Hedonismo

7 Ameaça de um Kouhai


Notas iniciais
Oiiiieeee! Como anda a vida de vocês? Sei que é estranho uma autora de lemon pedir isso a seus leitores nas notas mas... Vcs tem alguma historia lemon pra me indicar? Estou na caça de uma boa mas não acho T_T é fogo achar um lemon bem escrito snif...

As lagrimas dela escorriam com suas próprias palavras. Parecia que ter dito aquilo em voz alta havia piorado toda a situação, e tornado uma idéia e temor em algo real.

—--- Hikari como assim? Mas você nem estava namorando... que eu saiba. Por que estava namorando escondido? Calma! Vem... ---- tento acalma-la mas também havia ficado em pânico com seu relato, então a levo a uma área menos usada, atrás da escola aonde podíamos conversar em paz e nos acalmar juntos. ---- E ele? Ele sabe?

—--- Foi ele quem me disse... ---- afirma entre murmuros de seu pranto sentido. ---- Do nada... Simplesmente pos a mão na minha barriga e falou “como será que ele vai ser?”.

Não sei o que fazer. Sinto como se o filho fosse meu, por que tonteio e vejo o mundo girar, perco o ar o foco e todos os sentidos.

—--- Takeru você esta bem? ---- Yolei logo se aproxima de mim preocupada, eu estava no chão. Quando vim parar aqui? ---- Vem te ajudo a se levantar.

—--- Deu tontura cara? ---- só de ouvir a voz do ruivo vindo por trás de mim já é motivo para me arrepiar todo e sair de canto. ---- Calma. Ta tudo bem...

Claro que não estava.

Ele estava bem ali parado na minha frente e Hikari tinha acabado de me confessar que estava grávida. Como assim? Eu vou ter um infarto! Eu sinto que estou tendo uma crise neste exato momento.

E para ajudar Yolei ainda leva Hikari embora me deixando sozinho com o ruivo em um canto afastado. É hoje...

—--- Takeru... temos que conversar. ---- ele fala serio me impedindo de sair, e me pondo literalmente contra a parede. É hoje!

—--- Não temos não! ---- fujo.

—--- Temos sim. ---- ele me segura e eu me debato. ---- Para com isso! Quer chamar a tenção de todo mundo.

—--- Quero! ---- grito e me debato ainda mais. Ele não era o Taichi, não podia me segurar só com um braço como se eu fosse de papel. ---- Me largaaaaaaaaaa!

Todos olham para nós e eu saio andando.

Claro que fiquei envergonhado e me senti ridículo pela “seninha” mas... Eu tinha que sair de lá. Seja lá o que ele quisesse me falar eu não queria ouvir.

Volto para a sala de aula e lá fico ate o intervalo ter um fim. Agradeço por finalmente ter algo pior para me preocupar do que minha luxuria insaciável... Hikari estava com problemas graves.

Mas quando? De quem?

Fico absorto por estes pensamentos, sé despertando e dando por mim que a aula já estava a todo vapor. Daisuke me encarava com vigor enquanto Yolei o interrogava incessantemente, vibrante e árdua, possivelmente preocupada comigo.

Saio antes da aula acabar. Desculpa? Fui a biblioteca devolver um livro. Mentira! Só queria dar um perdido em Daisuke e ir a casa de Hikari. Escondido entre as prateleiras da biblioteca da escola um livro com um tema inoportuno me cobrou a atenção. A capa com temática extremamente sexual, ornava se com gravuras antigas e clássicas e eu não sabia decifrar serem do barroco ou renascentista.

Folheio algumas paginas e me deparo com termos que fazem meu coração palpitar. O livro não apenas defendia o sexo livre como também dava explicações se baseando em culturas antigas consideradas “para frente de seu tempo”.

—--- { Na antiga grécia era normal homens mais velhos terem relações com jovens. /-/ Em algumas culturas isso era um rito de passagem para uma maior idade. Isto é, se o jovem não se deitasse com um homem mais velho não seria visto como um verdadeiro homem. /-/ Em outras culturas havia a relação aprendiz e tutor a onde o mais velho recebia a alcunha de Erastes enquanto os jovens eram Eromenos.} ---- leio distraído algumas das citações sentado sobre o chão entre as colunas e não vejo quando alguém se aproxima sorrateiro por trás de mim se pondo a ler junto comigo.

—--- Deve ser bom... ---- a vozinha sempre tímida e ainda miúda dele me alarma e salto já me pondo em pé. ---- Tantos... Vão contra a família, governo... cultura taboo... Só para continuarem. Então imagino que deve ser muito bom.

Ele recolhe o livro e fica a me encarar.

Os olhos escuros sempre tão mórbidos não me deixavam decifrar o que ele pensava. Kodi sempre foi um mistério. E agora ele sabia o meu segredo.

—--- Mas eu não me imagino gostando destas coisas. Nem com garotas também.

—--- K-Kodi você...

—--- Só não faça mais com o Ken. Ele é namorado da Yolei. ---- aquilo me soou como uma ameaça, mesmo ele estando calmo e sereno como de costume engoli seco, como se me disse-se “se fazer de novo espalho para o mundo e acabo com a sua vida”. ---- Estamos entendidos?

Ele abre um saquinho e espeta o canudinho na caixa de suco e sai. Eu fui intimidado por uma criança?

Unf!

—--- Espera! Kodi. Temos que conversar eu... Yolei e Ken estão namorando? Eu... eu nem sabia.

—--- Começaram depois...

—--- Entendi. Mas você...?

—--- Ouvi? ---- ele me encara. Não sei por que tinha perguntado aquilo ou por que quis alastrar a conversa mas o fiz. Não podia me deixar ser intimidado por meio metro de gente. ---- Sim. Ouvi tudo e bem. Vocês falavam alto pareciam estar se divertindo então fui embora.

—--- Esta bem. Olha! Me... Me desculpa por aquilo eu... ---- eu ia falar o que nesta hora? ---- Não acho certo você ter ouvido.

—--- Se não fosse eu seria a própria Yolei...

—--- Ah vocês estão aqui! ---- e a própria violacea surge, me tirando a alma. E se tivesse sido ela a nos ouvir aquele dia como o pequeno Kodi comentou? Ela estava “atuamente” o namorando, isso quer dizer que a garota que ele choramingava era ela e eles tinham se rezolvido “logo depois”.

Fico pensando nisso durante todo o caminho; ela e Kodi falavam sobre algo. Alguma mentira que Hikari contou para explicar seu estado de lamuria, porem eu tinha outros assuntos na cabeça como o seu “verdadeiro” problema.

Me despeço dos dois e vou ate a casa dos Kamya, não antes de receber um olhar amaldiçoado do pequeno. Ele estava começando a me dar medo; e por poucos minutos me esqueço de a onde estava indo. Ate que “ele” abre a porta.

Estava sem camisa, com os cabelos molhados; provavelmente tinha acabado de sair do chuveiro e estava com aquele cheiro de caro novo. Era de propósito deus?

—--- Takeru? ---- ele se espanta porem um espanto normal, e me deixa entrar. ---- A Hikari acabou de entrar no banho. Vamos sair daqui a pouco ela não falou que você vinha.

—---- É que eu não avisei. Me desculpa volto depois.

—--- [Não! Espera ai] ---- o grito vem de dentro do banheiro e Taichi ri.

Aquele sorriso ainda me derretia, ele volta a seu próprio quarto para terminar de se trocar. Queria poder segui-lo e ficar lá dentro o admirando fazendo de conta que era inocente. Mas ele já sabia que eu não era nada disso. E como sabia...

—--- Vem cá. ---- ela me pega distraído a seguir o molejo do sempai e me arrasta ate seu próprio quarto.

Ainda estava molhada e os cabelos encharcados. Fecha a porta e nos tranca para dentro, estávamos sozinhos. Tinha apenas Taichi na casa e ele já sabia que eu ficar ali não seria nada de mais, mas mesmo assim me sinto errado ao vela retirar a toalha e enrolar os cabelos deixando o corpo todo a mostra.

Seu busto estava mesmo maior do que me lembrava, a cintura fina e quadris levemente marcados; a pele moderadamente morena em um tom de pêssego aveludado. Ela era linda, e sei que qualquer um mataria para ter o deslumbre daquela visão. Mas... quem o teve antes de mim?

—--- O maninho desconfia sabe... ele não encontrou camisinhas, mas desconfia que eu não seja mas virgem. Na verdade acho que ele sabe. Fica jogando verde entende. ---- ela se inclinava bem na minha frente sem pudor ou vergonha alguma, como se eu fosse outra garota parada ali. ---- Eu tenho que confessar uma hora. Afinal uma hora vai começar a crescer mas... como vou dizer quem é o pai? ---- ótima pergunta. Treina comigo! Quem é? ---- Falar com você realmente diminuiu meu nervoso.

—--- Fico feliz. Mas... ---- ainda ficava sem graça ao vela se vestir, mas não era como eu ficava nos vestiários. Se tratava mais de uma estranheza por ela me tratar assim de um modo tão natural e despreocupada. ---- O que você pretende fazer com isso? Já decidiu? ---- era muito comum garotas fazerem abortos, mas isso só com a companhia dos pais; normas para que as garotas não escondessem tudo.

Ela me encara como se eu tivesse dito uma afronta, e depois suspira se sentando ao meu lado.

—--- Sim e não. Tipo... Não acho que de certo... Eu não acho que vai dar certo de jeito nenhum. Nenhum dos “métodos” e também não sei o que vai acontecer agora.

—--- [Ei Hikari! O pai e a mãe já estão chegando é melhor o Takeru vazar daí!]

—--- Eu vou indo! ---- me levanto apresado assim que ouvimos a voz de Taichi, ela me abraça calorosa na despedida e ele me cumprimenta como sempre fez, um afago na cabeça e meu coração acelera.

Volto para casa imaginando quem poderia ser o pai da criança e por que Hikari estava dizendo aquelas coisas, porem assim que chego em casa...

—--- Itadaima! *cheguei em casa*

—--- Okaeri. *bem vindo*

—--- Ken! O que você faz aqui? ---- me espanto pondo a mochila sobre o sofá indo ate ele, eu ainda estava com as roupas de escola enquanto ele parecia completamente trocado. Espera ele tinha dito Okaeri sem o Nasai? Que falta de polimento é este?

—--- Sua mãe foi em um encontro com o namorado seu pai e o namorado dele. ---- ele afirma já se levantando e eu noto que a algo de errado em seu tom de voz. ---- Calma. Não fiz nada de errado, eu e ele fizemos um acordo. ---- vou me distanciando na pequena sala de apartamento, enquanto ele falava calmo e marcante. ---- Ele queria muito vir aqui e “terminar” o assunto com você. Mas não tinha coragem.

—--- Ken... Não! Aquilo foi um erro e nós não vamos fazer de novo!

—--- Mesmo? ---- ele me segura pelo rosto ficando perigosamente perto, era mais fraco que Daisuke podia joga-lo longe se eu quisesse. Se eu quisesse. ---- Vamos brincar só um pouco tudo bem? Ele é afobado de mais e eu... bem não quero ser muito violento na primeira vez com “ela” me ajude a treinar vamos.

O jogo longe.

—--- O que você pensa que eu sou?

—--- Solteiro. ---- o desgraçado fica a me observar de baixo e sorri. ---- Vamos lá. Não custa nada, você tem suas necessidades não tem?

—--- Sai daqui antes que eu te agrida. ---- não olho o que ele faz, apenas recolho minhas coisas e vou guarda-las no meu quarto.

Creio que esta minha atitude tenha sido muito mal interpretada por ele.

—--- O que você pensa que esta fazendo!? ---- extravaso toda minha frustração em um único grito, misturando raiva e surpresa, ao velo adentrar o recinto já se despindo. ---- Eu estou falando serio, saio já daqui! ---- mantenho o tom, não estava me sentindo nem um pouco tentado com aquilo. ---- Você esta estranho. Bebeu ou o que?

—--- Já disse que eu e ele estamos em acordo. ---- ele teima em se despir e eu vou ate ele o vestindo novamente; ele ri com minha atitude o que só me deixa ainda mais irritado. ---- Vamos lá não faça ele ter se entregado a mim em vão.

—--- Não quero nem saber!

—--- Esta tudo bem ai? ---- um cara estranho meio que surge na minha porta. Tomo o maior susto da minha vida e quase me escondo. Como ele tinha entrado? ---- Sou Shin Kido acho que você não se lembra de mim né. ---- ele sorri e nos cumprimenta. ---- Meu irmão me pediu para levar seu digivice e o patamon.

—--- O que? Pra que? ---- verdade, Joe tinha três irmãos mais velhos quais eu não sabia nada sobre e vivia a confundir quem era quem e esquecer completamente seus nomes.

—--- Foi a pedido de Koushiro Izumi pensei que já estivesse tudo certo. ---- ele se afasta da porta e fica a encarar Ken de soslaio; não demonstra nada nem curiosidade ou qualquer idéia que pudesse pairar em sua mente por estarmos no quarto daquele modo.

—--- Você saiu bem na hora lá no piquenique. E depois foi embora correndo, mas o Koushiro detalhou seus motivos ele esta vendo umas coisas e eu estou sem saco para explicar tudo outra vez. “Já dei” o meu e Wormmon. ---- o moreno fala com tom de malicia algumas palavras implícitas e o mais velho não consegue disfarçar ter entendido.

—--- T-ta bem. Vou pegar Patamon. Ele gosta de dormir na cama da minha mãe, acho que tem mais travesseiro e ele se esconde entre eles. Brinca de fazer toquinha. ---- alerto saindo e deixando os dois para traz no meu quarto.

Patamon estava mesmo dormindo entre os travesseiros e sinto pena em tirá-lo de lá.

—--- [Então é isso. Preciso de umas aulas.] ---- ouço a voz de Ke/nm e meu coração para na boca. Volto correndo e ate me esqueço de pegar Patamon. (ainda bem). ---- Ainda bem que voltou! Estava falando sobre “aquele dia” com o Shin.

—--- O que!? N-na não acredite em nada que este maníaco te disser! Ele é o Kaiser e esta só querendo...

—--- Calma Takaishi. Não tem nada de mais... ---- o mais velho fala com um sorriso que não consigo decifrar, meio vergonha e um pouco de outra coisa. Maldade? ---- Se querem saber algo sobre... relações entre garotos eu posso explicar. Vocês devem estar cheios de perguntas que não tem na internet.

—--- Ann... eu... ele... eu.

—--- Pode perguntar.

—--- Porque daquela vez deu certo e hoje ele esta renegando?

—--- Talvez ele já estivesse excitado no dia... vocês já sabem como gostam de fazer? Sabe o lance do seme ou uke entre outras coisas. ---- ele pontua de uma forma didática mas não perde o sorriso maldoso, começo a me tocar a onde iria acabar este papo. A onde sempre acabava...

—--- Não... eu nem sei se gosto. ---- o moreno afirma como se tratasse de um assunto formal comum como notas escolares ou algum programa de t.v. da moda. ---- Afinal foi ele quem caiu de boca e tudo mais.

—--- Ken! Cala esta boca!

—--- Calma Takaishi, o Ichijouji só esta relatando. ---- sinto sua mão sobre meus cabelos, um afago leve mas não como os de Taichi, este era amaldoso. Me afasto e olho para ele me deparando ocm um olhar de predador sobre mim; queria gritar e correr, porem minhas pernas voltam a tremer. Sera este tipo de cituaçao que me ecitava? ---- Não quer contar a sua verção? Ele esta muito confuso com o ocorrido.

—--- Eu eu... ---- tento me explicar mas as palavras não saem; e logo me assusto com uma abordagem nada sutil de Ken. ---- Ei! Para com isso já disse! ---- realmente ele não me excitava.

O moreno me agarra por traz aproveitando minha distração para retirar minha jaqueta escolar junto com a camiseta, mas o impeço antes que continuasse. O mais velho fica a assistir a tudo o que me deixava muito nervoso.

O noto umedecer os lábios e travo com este ato, o já era suficiente para Ken achar uma brecha e voltar a me atacar; ele literalmente me joga sobre a cama e retira o restante de minhas roupas. Eu não podia me cobri e ao mesmo tempo impedi-lo de se despir.

Estava ferrado.

Notas finais
Desculpe pela falta de lemon neste cap. Acabei estendendo os ocorridos. o Próximo vai ser só oba oba pra compensar o/