Heavy Rain
9 1 hora
Notas iniciais
Scott mantinha a arma apontada para Finn que ergueu os braços mostrando que estava desarmado
F – calma ai... Scott... o que ta acontecendo aqui?
S – você sabe que eu não vou mais poder deixar você sair...
F – quem é você? – Finn estava em choque por aquilo estar acontecendo — Por que ta fazendo isso?
S – sou Scott Sheppard... Marido e pai de Elisa e John Sheppard
F – Eu confiei em você...
S – Sinto muito Finn... Eu precisava fazer isso... Precisava achar alguém disposto a salvar a pessoa que amava... Eu queria ter tido essa chance, quando eu percebi que estava perdendo a minha esposa era tarde de mais...
F – mas essas pessoas Scott... por que?
S – elas também estavam se perdendo... – Scott respirou fundo — Eu amei tanto a minha família e eu perdi todos eles, um a um...
F – isso é loucura – Finn respirava pesado.
Sabia que precisava sair dali imediatamente, mas deixar que ele saísse não parecia estar nos planos de Scott
S – anda! Se ajoelha! – ordenou Scott
F – não faz isso Scott!
S – ANDA!
Finn ficou de joelhos diante dele, tinha certeza que morreria naquela hora, fechou os olhos, pensou em sua mãe, em seus amigos e finalmente em Rachel e Quinn, pedia mentalmente para que Deus permitisse que Quinn a encontrasse com vida, que as duas ficassem bem, para que tudo aquilo não fosse em vão.
Scott aproximou a arma de sua cabeça, mas ao invés de um tiro, Finn levou uma forte coronhada que o fez apagar imediatamente.
Scott não queria atirar nele, sabia que o tiro seria ouvido e prejudicaria a sua fuga, ele tinha outros planos. Saiu daquele pequeno cômodo escondido atrás do armário e trancou Finn lá dentro. Scott precisava se livrar de todas aquela provas de uma vez, aquele apartamento, e de Finn claro... sabia que se não fizesse seria pego. Foi até a cozinha e pegou duas embalagens de álcool, que despejou por todo o apartamento, depois foi até o fogão e abriu todas as bocas deixando que o gás saísse, era questão de tempo para tudo ir pelos ares. Scott pegou o que precisava e foi até a porta, aonde antes de sair acendeu um isqueiro e o jogou sobre o sofá, que pegou fogo rapidamente graças ao álcool e começou a alastrar as chamas por todo o apartamento.
Scott trancou a porta e saiu, desceu as escadas calmamente, não existia remorso, ele já não tinha mais noção do certo e o errado, somente um desejo insaciável de completar suas experiências, que não passavam de uma forma de suprir a dor que sentia pela perda de seus entes queridos.
Finn não passou de uma peça em seu jogo, manter ele por perto era poder acompanhar de perto o rumo das investigações, saber aonde estava fraquejando e fortalecer as pistas falsas que ele mesmo produzia, mas Scott estava surpreso, não pensava que Finn fosse capaz de desmascara lo, a própria policia não faria isso, tudo era meticulosamente planejado, todos estavam mordendo a isca acreditando que Quinn era o assassino. Ele estava indo bem, como detetive particular Scott se apresentava as famílias das vitimas que o entregavam de bandeja qualquer pista relevante, assim como Finn fez com o origami que encontrou. Scott transmitia confiança, reconfortava, e ainda ganhava das famílias o dinheiro com que mantinha seu jogo sádico, os pais de Rachel, por exemplo, nem imaginavam que financiavam a morte da filha quando confiaram nos serviços de Scott na delegacia. Mas ele não via dessa forma sombria, ele só queria completar seu objetivo, que na verdade não era matar, mas sim encontrar alguém capaz de dar tudo por alguém que ama.
Scott estava se dirigindo para o galpão aonde Rachel se encontrava, Quinn era a primeira, dentre todas as vitimas que fez que chegaria até a ultima prova, todos os outros, maridos, pais, namorados.. Todos desistiram no meio do caminho, mas Quinn estava totalmente entregue, não existia mais vida sem a Rachel.
Scott não sabia ao certo como se sentia quanto a isso, finalmente alguém tinha completado, mas ele tinha perdido muito naquele jogo em particular, quase foi descoberto, perdeu sua casa, sua estrutura, sua credibilidade, teria que sair dali e começar uma vida nova, ou quem sabe um jogo novo, em outro lugar. Além disso Scott teve que se livrar de alguém que não estava em seus planos, Manfred, seu velho amigo, Scott sabia que ele acabaria ligando as pistas e o entregaria a policia, por esse motivo ele foi a loja um pouco antes do horário marcado para o Finn passar la, e com uma chave de braço Scott o matou sufocado.
Além disso, outra coisa o perturbava, o fato dele ter descoberto que sua mulher era filha bastarda de um milionário local, ele estava com raiva, seu coração doía, sabia que se tivesse dinheiro na época poderia ter internado a mulher, ou até mesmo antes disso, ter lhe dado a estrutura necessária para que ela não perdesse o bebe, o que desencadeou a sua depressão. Charles não sabia, mas ele também era responsável por tudo aquilo, agora Scott tinha mais alguém para culpar além de si mesmo, Charles também podia ter salvado Elisa e consequentemente John, mas quando ele se deu conta disso também já era tarde de mais. Scott estava revoltado, por que as pessoas só enxergam os problemas quando não existe mais volta?
Lagrimas escorriam o seu rosto pelo caminho até o galpão, pedia para que sua esposa e filho o entendessem, culpava Elisa pela sua decadência, mas logo em seguida pedia desculpas mentalmente
“me desculpa meu amor... você sabe, as orquídeas são presentes pra você, e os origamis são para o John se lembrar de mim... fiquem comigo, atém o fim”
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Norman não entendeu muito bem a ligação de Finn, mas foi imediatamente checar aqueles dois nomes, era estranho, eles estavam mortos, que ligação teriam com a assassino? Foi quando Norman pegou a ficha do garoto, seu pai não estava morto, Scott Sheppard. Ele voltou correndo para o seu computador e rapidamente mandou mesclar a lista de nomes de todos os policias da corporação, que ele estava mexendo mais cedo, com a mancha criminal que ele tinha montado, baseado no endereço das vitimas. Vários pontos vermelhos de residências de membros, aposentados ou não, da corporação apareceram em seu mapa, mesmo assim ainda existiam centenas dentro da chamada “zona vermelha”, uma vasta área de onde provavelmente o assassino moraria. Então, ele mandou pesquisar “Scott Sheppard” e mal podia acreditar quando apenas um ponto restou em seu mapa, dentro da área esperada.
N – detetive Scott? – ele se espantou ao ver a foto com a ficha surgir na tela, Scott havia se aposentado a alguns anos da corporação.
Norman não fazia ideia dos motivos, mas diante da sua pesquisa tudo agora fazia sentido, era realmente alguém da policia, alguém que sabia como a investigação era conduzida e por isso não deixava rastros, alguém em que as vitimas pudessem confiar, já que, todas elas sumiram de lugares públicos em plena luz do dia sem existir nenhuma testemunha que falasse sobre gritos, ou sobre ter visto qualquer cena suspeita
[FLASBACK]
No dia em que a Rachel desapareceu
Scott — ta tudo bem meninas?
Q – sim! Vem Rachel...
Quinn se afastou com Rachel para uma conversa particular, Scott sabia que aquele era o momento certo, ele ficou a uma distancia segura observando a discussão, as vezes ele achava que Quinn ia ceder, mas a loira permaneceu firme pedindo para Rachel ir embora. Foi quando a morena saiu bem irritada pela chuva, e Quinn sentou no chão, seus olhos reviravam, ela estava passando mal. Scott se lembrou da sua mulher que se perdeu pelo mesmo caminho que a loira, desistiu da própria felicidade, deixou que ela fosse embora, se afundou no consumo do álcool e outras substancias, ele sabia como terminaria, a não ser que ele desse a ela uma segunda chance.
Scott foi correndo atrás de Rachel pela chuva e a protegeu com um guarda chuva que segurava
S – calma ai mocinha! Aqui é perigoso
R – eu sei! me deixa! – ela fez menção de sair mas ele a segurou
S – calma! Eu sou policial, eu te levo até em casa, esta chovendo muito... – Rachel o olhou com duvida, mas ele rapidamente tirou o distintivo do bolso
R – eu não moro longe daqui... Obrigada
S – não tem problema, é sério... Vou me sentir melhor se te acompanhar... Vem! – ele começou a conduzi la pelo parque até seu carro, a morena acabou cedendo
S – sua amiga não vem? – dissimulou enquanto abria a porta pra Rachel entrar no passageiro
R – não...
S – vocês brigaram?
R – ta tudo bem... Obrigada – ele fechou a porta e deu a volta no carro
Após alguns minutos dirigindo, Rachel começou a perceber que ele havia desviado o caminho que ela havia indicado
R – é... Eu acho que você não entendeu... Tínhamos que ter virado a três ruas atrás – Scott sorriu
S – calma... Eu preciso passar pra pegar uma coisa aqui perto e já te deixo, ok?
R – pode me deixar aqui, já esta bem mais perto.. – ela começava a ficar com medo
S – já estamos chegando... – ele insistia
Ele entrou com o carro na garagem do galpão, o muro alto impedia que qualquer um na rua tivesse visão do que acontecia la dentro, Rachel já estava apavorada, assim que ele parou o carro ela desceu com pressa
R – ok, obrigada.. Mas eu vou indo se não vou me atrasar... – Scott saiu e a segurou pelo braço antes que ela se afastasse mais do veiculo
S – calminha ai... Você não vai a lugar nenhum
R – me solta! – ela tentava se desprender sem sucesso – me solta! SOCORRO! – ele rapidamente tapou a boca dela
S – xiiiiiu – Rachel já chorava de medo, estava desesperada – agora você vai dormir um pouquinho... – ele tirou do outro bolso um pano com álcool e pressionou contra o nariz da morena até ela desmaiar.
[FLASHBACK OFF]
Norman viu na ficha de Scott que ele tinha dois imóveis na cidade, o lugar aonde ele morava e atendia aos clientes em um prédio no centro da cidade, e um galpão na área industrial de Ohio... Claro, só podia ser ali, Norman não pensou duas vezes, pegou sua arma e saiu em disparada da delegacia.
N – BLAKE! Vamos pegar o assassino... Rachel deve estar em um galpão do lado norte da cidade – Falava enquanto dirigia com pressa, em seu próprio carro, para o endereço que havia encontrado
B – já estamos rastreando Quinn, se ela for para esse lugar estaremos em sua cola
N – me escuta você tem que ir...
B – tenho que desligar – Blake interrompeu — é agora ou nunca! Vá para esse endereço que você encontrou e cheque suas informações! Estamos na cola de Quinn Fabray! – Blake desligou
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“vem Quinn, eu estou te esperando” ouvia a voz de Russel em sua mente.
Quinn não tinha escolha, pegou o frasco do veneno e o virou em dois goles largos em frente a câmera, ela se apoio sobre a mesa de cabeça baixa após arremessar o frasco com toda a força contra a parede, finalmente apertou o relógio para que o cronometro começasse a contar, a idéia de não poder passar uma vida ao lado da Rachel a destruía por dentro, por que ela tinha desperdiçado a sua chance quando teve? Quinn estava arrasada, porem havia felicidade em seu coração, estava acabado, agora só restava tirar Rachel de la e deixa la em segurança, era seu ultimo e único objetivo naquela uma hora de vida.
Seu celular apitou, finalmente as ultimas letras completaram o endereço
Quinn deu um sorriso fraco, ela tinha conseguido.
“Eu estou indo meu amor...” ela disse baixinho para si mesma, já não ouvia mais vozes, seu coração estava em paz, morrer pela Rachel parecia uma forma muito justa de morrer.
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Finn acordou um pouco desnorteado, sua cabeça doía pela pancada, ele se levantava do chão tentando assimilar tudo que tinha acontecido. Por debaixo da porta uma fumaça ia invadindo o cômodo aos poucos.
Finn olhou para seu relógio de pulso, tinha apagado por cerca de 20 minutos, ainda dava tempo de ajudar a salvar Rachel, mas ele precisava sair dali o mais rápido possível.
Pela janela a fuga era impossível, apesar dele estar no segundo andar e conseguir pular, aquela janela era muito pequena para que ele pudesse passar. Finn começava a tossir, havia muita fumaça la dentro, se aproximou da porta e viu que ela estava trancada, em um ato de desespero começou a chuta la com toda a sua força.. no quarto golpe a tranca cedeu e ele consegui abrir a porta. A sala já estava completamente tomada pelas chamas, ele se afastou da porta e encostou na parede do banheiro, protegendo o rosto como podia daquele calor e da fumaça que invadia agora muito mais rapidamente aquele pequeno cômodo. Finn estava completamente desesperado, não conseguia encontrar um caminho para sair com vida dali.
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Quinn chegou ao galpão, mal sabia que a policia a observava desde a casa aonde foi a ultima prova, eles esperavam o momento certo para aborda la, queriam ter certeza de onde a Rachel estava.
A loira adentrou o enorme portão de ferro até o estacionamento aonde deixou o carro, ela desceu com pressa e correu para dentro do edifício.
Era um espaço bem grande, cheio de entulhos e velhas maquinas por toda a parte, ao final do galpão ela avistou um pedaço em que chovia graças a uma enorme abertura no teto, só podia ser ali, Quinn começou a correr dentro daquele espaço até chegar e constatar o que tinha imaginado, agora ela reconhecia aquele lugar dos vídeos em que recebia, la estava o poço no chão, coberto por uma grade de ferro, Quinn se arremessou sobre ele
Q – RACHEL! RACHEL! EU TO AQUI, EU VOU TE TIRAR DAÍ!
Mas a morena estava desacordada, seu rosto estava parcialmente coberto pela água, era questão de minutos para que ela ficasse totalmente impedida de respirar. Por não obter nenhum tipo de resposta Quinn começou a se desesperar, a chuva não parava de cair sobre ela aumentando assim o nível da água
Q – Rachel, aguenta, eu vou te tirar daí! – a loira tentava abrir aquela grande de todas as formas, mas o enorme cadeado impedia que ela abrisse o poço, ela então se levantou em busca de uma forma de libertar Rachel.
Quando Quinn se virou, Scott estava parado diante dela, a loira se assustou.
S – eu procurei por muito, muito tempo... por alguém que fosse capaz de fazer o que a minha mulher não fez... do que eu não tive a chance de fazer... sacrificar a si mesmo pra salvar a pessoa amada – começou a se aproximar com as mãos no bolso, parecia calmo, trazia um sorriso sínico no rosto — foi quando eu me lembrei de você, que deu a vida pela sua namorada naquela noite... – Scott foi um dos carros que parou para ver o que havia acontecido na rodovia em que Russel morreu, naquela noite Quinn havia empurrado a Rachel para a calçada abrindo mão da própria vida para que a namorada vivesse... Por sorte o homem que pilotava o caminhão que vinha em sua direção consegui desviar um pouco o curso do veiculo, foi quando acabou atingindo Russel que vinha correndo atrás de Quinn. Scott nunca se esqueceu do rosto de Quinn diante de seu pai morto, ele tinha então encontrado o que procurava? Ele acreditou que sim... Aquilo mexeu com ele, que até pensou em parar com os jogos que tinha começado a pouquíssimo tempo, talvez aquilo fosse um sinal.... Mas dias depois foi noticiado pela TV que as garotas haviam se separado, Scott então começou a perseguir Quinn, ele se decepcionou muito ao ver que ela havia desistido, desistido da garota pela qual tinha dado a vida dias antes, em troca de que? Bebidas? Cigarros? Uma vida inteira de lamentações? Ele viu na Quinn sua própria esposa, ele sabia como aquilo acabaria... Foi quando ele decidiu dar uma ultima chance a ela a colocando em um de seus jogos.
S – você salvou Rachel naquela noite para desistir dela dias depois... ?
Q – todos essas pessoas mortas só para você achar alguém capaz de cumprir todas as provas? – Quinn fechou os punhos com raiva, revezava o olhar entre Scott e o poço, sabia que cada minuto era precioso ali, estava muito nervosa
S – só para achar alguém?! Você sabe o que é perder tudo que te importava para sempre? Ver a pessoa que eu amava definhar, saber que minha mulher podia ter salvo o meu filho e não fez? Você sabe o que é conviver com isso? – ele parecia perder o controle falando nesse assunto – acredite em mim... eu sofri tanto quanto cada uma dessas vítimas e seus familiares...
Q – eu já fiz a droga das provas, parabéns, você conseguiu... Agora liberte a Rachel!
S – sim... é justo... – tirou do bolso uma chave e jogou para a loira – para abrir a grade...
Quinn se voltou com pressa para o poço e o abriu, fazia força para levantar aquelas pesadas grades de aço, sua costela doía muito pelo movimento.
Scott tirou do outro bolso sua arma, ele estava com inveja da Quinn, pela segunda vez ela fazia o que ele nunca teve a chance de fazer, salvar quem ela amava... Scott apontou para a loira que estava de costas, projetada sobre o poço, enquanto puxava Rachel para cima.
Scott destravou a arma, Quinn nem percebeu, só queria tirar Rachel dali.
Foi quando Norman surgiu de trás de uma das maquinas do galpão e pulou sobre Scott fazendo com que ambos caíssem no chão, a arma acabou escorregando para longe dos dois que se estapeavam no chão. Scott deu lhe um soco no rosto e assim conseguiu tempo para se levantar, já não sabia aonde estava a arma então decidiu correr, foi em direção a uma escada que levaria a parte superior do galpão, Norman levantou em seguida e correu atrás dele, ambos sumiram daquele espaço, provavelmente a perseguição continuaria pelo telhado.
Quinn não parou um minuto sequer para prestar atenção nos dois, arrastou Rachel até a parte coberta, era só com ela com quem se importava. Rachel estava completamente gelada, ela não respirava. Sem pensar muito, Quinn iniciou uma respiração boca a boca na morena, intercalando com massagens cardíacas em seus peito, repetiu o procedimento 4 vezes, não havia nenhum sinal de melhora. Quinn tirou sua jaqueta e cobriu a morena, a puxou para o seu colo e abraçou com força enquanto afundava seu rosto no pescoço de Rachel
Q – me desculpa... eu falhei com você... por favor, me perdoa, eu te amo, eu te amo muito – seu choro era desesperado, seu mundo estava em seus braços, mas seria tarde de mais?
Foi quando Rachel abriu os olhos buscando ar com desespero, ela tossia, parecia engasgada, Quinn não podia acreditar, Rachel estava voltando diante de seus olhos.
Q – Rachel! Meu Deus! Rachel você esta viva...
Quinn a ajudou a se sentar, ela pois um pouco de água para fora, aos poucos a respiração pesada da morena foi se acalmando e normalizando, Quinn não conseguia parar de sorrir. A morena estava fraca, recuperando a consciência, ela se deitou no peito de Quinn que se mantinha sentada atrás dela , Quinn beijou a sua testa
Q – eu to aqui meu amor, tudo vai ficar bem...
R – Qui... Quinn... – a morena levantou o rosto para encontrar os olhos verdes, já marejados, da loira. Rachel estendeu uma das mãos e acariciou um lado da face de Quinn – eu sabia... eu sabia que você ia me encontrar...
Q – sim! Eu to aqui meu amor! Meu Deus, obrigado, você esta bem! – Quinn beijava toda a face da morena, foi quando se lembrou da ultima prova. Olhou em seu relógio e só restavam 5 minutos do seu tempo. Ela ouvia sirenes, barulhos de helicóptero, a policia já cercava todo o edifício, era questão de tempo para entrarem e tirarem Rachel dali. Quinn estava em paz, tinha conseguido, só isso importava.
Segurou o rosto de Rachel e olhou fundo em seus olhos
Q – Rachel, me escuta por favor... eu te amo, não importa o que aconteça, o que foi ou o que digam, eu te amo, nunca se esqueça disso, eu fiz tudo isso por você.. eu te encontrei, e tudo que eu quero é que você tenha uma vida maravilhosa como você merece, não quero que você desista, nunca! E eu quero que você me prometa que vai buscar a sua felicidade... me prometa Rachel – a morena assentiu – eu te amo, meu deus como eu te amo, me desculpa por tudo que eu te fiz passar, eu te amo – a loira voltou a beijar novamente toda a face da morena
R – Quinn, você vai ficar comigo pra sempre?
Q – eu prometo estar sempre perto de você... é uma promessa, e você sabe que eu nunca deixo de cumprir uma promessa. – Quinn chorava muito, se despedir da Rachel era difícil, ela não poderia ajuda la caso ela não tivesse forças pra seguir em frente, e tudo que Quinn queria era que ela continuasse.
Rachel segurou o rosto de Quinn e lhe deu um selinho demorado, Quinn fechou os olhos, pois todos os seus sentimentos naquele beijou, a morena não sabia que era uma despedida, mas sentiu que Quinn precisava daquilo naquela hora. Se abraçaram forte “Eu te amo, eu te amo” a loira repetia baixinho. Ficaram ali abraçadas por um tempo até que Quinn abriu os olhos e tomou coragem de olhar para o relógio, estendeu a mão e por cima do ombro da Rachel e olhou para o visor que marcava “1h 07min”
Q – eu não morri... – segurou o rosto de Rachel – eu não morri! Eu to bem! Eu to viva!
R – o que?
Q – eu vou ficar com você pra sempre! — Disse sorrindo, Rachel não entendeu nada – anda, vamos sair daqui, você precisa de um médico
Quinn se levantou e ajudou Rachel a fazer o mesmo, a morena estava muito fraca, se mantinha apoiada nela. Quinn fechou o casaco que tinha colocado em Rachel e pegou a morena no colo, Rachel se abraçou ao pescoço da loira que começou a caminhar com ela até a porta por onde tinha entrado
“SE RENDA AGORA, SAIA COM AS MÃOS PARA CIMA E CALMAMENTE OU INVADIREMOS O PRÉDIO” um dos policiais anunciava pelo megafone.
Blake ainda acreditava que Quinn era a culpada de tudo, afinal não ouviu nada que Norman tinha a dizer além do endereço do galpão que tinha descoberto, ele estava furioso, cansado de não conseguir pegar a loira, aquela história tinha que acabar agora.
Ainda chovia muito, já estava escuro, um helicóptero e alguns holofotes iluminavam a entrada do galpão, o país todo acompanhava pela TV os últimos momentos daquele caso.
B – a ordem agora é salvar a Rachel! Casei de brincar de gato e rato com a Fabray, fiquem posicionados prontos pra abrir fogo contra ela! – Blake passava as coordenadas pelo rádio.
Quinn abriu a porta, a luz forte a impedia de ver muita coisa, mas sabia que estavam cercadas de viaturas, caminhou alguns paços com Rache até que colocou ela no chão, ela colocou sua mão ferida sobre a costela que ainda doía muito, mas Blake não sabia disso, e ver ela caminhando com uma das mãos sobre o próprio corpo o fez pensar que Quinn estava armada
“PARE AONDE ESTA” o policial do megafone ordenou e ela obedeceu, recoou calmamente dois passos e deu a mão para Rachel
Q – eu preciso de um médico aqui! – já não suportava a dor em seu corpo, ela não entendia por que ninguém vinha a elas
B – agora esta fácil... Ela esta no alvo? – Blake perguntava via radio a um dos atiradores
Atirador – positivo senhor
B – com calma, ao meu sinal... 3...2...
F – NÃAAO! – Finn invadiu aquele pequeno espaço e se pois diante da Quinn – NÃO ATIREM! A QUINN NÃO É O ASSASSINO! O ASSASSINO É SCOTT SHEPPARD E O AGENTE NORMAN, DO FBI, PODE CONFIRMAR ISSO, NÃO ATIREM! – Finn gritou para que todos os presentes pudessem ouvir, ele estava ofegante, todos estavam tensos, um silencio geral tomou conta de todos.
Atirador – Senhor Blake?
B – abortar! – respirou fundo — Encontrem Norman imediatamente, ele esta dentro do prédio! – Blake sabia que não podia prosseguir depois de Finn aparecer, apesar de não saber se Quinn era mesmo a assassina, a mídia o comeria vivo se cometesse um erro e sua carreira estaria acabada
Um grupo de policiais entrou correndo no galpão, enquanto isso Finn se virou sorrindo, respirou aliviado pela primeira vez em semanas, ele abraçou Quinn
F- conseguimos! Acabou!
Mas a loira não respondeu, estava pálida, com um olhar perdido, não estava mais aguentando de dor, sua visão começou a ficar escura e então Finn sentiu o peso dela cair todo sobre o seu corpo, ele a segurou
F – UM MÉDICO, UM MÉDICO AQUI!
R – QUINN!
[CONTINUA]
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=jFg_8u87zT0)
Só mais um capítulo! Estão gostando do final? era o esperado?alguém pedido? ultima chance!
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