– Não se mexa ou você já era!

Levanto as mãos lentamente junto da garrafa de uísque, deixando ela no ponto de ataque.

– Hora, hora se não é o grande D...

Virei com a garrafa em mãos dando uma violenta pancada no rosto daquele maldito!

"Crash" seu rosto ensanguentado se chocou contra a bancada de mármore, o chutei duas ou três vezes no abdômen (ou teria sido mais?), desafiei minha sorte novamente correndo para a rua desta vez fui pela porta lateral da loja. Sai em um beco estreito, já me deparando com dois zumbis devorando uma adolescente a minha direita, ela devia ter 16 anos, corpo torneado, cabelos ruivos, olhos verdes (eu “chuto”), pra mim toda ruiva gostosa que se preze deveria ter olhos verdes. Combina mais, mas como eu sempre digo: “gosto é que nem cu, cada um tem o seu”. Escutei um barulho vindo de dentro da loja de bebida, era aquele safado vindo atrás de mim. Os zumbis se levantavam enquanto se viravam para minha direção. O corpo da adolescente estava mutilado, dava pra ver algumas "tripas" saindo de seu corpo. Pensei em me virar e correr para longe dali, mas resolvi seguir meu instinto sobrevivente.

Esperei alguns segundos para que os zumbis se aproximassem com sua sedenta vontade de atacar tudo que se move, passei correndo pela porta de onde saí do bar, a alguns passos parei e me virei, minha arma estava na parte de trás do meu jeans.

– Me desculpe por aquilo lá dentro meu chapa, é que eu me estresso quando alguém põe uma arma em minha nuca. — Disse quando o "sobrevivente" saiu pela porta. Meu sorriso estava largo e meus olhos se divertiam.

– Cala a boca seu maldito! Você tem o direito de permanecer calado e tudo que você disser pode e vai ser usado contra você no...

– Eu se fosse você, me matava agora ou corria meu chapa, ficar nesse lance de prender é perda de tempo. — Tive que interrompê-lo, antes eu do que os zumbis que estavam a dois passos dele.

Bom, como dizem nos jogos, "game over". O meu perseguidor "ex-vivo" se debatia e gritava de agonia quando sacou sua pistola, uma pequena 9mm preta. Tentou mirar em mim.

Grande erro.

Saquei minha arma e "desci" um tiro no "saco” dele, o desgraçado urrou de dor. Também, quem não o faria? Olhei sorrindo aquele otário sendo devorado. Impagável aquela "carinha" de desespero.

Esperei ele morrer para poder atirar no meio dos olhos de um daqueles zumbis, um buraco de sangue abriu no crânio da besta. O outro sofreu mais, se é que esses bichos sofrem. Chutei a face do zumbi, que rolou no chão. Quando se levantou, notei que seu maxilar estava pendurado. Puta merda, eu devia ser jogador de Football! Me agachei e peguei a 9mm do cadáver. Depois disso, andei apressado para a loja de bebidas.

Hora de relaxar um pouco.

Fechei a porta atrás de mim, peguei uma garrafa de bebida e "virei na garganta". Será nessas horas que as pessoas dizem "graças a Deus"?

Deus.

Ele não existe. Se existisse, não teria um inferno desses na Terra.

Me peguei falando sozinho.

Álcool?

Não pode ser por isso.

Solidão?

Daqui a pouco vou acabar lendo livro de autoajuda.

Patético.

Mais ou menos o quê? Três horas? Devia ser isso. Minha cabeça doía.

Acho que bebi demais. Acordei com batidas fortes na porta, deviam ser aqueles zumbis de bosta, por que se fossem sobreviventes, eles já eram. Quase me arrependo de ter deixado aquele policial morrer lá fora, pô nós dois tínhamos história juntos. Seu nome era qual mesmo? Ah lembrei! Seu nome era...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.