Heaven and Hell
2 Cuidado com as Testemunhas de Jeová
Notas iniciais
Chicago — Illinois
A Pousada Midway era uma hospedagem simples, porém muito aconchegante, localizada numa das poucas ruas menos movimentadas da pulsante Chicago.
O prédio, cuja fachada era revestida por pequenos tijolos avermelhados, possuía cinco andares e em cada um deles havia quatro quartos espaçosos e bem mobiliados.
Mia e Castiel, que tinham chegado à cidade há quase duas semanas, estavam acomodados em um desses quartos, no segundo andar.
O cômodo possuía uma pintura salmão e os móveis, a maioria num estilo rústico, tinham uma tonalidade tabaco. A cabeceira da cama e também a parte final, próxima aos pés, tinham hastes metálicas, num estilo bem romântico, que iam quase até o teto.
O chão era coberto por um carpete verde bem escuro e de ótima qualidade, onde as peças de roupas de Mia e Castiel estavam espalhadas, formando uma espécie de trilha luxuriosa até a cama.
Um relógio antigo de ponteiros, sobre o criado-mudo, marcava meio dia, mas apesar do horário avançado, o casal ainda estava na cama. Aliás, era lá que os dois estavam desde a noite anterior, depois que voltaram de mais uma tentativa infrutífera de localizar um certo anjo que, de acordo com algumas visões de Mia, havia se encontrado com Metatron há pouco tempo, pouco antes dela e de Castiel chegarem em Chicago.
A claridade do Sol e uma leve brisa entravam pela janela de madeira. As cortinas brancas e rendadas balançavam suavemente movidas pelo vento constante, enquanto os sons de buzinas, provenientes do tráfego intenso nas avenidas próximas dali, eram ouvidos e contrastavam com os ruídos guturais e suspiros lascivos que vinham da cama, onde lençóis completamente revirados cobriam parte dos corpos nus e suados de Mia e Castiel.
A caçadora estava deitada por cima do anjo, segurando o seu rosto com certa sofreguidão e beijando os seus lábios avidamente. Castiel, por sua vez, abraçava Mia contra o seu corpo, passando as mãos por suas costas macias e delicadas, subindo por seus ombros e pescoço em direção aos seus cabelos, que segurou com força entre os dedos, antes de se virar com um impulso preciso e repentino, ficando por cima da garota.
Quando conseguiu se desvencilhar daquele beijo ardente, Castiel a olhou nos olhos e avisou um tanto atordoado:
— Mia... Você sabe que em algum momento nós vamos ter que sair desta cama, não sabe?
— Em algum momento, sim... Mas não agora. — respondeu ela ofegante, segurando o rosto do anjo e o trazendo para perto do seu novamente.
— Nós devíamos estar procurando por aquele anjo. — lembrou Castiel, depois de afastar o rosto mais uma vez.
— Quer ver se ele está embaixo da cama? — brincou Mia.
— Engraçadinha... — murmurou Castiel com um meio sorriso, mas em seguida, ele ficou sério e reforçou: — Mia, isso é sério... Nós viemos aqui para caçar o Metatron, lembra? E aquele anjo é a melhor pista que nós temos.
— Eu sei e... Eu sei que nós não tivemos muito progresso desde que chegamos aqui, mas... Você quer mesmo falar disso agora? — questionou ela, enquanto acariciava a nuca de Castiel, mordia os lábios e o olhava de um jeito intenso e sugestivo.
— Não... — respondeu ele dando-se por vencido.
— Como eu pensei. — rebateu Mia vitoriosa, antes de colar seus lábios nos do anjo.
Então suas bocas se envolveram com ímpeto mais uma vez e, sem conseguir mais resistir, Castiel investiu contra o corpo trêmulo de Mia, a fazendo arfar de prazer ao se sentir completamente preenchida por ele.
Aos poucos, Castiel começou a se movimentar dentro dela, de uma forma intensa e vagarosa ao mesmo tempo, fazendo uma onda de calor e prazer se espalhar aos poucos por seus corpos completamente unidos.
Uma das mãos de Castiel subiu libertinamente por uma das coxas de Mia, a fazendo flexionar aquela perna por instinto e envolvê-la no quadril do anjo. Enquanto isso, a outra perna se esfregava continuamente em uma das pernas dele, afastando um pouco os lençóis que estavam jogados sobre os dois.
Mia explorava as costas de Castiel de uma forma intensa, o fazendo se arrepiar e estremecer, ora diante dos arranhões produzidos pelas suas unhas, ora pela frieza metálica do anel que ela usava em um dos dedos. Mais precisamente no anelar direito.
Os dois continuaram se beijando e se tocando de uma forma ardente, sem pensar em mais nada. Nada mesmo...
Algum tempo depois
Castiel se afastou lentamente de Mia, deixando o seu corpo cair do outro lado da cama, enquanto a garota passava as mãos pelo rosto, afastando algumas mechas de cabelo que grudaram em sua pele suada.
Ela ficou olhando para o teto, sentindo o seu corpo completamente relaxado e exausto. Esperou a sua respiração e os seus batimentos cardíacos se normalizarem. E só depois de um bom tempo, conseguiu dizer:
— Você está certo... Nós temos que sair desta cama.
— Eu te disse. — salientou Castiel com os olhos também fixos no teto.
Mia permaneceu em silêncio e começou a pensar em algumas coisas, enquanto olhava uma escrivaninha no canto do quarto, repleta de papéis com algumas anotações e alguns desenhos, que ela mesma fez com base nas visões que mostravam um anjo conversando com Metatron em um bar daquela cidade.
Os desenhos eram tentativas de se chegar a um retrato falado do receptáculo que o anjo possuiu. E quando conseguiu um desenho no mínimo razoável, Mia enviou a imagem para Chloe analisar.
A estudante se comprometeu a buscar informações sobre aquele homem nos bancos de dados disponíveis. E nos indisponíveis também, já que ela conhecia alguns truques para burlar qualquer sistema de segurança.
Querendo saber se já tinha alguma resposta, Mia levantou da cama enrolada em um dos lençóis e se aproximou do notebook, que estava ligado sobre a escrivaninha. Suspirou um tanto desanimada, quando viu que não havia nenhum email da namorada de Kevin.
Em seguida, Mia olhou para frente, na direção de um quadro de cortiça que estava acima daquela mesa. Nele havia mais desenhos daquele anjo, mais anotações, um mapa de Chicago e recortes de matérias que relatavam os milagres de um intrigante sujeito chamado Marv.
Com base neste último indício, o caminho mais fácil para chegar até Metatron seria seguir os rastros do seu alter ego, mas Castiel não concordava com aquela estratégia. Ele acreditava que Metatron estava deixando aquelas pistas de propósito, para atrair ele e Mia, ou qualquer outra pessoa que quisesse localizá-lo, para algum tipo de armadilha.
Portanto, se quisessem mesmo encontrar Metatron e derrotá-lo, os dois teriam que ser mais espertos do que ele. Mesmo que isso significasse seguir o caminho mais difícil e longo. Ou seja, encontrar o anjo que tinha tido contato com Metatron recentemente.
O problema é que o tal anjo havia simplesmente desaparecido do mapa. Mia e Castiel não o encontraram nem no bar que apareceu nas visões da caçadora, nem em outros quinze estabelecimentos que checaram nos últimos dias, com base em pistas pouco precisas.
Havia uma possibilidade do tal anjo ter ido embora de Chicago, afinal nas visões que Mia teve, ele estava negociando a sua volta para o Céu. Inclusive, Metatron comentava algo sobre uma escada que o levaria até lá. Uma escada para o Paraíso.
Mas Castiel tinha quase certeza de que o anjo ainda estava em Chicago, porque em todos os bares onde ele e Mia procuraram pelo anjo, as pessoas reconheceram um dos desenhos que a caçadora havia feito dele. Era como se o tal anjo estivesse fugindo de alguma coisa, se escondendo ou tentando ganhar tempo.
— No que você está pensando? — a voz de Castiel fez Mia parar de olhar para aquelas coisas e voltar-se para ele.
— Que tudo teria sido tão mais fácil se nós tivéssemos chegado aqui a tempo. Se nós tivéssemos chegado na noite em que o Metatron esteve naquele bar e conversou com o anjo misterioso, e não dias depois. — respondeu ela visivelmente frustrada. — Foi tudo minha culpa... Eu atrasei essa droga de missão.
Castiel se acomodou melhor na cama, apoiando as costas na cabeceira, e argumentou:
— Mia, nós já conversamos sobre isso. Você sofreu um acidente e a prioridade era a sua recuperação. Ponto final.
— Eu sei, mas me revolta saber que o Metatron estava aqui, bem aqui em Chicago, e que nós perdemos ele de vista. — contrapôs ela.
— O que pode não ter sido tão ruim. — opinou o anjo.
— Como assim? — não entendeu a caçadora.
— Nós não estávamos prontos para encontrar o Metatron há algumas semanas, Mia. E se você quer mesmo saber, eu acho que nós ainda não estamos. — explicou Castiel.
— Eu estou pronta. — afirmou a garota.
— Nós não temos um plano. — lembrou Castiel fazendo Mia hesitar um pouco e refletir sobre aquilo. — Nós estamos pensando só em como vamos encontrá-lo, mas e depois? O que nós vamos fazer quando o Metatron estiver na nossa frente?
Mia pensou um pouco e depois respondeu tranquilamente:
— Bem, primeiro, eu vou arrancar cada um daqueles cabelos dele. Cachinho por cachinho. Fio por fio. Depois eu vou fazer ele engolir óleo santo até não aguentar mais, torturá-lo com uma espada contra anjos por algumas horas e depois... Humm... Sei lá, acho que eu vou dar um chute nele.
— Eu estou falando sério. — repreendeu Castiel.
— Eu também. — assegurou ela fazendo o anjo franzir o cenho confuso e incrédulo. — Ok, é melhor eu ir tomar um banho. — desconversou em seguida enquanto caminhava até o banheiro.
— Você quer companhia? — propôs Castiel se esquecendo completamente daquela conversa e observando Mia com um brilho sugestivo no olhar.
Ela parou na porta, olhou para o anjo, disfarçou um sorriso e perguntou desconfiada:
— Você vai se comportar, coelho? Porque agora eu realmente estou exausta. E com fome. Muita fome. Eu só quero tomar um banho rápido e sair para comer alguma coisa, tudo bem?
— Se você se comportar, eu me comporto também... Coelhinha. — assegurou Castiel com um tom de voz e um olhar que diziam justamente o contrário.
— Você me conhece. Eu sempre me comporto. — garantiu Mia antes de deixar o lençol cair e entrar no banheiro.
Castiel riu, sem acreditar no que tinha ouvido e visto, e levantou da cama em seguida. Logo, ele e Mia estavam embaixo do chuveiro. Obviamente, nem um deles conseguiu se comportar. Mas algum tempo depois, o casal finalmente conseguiu sair do banho.
Então eles se vestiram e deixaram o quarto. Não sem antes darem uma boa olhada na cama completamente bagunçada que ficou para trás e cogitarem, seriamente, em cair em tentação mais uma vez. Só mais uma vez. Mas não foi o que fizeram.
Algum tempo depois
Em uma lanchonete perto da Pousada Midway, Castiel observava, abismado, Mia devorando o café da manhã. Apesar de já ter passado do horário daquela refeição há muito tempo, Mia alegou que não conseguia pular a primeira refeição do dia por mais tarde que estivesse.
Sendo assim, enquanto a maioria dos clientes almoçava nas outras mesas, Mia terminava de tomar a terceira xícara de café com leite, ao mesmo tempo em que devorava o quinto pedaço de um delicioso brownie e colocava calda de morango em uma panqueca que pretendia comer assim que terminasse o tal brownie. Havia também sobre a mesa uma pequena cesta com mini pães.
Em dado momento, Mia abandonou o brownie e comeu um pãozinho daqueles com creme de avelã. Depois ela engoliu um pedaço de queijo branco às pressas e tomou um copo de suco de laranja, sem nem parar para respirar direito. Em seguida, ela partiu para a primeira panqueca do dia e só então notou o olhar um tanto assustado de Castiel sobre ela.
— O que foi? — estranhou a garota enquanto cortava um pedaço da panqueca.
— Você devia comer mais devagar, Mia. Deste jeito, vai acabar passando mal. — preocupou-se o anjo.
— É que eu estou com muita fome. — justificou-se ela antes de colocar aquele pedaço de panqueca na boca e pegar uma colherada de um iogurte com mel que tinha abandonado há alguns minutos.
— Eu percebi. — disse o anjo impressionado com o apetite da garota. — Parece até que baixou Dean Winchester em você.
Mia se engasgou ao ouvir aquilo, tossiu por alguns instantes depois de conseguir engolir, e chegou a ficar um tanto vermelha e sem ar. Castiel lhe empurrou um copo com água e ela tomou rapidamente. Quando se recuperou totalmente, ela riu e reclamou:
— Isso é hora de fazer piada, anjo?
— Desculpe. — lamentou Castiel. E enquanto Mia retomava o café da manhã, ele continuou: — O que eu quero dizer é que nós não devíamos ter ficado tanto tempo naquele quarto. Eu não preciso me alimentar, mas você sim, Mia. E a essa hora, você já devia estar almoçando.
— Tudo bem, pode pedir o cardápio. Eu já estou terminando aqui. — avisou ela fazendo Castiel a encarar ainda mais assustado.
— Mia... Você não pode almoçar agora. — discordou ele imediatamente.
— Mas você acabou de dizer que eu devia almoçar. — lembrou a garota. — Dá para decidir, por favor? — pediu sem entender por que Castiel parecia tão confuso.
Sem conseguir explicar, Castiel orientou:
— Termine o seu café. Depois nós vamos dar uma volta pela cidade e tentar encontrar alguma pista daquele anjo.
Mia encostou as costas na cadeira e, seguindo o conselho do anjo, passou a comer mais devagar. Em seguida, acenou para uma garçonete que passava por perto, carregando uma garrafa térmica, e estendeu sua xícara vazia na direção dela com um olhar pidão.
A jovem serviu um pouco de café para Mia, enquanto observava a quantidade de coisas que havia sobre a mesa. Ficou visivelmente impressionada quando percebeu que somente a garota estava se alimentando, mas disfarçou e se afastou da mesa sem fazer qualquer comentário sobre aquilo.
Momentos depois, Mia colocou a xícara vazia sobre a mesa, limpou os lábios com um guardanapo e ficou olhando para o pouco que sobrou do café da manhã.
— Como foi que eu comi tudo isso? — questionou-se ela.
Castiel não sabia o que responder e apenas franziu o cenho enquanto a encarava impressionado com todo aquele apetite. Mas, de repente, algo na expressão de Mia chamou a sua atenção. Ela esboçou uma careta e levou uma das mãos à boca.
— Mia, o que foi? — preocupou-se ele.
A caçadora afastou a mão apenas para responder:
— Eu acho que vou vomitar.
Antes que Castiel dissesse ou fizesse qualquer coisa, Mia já tinha se levantado da cadeira e corrido na direção do banheiro. O anjo suspirou como se quisesse dizer "eu te avisei" e levantou da cadeira. Pagou a conta no caixa e depois seguiu na mesma direção que Mia havia ido. Bateu na porta do banheiro algumas vezes antes de perguntar:
— Mia, está tudo bem aí?
Naquele momento, ela saía de um dos toaletes e caminhava na direção da pia, com uma expressão um tanto pálida.
— Eu estou bem, anjo. — disse a garota com certo esforço, num tom de voz que Castiel pudesse ouvir. — Só um minuto. — pediu enquanto abria a bolsa a tiracolo e pegava uma pequena nécessaire.
Mia retirou de dentro dela uma escova de dentes e creme dental. Minutos depois, finalmente saiu do banheiro. Castiel a esperava encostado em uma parede e quando a viu, se aproximou e perguntou preocupado:
— Tem certeza que você está bem?
— Tenho. Foi só um mal estar. Já passou. — respondeu Mia. Mas ao notar algo no olhar de Castiel, ela continuou: — Eu sei o que você está pensando. E a resposta é não. Eu não estou grávida, ok? Eu passei mal porque comi coisas demais e rápido demais. Chama-se gula. Só isso. Eu não sei por que você ficou tão mexido com aquele papo sobre filhos. Eu já disse, nós não vamos ter filhos. Nós não podemos.
Em seguida, Mia deu alguns passos a frente e Castiel a seguiu com uma expressão indecifrável. Quando os dois saíram da lanchonete e enquanto caminhavam pela calçada, finalmente o anjo quebrou o silêncio:
— Por quê não?
Mia parou, fazendo Castiel parar também, e olhou para ele antes de responder:
— Eu já disse. Ela não seria uma criança normal. Filha de um anjo e contaminada pelo meu sangue? Pelo sangue do Crowley? Ela ia acabar sofrendo muito por causa disso. Sem falar nos perigos que ela correria só por ser nossa filha. — expôs Mia.
Castiel deu um leve sorriso e perguntou:
— Então você acha mesmo que seria uma menina? A nossa pequena Isabel... Isabel Clarke. Você acha que ela ia gostar de ter um sobrenome em enoquiano também?
Mia não conseguiu evitar e deu um meio sorriso ao ouvir aquelas coisas. Mas em seguida, ela voltou a si e respondeu:
— O que eu acho é que você está certo. Nós devíamos nos concentrar em procurar o anjo misterioso. E também em pensar em um bom plano para quando estivermos diante do desgraçado do Metatron.
Castiel pensou um pouco e por fim concordou:
— Tudo bem. Vamos.
Os dois voltaram a caminhar lado a lado pela calçada. Instantes depois, Castiel passou um dos braços pelos ombros de Mia, a abraçando, e ela sorriu antes de lhe dar um selinho carinhoso.
Em seguida, os dois retomaram a conversa sobre o anjo misterioso e sobre Metatron. Distraídos, eles não perceberam quando passaram por uma Testemunha de Jeová que distribuía alguns folhetos entre as pessoas que transitavam por ali e fazia uma discreta pregação.
O homem, de aparentemente trinta anos, branco e de cabelos escuros, se calou enquanto observava atentamente o casal que passava por ele.
E quando Mia e Castiel finalmente viraram a esquina e sumiram do seu alcance de visão, ele olhou para o céu e fechou os olhos. Ergueu as mãos e começou a rezar discretamente, não se importando com os olhares das pessoas que caminhavam pela calçada.
Enquanto isso no Céu, Metatron estava em uma sala cercada por estantes com incontáveis livros. Havia um sofá de couro marrom em um dos cantos do recinto, e uma mesa onde o anjo, ou melhor, o novo Deus, estava acomodado de frente para uma máquina de escrever.
Metatron ouvia atentamente a oração daquela Testemunha de Jeová, embora não fosse uma oração e sim um aviso.
— Castiel e aquela garota estão em Chicago. — sussurrava o homem repetidas vezes.
Algum tempo depois, Metatron abriu os olhos e sorriu misteriosamente...
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