Hedonismo
31 Filler 2 ---->>>> Koushiro "Izzy" Izumi 泉光子
Notas iniciais
Muito bem.
Vou tentar explicar o inefável.
A raça humana desde os primórdios de sua existência foi violenta tomando assim o lugar de outras por via da força bruta e poder. Tanto que os homosapiens extinguiram seus irmãos neandertais que viviam na mesma época. Sabendo disso:
Quando voltamos do digimundo a reação não podia ter sido outra.
Não só o japão que era a onde morávamos, mas também todos os outros paises e continentes nos queriam; e com toda certeza não era para nos idolatrar ou aplaudir. Fomos nomeados de “crianças do pacto” pelos jornais de todo o mundo e nossa vida virou um verdadeiro inferno. Não só a nossa vida mas das nossas famílias também, que foram vistas como compactuantes perdendo suas liberdades empregos e ate casas.
Parece que foi um século mas durou apenas um ano.
Mas não ache que tudo acabou bem por que a vida é algo feliz e bonito. Lindo e colorido conto de fadas...
Tudo terminou em um ano só porque nós lutamos.
Ou melhor...
Matamos.
Sora, Mimi e todos nós éramos contra esta idéia de Yamato, mas não tinha outro jeito; era eles ou nós e se não os detivessemos logo podíamos estar condenando o próprio digimundo a ser escravizado ou pior; e com isso uma gerra fenomenal em nosso próprio mundo iria estourar. Então fiquei do seu lado e o ajudei a convencer os demais.
Taichi era o mais teimoso como sempre.
Sempre querendo ver outro modo de fazer as coisas, mas como sendo meu melhor amigo ele confiava em mim, e isso foi o bastante...
Então usamos nossos próprios digivices e fritamos aquilo tudo. Abrimos as portas de nossas celas e fugimos, usamos os dispositivos para controlar a base e abrir um portal chamando os nossos amigos um ultima vez. E eles vieram.
Lutamos juntos uma ultima vez.
Em um combate que ninguem viu.
Melhor assim...
Mas o tranco foi muito para os pobres e desatualizados digivices que pifaram logo depois do ocorrido. Então pedi a eles que nos ajudassem a longa distancia.
Implantamos via digital mesmo mensagens subliminares em todas a musicas online do mundo para esquecerem tudo o que sabiam sobre nós, e com a força de todos os digimons que conhecíamos (não só nossos parceiros) demos conta e logo lobotomizamos um planeta inteiro e estavamos livres.
Demorou.
Mas estávamos livres.
Mais qualquer um que saísse desta “progamaçao” e se lembrasse de nós era logo posto em seu lugar.
E o mundo continuou a girar com sempre fez.
Mal sabíamos que nada estava perfeito.
Afinal não tinha como darmos conta de tudo assim no corre corre e um grupo pequeno escapou de nossa lobotomizaçao ficando paranóicos com o caso dos Digimons e corrompendo todo uma operação para poder conseguir o que queriam.
Nós.
Anos se passaram e logo os caçulas acabaram conhecendo outros digiescolhidos, pena que eles não sabiam que esta coisa de novos digiescolhidos nunca foi para existir, mas como o digimundo estava em risco tentou criar um novo componente de defesa já que os originais “nós” estávamos desativados. (Por assim dizer)
Entao o digimundo fez copias. Ou pelo menos tentou fazer...
Mas como um organismo digital, ele não sabia como lidar com o problema eminente. Ele não era como uma gato doente que é só comer e se alimentar que sara, era como uma computador cheio de virus que sem o auxilio humano descente não saberia se arrumar, e uma ajuda errada só faria agravar o problema.
E ai veio tudo.
Os novatos junto dos mais novos fizeram “caca” no digimundo pelas nossas costas e isso me deixou muito bravo mesmo.
Mas passando a minha raiva eu me pus a ajudar no que podia.
Retomei o contato com Tentomon e juntos fomos descobrindo tudo o que estava sendo agravado no digimundo.
E foi ai que começou:
Eu estava mais do que focado nos problemas do digimundo não ligando para nada mais na terra então admito que perdi muita coisa que estava rolando no mundo. Perdi as crises do meu melhor amigo com o amor, perdi o rosco que ele teve com TK e depois com Yamato, perdi quando Hikari começou a sair com Willis e depois engravidar. E isso foi com o meu melhor amigo na terra imagina o resto? Nem vi quando Mimi voltou a morar no japão nem o que qualquer um dos outros fez da vida.
Eu não estava mesmo nem ai pra nada.
E isso começou a perturbar Taichi que me conhecia muito bem desde o jardim de infancia.
Pensa em um cara teimoso. Pensou? Tudo bem agora multiplica coloca um pouco de birra e cabeça quente entre outros pontos e você tem um Taichi.
—--- Cara! Temos de conversar e é pra ontem!
Ele invade o meu escritório e sem nem me deixar pensar me vira na cadeira e me puxa porta a fora com um único solavanco.
Taichi sempre foi maior e muito mais forte do que eu me fazendo parecer uma bonequinha de pano perto dele, mas isso nunca me incomodou em nada. ---- Da pra ser menos ogrinho um dia na vida? ---- reclamo inutilmente enquanto ele me leva ate as escadarias de emergência do prédio para que não nos ouvissem. ---- Caramba. Se você pega uma garota assim ela morre sabia? ---- brinco passando a mão sobre meu pulso que tinha ficado dolorido mas ele nem liga. ---- O que foi?
—--- O que foi? Eu que te pergunto isso! O que te deu em? Faz a maior cota que você esta enfurnado aqui e não sai pra nada na terra! Aconteceu de tudo o mundo ta acabando e você ai escorado no baranco. O que ouve com você?
—--- Eu não estou entendendo nada.
—--- Da pra ver. ---- ele franze o senho depois se escora na parede e passa a mão sobre o rosto de modo cansado. ---- Você pode me contar o que esta fazendo pelo menos? ---- suspira fundo.
E então eu começo a narrar todo o meu trabalhos nos últimos meses, sobre como consegui modificar nossos digivices desatualizados e encorporar neles as qualificações de suas copias posteriores, de como analisei estas alterações de fauna e flora no ambiente do digimundo e ate o que consegui sobre o novo inimigo, mas quando terminei ele estava me olhando com a maior cara de ponto de interrogação da vida.
—--- Você não entendeu nada né. ---- bufei.
—--- Não. ---- assumiu com um semblante meio sem graça ao coçar a nuca e fazer força para absorver qualquer coisa que fosse e poder me dizer que entendeu e logo faz um resumo básico. ---- Isso?
—--- Por ai.
—--- Por que você tem que falar de um jeito tão difícil? Pelo amor... ---- ele suspira e logo se senta nas escadas. ---- Eu to preocupado com tudo Izzy. Tu tava me ajudando ai sumiu e ta foda... Ta todo mundo ficando louco incluindo você.
—--- Como assim?
Questiono em vão e ele só se senta sobre os degraus e fica a olhar os andares de baixo como se esperasse alguém subir, chego ate a olhar mas não tinha nada ali era só ele divagando. Mania estranha de olhar para pontos aleatórios como se fosse algo relevante que as pessoas tem.
—--- Como assim? ---- repito e ele tira um disquete antigo do bolço e me entrega não dizendo mais nada e assim desse as escadas.
Curioso corro para casa e ponho o disquete em um computador antigo que tinha e assim posso ver os dados compactados que explicavam o “bag” nos brasões como éramos ligados a eles e tudo o que estava acontecendo em nossas mentes. Tenho um pequeno surto e corro para casa de Taichi a onde debatemos feio por ele não ter me falado nada antes. Como ele havia descoberto aquilo? E o pior eu nao!?
—--- Foi por isso que você foi seqüestrado? Você sabia de tudo a todo momento e não falou nada por que? Por que não confiou em nós?
Gritei e esperneei como uma criança, cheguei ate a esmurrar o tórax dele mas ele nem se abalou.
Depois de mais calmo ele explicou que teve medo, medo de nos envolver e nos perder, de começar com tudo aquilo de novo. Mas eu julguei que tinha sido culpa dos brasões e ele disse que não. Que se preocupa conosco e que preferia enfrentar tudo sozinho a ter que arriscar um de nós novamente.
Fiquei um tempo sem falar com ele depois disso.
Só depois que o digibabe nasceu. NÃO. Beeeemmm depois disso. Só quando estávamos na ilha que Mimi nos levou.
Neste meio tempo tive minha própria vida, meus próprios problemas e encrencas.
Me apaixonei por Yolei e nem sabia que ela estava namorando, então tentei me afastar mas... Não deu muito certo. Então ficamos, e depois ela se resolveu com o cara resolvemos namorar, mas ficou aquela coisa estranha.
Sempre achei ridículo estas intriguinhas de amor e agora eu estava no meio de uma.
Inferno.
Como se eu já não tivesse problemas o suficiente na minha vida.
oOoOoOoOo
—--- Tem um minuto? ---- ele já vem me puxando para o lado como se eu tivesse toda a disposição para ele, mas... no fundo eu tinha mesmo. Não tinha nada que este cabeça de melão me pedia que eu não resolvia, e isso eu sabia que era recíproco.
—--- Fala. ---- murmuro serio o vendo passar as mãos sobre os cabelos de modo pesaroso e se recostar sobre a parede respirando fundo.
Lembro bem que aquilo foi no inicio de tudo.
Eu ainda não sentia os efeitos dos brasoes com problemas e os militares não tinham começado a mexer em nada. Bem... Quase nada.
—--- Fala logo Tai! ---- eu odiava e ainda odeio quando ele fica assim introspectivo.
—--- A Sora... ela... ---- o tom dele era mais pesado do que a lua caindo na terra, sentia que fosse o que for que ele iria me contar iria me derrubar. Iria ser muito pesado.
—--- Por favor. Só fala logo.
—--- Não tem nada haver com você. Nem comigo... Mas...
—--- Tai para de enrolar pelo amor que tem na sua alma.
—--- Sora esta gravida. ---- ele fala fitando o chão como se não enxergasse nada a sua frente. ---- A mae dela vai surtar... Vou falar que é meu.
—--- O que?! —--- gritei o mais forte que meus pulmões e laringe permitiram. ---- Como? Por que você vai fazer uma coisa destas?
—--- Por que a clinica de aborto só aceita se a garota for com alguém da família do apaí ou dela. Então vou falar isso pra minha mae e pedir pra ela não contar pra mae da Sora.
—--- Mas por que isso? Tai você... De quem é?
—--- Ela não sabe! ---- ele grita me silenciando. ---- Ela não sabe esta bem. Eu só estou te contando isso por que você é o meu melhor amigo. Mas pra todos os efeitos e se isso vazar era meu e pronto.
Eu não entendi por que ele faria algo assim.
Ate que vi sua mao tremer.
Era ódio.
Muito ódio, era nítido de que ele queria esmurrar alguém ate a morte; mas algo o impedia.
Ficamos um tempo em silencio.
Fui ate um local próximo e pequei algo para ele beber mas renegou.
—--- Eu não vou falar.
—--- Eu sei. Você é o rei dos teimosos Taichi. ---- me sento a seu lado. ---- Mas eu sou bem inteligente. ---- ele me encara e eu gelo. ---- Juro que nunca vou contar nada a ninguém. A criança é sua. Você dois estavam namorando escondido do grupo e foram descuidados...
Ele sorri ainda demonstrando irritação e abaixa a cabeça olhando para o horizonte como se não pudesse ver um palmo a sua frente.
—--- O que você esta fazendo é... Muito admirável. Foi ideia sua não?
—--- Obrigado. Foi sim...
—--- Quando ela te contou?
—--- Ontem.
...
...
Não tinha o que se dizer.
—--- Sabia... que o Yamatto esta matando todos eles? Um a um. ---- comento mas ele me ignora.
...
...
—--- Acho bem feito.
Nunca imaginei ver o Taichi concordar com este tipo de atitude.
Mas no momento e na atual situação eu entendo ele.
As fofocas nunca vieram.
Ninguém nunca soube desta gravides e a vida seguiu normalmente. Ate que...
Tirei um 0 em matemática química e... Meu boletim prefeito foi pras cucuias!
—---- Como isso? ---- gritei no meio da sala de aula olhando minhas notas quase me descabelando sem conseguir entender como aquilo tinha sido possível.
—--- Ué? Trocou seu boletim com o meu? ---- Taichi se flexiona atrás de mim para poder ver o motivo do meu alarde fazendo gracinhas e logo o encaro com toda fúria que alguém pode ter. ---- Calma! Calma não me mata! ---- ele tira a folha das minhas mãos e calmamente vai ate o professor. ---- Ei. Isso qui ta errado né? Só pode.
—--- Eu também me espantei mas foi a nota que ele tirou. ---- o professor parecia desapontado e entristecido e logo o esperto líder se aproveita disso.
—--- Am... entendo. Olha. ---- posso ver que ele se aproxima cochichando no ouvido do professor algo e me aproximo curioso. ---- Os pais dele querem apresentar ele aos pais verdadeiros que estão enchendo o saco e ele não anda legal. Deve ser por isso... Sera que não tem como ele refazer todas as provas pra não repetir de ano assim?
—--- Bem... ---- ele logo solta um imenso sorriso como se Taichi o tivesse tirado um peso dos ombros. ---- Diante de tal situação eu creio que podemos remediar. Falarei com diretor hoje mesmo.
E assim a aula acaba.
—--- Você salvou a minha vida mesmo em.
—--- Pra que servem os amigos? ---- ele ri, aquele mesmo sorriso fraco e tristonho que ele tinha desde que Sora e Yamato começaram a namorar.
Era nítido que ele estava sofrendo mas também não queria falar no assunto então eu não tocava na ferida.
Fomos para minha casa para que eu revisasse algumas coisa para poder passar nas provas com êxito e então...
—--- Izzy! Que isso? 7x 21 não é 74. Ta louco? Esqueceu como se faz conta de vezes?
—--- Nossa que gafe! Deixa eu ver isso.
—--- Tem outra aqui. Olha... Você pois que a capital da França é a tore Eiffel. Você esta legal?
—--- Eu.. eu. Eu não sei! ---- olho espantado para tantos erros bobos sem ter noção alguma de como fazer corretamente, e um desespero me toma. ---- O que esta acontecendo comigo?
Nesta época ele ainda não sabia mas semanas depois ele me traz a resposta, sua pesquisa em um disquete antigo.
Depois disso foi um tumulto só...
Passei boa parte do tempo apenas trabalhando e nem via a luz do sol, quase matei Tentomon de tanta preocupaçao; ele foi o mais insistente em tentar me ajudar e apoiar, percebendo antes de qualquer um que eu nao estava no meu normal. Nem mesmo os meus pais eu deichava que se aproximassem (para que nao me atrapalhassem). E quando finalmente sai foi para me encantar com uma garota que não podia ter...
Ela era pro ativa, animada e dinâmica.
Tinha os cabelos mais lindos que já vi na vida e sabia falar o “meu idioma”, ela era simplesmente perfeita! Só que... já namorava.
Por que isso deus?
Por que brinca assim com os nerdes?
Sei que alguns estudiosos tentam bancar deus mas tem que descontar em toda a raça?
Me revoltei e voltei a trabalhar.
Tentava tirar a moça da minha mente, depois do evento perfeito na Comic Com, mais não conseguia, ate por que ela era uma das novatas e a todo momento tinha algo haver com ela em meio as pesquisas que estava envolvido.
—--- Você é tao inteligente. Como nao consegue resolver estes problemas classicos da idade e faze humana? Pensei que a esta altura ja tivesse bolado um meio. ---- Tentomon era como eu. Curioso logico e um pouco louco, ele estava sempre a meu lado.
Era engraçado como tudo na vida eu conseguia calcular, tudo eu arrumava um motivo para existir. Ate mesmo minha amizade com Taichi podia ser explicada por varias questões psicológicas, mas este sentimento que eu tinha por ela não. Eu simplesmente ficava atordoado e nem conseguia pensar direito.
E com muita luta e custo consegui a conquistar e roubar do metidinho de nariz empinado.
De modo algum eu iria ficar de coração partido e sofrendo por amor como o Taichi, ver ele já era o suficiente pra mim.
E aquilo foi o paraíso.
Ter ela comigo era perfeito, ela me entendia e melhor do que tudo não estanhava quando meu brasão ficava louco e eu ficava muito inteligente ou extremamente burro.
—--- More? Vai mesmo por isso no lanche? Ta burrinho hoje esta. ---- brinca com um sorriso bobo ao tirar o molho de pimenta mexicana da minha mão que pensei ser um ketchup. ---- Isso é divertido sabia? Hoje de manha você estava falando da teoria da relatividade e agora... ---- ela ri debochada aquele riso gostoso que faz com que qualquer deboche fique lindo em seus lábios.
Lhe dei um beijo ali na lanchonete mesmo e ela ficou toda corada.
Como ela é perfeita.
—--- A Mimi te falou algo sobre a viagem? ---- questiona tentando se recompor e eu me pego com um sorriso bobo a olhando. ---- Em? Esta acordado bobão?
—--- Anm? Sim claro. Ela lotou meu e-mail com varias propagandas do lugar. Acho que posso a ajudar a pagar com o que ganho na empresa.
—--- Ai que metido. ---- brinca ao se levantar e ir buscar uma coisa para beber e eu só fico vendo aquela sainha rodada com desenhos de watari que eu a tinha dado na manha anterior.
Como era bom sentir a cabeça vazia por causa dela.
Ficar só olhando ela escolher indecisa o que iria beber enquanto o atendente perdia a paciência.
Ver ela voltar saltitante com uma garrafa de suco e depois voltar ao balcão por que tinha esquecido o canudinho.
Tudo o que ela fazia era magico.
Tudo induzido por uma toxina chamada endorfina que causava esta impressão de euforia ao se ver a pessoa amada. Ou ate mesmo o ser de seu desejo.
Isso era feito para a pura reprodução, não tinha nada de romântico nisso.
As nuvens de hormônios que ela soltava pelos poros delas me atraiam e os meus a ela, não passava de pura ciência. E nos víamos como parceiros melhores e compatíveis por conta de nossa superioridade intelectual.
—--- Oi? Vixiii esta em marte ou jupiter? ---- ela balança a mãos sobre o meu rosto me despertando de meu devaneio.
Eu não tinha começado ele sendo romântico? E agora... Ah” o bag dos brasoes...
—--- Desculpa o...
—--- Brasão outra vez. ---- ela cruza os braços. Fazia graça mas estava preocupada comigo.
Naquele dia fomos caminhando ate sua casa a onde eu iria deixa-la.
Sempre deixava ela na esquina pois sua família não gostava muito de mim.
Não que tivessem um problema comigo realmente mas por que desde o primeiro momento eles “sacaram” minhas intenções com a garota, além de gostarem muito do ex da filha eu era mais velho e de uma família não tradicional.
Então pra evitar uma intempérie fazíamos assim.
Bem...
Ate que a burrice tomasse conta.
Um belo dia simplesmente entrei na loja dela para pegar uma coisa, esqueci que ela trabalhava lá; simplesmente deletei. E era justo seu turno e sem que ela tivesse tempo de reagir “ferrei com tudo.”
—--- Boa tarde. Ah? Ola... você trabalha aqui não sabia. ---- entrei todo bobo e lhe dei um beijinho no rosto.
Pra que...???
Foi o colapso da terra media!
Nem o anel fez tanto mal.
—--- Mas o que é isso!? ---- o irmão dela me pegou pelo colarinho e me jogou pra fora. Só faltou arrancar a minha pele.
—--- Para com isso deixa ele! ---- ela se intervém. Sabia bem que não foi culpa minha e sim do brasão que vivia a comandar não só os meus atos como de todos os outros 8.
—--- Desculpa. ---- ao perceber meu erro tento concertar. ---- Foi só um cumprimento inocente eu...
—--- Esquece! ---- ela grita me cortando. ---- Parem com isso tudo. Eu e ele estamos namorando agora. Aceitem isso. Eu que mando na minha vida e descido com quem eu vou namorar. O Izzy é uma boa pessoa estudioso trabalhador e melhor de tudo me entende.
Com isso ela joga o avental no chão pega na minha mão e me puxa dali.
—--- Yolei me perdoa. Me desculpa mesmo eu não queria... eu... eu... ---- minha voz quase não saia audível de tão nervoso que eu estava, mas ela simplesmente para de andar e me abraça.
—--- Obrigada. Eu não aguentava mais mentir pra eles... Esta tudo bem. ---- ela sorri, bastou um sorriso dela e eu já estava calmo novamente. ---- Você é o meu namorado e eu quero que o mundo saiba disso.
Meu coração quase saiu pela boca neste momento.
Ela só não me entendia como tinha orgulho de me ter como namorado. Me ajudava e me apoiava em todas as coisas que eu estava certo me dando uma bela bronca quando eu estava errado, e eu sabia que podia sempre confiar nela.
—--- Ai. Você sabe que eu fico sem graça quando você me olha assim. ---- reclama corando de orelha a orelha.
—--- Assim como? ---- me aproximo a abraçando aproveitando que a rua estava vazia.
—--- E me abraçar assim em publico também esta estritamente proibido. ---- bronqueia mas eu podia sentir que seu corpo esquentava debaixo do meu.
Então a beijei e ela correspondeu.
Depois disso fomos a minha casa. Já estava na hora de ela conhecer os meus pais.
Mandei uma mensagem de texto curta para eles perguntando se podia levar ela naquele mesmo dia e minha mãe me ligou em segundos infartado no meu ouvido.
—--- Calma mae... È um milagre tao grande assim eu querer apresentar uma namorada? ---- falei meio magoado mas Yolei só fez que sim com a cabeça e gargalhou da minha cara de derrota.
Era pra ser uma coisa simples.
Mas minha mae fez uma festa e eu quase voltei pra traz com Yolei.
Mas no final foi muito divertido. Taichi ficou zombando de mim por não ter contado antes e os meus colegas da faculdade a encheram de perguntas, todas muito bobas e algumas muito impertinentes para testar “o quanto” nerde ela era e eu ri de sua revolta.
—--- Como assim? Uma garota não pode gostar destas coisas que já leva um interrogatório completo!
Como disse foi algo muito agradável.
Estar com ela era um pequeno paraíso na terra.
A não ser por um minúsculo e pequenino fato. O ex Ken Ichijouji que a todo momento ficava agorando a nossa volta; quando não estava dando patadas ou fazendo algum tipo de cometariozinho torto e hostil estava choramingando como um pobre coitado e aquilo estava me tirando do serio.
Tentei ser maduro e conversar, tentei ignorar como uma criança. Resumindo tentei de tudo.
Foi só agora que eu tentei mata-lo.
Fale com o autor