo tempo pai não parecia uma tarefa muito difícil para ele quanto às despesas e outros assuntos, mas sim pelo lado emocional.

Ele era perturbado, temeroso e principalmente muito amoroso com tudo. Amava à humanidade, odiava e amava Shizuo. Mas e seu filho?

Shitsuo ficava no meio do amor dele, mas ganhando um destaque tão grande que se ele fosse escolher entre salvar a própria vida ou a vida do pequeno, ele com certeza escolheria Shitsuo.

Voltando seus pensamentos à realidade, Izaya pegou o menor no colo e afundou seu rosto naqueles cabelos rebeldes do menino. Sentiu o ar de bebê ainda presente, junto com o suor e o perfume de Shizuo misturado às fragrâncias do pequeno.

- Eu não fugi porque te abandonei, só fui passear um pouco, meu pequeno. –Disse acariciando as costas do garoto.

- Papa... – o garoto recebeu de bom grado carícia do seu pai e adormeceu, cansado de tanto chorar.

- Você vai voltar agora para aquele apartamento, e isso não é um pedido. Vamos deixar o pirralho dormir lá e conversaremos depois.

- Ohh Shizu-chan, você que nunca conversa, está me puxando para uma? – Debochou o moreno.

O ex-bartender apenas ignorou a última fala do menor e caminhou calmamente para seu apartamento, sendo seguido por Izaya com o pequeno adormecido em seu colo.

No apartamento, a conversa foi calma, apesar das falas sempre duras e o clima tenso que preenchia o ambiente. Talvez fosse pelo pequeno Shitsuo adormecido, ou mesmo os dois lados tentando uma conciliação de uma briga que nunca houve. O fato é que no final, depois de Izaya contar –ou informar, como ele sempre diz- tudo o que aconteceu na vida nesses anos separados, desde o descobrimento de sua gravidez até o parto e quando decidiu voltar à Ikebukuro pelas circunstâncias; Shizuo apenas assentiu levemente e pegou o informante no colo, como se fosse uma boneca e levou-o até a cama.

- Você, de todas as pessoas que eu conheço deveria ser um pouco mais esperto. Eu gosto de crianças, e não vi nenhum motivo pra você sumir, sua pulga irritante, mãe irresponsável. Assim ficou parecendo que eu que abandonei você e o Shitsuo, sua pulga irritante.

-HAHAHAHAHAHHAAHHAHAHAHAHAH que saudade de ouvir sua voz, mesmo me chamando de mais insultos do que a última vez. Mas dessa vez eu vou aceitar de bom grado elas.

Os dois não disseram mais nada. Apenas tiraram os sapatos e como sempre faziam, “conversaram” com os corpos. A porta foi fechada durante o ato, porque sexo para eles não era nada delicado, e os dois mesmo afastados por todo esse tempo sabiam muito bem disso.

A porta foi aberta somente depois que eles terminaram e se limparam; para verificar o sono pesado do filho. Shizuo aparentemente gostou de carregá-lo, embora ele seja um pouco pesado isso não era problema visto à força do louro. Pegou o garoto e levou até a cama, enquanto Izaya trocava os lençóis que foram destruídos momentos antes. Dormiram assim até o dia seguinte, estavam exaustos tanto de corpo quando mentalmente.

X

O sol entrava pela janela do quarto, fazendo os três acordarem com a luminosidade que incomodava. O primeiro a despertar foi o mais imperativo; Shitsuo prontamente levantou-se e foi pulando na cama, acabando de despertar seus pais. Os dois olharam calmamente à pequena figura sorridente que sorria para eles enquanto pulava na cama, e apenas Izaya falou.

- Aliás, agora que tudo está assim, acho que a gente vai se mudar para cá. –informou.

-Hã? – Shizuo pareceu um pouco contrariado nesse momento, mas deixou para lá a conversa. Mesmo que quase ninguém saiba onde ele morava, proteger eles assim era muito mais fácil, e assim poderia passar muito mais tempo com o garoto.

De repente, Shitsuo surpreende o louro colocando-se em seu peito, descansando dos pulos que estava fazendo momentos antes. Izaya riu, pois pela primeira vez, viu seu ‘marido’ fazer uma expressão de quem não tem reação, e ao mesmo tempo em que via seu pequeno e adorável filhote nos braços de Shizuo.

Passaram essa manhã nesse ritmo descompassado e cheio de gracinhas vindo do pequeno, e na manhã seguinte era que a rotina verdadeira começaria, e enfrentariam muitos outros problemas, mas nenhum deles fez com que Izaya aprontasse novamente com Shizuo e nem com que Shizuo expulsasse novamente Izaya de Ikebukuro. Agora, a casa dos três seria Ikebukuro, onde milhares de coisas inesperadas aconteciam a cada minuto; como aconteceu na vida dos dois; mas todas elas poderiam ser resolvidas, já que além da proteção de Shizuo, e da inteligência de Izaya; Shitsuo tinha muitas outras qualidades, já que era filho dos dois homens mais conhecidos de Ikebukuro.

Notas finais
Gostaram? Não? Me falem tudo o que quiserem, dúvidas etc em review.
Sei que foi simples; e minha intenção de nenhuma forma foi popularizar nem nada o gênero Mpreg. Este foi apenas um detalhe na história par Shizaya dar certo aqui.
Espero que tenha agradado e até mais! ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!