Heaven and Hell
1 Meninos e Meninas
Notas iniciais
Sentiram a minha falta? Sentiram falta dos devaneios? Sentiram falta das minhas "pequenas" notas?
Bem, eu senti muita muita muita falta de vocês, meu povo e minha pova, e por isso vim um dia antes do previsto para começar a postar a continuação de Crossfire. Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!
Preparados? Happy? Passou rapidinho, né? kkkkkkkkkk
Antes de mais nada (nada mesmo) quero agradecer a Miss Queen pela singela capinha. Sei que te deu um baita trabalhinho do diacho para fazer, então super valeu, muchacha!
No entanto, talvez a capa mude posteriormente, acrescentando Claire e Natalie na jogada, mas por enquanto this is it, sociedade.
Sobre a fic, eu tenho alguns capítulos adiantados. 8, para ser mais precisa. Mas até o capítulo 7, a coisa não fluiu tão facilmente e eu achei que ia enlouquecer. Só depois de escrever o 8, as ideias começaram a clarear nos meus neurônios.
À princípio, vou postar duas vezes por semana. Provavelmente aos sábados e às quartas-feiras.
Depois que eu postar uns dez capítulos, vou começar a postar aquela fic especial que eu falei para vocês nas notas finais de Crossfire, lembram? Se chamará E se fosse verdade.
Well, não tenho muito o que dizer sobre Heaven and Hell. Apenas que teremos romance e comédia, mas também complicações, tragédias, sangue e afins. Oi?
Já vou logo pedir: aguardem e confiem. Muaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh (ai que saudade de dizer isso kkkkkkkkkkk)
Sobre o primeiro capítulo, ele foi escrito ao som de Menina Veneno do Ritchie. Mentira, foi não kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não imaginei ele ao som de nenhuma musiqueta (milagre).
O que mais que eu posso dizer... Bem, eu adorei escrever este capítulo. Jura?
Ah! E ele se passa duas semanas depois do final de Crossfire.
Aff... Essas notas estão muito grandes... Chega de falar e bora ler esta bagaça. Espero que gostem. Lá vai o disco voador... Gol da Alemanha!
Era madrugada e o silêncio reinava absoluto no bunker dos Homens das Letras, até que de repente, Sam ouviu um ruído ao longe e se mexeu um pouco na cama.
O ruído era o ranger da porta do quarto se abrindo aos poucos e revelando o caçador, que dormia em uma espaçosa cama de casal que havia no cômodo.
O vento balançava suavemente as cortinas e Sam ainda dormia quando alguém se aproximou lentamente e afastou o lençol que o cobria. Ele abriu os olhos em um sobressalto, ao sentir o colchão se mover um pouco embaixo do seu corpo, mas relaxou imediatamente ao reconhecer a figura da esposa no meio da escuridão, com os joelhos apoiados no colchão, subindo na cama.
Claire estava com os longos cabelos soltos, caindo por seus ombros desnudos. Usava uma camisola preta até os joelhos, e que possuía detalhes em renda na parte que cobria os seus delicados, e ao mesmo tempo, volumosos seios. Estava incrivelmente cheirosa, como alguém que acaba de sair de um banho demorado. E linda. Mesmo na escuridão, que era cortada apenas pela luz do luar que entrava pela janela, ela estava linda.
— Claire... — murmurou Sam sentindo o seu coração disparar diante daquela imagem extremamente erótica. — Você voltou...
— Desculpe, eu não queria te assustar. — lamentou a garota enquanto se aproximava um pouco do marido.
Sam se acomodou melhor na cama, apoiando as costas na cabeceira, passou as mãos pelos olhos, afastando um pouco de sono que ainda sentia, e respondeu:
— Está tudo bem.
— Pode ficar melhor. — insinuou a caçadora com um leve sorriso nos lábios enquanto se posicionava em volta do quadril de Sam.
O Winchester sentiu o seu coração acelerar ainda mais diante daquela proximidade corporal e, enquanto Claire acariciava os seus cabelos calmamente, ele fez uma observação:
— Parece que alguém voltou cheia de segundas intenções.
— E com muita saudade do meu maridinho. — completou ela, aproximando o rosto do dele lentamente, enquanto fechava os olhos.
No entanto, ao perceber que Claire iria beijá-lo, Sam afastou o rosto, apoiando a cabeça na cabeceira para manter uma distância relativamente segura entre ele e a esposa, e lembrou em tom acusador:
— Foi por isso que você ficou duas semanas fora? Porque estava com saudade do seu maridinho?
Claire abriu os olhos, respirou profundamente e soltou o ar com um longo suspiro. Depois, olhou bem para o rosto de Sam, e enquanto voltava a acariciar os cabelos sedosos dele, explicou:
— Foi como eu te disse no telefone, meu amor. Eu e a Natalie emendamos um trabalho no outro. Foi por isso que nós demoramos mais do que o planejado. Me desculpe. Mas agora eu voltei... Agora eu estou aqui. Com você. Todinha pra você. Na sua cama. Ou melhor, na nossa cama...
Claire aproveitou que Sam parecia atordoado e distraído pelas últimas palavras que ela disse, e se aproximou mais um pouco. Beijou suavemente o pescoço dele, sentindo o corpo do caçador estremecer embaixo do seu.
Enquanto ela dava uma leve mordida na orelha dele, Sam deixou que suas mãos encontrassem e segurassem a cintura de Claire instintivamente. À princípio, de uma forma gentil, mas logo, movidas pela força de um desejo intenso que se acendia no corpo dele.
Rendido, o caçador fechou os olhos e inclinou o rosto na direção do rosto da esposa. Estremeceu quando sentiu os lábios macios, quentes e úmidos de Claire se encaixarem perfeitamente nos seus. Abriu a boca devagar e envolveu a língua dela com um beijo luxurioso e provocante. Segurou com mais força na cintura de Claire, a trazendo para mais perto do seu corpo, enquanto ela respirava com dificuldade contra o seu rosto.
De repente, eles diminuíram o ritmo, suas bocas se afastaram um pouco e Sam admitiu:
— Eu senti a sua falta.
— Eu percebi. — disse a caçadora com um sorriso maroto nos lábios.
Um sorriso de alguém que tinha notado o estado de excitação em que Sam já se encontrava. Um sorriso de alguém que estava bem próxima do corpo dele, da intimidade dele e que, por isso, sentiu um certo volume entre as pernas do caçador.
— Eu também senti a sua falta. — retribuiu ela por fim. E deixando que uma das suas mãos deslizasse pela camisa do pijama de Sam e parasse no elástico da calça que ele vestia, completou: — E dele também.
— Claire... — gemeu Sam ao sentir a mão da esposa descer mais um pouco.
Com um movimento rápido, ele a abraçou com força e a beijou mais uma vez. Como resposta, Claire foi um pouco mais para a frente, deixando que o seu corpo roçasse continuamente no corpo de Sam à medida que o beijo se tornava mais ardente e lascivo.
Os dois respiravam com muita dificuldade, gemiam involuntariamente e suas mãos percorriam livremente o corpo um do outro.
Em dado momento, Claire segurou com força nos cabelos de Sam, mantendo a cabeça dele no ângulo ideal para um beijo mais profundo. De tirar o fôlego.
O caçador, por sua vez, deixou que suas mãos deslizassem até as coxas da esposa só para subirem por elas instantes depois, calmamente, sentindo toda a extensão e a maciez da pele dela, e levantando um pouco o tecido da camisola durante o trajeto até a intimidade de Claire.
Ao final daquele percurso libertino, Sam interrompeu o beijo tomado por um sobressalto e Claire o encarou, mordendo os lábios ao entender o motivo da interrupção.
— Claire, você... Você está... Sem... — gaguejou o Winchester ainda surpreso e profundamente excitado com aquela recém descoberta.
— Eu só pensei em te poupar do trabalho, meu maridinho. — explicou ela antes de segurar na barra da camisa de Sam e erguer a peça devagar.
Automaticamente, ele levantou os braços e Claire terminou de retirar a camisa dele. Ela jogou a camisa no chão e em seguida voltou para os braços de Sam.
Os dois se beijaram de uma forma ainda mais intensa e urgente, até com certa sofreguidão. Não conseguiam parar. Não iam parar. Parar para quê?
Sam abraçava Claire por completo, passando as mãos por todo o seu corpo, a apertando entre os seus dedos famintos e pervertidos, extasiado pela ideia de que a esposa estava apenas com aquela camisola. Não por muito tempo, se dependesse dele.
Pensando nisso, Sam enfiou suas mãos embaixo daquela peça de seda e sentiu o corpo de Claire estremecer diante do toque direto da sua pele. Ela gemeu dentro da boca de Sam, ao sentir os dedos dele tocarem lugares extremamente sensíveis do seu corpo e suspirou de desejo quando ele finalmente levantou a camisola que ela vestia.
Seus rostos se afastaram para que Sam terminasse de se livrar daquela peça. Mas o caçador não teve tempo de admirar o corpo completamente nu da esposa porque, antes disso, ela já tinha se jogado nos braços dele de novo, e o surpreendido com mais um beijo repleto de sentimento, desejo, pecado, luxúria.
Sam a abraçou com força e se virou na cama, para ficar por cima de Claire. Mas ao fazer isso, ao invés de sentir a maciez e o calor do corpo dela embaixo do seu, trêmulo de tanto desejo, Sam caiu da cama, se chocando bruscamente com o chão gelado.
Então ele abriu os olhos, assustado diante daquele balde de água fria, e reconheceu o assoalho do quarto. Mas não era o seu quarto com Claire no bunker, e sim o quarto do hotel em que ele e Dean estavam hospedados, há cerca de dois dias, em La Crosse, no estado do Wisconsin.
A voz irritante do irmão terminou de despertá-lo:
— Ei, Sammy! Tudo bem por aí?
Dean estava deitado na outra cama, do outro lado do quarto. Ele tinha acordado com os suspiros e gemidos do irmão, e erguido a cabeça quando ouviu o barulho de Sam despencando no chão.
O Winchester mais novo fechou os olhos, profundamente frustrado. Nunca desejou tanto que um sonho fosse real como naquele momento. Mas infelizmente, ele não era. Sam tinha acabado de acordar em uma espelunca qualquer com o irmão.
— Quer ajuda para se levantar? — quis saber o mais velho.
Sam arregalou os olhos apavorado com aquela ideia. O seu corpo ainda não tinha entendido que tudo aquilo havia sido um sonho, um sonho maravilhoso, mas ainda assim, apenas um sonho. Se Dean se aproximasse dele, com certeza perceberia certos sinais e isso seria extremamente constrangedor.
Pensando nisso, Sam puxou o lençol, que havia caído junto com ele, se enrolou de uma forma improvisada e desajeitada, e voltou para a cama às pressas. Deitou de costas para o irmão e fechou os olhos sem prestar qualquer explicação para Dean.
— Cara, você está bem? — questionou o mais velho um tanto preocupado.
— Não enche, Dean. — resmungou o mais novo de mau humor.
— Deixa eu adivinhar. Estava sonhando com a Claire? — supôs o outro com malícia na voz.
— Eu disse não enche. — reforçou Sam, sem a menor vontade de conversar sobre aquele sonho ou sobre a saudade que sentia da esposa.
Ele sabia que o irmão iria compreender, porque apesar de se fazer de forte, Dean também estava morrendo de saudade de Natalie. Mas Sam não queria conversar sobre aquele assunto. Não queria conversar sobre o fato da sua esposa e da sua cunhada estarem há quase duas semanas viajando por aí, pegando um caso atrás do outro, sem dar qualquer indício de que voltariam para o bunker.
No fundo, Sam ainda tinha esperança de pegar no sono de novo e voltar para o melhor sonho que ele já teve em toda a sua vida. Pelo menos nos sonhos, ele podia ter Claire ao seu lado.
Sam fechou os olhos pensando na esposa, mas os abriu quando ouviu a ameaça do irmão:
— Eu vou contar tudo para o Bobby, viu? Que você anda sonhando com a filha dele. Pervertido.
Dean riu quando um travesseiro voou na sua direção, acertando o seu rosto em cheio, e virou para o outro lado, disposto a deixar o irmão em paz. Mas antes ele jogou o travesseiro de volta. Com mais força. Bagunçando os cabelos do caçula.
— Bitch. — xingou Sam enquanto arrumava o travesseiro embaixo da cabeça.
— Jerk. — retrucou o mais velho fechando os olhos em seguida.
Em seguida, Sam olhou para o rádio-relógio sobre o criado-mudo. Ele indicava que eram quatro horas da madrugada. Ele e o irmão tinham voltado para o hotel há cerca de duas horas. Os dois tinham ido até o cemitério local, desenterrar e salgar alguns ossos.
Eles haviam chegado naquela cidade há poucos dias, depois de se depararem com indícios do que parecia ser um espírito vingativo. E de fato, era. Três pessoas morreram antes de Sam e Dean chegarem em La Crosse, mas eles conseguiram salvar a quarta vítima bem a tempo.
O caso estava resolvido, e Sam e Dean pegariam a estrada logo pela manhã. Só não sabiam ainda para onde iriam exatamente.
Aquele era o terceiro trabalho que os dois tinham pegado, desde que saíram do bunker. Era infantil, mas já que Claire e Natalie estavam pegando um trabalho atrás do outro e, com isso, adiando ao máximo o retorno para casa, eles resolveram fazer o mesmo. Sam e Dean só voltariam para o bunker quando elas voltassem também. Ou melhor, se elas voltassem primeiro.
No fundo, os dois não entendiam por que as duas tinham feito aquilo. À princípio, os irmãos acreditaram que Claire e Natalie só queriam caçar sem eles mesmo, por curiosidade, para saber como seria uma parceira entre elas no family business, por amizade, para fazer um programa de amigas como elas disseram na ocasião, enfim, por milhões de motivos que não tinha nada a ver com eles.
Mas, com o passar dos dias, com as ligações cada vez mais curtas e escassas, e principalmente, por elas estarem caçando sem folga, os dois começaram a desconfiar que tinha alguma coisa errada. Claire e Natalie estavam escondendo alguma coisa. Era como se elas estivessem fugindo deles, evitando um reencontro.
Ao perceber que estava preocupado demais para conseguir pegar no sono de novo, Sam levantou da cama e caminhou até o banheiro. Entrou e fechou a porta. Resolveu tomar um banho frio.
Dean não percebeu a movimentação porque já havia adormecido. Aliás, ele começava a ter um sonho muito interessante com Natalie. A loira estava naquele bar de strippers, do caso da sereia que os dois investigaram juntos. Ela usava aquelas mesmas meias arrastão que mexeram tanto com a imaginação de Dean na época, e dançava, sensualmente, para o único cliente do bar. Somente para ele.
Dean estava posicionado perto do palco. Olhando para cima. Admirado. Com um sorriso bobo e um olhar libertino na direção da loira.
Ele suspirou profundamente quando Natalie começou o strip tease de fato e, sem perceber, abraçou o travesseiro com força.
— Oh... Baby... Que pernas... — murmurou Dean num sono profundo.
Enquanto isso em Wichita Falls — Texas
Claire estava dormindo profundamente em uma cama de um hotel, depois de ter solucionado mais um caso com Natalie durante a madrugada.
Assim como Sam e Dean, as duas também tinham se deparado com um caso envolvendo um espírito vingativo e tinham passado pelo menos uma hora daquela madrugada cavando um túmulo, salgando e queimando restos mortais de um antigo morador da cidade, que tinha deixado assuntos mal resolvidos com alguns vizinhos.
Aquele também tinha sido o terceiro caso em que elas trabalharam nas últimas duas semanas. Primeiro elas trabalharam em um caso envolvendo algumas bruxas em Detroit, e depois caçaram um lobisomen em Delaware.
As duas caçadoras estavam exaustas, mas enquanto Claire dormia o sono dos justos, Natalie estava sentada na cama ao lado da amiga, com as costas apoiadas na cabeceira e o notebook no colo.
A loira lia uma matéria sobre um possível caso envolvendo possessão demoníaca, quando ouviu Claire suspirar e gemer o nome de Sam durante o sono. Olhou para o lado e observou a amiga se mexer um pouco e segurar os lençóis com força entre os dedos.
Claire respirava com certa dificuldade e Natalie começou a ficar preocupada. Pensou em acordá-la, mas tinha amor à própria vida e sabia muito bem que Claire não ia gostar de ser interrompida naquele momento.
Então Natalie respirou fundo e voltou a se concentrar na matéria que tinha encontrado na Internet.
Claire se mexeu novamente e abraçou o travesseiro enquanto murmurava:
— Meu maridinho... Eu amo o seu cabelo... Eu vou puxar o seu cabelo... Sim, com força... Eu gosto disso... Sam... Sam...
Natalie não aguentou e começou a rir. Depois pegou o travesseiro e jogou em cima da amiga, que acordou assustada e sentou na cama com a respiração ofegante.
Claire olhou em volta atordoada, passou as mãos pelos cabelos e pelo rosto ligeiramente suado. Seu coração batia forte e o desejo ainda dominava os seus sentidos e reverberava por seu corpo trêmulo. Mas aos poucos, ela percebeu que tudo não havia passado de um sonho e olhou na direção da cama de Natalie.
A loira segurava o riso e Claire a fuzilou com o olhar antes de jogar o travesseiro na direção dela e dizer entredentes:
— Eu não acredito que você me acordou.
Natalie, que tinha pegado o travesseiro no ar, riu, ergueu as sobrancelhas e anunciou:
— Calma, eu vou fazer uma reconstituição. — então ela abraçou o travesseiro bem forte, fechou os olhos e imitou a amiga: — Ai Sam... Eu amo o seu cabelo! Sam! Sam! Sam! Isso, Sam! Eu vou puxar o seu cabelo!
Natalie parou a encenação quando mais um travesseiro voou na sua direção, a acertando em cheio na cabeça. Como ela estava com os olhos fechados, isso a assustou um pouco e a desequilibrou em cima da cama. Mas rapidamente Natalie se recompôs e jogou o travesseiro de volta para Claire, que ria da amiga e parecia menos revoltada por ter sido acordada no melhor da festa.
— Você fala de mim, mas ontem mesmo, de manhã, estava aí, se contorcendo na cama enquanto gemia "Sr. Awesome" e "Chantilly" repetidas vezes. — acusou Claire. — Posso saber com o que exatamente a senhora estava sonhando? Mas por favor, me poupe dos detalhes açucarados.
Ao ouvir aquilo, Natalie desmanchou o sorriso aos poucos e desviou do olhar de Claire. Sem explicar nada, ela ajeitou o travesseiro na cabeceira da cama, apoiou as costas, alinhou o notebook no colo e mudou de assunto:
— Eu achei um caso para a gente.
Ao perceber que a amiga estava falando sério e que lia atentamente alguma matéria pela Internet, Claire também ficou séria e disse perplexa:
— Outro? Natalie, eu pensei que nós íamos voltar para o bunker amanhã.
— Nós podemos voltar depois de resolver este caso. — propôs a loira.
— Você disse isso depois que nós matamos aquele lobisomen há alguns dias, e disse a mesma coisa no cemitério, há poucas horas. — lembrou Claire. E depois de se arrumar na cama, sentando de lado, e de passar as mãos pelos cabelos um tanto nervosa, ela questionou: — Natalie... Sério, o que está acontecendo? Por que eu tenho a impressão de que você está arranjando uma desculpa atrás da outra só para não voltar para casa?
— Em primeiro lugar, não é uma desculpa, é um trabalho. E em segundo lugar, a ideia foi sua, lembra? Você que disse que precisava se afastar um pouco depois de tudo o que aconteceu e eu concordei porque... Eu também precisava de um tempo. — argumentou a loira sem tirar os olhos da matéria.
Claire observou a amiga por algum tempo. Em seguida, suspirou profundamente, levantou, caminhou até a cama ao lado, sentou de frente para Natalie, tirou com certa cautela o notebook do colo dela e o colocou de lado sobre o colchão.
Então Claire esperou que a loira olhasse para ela e recomeçou:
— Eu admito. A ideia foi minha. Depois de ter perdido a oportunidade de matar a Abaddon e mandar aquele exército de volta para o Inferno, de por um fim em tudo aquilo, eu precisava de um tempo mesmo. Para me perdoar por ter sido tão estúpida, para entender porque eu agi daquele jeito, para repensar algumas coisas. Eu não estava bem e não queria preocupar o Sam, mas agora eu me sinto pronta para voltar e enfrentar os meus demônios, Natalie. A questão é: quais são os seus?
A loira ficou em silêncio assimilando o que tinha ouvido, pensou um pouco e por fim respondeu:
— O homem que eu amo foi ao Inferno por minha causa. Ele podia ter morrido por minha culpa, Claire. E... Eu não sei se eu mereço um amor assim.
— Se a situação fosse o contrário, você não faria a mesma coisa? — questionou a outra.
— Claro. — afirmou a loira sem pestanejar.
— Então eu tenho certeza que você merece o amor do Dean, Natalie. — assegurou Claire. — Além disso, você já fez a mesma coisa por ele. Você foi torturada pela Abaddon e não entregou a localização do bunker, para proteger o Dean. Você aceitou ajudar o Bartholomew por causa dele também. Você já esteve no inferno por causa do Dean. E não tem nenhum motivo para você achar que não merece ser feliz com ele.
Ao ouvir aquelas palavras de apoio, a loira sorriu levemente e segurou a mão de Claire sobre o colchão, antes de agradecer:
— Obrigada. — e após hesitar um pouco, confessou: — Mas é que... Na verdade, tem outra coisa me incomodando também.
— E o que é? — quis saber Claire.
Natalie passou as mãos pelo rosto e ficou olhando para um ponto qualquer do quarto enquanto pensava sobre a tal coisa. Só depois de um bom tempo assim, ela voltou a encarar Claire e tomou coragem para dizer:
— Eu não consigo parar de pensar no sonho que a Mia teve. Você sabe... Sobre as mini pessoas.
— Foi só um sonho. — tentou argumentar Claire, embora também tivesse ficado mexida com aquela história.
— Os sonhos da Mia costumam virar realidade. — lembrou a loira.
— Nem todos. Ela mesma disse que pode ter sido só um sonho sem importância. — contrapôs Claire.
— Ou pode ser uma premonição. — insistiu a outra fazendo Claire suspirar um tanto incomodada com o rumo daquela conversa.
— Natalie, se você não quer ter um filho com o Dean, não tenha um filho com o Dean. Pronto. — aconselhou ela, mas depois de notar algo no olhar da amiga, exclamou surpresa: — Ai meu Deus! Você quer ter um filho com o Dean!
— Não! — respondeu Natalie prontamente, tomada pelo susto da afirmação de Claire. — Eu não disse que eu quero, eu... Eu não quero. — ao perceber que não soou muito convivente, ela explicou melhor: — Eu não sei se eu quero. Eu achava que não queria, mas eu também achava que eu não ia me casar nunca e que o Dean era um idiota, mas aqui estou eu. Tudo bem, eu ainda acho ele meio idiota, mas pelo menos eu parei de negar que ele é muito gostoso, engraçado, que ele mexe comigo e... E...
— E que você o ama? — ajudou Claire quando Natalie procurava o que dizer.
— Exato! Obrigada! — concordou a loira. — Eu amo o Sr. Awesome. É isso aí.
Após um momento de silêncio, e um tanto confusa, Claire confessou:
— Eu não sei se eu entendi aonde você quer chegar.
— O que eu quero dizer é... Que eu quero decidir se eu quero ou não ter um filho um dia, entendeu? — explicou Natalie. — E me assusta saber que a Mia teve esse sonho, que o meu filho neste sonho tinha exatamente o nome que eu gostaria de dar para ele, e... Me assusta saber que é como se eu não pudesse decidir, é como se tudo já estivesse escrito e determinado.
— Bem... Eu confesso que eu também fiquei impressionada com o sonho da Mia. Principalmente, por ela ter dito o nome que eu daria para a minha filha também. — admitiu Claire depois de pensar um pouco. — Mas se eu vou ou não ter uma filha com o Sam, se tudo já está escrito, se nós vamos decidir ou se está escrito que nós vamos decidir em algum momento... Natalie, nada disso importa agora. Eu não posso me prender ao futuro desta maneira, quando o que eu quero é viver o presente. Com o Sam. E descobrir todo o resto aos poucos, cada coisa no seu devido momento. Você está tão preocupada pelo Dean ter se sacrificado por você daquela maneira e com este sonho da Mia, que pode ou não significar alguma coisa, que está se esquecendo de que neste exato momento, o Dean está dormindo sem você ao lado dele. É isso o que você quer? Se afastar dele desta forma? Ou estar com o Dean, o máximo de tempo possível, vivendo e sendo feliz da forma que vocês escolherem hoje? Sabe... Eu não sei você, mas isso é exatamente o que eu quero. Voltar para o bunker, ficar com o Sam e viver. Viver e amar.
— E claro, puxar o cabelo dele nos momentos de perversão, não é? — debochou Natalie.
Claire fechou a cara e reclamou:
— Eu faço um discurso desses, e é isso o que você tem para me dizer?
A loira pensou um pouco, sorriu e depois consertou:
— Tudo bem, você está certa, Claire. Como sempre você sabe exatamente o que dizer para fazer eu me sentir uma completa idiota. Você está certa, ok? O meu lugar é ao lado do Sr. Awesome, assim como o seu lugar é ao lado do Sr. Cabelo Bonito, e é somente isso o que importa agora. E quer saber do que mais? Eu não acho que está escrito que eu e você teremos filhos com eles, eu não acho que isso tudo seja um grande plano do universo. Eu acho que nós vamos decidir isso juntos, como casais. E eu acho até que nós vamos querer ter filhos com aqueles idiotas algum dia. Talvez. Sei lá. Eu não sei. O que eu sei é que hoje... Hoje eu não quero ter o Henry.
— Nem eu quero ter a Rachel. Não hoje. Talvez um dia. Quem sabe? Sei lá. O mundo é perigoso, principalmente para filhos de caçadores, mas talvez isso mude um dia. E talvez eu mude de opinião também. Talvez um dia, mas não hoje. – confidenciou Claire. E em seguida, acrescentou com um meio sorriso: — Hoje tudo o que eu queria era puxar o cabelo do Sam.
— E eu brincar com o Sr. Awesome. — completou Natalie sentindo uma saudade profunda do marido.
— E isso tudo significa que nós vamos voltar para o bunker, certo? — quis confirmar a outra.
— Claro. — afirmou a loira fazendo Claire respirar aliviada. — Mas, primeiro, nós temos um caso para resolver. — ressaltou ela pegando o notebook e o colocando entre as duas.
— Natalie... — começou a dizer Claire visivelmente exausta.
— Não se preocupe. O trabalho é no caminho de casa. De lá nos podemos voltar para o bunker, ok? Eu juro, é o último caso. — tranquilizou a loira.
Claire suspirou vencida, mas por fim respondeu:
— Certo. Então... Do que se trata exatamente?
Natalie sorriu animada e virou o notebook na direção da amiga, para que ela pudesse ler a matéria. Mas de qualquer forma, Claire não precisou fazer isso, porque a loira começou a falar sem parar explicando tudo o que ela precisava saber. E por fim, elas decidiram que partiriam pela manhã para checar aquele caso.
Exaustas do dia atribulado e da conversa durante a madrugada, as caçadoras resolveram dormir um pouco. E ambas sonharam com seus respectivos maridos.
Sonhos regados com muitos puxões de cabelo e muito chantilly...
Notas finais
OMG eu falei tanto nas notas iniciais que agora não sei o que escrever aqui kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bem, digamos que eu achei muito sexy o fatídico sonho do Sam e ri com ele acordando e sendo trollado pelo Dean kkkkkkkkkk
Achei fofo os casais sofrendo de saudade e tendo sonhos calientes e ao mesmo tempo relutando em voltar para o bunker porque não querem chegar lá e não encontrarem seus respectivos cobertores de orelha. Não é romântico?
Ah! E tivemos o assunto das mini pessoas... Falarei disso mais para frente quando este povo se encontrar... Aguardem e verão!
Sobre o próximo capítulo, teremos Miastiel e vamos descobrir o que eles andam aprontando em Chicago. Só para adiantar, eles estão aprontando "nada."
Aliás, até o capítulo 4, a fic será mais focada neles e em alguns paranauês sobre a caçada ao Metatron. Aí a partir do 5 e 6 veremos novamente Deanalie e Clammy.
Well, this is it.
Agora eu quero reviews! Quero só ver quem será a primeira criatura ungida a comentar ahahahahahahah
Inté quarta-feira, people! Bjs!
PS1: Alguém assiste Agents of S.H.I.E.L.D? Mano, que inferno... Viciei naquela bagaça. Assisti 5 episódios ontem e agora só falta a season finale, mas eu tô me segurando aqui porque depois só tem temporada nova em setembro e ai meu Loki do céu! O que é aquela série? Awesome!
PS2: Meia-noite no meu quarto, ela vai subir... Ouço passos na escada, vejo a porta abrir... Um abajur cor de carne, um lençol azul
Cortinas de seda, o seu corpo nu... Menina veneno o mundo é pequeno demais para nós dois, em toda cama que eu durmo só dá você, só dá você, só dá você ieieieieieieeieie
PS3: Ok, parei.
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