Hedonismo

1 ~Intima, dor interna.


Notas iniciais
Estou atacada na perversão... tadinho do Takeru, mas fazer o que...? Esta trama é só para matar a vontade mesmo. então se você tiver um ship uma ideia ou algo do gênero fica à-vontade para contar!Ainda não sei com quem vou montar o casal final dele, mas ate la... é festaaaaa o/

O que é pior do que amar alguém profundamente e não ser correspondido?

Ver quem possui o coração desta pessoa o esnobar.

Aquele dia eu engoli ceco e travei. Senti sua dor em minha própria carne; ele sorria e agia normalmente, conversa com ela e a convence a se declarar para outro. Mesmo a amando... Ele tremia, ele nunca tremeu na vida, como ela poderia não notar tal coisa?

Tinha ido apenas falar com meu irmão. Não morávamos juntos e por conta disso algumas coisas eram complicadas, mas mantínhamos um bom contato.

Foi quando eu peguei esta cena.

Não preciso nem dizer que não fiquei ali assistindo aquilo não é?

Virei o quarteirão e fui embora, ate me esqueci do que tinha ido fazer ali; só conseguia pensar em suas lagrimas. Aquelas que ele nunca deixava escorrer. Como eu “a” odiei......

Fui para casa de Daisuke, eu tinha que sumir e me distrair; não adiantava nada ficar lá ou pensar no caso, eu não poderia ajuda-lo. Me lembrava que tinha uma reunião lá e eu tinha planejado furar para dizer algo ao meu irmão. Coisa que já não me lembro o que era.

—--- Ué!? Resolveu aparecer? ---- ele questiona assim que abre a porta. Mas eu não respondo, fico a olhar seu rosto.

Os protetores em sua testa, eram “dele” como eu pude ter me esquecido? Na época em que comecei a me apaixonar ele os usava e agora tinha entregado a Daisuke.

—--- Tem algo de errado com a minha cara? ---- ele questiona já olhando no espelho. Talvez procurando por algum vestígio de alimento. Eu não sei...

Apenas sigo e me junto aos demais na sala.

—--- Acabou sendo mais rápido do que eu imaginava. ---- sorrio, forçado.

—--- Que bom! ---- ela sorri de volta. Ela era o oposto dele, frágil e meiga. Não tinha como imaginar que eram irmãos... mesmo com o mesmo sobrenome, e sendo parecidos. Tudo o que ele tinha de dinâmico e enérgico ela era... Hikari. ---- Estávamos falando sobre este caso do digimundo. A pesar de todos estarem preocupados com as provas finais e o vestibular...

—--- Você parece desanimada. ---- me sento e tento me aprofundar no assunto, mas minha cabeça girava. Queria voltar, abraça-lo e consola-lo... ---- Suas notas são ótimas. Porque a preocupação?

—--- N-não é nada! ---- ela sorri novamente. Estava escondendo alguma preocupação, mas não iria me contar do que se tratava, pelo menos não na frente de todos. Normalmente ela me contava tudo o que sentia e passava, e eu por outro lado fazia o mesmo, contava tudo um ao outro. Tudo menos...

—--- Ei! Hikari você já escolheu para que escola vai ir? ---- Daisuke já chega se sentando entre nós dois. De propósito. Ele fazia questão de estar sempre me separando de Hikari, ciúmes claro. Eu ria imaginando o dia que ele descobrisse o meu segredo. Na verdade por um tempo imaginei que sua admiração por Taichi fosse idêntica a minha... senti raiva e ciúmes, pois eles eram, e ainda são muito unidos e parecidos. Mas não passou de coisa da minha cabeça, Daisuke apenas o admira e é apaixonado por Hikari.

Fico o observando debater com Ken, e me lembro de como eram as coisas entre meu irmão e “ele”, sempre brigando; quando eu era pequeno imaginava que acabariam namorando. Rerere. Eu não sabia que tinha diferença entre as coisas, e torcia por isso.

Mas com o passar dos anos eu cresci, e passei a ama-lo por mim mesmo. Não queria ver ele olhando para mais ninguém, sentia ciúmes, raiva, ódio. Ate me tocar que não era correspondido, ele nunca perceberia meus sentimentos. Igual ela não notava os dele.

Doía.

A reunião é demorada, debatemos sobre muitas questões e acabo por enrolar mais do que deveria. Os irmãos de Yolei vem busca-la (Cody acaba indo com ela pois morava próximo), e os pais de Ken logo fazem o mesmo, já Hikari tinha ido embora mais cedo como sempre fazia (quando a reunião era na casa de Daisuke), de um certa foram ela o evitava de mais.

Então acabo voltando sozinho. Daisuke ate se oferece para me acompanhar ate a estação, mas de que adiantaria? Ele teria de voltar sozinho, mais tarde do que eu partiria. Mas eu estava com medo... não podia negar que estava apavorado em voltar tão tarde então peguei um caminho diferente do costumeiro; um local com mais movimento.

Passo por ruas estranhas com pessoas alegres e falantes, uma rua próxima à estação continha muitos bares, e eu rio com suas atrapalhadas em tentarem andar; outras senas já me chocam. De uma maneira curiosa... Em becos escondidos, os mais altos não possuíam mais o dom de negar nada, muito menos o controle do que faziam.

—--- Eu nunca vou beber na vida. –--- afirmo com vigor, em pensamentos. Temia por dizer ou fazer coisas das quais me arrepende-se depois; como revelar o meu segredo.

Mas logo uma voz conhecida me chama atenção. Me viro e a sigo rezando para estar errado, ter me confundido. Estava pensando tanto nele que poderia ser imaginação. Tinha que ser a minha imaginação! Aquela vos marcante não poderia ser dele, ele não podia estar ali.

Mas eu estava errado. Tinha acertado...

Em um bar, taberna, estabelecimento; estava ele. Alto e alterado como nunca tinha o visto. Claro, era de se esperar, ele nunca foi de beber. Aquilo tudo era culpa dela!

Não consegui parar de sentir raiva. Perdi o medo e entrei no local assim que vi que um homem, mais velho e barbado se aproximava de mais dele. Ele não era nada feio, na verdade era um gato, mas Taichi não estava em seu normal ele não aceitaria aquilo se estive-se sóbrio.

—--- Ei! Ele esta comigo. ---- afirmei enciumado e me pus entre o homem e Taichi, antes que este se aproveita-se ainda mais de seu estado. Me senti como Daisuke fazia... ---- Vem amor vamos para casa. Você extrapolou da conta. ---- continuo a fingir sermos um casal enquanto deixo o local sendo seguido por olhares ate chegar a estação.

Taichi estava completamente alcoolizado e se apoiava sobre mim, e não dizia coisa com coisa. Apesar de ele ser pesado para mim, gostei de carrega-lo ate em casa. No elevador de seu apartamento aproveito para vasculhar seus bolsos a procura das chaves.

—--- Mi deichaaaa.... num temn ninguemn im casa mesmo...—--- sua voz sai forte como sempre foi, eu sorrio ao ver seu rosto corado; me lembro do cara no bar e coro um pouco também.

—--- Idai? Eu não ia te deixar lá deste jeito. ---- volto a pega-lo para sairmos do elevador mas desta vês ele se nega, e saí sozinho apenas para cair do lado de fora. ---- Ai! Esta vendo? Eu não acredito nisso... Tudo isso por culpa daquela...!!!

—--- Como voxe sab? Ninguemn xab di nada!—--- finalmente consigo o fazer se apoiar sobre mim novamente, e me dou conta sobre o que havia falado. Rezava para que ele se esquecesse de tudo no dia seguinte.

Abro a porta e realmente não havia ninguém lá. Como? Por que? Estava tarde Hikari já deveria ter chego há horas. E os pais dele?

Ignorei o fato. Quis o por de baixo do chuveiro mas tive medo de não me conter e imitar o homem no bar.

—--- Voxe mi xamou di amoooor!—--- ele sai de perto de mim e segue em direção ao próprio quarto rindo e se despindo. ---- Eles acharam que éramos namorados...

—--- Eu falei qual quer coisa. Olha esta tarde, e eu vou embora. ---- afirmo isso achando que ele ainda estava no quarto; quando giro o tricô da porta e a abro ele a fecha se apoiando sobre ela e jogando todo seu peso sobre a mesma. ---- Taichi o que você esta fazendo? Esta tarde eu... ---- me viro irritado e o encontro sobre mim semi nu. Travo, perco a voz o ar e meus sentidos ficam a todo vapor. ---- Taichi faz isso não...

—--- Tah tarde. Dorme aqui.—--- ele me encara nos olhos, tranca aporta e me puxa ate seu quarto. O sigo sem negar, perdido em meu próprio devaneio; só me dou conta do que estava “querendo fazer” quando a porta do quarto dele bate.

—--- T-Taichi... isso não é uma boa idéia eu... tenho que ir para casa e... meus pais vão ficar muito preocupados. ---- eu tento me explicar normalmente, mas perco a fala cada vez que ele retira uma peça de roupa.

—--- Liga e avisa. Tem beliche. —--- ele responde calmamente caindo sobre sua cama apenas de cueca, apontando para a cama de cima.

Desisto e saio do quarto. Ele estava certo, tinha uma cama para mim, era burrice querer sair a esta hora da noite.

—--- Alo? Oi! Desculpa, eu... Sim. Da casa dos Kamya. Não! A Hikari não esta. O que? Não é que eu perdi a hora na reunião e o Taichi me trouxe para cá. Sim. Ele não quis que eu fosse pra casa sozinho. Agradeço sim.

Desliguei e fiquei uns segundos remoendo. Me sentia errado em estar ali mesmo não estando fazendo nada de mais (estava pensando). A casa inteira estava escura, os vizinhos provavelmente estavam dormindo há muito tempo.

Sinto novamente os pelos do meu corpo se arrepiarem. Aquela respiração, na minha nuca. Não me viro, me nego a mover qualquer músculo do corpo. E ele simplesmente passa o braço por trás de mim, rela em minha cintura e arruma o telefone no lugar correto.

Era só coisa da minha cabeça.

—--- Taichi. Você deveria tomar um banho. ---- me viro vendo que ele voltava a se jogar na cama. ---- Vai ajudar a passar o efeito.

—--- E quem te disse que eu quero que passe?—--- ele estava deitado com o braços sobre o rosto, e do ângulo em que eu estava poderia admirar a vista o quanto quisesse. ---- Como descobriu...?

—--- Eu... Só notei. ---- respondi rápido, não queria falar deste assunto; só iria magoa-lo ainda mais. Ele era forte, eu sabia que ele era forte. Mas dor de amor machuca qualquer um.

—--- Eu sou feio?

—--- O que?

—--- Eu sou feio? Se você fosse uma garota ficaria comigo? Se não... por que? ---- ele estava falando normal, mas ainda estava muito bêbado. Ainda deitado sobre a cama a fitar a cama de cima como se olhasse as nuvens do céu. ---- É o meu cabelo? Hikari já me mandou mudar... a Mimi também...

—--- O seu cabelo é lindo! Você não é feio Taichi... ---- acabo me sentando a seu lado, imaginava se seria prudente ter esta conversa com ele. E se ele notasse? Taichi não era tão burro quanto diziam. ---- Eu ficaria com você... se eu fosse uma garota.

No segundo que a frase sai meu corpo já se preenche de puro arrependimento. Aqueles olhos castanhos me encaram e eu não tenho mais o que dizer; desvio o olhar e acabo só piorando as coisas. Eu devia telo confrontado. Dito que só estava o correspondendo para anima-lo! Mas não. Coro dos pés a cabeça quando este se levanta e passa a mão sobre meu rosto.

—--- O que você esta fazendo Taichi? ---- devia ter tirado a mão dele de mim, mas eu gostava de ter ela ali. Os olhos castanhos não saiam de cima de mim, seu rosto ainda estava avermelhado e eu não sabia mais dizer se era culpa da bebida.

—--- Você...? ---- eu nunca vou saber o que ele quis me dizer.

Fiz o que estava tentando impedir que o homem do bar fizesse.

O beijei, e por deus; ainda bem que ela nunca o deu uma chance, pos se ela provasse daquele beijo eu não teria esta chance.

Seu corpo quente se debruça sobre mim e eu termino de puxa-lo, a cama macia de lençóis finos abaixo de mim aquece com o calor de nossos corpos. Seu beijo, tão forte firme e envolvente quanto eu tinha imaginado e sonhado. Ele era bruto, mas um bruto gentil.

Enquanto ele desce ate meu pescoço aproveitando para retirar minhas calças eu observo em volta nervoso, a porta ainda estava aberta; e os pais dele poderiam chegar a qualquer momento afinal era de madrugada. Mas eu não queria que aquilo parasse, poderia não ter uma chance igual.

Levanto os braços para facilitar que ele removesse minha camisa e derrubo um pote. Gel? Não creme para pentear. Isso explicava o por que de suas madeixas serem tão macias e brilhantes. Pego aquilo para mim, poderia ser útil se a coisa continuasse assim.

Seus beijos cálidos fazem meu corpo estremecer; como eu queria aquilo. Qualquer um que chegasse poderia querer punir Taichi e com motivos, sua mão era grande e firme, grosa e cobria aminha pequena e delicada; seu corpo forte me prendia sobre a cama, e nesta visão parecia que estava sendo abusado. E não o oposto.

Porem uma coisa me espanta, algo que imaginava em um tamanho menor. Eu queria aquilo, queria continuar, e rezava para que nada nos impedisse; mas quando “o” sinto, estremeço. Respiro fundo e me lembro do pote de creme, o pegando. Agarro Taichi como sempre quis, o caricio e incentivo. E aos poucos retiro sua única peça de roupa, engulo seco ao encarar seu corpo desnudo e me pergunto se eu estava no paraíso. Aquilo não poderia ser real.

Com o incentivo Taichi aumenta o rítimo das caricias, intensidade e força. Ele tinha uma mão pesada, que eu adorava sentir. Ansioso retiro minha ultima peça de roupa, e afasto as pernas deixando-o se posicionar entre elas. Isso iria acontecer. Iria mesmo acontecer.

—--- Se acalma. ----- penso tantas vezes que acaba se tornando um tipo e mantra, podia “senti-lo” roçar em minha área e me lembrava de sua proporção e pensava – isto vai doer.

Uso do creme de cabelos para lubrifica-lo ele geme um pouco ao meu ouvido e ao sentir meus dedos naquela área... estremeço quando ele divide a ideia de usar o creme... Pegando um pouco e usando para passar em mim, por dentro de mim.

Era apenas seus dedos. Me lembro de alguns vídeos e afasto mais as pernas, procuro uma posição que facilitava a brincadeira; encontro.

Meu rosto se levanta sem meu comando e eu encaro a parece com a intuição que fossem grossas, pôs eu não era capaz de controlar mima voz. Doía, sim; mas era bom. Muito bom.

Ouço a cama ranger com seus movimentos e bater contra a parede, chega a descascar a tintura. Ele não tinha piedade alguma de mim; mas eu também não tinha pedido por isso. De forma alguma tinha pedido.

Notas finais
*-* Taichi seu lindo te amo! Você sempre será meu primeiro amor (de desenho animado rsrs) No proximo vai ter mais romance e mimimi da parte do Takeru! prometo... e claro + lemon rsrs