Heaven and Hell
12 Wind of Change
Notas iniciais
Era manhã no bunker e Sam, Dean e Castiel ainda reviravam os papéis e arquivos na sala recém descoberta pelo anjo e por Mia na noite anterior.
Os três tinham passado o resto da noite e a madrugada ali, procurando por um ritual que fosse capaz de localizar a graça de um anjo.
Sam e Dean estavam sentados em duas cadeiras, que haviam levado para lá no começo de tudo aquilo, e Castiel estava em pé perto de um dos arquivos.
Tanto os caçadores como o anjo folheavam os papéis, que retiraram das pastas suspensas, e examinavam cada anotação contida ali.
Impressionado com a quantidade de informações, Sam perguntou:
— Cas, como foi que você e a Mia descobriram esta sala mesmo?
Ao ouvir aquela pergunta, o anjo ficou visivelmente constrangido e Sam e Dean arquearam as sobrancelhas aguardando uma explicação.
Por fim, Castiel desconversou:
— Algo me diz que vocês não vão gostar de saber.
Os irmãos se entreolharam confusos, mas logo deduziram o que aquilo significava. Então olharam para o anjo e também ficaram meio constrangidos ao imaginarem o que ele e Mia deviam estar fazendo quando descobriram aquele lugar.
Enquanto voltava a folhear o conteúdo de uma das pastas em seu colo, Dean concordou:
— Você tem razão. É melhor não contar.
Sam, por sua vez, jogou a pasta que examinava sobre um armário atrás dele e, enquanto levantava da cadeira, anunciou:
— Depois dessa, eu vou fazer um pouco de café.
Castiel sorriu levemente ao imaginar que se Mia estivesse ali, ela teria vibrado ao ouvir a palavra café. Mentalmente, ele desejava que desse tudo certo naquela missão e que a garota voltasse logo. A salvo, bem e de preferência trazendo consigo a Tábua dos Anjos.
Enquanto pensava em Mia, Castiel voltou a folhear os papéis da última pasta que havia pegado na gaveta, enquanto Sam passava perto dele e bocejava um pouco, devido ao cansaço que uma noite sem dormir e aquele trabalho tedioso lhe causara.
Quando o Winchester mais novo ia deixar o recinto, ele ouviu Castiel exclamar:
— Achei!
Imediatamente, Sam caminhou até ele enquanto Dean se levantava da cadeira e também se aproximava do anjo.
— Você está falando sério? — quis confirmar o caçula.
— Sim. — assegurou Castiel e quando Sam e Dean pararam do seu lado, ele colocou a pasta aberta sobre o arquivo, para que os dois pudessem ver um dos papéis, com algo escrito à mão por um dos Homens das Letras. Então ele explicou visivelmente satisfeito: — Está tudo aqui. A finalidade do ritual, os ingredientes necessários, a transcrição, o local e o horário em que ele deve ser feito para funcionar, tudo.
— Awesome! — murmurou Dean também satisfeito com aquela descoberta.
De repente, Castiel riu um pouco e refletiu:
— Se eu soubesse que tudo o que eu tinha que fazer para encontrar este bendito ritual era agarrar a Mia contra uma estante, eu não teria me feito tão de difícil quando ela sugeriu que nós...
— Ei, ei! — com medo de que o anjo terminasse aquela frase, Dean o interrompeu. — Eu posso viver sem essa.
— É, eu também. — apoiou Sam olhando para o chão por alguns instantes.
— O que foi que eu disse de tão grave? — indagou o anjo com certa inocência. — O que tem de mais em mim e na Mia...
— Cas! — interrompeu Dean novamente. E ao perceber que tinha a atenção do anjo, continuou: — Pelo visto além da sua graça, nós vamos ter que encontrar uma forma de recuperar um pouco da sua compostura também, não é?
Antes que Castiel respondesse qualquer coisa, ele pegou a anotação sobre o ritual e, antes de se afastar, avisou:
— Eu vou ver quais destes ingredientes nós temos aqui no bunker.
— E eu vou fazer aquele café. — lembrou Sam antes de seguir o irmão.
Enquanto observava os amigos deixando a sala, Castiel ouviu o mais velho sussurrar:
— Nem parece aquele anjo que ficou todo atrapalhado quando eu o levei para um prostíbulo e o joguei pra cima de uma das moças de lá.
Sam sacudiu a cabeça incomodado com uma imagem que lhe veio à cabeça e retrucou:
— Nossa... Até na biblioteca?! Esses dois estão passando dos limites, Dean.
— Ei! — protestou o anjo. — Eu e a Mia não chegamos a fazer nada aqui... — Castiel parou de falar quando os Winchesters aceleraram o passo e sumiram do seu alcance de visão. Então ele olhou tudo em volta, deu um leve sorriso e completou para si mesmo: — Ainda.
XXX
Enquanto isso, numa estrada longe dali, mais precisamente perto de Missouri, Natalie dirigia o Camaro em alta velocidade. Claire estava ao seu lado, com a cabeça encostada no vidro da janela. Mia estava no banco detrás, ao lado de Bobby, e segurava com cuidado, e até com certo carinho, uma garrafa térmica que tinha abastecido com café quando os quatro pararam em uma lanchonete, para fazerem a primeira refeição do dia.
Em dado momento, Natalie acelerou mais e o Camaro derrapou um pouco na pista fazendo todos os ocupantes irem para a frente. Mia teve que se esforçar para que a garrafa térmica não escorregasse dos seus braços e caísse no chão do veículo. Quando se recompôs, ela abraçou a garrafa com mais força e reclamou indignada:
— Natalie, pelo martelo do Thor, onde você comprou a sua carteira de motorista?! — a loira lhe mostrou língua pelo retrovisor e Mia provocou: — Agora eu sei por que o Dean reluta tanto em pegar carona com você. Não dá para condenar o coitado por ter amor à própria vida, não é?
Natalie lançou um sorriso debochado para Mia e revidou:
— Falou a garota que sempre se esquece do volante.
— Isso não é verdade. — protestou ela. Mas depois de pensar um pouco sobre aquela acusação, acrescentou: — Bem, pelo menos eu não me lembro de ter esquecido. Ou... Talvez eu tenha esquecido que eu esqueci do volante. Isso se eu esqueci mesmo, porque honestamente, eu não me lembro.
— Que papo mais maluco. — resmungou Bobby olhando ora para uma, ora para a outra.
Claire riu de tudo aquilo e, enquanto se inclinava na direção do rádio do carro, sugeriu:
— Ok, que tal um pouco de música?
— Ótima ideia, Sra. Moose. — aprovou Natalie.
— Não me chame assim. — reclamou Claire enquanto sintonizava as estações à procura de uma música interessante e Mia abria a garrafa térmica e bebia um pouco de café.
— Por que não? — questionou a loira olhando para a amiga de relance. Em seguida, ela voltou a olhar para a estrada, pensou um pouco e ponderou: — Tudo bem, eu sei que isso é coisa do Crowley, mas admita, ele é ótimo com esse lance de apelidos.
— Você acha mesmo... Sra. Squirrel? — provocou Claire fazendo Mia rir e se engasgar com o café.
— Ei, não me chame assim! — reclamou Natalie fechando a cara. Mas logo depois, sua expressão se iluminou quando Claire parou em uma das estações de rádio. — Ai meu Deus! Eu amo esta música! Não se atreva a mudar de estação ou eu te mato!
Claire ergueu as mãos em sinal de rendição e se endireitou no banco enquanto Mia tomava mais café para desengasgar e Bobby observava, um tanto intrigado, Natalie começando a cantar Wind of Change.
Ele também gostava da música, mas gostava de ouvir com o The Scorpions e não com Natalie, ou quem quer que fosse, cantando junto. E o pior é que Claire e Mia se juntaram à cantoria da loira formando um coral um tanto desafinado.
As três se moviam suavemente ao som da música e de vez em quando sorriam uma para outra, riam daquilo e assobiavam acompanhando a melodia.
Quando chegou no refrão, elas se empolgaram ainda mais e Bobby se encolheu um pouco no banco sentindo que seus ouvidos não aguentariam por muito mais tempo.
Natalie batia no volante, Claire na porta do carro e Mia simulava um microfone com a garrafa térmica quando Bobby se encheu de tudo aquilo, se inclinou para a frente, abaixou consideravelmente o volume do rádio e resmungou:
— Escutem aqui, sopranos, eu não voltei da morte para vocês me deixarem surdo, tudo bem?! Então parem com isso agora mesmo ou eu juro que coloco as três para fora deste carro e vou sozinho para esta porcaria de missão. — as caçadoras pararam automaticamente e se entreolharam um tanto assustadas e frustradas com a brusca interrupção. Depois de se acomodar no banco, Bobby resolveu mudar de assunto: — Muito bem, agora vamos falar sobre o plano.
Um silêncio se instalou depois que o caçador disse aquilo e era cortado apenas pelo baixo volume da música que o rádio continuava reproduzindo.
Achando que ninguém perceberia, e sem conseguir se controlar, Natalie começou a dublar a canção discretamente. Mas não demorou muito e ela se empolgou mais uma vez. Bobby percebeu e a encarou pelo retrovisor enquanto Mia e Claire continham a vontade de rir daquela situação.
Quando notou que o caçador a fuzilava com o olhar, Natalie parou o seu "número musical", se recompôs e pigarreou antes de concordar:
— Tudo bem, vamos falar sobre o plano.
Depois de mais um longo silêncio, Mia olhou para o lado e percebeu que Bobby a observava, com as sobrancelhas arqueadas, esperando que ela se manifestasse de alguma forma. Um tanto confusa, ela questionou:
— Sobre que plano exatamente você quer conversar? — o caçador estreitou o olhar na direção dela e Mia deduziu: — Oh! Certo! Sobre o plano que nós não temos.
— Nós ainda não temos um plano? — surpreendeu-se Bobby. — E quando exatamente as mocinhas iam começar a pensar em um? Antes ou depois de nós invadirmos a Biblioteca do Congresso?
— Antes, é claro. — respondeu Natalie achando estranho que o caçador tivesse feito uma pergunta tão óbvia. Mas ao fitá-lo pelo retrovisor e notar que ele tinha o semblante um tanto bravo, ela balbuciou sem graça: — Ah... Foi uma pergunta retórica, né?
Claire resolveu intervir:
— Olha, o que a Mia quis dizer é que nós não temos um plano, ainda, mas nós temos um pré plano.
— Que consiste em...? — quis saber o homem olhando para a filha.
Claire se mexeu no banco, de uma forma que pudesse ver o pai no banco detrás, e então explicou:
— Bem, o Kevin e a Chloe estão trabalhando juntos nisso. Ele pesquisou um pouco sobre a Biblioteca do Congresso e descobriu que ela foi construída sobre o terreno de uma antiga igreja. A Chloe conseguiu a planta do lugar e parece que o subsolo da igreja foi conservado, mas é uma área extremamente restrita, quase ninguém tem acesso ou conhecimento da sua existência. Então a nossa aposta é que se o Metatron escondeu mesmo a Tábua dos Anjos naquele prédio...
— Ele a escondeu no subsolo. — deduziu Bobby.
— Exato. — confirmou Claire. — Eu sei que não é muita coisa, mas pelo menos esta descoberta reduz consideravelmente a nossa área de busca.
— Tudo bem, mas como nós vamos entrar? — indagou Bobby.
— A Chloe está cuidando disso também. — respondeu a filha. — Não vai ser fácil, mas ela está procurando algum acesso ao subsolo na planta do lugar, alguma entrada que tenha sido desativada e por onde a gente possa entrar sem chamar muito a atenção. Eu sei que nós não temos muita coisa, mas vamos pensar positivo, ok? Vai dar tudo certo.
— Eu ficaria mais confiante se a clarividente aqui me dissesse que sonhou com isso. Que nós vamos conseguir recuperar a Tábua dos Anjos, que vai dar tudo certo nesta missão, essas coisas. — disse Bobby olhando para Mia ao seu lado.
— Desculpe, mas eu não tenho sonhado muito ultimamente. — confessou Mia. — Mas eu concordo com a Claire, vamos pensar positivo. É meio caminho andado. — todos refletiam sobre essas últimas palavras quando Mia recomeçou: — Agora vamos falar sobre a Xerife Mills.
— Nem pensar. — esquivou-se Bobby.
— Por quê? — estranhou Mia. — Sério, Sr. Singer, por que você reluta tanto em falar sobre a Jody. Ela gosta de você. De verdade. E eu sei que ela é correspondida. Então por que não se entregar de uma vez à chama deste amor maduro e instigante? O que vocês tem a perder, afinal?
Claire se endireitou no banco e fez um enorme esforço para não rir da forma como Mia falava aquelas coisas, e Natalie pressionou os lábios também contendo a vontade de rir daquele momento embaraçoso.
Constrangido, e ao mesmo tempo, mal humorado, Bobby retrucou:
— Não que isso seja da sua conta, mas a Jody já sofreu demais nesta vida. Ela perdeu a família por causa do sobrenatural. Não seria inteligente da parte dela se envolver com alguém como eu. Além disso, e o mais importante, é que nós somos apenas amigos.
— Apenas amigos? Sei. — duvidou Mia e em seguida tomou mais um gole de café e fechou a tampa da garrafa térmica. — E eu sou o Bozo. — falou baixinho.
— Sem ofensa, — disse Bobby imitando o jeito que a garota costumava dizer aquilo — mas eu não vou discutir a minha vida sentimental com uma menina que mal saiu das fraldas.
— Isso não é justo. Eu tenho vinte e cinco anos e já morri mais vezes que o senhor. Eu exijo um pouco mais de respeito. — protestou Mia um tanto ofendida.
— E eu exijo que você cale a boca. — rebateu Bobby.
Mia abriu a boca espantada com a grosseria e depois disse:
— Sabe, a Jody ia dar um jeito neste seu mau humor rapidinho.
Claire e Natalie não aguentaram mais e riram diante daquela conversa constrangedora, e Bobby, num movimento rápido e preciso, pegou a garrafa térmica das mãos de Mia e a protegeu com o corpo de uma forma que a garota não pudesse pegá-la de volta.
Mia olhou para a cena em choque e franziu a testa com medo do que Bobby planejava fazer com a sua garrafa. Claire e Natalie, que já tinham parado de rir, observavam a cena pelo retrovisor.
Foi então que Bobby avisou:
— Mais uma palavra e eu jogo esta porcaria pela janela. Mas, se você se comportar, então... Talvez eu a devolva no final da viagem.
Com tristeza, e apavorada com a ideia de que Bobby cumprisse a palavra se ela dissesse mais alguma coisa, Mia cruzou os braços contra o peito e se encolheu um pouco no canto do banco, evitando assim olhar para ele.
Ver aquela cena amoleceu o coração de Bobby e ele ficou olhando para a garrafa nas suas mãos por alguns instantes enquanto pensava. Logo depois, ele a estendeu na direção de Mia, que sorriu, pegou e abraçou o objeto rapidamente.
Quando ela ia abrir a boca, o caçador lembrou:
— Nem uma palavra ou eu pego de volta.
Com receio de que ele fizesse mesmo aquilo, Mia desistiu de se pronunciar e permaneceu em silêncio. O que era uma tortura para ela. Mas tortura maior seria ficar longe da sua bebida favorita, então ela decidiu que faria aquele esforço. O que não significava que ela tinha desistido de juntar Bobby e Jody. Disso, Mia não desistiria nunca.
A garota sorriu levemente ao pensar nisso. Em seguida, Natalie aumentou um pouco o volume do rádio e o silêncio já não era tão absoluto no veículo.
E assim eles seguiram viagem.
XXX
No final da tarde daquele dia, Sam, Dean e Castiel já tinham conseguido reunir todos os ingredientes necessários para o ritual que indicaria onde estava a graça do anjo. Mas eles tiveram que esperar anoitecer para poderem invadir uma igreja da região, já que o ritual deveria ser realizado em solo sagrado e à meia-noite.
Invadir lugares nunca foi um problema para Sam e Dean, então eles não tiveram grandes dificuldades para entrarem na igreja. Instantes depois e em silêncio, os caçadores e o anjo se dirigiram para a cripta onde antigos padres tinham sido sepultados. Lá eles começaram a arrumar tudo o que precisavam sobre um dos túmulos.
Em um recipiente feito de bronze, Sam despejou uma quantidade considerável de óleo santo e um pouco de mirra, além de outras ervas com finalidades sobrenaturais. No centro de tudo aquilo, ele colocou um tipo de cristal, que ele e o irmão encontraram em uma das caixas que os Homens das Letras guardaram em um armário no bunker. O mesmo armário que Bobby estava explorando no dia anterior.
Enquanto Dean acendia algumas velas ao redor do altar improvisado, Castiel fez um corte em seu antebraço usando uma espada contra anjos. A pele ao redor do ferimento se iluminou e logo um pouco do seu sangue se juntou aos outros ingredientes na vasilha.
Segurando um amuleto, que tinha uma corrente de prata e na extremidade algo semelhante à uma bússola, e que Sam e Dean também tinham encontraram no bunker, Castiel leu as palavras do ritual em latim. A anotação estava ao lado do recipiente, mas o anjo já havia praticamente decorado aquelas palavras no caminho até ali.
O amuleto se movia para um lado e para o outro sobre a vasilha de bronze e as chamas das velas tremiam à medida que a leitura evoluía.
Quando terminou de dizer as palavras, o anjo olhou na direção de Sam e com um meneio de cabeça indicou o isqueiro na mão do caçador. Sam se aproximou do altar e jogou o isqueiro aceso dentro do recipiente. Então as chamas começaram a consumir os ingredientes.
Instantes depois, ao notar que Castiel tinha se apoiado no túmulo e fechado os olhos, Dean o chamou preocupado:
— Cas!
Sentindo-se um tanto fraco, o anjo fez um esforço para se recompor e só então respondeu:
— Eu estou bem.
Igualmente preocupado com o amigo, Sam pediu:
— Vamos terminar isso, ok? Nós estamos perto agora.
Castiel assentiu e voltou a erguer o amuleto sobre as chamas, tomando cuidado para não se queimar já que óleo santo, fatal para anjos, era um dos ingredientes contidos ali.
Sam e Dean se entreolharam quando as chamas finalmente começaram a diminuir. Segundos depois, elas finalmente cessaram e o amuleto parou de se mover.
Então os três observaram, com certa apreensão, uma espécie de luz emanar do objeto e se lançar na borda do recipiente.
Logo outra luz surgiu no amuleto e mais outra. E outra. Todas se lançaram na mesma direção e algo começou a ser gravado no bronze da vasilha. Eram números.
Aos poucos, as luzes se extinguiram e Castiel colocou o amuleto perto de uma das velas. Com certa cautela, segurou com as duas mãos o recipiente, que havia esfriado rapidamente. Sam e Dean se aproximaram do anjo e passaram a olhar para o mesmo que ele. Era uma combinação de números formada pelo 4, 8, 15, 16, 23 e 42.
Um tanto confuso, Sam franziu o cenho e questionou:
— São coordenadas?
— Eu nunca vi coordenadas assim. — estranhou Dean. — Pelo menos não na Terra.
Em seguida, os dois fitaram Castiel que parecia ter entendido o que aqueles números significavam. Quando os caçadores iam perguntar que tipo de coordenada era aquela, o anjo esclareceu:
— É porque elas não indicam um lugar na Terra.
Sam e Dean se entreolharam ainda mais confusos e o mais velho indagou:
— Cas, onde está a sua graça?
Um tanto desapontado, o anjo colocou o recipiente sobre o altar improvisado e respondeu:
— No Inferno.
Fale com o autor