Notas iniciais
Holá que tal!!! Gente, certa vez, uma mishamiga e mishaleitora me pediu para fazer uma lista com minhas cinco músicas favoritas. Eu quase xinguei a mequetrefe porque, convenhamos, é praticamente impossível escolher apenas cinco musiquetas. But, esta que vou apresentar hoje para ocês estava entre elas. A primeira vez que ouvi foi em Bones, uma série muito instigante que pretendo retomar em breve. O nome da musiqueta é The Sun Will Rise, e é cantada por um muchacho de voz muito ungida chamado Brendan James. O capítulo de hoje é basicamente Clammy e imaginei as cenas entre eles ao som desta coisa mais linda do universo. Nem é propriamente uma música romântica, mas a letra fala de sofrimentos passados e de você manter a esperança que o Sol vai nascer amanhã e vai mudar o jeito que você está se sentindo hoje, vai te trazer o amor que você precisa e que vai ficar tudo bem. E aí eu lembrei que Sam e Claire já sofreram tanto, já passaram por tantas dificuldades, a última delas em relação a morte da moçoila, e aí essa musiqueta arrepia tanto o meu core, dá uma injeção de ânimo que... Enfim, não resisti. Sugiro que vocês não só ouçam a musiqueta como pesquisem a letra todinha, baixem, cantem, dancem com o travesseiro e se apaixone por esta voz felomenal que me gusta muito. Ah! Teremos um tequinho de Deanalie hoje também. Bem pouquinho kkkkkkkkkkkkkkkkk Mas também separei uma musiqueta especial para eles: Baby, Can I Hold You da Tracy Chapman. Me gusta muito também e tem tudo a ver com este momento do casal, de não querer dar o braço a torcer e tal. Isso ficará mais claro no próximo capítulo. Sobre o título do capítulo de hoje, prefiro não comentar kkkkkkkkkkkkkk Ah! Quero agradecer as novas pessoinhas que marcaram H&H nos seus acompanhamentos. Valeu! Well, lá vai o devaneio de hoje!

Depois de dirigirem o dia inteiro, Sam e Claire pararam em um hotel em Davenport, no sul de Nebraska, para passarem a noite. Por conta da discussão no começo do dia, a viagem até ali havia sido extremamente silenciosa e um tanto incômoda.

Os dois haviam comido algo em uma lanchonete de beira de estrada e tomado banho quando chegaram no hotel. Mas enquanto naquele momento, Claire estava na cama, tentando dormir, Sam estava acomodado diante de uma mesa, no canto do quarto, com os olhos fixos na tela do notebook, procurando por notícias atípicas sobre a pequena cidade de Fort Benton, em Montana. Ele não achou nada que Mia já não tivesse mencionado mais cedo, como as tempestades elétricas, falhas nas plantações e gado mutilado.

Cansada de fingir que estava tudo bem entre eles, e também de tentar pegar no sono, Claire abriu os olhos, se mexeu um pouco na cama, de uma forma que tivesse uma melhor visão do marido, e decidiu iniciar uma conversa:

— Você sabia que um dos Homens das Letras prendeu a Ruby uma vez? E que ele a torturou na masmorra porque queria o feitiço para fazer mais facas como a dela?

Sam desviou o olhar da tela do notebook, encontrou o olhar da esposa por um breve instante, mas em seguida voltou a fitar a página do site e respondeu:

— O Bobby comentou alguma coisa comigo ontem à noite.

— Sério? E por que você não me disse nada? — estranhou Claire.

Sam suspirou um tanto aborrecido e, enquanto procurava outro site de notícias, respondeu:

— Porque eu não gosto de falar sobre a Ruby. Muito menos com você. Ela foi um erro e ficou no meu passado. Junto com milhares de outros erros que eu cometi e que também não gosto de comentar com você.

Claire observou Sam por algum tempo antes de sentar-se, apoiar as costas na cabeceira e dizer com extremo cuidado:

— Eu entendo, mas o que o meu pai descobriu não tem nada a ver com o seu passado, Sam. Aliás, se ele encontrar o tal feitiço, isso pode nos ajudar no futuro. Mais armas contra demônios.

— É, talvez. — assentiu Sam um tanto distante.

Depois de um longo momento de silêncio, Claire resolveu mudar de estratégia e disse:

— Você sabe que eu não me importo com o seu passado, não sabe? Para mim o que importa é que você se arrependeu, que fez de tudo para consertar os seus erros e que se tornou o homem pelo o qual eu me apaixonei.

Finalmente Claire ganhou a atenção de Sam, que estreitou o olhar na direção dela e perguntou intrigado:

— Ok, onde exatamente você quer chegar com esta conversa?

— Eu só estou tentando dizer que eu não quero mais brigar com você. Aliás, isso é a última coisa que eu quero, Sam. — esclareceu Claire. — Então, será que nós podemos esquecer aquela pequena discussão?

— Pequena discussão? — repetiu o Winchester ligeiramente indignado. — Você me chamou de paranoico. De novo.

— E você insinuou que eu não sou muito... Humilde. — acusou Claire arqueando as sobrancelhas, mas mantendo a calma e certa polidez nas palavras, pois realmente não queria uma nova discussão.

Sam pensou um pouco. Em seguida, finalmente baixou a guarda e explicou-se:

— Olha, eu não quis dizer aquilo, ok? Simplesmente saiu porque... — depois de pressionar os lábios por alguns instantes enquanto procurava as palavras certas, ele continuou: — Eu só queria que você fosse menos teimosa, às vezes, Claire. Eu me exaltei hoje de manhã porque eu queria que você se preservasse um pouco, entende? Depois do que você passou, eu queria que você fosse com mais calma neste lance de caçar, que desse um tempo. Só isso.

Depois de ponderar aquela explicação, Claire recordou:

— Quando eu voltei daquela missão, você disse que iria me ajudar e que nós iríamos superar o que aconteceu juntos, lembra?

— Claro. — assentiu ele.

— E hoje de manhã, você disse que quando passou pelo o que eu passei, caçar foi a única coisa que te ajudou a seguir em frente. — lembrou ela.

Sam soltou um longo suspiro e concordou novamente:

— Sim, foi exatamente o que eu disse.

— Então por que é tão difícil para você me deixar seguir em frente deste jeito? Caçando, como você fez? — questionou a morena.

— Honestamente? Porque falar é fácil. Mas eu não tinha pensado em como seria difícil para mim ver você se arriscando de novo, Claire. E eu tenho medo que você... Se machuque novamente. — confessou Sam arrancando um olhar carinhoso da esposa. Depois de pensar um pouco, ele completou: — E isso não tem nada a ver com confiar na caçadora que você é. Tem a ver com sujeitos como o Metatron. É nele que eu não confio. Nele e numa série de vilões que ainda podem cruzar o seu caminho. — após uma breve pausa, Sam acrescentou: — Por outro lado, você está certa, eu não posso voltar atrás nas coisas que te disse. O que vale para mim e para o Dean, tem que valer para você também. Caçar é mesmo a única coisa que pode te ajudar. Então, pelo seu bem, eu vou deixar a minha paranoia de lado, ok? Mesmo porque nós já estamos indo para uma caçada. Então o melhor que eu posso fazer é aceitar isso de uma vez e ser o parceiro que você precisa neste trabalho.

— Isso significa que nós estamos entendidos? E que está tudo bem entre a gente? — perguntou Claire depois de avaliar tudo o que tinha ouvido.

— Acho que sim. — respondeu Sam com certa tranquilidade. — Eu também não quero mais brigar com você. — admitiu em seguida.

Claire sorriu levemente ao ouvir aquilo, respirou aliviada e disse:

— Ótimo porque eu estava pensando e caçar não é a única coisa que pode nos ajudar a superar o que aconteceu. Tem outra coisa.

— O quê? — perguntou o Winchester um tanto confuso e curioso.

Claire o olhou de um jeito sugestivo e respondeu sem pestanejar:

— Sexo.

Sam abaixou a cabeça e sorriu um tanto surpreso e sem graça.

No entanto, em seguida ele avaliou aquela sugestão e disse em tom insinuante:

— Bem, não dá para negar que é uma ótima ideia. E uma terapia bem interessante, por sinal.

Claire olhou para o notebook sobre a mesa, afastou-se da cabeceira da cama, apoiou as mãos no colchão e orientou:

— Então desliga logo isso e vem pra cá.

Sam estreitou o olhar na direção dela e pediu em tom de brincadeira:

— Será que você pode ser mais romântica, por favor?

— Desculpe. — lamentou a morena levando a reclamação à sério. E enquanto Sam abaixava a tela do notebook, se levantava da cadeira e se aproximava da cama, ela prosseguiu um tanto sem jeito: — Olha, desculpe se eu estou sendo muito direta, mas é que... Desde que eu voltei, você sabe... Eu e você... Nós não...

A caçadora parou de falar no instante em que Sam sentou-se de frente para ela e segurou o seu rosto com uma das mãos. Então ele a olhou de um jeito profundo e esclareceu:

— Você sempre foi direta, Claire. E isso é uma das coisas que eu mais gosto em você. Às vezes, me assusta, é claro. Como aquela vez que você simplesmente nos trancou no seu quarto, lembra? Mas eu estaria mentindo se dissesse que não gostei daquilo.

— Bom saber. — disse ela mais relaxada. E com um sorriso malicioso estampado no rosto, avisou: — Eu vou me trancar com você mais vezes então.

— Por mim, você pode jogar a chave fora. — rebateu Sam antes de aproximar o rosto, fechar os olhos e pressionar seus lábios contra os dela.

Instintivamente, Claire também fechou os olhos. Em seguida, se impulsionou um pouco para a frente, posicionando-se em volta de Sam, e passou os braços em volta do pescoço dele.

Seus lábios se envolveram aos poucos e lentamente, mas logo o beijo tornou-se mais intenso e ardente.

Sam abraçou Claire contra o seu corpo, enquanto ela se concentrava em emaranhar os cabelos dele entre os seus dedos um tanto afoitos.

No entanto, ao sentir uma das mãos do caçador deslizar por sua camisola e parar na base de suas costas, Claire teve um sobressalto e interrompeu o beijo imediatamente.

Sam a encarou um tanto confuso até que finalmente deduziu o que estava acontecendo com ela. Ao perceber que Claire iria se afastar dele e que ela estava visivelmente incomodada por uma lembrança dolorosa que a consumia desde que ela voltou da morte, Sam a segurou com mais força, a obrigando a fitá-lo nos olhos novamente. E quando isso aconteceu, ele disse com firmeza:

— Sou eu que estou te tocando, Claire. — e enquanto acariciava as costas dela lentamente, continuou: — É o meu toque. Você está aqui comigo, a salvo. E não naquela biblioteca com o Metatron. — enquanto aumentava a pressão dos dedos sobre o tecido da camisola, Sam reforçou: — Sou eu quem está aqui. Com você. Pra você, Claire. Me deixe cuidar de você. Sou eu.

Sam continuou acariciando as costas da morena, se concentrando no trecho que a fazia estremecer de medo e ficar tensa. Até que aos poucos, ela foi relaxando e passou a respirar de uma forma mais ritmada e calma.

Em seguida, Claire se concentrou na sensação excitante que o toque de Sam provocava em seu corpo. E finalmente as lembranças dolorosas de sua morte perderam força em sua mente à medida que ela sentia o calor daquela mão reverberando pelo seu corpo.

Por fim, Claire sentiu-se bem o suficiente para envolver o rosto de Sam entre as mãos e voltar a beijá-lo, a abraçá-lo, a deixá-lo maluco.

Instantes depois, ela retirou a camisa do pijama que Sam vestia e a jogou no chão. Antes de beijá-lo novamente, Claire olhou nos olhos do caçador e murmurou:

— É você...

Sam a envolveu em seus braços mais uma vez, se virou com um movimento rápido, deitou Claire na cama e posicionou-se sobre ela.

Enquanto a caçadora abraçava Sam contra o seu corpo e arranhava as suas costas, movida pelo desejo e pelo amor que sentia por ele, as mãos do Winchester percorriam as curvas do corpo da morena por sobre a camisola, até que ele começou a descer uma das alças da peça e a beijar toda a extensão do pescoço de Claire...

XXX

Era madrugada quando Natalie estacionou o Camaro em frente ao bunker e ficou observando a edificação enquanto ouvia Baby, Can I Hold You, da Tracy Chapman, tocando no rádio do veículo.

Revoltada com o seu próprio gosto musical, que lhe permitia ouvir desde clássicos do rock como também músicas bregas (mas indiscutivelmente lindas) como aquela, a loira desligou o rádio.

Natalie já tinha esgotado todas as cotas de músicas românticas, tristes e deprimentes no caminho até ali. E a cada vez que ouvia uma delas, seus pensamentos se focavam em Dean e na última discussão entre eles.

Depois de pensar um pouco, Natalie não resistiu e acabou ligando o rádio novamente. Decidiu ouvir a música até o fim enquanto pensava em Dean, já que de um jeito ou de outro acabaria lembrando dele mesmo.

Por um lado, Natalie achava que tinha sido meio intransigente com o caçador, mas por outro lado, ela estava convencida de que Dean não tinha nada que ter ido atrás dela. Também não tinha nada que ter se intrometido no caso dela, que ela estava investigando e que envolvia detalhes pessoais que só diziam respeito à ela.

Com raiva e disposta a só fazer as pazes se Dean se pronunciasse primeiro e pedisse perdão por ter sido tão idiota, Natalie desligou o rádio, saiu do veículo e bateu a porta com força. Ficou apoiada no capô enquanto olhava tudo em volta. E teve um sobressalto quando seus olhos deram por falta do Impala. Sentindo um aperto no coração, ela murmurou sozinha:

— Onde aquele idiota se meteu?

Mil hipóteses passaram pela cabeça de Natalie, entre elas que Dean podia ter sofrido um grave acidente, que podia ter sido sequestrado por demônios ou anjos, que estava desacordado em algum lugar escuro e frio, que estava sendo torturado ou...

Natalie parou de pensar nessas possibilidades quando ouviu um barulho de um carro. Guiada por aquele som e pela luz dos faróis, ela olhou na direção do Impala que se aproximava. Por um instante, respirou aliviada. Mas em seguida, ela deu-se conta de que não estava pronta para reencontrar Dean, para olhá-lo nos olhos e conversar sobre o que tinha acontecido entre eles.

Então Natalie ficou completamente tensa. Pensou em entrar no Camaro e ir embora dali o mais rápido possível, mas além de achar aquela atitude muito infantil, ela sentia que aquele ainda era o seu lugar, a sua casa. Alguma coisa a impedia de ir embora. Alguma coisa a fez voltar para aquele bunker.

Enquanto os pensamentos de Natalie estavam a mil por hora, Dean a reconheceu encostada no Camaro e fez questão de estacionar bem perto do veículo da esposa, levantando uma nuvem de poeira ao frear o Impala bruscamente.

Natalie se afastou um pouco, cobriu o rosto com as mãos e começou a tossir. Dean, por sua vez, saiu do Impala e, como se nada tivesse acontecido, caminhou até o porta-malas, pegou a sua mochila com as coisas que usou durante a viagem, fechou o porta-malas e, ao passar por Natalie, disse secamente e sem olhar para ela:

— Foi mal.

Quando conseguiu parar de tossir, Natalie observou Dean caminhando na direção do bunker e o fuzilou com o olhar antes de seguí-lo.

Notas finais
Tempestade Deanalie à vista kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Clammy é muito love, sociedade! Gostaram? Claire sempre direta, Sam sempre fofo, enfim correram para o abraço, enfim a muchacha parece estar superando o que aconteceu. Well, well, well, não esqueçam das reviews e inté sábado com mais um capítulo! PS: Hoje a fic completa 4 meses "no ar." Aiiim que tudo!