Hello!
1 The First Day
Notas iniciais
Doggo
Você viu como aquele ser humano ficava parado na calçada, imóvel, perto do farol. Ele mudou para o de cima, mostrando que poderíamos andar, passar por ali. Mas ele simplesmente ficou imóvel, com aquele negocio estranho em suas mãos e com os seus olhos fechados. Não sabia se ele estava apreciando o cheiro forte do esgoto, ou se ele era um deles. Aproximei-me lentamente do rapaz e o cheirei, o estranhando um pouco. Era suave, deveria ter acabado de sair do chuveiro, enquanto eu não tomava um bom banho já faz loooongos meses.
Eu lati para ele e ele virou para a minha direção, sorrindo e dizendo um “olá” baixinho. Ele não tinha aberto os olhos. Com certeza esse garoto era um deles. Agarrei-o pela boca, na boca da calça e o guiei até o outro lado, enquanto ele falava uns “opa, opa!” e ria. Ele parecia ser agradável. O levei para o outro lado da faixa e o soltei, voltando a o cheirar.
Rapaz: obrigado, garoto. – Ele se ajoelhou perto de mim e me acariciou a cabeça – meu irmão não está aqui hoje. Foi pra escola na frente. Ele é quem me leva, e hoje, tive que me virar. Obrigado – ele sorriu levemente, tirou uma mochila das costas e abriu alguns biscoitos salgados, colocando-os perto de mim.
Eu olhei animadamente para os biscoitos e os ataquei, comendo-os rapidamente. Que delicia! O Rapaz se levantou e voltou a andar, já com a mochila nas costas e usando aquele negocio. Eu, apenas terminei de comer e voltei a andar atrás dele, vendo se nada aconteceria com o mesmo. Ele entrou em uma enorme casa, onde várias pessoas também entravam. Sentei-me perto da porta e esperei até que ele voltasse, como um bom cão de guarda.
Após longas horas, o mesmo rapaz saiu da escola, acompanhado de um outro garoto, exatamente igual a ele. Ele segurava o braço do garoto quem eu ajudei e falava bem baixinho com ele, quase sussurrando.
Rapaz: Dan, vamos. Você não precisa ficar falando, isso vai machucar a sua garganta.
Dantae: — Ele suspirou e começou a dar leves cutucões no braço do irmão. Ele parou, olhou para mim e voltou a cutucar ele — ....
Rapaz: eh? – ele foi junto com o irmão até mim, sorrindo – você me seguiu? Até aqui? Mas que fofo... – ele tinha um leve sorriso nos lábios.
Dantae: a gente não pode levar ele pra casa, Shan.... Papai vai espancar a gente se fizermos isso.
Shande: já falei para parar de usar sua voz – suspirou – A gente não pode simplesmente abandonar ele, Dan. Vamos levar ele pra casa, dar um bom banho nele e o deixar bem escondido. É o melhor. Ele me ajudou, agora, eu ajudo ele. – e no final, “Shande” sorriu para mim.
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