Helena
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Beijos e lá vai o capitulo 3...
Boa Leitura !
São seis horas da manhã e já estou de pé. Acoredei bem mais cedo que os outro, pois precisava limpar o sangue do tapete.
- Arg! Essa coisa não quer sair! Porra!! — Disse eu, esfregando ferozmente a esponja no tapete.
Foi dificil, mas depois de muito esfregar consegui limpar razoavelmente as manchas. Escondi novamente a tesoura no guarda-roupas, não poderia deixar ninguem saber. Agora com o chão limpo, faltava eu mesmo me limpar, me livrar do sangue que ja estava seco em mesmos braços. Assim, vou até o banheiro e tiro toda a roupa. Me olho no espelho e vejo uma pessoa triste.
- Eu te odeio! — digo com raiva para o meu próprio reflexo.
Nunca tinha para para reparar, mas sou extremamente branca, o que fica mais resaltado com meus cabelos muito pretos. Com todo o choque do acidente perdi muito peso, assim posso enxergar perfeitamente minhas costelas sob a pele. Os cortes ainda ardem. Entrei no box e liguei o chuveiro. A água limpava os ferimentos e pintava o chão de sangue.
- Tenho que me controlar! Tenho que me controlar — Repeti isso varias vezes, na tentativa de fazer isso entrar na minha cabeça. — Não posso ficar me cortando assim.
Terminado meu banho (bem doloroso, pois os cortes ardim muito sob a água quente do chuveiro), vesti uma calça preta, uma camisa do Green Day e um casaco leve. Não estava frio, mas pra esconder os cortes tive que por este casaco. Peguei debaixo da cama meus velhos all star e os calcei. Já iam ser oito horas da manhã, e o café logo seria servido. Não estava com nenhuma fome, mas era melhor descer, ficar no quarto estava me sufocando. Liguei meu Ipod e pus os fones. Botei no volume máximo a musica que estava tocando, era Green Day
Desci correndo as escadas. Não sei por que sempre descia assim , é meio que uma mania... Quando eu ja estava no final da escadaria, bati com muita força contra algo ou alguem . O impulso foi tão forte , que me fez cair no chão e bater com força a cabeça. Logo em seguida alguem veio em minha direção. Não reconheci quem era, pois estava tonta, a unica coisa que percebi foi a sensação de ser erguida do chão e algo quente e viscoso escorrer por minha nuca. Depois disso desmaiei, ficou tudo escuro. Acordei em uma cama de hospital e ao meu lado uma espécie de anjo, algo assim, pois era lindo de mais para ser apenas humano... focalizando melhor a visão percebi que conhecia aquele rosto... era Gerard ao meu lado com cara de preocupação.
- Nossa! Finalmente acordou. Como esta se sentindo, linda? — disse ele, com seus olhos fixos em meu rosto. Isso estava me deixando com as faces levemente coradas.
- Pra dizer a verdade, estou bem tonta... o que aconteceu? — falei
- Me desculpe, mesmo. Você vinha correndo pelas escadas e deu de cara comigo. Mais uma vez peço desculpas. — falou ele. Pude sentir um tom preocupado em sua voz
- Nossa... eu sou uma idiota mesmo! Descer correndo escadas que nem uma criança é muita idiotisse mesmo. Eu que tenho que pedir desculpas... e você não se machucou? -
- Não, tô bem. Sou bem forte. Sem essa, eu que peço desculpas e ponto final. — disse isso abrindo o mais lindo sorriso que eu ja havia visto.
- Me diz uma coisa, por que to no hospital? Não foi só uma queda?
- Você bateu forte com a cabeça, ai fizeram alguns exames... mas ta tudo bem com você. Essa sua cabeça é bem dura. — Novamente abriu aquele lindo sorriso. Logo seu sorriso desapareceu, assim chegou mais perto da minha cama e tocou meu braço.
- ... hum, e esses cortes, é você quem tem feito isso? Por que? — disse, com o rosto sério e aparentando verdadeiramnete estar preocupado — Você tem que parar de se machucar. Sério, uma pessoa tão linda se machucando...
A muita tempo ninguem demonstrava preocupação verdadeira quanto a mim. Foi meio estranho ter alguem que literalmente havia esbarrado em mim apenas duas vezes pudesse se mostrar assim, tão preocupado. Achei estranho, mas gostei de me sentir sendo alvo de cuidados,
- Sou eu que faço isso... tento me controlar, mas não consigo. Me sinto fraca, sozinha... não sei explicar porque faço isso. Talvez seja tentando, atraves dos cortes, liberar toda a tristeza dentro de mim — disse tudo isso com lágrimas nos olhos.
- Helena, não se sinta assim. Agora eu estou aqui e prometo que nunca mais você ira se sentir só. Prometo tambem não derrubar mais você da escada — disse isso com um sutil sorriso. Se aproximou mais de mim e me deu um longo beijo na testa.
- Promete? — disse eu
- Não te derrubar mais? — disse sorrindo
- Não isso seu bobo... falo sobre não me deixar só. — falei
- Claro, Helena. Pra sempre. Grandes... ( parou de falar e desviou os olhos) amigos .
Não sei o porquê, mas a palavra "amigos" me atingiu de uma forma inesperada e amarga. Apesar disso, hoje durmi pela primeira vez sem chorar. Não havia mais dor, luzes ou gritos, apenas a inconsciência de um sono quase infantil.
Notas finais
Tenho um pedido a fazer: Tenham pacientes, pois vou poder postar novamente só quarta-feira (21/09), porque meu computador vai para o concerto... desculpe mesmo!
To adorando escrever pra vocês!
Obrigado! Beijos e até quarta-feira suas lindas
PS: adoro vocês
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