Heaven and Hell

42 Uma boa história


Notas iniciais
Oi, pessoal! Não, este título não é uma autora exibida dizendo que sua fanfic é boa. Oi? Mas é que no capítulo de hoje, alguém vai contar uma boa história. Hein? Ahhhhhhhhhhh é difícil de explicar, mas vocês vão entender. O capítulo é baseado no episódio 9X23 e o comecinho eu imaginei ao som de Run Away - Cary Brothers. É uma musiqueta tão linda, meiga, gostosinha de ouvir e ficar pensando na morte da bezerra, sabe? E como a Mia está meio negoçada com a ausência do seu coelho angelical, acho que ela se encaixa bem neste momento. Enfim, musiqueta linda e emblemática. Recomendo! Tenho muitas coisinhas a dizer sobre este capítulo, mas isso é assunto para as notas finais... Ah! Preciso dizer que eu amei este banner? Eu ameiiiiiiiiii! E ele tem tudo a ver com o capítulo, já que Castiel e Metatron serão o foco da coisa... Preparem-se! E lá vai o devaneio!

Havia anoitecido e Mia estava deitada no capô do Mustang, estacionado no ferro velho. Horas haviam se passado e Castiel não tinha dado qualquer sinal de vida.

Aflita, Mia não conseguia parar de olhar para o céu, que estava ligeiramente estrelado naquela noite fria e triste.

Além da demora de Castiel em voltar daquela missão, outra coisa a atormentava. O incidente com a janela de um daqueles carros do ferro velho, mais cedo, quando o vidro simplesmente se quebrou sem explicação aparente.

Fazendo um esforço, Mia parou de pensar nisso e em seguida se concentrou em Castiel. Fechou os olhos e segurou o pingente da gargantilha que usava, aquela que o anjo havia lhe dado e que formava a frase "Miastiel Forever."

Mia ficou girando o pingente entre os dedos e abriu os olhos para olhar o céu mais uma vez.

— Você prometeu, anjo estúpido. Nem pense em não voltar pra mim. — disse baixinho.

De repente, Mia ouviu passos e olhou para o lado. Ao ver quem se aproximava, ela avisou:

— Se você veio aqui me dizer que o Cas vai voltar e que eu não preciso me preocupar com ele, pode dar meia volta, Sam Winchester.

O caçador riu sem humor, apoiou uma das mãos no carro e esclareceu:

— Na verdade, eu não sei se o Cas vai voltar, Mia. Eu queria muito saber, ter certeza e poder afirmar isso para você... Eu quero que ele volte, é claro, mas eu não posso te pedir para não ficar assim quando eu mesmo estou preocupado. Todo mundo está, aliás.

Mia estreitou o olhar na direção dele, sorriu levemente e agradeceu:

— Obrigada pela honestidade.

— Claro. — assentiu Sam.

Depois de voltar a olhar para o Céu, Mia perguntou:

— Você acha que a tal Hannah vai mesmo ajudar?

— O Cas acredita que sim. Ela disse que ajudaria. — lembrou o caçador.

— Mas isso foi antes. — contrapôs Mia. — Antes da Sophia convencer os poucos aliados, que o Cas tinha conseguido, a não ajudá-lo mais, a não dar ouvidos a ele e a seguirem o Transformer.

— Mas o Cas disse que a Hannah é diferente. Ele a conhece bem e garantiu que ela não pensa como a Sophia. Ela só aceitou a proposta do Metatron, de voltar para o Céu, porque estava se sentindo completamente perdida na Terra, mas ela não é leal a ele. No fundo, nenhum anjo é, eles só tem... Medo, eu acho. — articulou Sam.

Mia suspirou profundamente e desejou:

— Eu só espero que o Cas esteja certo, que ele possa mesmo confiar nessa Hannah, que esse maldito plano dê certo e que ele volte logo.

— Eu desejo o mesmo. — disse Sam, e após um momento de silêncio, ele coçou a nuca e recomeçou: — Olha... A Claire fez café. Uma garrafa inteira só para você. Então... Você não quer entrar? Está esfriando aqui fora, Mia, e ficar aí, desse jeito, não vai ajudar.

A princípio, Mia pensou em dispensar o café. Seria a primeira vez que faria isso, desde que tomou o primeiro gole da bebida quando ainda era criança e se viciou. Mas então, Mia imaginou que isso deixaria não só Sam, mas todos preocupados com ela. Além disso, era visível que Sam estava tentando animá-la e, portanto, ela tinha que reconhecer esse esforço e responder à altura.

Então Mia respirou fundo e enquanto descia do carro, questionou o mais empolgada que conseguiu fingir:

— Café?! Por que você não falou isso antes, Sansão?!

XXX

Uma semana depois, Castiel ainda não tinha voltado e Mia trocou o café por uísque. Ela estava a ponto de enlouquecer, quando teve um pesadelo que indicava um caso envolvendo um espírito vingativo.

Vendo a oportunidade ideal de manter a sanidade por algum tempo e de ser útil em alguma coisa, Mia pegou a estrada no mesmo dia. Claire e Natalie a acompanharam na caçada. Mas quando as três voltaram, dias depois, Castiel ainda não tinha retornado do Céu.

Neste intervalo sem notícias do anjo, Kevin e Chloe conseguiram finalizar a tradução da segunda parte da Tábua dos Anjos.

Mia temia pelo momento em que Crowley iria procurá-la para exigir atualizações sobre o artefato, embora o que o profeta e a hacker tivessem descoberto não fosse algo que o demônio não pudesse saber de jeito algum.

Era algo um tanto frustrante para os anjos que tinham esperança de recuperarem as suas asas, mas para Crowley não faria diferença. Talvez, ele até acharia aquilo divertido.

Mia não podia negar que sentiu certo prazer ao imaginar como Sophia iria reagir quando soubesse que não havia uma forma de reverter a atual condição dos anjos, já que estas foram as palavras que Kevin e Chloe conseguiram traduzir:

"E Deus disse que quando um anjo caísse, suas asas queimariam com chamas impiedosas, cortando o céu até se reduzirem em cinzas. E não haverá homem, anjo ou criatura alguma capaz de reconstruí-las. Apenas o tempo, a fé e o merecimento poderão fazê-lo."

Em outras palavras, Deus estava dando um recado bem claro e simples aos anjos: Sejam pacientes, humildes, tenham fé e o tempo se encarregará de lhes dar novas asas. Até lá, tentem se comportar, tudo bem? E não façam muita bagunça!

A ideia de que os anjos teriam que esperar por novas asas fez Mia se lembrar de outra coisa. A sua espera por Castiel.

Os dias se arrastavam e aquele silêncio estava acabando não só com ela, mas com todos no ferro velho. A sensação de impotência os torturava cada vez mais.

Embora Castiel tivesse os alertado, dizendo que aquela missão poderia levar mais tempo do que o previsto, ninguém tinha parado para pensar sobre quanto tempo exatamente o anjo estava falando. Para piorar, não havia nenhum plano B. Apenas espera. E mais espera.

Mesmo sem previsão de quando e como aquilo chegaria ao fim, ninguém voltou para o bunker. Ao invés disso, eles se acomodaram como puderam na casa do Bobby e continuaram esperando, sempre a postos.

XXX

Duas semanas haviam se passado e só então Metatron ordenou que dois dos seus guardas fossem buscar Castiel na prisão, para que eles pudessem conversar em sua sala.

Assim que chegou, Castiel foi jogado em uma cadeira de frente para a mesa de Metatron e, sob o olhar deste, correntes com sigilos enoquianos surgiram e prenderam as suas mãos nos braços da cadeira. Castiel tentou se soltar, porém sem sucesso.

Metatron dispensou os guardas, que saíram e fecharam a porta logo depois. Então ele sorriu daquela forma, caracteristicamente, nojenta que costumava sorrir e falou de um jeito soberbo:

— Desculpe por te fazer esperar tanto, Castiel, mas ser Deus não é uma tarefa muito fácil. Bem, eu tenho certeza que você sabe disso, já que também ocupou este cargo por um tempo. Só que você foi um completo desastre, enquanto eu... Bem, os anjos e as pessoas simplesmente me amam!

Castiel estreitou o olhar na direção dele com desprezo e discordou:

— Os anjos tem medo de você e as pessoas não te conhecem de verdade. Se conhecessem, com certeza vomitariam aos seus pés.

Metatron desmanchou o sorriso imediatamente e fuzilou o prisioneiro com o olhar. Depois de um bom tempo o encarando, ele recomeçou:

— O que exatamente você veio fazer aqui, Castiel? Eu ainda não entendi se isso foi uma demonstração de extrema burrice ou se, por acaso, você está fazendo todo esse charme porque, no fundo, quer se juntar a mim.

— Eu nunca me juntaria a você. — esclareceu Castiel convicto.

— Então foi por burrice mesmo. — deduziu o outro.

— Eu vim aqui apenas para conversar. — replicou Castiel.

— Eu estou curioso. Sobre o quê? — quis saber Metatron, se recostando na cadeira.

Se concentrando de vez no plano que tinha em mente, Castiel respondeu:

— Sobre essa guerra entre anjos e demônios. Isso perdeu completamente o sentido, Metatron. Anjos estão morrendo, pessoas estão morrendo. Isso tem que acabar.

— Por que você não diz isso para o Crowley? — questionou o outro. — Foi ele que partiu com aquele exército para cima de nós, para começo de conversa.

— Eu pensei que seria mais... Fácil falar com você, já que o Crowley é um demônio e jamais me escutaria. Então eu achei que poderia apelar para o pouco de consciência que você ainda deve ter. — explicou Castiel. — Independente de qualquer coisa e das nossas diferenças, eu não quero ver os meus irmãos morrendo nas mãos de demônios em uma guerra que perdeu o sentido. Eu quero acreditar que você também não quer isso.

Após um longo silêncio, uma risada de deboche escapou da garganta de Metatron, irritando Castiel profundamente. Depois de se recompor um pouco, Metatron questionou enfaticamente:

— O que eu posso fazer se os anjos são tão desesperados para seguirem ordens, Castiel? Para lutarem e mostrarem um valor que eles já perderam há tanto tempo. Sabe o que os nossos irmãos são? — após uma breve pausa, Metatron controlou uma nova vontade de rir e respondeu: — Ovelhinhas seguindo o meu cajado sem questionar nem por um instante para onde eu estou as levando. E sabe o que me deixa impressionado? Que você tenha se arriscado, vindo até aqui, para defendê-los, mesmo eles tendo virado as costas para você.

— Os anjos só me viraram as costas porque pensam que eu planejei a queda de todos eles. Porque você os fez acreditarem nisso. — articulou Castiel.

— Sim, eu fiz. — assumiu Metatron com mais um sorriso insuportável. — Desculpe por isso. — pediu dando de ombros. — Não foi pessoal, Castiel, mas eles precisavam de alguém para culpar e, por questões óbvias, esse alguém não poderia ser eu. Então eu disse que a ideia foi toda sua, que foi você que me manipulou e me convenceu a fazer aquele feitiço porque você achava que os anjos não mereciam mais o Céu. Claro que eu não disse que precisei da sua graça para isso, porque tal detalhe iria me contradizer. Mas, o fato é que eles acreditaram em cada vírgula do que eu disse porque estavam tão desesperados para acreditarem em alguma coisa, em qualquer coisa que...

— Pare! — interrompeu Castiel, demonstrando um profundo incômodo diante daquele relato. — Eu não preciso que você me lembre essas coisas, Metatron. Como me destruiu perante o Céu. Eu não quero mais ouvir isso... Vamos falar sobre a guerra, por favor. — propôs.

No entanto, se deliciando com a derrota de Castiel, Metatron levantou da cadeira, deu a volta na mesa e continuou ainda mais empolgado:

— Depois disso, eu disse que me arrependi profundamente, que tentei consertar as coisas e que, por isso, aí sim, eu extraí a sua graça e te mandei para a Terra. Então, sozinho no Céu, eu me empenhei em conseguir uma forma de trazer os anjos de volta, aos poucos, por aquela escada no Colorado.

De repente, Castiel se lembrou de Mia lhe dizendo que ele era um péssimo ator. Bem, aparentemente, ela estava enganada. Depois de conviver com os humanos e com anjos como Metatron, até que ele estava se saindo bem.

Pensando dessa forma, Castiel demonstrou que estava ainda mais incomodado com o rumo daquela conversa e pediu desnorteado:

— Metatron, já chega. Eu não quero...

— E eles acreditaram em tudo mais uma vez! — cortou o outro anjo. — E eles vão acreditar em tudo que eu diga daqui para frente, Castiel, porque é assim que eles são. — enquanto retirava a sua espada angelical de dentro do sobretudo que vestia, e que era muito parecido com o de Castiel, ele insinuou de forma ameaçadora: — Inclusive, eu aposto que as ovelhinhas vão acreditar quando eu disser que você partiu para cima de mim como um animal e que eu fui obrigado a me defender. E a te matar.

Sem se intimidar com a ameaça, Castiel ergueu o olhar na direção de Metatron, que tinha se encostado na mesa e movia a espada angelical de um lado para o outro com os olhos fixos nele, e rebateu:

— Você dá muito pouco crédito aos nossos irmãos. Um dia eles vão perceber quem você é de verdade.

— Bem, certamente não será através de você. — afirmou Metatron, arqueando as sobrancelhas. — Aliás, aquela sua tentativa patética de me desmoralizar perante os anjos não funcionou. Eu arrumei a sua bagunça em menos de uma hora.

— Eu só estava contando a verdade. Eles mereciam isso, mesmo que muitos não tenham acreditado em mim. — argumentou Castiel, lembrando-se de semanas antes, quando ele localizou alguns anjos, inclusive Hannah e Sophia, e contou a verdade sobre a queda dos anjos e sobre Metatron.

— Sabe por que eles não acreditaram? — indagou o outro anjo. — E por que você nunca vai me vencer, Castiel? — após uma breve pausa, Metatron respondeu cheio de si: — Porque você não leu o suficiente. E, portanto, nunca aprendeu a contar uma boa história.

Sem que Metatron entendesse por que, Castiel esboçou um sorriso de satisfação, se inclinou um pouco para frente, o encarando firmemente e disse:

— Mas você aprendeu.

Em seguida, Castiel olhou para trás, na direção de uma estante do outro lado da sala, próxima da porta, onde um aparelho semelhante a um rádio antigo se encontrava.

Metatron seguiu o olhar dele e abriu a boca espantado, antes de murmurar em desespero:

— Não...

Era com aquele aparelho que Metatron enviava mensagens aos anjos na Terra e também no Céu. O som não se propagava no ar, mas era assimilado pela mente dos anjos. Aquilo era, em outras palavras, a rádio angelical.

E o aparelho estava ligado, o que significava que a conversa entre Metatron e Castiel foi transmitida a todos os anjos. Todos eles tinham ouvido a confissão espontânea de Metatron, que ficou tão desnorteado que acabou diminuindo, sem perceber, o poder sobre as algemas que prendiam Castiel.

Assim que conseguiu se soltar, Castiel levantou-se com um impulso, pegou a espada angelical das mãos de Metatron e encostou a lâmina no pescoço dele. Seus rostos ficaram a poucos centímetros. Castiel o encarou com desprezo e satisfação.

Logo, os anjos que tinham levado Castiel até ali abriram a porta e adentraram a sala, com expressões raivosas e passos firmes. Outros anjos vieram e ajudaram Castiel a render Metatron. Não importava quanto poder ele tinha absorvido da Tábua dos Anjos, Metatron não era páreo para dez anjos que o cercavam naquele momento.

Confuso, ele olhou na direção da porta e viu Hannah entrar. Ela o olhou com desprezo e em seguida, trocou um olhar cúmplice com Castiel, que agradeceu:

— Obrigado, Hannah. Eu não teria conseguido sem a sua ajuda.

Ela assentiu com um meneio de cabeça e Metatron repetiu ainda mais perdido:

— Ajuda?!

Foi então que ele se lembrou de algo que aconteceu um pouco antes de Castiel ter sido conduzido até aquela sala...

Flashback on

Tentando disfarçar certo nervosismo que sentia, Hannah caminhou por um enorme corredor e, ao chegar ao final dele, hesitou antes de bater em uma porta de madeira cor de mogno.

— Pode entrar. — disse Metatron do outro lado.

Depois de fechar os olhos por um instante, lembrando a si mesma de que tudo o que precisava fazer era apertar um botão e sair, Hannah se recompôs e abriu a porta. Aproximou-se da mesa e parou diante do anjo, que estava sentado atrás de uma máquina de escrever, visivelmente empolgado com o que escrevia.

Hannah pigarreou discretamente, chamando a atenção de Metatron, e então disse:

— Senhor, desculpe incomodar, mas o prisioneiro insiste em lhe falar.

Metatron se recostou na confortável cadeira de couro atrás da mesa, sorriu e perguntou com certa ansiedade:

— Como ele está?

Hannah, que há poucos instantes havia ido na prisão com Sophia e visto Castiel preso na cela, respondeu:

— Impaciente e possesso com tanta espera.

Metatron sorriu ainda mais e falou:

— Ótimo, exatamente como eu queria. Pode pedir para trazê-lo.

— Sim, senhor. — assentiu Hannah, girando nos calcanhares logo depois.

Ela ouviu o barulho dos dedos de Metatron voltarem a apertar as teclas da máquina de escrever enquanto caminhava na direção da porta. Seus olhos percorreram uma espécie de estante que ficava próxima da porta. Hannah reconheceu um aparelho semelhante a um rádio antigo.

Hannah sabia como aquilo funcionava e logo avistou o botão que precisava apertar para que a conversa entre Metatron e Castiel fosse transmitida a todos os anjos.

Ela estava a cerca de um metro e meio da estante. O barulho da máquina de escrever se extinguiu e Metatron a chamou:

— Hannah.

Controlando um leve sobressalto, ela virou na direção dele e disse o mais calma que pôde:

— Senhor?

Metatron a observou por alguns instantes e em seguida perguntou um tanto desconfiado:

— Como você se sente em relação ao Castiel? Eu sei que vocês tem um histórico. Deve ser estranho, para dizer o mínimo, vê-lo novamente e nessas circunstâncias.

Após pensar por um instante, Hannah respondeu do jeito mais convincente que conseguiu:

— Honestamente? Eu não o reconheço mais, senhor. O Castiel preso naquela cela não é o Castiel que eu conheci no passado. Ele mudou. Para pior. Provavelmente devido à convivência com aqueles humanos desprezíveis. Além disso, eu não posso me esquecer do que ele fez a todos nós. Ele nos traiu.

Satisfeito com a resposta, Metatron reforçou:

— Sim, eles nos traiu. É verdade. — e depois de uma breve pausa, encerrou: — Tudo bem, dispensada, soldado.

— Sim, senhor. — assentiu Hannah e em seguida voltou a caminhar na direção da porta, olhando para o aparelho na estante.

Quando ela ouviu o barulho das teclas da máquina de escrever, olhou discretamente por cima do ombro e se certificou de que Metatron estava distraído. Então, antes de sair da sala e sem que ele visse, ela deu um sútil passo para o lado, apertou o botão daquele aparelho na estante, o deixando ligado, e depois abriu a porta para sair da sala.

Flashback off

— Sua desgraçada! — praguejou Metatron na direção de Hannah.

Ela apenas sorriu, satisfeita pelo plano de Castiel ter dado certo e por Metatron ter sido desmascarado daquela forma.

Os anjos o cercaram ainda mais e outros entraram na sala, inclusive Sophia, que estava visivelmente desconcertada com as revelações dos últimos minutos. Envergonhada, ela olhou para Castiel com um temor palpável e antes que ele pudesse digerir aquela imagem, ela já estava ajoelhada diante dele e lamentando:

— Senhor... Eu sinto muito.

Os outros anjos também olharam para Castiel com temor. O arrependimento e o respeito visíveis em seus semblantes. A admiração surgindo e se fortalecendo a cada instante.

Não era aquilo que Castiel queria quando elaborou aquele plano, mas naquele momento ele entendeu que tinha virado um tipo de líder para os anjos. Ele pensou que tirando Metatron do poder, a sua missão estaria encerrada, mas, pelo visto, ela estava apenas começando. Castiel precisaria organizar a bagunça que Metatron deixou.

Ele não sabia se queria aquele fardo, — Castiel não tinha sido um bom líder em outra ocasião — mas, por hora, assumiu o controle da situação e orientou:

— Levante-se, Sophia. — assim que ela se pôs de pé, ele continuou: — Nós temos que levar o Metatron para a Terra. Você consegue esquecer as nossas diferenças e me ajudar a fazer isso?

Metatron estava ainda mais confuso. Para onde iriam levá-lo mesmo?

— Sim, senhor. — assentiu Sophia.

— Bom. — disse Castiel. — Vamos. — encerrou, acenando com a cabeça para que os outros anjos se aproximassem.

Então ele tocou no ombro de Hannah, que tocou no ombro de Sophia, e assim sucessivamente. Em seguida, o barulho de suas asas ecoou pelo lugar e a sala ficou completamente vazia.

Notas finais
É isso aí, meu povo e minha pova! A casa caiu para o Transformer!!! É para glorificar de pé, irmãos! Mas... Pera lá. Muita calma nessa hora que essa treta está longe de terminar. O Cas ainda tem que levar o Meta para a Terra e o Kevin tem que dar um jeito no bicho, e até lá, muita coisa pode acontecer e dar errado. Será que eles vão conseguir vencer o Metatron de uma vez por todas? Será que ele não vai dar um certo trabalhinho para o povo? Será que não vai tentar alguma coisa para sair desta situação? Oi? Ok, por enquanto, vamos comemorar, né? Afinal, o dito cujo se atrapalhou todo, acabou confessando todas as suas maracutaias e isso foi muito positivo para o Cas e para todos os anjos. Por falar em anjos, siiiiiiiiiim, a Hannah que apareceu aqui é a mesma Hannah da série. E não é a última vez que a veremos por aqui e por ali. Ah! E a Sophia, hein? Kkkkkkkkkkkk Toma, biscate! Quem mandou se juntar com o lado negro da força? Ficou toda sem graça (desculpa pelo trocadilho), colocou o rabinho entre as pernas e foi pedir arrego para o Cas. Como ele é uma criatura muito nobre, acabou relevando, mas não pensem que o Cas é bobinho por causa disso. Nos próximos capítulos, a Hannah vai explicar pra gente porque o Cas “perdoou” a bruaca depenada, ok? Agora para tuuuuuuuuuuudoooooooooooo!!! Vocês viram que Kevloe traduziu a segunda parte da Tábua dos Anjos? É isso mesmo, gente. Não sei como essa questão dos anjos caídos irá se resolver na série, mas aqui os anjinhos terão que aguardar e confiar kkkkkkkkkkkkkk Tipo, a única saída é eles baixarem um pouco a bola, serem mais humildes, terem fé em Odin e esperarem forever alone. Well, ainda em H&H saberemos como os anjos vão recepcionar a fatídica notícia. Ah! Sobre o spoiler que eu soltei nas notas do capítulo anterior, pra que eu fui falar aquilo, né? Kkkkkk Mas calma, gente. Não sofram por antecedência porque o tal incidente vai demorar um pouquinho para acontecer, então vamos tentar relaxar na medida do possível e não fiquem com raiva de mim, senão eu choro... Bem, acho que falei tudo. Agora é com vocês! Reviews? PS: A roupitcha do Metatron neste capítulo: http://www.withanaccent.com/wp-content/uploads/2014/05/supernatural-s9-ep22-Metatron-admiring-himself-in-the-mirror.png PS2: Já ouviram Run Away? Não??? Tá aqui ô: https://www.youtube.com/watch?v=8-nr46bEE3U Bjs a todos! Fiquem com Odin!