Hedonismo
11 Pontos nos Is revelações de ouro
Notas iniciais
Me assustei.
Sabia que uma hora ela iria me apresentar o tal Digimon afinal já tínhamos combinado isso, mas eu ainda não estava preparado para conhece-lo de fato. Na verdade creio que nunca estaria... apenas a idéia me assustava, e logo sinto um alivio em manter a minha idéia de ele ter uma aparência humanóide.
Entretanto todos o cumprimentam amigavelmente, nenhum deles sabia o que ele realmente representava estando ali daquela forma. Apenas Yolei que já sabia sobre os “problemas” de HIkari poderia fazer uma vaga idéia. Mas creio que mesmo ela sendo esperta não sacaria.
Ela nunca poderia descobrir, pois jamais iria julgar que poderia ser de um digimon.
—--- Eu nunca vi um digimon como você. Em que faze você esta? Que tipo você é? ---- o digimon do ruivo era sempre o mais animado e exaltado em esboçar a curiosidade de todos em forma de suas perguntas. Sua vos ranheta e alegre contaminava o ambiente trazendo um ar amigável ao encontro com o digimon intimidador.
—--- Calma V-mon... deixa o cara respirar; que interrogatório em. ---- a gata já era sempre a mais madura e seria. Apesar de dividir a mesma curiosidade que os demais.
Não parecia que Gatomon conhece-se este misterioso digimon.
—--- Não acha que vocês estão sendo muito indiscretos?
—--- Não me importo. ---- o próprio se pronuncia calando a pequena gatinha branca.
Mais alto que os nossos digimons, ele provavelmente era de um nível elevado e eu não conseguia parar de ter uma má impressão vinda dele. Nada nele me passava um ar afável.
—--- Você provavelmente nunca viu outro de mim pos sou raro. Lord. ---- sua voz soava com um trovão ao longe porem desertava em forma de acalanto. ---- E estou em minha ultima forma. Suprema, mega, divina não faço a menor idéia do nome que leva. ---- todos riem com o descaso do digimon com sua própria cultura.
—--- Como assim você não sabe? ---- o pequeno ri enquanto questiona, ainda incrédulo dobre a falta de conhecimento e interese do maior. ---- Eu sou uma criança. Ou pré adolescente. Depende.
—--- Viu. Você também não sabe em que faze esta. ---- ele sorri ardiloso e todos voltam a rir. Parecia ser gentil e divertido, um tipo sarcástico e mais descontraído, entretanto ainda não me acalmava. Ele havia se esquivado com louvor da pergunta do pequeno dinossauro azulado.
—--- Que tipo você é? ---- questiono e ele me encara como se soubesse que eu havia feito de propósito. ---- Imagino que isso você saiba. ---- rio para quebrar o clima pesado que se estabeleceu entre nós mas o digimon de vestes negras permanecia a me encarar. ---- Mas me explique como você não sabe? Não é só contar? Já passei por esta aquela e a outra...
—--- Pulei. ---- me responde frio e seco, mas logo Hikari o leva de volta a onde estávamos sentados comendo e o oferece um lugar para que pudesse se juntar a nós. Devo admitir que me senti muito aliviado com este feito.
Ele se senta bem ao lado dela e deixa suas gigantescas asas dobradas de modo a quase desaparecerem, apenas a calda fica para o lado, envolta de Hikari como se caísse ali sem querer. Não tinha notado esta calda ate então. Creio que minha atenção tinha ido para as asas e garras.
De fato tinha muita coisa para se olhar nele.
Era um digimon trajado, coisa rara. Ate mesmo Worgraymon que possuía vestes eram poucas, elmo tornozeleiras capacete entre outros cacarecos. Mas se via pele; ele era alaranjado.
Já este.
Com muito custo noto que sua pele é em um tom branco com leve toque de azul acinzentado. Os sapatos com três laminas enormes, me lembrava muito bandas antigas de rock pesado que via serem elogiadas na televisão.
Ele não tinha nada haver com Hikari.
Ou era eu que não conhecia nada do gosto da minha melhor amiga?
Começo a reparar mais em Hikari. Ela sorria a cada deboche maldoso do digimon de vestes negras, e parecia se divertir e estar muito à-vontade com tal encontro. Mas ela nunca havia demonstrado curtir este “tipo” de coisa e pessoa.
Ela sempre usou vestes dóceis e voltadas para tons claros, rosa e branco. Fazia desenhos de flores e corações no caderno quando estava entediada e ate parava nossas conversas quando passávamos na frente te um petshop e esta se deparava com filhotinhos.
Nada me dizia que ela poderia gostar de um... metaleiro?
Bem... posso dizer que os opostos se atraem.
Isto esquecendo o fator... Digimon! Ai! Como se eu conseguisse esquecer minhas perguntas nunca ditas!
Por que um digimon? Como assim? O que você viu nele? Por que não um ser humano?
Ai ai... mas ela nunca me perdoaria.
Ela me aceitou gostando do irmão dela! E agora eu...
—--- Esta tão quieto. ---- ele se dirige a mim e me força a sair de meu monologo interno. ---- esta tudo bem? Hikari me disse que você é o melhor amigo dela. E que...
—--- Tah tah ata! ---- murmuro com a intenção de cala-lo e o ruivo me encara de soslaio. Nunca o vi tão apto e esperto como estava naquele momento. Captou tão rápido quanto eu o que o digimon iria falar. ---- Só estou preocupado com uma coisa.
—--- Se a sua pergunta é sobre aquilo... A resposta é que foi sem querer. ---- ele me responde demonstrando total falta de interesse em mim olhando para a roda que ria juntos por algo bobo que Codi dizia.
—--- É sempre sem querer. ---- murmuro irritado, mas via ali a chance de ter minhas perguntas respondidas. Se invertesse... Por que um digimon gostaria de uma humana? ---- Deixa eu adivinhar. Não acharam que fosse possível?
—--- Não. Não achávamos. Mas e você? Acha que é possível com o ruivo ali? Você e ele? ---- ele sorri ardiloso e eu ruborizo. Como ele havia descoberto? E quem deu tanta liberdade a ele! ---- Não consegue nem imaginar não é.
—--- Não é a mesma coisa. ---- me exalto.
—--- Sei. ---- ele ri.
—--- Sabe o que? ---- indago.
—--- Nada. ---- ele sorri vitorioso.
—--- O que vocês estão falando ai no cantinho? ---- a voz abafada da ave avermelhada se faz ouvir e nos viramos. Mas antes que eu pudesse responder ele toma a frente.
—--- Não é da tua conta.
—--- Que rude! ---- Hikari o da um tapa na nuca e ele a encara sem entender seu ato. ---- Seja educado horas.
—--- Se estávamos falado de canto é que não era para o bicudo ai ouvir. ---- ele cumprimenta se levantando. ---- Vou indo. Tenho que ver aquele assunto.
—--- Tudo bem... ---- ela murmura se segurando. Queria poder se despedira da maneira correta dele, mas não o faria na frente dos amigos e ele sabia muito bem disso. E apenas abre suas asas e alça vôo.
—--- Que amigo estranho em. ---- o ruivo o encara partir e volta a comer. ---- A onde o conheceu em Hikari?
—--- O conheci há muito tempo. Antes dele ter esta forma ai. ---- ela murmura sonhadora e pensativa, indo pegar um suco. ---- Foi na época em que ficamos presos no digimondo. Ele era apenas um pequeno Impmon que trabalhava para os lordes das travas. Era muito travesso e atrapalhado. ---- ela ri.
—--- Impmon? Nunca vi. Parece com o que? ---- o ruivo questiona com a boca cheia e eu o dou um toque. Ele sorri para mim e eu me enrolo todo, Codi nos encara e logo depois Yolei.
—--- Não sei explicar, é meio roxo. Um cachorro talvez. Mas era bípede. ---- ela tenta amenizar a situação respondendo, mas a coisa já estava feita. A duvida do que estava rolando entre mim e Daisuke já tinha sido plantada. E a culpa era toda minha.
—--- J-já esta ficando tarde é melhor eu ir indo. Vem Patamon! ---- me enrolo ate mesmo para sair, e todos me encaram saindo. Daisuke fica para trás. Não queria dar mais bandeira do que eu já estava dando.
OoOoOoOoOo
Chego em casa, e novamente estava sozinho. Patamon vai ate a cozinha e se empanturra de bolinhos que minha mãe havia deixado. Ele não tinha comido no piquenique?
Estava cansado e com a cabeça cheia. Então vou tomar banho, mas antes envio uma mensagem a Hikari.
/=/ Este é ele mesmo? Não era nada do que eu esperava. Vou ser honesto não gostei dele; tem algo sinistro na aura dele. Parece perigoso Hikari! /=/
Tomo um banho longo e demorado, pensando no que eu havia acabado de escrever. Remoendo que tinha sido um erro ter sido tão direto assim com ela. Afinal ela estava esperando um filho do cara.
Ultimamente estava mais meticuloso com minha higiene intima, e todas as veses me lembradas das coisas que já havia feito. Será que em alguma delas eu não senti arrependimento depois?
Saio do banho e já olho meu telefone que continha varias mensagens. E desta vez as abro. Primeiro a de Hikari que estava me trazendo um nó no estomago.
/=/ Que fofo você se preocupar assim comigo! Mas fica tranqüilo. Ele digivolveu por mim e desde então estamos juntos. Não precisa se preocupar... ele ficou sem graça por causa de seu tipo. E é por causa do tipo que você tem esta impreçao ruim dele. Ele é vírus. Mas não conte aos outros. Tudo bem? /=/
Me senti aliviado por Hikari não ter se magoado. Ela era mesmo a irmã de Taichi, era teimosa forte e determinada.
Com a mente aliviada resolvo ver as demais mensagens.
/=/ Então você esta pegando o Daisuke? E ele sabe de você com o Ken? Vê se agora sossega este rabo e não o traia! Se não você se vera comigo. /=/
A mensagem de Codi me abalou muito mas prossegui. Tinha que saber o que tinha rolado depois que sai.
/=/ O Daisuke é uma besta mas quando quer esconder algo é o cão! Não conseguimos tirar nada dele depois que você saiu não se preocupe. Seja lá qual for o teu segredo que ele sabe esta muito bem guardado. Você não precisava ter saído daquele jeito./=/
Yolei era mesmo muito inteligente. Mas inocente.
/=/ A quanto tempo você e o Daisuke estão juntos? Eu vou contar a ele... o que ouve entre nós! Eu não quero ser um mal amigo eu só não sabia. Quando disse que você era solteiro eu... pensei que fosse mesmo. /=/ Vou dizer a verdade. Que te forcei. Mas não posso mentir mais. Esconder isso... /=/ Também tenho de revelar a Yolei... ela nunca vai me perdoar.../=/
Imediatamente tento ligar para Ken mas estava dando fora de área.
Me dou conta que ainda estava de toalha no banheiro e saio para me trocar. Estava preocupado com esta reação de Ken. Entretanto...
Tenho que aprender a trancar a porta quando estou sozinho em casa.
Ouço as risadas infantis de Patamon no quarto e o ruivo parado a minha frente.
—--- Eles estão brincando. Quer brincar também?
—--- Daisuke! O que diaxo você acha...
—--- Tah foi mal foi péssimo! ---- ele se senta desmotivado. ---- Eu queria terminar aquele papo, mas...
—--- Mas? ---- questiono, ele aponta pra mim ainda de toalhas e meio molhado. Ruborizo e vou ate meu quarto me secar. ---- Tudo bem, podemos terminar aquele assunto. V-mom Patamon podem brincar na sala? Tem mais espaço, vão acabar quebrando algo.
—--- Tudo bem. ---- o pequeno dinossauro azulado afirma alegremente erguendo Patamon e o carregando ate a sala.
—--- Vamos fazer uma guerra de almofadas! ---- ele voa das mãos de V-mon e pousa sobre o sofá e eu logo fecho a porta para me trocar, em paz.
—--- Diga logo de uma vez. ---- afirmo ainda irritado pelo modo que ele ágil assim que o vi parado na sala. Me lembrava de como “todos” estavam me tratando.
—--- Eu quero pedir desculpas. Por tudo... eu... Eu não devia ter te agarrado daquela forma mas... Imaginei que era o que queria, tipo... Você é todo princesinha e tal. Não imaginava que fosse do tipo de falar só de insinuar e pronto.
—--- É... notei que as pessoas tem esta impressão errônea. ---- me agacho para procurar por um calça, ainda coberto pela toalha; prestando muita atenção de onde ele estava e o que fazia.
—--- É disso que eu quero falar com você. ---- me espanto e me viro, ele parecia mesmo irritado. ---- Eu fiz algo imperdoável com você e me arrependo muito... Mas não vou deixar que mas ninguém te machuque!
—--- D-Daisuke... você esta me assustando.
—--- Quero que me diga quem foi que te machucou. ---- ele me segura contra o armário. ---- Quero que me conte que te fez achar que...
—--- Daisuke. Esta tudo bem... Eu não quero que você brigue com ninguém. ---- estremeço; era estranho telo assim sobre mim. Não era a Hikari a princesa que ele sonhava em proteger? Quando isso mudou para mim? E por que eu estava gostando? Eu sou mesmo um... ---- A culpa foi minha. Foi toda minha. Igual foi com você... você não tem que se culpar.
—--- Como não? Eu...
—--- E eu resisti? Lutei ou fiz algo para te impedir? Não, não fiz nada alem de aceitar e deixar... ---- murmuro cabisbaixo, estava serio com relação a minha culpa era verdade, pura verdade. Mas isso não me fazia sentir melhor, não me fazia aceitar ou me sentir menos... lixo. ---- Me diverti todas as vezes. Esta é a verdade. Não importe que me arrependa depois... Na hora eu fui um...
E ele me beija.
Apenas um toque de leve nos meus lábios e para.
—--- Não vou deixar ninguém falar mal de você. Nem você mesmo. ---- ele sorri para mim; um sorriso puro meigo e gentil. E depois me abraça.
Era um abraço cálido, sem segundas intenções. Apenas me acalmar e me dar aconchego; nem parecia se lembrar que eu ainda estava de toalhas.
Cedo a este pequeno momento e o abraço de volta. Pela primeira vez era eu a dar o primeiro beijo; a incentivar algo; estava tremulo e ainda com o abalo que os fantasmas no meu ombro me traziam. O toque de outro agora me parecia algo sujo e imoral. Claro que ainda desejava e muito... Entretanto não queria sentir aquele mesmo arrependimento na manha seguinte.
Não com ele.
Paro e me afasto.
Sento sobre a cama em silencio.
—--- Esta tudo bem Takeru? ---- ele vem ate mim e me encara com olhos de piedade. Queria fazer algo por mim para me acalmar mas não conseguia.
—--- Sim esta. Eu só...
—--- Namora comigo?
—--- O que? ---- exclamo e me levanto, neste segundo ele me agarra pela cintura e me puxa contra seu corpo. Bambeio um pouco.
—--- Assume isso comigo. Você não vai mais se sentir errado e eu não vou deixar mais ninguém te tocar. ---- emudeço com aqueles olhos sobre mim, a mão firme em minha cintura me forçando contra seu corpo. E a certeza de que tudo o que ele dizia era de pleno coração e banhado em honestidade.
Ele me beija novamente, mas desta vês desliza pelo meu pescoço mordiscando-o e eu suspiro completamente errado. O aperto sobre mim e o derrubo na cama fina de casal, que range e reclama enquanto ele me beijava afoito entendendo que aquele gesto era um sim.
Mas der repente ele para; simplesmente para tudo e se levanta de cima de mim ficando a me olhar de um modo estranho que não consigo decifrar.
Minhas pernas estavam fechadas entre as dele, e logo as uso para circunda-lo enquanto ele as apertava e acarinhava. Mas não se aproxima novamente, estava se retendo.
Assim me ergo e o abraço. ---- Esta tudo bem. ---- sussurro em seu ouvido ---- Não vou me arrepender se for com alguém que realmente mostra me amar. ---- ele me aperta ainda incrédulo mas me beija com vigor.
Tento anima-lo ainda mais sentindo que minhas palavras já tinham surgido algum efeito sobre sua braguilha. Então me abaixo.
Me lembrava que o gosto salgado de textura de ovo cru era horrível. Mas poderia agüentar se fosse para tranqüilizar aquele que havia conseguido me trazer um pouco de auto aceitação.
—--- Espera. ---- ele me segura ao ver o que iria fazer. ---- Você não tem que fazer isso.
—--- Mas eu quero.
Minha resposta o estremece e ele se perde entre a vergonha e a vontade. E então ajo, deixando aquele corpo livre do que me impedia.
Ele estava muito empolgado com a brincadeira e tentava se conter ao maximo, mas após algumas poucas lambidas e alisadas ele já estava muito mais livre e solto.
—--- Takeru! Isso não é pirulito! ---- admito que ri. Ele não sabia falar algo sexy mesmo. Mas afinal, isso era o que era sexy nele.
—--- Calma eu sei o que estou fazendo. ---- balbucieio estas palavras enquanto o “judiava” mais um pouco; ele urra e cai para traz estremecendo. Como era fraco. Mas eu estava me divertindo muito.
—--- T-to vendo. ---- murmura entre um gemido e outro, prendendo os gritos entre os dentes. Depois volta e se erguer e se apóia sobre mim.
Podia sentir suas mãos tremulas em meus ombros, quando ele inconscientemente começa a mover o quadril. Quase engasgo com a primeira estocada, mas depois pego o jeito da coisa.
Fazia na minha boca enquanto dizia coisas em meu nome. Coisas amáveis e dóceis que não combinavam em nada com seus atos. Fez meus lábios ficarem dormentes
—--- T-Takeru!!! ---- uma voz conhecida exclama me assustando e me ergo vendo a porta que estava aberta.
Eu definitivamente tenho de aprender a trancar a porta.
Em seus olhos azuis estavam a representação do espanto e desespero.
—--- Irmãozão! O o que você faz aqui a esta hora?
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