Notas iniciais
gente.. desculpe a demora em postas, mas o enem, fim de ano, tudo isso acaba se tornando complicado tirar um tempinho para escrever, enfim, vamos ao que interessa... SASUSAKU IS CANON *------------------------------------------------------* TODOS ESSES ANOS SHIPPANDO O CASAL NÃO FORAM PERDIDOS, O CASAL QUE TANTO AMAMOS NÃO APENAS SUPEROU SEUS DILEMAS MAS FICOU JUNTO, FICARAM FELIZES ENFIM, ENFIM SAKURA PREENCHEU A VAZIA EXISTÊNCIA QUE HAVIA NO CORAÇÃO DO SASUKE E DEU A ELE A MELHOR COISA DO MUNDO, UMA LINDA CRIANÇA, ALGUÉM QUE ELE VAI PODER CUIDAR, UM PEDAÇO DO UCHIHA TOMOU FORMA E A FORMA DE UMA LINDA MENINA *---------* GENTE, EU AINDA TO EMOCIONADA COM ISSO *-----------------------------* mas então... agora que eu desabafei, vamos ao capitulo xD

Sakura estava aconchegada no peitoral nu do moreno, ele ainda estava um tanto quente, mas a febre alta e o suor excessivo haviam passado. Eles estavam ali a algumas horas, Sakura contou que havia feito de tudo para abandonar o hotel e até mesmo o país, mas aparentemente o destino a queria ali, e Sasuke mentalmente agradeceu ao destino, ela sabia que uma hora ou outra teria que ouvir todas as suas explicações, e não queria adiar isso, quanto antes soubesse de tudo, melhor, poderia saber o que faria com a informação a seguir.

Ela levantou o rosto e encarou-o, seria e confiante, enquanto ele a olhava da mesma forma, já sabendo a pergunta que viria após aquele olhar...

_Sua esposa não vai entrar aqui a qualquer momento e nos pegar na cama não é? — Perguntou quase sarcasticamente dando inicio ao assunto...

_Não, ela não vai.

Ele gostaria muito que ela entendesse seus motivos, mas não poderia negar que estava receoso quanto a reação da Haruno, ela olhou pelo quarto e logo voltou os olhos a ele...

_Não há uma peça de roupa feminina, uma flor, nenhum móvel sugerindo que uma mulher more aqui. Se você realmente mora aqui, mora sozinho, então onde está sua esposa? — Foi direto ao ponto, não aguentava mais esperar pela resposta...

_Eu gostaria de poder responder sua pergunta... — Começou ele em um tom seco... — Mas não a vejo pessoalmente deve haver quase de dois anos...

_E diz ser sua esposa?

_Sim. Oficialmente sim. — Ele respondeu e viu Sakura se afastar, sentando-se a sua frente o encarando, esperando que ele continuasse. — Entramos com o divorcio alguns meses depois do inicio do casamento, e isto vem se estendendo todo esse tempo...

_Espere. — Disse ela mostrando-lhe a palma da mão... — Por que se casou para inicio de conversa. Você mesmo me disse que nunca havia se apaixonado por ninguém...

_E não me apaixonei, na verdade, de todas as mulheres que passaram por minha vida, ela foi a única que eu se quer simpatizava. É irritante e abusada, vulgar e egoísta, confesso que fiquei até feliz quando ela decidiu ir embora.

Sakura franziu a testa, não estava entendendo aquilo direito, era muito complicado, levantou-se e olhou pela enorme parede de vidro, o céu estava cada vez mais limpo, ela pensou por alguns minutos e não conseguiu incorporar aquelas informações no quebra-cabeças, até ouvir a voz de Sasuke ainda na cama observando-a...

_Sakura, acho que terei que lhe contar tudo desde o começo, para que consiga entender...

_Seria ótimo, porque não faz sentido.

Sasuke levanta-se e caminha calado até o guarda roupas, ele vestiu uma camisa preta, e pegou um porta retratos guardado na parte superior, caminhou a passos lentos em direção a ela e entrega-lhe a foto em mãos, sentando-se na mesa em frente a janela, Sakura olhou para o porta retratos, havia um casal e duas crianças, ela reconheceu de imediato os cabelos espetados de Sasuke, e o menino a seu lado tinha os olhos de Itachi, era uma foto da família Uchiha, a mulher tinha os cabelos compridos, negros e lisos, Sasuke com certeza havia herdado o tom de seus cabelos, os olhos dela também lembravam os de Sasuke, em sua cor e forma, mas ela tinha olhos doces e meigos, a pele branca e um lindo sorriso, era uma linda mulher, a seu lado, havia um homem com olhos que também lembravam Sakura os do Uchiha mais novo, eram sérios, e quase inexpressivos, com rugas embaixo dos olhos, e um ar de superior, seu cabelo era negro também, mas um tom acima, quase castanho, ele parecia feliz, Sakura não soube dizer o porque, já que o homem na foto não esboçava nenhum sorriso...

_Seus nomes são Fugaku e Mikoto Uchiha, são meus pais... — Começou ele.

_Sua mãe era linda. — Disse ela enquanto se sentava na cadeira a sua frente, do outro lado da pequena mesa...

_A mais linda de todas, e a melhor mãe de todas também, foi bem difícil quando ela morreu... — Ele fez uma pesada pausa e a Haruno não ousou quebrar o silencio... — Meus pais se conheceram muito jovens, e não demorou muito para que se casassem, meu pai era formado em comercio exterior, ele então abriu seu primeiro hotel logo depois disso, não era nada comparado aos hotéis que temos hoje, mas o lugar estava prosperando cada vez mais, e quando minha mãe se formou medica, os hospitais não eram uma opção, já que ficavam longe e eram muito caros, as pessoas começavam a hospedar-se no hotel para receber os cuidados de minha mãe, então, meu pai decidiu abrir um hospital, ele tinha sua medica chefe afinal... Eles juntaram um bom dinheiro, compraram um bom terreno, construíram um local amplo, e assim nasceu o primeiro Heavenly Soul, o primeiro filho de meus pais...

Ele sorriu a concluir a frase, quase imperceptivelmente, mas não passou despercebido aos olhos verdes dela, e olhou para o céu, Sakura quase pode ver em seus olhos as doces lembranças que povoavam sua mente naquele momento...

_Logo o lugar estava pequeno, precisavam de mais médicos e para completar, minha mãe ficou gravida, quando Itachi nasceu eles começaram a construir um segundo hospital, do outro lado da cidade, os negócios estavam prosperando de uma maneira quase inacreditável, tanto o hotel quando os dois hospitais, quatro anos se passaram e eu nasci, junto com o segundo hotel, vivi apenas um ano e poucos meses aqui, e as brigas que já existiam entre meus pais pioraram, minha mãe pegou eu e meu irmão e voltou para a França...

_Porque brigavam tanto? — Perguntou Sakura curiosa...

_Minha mãe tinha um grande coração, e meu pai, estava mais preocupado com os negócios, minha mãe dizia que ele não dava bola para meu irmão e eu, depois de uma briga, ela decidiu que não faríamos falta para ele, e foi embora...

_E ele foi atrás dela... — Enganou-se Sakura...

_Não. Ele tinha perdido a sua medica chefe, precisava ficar e reorganizar as coisas... A primeira vez que vi meu pai eu tinha cinco anos, foi a primeira vez que ele veio nos visitar, e apesar das brigas, ele e minha mãe se amavam, não havia como negar, bastou dois dias para eles ficarem juntos novamente, ele convidou minha mãe para voltar, mas ela achou que ele só a queria como medica novamente, eu me lembro daquela briga, foi realmente feia... Meu pai voltou para o Japão e decidiu esquecer de vez minha mãe, foi quando ele se casou novamente, seu nome é Samui, ela tem olhos azuis e cabelos loiros, acho que meu pai a escolheu exatamente por não lembrar em nada minha mãe, é uma mulher muito inteligente não posso negar, mas quando quer alguma coisa, não mede esforços para conseguir. Meu pai levou bastante tempo para ir nos visitar de novo, acho que ele não conseguiria olhar nos olhos de minha mãe e dizer que estava casado, ele escolheu o mês em que minha mãe havia viajado para ir ver meu irmão e eu na França, mas seu plano foi por agua a baixo quando minha mãe voltou mais cedo para casa...

_E deixe-me adivinhar... eles se amavam...

_Exatamente, misteriosamente meus pais sumiram por horas, e quando voltaram pareciam um casal de adolescentes, depois daquele dia meu pai ia todos os meses para a França, apesar de eu não vê-lo sempre...

_E a esposa nova dele? — Perguntou Sakura

_Da parte de minha mãe, ela parecia feliz com a ideia, ela e meu pai passavam pouco tempo juntos, e não havia tempo para discussões, ela não parecia se importar em dividi-lo com Samui.

_Eu me importo em dividir o que é meu. Vamos deixar isso bem claro aqui. — Sakura o interrompeu e o fez rir...

_Samui pensa como você, ela começou a achar estranho despois de um tempo meu pai ir todos os meses para a França, mas meu pai sempre criava empecilhos para ela ir, ele conversou com um amigo, para trancar seu passaporte, então, ela conversou com um "amigo" — fez o sinal com as mãos. — Para ele ajuda-la com isso, e então ele mandou seu filho com meu pai, obviamente esse homem era muito mais próximo a meu pai do que ela pensava, e foi quando eu conheci Gaara, ele ia quase todos os meses com meu pai, e ficamos muito amigos, e Samui ficou mais confiante, não sabia ela que assim que eles chegavam na França, eu, Gaara e Itachi viajávamos no dia seguinte, e meus pais ficavam sozinhos por uma semana ou mais, até voltarmos. E assim basicamente foi minha infância, Itachi se mudou para o Japão depois de se formar em medicina, e assumiu os hospitais junto a meu pai, depois de alguns anos, me formei em administração de empresas e me vi obrigado a voltar a morar no Japão. Nessa época nossas posses já haviam aumentado muito, tínhamos mais de dez hospitais, três deles no Japão, e quase o dobro de hotéis. Meu pai não tinha mais desculpa para ir ver minha mãe e isso não durou dois meses, nessa mesma época ele descobriu que estava seriamente doente e não queria mais perder tempo, ele pediu o divorcio a Samui, e trouxe minha mãe para morar com ele quase imediatamente...

Sasuke baixou a cabeça e bagunçou os cabelos, e aquele gesto fez Sakura perceber que foi ai que as coisas começaram a complicar, ele voltou a olha-la e continuou a falar...

_Samui não gostou nada disso, afinal, ela havia ficado casada com meu pai por anos, e agora ele simplesmente a colocaria para fora, e pior que isso, ele não queria deixar nada para ela, e ela sabia disso, a essa altura o casamento dos dois só se baseava em dinheiro, ele fez questão de jogar em sua cara que ela sairia sem um dólar no bolso, mas os advogados diziam que ele não poderia fazer isso, foi ai que eu entrei na historia, os advogados sugeriram para meu pai que passasse toda a fortuna para os seus filhos, ela não teria como tirar nada de nós, mas meu pai e Itachi sempre brigavam e ele achava que Itachi roubaria tudo, afinal, Itachi é tão apaixonado pelos hospitais quanto ele era, então, ele passou tudo que nossa família possui para o meu nome. Samui descobriu e fez questão de abrir novos processos contra nós. Um dos advogados de meu pai achou uma saída então. Samui tem uma afilhada, e como solução, eu, herdeiro de tudo, casaria com esta afilhada, e mais para a frente herdaríamos tudo igualmente, o que era muito mais do que ela conseguiria se tivesse que dividir tudo comigo, meu irmão e minha mãe, ela aceitou na hora...

Sasuke realmente não parecia nada feliz com essa parte da historia, mas tinha que continuar, afinal, ela estava ali, esperando essa continuação...

_Meu pai conseguiu comprar os advogados de Samui, ele não era nada honesto quando queria, e esse advogado fez minha futura esposa assinar um papel abrindo mão de toda a fortuna Uchiha em caso de um divorcio, e ela assinou no meio de tantos outros papeis que nem percebeu. Eu a conheci dois dias antes de nos casarmos, e confesso que se eu a tivesse conhecido antes disso, não teria aceitado esse acordo ridículo, ficamos morando juntos por dois meses e eu simplesmente não aguentava mais aquela mulherzinha. Meu pai faleceu, e foi um momento difícil para nós, principalmente para minha mãe, e no fim de semana, minha adorada esposa juntou suas coisas e se mudou para o Havaí com um modelo de cuecas, ela abriu o processo de divorcio de lá e descobriu que tinha assinado o papel de separação de bens, como eu herdei tudo antes de me casar com ela, ela não teria direito a nada, mas então, ela entrou na justiça alegando que foi enganada por meus advogados e nunca viu que havia assinado tal papel. Quase um ano se passou e minha mãe, que havia ficado doente com a morte de meu pai, não aguentou, os médicos dizem que ela morreu de tristeza... foi muito difícil, tanto para mim, quando para meu irmão perde-la dessa maneira...

_Sasuke... e a sua esposa? — Perguntou ela tentando faze-lo pular a parte que o deixava triste...

_Eu dei continuação ao processo de divorcio... — Aos poucos o semblante triste sumia de seu rosto... — Estou tentando me separar dela desde então, mas ela sempre consegue alguma coisa para evitar isso, a alguns meses atrás, um mês antes de eu conhecer você, ela conseguiu uma ação judicial que impedia legalmente que eu tivesse relacionamentos íntimos com qualquer outra mulher, ela alega que eu estaria usando o dinheiro que pertence a ela com outras mulheres, e se eu quebrasse esta ação eu corria o risco de perder toda a nossa herança para ela, eu estava saindo do país quando conheci você, justamente para evitar que eu me envolvesse com alguém...

_Quer dizer que... por minha causa, você arriscou tudo que tinha? — Perguntou para ter certeza de que tinha entendido direito...

_E eu arriscaria muito mais se o tivesse... — Completou ele com um tom apaixonante na voz...

_Mas, então só de eu estar aqui... — Ele a cortou...

_Não, a algum tempo atrás, Amaya e Gaara assinaram um papel alegando que quem havia saído de casa era ela e não eu, e que estava vivendo com outro homem desde então, e meus advogados conseguiram eliminar essa ação judicial...

_Então esse casamento se resume a dinheiro..?

_Basicamente, sim, ela e Samui não querem desistir de conseguir nossa herança, elas realmente não parecem que vão desistir...

Sakura levantou-se da cadeira e caminhou até o tapete branco aos pés da cama, ela achou aquela historia absurda, mas a única coisa que poderia fazer era acreditar nele, queria acreditar nele, olhou novamente o quarto, e virou-se, encarando-o nos olhos, ele definitivamente não estava mentindo, podia ver isso em seus olhos, mas mesmo com todas as lacunas, algo definitivamente não se encaixava ali...

_E você? — Perguntou perdida em pensamentos, e viu quando a sobrancelha dele se arqueou, sem entender a pergunta...

_Como assim?

_Você, Sasuke, você me contou o que aconteceu com seus pais, e os problemas que o dinheiro lhes trouxe, mas e você? o Sasuke que eu conheci não se deixaria levar pelos outros assim. Seu pai disse que você iria se casar e então você simplesmente se casou?

Ele riu pelo nariz, pensando no quão ridículo parecia tudo aquilo na voz dela, podia ver em sua mente os olhos repreensores e amedrontadores de seu pai sobre ele, sentiu novamente a incapacidade que sempre teve de dizer não a seu pai, quase podia vê-lo brabo no canto do quarto o encarando, havia sido exatamente por isso que Fugaku havia o escolhido ao invés de Itachi, ele fazia tudo que seu pai mandava, quase sem questionar...

_Eu não tenho defesa quanto a isso. — Simplesmente respondeu.

_Ok. — Contentou-se ela, mas encarou em seus olhos e perguntou... — Mas e ela? Sua esposa?

E desta vez, não aceitaria uma resposta rasa. O Uchiha absorveu aquele olhar, e quase relutante respondeu...

_Chama-se Karin.. Uchiha. — Sentia nojo em colocar seu sobrenome junto ao dela... — Pelo que eu sabia, ela estava morando na Indonésia, mas a algumas semanas atrás, ela me ligou, disse que estava voltando, provavelmente porque ela viu que meus advogados conseguiram revogar muitas das ações colocadas sobre mim e meu irmão.

_Quer dizer que ela pode sim aparecer a qualquer momento?!

_Ela me ligou a semanas atrás, acho que se realmente estivesse a caminho já teria chegado ou pelo menos me dado algum sinal de que estava por perto. O dinheiro está diminuindo ela deve estar apavorada.

_Interesseira ou não, ainda é sua esposa

_Sakura, em muito breve, ela deixará de ser, e mesmo se não fosse assim, ela é uma pessoa da qual sempre irei querer me manter longe, é uma pessoa ruim, interesseira, vulgar, incrivelmente repugnante, e se você aflora o melhor que há em mim, ela trás a tona o contrario...

_Isso faz de mim a outra...

Ela parecia nem ter escutado o que ele acabara de falar... Sasuke levantou-se e pegou-a pelo braço, fazendo a mulher dos cabelos cor de rosa virar-se e encara-lo, ela parecia estar achando tudo aquilo uma incrível piada de mal gosto, mal podia acreditar naquilo, perguntava-se se não era uma pegadinha, mas então encarou os olhos negros a sua frente, eram sérios e profundos, seus pensamentos voaram para longe, tinha que acreditar naqueles olhos, não importando o quão absurdo seria a historia que eles lhe contariam, aqueles olhos faziam-na sentir-se despida de qualquer duvida, ele tocou seu rosto, segurando-a pelo pescoço, enquanto aproximava seus rostos, como ele ainda tinha tal efeito nela, ela não sabia responder, mas congelou-se como da primeira vez que ele a olhou daquela forma, a voz sensual, mesmo baixa, tomou conta do local...

_Você nunca será a outra, pelo contrario, você sempre será a única. A única que chegou até aqui, a única que despertou algum sentimento em mim... A única que chegou a meu coração...

Notas finais
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