Hell Protectors

4 Capítulo IV. Luz Guia


Notas iniciais
"O começo e de um fim, acarretará a um novo começo"

As flores metamórficas já não mudavam mais de cor, já fazia três dias e elas continuavam com o tom negro. Algo no ar deixava os companheiros de Alie apreensivos. O sol não brilhava mais, agora as nuvens haviam tomado conta de todo céu anil.

Todos olhavam para Alie, esperando alguma reação, mas toda espera não havia sido válida. A menina dormia profundamente, apenas respirava, além disso, não dava nenhum sinal de que acordaria.

— Isso é ridículo, o que estamos esperando? — indagou Kayo impaciente

— Estamos esperando Alie acordar! Não podemos prosseguir sem ela! — argumentou Davis

— E quem te disse que ela vai acordar?!

— E quem te disse que não vai?!

— Vocês dois! Parem! — vociferou Jenny colocando-se no meio dos dois — Se começarem a brigar nos distanciaremos e perderemos Alie de vez! Temos que nos unir para o que está por vir

Kayo e Davis se entre olharam, repuseram seu olhar em Jenny, algo os dizia que ela sabia o que acontecia com Alie.

— Ela está bem. Mas para sair do transe precisa de uma guia.

†

A aula começara. Entrou na sala, estava coberto de papel higiênico, nos seus óculos havia o mesmo papel só que molhado. Todos os alunos riram do modo abafado.

— O que houve? — indagou a professora se aproximando

— Não foi nada. Eu estou Bem... — disse o garoto abaixando a cabeça

— Óbvio que não está nada bem — A mulher foi até sua mesa e pegou um passe — Vá à enfermaria. Se quiser voltar sinta-se à vontade

O menino pegou o passe e caminhou até porta, antes de sair olhou para um garoto sorrindo no fim da sala.

Deitado na cama toda branca, ele descansava, ao levantar colocou seus óculos para enxergar melhor. O enfermeiro veio na sua direção, retirou os óculos e lançou o fleche de luz na íris do menor.

— Bom Mark... Você está bem, não tem nenhum dano físico — disse com um sorriso amigável, deixando o aluno desconcertado —, já não posso dizer do psicológico

— Eu... Eu... Vou ficar bem

— Ótimo — o homem re-colocou os óculos do garoto — Deita, dorme um pouco

O enfermeiro o cobriu e o garoto logo virou para o lado e adormeceu. O tempo passou fora de seu sonho.

O sinal tocou. Ele voltou para sala, à professora ficara feliz pela volta do aluno, que normalmente não voltaria, pois ficaria todo dia na enfermaria até poder ir embora.

Aula correu normal. Não foi perturbado por nenhum aluno. O sinal final tocou e todos logo se apressaram para sair. Na sala só restaram ele a professora que se despediu simpática. Mark foi andando pelos corredores vazios.

Uma mão o puxou, ele foi pressionado contra a parede.

— Mark, Mark, Mark — cantarolava o garoto mais alto —, pensa que vai fugir de mim?

— Por favor, Guy, me deixa em paz... Você tem namorada, e...

— Cala Boca! — interpôs — Vai fazer o que eu mandar. Calma nós estamos terminado o terceiro ano, logo estará livre de mim

Guy se aproximava. Mark correu, porém, o outro o pegou pelos cabelos e o arrastou até uma das cabines do banheiro masculino e os trancou.

†

A porta foi aberta. A menininha vestia uma saia colegial rosa e uma camisa branca, seus cabelos curtos e rosados voam com o vento que havia fora daquela cabana. No seu ombro estava uma borboleta negra.

— O que está fazendo aqui? — indagou Kayo, Jenny e Davis olharam a porta estranharam o aparecimento de uma garotinha ali

A garotinha se aproximou de Alie, se abaixou e olhou fixamente em seu rosto.

— Saia de perto dela! — vociferou Kayo, chamando a atenção de todos

— Kayo, espere! — disse Jenny se levantando — Ela é uma Demon Guide, ela pode trazer Alie de volta

— Mas ela está com a...

— Não importa! — exclamou Davis — Se ela pode trazer Alie de volta vamos deixá-la trazer, não importa com quem esteja. Alie é o mais importante agora

Kayo abaixou sua cabeça sentindo o peso das palavras de Davis.

A cadeira da balançou nunca parou, parou pela primeira vez. Ficou por milhares de anos tricotando, pela primeira vez parou. A senhora de idade que apenas falava com Alie.

— Vocês têm que pegar esse próximo caso — disse a avó de Alie — Um fica com a guia e traz Alie de volta, os outros dois vão ao mundo humano e fazem a proteção. Não podemos parar.

— O que acontece se não realizarmos a próxima proteção? — indagou Kayo

— Saímos do ponto de chagada e voltamos ao ponto de partida — replicou a avó de Alie. Retornou a balançar a cadeira e a tricotar.

Todos se entre olharam se perguntando que iria ficar. A borboleta voou porta a fora.

— Obviamente eu vou ficar — disse Jenny — Já passei por isso uma vez e sei o que fazer

— Jenny você não pode ir — falou a garotinha de mechas rosadas — Se você for não dará resultado, tem que ser ele

Kayo foi apontado. Logo se viu surpreso, esperava que o selecionado fosse Davis, porém a guia o escolheu.

— Por que não posso ser eu? — indagou Davis indignado

— Por que sente amor por Alie e isso vai atrapalhar — O homem saiu andando irritado

— Obrigada, Kinme — Jenny agradeceu baixo e saiu correndo atrás de Davis.

— Por que me escolheu? — indagou Kayo sentando no chão

— Por que você se importa sobre quem se aproxima dela, diferente do outro, que não

Socava a árvore enquanto escorriam as lágrimas em seu rosto. Não agüentou e desabou a chorar. Jenny se aproximou e o abraçou deixando que chorasse em seu ombro. Depois de cessado o choro, os dois foram em direção ao mundo humano.

†

Se arrastando pelo corredor, Mark já não tinha mais forças. Já havia perdido as esperanças, não conseguia mais lutar. Esperava por um milagre, não podia gritar a verdade, já que quase todo peso cairia sobre seus ombros.

Ao descer as escadas escorregou. Ele caiu alguns degraus rolando até a meia lua. Desabou a chorar, não sabia se chorava de dor ou pela sua situação atual. Não havia mais ninguém lá para socorrê-lo.

Ela estava sentada ao para-peito que dava para a meia lua da escada. Balançava as pernas. O outro estava escorado na parede no começo da escada.

— Mark Johnson... — chamou Jenny. Mark olhou para os dois sujeitos desconhecidos

— Quem são vocês? — indagou secando suas lágrimas

— Somos Hell Protectors, e podemos te proteger

— Do que está falando? — dissimulou

— Estamos falando dos contínuos estupros que vem sofrendo — falou Jenny parando de balançar as pernas —, ele é mais forte, tem imagens comprometedoras, e então ele faz o que quer com você

Mark abaixou a cabeça sentindo vergonha de ser quem era. Queria poder desaparecer, mas não seria uma solução.

— Podemos te proteger — falou Jenny

— Mas como fariam isso? — indagou — vocês são da polícia por acaso?

Davis se materializou na forma de um colar no pescoço de Mark, assustando-o levemente.

— Este é o colar Devil Key, se realmente quiser nossa ajuda, peça — Jenny se materializou sumindo no ar

— E como eu peço ajuda?

— Diga “Hell Protectors a Devil Key vos invoca”.

Mark se levantou com dificuldade e desceu as escadas. Ao chegar a casa mentiu. Foi tomar banho para dormir. Deitado na cama olhava o teto, mexia no colar em seu pescoço, procurava uma saída menos violenta.

†

Na modesta cabana Kayo e Kinme olhavam Alie. Kinme estava com a mão na testa de Alie e às vezes a menina parecia estar em transe.

— Jenny disse que pode salvar ela — falou Kayo tirando a garota do transe

— Sim. Eu posso, mas só posso levá-lo até ela, quando chegarmos lá você terá que salvá-la — intercalou a menina — Acha que poderá fazer o que for preciso? Mesmo que seja irracional?

— Sim. Estou.

Kinme tocou na testa de Alie e depois estendeu a mão para Kayo. Ele a tocou, uma luz branca os envolveram e os dois desapareceram em meio ar.

O lugar era escuro, o chão tinha uma névoa sombria. Não havia nada em volta além da escuridão contínua. Ao seu lado estava Kinme que usava um vestido curto de manga longa negro.

Kayo estava de calça jeans escura e de colete apenas, estava em estado místico, como quando faz alguma proteção. Ativou seu arco e flecha, andou em frente.

— Cuidado! — advertiu Kinme — A mente de Alie não é como o inferno. É pior.

— O que deve fazer? — indagou

— Você vai encontrar a Alie do passado. Do presente e a do Futuro — disse a garotinha dando lhe um colar — Coloque isso no pescoço e use-o para trazer a verdadeira Alie até aqui. Siga sempre em frente. Nunca desvie

Kinme andou de volta ao o que parecia um espelho e sentou-se próximo ao mesmo.

Andava firme. Não tinha temor do que encontraria e sim de como enfrentaria o futuro inimigo que provavelmente seria a própria Alie.

Enquanto caminhava deixou uma marca no chão.

Continuava caminhando.

Passou pela marca que havia deixado antes. Porém continuou andando.

Continuava andando.

Passou pela marca que havia deixado novamente, isso o incomodou. Iniciou a corrida. A marca deixada no chão o perturbava quanto mais rápido corria, mais diversamente ela aparecia. Esgotado ajoelhou-se no chão, agora via uma poça de água.

Perto da poça havia algumas pegadas, levavam até uma garota abaixada, abraçando os joelhos e chorando muito. Era Alie, porém um pouco pequena do que já havia visto antes. Seus olhos eram verdes e estava com marcas de correntes nas mãos e nos pés.

Kayo se levantou e se aproximou um pouco da pequena Alie, abraçou-a.

— Calma vai ficar tudo bem... — disse tentando confortá-la. O olho da jovem se abriu bruscamente ficando com um brilho verde. Kayo foi arremessado longe. A menina se levantou e foi caminhando em sua direção, logo todo corpo do homem estava em chamas negras

— Não vai ficar tudo bem — disse engolindo suas lágrimas — Eu vou queimar tudo e mandar todos para o inferno, pois é isso o que merecem! Eu conheci a dor, eles conhecerão também.

Em um movimento sorrateiro, Kayo puxou uma flecha e acertou o coração de Alie, fazendo com que ela desaparecesse em meio a uma nuvem negra. O fogo que havia sobre seu corpo havia cessado, as marcas deixadas pelo mesmo saravam aos poucos enquanto voltava a caminhar.

†

Chegou atrasado para o jantar. Seu pai e sua mãe estavam à mesa comendo, porém não se importaram com o atraso do filho.

— Meu filho não quer jantar? — indagou a mulher

— Não estou com fome... — disse subindo as escadas

Jogou a mochila em um canto e jogou-se sobre a cama. Sentia o peso dos dias esmagando seu corpo magro de fraco. Lembrava-se do tempo em que era feliz, do tempo em que tinha amigos.

Havia começado há quatro meses atrás.

Ele sempre o vigiara, estava sempre lá. Na hora do intervalo, no banho de piscina na educação física, até nas redondezas de sua casa, pois morava ali perto.

Seu nome era Mark Guybson, mas para não confundi-los, chamavam-no de Guy. Seu primeiro ataque foi durante o banho, após a aula na piscina, como Mark foi o último a ficar no banheiro, se tornou uma vítima fácil.

A vida do garoto mais jovem entrou em declínio desde esta data. Pois o mais velho havia gravado o estupro e ameaçava mostrar a todos da escola, então o mais jovem se sentiu obrigado a cumprir com todas as ordens do mais velho.

O menino levantou-se e foi tomar banho, ligou a ducha e permaneceu, para fugir um pouco dos problemas.

A porta foi aberta. O pai entrou e olhou o corpo do filho, havia marcas roxas na altura de seu pescoço e tronco, e arranhões por membros inferiores.

— Alguns boatos rodaram — disse o homem assustando o garoto — Não acreditei que fossem reais. Você me envergonha

O homem saiu porta afora, batendo-a com força.

Mark caiu de joelhos, apoiou sua mãe no chão e chorou.

Os olhos vermelhos o olhavam pela janela. Era Jenny.

†

Nada havia no meio daquela imensidão negra. Apenas uma névoa no chão que agora deixaria impossível ver a direção para qual se ia.

— Ei! Velhote — disse a garotinha de cabelos rosados — Por que está demorando tanto?

— Quem está chamando de velhote — indagou indignado, pois aparentava ter apenas 40 anos. Cabelos brancos não indicam velhice.

— Vá com cuidado. Se morrer nós ficaremos para sempre aqui

— Deixa comigo

Ao se virar viu uma cerejeira, alguém balançava calmamente. Era a Alie que ele conhecia, com seu olhar violeta olhando para o nada fixamente. Correu e até ela e a tocou.

Começou a se desintegrar lentamente.

— O que está acontecendo — indagou em desespero

— Essa é a Alie do presente — disse Kinme colocando a cabeça no colo da mais velha, porém nada a aconteceu — Essa é a Alie que faz as almas se desintegrarem entre este mundo e o outro. Se não matá-la você vai se tornar uma alma que vagará no mundo humano

Kayo ativou uma flecha em chamas negras. Mirou no ouvido de Alie que estava de lado para com ele.

— Não vou conseguir... — disse Kayo, abaixando o arco

— Se não o fizer, você morrerá e ela também — replicou Kinme

Estava desintegrando, já não havia nada em baixo da cintura. Kinme se afastou de Alie, indo até Kayo, olhando-o fixamente

Num ato final atirou a flecha no ouvido de Alie, tombando-a do balanço. Alie se desfez em um pó violeta que se uniu à névoa do chão tornando-a violeta.

Seu corpo voltou. Colocou os pensamentos em ordem e continuou a caminhar.

Sussurros, gritos, vozes, estavam misturados. Mas a voz era inconfundível, era Alie. Aquela loucura confundia sua cabeça o deixava tonto, não conseguia pensar direito.

Ajoelhou-se com as mãos na cabeça nos ouvidos, tentando se concentrar, porém era impossível. O chão se tornara aquoso, a névoa sumira dando lugar à água. Sentiu a claridade por cima de suas pálpebras fechadas.

Havia uma árvore gigante e luminosa. Seu tronco era azul prateado, suas folhas eram cinza e as flores nada eram além de grandes pontos de luz. Em seu torno voavam borboletas de luz.

— Mas onde é que... — disse estupefato

A água era como um espelho e refletia tudo a sua volta. Seu nível subiu rapidamente e se estacionou na altura da cintura de Kayo.

Bolhas submergiam.

†

Chorava em cima de sua cama. Não queria que tudo tivesse acontecido deste jeito, mas aconteceu e agora não havia mais volta. Arrumou sua mochila e desceu sorrateiramente no meio da noite.

Andando pelas ruas vazias não tinha destino, um estalo o fez pensar em um lugar onde talvez fosse quisto.

Os passos ecoavam atrás dos seus, estava sendo seguido. Correu veloz ao máximo que pôde. Ao virar a rua mal iluminada chocou-se com outro corpo. Seu cabelo foi agarrado.

Os olhos tinham um ar amável, porém seu sorriso era malicioso. O garoto mais alto o puxou para perto forçando a um beijo.

Mark o empurrou fugindo simultaneamente, alguns fios de seus cabelos ficaram na mão do outro rapaz. A rua mal iluminada o fazia a vítima perfeita. Procurou a luz.

Abaixou atrás de uma lixeira e apertou o colar que carregava em seu pescoço.

— Como era mesmo? — indagou a si mesmo. Mark ouviu os passos outra vez, os mesmos ecoavam perto — Hell Protectors a Devil Key vos invoca

Guy segurou Mark contra um muro e eles se beijaram ardentemente. Havia algo errado. Foi infectado com uma mordida de Mark.

A dor consumiu seu corpo, a parte onde foi infectada iniciou uma mutação se tornando roxa. No chão se debatia, se contorcia, sentindo uma dor que nunca havia sentido antes. Tentou gritar, porém da sua boca não nascia voz.

Mark alterou sua forma.

Era Jenny em seus trajes de proteção. Davis juntou-se à Jenny, em uma túnica negra, retirou o capuz e em seu olho havia o sinal da Devil Key.

— Você assumiu ter estuprado e abusado sexualmente de Mark Johnson? — indagou Davis

— Mark? Que brincadeira é essa?! — vociferava — Faz parar está doendo muito

— Você se julga merecedor da libertação da dor? — indagou Jenny

— Eu não fiz nada! — esbravejou. O grito ecoou por toda rua

Davis flutuava sobre a névoa em suas mãos havia uma luz negra. Ia em direção de um portal que aparentava uma moldura.

— Ele me disse que Mark me amava — disse Guy, a sua voz agora vinha de dentro da luz negra

— Às vezes nosso coração se engana — falou Davis

†

Bateu na porta, já era tarde, porém não tinha algum lugar para ir. O homem abriu a porta, estava só de calça.

— Mark entre esperava você — disse o enfermeiro

— Me esperava? — O garoto entrou e ficou parado à espera de uma resposta

— Sim. Estava — falou o homem trancando a porta — Acho que Guy não terminou o nosso trato... Bom... Eu tenho que terminar. Ele disse que Te amava, então fiz uma aposta — disse tirando suas roupas — Se ele te conquistasse você seria dele, caso se ele não conseguisse, eu faria o que quisesse com você

Os olhos de Mark se arregalaram. Tinha tudo sido parte de uma aposta entre Guy e o Enfermeiro. O mesmo vinha em sua direção com um sorriso maléfico.

Tinha a marca da proteção, porém, sem o resultado esperado.

†

Kayo se movia lentamente sobre a água espelhada.

A menina nua saiu subitamente de dentro da água e se segurou no pescoço do homem à sua frente.

— Alie! O que houve? Vem vamos...

— Obrigada... Kayo — falou garota silenciando o mais velho — Pode ficar tranquilo. Vai ficar tudo bem

Kayo e Alie se abraçaram. O calor do corpo do mais velho vagarosamente ia esquentando o corpo da mais jovem, que estava severamente frio.

O corpo de Alie começara a brilhar, era uma luz forte, transmitia a paz.

Desfez-se. Seu corpo se transformou em várias borboletas de luz, que voaram sem direção, totalmente desordenadas. Uniram-se à Árvore de luz que havia naquele lugar obscuro.

— Obrigada...

O homem abaixou sua cabeça e desatou a chorar.

Sentiu que a água estava ficando mais quente rapidamente.

Abriu seus olhos e viu a cabana de Alie, tudo estava normal, O céu estava anil novamente, as flores metamórficas voltaram a ser brancas.

Ela não estava lá. Jenny e Davis vieram correndo até Kayo e ao ajudaram a andar até a cabana.

— Onde está Alie? — indagou Davis

— Ela se uniu aos seus pecados — replicou Kayo

— Vamos levá-lo para dentro

Andando na direção da cabana avistaram uma figura na porta.

Era Kinme. Agora ela fazia parte da equipe e tinha que permanecer por perto.

— Ei! — disse a garotinha — Alie vai voltar. Mas enquanto isso...

A menininha apontou um espelho que estava dentro da cabana. Nele aparecia o nome a imagem do próximo protegido.

Mais um cordão dourado, na medalhinha o nome Mark Johnson.

“Nós extrairemos a dor dentro do seu coração.” - Alie

— Chegamos à conclusão — disse Kayo — porém, nem todos descobrem o verdadeiro sentido pelo qual recebem o colar.

— Alguns atravessaram o vale da dúvida — falou Jenny —, e conseguiram ver a luz que os guia.

— Dentro de seus mundos vazios e sem amor — contrapôs Davis —, humanos vivem sem olhar ao lado, isso acarreta um perigo inimaginável.

— Uma nova dor nascerá — prenunciou Kinme —, e assim como outras, precisará de proteção. Aí vamos nós de novo!

Notas finais
Bom... a História acabou, bom acabou a primeira temporada.
Mas agora eu vou ver um banner para a segunda temporada e para a "ponte" entre essas duas temporadas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!