Heiwa No Mahou
7 Capitulo 6 - A Batalha Contra A Heroína
Capitulo 6 – A Batalha contra a Heroína
Nove da manhã, na casa de madeira escondida, próxima ao grande lago. Magy estava preparando as coisas para voltarem a Minakoku.
—Por que tanta pressa? — Disse Kyodai para Magy.
—Por que? Pensava que era obvio. — Disse Magy fechando as suas malas. —Daqui até Minakoku demora uns 3 dias, quero chegar lá o mais cedo possível.
—3 DIAS? — Gritou Kyodai. — Por que vocês não pegaram o trem que fica aqui perto?!
—Eu... tenho medo de metros e trens...
—E o que isso tem haver?
—Eu enjoo fácil neles...
—Eu enjoo quando ando de barco! — Disse Kaori.
—Realmente... ela já vomitou em mim várias vezes... — Disse Kyodai.
—Eu me recuso a andar três dias para cá e para lá com nerds. — Disse Karma, no sofá da sala.
—Ah vamos lá... é só levar uma sacolinha pra quando for vomitar. — Disse Kyodai, um pouco surpreso e decepcionado. — Por sinal, cadê o Shuji?
—Ah. Ele deve tá dormindo ainda, ele só acorda quando eu vou acordar ele.
—Pode deixar que eu acordo ele! — Disse Kaori empolgada.
—Por mim tanto faz... Jogue um balde d’água nele. — Disse Magy, enquanto Mina subia as escadas correndo. — Enfim... nós vamos para Minakoku fazer algo ‘especial’.
—‘Especial’ como? — Perguntou Kyodai.
—Simples, meu caro Mikoto. Uma rebelião.
—Rebelião? Por qu-
—Deixar o povo em pânico.
—O que?
—A muito tempo os guardiões estão em paz e sossegados, um ataque direto assim iria revelar eles, e ass-
—E assim descobriríamos a identidade deles e atacaríamos um por um, correto? — Disse Karma no sofá, cortando a frase de Magy.
—Não só isso. Criacionism requer muito de mim, principalmente quando eu tenho que criar a base do zero. Criar objetos requer um esforço grande, porque eu teria que me concentrar em manter aquilo, porém, seres que se movem e agem como eu mandar, como um boneco, são bem mais fáceis, apesar de que eu ainda precisaria me concentrar e usar bastante magia.
—E o que você tem em mente? — Perguntou Kyodai.
—Quanto menos tempo durar o que eu criar, mais quantidades eu posso fazer. Se eu criar o suficiente para algumas horas e em grandes quantidades, será mais que o suficiente para fazer um caos em poucos minutos, chamando a atenção deles.
—E os inocentes? Pensava que você queria salvar o mundo não destruí-lo.
—Não se pode construir uma cidade sem cortar algumas arvores.
—Isso nem faz sentido.
—Bem... isso não importa. O que eu quero é que cada um siga sua função definida.
—Deixa eu adivinhar. Eu vou ter que cortar umas cabeças por aí? — Disse Karma, ainda no sofá.
—Você vai se manter próxima a rebelião, de preferência de olho nos guardas, eliminando aqueles que se aproximarem.
—E o restante de nós? — Perguntou Kyodai.
—Você e Kaori-Chan vão ficar entre eu e a Karma. Não tão longe nem tão perto, serão mais como observadores, tentando buscar dados e informações sobre eles e como se comportam.
—E aonde você e o Shuji vão estar?
—Eu ficarei mais recuada e protegida, pois estarei controlando a rebelião de longe e eu não aguentaria controlar tudo e lutar contra mais alguém, então Shuji ficara comigo caso alguém apareça.
—Voltamos! — Disse Kaori, segurando um balde de água, junto a Shuji, que estava encharcado.
“Eu quase morri afogado...” — Pensou Shuji.
—Acho melhor irmos para a estação, se é assim. — Dizia Karma
—T...re..ns... — Dizia Magy assustada.
—Vamos logo! — Gritou Kyodai.
—P-Primeiro eu preciso de alguns materiais... não precisa ter tanta pressa! — Dizia Magy irritada.
—Que materiais?
—Pedras, madeiras, metais, qualquer coisa dura que aguente vários golpes seguidos.
“Isso é fácil de achar... ela só quer comprar algum tempo...” — Pensava Shuji.
—F-falando nisso... quanto tempo demora pra chegarmos de t-trem lá?
—Algumas horas... acho que uma ou duas. Por que? — Perguntava Kyodai.
—Perfeito! Vamos de noite lá!
“Ela realmente só quer comprar tempo...”
Enquanto isso em Minakoku.
—Hã? Outra reunião? Quando? — Shouko estava falando com seu pai pelo celular. — Semana que vem? Por que está me contando isso logo agora? Sei lá... não era melhor me avisar disso semana que vem? Okay...
Shouko estava discutindo sobre alguns assuntos importantes com seu pai, que preferiu não revelar o que seria a tal reunião de semana que vem.
—Hurf... — Suspirava Shouko, se jogando no sofá. — Todas essas reuniões estão me matando...
—Calminha Shouko-Chan! Eu sei o que pode te ajudar a relaxar! — Disse Azuma, sentando do lado dele e sorrindo.
—Por favor... nã-
—Beijooooooooooo — Disse Azuma se aproximando para fazer um selinho no Shouko. Até a campainha tocar.
—Tem alguém em casa?
—Já vou! — Dizia Shouko se levantando do sofá rapidamente, fazendo Azuma cair de cara no chão.
—Isso é cruel, Shouko-Chan! — Disse Azuma.
Shouko abriu a porta e lá estava Miro.
—H-Hã... O-Olá... a Azuma-Senpai está? — Perguntava Miro envergonhado.
—Nunca ouvi falar. Tchau. — Shouko bateu a porta e foi para seu quarto.
—Q-Que?
—Ah! Oi Miro-chan! — Disse Azuma ao abrir a porta. — O que você quer?
—Senpai! Eu queria que você visse uma coisa!
—Por que esse guri fica te seguindo e te chamando de senpai? — Gritou Shouko, enquanto subia as escadas. — Você só come e dorme o dia todo!
—Claro! O que temos pra hoje? — Disse Azuma.
—É o arco que meu pai me deu. Eu ando treinando com ele desde que eu era criança. Queria que você visse como eu estou!
—Não era mais fácil você só gravar um vídeo e postar em algum site?
—Que? N-Não! Meu arco funciona só com flechas espirituais criadas por minha magia e emoções, dependendo do meu humor elas mudam e tem efeitos difer-
—Okay, okay. Mostra logo! Tem um boneco que o Shouko fica batendo quando tá com raiva.
Indo até a parte de trás da casa, tinha um grande campo aberto, cheio de neve, tal como o lugar que eles moravam. Havia vários aparelhos de treino e no centro havia um boneco de madeira e pano, em sua cabeça havia uma foto de Jovani.
—Por que tem uma foto do senhor Kuro ali?
—E eu sei lá. Semana passada tava uma foto minha ali.
—Que medo.
—Pode ir em frente, acho que ele não vai ligar se quebrarmos o boneco dele.
—Okay...
Miro pega seu arco, respira fundo e se concentra, mirando bem na cabeça do boneco. Mais precisamente na testa de Jovani.
—Aqui vou eu...
Miro começou a pensar no quão furioso Shouko ficaria se visse seu boneco de porrada destruído, por um segundo ficou apavorado e disparou com sua flecha.
A flecha era transparente, porém dourada como seu arco e foi lançada em um disparo rápido e preciso, brilhando tanto quanto a luz do sol.
Ao tocar boneco, destruiu ele completamente e até tirou parte da neve que estava ali no campo, revelando a grama verde por baixo. A única coisa que restava do boneco era a foto de Jovani, que caia no chão verde, que antes era branco.
—AH! Desculpa... eu fiquei com medo do Shouko brigar comigo e... então eu... minhas flechas agem de acordo com as minhas emoções e... ah...
Azuma estava com os olhos arregalados ao ver o que Miro fez, ela tremeu um pouco e disse:
—Miro-chan...
—S-Sim?
—ISSO FOI INCRIVEL!
—S-Sério? — Gaguejou Miro.
—Huhuhu... — Ria Azuma. — Não poderia esperar menos do meu pequeno kouhai.
—Vocês dois... — Shouko havia ido ver o que foi aquela luz atrás de sua casa, ao se deparar com os dois e seu boneco destruído, ele ficou vermelho de raiva. — Vocês dois... CONSEGUIRAM NÃO SÓ DESTRUIR MEU BONECO, COMO TAMBÉM A CERTA QUE EU HAVIA ARRUMADO A UMA SEMANA ATRÁS! OLHA ESSA BAGUNÇA!
—Okay... Miro... agora é a parte que a gente corre como se não houvesse amanhã.
Miro e Azuma correram fugindo de Shouko furioso, parecia só mais um dia comum.
Nove da noite. No trem, em direção a Minakoku. Nossos cinco viajantes estavam sentados nos bancos de um vagão.
—Viu só? Eu falei que não seria tão... — Dizia Kyodai para Magy, porém, ao olhar para ela parecia mais que ela ia explodir de enjoo.
—Magy-Chan! Você tá bem? — Gritou Kaori, enquanto balançava Magy para frente e para trás, piorando o enjoo dela.
“Você só vai piorar as coisas assim!” — Pensava Shuji.
Algumas horas depois, ainda dentro do trem, Magy parecia ter passado dias dentro dele e estava extremamente enjoada, se arrastando para sair do trem, cansada, mas finalmente voltaram a Minakoku.
—Bluji... s-soce... ne tarrega... — Disse Magy enjoada e sem conseguir falar direito.
“Que?” — Pensava Shuji com uma cara de confuso.
—Ela disse “Shuji, você tem que me carregar.” — Disse Kaori-Chan.
“Uh...”
—Por sinal, cadê a louca da foice? — Disse Kyodai.
—A Blarma floi... isconquida... dréfio... — Disse Magy ainda enjoada.
—Ela disse que a Karma foi se esconder em algum prédio. — Disse Kaori — Faz sentido, até porque ela é bem famosa, não é?
“Como alguém entendeu isso!?” — Pensou Shuji.
Shuji colocou Magy em suas costas, ela engoliu o enjoo para poder falar melhor e disse.
—Ela já deve ter se posicionado, vocês deveriam fazer o mesmo.
—A gente nem sabe o que fazer ou aonde fazer direito. — Disse Kyodai.
—Como eu disse, vocês serão apenas observadores, analisando o que fazem e o que são os guardiões.
—Entendi... mas, você parece mal. Tem certeza disso? — Pergunta Kyodai.
—Não se preocupem comigo, eu e Shuji vamos para um lugarseguro, próximo daquelas rochas lá longe.
“Se preocupem comigo, ela é pesada de mais.”
—Tudo bem. Eu e Kaori vamos ficar no telhado daquele prédio, só tenta não fazer seus bichinhos atacarem ele.
—Tanto faz! Pernas quebradas se curam com o tempo. Quando tudo estiver pronto darei o sinal a vocês. — Disse Magy
—Que sinal? — Disse Kaori-Chan.
—Vocês vão saber quando chegar a hora. — Disse Magy, tirando de sua bolsa uma pena e mostrando a eles. — Agora saiam daqui! Xô! Xô!
Ambas as duplas se posicionaram em seus devidos lugares, Magy havia um caco de vidro na mesma bolsa que a pena.
—Shuji, fique aqui de olho enquanto eu faço o resto do trabalho.
“Como se algum idiota fosse procurar a gente aqui... NO MEIO DO NADA!”
Magy pegou alguns pedaços de pedra que haviam ali, algumas madeiras e metais de sua bolsa e começou a criar seu exército.
Golens de pedra e ferro foram criados aos montes. Antes de perceberem, um exercito já havia tomado forma.
—Agora o sinal.
Magy pegou de sua bolsa o caco de vidro e a pena, usando sua magia e talvez um pouco de criatividade, ela formou um pássaro de Vidro, na qual dentro de si carregava uma pena.
Ela o jogou, dando impulso para voar próximo aonde os dois irmãos estavam. Estralando seus dedos fez com que o pássaro explodisse, caindo vários pedaços de vidro para todos os lados.
Brilhava bastante com a luz da lua, mas principalmente a pena na qual há via dentro dele, que caia levemente até os dois irmãos.
“Então finalmente começou...” — Pensou Shuji.
A primeira grande horda começou a marchar até o grande arco na qual dava a entrada a Minakoku.
Passando de lá havia prédios, casas e alguns cidadãos. Ao verem os grandes golens em movimento passando por lá, acharam que era algum tipo de peça de teatro ou algo do gênero.
O primeiro golem então socou um dos prédios, quebrando a parte de cima dele e fazendo ele cair levantando uma grande poeira por toda a área. Os outros golens fizeram o mesmo, alguns cidadãos foram pisoteados, outros fugiram de medo, mas enquanto isso a E.P.E. (Esquadrão de Patrulha Especial) estava a caminho.
—Que droga é essa? — Disse Kurone, sobrevoando a cidade com sua nova invenção, uma mochila que usa parte de sua energia e magia para levantar voo a partir da gravidade. — Não temos muito o que fazer, deveria cham- Pera, tem mais deles se aproximando. Preciso chamar urgente! Também devo chamar guardas e talvez a polícia para o local.
Guardas, policiais, bombeiros e jornalistas metidos começaram a aparecer.
Os policiais e os bombeiros tentavam ajudar e organizar as pessoas que estavam próximas, apagando fogo e tentando salvar algumas pessoas presas. Já os guardas eram soldados muito bem treinados, na qual iriam à luta contra os monstros.
Esforçados e determinados, eles levantaram suas lanças, espadas e escudos e foram ao ataque dos monstros.
Foi então que um vulto misterioso aparecia no local, todos os civis já haviam sido recuados e só havia pessoas autorizadas lá.
—Ei! Você! Saia já daí! — Gritou um dos guardas.
O vulto se mostrou, era Karma, segurando sua foice em sua mão direita, sua corrente estava em seu pescoço com a lamina na ponta sangrando. Foi então que ela mostrou sua mão esquerda, na qual segurava a cabeça de um dos guardas, cortada violentamente e sangrando muito.
—Esse aqui tentou me tirar daqui a força, patético, não acham? Hahaha — Disse Karma enquanto ria com um sorriso sádico.
Ela derramou o sangue que escorria da cabeça do homem na lamina de sua foice, deixando os guardas em choque.
—Por sinal, eu tenho um nome vocês sabiam? Eu detesto quando me chamam de coisas fúteis, por isso lembrem-se bem. KARMA! A ASSASSINA DE ESPERANÇAS — Gritava Karma com raiva.
—Se atacarmos todos juntos ela não terá chances! Vamos todos juntos ao ataque! — Gritou um dos soldados corajosos.
—Tantos homens vindo me matar... isso me lembra minha infância... QUE SAUDADES!
—PELO REINO! — Gritaram os soldados todos juntos enquanto investiam para cima de Karma.
—Tudo que vocês acreditam é uma mentira.
Karma jogou a cabeça do homem fora, segurou a foice com sua mão direita com força e a colocou para trás, sua corrente se enroscou no seu braço esquerdo, então colocou seu pé esquerdo para frente, arrastando ele.
—Rios de lagrimas se formaram pelos seus entes queridos.
Karma arrastava seu pé e seus braços parecendo que ia girar.
—Vocês não me divertem mais. Morra.
Ela então saltou, girou no ar, fazendo com que sua foice girasse junto a ela. Sua foice absorveu o sangue que ela havia colocado, então a lamina da foice começou a cortar tudo o que estava em sua direção, com fortes rajadas de vento que cortavam o próprio ar.
—O-O que... — Disse um dor guardas, após ter sua barriga cortada e ver seus companheiros caindo, também todos cortados e praticamente mortos.
—Meu trabalho já foi feito. — Disse Karma, virando as costas para os guardas.
—O-O que é você...
—Uh? Você ainda respira?
—...
—Eu? Eu sou... — Antes de completar a frase, a lamina da corrente entrou no ar e saiu do chão, bem aonde o guarda estava, perfurando seu coração. —Eu sou Karma. E essa é minha melhor amiga: Chusainin, a Pacificadora.
Karma deu as costas aos guardas e se retirou, deixando os golens livres para passar.
—Wow! A Karma-Onee não tem medo de nada! — Disse Kaori olhando tudo que Karma fazia, escondida por um dos prédios intocados pelos golens.
—Não parece ser muito saudável você ficar olhando essas coisas, irmãzinha. — Disse Kyodai.
—Eu queria tanto uma foice assim também!
—Ai ai... amanhã eu roubo uma pra você então.
Enquanto isso, cada vez mais guardas pareciam para tentar derrotar os fortes golens de pedra, seguidos de seus enormes guerreiros de madeira e ferro.
Karma os cortava antes mesmo de sequer chegarem perto deles.
—Ah! O que temos aqui? Quem é ela? — Perguntava Kurone para si mesma. — Será que tem algo no banco de dados? Deixe me dar uma olhadinha.
Kurone liga seu scooter branco de vidro amarelo, na qual passava as informações a ela. Também é nele aonde ela deixa seu cristal guardado.
—Analisando... analisando... Oh! Ela é... droga... melhor ligar para ele de uma vez. — Kurone usa seu scooter para fazer uma ligação até Shouko.
—Alô? — Dizia Shouko pelo celular.
—Shouko! Você já soube?!
—Sim. Em alguns minutos já estou aí. Segura as pontas! Mas pera... por que você não tá com a Yohka?
—Se ela ver tudo isso ela vai ficar furiosa igual os outros selvagens da mesma raça dela.
—Entendido, em alguns minutos estou ai.
—Se possível chama el-
—Então é você que tá trazendo eles pra cá?! — Disse Karma, cortando a frase de Kurone. Ela olhou para cima e se deparou com Kurone sobrevoando ela.
“Ela me viu, melhor eu recuar... O que?” — Kurone estava pensando, até a garra lâmina de Karma se prender no seu pé.
—Meu pé! Eu arrumei ele ontem! — Gritava Kurone. — Quando você... ali?!
Kurone percebeu que a corrente estava saindo do nada, próximo a ela. Parecia até mesmo estar saindo do ar.
—Agora, você DESCE! — Karma puxou Kurone com força, até ela cair no chão, fazendo com que até mesmo o chão quebrasse e soltasse uma enorme fumaça. — Só isso já bastou?
A fumaça do chão parecia estar cada vez mais aumentando.
—Tudo de fumaça pra um chão? Como iss- — Dizia Karma até ser interrompida por uma enorme luz vinda da fumaça. — Ah! Droga!
Karma fez um rolamento para o lado o mais rápido possível. Da fumaça havia saído algo como se fosse um lazer poderoso, cortando alguns destroços de prédios que estavam ali.
A fumaça estava abaixando, então deu para se ver Kurone em pé, seu braço direito estava segurando seu braço esquerdo, na qual havia algo como um canhão que brilhava luz e esbanjava energia.
—Quando você... Maldição! — Disse Karma se levantando.
—Se você qualquer outra pessoa ela provavelmente teria quebrado a perna ou pior. Ainda bem que você pescou o peixe errado dessa vez! — Disse Kurone mirando seu canhão em seu braço na Karma. — Antes que pergunte, a fumaça é na verdade bombinhas de fumaça, eu estava louca pra testar esse protótipo.
—Eu odeio truques!
—Odeia? Bem... por onde devo começar? Apresentações? — Perguntava Kurone.
—Apresentações? A única coisa que você precisa saber é que meu nom-
—Karma, a assassina de Kuzuma. Nome verdadeiro desconhecido, porém fontes indicam que seu nome real não seja Karma. 1,72 metros de altura. Sua arma é conhecida como Chusainin, a pacificadora, apesar de não pacificar nada. Bem, é uma arma que consiste em uma foice extremamente afiada ligada por uma corrente que pode se esticar livremente que liga até uma lâmina que pode se abrir como uma garra. — Disse Kurone de maneira exibida. — Ah, sim. Apresentações. Meu nome é Kurone, prazer.
—Como... você...
—Google.
—Go... que? Ah! Quer saber! Fodase você e sua tecnologia! — Karma gritava enquanto puxava sua corrente que ainda estava presa a Kurone, começando a arrastar. — Desembucha o que você sabe sobre os malditos guardiões.
—Não sabia que tínhamos tantos fãs. Mas enfim, por que eu devera?
“Essa maldita não sangra, meus cortes não fazem efeito então não posso ativar a Chusainin. Mas...” — Pensava Karma.
—AINDA POSSO CORTAR VOCÊ EM DUAS PARTES! — Gritou Karma, puxando Kurone com toda sua força e correndo até ela com sua foice, com um olhar sádico, preste a uma tentativa de ataque direto.
“Droga... eu blefei até agora... mas ainda preciso esperar a energia carregar... só mais um pouco...” — Pensava Kurone.
—MORRA! — Karma deu um salto com sua foice, na queda iria atingir Kurone em cheio.
“Droga... vou ter que fazer aquil-” — Pensava Kurone, fechando os olhos de aflição pela situação em que se encontrava.
A garra lâmina de Karma havia soltado a perna de Kurone, que caia de joelhos no chão.
—O... que? — Perguntava Kurone, ainda viva e inteira.
—Bem... eu disse que tava chegando. — Disse Shouko, usando uma armadura metálica azul com uma capa vermelha maneira.
Ele estava afrente dela, segurando sua espada rapieira, bloqueando com força a foice de Karma.
—Quem é VOCÊ?! — Gritou Karma, que rolou para trás para esquivar de um possível contra-ataque de Shouko.
—Eu? — Disse Shouko. — Eu sou o futuro dono desse lugar que você e seus coleguinhas estão bagunçando. Príncipe Kami, ou Shouko para os mais íntimos.
—CHEGA DE PIADINHAS! — Karma gritava com um rosto de ódio transportando. — VOCÊS NÃO ME DIVERTEM MAIS!
—Dê o fora da minha casa.
Karma olhou para os dois, percebeu sua situação, olhou para Kyodai e Kaori, então correu de lá.
—Sho...uko-san... — Dizia Kurone olhando para Shouko.
—O que foi? Você já está a salva! — Disse Shouko, se virando sorrindo e se deparando com Kurone chorando e agradecendo ele.
—Obrigada! Obrigada!
—PARE DE CHORAR!
—Irmãozão! A Karma fugiu... — Dizia Kaori para Kyodai.
—Era o certo a se fazer. Mas pelo menos sabemos que aquele cara de capa vermelha... só pode ser um deles.
—E a garota robô? — Perguntava Kaori
—Quem sabe...? Malditos cosplayers! — Dizia Kyodai para si mesmo com raiva.
Após esses fatos ocorrerem, Kurone e Shouko começaram a parar os golens, com ajuda de guardas e até de alguns moradores locais.
Enquanto isso acontecia, Shuji e Magy ainda estavam escondidos nas pedras.
—Você... ouviu alguma coisa? — Perguntava Magy.
“Eu não sei mais dizer se ela faz de proposito ou não.” — Pensava Shuji com uma cara de raiva.
—Ah, desculpa. Mas é sério... está muito quieto aqui... um silencio atormentador.
“Não posso mentir, realmente está muito quieto aqui.”
De repente, um vulto correndo entre as pedras estava aparecendo.
—O que é isso?!
“Nos descobriram?!”
—Dessa vez eu... consegui chegar a tempo.
Então, uma pessoa usando um manto, estava em pé, em cima de uma das maiores rochas dali. A lua batia sobre as costas da tal pessoa, iluminando ela, mas escondendo seu rosto.
—DROGA! V-VOCÊ! — Gritou Magy apavorada.
—Você acha que faz o que faz por que é certo? Por que seu coração diz que é certo?
A voz da pessoa misteriosa parecia muito com uma voz feminina.
—Todos aqueles soldados lutaram até seu último suspiro. Fazendo o que eles achavam que era o certo!
“Ela é... aquilo que vimos aquele dia?” — Pensava Shuji.
—Bom... chega de falação. — Disse a pessoa, que puxou de sua bainha sua espada. Era uma katana extremamente afiada, sua lamina feita de prata brilhava bastante junto a luz do luar. Seu cabo era roxo com uma longa fita amarela e vermelha. Também havia um cristal azul em sua base.
—E-Então você era mesmo um! Eu sabia! — Disse Magy.
“Droga... eu ainda estou enjoada. Não sei se vou conseguir me manter aqui, mas... Shuji está comigo.” — Pensava Magy.
“Eu realmente não sei o que fazer. Que deus nos perdoe.” — Pensava Shuji tremendo — “Como alguém pode ficar tão enjoada assim?!”
A pessoa com a katana pulou rapidamente da rocha em que estava em pé, atravessando Shuji e cortando seu ombro direito e se posicionando atrás dele, em frente a Magy no chão.
“O... que?” — Pensou Shuji com um corte enorme em seu braço que devia estar sangrando, mas no lugar de sangue só havia uma corrente de vento azul que brilhava com a luz da lua.
—Por causa disso as pessoas me chamam de “Furacão Azul”. — Disse o tal Furacão Azul com a katana próxima do pescoço de Shuji.
—Atrás de você! — Gritou Magy.
Shuji pegou sua espada com seu braço esquerdo e tentou acertar ele rapidamente, porém ela já não estava mais lá.
“Que?! Aquilo tava aqui agora pouc-” — Antes de completar seu raciocínio, Shuji virou a cabeça olhando para a frente e vendo uma katana próxima a seu olho.
—Não se mexa. — Dizia Furacão Azul.
—C-Como..? — Dizia Magy confusa.
Shuji bateu sua espada na katana de Furacão Azul e se afastou 4 metros dele.
“Droga... como vou acertar isso se não consigo nem vê-lo?”
—Eu disse para não se mexer! — Disse Furacão Azul, que correu até a direção de Shuji.
Shuji tentou bloquear a investida de seu oponente com sua espada, porém, mesmo com seus olhos atentos nele, Furacão Azul desapareceu como o vento que saia na ferida de Shuji e apareceu atrás dele, cortando suas costas de baixo para cima, saindo muito sangue e fazendo Shuji cair no chão.
“Droga... eu nem tive chance...”
—Shuji! — Gritava Magy.
—Você! Elfinha! Acho bom desembuchar tudo. — Dizia Furacão Azul para Magy.
—É... eu acho que acaba aqui... — Dizia Magy com seus olhos fechados, porém chorando.
“Não... não... NÃO!”
Shuji levantou cambaleando do chão, com os olhos cheios de ódio e raiva para Furacão Azul que apontava sua katana para Magy.
—Você é persist- — Dizia Furacão Azul, até atingido por um tiro de sniper desconhecido, cortando sua bochecha e parte de sua toca, revelando alguns cabelos brancos. — Ah droga.
No prédio na qual Kaori e Kyodai se escondia, podia ver Kaori segurando uma sniper em Furacão Azul.
—Você quase acertou, maninha. — Dizia Kyodai para Kaori.
—Da próxima eu acerto.
—Pessoal... — Dizia Magy abrindo seus olhos.
—Relaxa aí. Não vai precisar de mais um tiro. – Dizia uma voz misteriosa vindo da cidade. — Seu pessoalzinho são muito chatos, viu?
A voz era Karma, furiosa por ter que recuar da missão e ver Magy chorando e Shuji ferido.
—Ah, ótimo. Vocês têm reforços. — Dizia Furacão Azul, que abaixa sua katana. — Acho que eu só posso fazer uma coisa.
Furacão Azul pegou de seu bolso umas bombinhas de fumaça feitas por Kurone, as jogou no chão fazendo uma enorme explosão de fumaça e então fugiu do local.
—Droga, aquilo fugiu. — Dizia Karma frustrada. — Vocês dois tão bem?
“Ah... obrigado por chegar... eu não sabia o que ia fa...zer...” — Pensava Shuji enquanto caia no chão de novo, sangrando.
—Eu acho que isso foi um não.
—Shuji! — Gritou Magy, que esqueceu do seu enjoo e correu até ele. — Droga! Temos que recuar por hora!
—Mas e a rebelião? — Dizia Karma.
—Esquece aquilo! Temos prioridades agora! Chame os dois lá e chame um médico!
—Meio que a gente acabou matando os médicos por perto... então...
—Droga Karma!
Os dois irmãos foram até o encontro de Karma, Magy e Shuji.
—Aquilo fez isso com ele? — Dizia Kyodai.
—Precisamos voltar pra Kuzuma logo! — Dizia Kaori desesperada.
—É melhor irmos mesmo... — Dizia Magy. — Pode deixar que eu carrego ele até o metro.
—Metro? Você tem certeza? — Perguntava Kyodai.
—Não seja idiota! Ele é uma prioridade.
Os 5 foram então até a estação de trem e foram até Kuzuma, Magy passou mal, mas não parava de se preocupar com Shuji que estava deitado ao com a cabeça em seu colo.
—I u qee vesex konsequiram..? — Dizia Magy enjoada.
—Nós descobrimos que aquela garota robô parece saber muito sobre os guardiões, talvez ela pesquise muito a respeito? — Dizia Kyodai.
—Também descobrimos que ela tem alguma relação com o guardião da velocidade, talvez ela seja uma. — Dizia Kaori.
—kuartiraun.. velositade? — Dizia Magy.
—Aquele cara... era rápido mesmo... — Dizia Karma meio frustrada.
—Maun... a kuarrtiram é vufaraum avul... — Dizia Magy.
—Essa eu não entendi. Kaori, tradução. — Disse Kyodai.
—“Não... o guardião é furacão azul”? Também não entendi.
—Dois guardiões, talvez? — Disse Karma. — O que você acha disso Magy?
Ao olhar para Magy ela já havia desmaiado de tanto enjoo, então os três resolveram apenas esperar a viagem acabar para conversarem melhor sobre o ocorrido.
Enquanto o trem passava pelas montanhas, ao céu, havia uma nuvem negra que não era possível se ver a olho nu.
—Hmm... esse caos todo é tão satisfatório. Não acham? — Dizia uma voz estranha da nuvem.
—Uma pena que eles fugiram. Queria tanto ver mais sangue nesse campo. Dizia uma segunda voz saindo de lá.
—Talvez da próxima eles espalhem mais caos por aí. Isso seria bom, não é? — Dizia uma terceira voz.
—Não a nada de bom em nós... mas eu consigo ver tanta coisa boa nesses corpos espalhados... hmm... — Dizia uma quarta e última voz vinda da nuvem.
As quatro vozes riram e a nuvem sumiu com um grande feixe de luz negra que tapou a luz da lua por alguns segundos.
Esse seria o começo de uma infeliz guerra, não do mau contra o bem, e sim contra o corpo e a alma.
Fale com o autor