Hedonismo
34 E os outros...
Notas iniciais
Sim eu tinha feito o maior barraco.
E só não quebrei a cara da loira ao meio por que o líder intervil; me segurou e me arrastou de la na marra.
—--- Fala serio. Deu pra provar que é irmão do Yamato? ---- ele questiona demonstrando dificuldade em me jogar em um lugar qualquer longe da muvuca que eu mesmo formei.
Eu não estava prestando atenção mesmo.
Só queria matar a loira que abusou do meu anjo inocente.
—--- Da pra você explicar o que te deixou assim? ---- ele volta a teimar enquanto tentava me segurar no lugar.
Mas eu não queria papo.
Queria matar alguém.
E este alguém tinha o nome iniciado em Z.
E para a minha alegria ela vem ate mim.
—--- O que ouve Takeru? O que eu te fiz?
—--- Não é uma boa hora para conversar Zoe. ---- o líder me segura contra algum móvel para evitar que eu a agredisse. ---- Depois... Beeeem depois.
A loura então se afasta e eu só vejo aquele par de olhos castanhos a centímetros de mim.
—--- E então...? ---- ele pergunta com aquele timbre firme de ordem.
Mas eu ainda estava irritado de mais para conseguir explicar o motivo de minha fúria. E claro... Mesmo que estivesse raciocinando eu não saberia explicar. Como contar que acabei de ouvir um relato detalhado de como o Patamon fez sexo com a Zoe? Como?!
Respirei fundo e ele se afastou me dando um espaço para que eu conseguisse me acalmar. Mas e agora para explicar minha seninha?
Ele só se sentou na cama e ficou me encarando.
Espera...
A onde ele sentou?
—--- Onde estamos? ---- questiono olhando em volta assutado.
—--- No meu quanto. Mas você ainda não me falou nada. ---- responde serio ainda a me fitar e eu travo no lugar.
Não pense merda!
—--- Eu... eu... Eu nem sei como falar. ---- sem me dar conta tinha recostado sobre uma parede ou armário e sentado no chão ainda incrédulo com o que tinha acabado de ouvir. ---- Aquela garota... ela esta dormindo como Patamon. Com o meu Patamon? ---- falei em fragmentos cobrindo o rosto em descrença em minhas próprias palavras, mas mesmo assim pude o ver arregalar os olhos.
—--- ... ---- ele chegou a abrir a boca para falar mas não saiu uma unica palavra, depois apoiou as mãos nos joelhos e se levantou balançando a cabeça e vindo ate mim. ---- Deixa eu ver se entendi bem. O Patamon esta namorando? Ou ela... ela não abusou dele né? O que foi que rolou; me conta. ---- acho que finalmente superei Taichi ou o meu estresse estava muito alto, por que não senti nada quando ele se abaixou na minha frente e se sentou ao meu lado.
Ficamos ali conversando um pouco ate que eu me acalmasse.
Contei que Patamon havia me relatada tudo com um sorriso infantil e inocente, quase como se não soubesse o que estava contando e ele frisou que Patamon não é tão burro e que sabia beeeem o que tinha feito, mas este era o jeitinho dele não iria mudar. Seria igual querer que Gabumon fosse meigo como Pyomon, simplesmente não da. Cada um é cada um e digimons não são diferentes.
Mas eu ainda estava P da vida.
—--- Sabe... ---- ele recosta a cabeça na parede fitando o teto amassando aqueles cabelos macios. ---- A verdade é que eu queria muito fazer igual você e dar uma bela surra no digimon pervertido e gritar ate meus pulmões explodirem com a Hikari.
Não evito dar um pequeno riso.
—--- É eu entendo o seu lado. Não só por causa disso do Patamon mas... A verdade é que eu não sei como você esta se controlando tanto com tudo isso.
—--- Nem eu.
—--- Tak o que ouve? Você surt... ---- o ruivo entra invadindo o quarto todo afobado parando de falar assim que põe os olhos em Taichi. Achei mesmo que ele fosse fazer uma cena de ciúmes desta vês, mas só estávamos sentados no chão conversando como dois caras normais.
Em um quarto escuro.
Mas não estávamos fazendo (e nem pensando) nada de mais! Eu juro! Desta vez eu juro mesmo!
—--- O TK esta com problemas igual eu.
—--- Ata... saquei. ---- senti mesmo que ele ia brigar com o líder, mas Taichi estava tão na dele que ele não tinha mesmo motivos para dizer ou fazer nada ali.
Mas acho que aquele pequeno momento de conversas com o líder era o que eu realmente precisava. Por que logo me toquei o quanto estava sendo egoísta e cego aos problemas dos meus amigos.
Tudo o que estava acontecendo no mundo...
Eu simplesmente ignorei, focando apenas nos “meus” problemas, “minhas” preocupações não me importando nem quando Hikari minha melhor amiga teve problemas, engravidou e ate oi sequestrada; nem mesmo agora que as coisas não estavam resolvidas.
Só que logo uma enorme explosão faz com que todo quarto trema.
Taichi sai correndo para ver o que era e nós o seguimos, e la fora podemos ver um gigantesco AndroKabuterimon devastando todo o cenário.
O gigantesco besouro vermelho era tão feros e assustador que quase não pude perceber um pequeno e frágil (comparado a aparência feroz do outro) Stingmon, que tentava proteger seu meste dos ataques do maior.
—--- Izzy ficou louco animal! ---- o líder não espera a resposta do amigo já partindo ate ele sendo seguido por um Agumon que logo se poe a brilhar tomando a forma de um Worgueymon bem atrevido que se poe entre os dois digimons insetos. ---- Chega desta palhaçada! Mas o que esta acontecendo aqui? ---- ele grita a plenos pulmões e o gigantesco bisouro para, mas não a fúria quase assassina de seu digiescolhido que literalmente cai matando em cima de Kem. Despencando do lombo de seu parceiro gigante sobre o pequeno a sua frente. ---- Izzy calma! Queto o que ouve? ---- o gênio estava bem fora de si, tirando sangue de seu alvo mesmo com o líder o arrastando de la na marra.
Toda aquela cena cobrou mais do que a atenção de todos ali.
Principalmente por que o gênio representante da sabedoria não conseguia juntar meia dúzia de palavras para se explicar.
Foi então que eu a vi ali...
Em um canto isolado com os olhos brancos e sem reação, quase sem vida e um Rockmon muito preocupado a seu lado chamando-a inutilmente.
Seu cabelo desgrenhado e as roupas jogadas por cima do corpo de qualquer jeito, recostada quase jogada com uma expressão de nada. Um olhar vazio quase com a saliva escorrendo de seus lábios entre abertos.
—--- Yolei? ----- “ela” se aproxima a notando ali. Era a única a o fazer alem de mim mas a violácea não a responde.
—--- O que ouve com ela? ---- a pequena ave avermelhada quase chorava de preocupação com sua companheira.
Sora então simplesmente a abraça e seus olhos voltam ao tom normal, a violácea pisca umas duas vezes e depois começa a lacrimejar e olhar Rockmon que a encarava preocupado, logo voltando a encarar a dona do amor e se esconder em seus braços.
—--- Me conta.... o que ouve. ----- a vos de Sora soa em forma de acalando se sentando junto da violácea que dificultosamente começa a falar em um tom tao baixo que quase não escuto.
=~^~ ºº~^~=
Eu não estava me sentindo muito bem com minha atual situação.
Claro que eu amava o Izzy isto pra mim já estava mais do que claro, mas eu não conseguiria simplesmente ficar trocando beijos e amassos por ai sabendo que estou fazendo outra pessoa infeliz, eu só não sabia exatamente como explicar, mesmo não sabendo eu tive uma conversa com Koushiro e deixei claro que ao menos gostaria que fossemos mais discretos, eu realmente não queria ter que ver toda aquela nevoa de tristeza nos olhos do Ken, acho que foi pedir demais para o meu atual namorado.
Ele tem razão, eu sei que sim, não podemos nos esconder para sempre por causa do Ken, mas infelizmente não foi uma conversa que nos conseguimos terminar pois Taichi acabou precisando dele e o chamou então eu fui para o meu quarto, estava com muita dor de cabeça, passei por Hikari que se preocupou com a minha cara, mas eu preferi não dizer nada sobre isto, ela estava com o Kazuo nos braços, preferi deixá-la cuidando dele e segui o caminho para o meu quarto.
Quando eu entrei no quarto eu senti um arrepio, um frio percorreu minha espinha, então eu notei que meu notebook estava ligado, mas eu não tinha mexido nele, tentei acender a luz, mas o interruptor não estava funcionando (que navio porcaria), dei de ombros desliguei o notebook e fui para o banho e por lá demorei um bom tempo perdida nos meus conflitos internos, fechei meus olhos e apenas aproveitei a água; queria sim viver um amor como este que me entende e fala minha língua, mas não queria ter que ver alguém sofrer por isto... Droga, mil vezes droga!
Infelizmente eu não podia ficar no banho para sempre, me enrolei em uma toalha pondo outra nos cabelos e sai do banheiro afim de passar um hidratante corporal e, vestir uma camisola leve para poder “tentar” dormir um pouco, se é que eu conseguiria dormir. Bom pelo menos Hawkmon estava se divertindo horrores, conheceu tantos Digimons legais que nem se lembrava mais de mim... Ri com este pensamento, mas...
Como assim meu noteboock estava ligado novamente? Que brincadeira de mal gosto era aquela com a minha cara?
—--- Tem alguém aqui? ---- perguntei nervosa segurando uma escova de cabelos para dar na cara do primeiro troxa que aparecesse ali. ---- Olha se for algum desafio de verdade eu desafio, se for uma travessura ou alguma peça que estão tentando me pregar, saibam que definitivamente este não é um bom dia! ---- então eu ouvi uma risadinha baixa atrás de mim e me virei para encarar a pessoa. ---- Ken?! ---- ele estava próximo as cortinas da janela, de braços cruzados e cabeça baixa, apertei instintivamente a toalha no meu corpo, não sabia o motivo, mas senti um medo horrível percorrer todo o meu corpo. ---- O que você está fazendo aqui?! ---- por quê eu estava com tanto medo? Não era nada demais; era apenas o Ken, ele estava estranho, sua postura parecia outra, as mãos enfiadas nos bolsos e uma risadinha sem sentido parecia...Não!
—--- A quanto tempo Inoue. Sentiu minha falta? ---- ele ergueu o rosto, seu tom de voz era outro, meu coração acelerou, eu queria correr, gritar, eu queria que fosse apenas um pesadelo.
Aquilo não era possível pois Oikawa retirou as Sementes das Trevas da cabeça de Ken para implantar nas crianças, então qual seria a explicação? Talvez aquele problema com os brasões. Claro...Os Brasões estão malucos e o do Ken é Bondade o oposto disto seria...
Seria alguém como...
Me perdi em meu medos e pensamentos e quando me deu conta ele já estava face a face comigo, como se fosse um fantasma.
—--- Kaiser?! ---- completei meus pensamentos em voz quase inaudível enquanto ele olhava dentro dos meus olhos com aquele olhar cheio de nevoa.
Meu deus! Que diabos estava acontecendo ali? Eu não tinha reação, estava em pânico, o que fiz para Kaiser sair do centro do inferno e vir atrás de mim?
—--- Sabe Inoue, você deve esta se perguntando o porque eu estou aqui. ---- ele deu a volta ficando atrás de mim. ---- A verdade é que eu já voltei faz um belo tempo e sabe de uma coisa, eu não tenho gostado muito do seu comportamento, você definitivamente não tem sido uma boa menina e sabe disto. ---- ele falou no meu ouvido, eu sentia que poderia morrer de tanto pavor. ---- Hoje eu só vim te levar para dar uma volta.
—--- Uma...Vol-ta?! ---- perguntei guagueijando e incrédula.
—--- Isto mesmo Inoue...Uma volta inesquecível! ---- ele falou e deu outra risadinha estramente maquiavélica e passou um de seus braços pela minha cintura sem me dar tempo algum para tentar uma reação e pressionou um lenço com um cheiro forte sobre o meu nariz, então tudo se apagou de repente.
Abri meus olhos lentamente e com muita dificuldade.
Minha vista estava embaçada, eu me sentia muito tonta, não demorou muito para que eu começasse a sentir um frio insuportável, então eu notei que estava apenas de calcinha, jogada em um chão frio e umido, minha primeira reação foi a de me encolher, me abracei as minhas pernas tremendo de medo e frio, repulsa, nojo do local onde eu estava, sem perceber procurei apoio para as minhas costas em um canto qualquer então senti as grades geladas contra minha pele, minha visão clareou um pouco mais, embora ainda sentia falta dos meus óculos, sem duvidas eu estava presa como um animal, eu não tinha feito nada para merecer aquilo e fiz a única coisa que eu poderia fazer no momento, tentei procurar por um trinco ou um fezadura qualquer. Percori toda a grade escura e enferrugad apesar de todo nojo e medo que estava sentindo.
Meu digivice na oestava comigo e eu não tinha como chamar ajuda.
—---Vejo que já despertou, agora as coisas ficarão emocionantes.
—--- Não seu imbecil! Estou dormindo ainda. ---- estava mesmo com medo de morrer ou sabe lá o que, mas eu ainda era a mesma e claro que eu respondi com raiva, para me calar só arrancando minha língua.
—--- Ora mas que atrevimento, vamos a primeira lição de bom comportamento. ---- os interruptores se acenderam de repente e eu pude ver Kaiser com perfeição, do outro lado das grades olhando para mim com aquele sorriso demoníaco.
Seu traje não era exatamente o mesmo de antes, mas os cabelos eram desgrenhados.
Tah bem eu devo admitir eu estava complemente apavorada, ainda tinha esperanças de tudo ser um pesadelo para me castigar de ter deixado o Ken definitivamente e estar sendo feliz com o Koushiro, praticamente no nariz dele, eu era uma péssima pessoa, mas aquilo não era um pesadelo.
Assim que fechou aquele sorriso macabro ele ergueu um espécie de controle em sua mão e apertou um botão, então percebi que eu estava usando uma espécie de coleira, senti porque assim que ele apertou comecei a sentir pequenas ondas de choques que saiam do aparelho e espalhavam-se por todo o meu corpo, no começo os choques foram suaves, mas depois ele começou a aumentar a carga, eu me contorcia de dor e pânico, não podia acreditar naquilo, eu queria que parasse, eu pedia e gritava para que parasse mas ele apenas ria e se divertia com a tortura.
Quando ele parou com a horrenda sessão de choques eu estava enrolada no chão da jaula, torcida como uma bola, meu corpo estava quente, mas o calor misturava-se com o gelo do local, aos poucos fui me recuperando, mas eu tinha gritado tanto que precisava de água então eu pedi.
—--- Eu preciso de água.
—--- Não consigo te ouvir! ---- ele respondeu sarcástico.
—--- Eu preciso de água! ---- gritei usando o pouco de força que eu ainda possuía.
—-- Vamos tentar mais uma vez, mas desta vez se coloque no seu lugar. ---- falou debochado e eu me recusei a responder. --- Tudo bem, se vai ser assim, se você vai dificultar as coisas para mim só torna tudo ainda mais divertido. --- virou as costas e começou a caminhar para longe.
—--- Ken onde você vai, não me deixe aqui. ---- ordenei e ele voltou em passos firmes e se agarrou as grades com violência falando entre os dentes.
—--- Não me chama assim, se não arranco sua língua! Eu não sou fraco, patético e chorão e não jogo pra perder!
Não joga pra perder...
...mas já perdeu o jogo há anos atrás.
Só pensei, sabe lá o que ele faria comigo se eu tivesse dito isto.
—--- Como devo lhe chamar então se não pode ser pelo seu nome? ---- questiono sarcástica.
—---Pode me chamar de mestre, não soa tão mal. — dis aquela asneira de forma completamente séria.
—--- Não vou te chamar assim nem morta. ---- respondi com nojo.
—--- Quero ver quanto tempo você agüenta até mudar de idéia.
Ele gargalhou e me da as costas, caminhando para longe e as luzes se apagaram , eu estava sozinha, com muito frio, meu corpo doía, minhas articulações pareciam afetadas pelos choques, minha sede só aumentava a cada minuto e eu não passava de uma cadela naquela jaula gelada e com aquela coleira horrenda, jogada naquele chão imundo apenas com uma calcinha fina, que nada me cobria.
Não sei dizer o que houve, mas com o tempo o medo, o frio e a dor, acabaram por me fazer desmaiar e quando eu abri os olhos novamente a iluminação estava fraca, meu corpo estava pesado e doía ainda mais devido ao frio e o contato com o chão duro. Esfreguei meus olhos, tremendo freneticamente e minha visão clareou moderadamente, só podia ser brincadeira, na minha frente tinha uma vasilha de cachorro e eu não precisei de óculos para ler o meu nome escrito. Aquele louco filho de uma p*%$#@**&%$* estava querendo me fazer de cadelinha dele era isto?
O problema é que eu estava com sede demais para bancar a orgulhosa então rastejei até a vasilha, com a esperança de que aquele nojento tivesse colocado água na mesma, mas estava vazia, então eu cai sedenta e desanimada, aquilo não poderia estar acontecendo comigo, mas estava, então eu ouvi a risada debochada dele.
—--- Parece que a minha cadelinha quer água é isto? ---- perguntou irônico.
—--- Por que está fazendo isto comigo? ---- perguntei no timbre mais forte e revoltado que conseguia pois estava mesmo muito fragilisada e me sentindo humilhada.
—-- Ora como porque? Só estou me divertindo. Sabe Inoue uma parte de mim te quer desesperadamente e isto é algo que tem me perturbado muito, aquela parte frágil e patética que constantemente sofre humilhações por parte de todos, o lado bom é que isto me deu a brecha perfeita para ter o controle da situação, então eu percebi uma coisa muito desagradável. ---- dizendo isso ele abriu as grades e entrou se abaixando perto de mim e segurando o meu queixo. ---- Eu percebi que eu também quero você.
—--- Como seu animal de estimação? ---- dei uma bela cuspida em sua cara com toda pouca saliva que pude juntar, mas em seguida tive uma crise de tosse.
Ele apenas limpou o rosto serio lambendo os lábios.
—--- Ora vamos, não seja dramática, só estou tornando as coisas mais emocionantes por aqui. Não sou tão cruel como você pensa e se comportar direitinho ganha recompensa.
—--- Você pode me matar se quiser, pode me torturar, me estuprar ou me deixar morrer de frio, sede e fome neste lugar imundo, mas eu não serei sua submissa se é o que você quer tentar fazer. ---- falei tudo na cara dele e esperei o pior, mas ele apenas abriu um sorriso.
—--- Eu sabia que você diria isto e sabe de uma coisa, normalmente um cara mal se comporta quando conhece uma garota legal, mas se ele não encontra a garota legal ele pode criar outro passatempo divertido, como bolar planos para infernizar a vida dos Digiescolhidos ou até mesmo seqüestrar um bebê com poderes que vão além da imaginação.
O que?
Era isto mesmo que eu estava ouvindo?
Ele estava me cobrando que escolhesse ser o brinquedinho dele para não fazer nada contra meus amigos?
—--- Está dizendo que vai seqüestrar o filho da Hikari se eu não me submeter a você? Você é doente!
Gritei a plenos pulmões em completo escárnio e repudia.
—--- É... você é muito boa para entender as coisas. Só não me deixe entediado, não estou pedindo demais. ---- Ele falou sarcasticamente a apertou forte a mão em meu queixo.
Eu sabia que o filho de Hikari seria alvo de cobiça, mas eu nunca imaginei nada do tipo, também não imaginei ser chantageada com algo assim.
Ele disse em todas as palavras que se eu não for o brinquedinho dele ele vai...Vai causar sofrimento aos meus amigos. Eu fiquei em silêncio não sabia o que dizer.
—--- Bem... Vou deixar você refletir um pouco, deve ser difícil para você. Eu entendo! ---- se levantou, mas antes que pudesse sair eu o chamei de volta.
—--- Tudo bem... Temos um trato. Pode fazer o que quiser comigo, só deixe meus amigos em paz.
E ele retirou a capa e jogou sobre mim, não consegui ter orgulho e me enrolei a ela como se minha vida dependesse disto, ele gargalhou.
—---Veja bem, já estamos começando a nos entender. Se souber se comportar direitinho além de garantir a segurança de seus queridos amigos, vamos nos divertir muito juntos!
Com isso ele acariciou meu rosto com a mão enluvada e eu queria mordê-lo e arrancar pedaço de tanto ódio que eu sentia.
—-- Agora volte a dormir, por enquanto, minha cadelinha!! ---- retirou a outra mão do bolso e novamente pressionou o pano úmido contra o meu nariz e tudo ficou escuro.
~~ºº~~
—--- Já chega.
A vos do líder se faz ouvir e assim ele PE poe pegando Yolei nos braços e a levando para dentro.
Posso ver que agora Izzy se encontrava parado sentando no chão atônito junto de meu irmão e Joe que pareciam tentar fazer com que ele reagi-se de alguma forma.
Todos os veteranos então seguem para dentro em completo silencio sendo seguidos por seus respectivos digimons.
Eu ainda estava sem reação pelo que ouvi...
—--- Vem. ---- a vozinha meiga de Patamon me encoraja a seguir os demais e com isso posso ver que Hikari deixava o pequeno hibrido nos braços do pai e nos seguia.
Assim que a porta se fecha posso ouvir um Daisuke irritado entre outros dos novatos querendo entrar e participar da conversa mas os digimons dos veteranos não deixavam.
Achei tudo aquilo muito desnecessário já que todos éramos iguais mas fiquei quieto.
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