Heaven and Hell

35 I'll Stand by You


Notas iniciais
Oi, gente! Passaram bem o Natal? Ganharam muitos presentes? Well, o meu Natal foi normal, nada, nada mesmo, de importante a declarar. Mas foi bom, tranquilo, em família. Mas, agora deixa eu falar sobre o capítulo de hoje. Para começar, o título é o nome de uma musiqueta do The Pretenders, muito diva, antiga, brega e romântica que eu amooooooo! Ela tocará em um momento específico do capítulo. No devaneio de hoje teremos um pouquinho de Clammy caçando e Miastiel. Teremos muitas sementinhas para o futuro e falarei mais disso nas notas finais. Antes de deixar vocês lererm (oi?) só mais uma coisa: bruaca depenada = Sophia. Divirtam-se!

Depois de examinar os corpos de Taylor Morgan e dos outros três adolescentes, aparentemente, mortos por um demônio, Claire e Sam caminharam em direção à saída do IML com expressões um tanto tensas. Logo, os dois chegaram ao estacionamento e entraram na Pajero da caçadora.

Após um longo momento de silêncio, pensando no que ele e Claire haviam visto momentos antes, Sam finalmente se pronunciou:

— Em todos esses anos de estrada, eu nunca vi um demônio fazer uma coisa assim antes. Essas mortes foram muito...

— Brutais? — sugeriu a filha de Bobby com um olhar distante e triste.

— Sim. — assentiu o Winchester. — Brutais demais mesmo levando-se em consideração que foi um demônio que fez isso.

— Você acha que existe alguma possibilidade de não ter sido um demônio? — questionou Claire, olhando para o marido pela primeira vez desde que entrou no carro.

— Você encontrou enxofre naqueles... Corpos. Eu também. — lembrou o caçador, a fitando de volta e Claire sentiu o seu estômago embrulhar ao lembrar-se do estado em que as vítimas ficaram. — Não há a menor dúvida de que foi um demônio, mas, definitivamente, não um demônio qualquer. Este parece ser mais...

— Cruel. — completou a morena, sentindo um arrepio percorrer o seu corpo.

Sam assentiu com um meneio de cabeça e observou a esposa durante algum tempo. Ao perceber que aquele caso estava mexendo com ela de um jeito diferente, ele começou a sugerir:

— Claire, você passou por muita coisa ultimamente. Se este caso for demais para você...

— Não. — interrompeu ela com firmeza, e após uma breve pausa, argumentou: — Eu consigo fazer isso, Sam. Eu posso não estar 100% bem, mas eu consigo fazer isso. Na verdade, eu acho que este caso vai me fazer bem de alguma forma. Ele mostra que a minha tragédia não foi tão ruim assim. Eu quero dizer... Eu morri de uma forma relativamente rápida e voltei minutos depois, mas estes jovens... Eles foram... Destroçados. Sem qualquer chance de defesa. Alguém matou essas pessoas num ato de extrema crueldade e covardia. E mandar este demônio de volta para o Inferno não é apenas uma forma de fazer justiça por essas pessoas. Eu acho que isso vai me trazer um pouco de paz também.

Sam observou Claire atentamente mais uma vez e em seguida desviou o olhar e sorriu sem humor.

— O que foi? — estranhou ela.

O caçador voltou a fitá-la nos olhos e respondeu:

— Nada, eu só... Acho incrível a sua capacidade de enxergar algo positivo no meio de tudo isso. De sempre tirar uma lição de tudo.

— Foi você que disse que a única coisa que nós podemos fazer em uma situação assim é despachar o monstro, impedindo que ele volte a matar e, com isso, fazer justiça. — lembrou Claire, e, em seguida, sorriu levemente e acrescentou de uma forma carinhosa: — Eu só estou seguindo os seus ensinamentos, professor. E os usando para superar o que aconteceu comigo.

— Você sabe que passou de aluna para minha parceira há muito tempo, não sabe? Parceira em todos os sentidos? — indagou Sam, a olhando com carinho e admiração. Depois que Claire sorriu em concordância, ele segurou a mão dela sobre o console e completou: — E como seu parceiro, eu quero que você saiba que eu te darei cobertura até você se sentir 100% de novo. — após uma breve pausa, Sam corrigiu: — Na verdade, independente disso, eu sempre te darei cobertura, Claire. Apenas se lembre disso, ok? Que eu estou aqui.

— Como se eu pudesse me esquecer. — murmurou a morena.

— E nós dois vamos mandar aquele demônio, independente de quem ele seja, de volta para o Inferno. — assegurou Sam instantes depois.

Claire respirou fundo enquanto uma onda de confiança crescia dentro de si e então afirmou:

— Sim, nós vamos.

Após se entreolharem durante mais algum tempo, os dois se endireitaram nos bancos e Sam deu partida.

Perto dali, dentro de um carro estacionado do outro lado da rua, um homem negro, de aproximadamente trinta e cinco anos e de feições intimidadoras observava a Pajero se afastando. Em seguida, ele olhou na direção do prédio do IML e ficou pensativo. Logo depois, voltou a estreitar o olhar na direção do veículo de Claire. E resolveu seguir o casal.

XXX

Enquanto isso, Mia estava sentada no banco do motorista do Mustang, que estava estacionado no ferro velho do Bobby, e Castiel estava no banco ao seu lado. Os dois no mais absoluto silêncio e Mia evitando ao máximo o contato visual com o anjo.

Em dado momento, incomodada com aquela situação, ela finalmente resolveu dizer alguma coisa:

— Eu pensei que você tivesse dito que nós íamos conversar.

— Eu disse. E estou esperando você começar, Mia. — esclareceu Castiel.

— Eu? — indagou ela, deixando claro que não tinha gostado daquela sugestão. — Eu não. A ideia foi sua, portanto, você começa.

Depois de olhar para o lado de fora do carro, em direção as carcaças dos veículos que se amontoavam naquele ferro velho, e pensar numa forma de fazer Mia se abrir com ele, Castiel olhou na direção da caçadora e recomeçou:

— Tudo bem, vamos tentar de novo. O que você pensa sobre as coisas que a Sophia disse?

— Ah, não! — protestou Mia com raiva, fechando a cara e cruzando os braços contra o peito. — Discutir a relação, eu discuto, mas falar sobre aquela bruaca depenada, nem pensar! — acrescentou, olhando para o ferro velho pela janela lateral do Mustang.

Um tanto assustado com a reação da garota, Castiel hesitou por alguns instantes antes de dizer pacientemente:

— Mia, nós precisamos ter esta conversa, mas para isso você precisa se acalmar primeiro.

— Me acalmar?! — esbravejou ela, movendo as mãos no ar ao mesmo tempo em que se mexia um pouco no banco. — Quem disse que eu estou nervosa?! Ou com raiva?! Ou qualquer coisa do tipo?!

Ao perceber o quanto aquilo soava contraditório, Mia se recompôs um pouco, se endireitou no banco, respirou fundo e assentiu:

— Tudo bem, você está certo. Eu tenho que me acalmar. E sabe o que me acalma? Três coisas, não necessariamente nesta ordem. Café, mas eu deixei a minha garrafa na sala. Música...

Mia ligou o rádio e estava tocando I'll stand by you, do The Pretenders. A música soou pelo veículo, causando certo constrangimento entre ela e Castiel que se entreolharam.

Achando aquilo cada vez mais embaraçoso, Mia desligou o rádio instantes depois, se endireitou no banco mais uma vez, ficou em silêncio e evitou olhar para o anjo ao seu lado.

Enquanto observava o perfil do rosto de Mia e percebia que ela estava ficando um tanto vermelha, Castiel questionou:

— Qual é a terceira coisa?

— O quê? — rebateu a garota visivelmente desconfortável.

— A terceira coisa que te acalma. — respondeu Castiel. — O que é?

Quando Mia fechou os olhos com força, se amaldiçoando por ter falado demais, o anjo deu um meio sorriso e insinuou:

— Oh... Eu já sei. — e em seguida, sugeriu sem qualquer cerimônia: — Neste caso, você quer que eu tire a roupa, Mia? E a sua? Por acaso, você quer que eu te acalme?

Surpresa e um tanto incrédula com aquele comentário ousado e inapropriado para aquele momento, a garota voltou a encarar o anjo e ordenou:

— Pode parar de gracinha! — ao pensar sobre aquela frase e perceber o grande trocadilho implícito, Mia indagou aos risos: — Você ouviu o que eu falei? Para você parar de gracinha? — diante da expressão confusa de Castiel, ela parou de rir e emendou: — Sabe, você está com cara de quem não viu a menor graça.

Ao perceber que tinha dito mais um trocadilho, Mia voltou a rir. Gargalhou.

Visivelmente incomodado com aquilo, Castiel franziu o cenho e retrucou:

— E você está com cara de quem está tentando, a todo custo, fugir do assunto.

Mia parou de rir aos poucos e resmungou:

— Sem graça. — em seguida, ela arregalou os olhos, tampou a boca com as mãos e tentou controlar a enorme vontade de gargalhar mais uma vez. Quando conseguiu, afastou as mãos da boca lentamente e disse: — Desculpe.

Castiel a observou durante alguns instantes para se certificar de que ela não voltaria a rir nem que diria outro trocadilho. Em seguida, aguardou mais um pouco, esperando que Mia finalmente dissesse alguma coisa em relação à Sophia. Mas, como ela permaneceu em silêncio, Castiel decidiu se abrir primeiro:

— Certo, então eu vou dizer o que eu acho e depois você tenta fazer o mesmo, tudo bem? — ele encarou o silêncio de Mia como uma resposta afirmativa e então prosseguiu: — Eu sei que as coisas que a Sophia disse te machucaram e eu sinto muito por isso, Mia. E eu acho que não preciso dizer isso, mas vou dizer mesmo assim. — após uma breve pausa, certificando-se de que tinha toda a atenção da garota, Castiel esclareceu: — Eu não penso como ela. Eu não sinto como ela. O que a Sophia disse sobre você e sobre nós não é verdade. Aliás, ela está muito enganada a nosso respeito.

— Ela está certa. — contrapôs Mia e Castiel a fitou confuso. — Em partes, é claro, mas aquela bruaca está certa.

— Em que partes exatamente? — quis entender o anjo.

Após uma longa pausa e depois de respirar profundamente, Mia tentou disfarçar a dor que sentia ao falar sobre tudo aquilo e respondeu:

— Quando ela disse que eu sou uma aberração, por exemplo.

— Mia, você não é uma aberração. — discordou Castiel prontamente.

— Talvez não. — assentiu ela, mas em seguida completou: — Talvez ainda não.

Castiel franziu o cenho e questionou confuso:

— O que você quer dizer com isso?

Quando Castiel exigiu que ele e Mia tivessem aquela conversa, a caçadora não podia imaginar que o assunto tomaria aquele rumo. Mas, se o anjo queria que Mia se abrisse, que falasse exatamente o que estava sentindo e pensando, então ela faria exatamente isso. Falaria tudo que estava engasgado em sua garganta há muito tempo. Afinal, no fim, Sophia tinha apenas levantado questões sobre as quais Mia sempre se questionou, mas não teve coragem de conversar com Castiel à respeito. Agora ela podia fazer isso. Era a oportunidade ideal.

Ponderando todas essas coisas, Mia escolheu as melhores palavras e expôs:

— Tem algo maligno em mim, Cas. — ao perceber que o anjo iria discordar, Mia prosseguiu sem lhe dar qualquer chance de interrupção: — Eu posso sentir. Eu sei que tem uma... Escuridão dentro de mim e eu sei que isso tem relação com o sangue do Crowley. Eu não sou boba. Eu tento me enganar, achando que o sangue do Crowley está só ampliando os meus dons de premonição e me deixando mais forte, mas lá no fundo, eu sei que... Tem mais coisas envolvidas. E eu sei que a única coisa que mantém este meu lado sob controle... É você.

— Mia...

— Não! Você quer que eu diga o que eu penso, então eu vou dizer. — avisou ela, impedindo que o anjo continuasse com aquela interrupção. Quando percebeu que tinha a atenção dele de novo, a garota prosseguiu: — Você disse que precisa de mim, Cas. Pois bem, eu também preciso de você. Mas, depois do que a Sophia disse sobre eu impedir que você seja o líder que os anjos precisam, de te impedir de ser um anjo de verdade, eu fiquei pensando e... Vi que ela tem razão. Precisar de você é egoísmo da minha parte e isso te atrapalha.

— Mia, você descobriu onde a Tábua dos Anjos estava, se empenhou para recuperá-la e depois ainda se arriscou para recuperar a minha graça. — recordou Castiel. — Por tudo isso, eu posso afirmar com todas as letras que você não me atrapalha. Na verdade, você é uma peça chave em tudo isso. Sem você, eu nunca teria conseguido chegar até aqui.

— Mas o nosso relacionamento está atrapalhando esta missão, Cas. — insistiu a garota. — Está impedindo que você consiga deter o Metatron de uma vez por todas. Está tirando o seu foco do que realmente é importante. Está impedindo que você consiga o apoio dos outros anjos. Um apoio necessário não só para deter o Metatron, mas de certa forma, para por um fim na guerra entre anjos e demônios também. — argumentou veementemente e após uma breve pausa, prosseguiu mais calma: — Os anjos só vão te ouvir, Cas, se eles enxergarem em você, o líder que eu enxergo. Mas eles não conseguem ver isso porque você está ofuscado por mim. Porque você está com uma humana. Uma humana com sangue de demônio, para piorar. Então me diz, como você vai conseguir atrair o Metatron para uma armadilha sem a ajuda desses anjos? Sem o apoio deles?

— Da mesma forma que eu, o Sam, o Dean e o Bobby impedimos o Apocalipse. — respondeu Castiel.

— Isso é diferente. — opinou a caçadora.

— É igual. — afirmou o anjo e em seguida explicou: — Mia, naquela época, a maioria dos anjos não queria impedir o Apocalipse. Eles queriam que acontecesse e aqueles que não queriam simplesmente fugiram. Exceto, eu. Então eu me rebelei contra o Céu e junto com os Winchester e com o Bobby, nós conseguimos impedir que Miguel e Lúcifer destruíssem tudo. É por isso que eu digo, agora não é diferente. Nós vamos deter o Metatron, nós podemos fazer isso. Juntos. Além disso, eu ainda tenho uma carta na manga. Uma possível aliada que pode nos ajudar também. Talvez nem todos os anjos tenham me abandonado, Mia.

Ainda não convencida diante daqueles argumentos, ela começou a protestar:

— Mas...

No entanto, Castiel a interrompeu dizendo:

— Sem "mas", Mia. — e quando percebeu que ela não iria insistir, ele prosseguiu: — Se os anjos querem mesmo que eu os lidere algum dia, então a primeira coisa que eles devem fazer é respeitar as minhas decisões. Eu tenho que ganhar o respeito deles, Mia, é verdade, mas eles tem que me respeitar também. Não só a mim, mas a você e a todos os meus amigos que eles insistem em chamar de "macacos vestidos." Se isso não acontecer, se os anjos não respeitarem isso, talvez eles não mereçam um líder. Talvez tenha sido por isso que Deus os abandonou, para começo de conversa. Por causa da soberba dos anjos.

Mia finalmente começou a entender o lado de Castiel e a ver lógica em seus argumentos. Mas, algo ainda a incomodava e então ela acabou dizendo:

— É que eu me preocupo com você, Cas. Com as coisas que você aguentou e ainda terá que aguentar por minha causa. Até então eu pensava que era só a Naomi que não gostava de mim. Ou o Bartholomew e o Metatron... Mas depois das coisas que a Sophia disse, eu percebi que, na verdade, todos os anjos pensam assim. Todos eles acham que eu e você... Não devíamos ficar juntos. E eu tenho medo que você sofra por causa disso. Por minha causa.

Castiel fitou Mia de uma forma carinhosa, deu um meio sorriso e segurou a mão dela entre as suas. Em seguida, ele esclareceu:

— A única coisa que me fará sofrer é você continuar dando ouvidos para o que a Sophia falou e me afastar por causa disso, Mia. — e após um momento em silêncio, recordou: — Eu disse que não ia abrir mão de você, lembra? Eu continuo pensando do mesmo jeito. Ninguém vai me convencer do contrário e ninguém vai me afastar de você, Mia. Portanto, se conforme.

Apesar de ter gostado muito de ouvir aquelas coisas e até suspirado sem perceber por causa do efeito reconfortante que aquelas palavras lhe causaram, acelerando o seu coração subitamente, quando abriu a boca para dizer algo à altura, o que Mia acabou dizendo foi:

— Você é um idiota teimoso, sabia?

Castiel estreitou o olhar na direção dela e retrucou:

— Eu pensei que você fosse dizer “eu te amo, anjo.”

Mia riu e rebateu em tom de brincadeira:

— Idiota, teimoso e, ainda por cima, convencido. Eu estou muito arranjada mesmo, meu Odin...

Mas, instantes depois, a garota se deu conta de que Castiel merecia ouvir algo melhor por parte dela. Então, Mia se aproximou um pouco, tocou o rosto dele, fechou os olhos e uniu seus lábios aos de Castiel com um beijo carinhoso, suave e um tanto demorado.

Algum tempo depois, ela encerrou o beijo, fitou Castiel nos olhos de um jeito intenso e finalmente disse:

— Eu te amo, anjo. Satisfeito?

Ele sorriu, também a olhou de um jeito profundo e significativo por um tempo irrelevante, e depois respondeu:

— Eu só vou ficar satisfeito quando você disser que o casamento ainda está de pé.

Mia pensou um pouco e em seguida propôs:

— Tudo bem, o casamento ainda está de pé. Mas, enquanto o Metatron não estiver devidamente encarcerado naquela prisão que você mencionou antes, nós não vamos mais falar sobre o nosso futuro. A prioridade é o Metatron, Cas. Depois o casamento, ok?

— Ok. — assentiu o anjo, achando a condição justa.

Em seguida, os dois ficaram se olhando. Ambos felizes e aliviados por terem esclarecido todas aquelas questões. Ambos sentindo que aquele sentimento que os unia estava cada vez mais forte.

Mia sabia que tinha que contar para Castiel sobre o seu último encontro com Crowley e iria fazer isso assim que possível. Mas, primeiro, ela precisava de outra coisa. E, esperando que o anjo entendesse o que era sem que ela precisasse dizer com todas as letras, Mia o encarou de um jeito sugestivo, arqueando um pouco as sobrancelhas, e dando um meio sorriso.

Depois de observar aquela expressão por alguns instantes, Castiel se fez de desentendido:

— O que foi?

Mia revirou os olhos e decidiu ser mais direta:

— Por acaso, aquela proposta de tirar a roupa ainda está valendo?

Castiel sorriu levemente e em seguida lembrou:

— Você sabe que pode aparecer alguém, não sabe?

Depois de se aproximar mais um pouco, se posicionar sobre o anjo e reclinar um pouco o banco em que ele estava, Mia o encarou sugestivamente e rebateu:

— Isso nunca foi um problema para a gente, foi?

— Não. — respondeu Castiel, antes de segurar o rosto de Mia carinhosamente entre suas mãos. — Além disso, se alguém aparecer, tudo o que eu tenho que fazer é bater as minhas asas e nos tirar daqui em questão de segundos.

— Humm... Isso seria divertido. — opinou Mia de um jeito malicioso e, em seguida, intimou: — E então?

— Então? — devolveu Castiel, trazendo o rosto dela para junto do seu.

— Nada? — sugeriu Mia, como se fosse preciso dizer isso.

— Nada. — assentiu o anjo, antes de unir seus lábios aos dela com um beijo apaixonado e repleto de desejo.

Não demorou muito tempo para que Mia erguesse os braços e para que Castiel retirasse a blusa que ela vestia. Não demorou muito tempo para que eles se abraçassem, se envolvessem e se beijassem mais uma vez. E mais uma vez.

Por sorte, Kevin e Chloe estavam empenhados demais em traduzir a Tábua dos Anjos e Bobby acabou inventando uma desculpa qualquer para ligar para Jody, enquanto fazia o café.

Nenhum deles tinham planos de ir procurar por Mia e Castiel. Mas se isso se mostrasse necessário, os três iriam preferir chamá-los aos gritos do que ir procurar por eles. Eles conheciam aquele casal muito bem e todo cuidado era pouco.

Notas finais
OMG gostaram? Espero que sim porque eu simplesmente A-M-E-I escrever este capítulo! Ressalvas: Sobre Clammy, eles estão caçando um demônio, é fato, mas... Conforme dito pelo Sammy, não é um demônio qualquer. E sobre o cara de expressões intimidadoras que está seguindo o casal, ele tem uma ligação com alguém do passado dos Winchester... Com um personagem que realmente existiu na série. Pronto, falei, durmam com essa! Só esclarecendo, a Mia falando para o Cas parar de gracinha e que ele tava com cara de quem não viu a menor graça etc são trocadilhos em relação à graça angelical dele, entenderam? kkkkkkkk Sobre a possível aliada que o Cas citou aí... Futuramente descobriremos quem ela é, só posso dizer que ela também existe na série. Sobre a Mia falando da escuridão que ela sente dentro de si, sobre um lado maligno que ela acha que tem... Bem, talvez ela não esteja imaginando coisas. Mas isso é assunto para o futuro do futuro. Oi? Mas, independente de qualquer coisa, aguardem e confiem, ok? Uma coisa que eu estou amando em H&H é que Miastiel estão mais fortes e unidos. A Mia ainda tem toda uma insegurança em relação ao futuro e sobre estar atrapalhando o anjo, mas o Cas está cada vez mais resoluto do que quer e não está disposto a abrir mão da sua coelha. E foi por isso que eu imaginei I'll Stand by You tocando no Mustang. Porque a letra diz mais ou menos isso "nada que você confesse, vai me fazer te amar menos, eu estarei ao seu lado, não deixarei ninguém te machucar..." Entre outras coisas muito emblemáticas. Inclusive, acho que a musiqueta se aplica a Clammy também, já que conforme o Sammy disse, ele sempre estará ao lado da sua muchacha. Well, no próximo capítulo, que será o último de 2014, teremos Deanalie e Clammy. Como são muitos personagens e eventos a trabalhar, eu tenho revezado os focos dos capítulos. Espero que não estejam achando chato, mas é praticamente impossível colocar todo mundo em um capítulo só. Acho que só consegui fazer isso no capítulo 44... Que ficou muito... Tenso. Já tenho até o capítulo 45 pronto e pelas minhas contas preciso de mais 5 capítulos para encerrar H&H. Não se preocupem, já estou pensando na continuação. Pelas minhas contas, H&H vai até fevereiro, então em março mesmo já pretendo postar o primeiro capítulo de Ascensão Infernal... E em janeiro, com a graça de nosso Loki, irei postar o primeiro capítulo de Nunca Durma, a continuação de O caso do Slender Man. Fiquem ligadinhos que 2015 tratá muitos devaneios instigantes! Well, espero que tenham gostado do capítulo e não se esqueçam das reviews, hein? Por enquanto, fico por aqui! Bjs!