Helena

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Espero que gostem ! (:

John bateu com força a garrafa na mesa e rapidamente pegou um copinho de tequila da mulher morena que estava ao lado, virando de uma só vez.

Estendeu a mão para mim em seguida e eu peguei receosa, disfarçando com um sorriso igualmente sacana, igual o dele.

Andamos até o meio do salão até começar uma musica lenta e ele me puxar contra si. Eu suava frio, não por nervoso, mas por medo. Havia desafiado um psicopata! Não que eu fosse um anjo, mas com seus 26 anos John era experiente, bem mais do que eu, quebrei nosso contato visual medonho olhando para todo o salão, os casais dançavam em plena sincronia, felicidade de um jeito apaixonante e logo que voltei meus olhos aos de John o encontrei encarando outro casal. Ele tinha os olhos cobertos de maldade, franzia o cenho em um sorriso encantador. Sentia suas idéias fluírem para mim num conhecimento inexplicável, idéias horríveis, porem que me davam extrema vontade de executá-las.

John se afastou e caminhou até a moça que agora estava sozinha, o namorado ou sei lá o que havia ido pegar uma bebida para os dois. Os dois deveriam ter faixa dos 18 anos, um rapaz loiro de olhos escuros e uma morena de olhos igualmente da mesma cor. Vi John se aproximar dela e beijar sua mão, falando coisas ao pé de seu ouvido que eu já imaginava. Suspirei alto, não queria fazer aquilo. Ou queria?

John me encarou sarcasticamente enquanto dançava com a moça e olhou sugestivamente para o rapaz que ainda estava no bar.

Caminhei até lá sem nenhuma idéia fluindo na minha cabeça. “Errou quando pensou sequer na possibilidade de colocar sentimentos na sua vida Helena...” Por mais de quatro anos a voz rouca de John me atormentou ecoando esta frase na minha cabeça depois de nossa “separação”.

Respirei e tentei não pensar em tudo a minha volta. Voltando aos velhos tempos.

Passei a mão nos cabelos, desarrumando-os e rasguei rapidamente um pedaço do meu vestido, ficando ofegante e chegando perto dele.

- Por favor, me ajuda! – implorei com os olhos já molhados de lagrimas.

- Calma... – pediu-me sereno. Esse vai ser fácil. – O que houve?

- Eu preciso de ajuda, por favor, vem comigo. Minha irmã está lá. – choraminguei e ele se levantou.

- Qual é o seu nome? – perguntou colocando uma mão no meu ombro com o olhar preocupado.

- Sarah. – menti. – E o seu?

- Matthew. – respondeu ainda calmo e olhou o salão. – Vamos. Me leve até lá.

Vi John sorrir para mim e começar a puxar a moça pela mão, até uma sala reservada do salão, e eu simplesmente o seguia. Quando ele entrou com a moça, parei perto da porta “apavorada”.

- O que houve? – perguntou-me Matthew preocupado.

- Entra primeiro. – pedi e ele me olhou estranho. – Estou com medo.

- Ok. – se tranqüilizou e entrou na sala. Imbecil.

Sorri vitoriosa, tirei os sapatos de salto alto, arrumei os cabelos e respirei fundo.

- Morte lenta? – ouvi John perguntar a moça que estava já amarrada em uma cadeira assim que entrei na sala. E logo que ouviu a porta se fechando me encarou com um sorriso estonteante. – Estava te esperando Helena! Tranque a porta. – tranquei rapidamente e voltei meus olhos à sala escura em que estávamos, havia apenas duas lâmpadas que iluminavam muito mal o lugar.

Passei os olhos novamente pela moça sentada que estava em pânico com a faca afiadíssima que passeava de seu pescoço até suas bochechas fazendo uma leve força. Matthew estava estático, e consegui vê-lo tremer de medo. Ri baixo.

- Poderia cuidar do...

- Matthew. – continuei. – Posso.

Matthew me olhou e correu para o outro lado da sala onde havia outra porta. Larguei os sapatos no chão com força e peguei um canivete que estava em cima de uma mesinha perto de John.

Aproximei-me e fiz dois cortes. Um no ombro perfurando a sua camisa e o outro que quase atingiu o pulso. Sorri e eu fiz um gesto para ele voltar para o centro da sala. John ria descontroladamente enquanto pegava outra cadeira e o amordaçava.

A moça me olhava suplicando para que a tirasse dali e eu já havia visto esses olhares antes, o costume voltou à tona e eu não consegui sentir nenhuma pena de lhe dar um tapa na cara.

Literalmente eu não estava com paciência e queria que aquilo acabasse o mais rápido possível. John me estendeu uma faca sorrindo, que eu peguei de mal grado. John se sentou em uma parte da mesinha e arqueou as sobrancelhas, querendo que eu fosse adiante.

Coloquei-me atrás da cadeira e analisei o pescoço do rapaz. Sim, eu sabia aonde acertar, mas aquilo não me descia. Cortes são comuns, mas você sentir um coração palpitar praticamente em suas mãos e fazê-lo parar de pulsar é uma coisa que leva pessoas a psicose. Antes eu não tinha esse pensamento, John e eu nos dávamos bem por causa disso... Nosso estilo “Provocou, morreu!” já havia dado certo, nos tornando o que os policias e médicos chamam de Assassinos em série.

Balancei a cabeça e me concentrei para não ouvir os grunhidos da moça e dele. Fechei os olhos e em um golpe certo atingi seu pescoço, ainda de olhos fechados senti sangue pingar em meus braços. Quando abri novamente a moça estava chorando descontroladamente enquanto John lançava-me um olhar de reprovação.

- Que droga foi essa Helena? – levantou-se gritando, furioso. – Fechar os olhos?

Notas finais
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