Hedonismo

19 Isolamento... Vou contar


Notas iniciais
Cap curtinho só pra introdução. Tipo tenho de explicar muita coisa e ia ficar muito ruim por tudo junto.

Chego em casa flutuando em pensamentos felizes.

Hikari estava muito bem como o hibrido, apesar de todos os problemas que enfrentava Beelzebumon cuidava muito bem dela e a fazia muito feliz. O retorno de Wizardmon enchia meu peito de alegria, e eu começava a querer ver os filhos (ou filhotinhos) dos dois.

Apesar de ter ocorrido aquele problema entre Cody e o Daisuke e dele não ter me mostrado os tais vídeos inda eu estava mesmo muito feliz por tudo o que ocorria a minha volta.

—--- Okaeri (Cheguei)! ---- entro tão sorridente em casa que poderia estar dançando.

—--- Teve um bom dia pelo jeito. ---- minha mãe logo sorri da cozinha e eu me junto a ela no preparo do jantar, me tocando de que não havia comido nada que preste há dias.

—--- Sim o melhor de todos! Wizardmon esta vivo. Você acredita? ---- podia sentir fogos de artifício saírem de mim ate que uma voz conhecida pontua:

—--- Que bom. Gatomon deve esta nas nuvens. ---- e bato minha cabeça na pia. ---- Você esta bem?

—--- Ai... Irmãozão, não te esperava aqui. O que ouve? ---- questiono ainda zonzo pela porrada na pia.

—--- Vim ajudar nossa mãe e acabei perdendo a hora. Mas já voou indo; tenha uma boa noite. ---- ele parecia querer me evitar então vou com ele ate aporta.

—--- Eu que deveria estar bravo sabia. ---- fecho a porta bem atrás dele e passo a tranca. Não queria isso para estragar minha alegria. ---- E o seu dia como foi mãe?

—--- Horas nada tão incrível. Eu e seu irmão pintamos meu quarto e mudamos umas coisas de lugar. ---- ela sorri inocente, e logo vamos comer, debatendo como tinha sido o dia de cada um e ela me falou sobre a data em que viajariamos com seu novo namorado. Uma coisa normal.

Terminando vou lavar a louça enquanto Patamom me contava como os joguinhos da casa de Yamato eram divertidos e que ele queria levar V-mon para brincar lá. Reclamou um pouco que Armadilomon não sabia fazer guerra de cócegas, e comentou muito do hibrido ser mais fofo que ele e ninguém mais ligar para ele.

—--- O hibrido vai crescer. Você não Patamom, logo sua graça volta. ---- tiro minhas roupas indo tomar um banho e ele me segue.

—--- Mas ninguém mais me acha fofo. E desde que o Beelzebumon ficou com uma humana todos nos tratam diferentes. Ficam dizendo que eu deveria ser mais serio como Gatomon... ---- ele pousa sobre a pia e fica a choramingar. ---- Sinto falta do carinho TK.

—--- Ai. Mas você ainda é a coisa mais fofinha do mundo! ---- brinco e logo ponho embaixo do chuveiro o limpando com sua escovinha, era engraçado que mesmo sendo alado seu corpo era felpudo como um veludo macio. ---- Para de mimo que isso é ciúme. ---- rio e ele me encara com seu par de olhos brilhantes. Era mesmo a coisa mais fofinha do mundo.

—--- Você diz isso por que sou seu parceiro. ---- ele volta a voar para a pia e posso tomar meu banho enquanto ele se sacode se enfiando entre as toalhas para se secar. ---- Tk?

—--- O que foi Patamon?

—--- O Daisuke é um digimon?

—--- Claro que não! ---- rio saindo do banho.

—--- Então por que a Sora falou que e ele é seu parceiro?

Caio no chão.

—--- Patamon. Não é este tipo de parceiro. ---- vou matar aquela desgraçada, de todos os seres da terra Patamon era o único que ainda não sabia de nada. ---- Eu... errr... bem... Eu e Daisuke somos namorados.

—--- Namorados? ---- ele me encara como se não soubesse o que é, e logo pula feliz. ---- Então você vai dormir na casa dele? Posso brincar com o V-mon todo dia?

—--- An... Pode, claro que pode Patamon. ---- sorrio ao por o roupão e ele faz questão de se enfiar no meio para ficar quentinho.

—--- Você vão morar juntos?

—--- Não pensamos nisto ainda.

—--- Vão fazer bebes?

—--- Quanta pergunta Patamon... ---- murmuro envergonhado e ele sai do roupão caindo sobre minha cama. ---- Não Patamon. Não iremos ter bebes, nem morar juntos.

—--- Por que não? Ele não gosta de você? Quando se gosta não mora junto?

—--- Da onde você tirou estas idéias? Por... ---- então me dou conta. Patamon era o ser mais puro do mundo, e se ele estava com todas estas idéias sobre o que seria um namoro alguém tinha posto isso na cabecinha dele. Hikari namorava com Belzebumon mas não moram juntos. ---- Por um acaso o meu irmão vai morar com alguém?

[Quero ser o maior de todos O lendário sonhador No presente, no futuro Indo aonde for]

Alguém me liga, era Daisuke, não podia ignora-lo mais uma vez no mesmo dia.

—--- Moshi moshi. Esta tudo bem?

[---- Sim... Olha foi mal pela briga mais cedo.]

—--- Briga? Aquilo foi só um debate amigável. Desculpa se eu fiz parecer que estava bravo com você. ---- não demoro a achar meu pijama, era metódico de onde guardar as coisas; diferente de Daisuke que jogava suas roupas limpas e sujas. ---- É que fiquei tão feliz em ver Wizardmon...

[---- Tudo bem eu entendo...] ---- ele fica em um silencio mortal do outro lado da linha por um bom tempo.

—--- Esta mesmo tudo bem? Olha me desculpa se...

[---- Não! Esta tudo ótimo, é que...]

—--- Fala.

[---- Eu esqueci de te mostrar os vídeos né?]

—--- Errr... s-sim mas fica para outro dia. Não estou assim tão... Tah eu to curioso pra burro. ---- ele ri do outro lado. ---- Mas esta tudo bem entre agente? Digo... A Sora contou ao Patamon. Aquela garota parece que nasceu pra me atazanar.

[---- Que ódio é este? Sora não é tão ruim, tenho certeza que não fez por mal.]

—--- Sei... Bem, boa noite.

[–--- Bom sonhos. Te amo!]

Fico um tempo olhando para o celular desligado.

Que telefonema mais... gay.

Rio um pouco e logo vou para baixo dos cobertores a onde Patamon já esperava par dormir. Mimei de mais este digimon e agora só dormia no colo; era meu bebezinho.

O problema é que tinha ficado com esta idéia dos vídeos de Daisuke na cabeça.

Rolei e rolei na cama tentando descobrir o que poderia ser.

Ate que dormi.

=~^~ ºº~^~=

A verdade é que eu tinha ficado verdadeiramente enciumado como caso do Marcus Damon, mas como eu já tinha aprontando mais do que deveria; fiquei na minha.

Mais aquilo não saia da minha cabeça, e logo fundo isso ao fator “vídeos”. E a coisa, bem... Não fica naaada boa.

Daisuke havia deixado bem claro de que eles ficaram juntos por um longo tempo, mas sempre às escondidas (no apartamento do cara de preferência) para que ninguém os pudesse julgar; entretanto não disse nada do que faziam.

—--- Mark? O que vamos fazer hoje em? Já estou ficando entediado. ---- posso imaginar claramente Daisuke se entediar com a “relação” já que após nossa segunda vez (que foi no mesmo dia da primeira) ele já quis apimentar as coisas comprando brinquedos.

Posso imagina-lo largado sobre o sofá da sala.

—--- Bem... Eu tenho uma ideia mais. Você pode se ofender. ---- claro que a ideia viria do mais velho que tinha mais experiências e com toda certeza estaria mais... digamos, entediado. ---- Podíamos apimentar com... brinquedos ou...

O mais velho iria manter distancia, fazendo algo como lavar a louça ou arrumar a estante.

—--- Desembucha. ---- o ruivo é desligado, mas ate ele pode sentir quando alguém quer enrolar.

—--- Filmar.

—--- Filmar? Se ta loco?

—--- Viu eu disse que você ia se ofender ou ter medo. ---- conhecer o ruivo não é difícil, ele era pior que Taichi neste assunto de provar que não tem medo de nada.

—--- Primeiro eu não tenho medo de nada, e segundo... Isso não é pra ser escondido? Se alguém ver sem querer?

—--- Como poderiam? Não planejo por na internet e ser preso. ---- ele teria todos os argumentos possíveis para sustentar sua vontade.

—--- Você quer mesmo isso não é? ---- o ruivo logo questionaria com um semblante apático recebendo como resposta um longo silencio constrangedor. ---- Tudo bem. Mas vou ficar com uma copia pra mim. Ou você deleta.

—--- Combinado. ---- o mais velho confirma usando um tom maldoso, logo se aproximando de sua “vitima”.

Se debruçaria sobre o ruivo ainda no sofá, não iria leva-lo ao quarto e ligar a câmera logo de cara. Não. Antes ele teria de fazê-lo, desejar quilo.

O rouba mais de um beijo, desliza suas mãos havidas pelo corpo do ruivo o fazendo se arrepiar, podendo acariciá-lo por debaixo dos largos shorts que teimava em usar; logo o tirando assim como o resto de seu uniforme.

—--- Esta pronto?

—--- Não... Vai ter que se escorçar mais. ---- pontua malicioso, sabia que gostava de estar com outro homem; mas ainda não era a posição que lhe agradava.

Mas este desafia era algo que agradava o mais velho. ---- Me esforçar mais você diz... ---- ele sorri maldoso apertando seu falo e o acariciando logo descendo ate a área. ---- Hoje vou te deixar louco. ---- com isso ele “o” abre deixando sua cabeça rosada a mostra a atacando com a língua de modo a faze-lo se debater no pequeno sofá. ---- Avise quando não tiver mais aquentando. ---- ele debocha ao ver o ruivo fincar as unhas no sofá arrancando parte do mesmo.

Tinha como meta realmente enlouquecer o ruivo; usava a língua em volto de sua glande de forma a faze-lo pulsar de emoção, enquanto usava de suas mãos livres para acariciar o restante de seus documentos e prepara-lo.

Mas sempre que um espasmo forte o percorria o ruivo tendia a serrar as pernas, e logo o mais velho se cansa, tirando suas mãos do sofá e o fazendo segurar as próprias de modo que permanecem a servi-lo; e assim ele se vangloria da bela visão que apenas ele podia usufruir.

—--- Esta pronto? ---- provoca ao voltar a incentivar o corpo do ruivo a aceitar uma invasão.

—--- Você sabe que sim, idiota. ---- murmura quase em um tom de raiva, sentindo os dedos do mais velho invadirem seu intimo e brincarem por ali como se teclasse um piano. ---- Quantos dedos você vai...? Ah!

Um grito é abafado ao morder a almofada largando as pernas assim que sente mais um dedo o invadir, testando ate quantos poderia caber. Não iria parar ate que o ruivo suplicasse.

—--- T-tres é muito... Tira um. ---- implora entre gemidos.

—--- Não. ---- corresponde cruel ao testar cada vez mais intensamente a elasticidade do ruivo.

Mas este não consegue se defender ou negar, pos o mais velho permanecia a atacar sua glande exposta com grande perícia. E depois de um tempo nesta “tortura”:

—--- Eu me rendo. ---- ele arfa. ---- P-por favor chega... ---- geme baixo entre dentes. ---- Pode por... Entra logo em mim.

—--- Bom garoto. ---- ele sorri o virando no sofá apontando para o hack que sustentava televisão. ---- Sorria para a câmera.

~~ºº~~

Desperto com pequenos tapinhas delicados em minha face. ---- T.k você esta bem? Estava fazendo barulhos... Teve um pesadelo? ---- a vozinha dele soa preocupada e não posso brigar olhando em seus olhinhos meigos escondido em baixo da coberta.

—--- Estou bem Patamo, obrigado. ---- sorrio e me levando sentando na cama. ---- Acho que vou tomar uma água. ---- pontuo ao sair debaixo dos cobertores quentinhos, enrolando ele para que não me seguisse. ---- Pode dormir eu já volto.

—--- Ta bom. ---- ele sorri e volta a se afundar entre os cobertores, fico olhando um pouco e o afago. Era mesmo irresistível.

Caminho ate fora do quarto indo ate a cozinha afim de tomar uma água para me “acalmar do pesadelo” sabendo que aquilo não daria certo; e então vejo a sacola que estava escondida dentro de uma mochila.

Eu poderia muito bem pegar uma daquelas coisas e descobrir como funcionava.

Na realidade fiquei muito tentado a o fazer.

oOoOoOoOo

No dia seguinte eu havia esquecido completamente de que teria de viajar com minha mãe para a casa de minha avó. O local era livre de qualquer tipo de contato e tecnologia e da ultima vez que ficamos enclausurados lá o mundo quase acabou. Literalmente.

Chego a estação e logo vejo que Yamato me esperava.

Ele estava a conversar com Sora e Taichi que me cumprimentam assim que me vê.

Não conseguia evitar em ficar em pânico na presença do líder, ele era sempre tão... Como posso descrever minha visão sem parecer um completo pervertido?

A esta altura me sentia mal em ter tais pensamentos sobre o líder. Estava feliz com Daisuke, satisfeito com tudo nele e muito agradecido por ele não ser tão ciumento quanto eu me mostrava. Mas... O líder era meu primeiro amor. E cá entre nós; uma delicia.

Vou pro inferno não vou?

—--- Bem nós já vamos. ---- ela cumprimenta e eu me esquivo, não queria contato com ela.

—--- Boas férias. ---- o líder apenas saúda seguindo junto “dela”.

Bufo e paro ao lado de Yamato que apenas retira sua gaita do bolso a tocando.

Ficamos assim por um tempo ate que o metro chega e podemos partir. O clima estava lindo e ensolarado, mas o clima entre eu e meu irmão estava pesado. Ninguém queria tocar no assunto, mas não podíamos ignorar o “elefante na sala”.

—--- Taichi me contou tudo. ---- pontuo afim de terminar o assunto. ---- Desculpa se pareceu que eu queria te roubar ele.

Ele emudece cora e fica a olhar pela janela. ---- Não tenho ciúmes daquele imbecil. Ele pode fazer o que quiser.

Não consigo evitar um riso fraco.

Ele nunca iria admitir o que sentia pelo líder. A relação deles era no mínimo estranha; mas quem era eu para julga-los? Se forem felizes assim esta tudo bem, parecia que todos saiam ganhando. Sora podia ter os dois e ambos também se divertiam.

—--- Esta tudo bem. Não vou me meter na sua vida intima. ---- concluo e ele me encara com raiva. Juro que não entendi esta reação.

—--- Por que diz isso? Você quer um acordo é? Para que eu não me meta na sua. Sou seu irmão mais velho, sempre vou me preocupar com o que você faz. E com quem faz também.

—--- Calma. ---- me espanto ao o ver se alterar, e logo nos silenciamos para não chamar a atenção. ---- Olha eu ainda não entendo qual é o seu problema.

—--- Meu problema é você ficar com fama. Só isso. ---- ele murmura entre os dentes logo pegando sua bagagem vendo que havíamos chego. ---- Mas agora você esta namorando firme. Só que mesmo assim...

—--- Eu gosto de homens Yamato. ---- ele me encara. ---- Eu assumo ser gay tudo bem. ---- passo por ele o deixando estagnado na plataforma. ---- E você deveria fazer o mesmo e assumir que também se apaixonou pelo líder. Taichi Kamya.

Não falamos mais nada o resto da viagem.

Apenas brincava com as orelhinhas de Patamon e hora ou outra me pegava devaneando sobre o que Gabumon esconderia por de baixo de seu manto.

As pessoas passavam por nós e tirando fotos, animadas em conhecer digimons reais e seus digiescolhidos, e eu me senti um artista de teve. Ate chegamos a dar autógrafos! Foi muito divertido.

Na verdade passei o dia assim, a bancar o famoso. Mas ao anoitecer aquela vontade chata não passava.

Cheguei a encara a sacola novamente.

[---- Alo? Takeru o que ouve? ---- ele atende depois de um longo tempo.]

—--- Não sei por que te liguei. ---- suspiro sem saber o que dizer ouvindo um murmúrio de quem já voltava a dormir. ---- Tive um daqueles sonhos...

Não faço a mínima das idéias do porque eu o havia contado aquilo, mas logo ouço um barulho do outro lado. Talvez o aparelho tivesse caído; não tinha como saber. E depois de um tempo...

[---- Jura? Com quem? ---- ele parecia desperto e muito animado com minha ligação.]

—--- Você e... ---- ele se anima soltando uma onomatopeia do outro lado da linha que quase me ensurdece. ---- o Marcus.

[---- Por que ele? ---- parecia muito animado ainda, apesar da curiosidade ter tomado boa parte de seu foco.]

—--- Eu vou lá saber? Não se controla sonhos. Muito menos estes...

[---- Ficou animadinho?]

—--- Cala boca seu pamonha! ---- grito e logo vejo que meu irmão ouviu, mas ele mesmo vem e fecha aporta me deixando sozinho ao telefone.

[---- Quer brincar? Te ajudo a se acalmar. ---- ele pontua usando daquele timbre que não me fazia nada bem, e logo o sangue vai para os lugares errados.]

—--- Como você esta ai e eu aqui? ---- questiono nervoso já passando um trinco na porta sentindo um grande incomodo do zíper.

[---- Você não levou seu not? ]

Isso era verdade.

Eu e Yamato havíamos trazido nossos computadores e um bom roteador caso houvesse outra emergência.

Vou ate lá e o ligo ainda sem entender qual seria a idéia de Daisuke. Não gostava de fazer “coisas” sozinho, este tipo de atividade nunca me saciava, apenas me dava vontade de mais; como uma preliminar. Tinha de ter contato com outra pessoa. Olhar olho no olho.

Mas logo um pedido de câmera surge na tela.

—--- Entendi... ---- murmuro com um sorriso leve e logo desligo o telefone indo ver se Patamon estava distraído o suficiente.

Ligo a câmera um pouco envergonhado. A criatividade de Daisuke me surpreendia, mas depois do dia que tive tendo de aturar a “zanga” do meu irmão a todo momento bem que eu precisava me distrai um pouco.

Iriamos passar as férias inteiras separados e isso já me trazia um nó na garganta.

Ligo a câmera e ele já me sorri sapeca. Não tinha como resistir.

Checo mais uma vez se não existia brechas de alguém ver algo ali. Minha avó estava a cuidar da comida, Patamom brincava com um cãozinho, enquanto Gabumon via a televisão todo tranqüilo. Não podia ver a onde meu irmão estava então julguei que tivesse saído.

Voltei ao computador a onde o microfone e a câmera eram nossa única fonte de contato. Aquilo seria estranho, mas não custaria nada tentar.

Conversamos um pouco de como tinha sido o nosso dia, senti um pouco de inveja por eu ter dado autógrafos e muito ciúme quando citava que todos me reconhecido da batalha na internet ou o confronto em Ikarigaoka. Ambos eram com Taichi, ambos antes de conhece-lo.

Então logo mudei o foco para algo mais agradável.

Um pouco de libertinagem.

Ele saio da tela e posso ver que foi trancar a porta igual eu havia feito.

Ele volta um pouco corado pegando a tela e a levando ate a cama. O observo parar em frente a ela e despir-se.

Este ato sempre me fazia desviar o sangue para locais errados. Era um sinal de “vamos fazer” e meu corpo reagia certeiro aos estímulos visuais. Não tinha como eu não me achar um pervertido, se pensava nisto com tanta freqüência.

Mas eu podia ver com exatidão toda sua extensão e performance; e aquilo me animava a imita-lo.

Não tinha nada de errado.

Desta vez não tinha nada de errado em ser um pouco pervertido. Éramos namorados afinal.

Liguei minha câmera portátil e o deixei ver o que queria; ângulos perfeitos para que se animasse ainda mais. Fazer aquilo sozinho era desanimador e sempre me sentia idiota depois, mas deste modo não estava fazendo sozinho.

[----- Não fecha assim me deixa ver. Afasta mais... Isso. Aponta ela para o... Isso bem ai! Deixa neste angulo]

Mesmo a voz dele vindo através das caixas de som, para mim já era o suficiente.

—--- O que esta fazendo TK? Oi Daisuke. ---- a vozinha fina e melosa de Patamon me vem aos ouvidos e eu travo. Logo fechando o computador e puxando um travesseiro qualquer para me cobrir.

—--- O que faz aqui Patamon? ---- questiono tão afoito que ate mesmo ele vê graça.

—--- A comida esta pronta. Sua avó me pediu pra vir te chamar, e como aporta estava trancada vim pela janela.

A janela claro. Idiota! Por que não fechei a janela? Burro, burro!

—--- Tudo bem já vou sair. ---- respiro fundo visto as calças e saio. Se ficasse ali ele com toda certeza iria me forrar de perguntas nada convenientes.

O problema é que meu “comparsa” ainda não tinha se acalmado, e ficava incomodando no zíper. Mas ele não era a única coisa a me incomodar naquela refeição. Yamato não parava de me encarar, um olhar estranho de raiva e algo mais.

Podia ver bem ele remoer os dentes, coisa que só fazia quando estava muito incomodado mas não podia tocar no assunto. Sinto que ele não queria mais brigar comigo... mas por outro lado queria muito brigar comigo.

oOoOoOoOo

É meia noite.

Mandei mensagens a Daisuke sobre o ocorrido e depois conversamos por telefone. Entramos em um acordo de que não seria seguro fazer este tipo de coisa.

Ele me contou que Hikari pensava em dar o nome da criança de Kazuo que significava primeiro ou pacífico; mas que ainda estava na duvida, entre outras coisas que se passavam. Mas logo eu desligo, não podia pendurar a noite toda no telefone.

—--- Achei que não fosse mais sair. ---- ele estava de costas a arrumar algo em uma gaveta, ainda não parecia querer papo comigo, mas eu não poderia deixar as coisas como estavam.

—--- Desculpa... a conta vai ficar cara se eu ficar fazendo isso as férias todas.

—--- Vai mesmo.

Silencio estranho.

Ele mexia em algo; não me importo no que era, algo eletrônico que minha avó o pediu para “dar uma olhada” e ele estava a tentar descobrir o que havia ocorrido com o tal trequinho. Podia ver que seus dedos estavam firmes ali, mas suas mãos tremiam, ele não estava focado no que fazia; suas unhas estavam descascadas coisa que não era muito normal para alguém tão vaidoso quanto ele.

—--- Irmaozao...? ---- ele me olha de sobre ombros, parecia querer fugir da minha voz. ---- Me desculpa... tenho que confessar que... fiquei muito irritado quando soube de você e... ---- olho que minha avó estava na casa. ---- Fiquei com inveja e ciúmes. Por que com você ele fica, sem estar bêbado ou...

—--- Takeru, olha é complicado. Nós três... ---- ele também confere se nossa avó ouvia. ---- Temos esta relação estranha, e... Eu gosto da Sora, muito! Mas na hora... só o Taichi sabe me deixar doido... Ele fala que gosta de nós dois e não consegue escolher... que somos pessoas diferentes e... ----- ele se levanta e vem ate mim, largando o trequinho. ---- Já a Sora...

—--- Não quero saber dela. É uma vadia!

—--- Por que só ela? ---- ele põe as mãos nos bolsos envergonhado. ---- Sinto muito ter... dito tudo que eu disse e fiz. De verdade e também te escondido isso, fiquei com vergonha de assumir e também não achava que seria um assunto que eu podia falar com você. Mas... Fiquei com ciúme sim.

—--- Tudo bem. ---- eu sorrio e ele cora mas logo volta a se enfezar. ---- Ele ficou comigo primeiro não é? Este é o problema?

—--- Esta tudo bem...

—--- Não, não esta. O papai esta certo, não é legal dois irmãos brigarem por um cara. ---- respiro fundo, pra não tentar demonstrar nada mas... ---- Eu fui o primeiro, mas ele escolheu você. Estou feliz com o Daisuke ele é perfeito; e não é tão parecido com o Taichi quanto você faz parecer.

—--- Jura? ---- sorri sarcástico, e eu coro ao imaginar mil coisas que eles tinham de diferente e parecido. ---- Tudo bem. ---- ele sorri e me bagunça os cabelos ao puxar meu gorro. ---- Cada um fica com um googles.

Rimos e ficamos a conversar sobre coisas que nunca imaginei poder dialogar com meu irmão. Claro que sempre tomando o devido cuidado para que ninguém nos ouvisse, ou usando analogias que no mínimo me faziam rir. Engraçado mesmo era o fato de mesmo Yamato sendo mais velho, eu tinha muito mais “experiência” neste assunto que ele; ficou ate sem jeito de me questionar como não sentir... dor. Ri muito quando constrangido e quase gaguejando me esclareceu que “sempre” ficava dolorido no dia seguinte.

Depois de conseguir para de rir, contei a ele uma ou duas coisas que fazia, mas a verdade era que de delicado Taichi não tinha nem os fios de cabelo.

Notas finais
Desculpa pelo tamaninho mínimo. mas neste não tinha Lemon e vou deixar o devaneio monstro do Takeru para o próximo junto do nome do namorado da Gatomon! (sei que tem gente q fala o nome dela diferente mas conheço assim, entre outros nomes que sei que devo misturar entre o original e a dublagem) Entao provavelmente o próximo sai esta semana ainda ^_^