Hedonismo

21 Vamos conversar?


Notas iniciais
Oi? Lembram de mim? Sumi desculpa... Ando meio atarefada mas n abandono tramas ^_^ Tive umas ideias bem legais de por Hentais nesta trama, entao só tenho a agradescer a VC leitor q me deu estas dicas e tudo mais. *_* me animo só de ver o contador de visualizações imagina quando comentam!! Gya.

Fiquei bem sem graça em ouvir como tinha sido para o Bellzebumon o seu primeiro beijo com Hikari, mas Wyzardmon parecia ouvir cada detalhe atento; como uma aula didática. Queria fazer o mesmo com Gatomon?

Mas se eles não se beijavam... como digimons namoravam?

—--- Então... errr bem é só. Encostar os lábios? ---- o encapuzado gaguejava como se fosse perder as forças do corpo; achei fofo toda sua timidez; mas o maior o encara como se falasse “nub” não consigo compreender toda esta discrepância.

—--- Casete como você é... ---- o maior se ergue inconformado. ---- Claro que não. Você tem que... ---- ele me encara e logo se curva sobre o menor cochichando o restante da frase.

Este por sua vez trava perde o fôlego e quase cai do beiral para o mar, sendo segurado pelo maior que ria sentido de sua reação exagerada. De tímido Bellzebumon não tinha nada.

—--- O que estão falando escondidos ai? ---- a voz grasnada do dragão amarelo era forte e nítida, vinha acompanhado do mais “pancada” dos digimons.

—--- Não estamos escondidos. E estamos falando de sexo. Problemas? ---- o maior parecia sempre entonar de modo arrogante, isso parecia vir dele, não tinha cura.

—--- Não. Nenhum... Bell. ---- o amarelado retruca fazendo seu apelido em forma de sátira. ---- Só não confunda a cabeça do Wyzardmon; as coisas que os humanos fazem são muito confusas.

—--- Isso é verdade. ---- a barata vermelha me encara com seus vibrantes olhos. ---- Takeru explica aqui. Como dois machos fazem? Vocês não tem o buraquinho certo.

Saio da janela e fecho.

Eu não ia participar daquela conversa e definitivamente não iria explicar nada a eles.

Bufo e saio pelo corredor, logo me deparando com Hikari.

—--- Errr bem eu... ---- travo, não sabia o que dizer as duas estavam bem na minha frente.

—--- Estava ouvindo escondido que feio. ---- a violácea ri nos puxando para dentro do meu quarto; ainda me sentia envergonhado pelo modo “intimo” que me tratava. ---- Se queria saber era só ter entrado. A Hikari não ia esconder de você. Não é?

—--- Verdade. ---- ela sorri para mim, e logo continua a relatar como tinha sido seu primeiro encontro com o digimon mais falado nos últimos dias.

A verdade é que a relação deles foi demorada, Impmon tinha seus problemas, mas Hikari sempre foi carinhosa com ele e ele a ajudou a entender o que estava ocorrendo no mundo digimon; mas quando o líder foi seqüestrado e as coisas pioraram Hikari também se meteu em apuros. O que ninguém soube foi que Impimon que a resgatou, mas para isso ele quase foi destruído, coisa que o forçou a digivoluir; sim ele digivoluiu por ela, e assim começaram a se ver cada vez mais ate que... O nem tão pequeno monstrinho começou a nutrir sentimentos por ela.

=~^~ ºº~^~=

Foi em um dia como todos os outros.

Nos íamos ao digimundo para ver se as coisas estavam bem e eu sempre o encontrava por lá.

Não nego que desde que ele tinha digivoluido o achava muito bonito, mas não podia ficar olhando para um digimon né.

—--- Vou ter que fazer uma coisa Kari. ---- ela vem ate mim passando nas quatro patas com velocidade, quase não a noto se aproximar; fazia jus a fama dos gatos. ---- O Bellzebumon pode cuidar de você. ---- ela para nas patas traseiras ficando de pé a poucos centímetros de mim e logo volta a correr.

Tenho certeza que Gatomon sabia dos sentimentos de Bell por mim, mas ate este dia não tinha me dado conta de nada.

Ele estava sobre uma grande arvore a olhar o céu e parecia muito distraído; pensativo por algum motivo, não quis desperta-lo mas assim que ele me percebe ali cora e quase despenca dali de cima. Acho graça.

—--- Esta tudo bem? ---- rio ele me encara.

—--- De novo por aqui humana. ---- ele rosna entre os dentes, mas estava acostumada a este seu modo de agir; apenas estico o braço para que ele me levasse ate o topo da arvore. ---- Folgada.

Estava exausta do dia corrido e atarefado que tive e fico ali com ele.

Quando era menor Impmon costumava dormir nos meus braços, parecia o único local que ele conseguia relaxar e dormir tranqüilo. Achava aquilo tão fofo; mas quando cresceu... bem. Complicado.

Eu ficava no colo dele como se fosse o oposto, e me sentia feliz ali; claro que não imaginava besteiras, ele era o Impimon que cresceu e parou de ficar tão fofinho. Mas ainda sim era o mesmo.

Conversamos e logo adormeci, e quando dei por mim estava no meu quarto.

Meu irmão tinha derrubado algo na sala, depois de tudo que sofreu e passamos ele andava estranho mas ainda era ele mesmo. Eu sabia que ainda estava metido com os assuntos do governo vs digimundo e não me queria por perto; e eu tentava respeitar sua vontade.

Pego um suco na geladeira e logo noto que o Bell encarava o copo como se fosse uma criança vendo vitamina. Acho engraçado. Na verdade tudo o que ele estava fazendo eu estava achando engraçado.

Suas perguntas estavam mais detalhadas do que de costume. Ele sempre mostrou curiosidade com o mundo humano, sempre me questionando o por que usávamos roupas ou por que íamos a escola, como funcionam os carros; queria entender tudo, apesar de sempre falar de um modo grosseiro e mal educado era muito curioso.

Então não tenho que desenhar que me espantei muito quando ele me beijou.

Seus lábios eram frios, mas seu alito era quente.

Sinto firmeza em seu ato e por um ou dois segundos me esqueço completamente do que estava fazendo e com quem estava fazendo. Era como lamber uma pilha, um sabor doce e estranho preenchia meu ser; Bell era um ser naturalmente vil, possuía garras ao invés de dedos, mas tenta não me ferir sendo pela primeira vez que o conheci... delicado.

Seus dentes eram como serras afiadas e pontiagudas sua língua preênsil e longa, e ele tinha uma grande capacidade de aprender; tanto que em segundos me tira o fôlego.

Já falei que tinha perdido a noção né?

Então...

Envolvo meus braços sobre seu pescoço e o puxo para mim, e ele faz o mesmo envolvendo minha cintura. Aquilo estava muito bom, ótimo, melhor do que todos os que já tive na vida. Intenso e cheio de vontade com aquele toque especial de proibido.

Mas nossos corpos se entrelaçavam como se fosse a coisa mais correta do mundo, um encaixe perfeito. Trazia a tona algo em mim que não sabia que podia existir.

[---- Hikari eu tenho que sair. Você não deixa o Agumon mexer nas minhas roupas de novo? Deixei ele dormindo na minha cama, a gatomon saiu acho que foi ver o V-mon.]

A voz do meu irmão invade o quarto e eu salto da cama como se ele estivesse do meu lado. Nunca tinha notado como sua voz era forte.

—--- S-sim eu olho pode deixar. ---- respondo ainda a buscar o fôlego e Bell se afasta de mim; meu irmão não diz nada sobre a gagueira ou abre a porta, acho que imaginou que eu estivesse dormindo e também não temos o costume de invadir o quarto um do outro.

Ouço a porta da sala se fechar mas ainda permaneço sentada na cama, meu coração estava a toda e me sentia soada. O que foi aquilo?

Olhei para Bell e ele desviou o olhar envergonhado. Digimons podiam sentir isso? Eu não fazia a menor idéia... Não foi o que aprendi sobre digimons. Pra mim eles nem tinha sexualidade! Mas Bell tinha roupas não tinha?

—--- Bell... posso... ver seu rosto? Esta mascara sai não sai? ---- ele me olha confuso e depois sorri, posso ver claramente as presas em forma de dentes serrilhados que possuía. Eu só podia ter alguma doença porque achei aquela boca de tubarão sexy de mais.

Mas ele apenas volta a se aproximar de mim e pega meu pulso pondo minha mão sobre seu rosto como se pedisse que eu mesma a tira-se. A onde este coisa tinha aprendido estas brincadeiras?

Retiro a peça que parecia de couro dura e rígida e o encaro nos olhos rubros e faiscantes.

—--- Isso quer dizer que estamos namorando? ---- ele questiona no mesmo tom ardiloso e curioso que sempre usava; e desta vês enxergo a “maldade” que ele possuía.

—--- Acho que sim.

~~ºº~~

Yoeli da um salto a cada detalhe que Hikari narrava, tentando ano atrapalhar, mas mal se agüentava ali. E não nego que ate eu me senti um pouco... bem... err. Você sabe. Foi uma boa narrativa apesar de ela ter escondido detalhes. Pelo amor a Gatomon acordou e saiu! O agumon chegou e foi dormir! Quanto tempo eles ficaram se pegando no quarto? E não fizeram barulho? Ata que o Taichi não ouviu nada. Sei. Tonto ele, muito tonto mesmo... O líder só não via o que não queria ver, isso era fato.

—--- Ameiii! Agora é a minha vez de contar o que estou devendo a vocês dois. ---- a violácea se anima saltitando, e logo toma a frente.

Eu já estava mesmo curioso para saber por quem Yolei tinha trocado o “perfeitinho” do Ichijouji.

=~^~ ºº~^~=

Tudo lá era muito bonito, as pessoas elegantes, e eu estava com uma blusa de Star Wars , short jeans desfiado e All Star, me sentia no lugar errado, sempre me sinto assim indo nos locais onde ele costuma me levar. Então naquele dia eu decidi que seria diferente, eu levaria ele para um lugar onde eu me sentia bem e apresentaria o que eu gosto de fazer, mas não saiu bem como planejado.

Olhei para ele que me falava sobre um espécime raro de corais, ele sempre parece querer mostrar seu conhecimento sobre tudo e no começo eu até achava legal, mas naquele momento eu já estava de saco cheio, cortei o assunto e perguntei:

—--- Ei Ken o que você acha da Comoc Com?

Depois de um minuto de silencio ele me respondeu. ---- Eu não concordo muito com este tipo de coisa. Eles fazem estes eventos para as pessoas brincarem de ser o que não são. As pessoas vão para lá prestigiar escritores de quadrinhos, livros e mangás, coisas que não contribuem em nada para o desenvolvimento do planeta. Quem vive neste mundinho de fantasia, no fundo sabe que não tem capacidade para ser alguém realizado em sua vida profissional e social.

Claro que fiquei chocada com a forma com que ele falou, com total desprezo; como se fosse o dono da verdade. Eu queria responder, dizer a ele que a namorada dele ama todo este mundo de fantasias. Brigar e reclamar bem alto.

Não me considero uma fracassada, eu apenas vibro com paginas de revistas, com filmes, musicas relacionadas a obras fictícias que eu gosto, mas naquele momento eu me senti uma vidraça apedrejada.

—-- Eu preciso ir agora Ken... ---- me despedi fria e ele me olhou com uma expressão confusa depois desceu o olhar para a gravura da minha blusa e ficou corado. Virei as costas e ele tentou me chamar, em vão.

Passando pela multidão, um bando de: patricinhas e filhinhos de papai, pessoas com quem ele e sua família convivem, e fui para em um café com jogos antigos, um lugar a onde meu pai e meu tio sempre me traziam; ali eles tinham vídeos games pré-históricos, as paredes eram cheias de gravuras de games antigos e até a musica ambiente eram versões instrumentais de tema de jogos.

Comprei um Capuccino e fui para uma mesa vazia no canto, minha mente fervilhava. Meu namorado tinha desprezo pelo que eu mais gosto, que maravilha! Me desculpe se eu não leio obras literárias consagradas e ouço opera.

Com a cabeça a mil e esbarrei em um idiota qualquer e acabou sujando minha blusa toda aff...

—--- E-eu s-sinto muito! ---- a voz sai falha talvez por distração, mostrando que a pessoa “voltava a terra” naquele momento, mas eu conhecia o aquela voz.

Olhei rapidamente para o garoto que se desculpava e reconheci um dos digiescolhidos veteranos. Fiquei em choque com a surpresa, sem responder.

—--- Yolie? É você mesma? Nunca imaginei encontrar algum conhecido por aqui. Mas então você vai me desculpar ou eu já vou ter que ir começando a conviver com o medo de sofrer um ataque ninja do Shurimon! ---- ele brinca pegando alguns lenços para me ajudar a me limpar.

—--- Ah o Shurimon! --- foi uma boa piada, eu precisava ouvir algo assim. ---- Eu te perdôo, mas não acostuma viu!

—--- Tudo bem. Posso te pagar outro café? Ah droga eu sujei toda sua blusa... ---- ele disse fazendo uma expressão engraçada, ao me entregar os lenços. ---- Posso te pagar outra blusa?

Gargalhei limpando a blusa com um guardanapo, por que meu namorado não podia ser alguém assim?

—--- Acho que vou aceitar só o café por hoje. ---- comento entre risos e logo ele acena com a cabeça saindo em direção ao caixa.

Ele colocou sua pasta na mesma mesa em que coloquei minha bolsa e logo voltou com ao cafés. Se sentou animado e passando uma das xícaras para o meu lado.

—--- Então, você vem sempre aqui? Cara que clichê isto! Ainda dá tempo de mudar a pergunta? ----ele próprio ri com o que aquilo parecia. Assenti, quase tendo uma crise de risos e ele coçou a nuca e perguntou. ---- Você já experimentou as rosquinhas deste lugar? ---- arqueou as sobrancelhas; era memso um rapaz expressivo.

—-- Já experimentei tudo aqui, sempre vim aqui desde pequena, meu pai é amigo do dono! Você já jogou estes vide games antigos?

—--- Já! Claro! ---- ele se exalta animado indo abrir sua pasta a onde carregada um leptop antigo e bem judiado. ---- Ate já fiz alguns deles baseado em minhas aventuras quando jovem. Quer ver?

—--- Claro!

Começamos a conversar sobre o assunto, depois disto falamos sobre quadrinhos e series relacionadas aos games, tudo que eu precisava era de alguém que falasse a minha língua por pelo menos alguns minutos e como foi bom aquela conversa, mas logo chegou a hora de seguirmos nosso caminho.

Naquele dia trocamos telefone e sempre tocamos mensagens corriqueiras tipo bom dia ou boa noite, boa aula. Nada preocupante.

O dia da Comoc Com chegou e eu decidi ir sozinha. Afinal depois de todas as brigas que tive com o Ken e também do que ele fez com você Takeru, eu não iria chama-lo mesmo.

Me vesti a caráter para eventos deste nível e fui, uma saia xadrez, All Star cano longo, meia de telinha (arrastão), uma blusa dos Vingadores; mas quando finalmente eu cheguei no local ,a fila dos ingressos estava enorme, passei desanimada e senti alguém me puxar pela cintura.

—--- Amor achei que ia entrar sem você! ---- quase morri de susto e senti minhas bochechas arderem intensamente. Izzy me abraçou colando nossos corpos e sussurrou no meu ouvido. ----Vai na onda se não você vai ter que ir lá para o fim da fila. ---- olhei a fila que não dava nem para ver o fim e passei meus braços em volta de seu pescoço.

—--- Obrigada. ---- sussurrei e ficamos assim por um tempinho, seu perfume me deixava embriagada não era como o de quem, um leve tom amadeirado; não, bem longe disso; possuía um toque forte recoberto pelo odor de alguma guloseima que havia comido e um pouco de suor por estar a tempos em uma fila, ou talvez corrido para chegar ate lá. Simplesmente me fazia esquecer de tudo.

Logo separamos o abraço, mas continuamos de mãos dadas e quando entramos no evento deveríamos ter nos separado, mas continuamos de mãos dadas. Aquilo parecia tão normal.

Andávamos para todos os cantos do evento, compartilhávamos opiniões sobre tudo, pegamos autógrafos de mangakás e escritores famosos como Massami Kurumada, compramos figures, revistas, camisas, lembrancinhas, tiramos um mundo de selfies juntos. Não pareceu estranho, nada pareceu errado, eu fui me levando pelo momento.

O final do evento foi o mais emocionante, uma banda famosa que nós amamos tocou e nós ficamos bem próximos ao palco foi quando ele falou algo, mas eu não ouvi por causa do som, então ele falou no meu ouvido.

—--- Tira os óculos porque eles vão molhar a galera toda agora. --- com este ato fiquei paralisada com a maior cara de idiota, olhando para os olhos dele e ele retirou meus óculos com as duas mãos.

Assim que ele fez isto à produção do show jogou água em toda platéia e ele sorriu pra mim, sorri de volta.

O dia se resumiu todo naquele momento, toda diversão, todas as cores os cosplayers, as fotos bobas, os ídolos, e finalmente o rock clássico e pesado, parecia nos atrair como imãs, ele se aproximou mais e mais e me beijou, foi tão mágico que até a galera a volta pareceu vibrar com o momento.

Fiquei entorpecida a principio, mas depois passei meus braços em volta de seu pescoço.

Passando aquele momento de loucura, curtimos o resto do show e depois saímos cantando as musicas junto com a galera desconhecidas. A medida que a multidão se espalhou pela rua eu pude ouvir meu celular tocando, peguei e vi que era uma chamada do Ken. Meu mundo caiu, a realidade me deu um tapa na cara. Eu olhava estarrecida para o aparelho, enquanto Izzy me abraçava por trás com o rosto virado para conversar com alguns colegas da faculdade dele, que encontramos na saída. Eu não sabia o que fazer, estava mentindo para os dois, eu era um monstro, mas eu queria provar o gosto do veterano mais uma vez.

Ele me entendia, me fazia rir, me completava, eu me sentia eu mesma e sentia que isso o agradava. Desliguei o aparelho e guardei na bolsa, senti Izzy beijando o meu pescoço.

—--- Não faz isso Izzy eu estou suada! ---- falei rindo e me esquivando dos beijos, mas ele insistiu contando de forma brincalhona.

—---Você sabia que em 2013 o engenheiro Andreas Hammar desenvolveu uma máquina de suor que transforma o suor das pessoas em água potável? ---- ele falou e me agarrou novamente distribuindo beijos pelo meu pescoço, me fazendo rir. ---- Sabia que quanto mais velha uma pessoa for, menos ela sua? Sabia que suas digitais não são sua única assinatura biológica na natureza e que seu suor é único? Assim como sua orelha.

—--- Ah Izzy que coisa mais nerd! ---- brinquei quando nos viramos de frente um para o outro, antes que ele mordesse minha orelha.

—--- Acho que em um dia nós dois fizemos nerdices que valem por um ano. ---- ele brincou e depois me beijou fazendo com que meus pés se erguessem do chão. ---- Quer ir na minha casa? ---- perguntou no meu ouvido e depois quando percebeu o que disse tentou se corrigir. ----N-n-não é nada demais, minha mãe está em casa, por favor não quero que você pense alguma coisa do tipo é...

Ele se atrapalhou completamente e eu comecei a rir, ele riu meio sem jeito e completou:

—--- É que o dia hoje foi tão legal e eu queria passar mais um tempinho com você, mas é só isto mesmo.

—--- Eu também quero passar mais tempo com você. Vou ligar para minha casa... ---- respondi meio sem graça e logo me afastei e liguei para minha mãe, disse que estava na casa de uma amiga. Ela não se preocupou pois confia em mim. Eu não deveria ir para a casa dele, mas eu não queria que aquele dia acabasse, queria aproveitar só mais um pouquinho.

Quando chegamos a casa dele e ele gritou assim que abriu a porta ---- Mãe, estou em casa! Estou com visita.

Ele não obteve nenhuma resposta, deixamos os sapatos na entrada e acendeu a luz da sala me puxando para entrar. Não era a primeira vez que eu estava naquela casa, mas fazia muito tempo desde a ultima vez que participei das reuniões feitas ali, chegava a ser nostálgico.

O veterano olhou o pedaço de papel que estava sobre a mesa de centro e o pegou para ler, depois de alguns segundos ele me olhou coçando a cabeça e deu um sorrisinho envergonhado.

—--- Minha mãe se esquece de usar o celular para me deixar este tipo de aviso. Ela disse que minha tia vai ter um bebê e precisa dela para olhar minha prima de seis anos, ela só volta daqui há dois dias. Se quiser podemos ir para outro lugar...

—--- Tudo bem Izzy, podemos ficar aqui!

Ele sorriu e me puxou para o quarto, acendeu a luz e jogou a mochila no chão, me sentei na cama e ele ligou com PC para passar as fotos que tiramos no evento.

Ficamos um bom tempo rindo das besteiras que fizemos durante o dia, das loucuras que vimos. Depois ele se levantou e abriu uma gaveta de seu guarda roupas e me jogou um embrulho.

—--- Eu te devia uma blusa, então eu comprei esta...

—--- Izzy não precisava! ---- abri o embrulho retirei a blusa e não consegui conter uma crise de risos. ---- A blusa que você sujou era de Star Wars e essa é Star Trek! ---- completei entre risos, só um nerde entenderia.

—--- Uau! Vida longa e prospera para o mico que eu paguei!

—--- Que nada seu bobo, eu sempre quis uma dessas, sou fã de Star Trek também!

—--- Então...Curti filmes de ficção cientifica, joga games, lê quadrinhos, vai em eventos e curti boa musica...Como alguém como você está solteira?

—--- Er...Sobre isto...--- fiquei totalmente sem graça e minhas bochechas ardiam. Eu não sabia explicar nem para mim mesma se ainda estava namorando Ken ou não, imagina para ele?

—--- Waw! Detesto cheiro de friend zone no fim da noite.... ---- ele disse e cobriu o rosto com as duas mãos, parecia desapontado; era mesmo um rapaz expressivo. ---- Me desculpe eu não devia ter te beijado aquela hora...E depois, e depois, e depois....

—--- Não! ---- exclamei e ele me encarou, não queria que ele se achasse o “errado” da historia. ---- Eu gostei. Gostei muito na verdade...---- falei e abaixei o olhar, fitando a blusa em minhas mãos. ----Foram os melhores beijos que já provei.

—--- E o que vai você fazer sobre “ele”? Porque eu pensei que pudéssemos repetir tudo o que fizemos hoje. Se você quiser é claro. ---- ele parecia desconfortável, acho que pensava “puta que pariu eu sou o amante”. Como disse ele era muito expressivo.

—--- Eu já pensava em terminar, antes de hoje eu só estava sem coragem. Na verade estamos meio que... dando um tempo. ---- respiro fundo tentando entender tudo o que acontecia ali e na minha cabeça. ---- Ele é uma pessoa complicada já passou por depressões e mudanças de humor e agora ele está começando a socializar mais e...

—--- Está preocupada em terminar com seu namorado e ele voltar a entrar em depressão é isto? ---- ele me perguntou com um olhar de reprovação, e ele perco todo ao chão. Minha vontade era de chorar, me senti a pior das piores naquele segundo.

Como pude?

—--- É isto... Eu sempre soube que ele era uma pessoa complicada, mas eu achei que poderia ajudá-lo a mudar, mas com o tempo eu percebi que ele quem tem me mudado, tem pisado na minha auto estima trazendo ela para o chão. Eu nunca sei o que ele pensa ele nunca diz. Ele tenta aparentar que mudou seu desprezo pelas pessoas, mas as vezes ele se trai e fala com superioridade chegando a me assustar. É evidente que a mente dele é perturbada e que restam traços de Imperador Digimon, mas...

—--- Imperador Digimon? Então seu namorado é Ichijouji? Nossa quem diria vocês dois...---- ele falou surpreso ao me interromper, não o fez por grosseria apenas não consegui se conter.

—--- É...E quem diria nós dois né?Se meu relacionamento com Ken era uma surpresa, imagina com Izzy o digiescolhido guardião da sabedoria? ---- ele sorriu desanimado.

—--- E alguém dirá um dia sobre nós dois? Eu espero que sim, já que você já pretendia terminar com ele, não é? ---- ele me fitou com seriedade, não imaginava esta atitude vinda dele.

—--- S-Sim eu pretendia, eu vou terminar, nós já terminamos. Só não sei como tratar ele.

—--- Eu fico feliz em saber. Não queria ter que escrever no meu diário que encontrei a garota mais legal do mundo e que beija super bem, mas que nunca mais rolou nada porque ela tinha namorado...

—--- Ah e você tem diário? ---- gargalhei apontando o dedo para ele como uma criança. Ah que foi? Foi inevitável. Sou sincera.

—--- Serio mesmo que de tudo o que eu te falei o que mais chamou atenção foi o diário? ---- ele parecia realmente incrédulo com a minha reação.

E logo me puxou e me sentou em seu colo, ignorando tudo o que eu acabei de falar sobre estar confusa e me beijou com desejo.

~~ºº~~

Notas finais
Senti um Q de fim de trama novamente, acho q n tenho a onde enrolar mais... T_T pena ainda tenho tantas ideais pra lemon! Buaaa. V_V vou ter q gastar elas em algumas ones... ai ai... onde + posso enrolar? ideias? quase todos os mistérios estão acabando socorrinho!