Hedonismo

9 Como é que é?!?


Notas iniciais
Primeiro eu qro agradescer ao Zuko que me deu literalmente um texto completo que ele não iria mais usar. Que me ajudou muiiiiito neste desenrolar. Tenteni marcar o que era dele e o que modifiquei mas não ficou la muito bom. Então deixei uma coisa bem sucinta e quase invizivel, já que a trama não era em primeira pessoa muito menos um Yaoi. O Devaneio foi refeito e modificado pela leitorinha linda Wicca, que curte este gênero e me ajudou muito!

“*”Meses se passaram depois daquele dia completamente estranho da minha vida.

Estavam todos ali em torno de uma lareira a conversar e jogar trivialidades ao ar. Brincavam e comentavam fatos amenos de suas vidas e hora ou outra o assunto caia e voltava para relações amorosas. E quando isso acontecia Daisuke era o mais falante, sempre a dar indiretas, se que se pode chamar de indiretas a Hikari; que parecia não se importar.

O fato de ele não estar mais atrás de mim me incomodava um pouco porem tentava não demonstrar; afinal era o que eu queria: que tudo voltasse ao normal e finalmente estava voltando. Porem me sentia pior do que antes.

Ken por sua vez corava dos pás a cabeça toda vez que alguém, qual quer um que fosse, o olhasse quando este assunto estava em pauta. Porem, mesmo nesta situação ele não deixava de ser observador e perceber o ar superior que Hikari esboçava toda vez que Daisuke se vangloriava de ser bom em tudo.

Yolei é quem por fim nota as encaradas de Ken em direção da colega e o forra de um longo e extenso questionário. Mas seu nervoso ao se tornar o centro das atenções não o deixa responder; e o assunto “por sorte” morre ali.

—--- Vocês humanos se reproduzem de um modo estranho. ---- o pequeno digimon gato se faz ouvir, quebrando as risadas que caçoavam da timidez de Ken. Ela se acomodava nas pernas de sua companheira e boceja demonstrando estar entediada perante o assunto que os agradava tanto. ---- Eu não entendo por que gritam e gemem se gostam. Quando vocês gostam não riem?

A pergunta da digimon fez com que todos os olhos se voltassem a Hikari que se levanta envergonhada derrubando a digimon que logo reclama de seu ato. A onde mais a gatinha teria conseguido tal informação? E ela parecia bem à-vontade com a idéia como se estivesse acostumada a ouvir tais sons. Não posso negar minha mente a voltar a interrogar quem poderia ser o tal “pai” e tento a todo afinco não notar que esta passava a usar roupas mais largas por conta da barriga que se formava.

—--- O Tai...! ---- a morena se explica ainda de costas sem conseguir pronunciar meia palavra a mais, nem mesmo para se defender dos pensamentos curiosos de seus amigos

Porem ao ouvir o nome do veterano, gelo e permaneço no lugar como se tivesse deixado o corpo e fugido para bem longe. Gritos e gemidos. Estas palavras giravam em torno da minha cabeça e buscava um meio de não voltar o assunto a pequena gatinha. Porem aquele não era meu dia de sorte.

—--- Como assim? Você ouve muito isso lá na casa dos Kamya? ---- Daisuke é o primeiro a se prontificar, verbalizando o pensamento do grupo.

—--- Ah? ---- a gata que voltava a dormir se levanta e abre apenas um dos grandes olhos amarelos. Vendo que o interesse em seu relato era imenso ela se rende, e se levanta para falar; arrependida de ter dito e querendo voltar a dormir. ---- Algumas vezes... nos fins de semana no quarto grande ou no meio da tarde no quarto do Taichi. Eu não entendo... ---- era nítido que ela resolve tirar suas duvidas já que estavam todos prestando atenção nela. ---- Se eles vão se reproduzir por que não vi nenhum bebe novo? Não era para a Sora já ter um bebe do Taichi? ---- a pergunta faz com que todos se calem, eu sinto um misto de ciúmes e agradecimento por ouvir o nome de Sora porem o gelo na espinha por medo de ela continuar não me abandona. Como assim Sora e Taichi? E o meu irmão!!!

—--- Não é assim que as coisas funcionam.... ---- Yolei tenta argumentar, mas quando todos a olham ela se cala. Qualquer um a comentar qualquer coisa e ser olhado se calaria, todos haviam ficado muito envergonhados com o relato da inocente gatinha.

—--- Os humanos fazem isso por que acham gostoso não só para se reproduzirem. ---- a ave relata confiante, logo Yolei tenta silencia–lo, mas ele voa tornando o ato inútil. ---- Humanos procuram prazer em muita coisa diferente. Como jogos e conversas bobas na lareira.

Todos se entre olham notando a pureza dos digimons que amenos as “maldades” humanas pareciam não dividir as mesmas idéias. E com isso a maioria se alivia e volta a debater trivialidades rindo das mesmas. Porem noto que Ken ainda se perdia em pensamentos; a ave havia discernido perfeitamente sobre o assunto e resolvido o problema. Como?

Assumo que também havia ficado extremamente curioso com o fato. Como um digimon havia recebido tanto conhecimento sobre o “assunto”?

—--- Você esta bem Ken? Esta completamente pálido. ---- é o ruivo quem o questiona o resgatando de seus pensamentos de modo brusco porem espontâneo. Todos se voltam para eles mesmo mantendo seus próprios assuntos e conversas; e eu volto a temer.

—--- Olha só quem fala! ---- a violácea se pronuncia cortando as afirmações do ruivo afim de proteger seu namorado. ---- Parecia que você tinha morrido quando a Gatomon começou a falar. O que ouve afinal?

Suas palavras acertam a mim como adagas, e quase desfaleço no mesmo instante. Porem parece que eu não era o único naquela roda a sofrer com as palavras da violácea.

—--- Olha lá! Morreu outra vez! ---- ela se exalta vendo o brilho sumir dos olhos castanhos de Daisuke e se pondo a sua frente balançando a mão como se limpasse uma janela ou dispersasse uma densa nevoa. ----- Espera o que esta havendo aqui? ---- ela finalmente nota o semblante de todos haviam mudado ficando tensos com as questões sexuais postas na mesa. ---- Deixa pra lá... vamos mudar de assunto ok? “*”

Eu realmente me sentia mal em mentir para os meus amigos, e estranhamente me senti muito melhor naquele momento vendo que “todos eles” estavam escondendo algo também. Principalmente Hikari...

Apesar dos comentários da gatinha, a conversas estavam muito agradáveis e uma hora em que Hikari se afasta aproveito para tirar uma coisa que já estava entalada na minha garganta a muito tempo.

—--- Hikari. Podemos conversar sobre aquilo? ---- a abordo sem nenhum rodeio, e ela já me encara sabendo exatamente do que se tratava.

—--- Takeru eu... eu não quero falar disso.

—--- E vai esperar ate quando para tomar uma atitude? Hikari olha bem, já esta crescendo.

—--- E você acha que eu não noto? ---- ela exclama estranhamente mantendo o tom baixo; só ela tinha este dom de conseguir se exaltar sem se exaltar. ---- Mas eu não sei o que fazer.

—--- E por que não? Você já falou disso com mais alguém sem ser eu?

—--- Não.

—--- Jura? Hikari... Eu estou muito preocupado com isso. Isso não pode ficar deste jeito, sem ser cuidado sei la. Não da parar esconder isso o resto da vida.

—--- Eu sei disso mas... ---- ela respira fundo antes de continuar. ---- Você vem comigo hoje para casa? Eu vou contar para o maninho. Mas ele não será nada compreensível eu sei muito bem disso...

—--- Claro. Vou te dar apoio.

—--- Mas antes de irmos... Você tem que saber uma coisa sobre o pai. ---- e finalmente ela diz o que eu queria ouvir, nunca prestei tanta atenção em algo como nas próximas palavras dela; antes mesmo de fala eu já estava fazendo uma lista com os prováveis pais e os deletando um a um por que não encontrava lógica alguma em nenhum listado. ---- É que... Eu não consegui te contar ate agora por que... ele é... Ele é um digimon!

Um digimon? Foi o que eu ouvi? Ela disse mesmo digimon? As criaturinhas que nos acompanhas que são puras e fofinhas? Um digimon!

Não sei o que ouve apaguei.

Me perdi em devaneios... um Digimon pode fazer este tipo de coisa, como seria aquela parte deles? Estremeço-me um pouco ao me lembrar de dogimons como Greymon; não conseguindo compreender mais que um tipo estranho de zoofilia. Porem Angelmon... era outro assunto.

Alguns digimons tinham a aparência praticamente humana! Só possuíam alguns adornos... apêndices como caldas, asas ou ate mesmo armas e canos de metal. Mas ate onde sua anatomia era humana?

Me recordo erroneamente de Puppetmon, naquela época eu era apenas uma criança. Não iria entender suas falas com a mesma malicia que poderia agora. “Brinca comigo” aquilo era assustador. Mas hoje quando conto ao grupo o ocorrido Daisuke sempre faz uma gracinha de conotação sexual. Yolei o pontua e briga mas eu sempre vi graça.

Ate agora...

Digimons fazem isso?

Eu..eu nunca em minha vida cogitei como eles se reproduzem. E não tinha o menor jeito para perguntar isso ao Patamon. Fala serio ele também não deve saber de nada!

Meu parceiro digimon é o posso de onde se tira a inocência do mundo... coitado sendo o meu parceiro. Unf.
Digimons...

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Me lembro bem da casa de brinquedos de Puppetmon e de sua voz estridente atrás de mim pelos corredores.

Brinca comigo!

Brinca comigo!

Volto a aquela época agora grande tentando imaginar como poderia ter sido se a intenção dele não fosse me de matar.

—--- Humanos são seres muito curiosos. Tem tantas maneiras de brincar. ---- ele surge por de trás de mim como uma penumbra. Mesmo eu tendo crescido ainda o via um pouco maior do que eu assim como era na época em que o conheci; era como se ele também tivesse a capacidade de crescer. ---- Quero aprender “todas” elas.

Seu olhos brilham e tento correr de lá. ---- Patamon digivolve! ---- grito mas ele não estava do meu lado e Puppetmon me captura no meio do corredor.

Com os suas cordas ele pode me amarrar sem dificuldade me arrastando pelos corredores a assoviar alegremente de uma maneira psicótica que me lembro muito bem.

Aquilo assombrava meus pesadelos.

—--- Pronto esta na hora da diversão! ---- ele exclama olhando fixamente para mim e eu me retenho.

As cordas sobre mim serravam meus pulsos e arqueavam meu corpo segurando minhas pernas e imobilizando-me. Como mágica me vejo sobre uma cama e me espanto ao me descobrir completamente despido. O que estava acontecendo?

E ele se aproxima de mim violento; xeretando no meu corpo que era tão diferente do dele, apertando-o com aquelas mãos duras e firmes. (Começo a imaginar que gosto de violência).

—--- Para que serve isto daqui? É um joystick? ---- ele questiona ao “me” segurar por “ali” e começar a tentar ver como funcionava o tal do joystick. Estremeço com o toque firme e digamos "inocente" da criatura; não conseguia me livrar daquilo, estava bem preso com as pernas amarradas. ---- Ah você gosta disso? ---- ele nota meu rubor e continua a brincar a onde não deveria. ---- Acha mesmo que o mestre das brincadeiras não conhece esta?

Me viro surpreso me deparando com seu “ brinquedo” apontado para mim. Demoro um pouco para decifrar o que seria aquilo por conta de sua forma diferenciada.

Roda?

Se meche?

—--- Brinca comigo! ---- seu jargão ecoa pelos corredores pouco antes de meu grito.

Ele me segurava com a firmeza de Taichi, mas a sede de Ken e a ferocidade de Daisuke. Me contorço e estremeço com seus movimentos em mim, era impossível negar a voz de deixar meus pulmões.

Aquilo parecia ter vida própria.

Se remexia, estocava e vibrava.

Era incrível.

(acréscimos de leitor ao devaneio. ^_^)

O vai e vem naquela situação ensurdecedora me enlouquecia por completo; a sensação de vulnerabilidade completa, as frases de duplo sentido, e as habilidades incomparáveis de um "brinquedo". Sentia como uma marionete a ser moldada obedecendo as cordas que me prendiam.

—--- Ah...! Já cansou? ---- comenta um pouco desapontado ao me ver arfar. ---- Mas a brincadeira apenas começou! ---- ele pontua ao serrar os punhos e fazer um gesto estranho com os dedos, e logo me sinto erguer pelos cabos que prendiam braços e pernas. ---- Um... Esta vermelhinho aqui. E você esta vazando... ---- ele continuava a me explorar como se tudo em mim fosse novidade e muito divertido; se animando com cada espasmo ou reação exaltada minha.

Grito com todas as forças quando o sinto voltar a me invadir, mas já não possuía mais folego ou voz, soltando apenas um inaudível grunhido.

—--- Esta babando. Por que você esta babando? ---- sua voz fazia eco como uma agulha tornando impossível que eu esquecesse que era ele ali; sentia as pernas fraquejarem e tremerem.

Ele me punha: de lado, de frente, de costas; sempre preso as cordas como uma boneca, parando apenas para pensar em um novo modo de "brincar" comigo.

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—--- Takeru! Você esta bem? ---- ela me desperta de meus pensamentos como um soco na boca do estomago e eu quase quero mata-la.

—--- Eu? Sim eu estou sim! ---- exclamo tentado me recompor. ---- Eu só... Nossa! Eles...? Fazem isso? Nossa lógico que fazem que pergunta idiota. É que eu não imaginava!

—--- Eu sei. ---- ela pontua segurando um riso fraco ainda envergonhada e um tanto quanto arrependida de ter me contado. ---- Alguma idéia de como contar ao maninho?

—--- Não mesmo. Digo um cara normal já seria um problema! Mas... Eu conheço?

—--- Creio que não.

Ficamos uns dois segundos sem falar absolutamente nada.

—--- Você ameaço o Cody... o que disse a ele?

—--- O que isso importa?

—--- Posso conhecer o pai?

—--- Takeru! Mantenha um foco só!

—--- Sinto muito... minha cabeça esta rodando.

—--- Notei. ---- ela se cala. Eu entendo perfeitamente o que ela me dizia com o olhar. Era minha amiga de infância e queria me proteger de um infortúnio. ---- Pode sim...

—--- O que?

—--- Conhecer o pai. ---- ela afiram entre risos. Eu não estava mesmo focado. ---- Nossa isso te abalou em. Tudo bem... vingança. (risos) Eu fiquei muito chocada quando descobri do que você gostava.

—--- Em falar nisso... como...?

—--- Eu descobri? Fácil. Vi você olhar para o maninho. ---- ela ri. ---- Desculpa. Olha agora... você entende por que não posso ficar com o Daisuke?

—--- E como...

—--- Bobo!

—--- Ei vocês dois! ---- nos viramos surpresos com o sorriso maquiavélico que surgia nos lábio do pequeno Codi. ---- Deveriam guardar melhor seus segredos.

Notas finais
Sinto por este lemon fraco, senti dificuldade em fazer algo com um Digimon T_T (por isso tive tanta ajuda neste cap) mais pra gente tento algo mais... digamos "descente". Ps este baixinho é muito esperto.