Hedonismo

6 Eu atraio?


Notas iniciais
Como prometido hj tem 2 caps ^_^ logo logo ponho o cap 7 e já incluo o sonho que fiquei devendo.

Eu abri a boca para tentar dizer alguma coisa e me explicar, mas fui interrompido com um beijo. A língua exigente dele me obrigou a abrir a boca dando inicio a um beijo caloroso e descontrolado. Quem é que disse que não tinha experiência mesmo?

Caímos sobre o colchonete de acampamento, dentro daquela pequena cabana (me preocupo com os "vizinhos").

E em um impulso inconseqüente movido por todo o "sentimento" trazido pelo “sonho” agarro-me aos seu cabelos vermelhos o puxando para mim e cruzando as pernas em volta de seu corpo. Deveria estar sonhando ainda, porque não era possível que aquilo estivesse acontecendo.

Mas desta vez tentei lutar contra este "impulso animal" que estava me dominando estes dias, o empurrando de cima de mim, mas então ele me beijou mais uma vez, puxando meus lábios com os dentes lambendo-os descomedido; jogando sobre mim todo seu ímpeto, tomando minha língua atrevidamente. Bem que tentava corresponder ao beijo, ainda que um pouco mais moderado do que desejava; estava envergonhado e amolecido sem conseguir compreender ser um sonho ou real.

E mais uma vez sinto minha voz travar na garganta, não conseguia sequer suplicar ou exercer som algum; estava de fato emudecido. Como se realmente desejasse aquilo.

—---- Isso não é real. Não pode ser... você não tem por que estar fazendo isso de verdade. ---- volto a me sentir um fraco por ceder à sensação avassaladora que meu corpo recebia.

Travo, trincando os dentes conforme o ruivo descia sobre o meu corpo passando a língua por todo ele chegando ate o falo; o prazer aumentava conforme ele era sugado e acariciado, e não encontrava como escapar.

Os gemidos demoraram de acontecer porque me segurava a todo custo para não o fazer, “as outras cabanas estavam próximas”. Porem logo não pude mais me conter... me livrando mais uma vez do pudor que ainda me prendia. Então cravei os dedos nos ombros do ruivo e sem me dar conta movi o quadril vigorosamente, até...

Limpou os lábios com a língua e se ergueu me beijando novamente; inesperadamente o afasto.

Ainda estava consciente e não gostava nada da idéia de sentir o gosto de meu próprio prazer; porem o ruivo ignora completamente esta vontade e força o beijo, adentrando meus lábios com sua língua achando graça em meu repúdio inicial.

—---- Que feio. Com nojo do próprio... ? ---- ele sussurra ao meu ouvido me fazendo arrepiar. Não consigo responder, apenas me perguntava quem era aquele; não podia ser Daisuke.


Fui jogado novamente no pequeno colchonete.

As polcas peças de roupas do pijama, que me protegiam, retiradas com vigor. Pude ate mesmo ouvir uns estralos indicando que estariam rasgadas ou estragadas.

Ele segurou minha perna incentivando-me a colocá-las por cima de seus ombros. E me estocou de uma única vez.

Enquanto lutava para não me descontrolar e acabar soltando a voz para todos ouvirem; ele descontava sobre o meu corpo frustrações e vontades; contraía os dedos dos pés sentindo a musculatura das pernas enrijecida e a cada vez ser tocado em um ponto mais e mais profundo.

Sentia cada parte de meu corpo corresponder aos estímulos fervorosos de meu “amigo”. Mais um pouco, só mais um pouco até seu corpo ser tomado por uma sensação completa e estremecer, chegando em fim ao ápice.


Ouço o gemido do ruivo, e minhas pernas caírem pela lateral do corpo dele.

—--- P-por que fez isso ? ---- questiono ainda afoito pelo ocorrido, tentando mudar a realidade e crer que aquilo tinha feito parte do meu sonho.

—--- Por que me deixou fazer? ---- seus olhos castanhos sobre mim me fazem sentir muito mais vergonha que qualquer outra parte de seu corpo.

Me viro no colchonete sujo e o ignoro fujindo do assunto e da realidade.

OoOoOoOoOo

Quando amanhece sou o primeiro a levantar a barraca e partir de volta ao mundo normal, fugindo de Daisuke a qualquer custo.

Como aquilo pode ter acontecido?

[trililin]

—--- Tisk

O telefone toca.

Uma mensagem de Daisuke.

Não olho.

Largo o aparelho em um canto da casa e me ponho a estudar, mas tarde minha mãe chega do trabalho cansada, já havia feito algo para comermos e nos sentamos a mesa, jantamos em total silencio cada um com seus próprios pensamentos e problemas, ate que ela...

—--- 17 mensagens de D.M.? ---- ela afiram ao me entregar o aparelho. Tinha o costume de por todos os meus contados assim em siglas, assim como estava acostumado a ser chamado apenas de T.K. ---- Ameaças por conta daquela garota de novo?

Minha mãe sabia dos sentimentos de Hikari por mim e de Daisuke por Hikari, mas não se envolvia; ela apenas deixava claro não gostar de Hikari e ver nela alguém vulgar. Nunca entendi o motivo disso.

—--- Eu realmente não entendo os jovens de hoje. ---- ela afirma antes de parar pra pensar. ---- Acho que na verdade eu não entendo o amor...

—--- Esta tudo bem mãe?

—--- Na verdade não. ---- ela se vira para mim indo se sentar em um dos nossos sofá. ---- Encontrei com seu pai hoje... Não é que eu esperasse reatar. Você sabe que estou saindo com o Marcos do trabalho; ele é um gaijin mas muito gentil. Disse que nos levaria ate seu pais nas nossas férias.

—--- Mãe. ---- pontuo para que ela volte ao assunto que fujia.

—--- Ele me chamou por que queria conversar. Seu irmão já esta de maior e ele quer deixar seu apartamento para ele. Me perguntou o que eu achava sobre isso, e bem... Achei uma boa idéia. É bom um jovem ter seu espaço mas não entnedi o motivo e ele continuao falando. ---- ela afiram cada palavra tremula como se revivesse o ocorrido. ---- Ele disse que iria morar com uma pessoa. E que poderia ser estranho para Yamato ir junto, então não venderia o apartamento e o passaria para o seu irmão.

—--- Que bom. Então você e o papai estão finalmente seguindo em frente. ---- me sento a seu lado --- Quando vamos para este outro pais? Espero não me dar mal por conta do idioma.

—--- Você não terá problemas com isso. ---- ela sorria inda abalada.

—--- O que ouve?

—--- Unf... ---- ela respira fundo antes de prosseguir. ---- Ele resolveu assumir. ---- pontua. ---- No trabalho e na vida social. Vai morar com um homem.

Não respondo.

Eu não sabia o porque de meus pais terem se separado e sempre achei bom sua relação. Mas sinto que uma parte de meu espanto era boa. Será que ele poderia me ajudar?

Mais tarde vou ate sua casa. Ele e Yamato estavam a arrumar suas coisas e pareciam muito felizes ate me verem. O clima fecha e fica tenso, não me sentia bem vindo ali.

—--- Cheguei em ma hora? ---- questiono sem graça pronto para ir embora.

—--- Claro que não. ---- meu irmão vem ate mim já me obrigando a entrar enquanto meu pai me lançava olhares de um criminoso a um policial pronto para fugir. ---- Estamos arrumando tudo como pode ver. Por que não nos ajuda.

—--- A mamãe contou que você vai morar sozinho. É muita responsabilidade, esta pronto?

—--- Na verdade não. ---- ele comenta entre risos. ---- Mas na maioria das vezes vai ter alguém aqui já ate imagino este lugar virando sede para os digiescolhidos.

—--- Isso é verdade.

—--- Olha. Tem um quarto vago agora... se a mãe quiser ter mais... privacidade com o novo namorado você pode vir morar aqui comigo. ---- ele afiram enquanto leva uma das caixas para fora me deixando sozinho com nosso pai. ---- Sei que não moramos juntos desde criança e pode ser uma adaptação difícil mas...

Apenas o encaro seir e não o respondo. Espero ele voltar.

—--- Ele parece querer muito que você venha morar aqui. ---- meu pai afirma ainda a evitar me olhar. ---- Se não for você ele ira chamar um amigo com serteza. Já me disse que não quer ficar aqui sozinho...

—--- Qual é o nome dele? ---- pergunto sem delongas, e ele me encara como se eu fosse uma assombração. ---- Imagino que deva ser um cara muito legal. O irmãozão já o conhece? Eu posso conhecer ele?

—--- Takeru... Sua mãe...?

—--- Sim ela me contou. ---- quero aproveitar a saída de meu iramo para poder falar com ele sobre isso. ---- Imagino como deve ter sido chato... fingir ser... normal. Eu não quero isso mas... não tenho coragem.

—--- Coragem? Takeru você...?

—--- É... sim.

—--- Vocês não vão trabalhar não? ---- Yamaro já volta reclamando e pegando outra caixa a nos ver parados. ---- Estou fazendo tudo sozinho aqui.

—--- Desculpe filho. ---- ele logo volta a se afastar de mim e ajudar Yamato.

Acabamos terminando tudo bem rápido e resolvemos sair para comer algo já que a casa estava de ponta cabeça. Paramos em uma barraquinha próximo de casa e ficamos a conversar sobre trivialidades enquanto desfrutávamos de um bom e quentinho ramen. Tentava a todo custo não demonstrar o meu nervosismo, coisa que vai por água a baixo quando meu pai me oferece uma carona ate em casa.

—--- C-claro que aceito! ---- exclamo dedurando todo o meu nervosismo. E logicamente Yamato estranha mas não fala nada, ele iria exigir explicações mais tarde, provavelmente longe de nosso pai.

—--- Bom. Vamos? ---- ele se levanta pegando as chaves do carro e partindo na frente.

—--- Sim. Eu só... ---- paro de falar assim que sinto a mão de meu irmão me segurando. ---- O que foi?

—--- Não faz isso.

—--- O que?

—--- Não trata ele assim. ---- ele me ordena serio como se me julgasse o pior dos filhos. ---- Ele ainda é o seu pai, é a mesma pessoa não mudou nada você descobrir isso. Ou melhor ele resolver contar.

—--- Eu sei disso irmãozão. ---- afirmo com um sorriso o deixando ainda mais confuso e parto junto de meu pai.



No caminho acabamos ficando em silencio por um longo período ate que...

—--- Você tem um namorado? Ou alguém que goste? ---- ele me questiona ainda aprestar atenção no transito.

—--- Sim! Err não... É complicado... ---- murmuro diminuindo cada vez mais o tom de voz em sinal de confusão e vergonha. Mas meu pai ri.

—--- Isso é normal. A vergonha... Você não sabe se ele...curte?

—--- Na verdade eu tenho certeza que ele não curte. É apaixonado por uma garota e...

—--- Mas eu cheguei a me casar com sua mãe e ter você e seu irmão. Isso não impede nada.

Fico em silencio.

Não queria acabar ofendendo o meu pai.

—--- Mas você disse que quer já se assumir... Isso é um passo e tanto para alguém da sua idade.

—--- Eu sei o que vou enfrentar. No colégio e em todos os outros lugares. Mas...

—--- Acho que te entendo. ---- ele para o carro; havíamos chegado. Porem nenhum de nos abre a porta ou sai do carro. ---- Seja lá o que você decidir fazer, e como fazer saiba que estarei do seu lado para te dar apoio.

—--- Muito obrigado!

Queria ter tido uma conversa mais profunda com ele. Mas não tinha coragem nem intimidade, não éramos o tipo de relação que o pai falava abertamente sobre sexo com seus filho. Ate por que... Mas eu realmente queria falar “disso” com ele.

Entro em casa e novamente não encontro minha mãe. Tinha deixado meu celular desligado por culpa das ligações insistente de Daisuke, e ainda não tinha bolado uma maneira de conseguir evitar o ruivo que estudava na mesma classe que eu.

Entro, tiro os sapatos, como já tinha comido vou tomar um banho e só depois olho meu celular que tinha mais 20 mensagens de Daisuke (que insistente) e 5 de HIkari.

/-/ Oi Takeru. Creio que estou com problemas sérios. Preciso conversar com alguém, mas não quero que isso se espalhe e você sempre foi meu amigo confidente. Posso confiar em você? /-/ É serio estou a ponto de surtar aqui! Você pode vir aqui em casa depois da escola amanha? É muito serio desta vez... /-/ Eu estou quase desabafando por telefone de tão desesperada. Desculpa mesmo te encher de recados sem nexo ou conteúdo apenas com o meu desespero. Mas é que ficar te mandando recados esta me ajudando a aclamar. /-/ Tenho medo do maninho ver meu nervosismo e descobrir. Ele já sabe que tem algo errado! Pus culpa nos afazeres da escola, que estava preocupada com as notas para poder ir a uma boa faculdade. Por enquanto ele caiu mas desconfia. Não vai demorar pra ele me por contra a parede e arrancar tudo de mim. /-/ Ai pelo amor de deus o Maninho não pode descobrir nada! Se não...

Ligo para ela de volta.

—--- Hikari tudo bem? Desculpe so vi as mensagens agora estava ajudando meu pai com a mudança.

—--- [Não! Tudo péssimo...] ---- a voz doce dela sai sofrida e aflita. ---- [Mudança seu pai vai se mudar?]

—--- Vai sim, mas não é este o foco. O que ouve? Fiquei preocupado.

—--- [Desculpa... Mas... Eu acho que estas coisas é melhor contar cara a cara. Eu nem sei se você vai poder me ajudar! Eu... eu... Ai! Conversamos amanha o maninho pode ouvir.] ---- ela cochicha a ultima frase e depois desliga.

Fico remoendo o que poderia ser sem ter idéia alguma. Também encaro as mensagens de Daisuke, mas não abro nenhuma. Eu realmente não queria saber.

Dia seguinte quando chego a escola, Hikari estava em um canto a conversar com Yolei e apenas a comprimento de longe. Na sala de aula Daisuke logo vem ate mim, porem o evito o maximo que posso. Puxando assunto com outras pessoas sentando longe dele, etc e tudo mais que minha criatividade permitisse.

No interva-lo vou ate Hikari que ainda parecia afoita.

—--- Esta tudo bem? Seja la o que for já esta dando na cara que você esta com problemas.

—--- Eu sei... Mas eu não consigo me acalmar não importa o quanto tente.

—--- Unnf... Vem vamos tomar uma água um suco. Na saída você me fala o que é. Nem que seja por desabafo.

—--- É que... ---- ela trava no lugar, e não anda mais. Parecia que não aguentaria esperar ate o fim da aula e me contaria naquele exato momento. ---- Eu... eu não imaginei que fosse possível mas... ---- murmura a passar a mão sobre o próprio abdômen e eu engulo seco já imaginando o que seria. ---- Estou grávida.

Notas finais
|o/ eeeeeita bixiga q eu amo pegar pesado! rsrsr Gaijin é um estrangeiro.