Notas iniciais
É o amooooooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assiiiiiiim. Que faz eu pensar em você e esquecer de miiiiiim. Que faz eu entender que a vida é feita pra viveeeeeeeer. É o amoooooooor, que veio como um tiro certo no meu coraçãooooo. Que derrubou a base forte da minha paixãoooo. E fez eu entender que a vida é nada (nada mesmo) sem você... Olá, todo mundo!!! Estou chegando com um capítulo muiiiiiito romântico, então aproveitem porque depois deste aqui... Tensão, complicações, agonia e sofrimento vos aguardam, ok? Oi? Well, sobre este banner maravilhoso, meus sinceros agradecimentos a muchacha Miss Queen! Amei muito! Só esclarecendo, da esquerda para a direita temos: Natalie, Claire e Mia. E vem mais banners por aí, sociedade! Podem aguardar que eu sequestrei a Miss Queen e tenho obrigado a muchacha a trabalhar para mim! Mentira. Mas é quase isso kkkk Ah! Heaven and Hell está com capa nova, também feita pela Miss Queen, mas ainda é provisória. Well, não tenho muito o que falar sobre este capítulo, apenas que... É o amooooooooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assiiiiiiiim kkkkkkkkkk Lá vai...

Mia estava deitada em sua cama, com a cabeça apoiada no peito de Castiel, também deitado ali. O anjo havia acabado de contar para ela como ele planejava tirar Metatron do comando do Céu e detê-lo de uma vez por todas. Mas, cansado de esperar que Mia se manifestasse a respeito, ele decidiu sondar:

— Você ainda não me disse o que achou do plano.

— Porque eu continuo achando que não é um plano, mas sim uma péssima forma de morrer. — opinou ela.

— Mia... — começou a protestar Castiel.

— É um plano cheio de "se" e "talvez", muita coisa pode dar errado, anjo! — alertou a garota alterando-se um pouco, antes de se sentar na cama e passar as mãos pelo rosto. — Você está contando que o Metatron vai cair na sua conversa, mas e se isso não acontecer? Sem ofensa, mas como ator você é um ótimo anjo de sobretudo.

Castiel sentou e franziu o cenho por um instante, tentando entender se tinha ficado ofendido com aquela observação ou não.

Convencido de que Mia só estava nervosa, ele segurou uma das suas mãos sobre a cama e recomeçou pacientemente:

— Eu sei que você está com medo de que as coisas deem errado, mas eu preciso que você confie em mim, Mia. Afinal, foi você que disse que eu sou o único que pode por um fim nisso, lembra?

Sim, ela lembrava muito bem de quando disse aquilo para Castiel. Foi na manhã em que voltou para o bunker, trazendo a graça dele. Mesmo assim, Mia não pôde deixar de retrucar:

— Não desta forma.

— Se você tiver um plano melhor, eu sou todo ouvidos. — desafiou o anjo, e depois de observá-la tentando pensar em outra opção, porém sem sucesso, ele ergueu o rosto dela com o dedo indicador, a fitou nos olhos e assegurou de uma forma serena e firme ao mesmo tempo: — Eu vou voltar para você, Mia. Eu prometo.

Depois que Castiel afastou a mão devagar, Mia respirou fundo, pensou um pouco e foi se convencendo de que não havia mesmo outra forma de tentar derrotar Metatron. Mas, temendo as consequências que aquele plano poderia gerar, ela cruzou os braços contra o peito e ameaçou:

— Acho bom mesmo, porque se você me deixar viúva antes de casar, ou depois ou por um segundo que seja, eu te mato, ouviu? Arranco pena por pena sem pensar duas vezes.

Castiel não conseguiu conter um leve sorriso diante do que ouviu e se ouviu respondendo:

— Esta ameaça não faz o menor sentido, mas eu entendi o recado. Não morrer.

— Exato. — confirmou Mia com um resmungo, e em seguida começou a levantar da cama.

Porém, antes que ela fizesse isso, Castiel a segurou pela mão mais uma vez, a impedindo de se afastar e a fazendo olhar para ele.

— Fica. — pediu o anjo por fim.

Depois de soltar a mão dele, levantar com um impulso e cruzar os braços contra o peito mais uma vez, Mia questionou na defensiva:

— Por quê?

Castiel levantou em seguida e respondeu com um misto de cautela e malícia:

— Porque amanhã será um dia decisivo, Mia. Eu só pensei em aproveitar melhor o tempo que nós temos juntos.

— Você acabou de prometer que não vai morrer e agora fica falando como alguém que não vai mais voltar? — estranhou ela, sentindo um aperto surgir em seu coração.

— Eu só estou dizendo que estarei muito ocupado amanhã. Todos nós estaremos, aliás. E que até lá, eu quero aproveitar cada segundo que eu puder com você. — explicou Castiel de um jeito carinhoso, dando um passo a frente e ficando bem perto de Mia. Mas diante do silêncio e do passo que ela deu para trás, ele ficou sério e questionou com desapontamento na voz: — Por quê? Você não quer?

Mia abriu a boca para falar, mas as palavras simplesmente não saíram.

Se ela queria passar aquela tarde com Castiel? Claro que ela queria. Mas, por outro lado, Mia não sabia se conseguiria relaxar com todos os sentimentos que a acometiam desde que o anjo falou sobre aquele maldito plano. Medo, apreensão, ansiedade, preocupação, pânico, certa raiva. Todos esses sentimentos sendo confrontados com a fé em Castiel, que Mia lutava para manter inabalável. O seu amor por ele no meio daquele fogo cruzado de emoções e incertezas.

Enquanto tentava ordenar esses sentimentos e pensava no que dizer, Mia observou a expressão de Castiel se suavizando aos poucos, como se ele soubesse exatamente o que estava se passando na cabeça dela e quisesse tranquilizá-la de alguma forma. Daquela forma, na verdade.

Pensando nisso, ele a fitou de um jeito ainda mais intenso e carinhoso. E então franziu um pouco o cenho, lembrando que Mia ainda lhe devia uma resposta.

— Não me olhe assim, gato de botas. — reclamou ela, relaxando um pouco e tentando conter um riso ao constatar a semelhança.

— O quê? — não entendeu o anjo, franzindo mais a testa, só que desta vez em sinal de confusão.

— Shrek. — disse Mia, achando que aquilo era explicação suficiente. — É um filme. — esclareceu ao perceber que não era o bastante.

— Ah! Eu não assisti. — falou Castiel, como se isso fosse necessário.

— Eu imaginei. — assentiu Mia, com um sorriso amarelo e revirando os olhos diante da afirmação óbvia.

Então houve um breve momento de silêncio, durante o qual os dois se entreolharam, até que Castiel deu mais um passo a frente e balbuciou:

— Então?

— Então? — rebateu Mia, dando dois passos para trás enquanto o anjo continuava se aproximando.

— Você ainda me deve uma resposta. — lembrou ele, estreitando o olhar na direção dela.

— Devo, é? — Mia se fez de desentendida e teve um pequeno sobressalto quando seu corpo encostou na cômoda atrás de si.

— Deve. — afirmou Castiel, apoiando as mãos no móvel e com isso encurralando a garota.

Quando ele se aproximou ainda mais, fazendo seus corpos ficarem quase colados um no outro, e fitou Mia nos olhos mais uma vez, ela sentiu-se completamente perdida naquele olhar. Seu coração aqueceu-se de uma forma engraçada, fazendo um sorriso bobo e involuntário surgir no seu rosto. O ar pareceu lhe faltar por alguns instantes, deixando sua respiração um tanto ofegante.

Aos poucos, Mia foi voltando para o mundo real e deu-se conta de que não queria sofrer por antecedência, por conta do que Castiel iria fazer no dia seguinte. Percebeu que a sugestão dele — de aproveitar o tempo que tinham até lá — era o melhor a se fazer. Mais do que isso, Mia sentiu que era exatamente o que ela queria também. O que precisava. Esquecer os problemas, o mundo, Metatron, tudo e apenas viver. Ou pelo menos, tentar fazer isso.

Então, depois de respirar fundo e sentir o seu corpo relaxar, Mia entrelaçou o pescoço de Castiel com os braços e entrou de vez naquele jogo de sedução:

— Sabe o que é, anjo? É que eu não sei bem o que dizer. Na verdade, acho que é isso... Eu não tenho nada a declarar.

Nada? — repetiu Castiel, arqueando as sobrancelhas.

— Nadinha. — confirmou ela, enquanto as mãos do anjo se afastavam da cômoda e encontravam a sua cintura. — Nada mesmo. — acrescentou, enquanto Castiel inclinava o rosto na direção do seu.

Os dois fecharam os olhos quase ao mesmo tempo e seus lábios encaixaram-se com um beijo suave e lento, mas que logo se tornou mais envolvente e intenso.

Com certa pressa, Mia arrancou o sobretudo de Castiel de qualquer jeito, bem como sua gravata, e em seguida começou a empurrar o anjo na direção da cama. Ele caiu deitado sobre o colchão e antes que se recuperasse do sobressalto, Mia já estava se posicionando sobre ele.

Ela cruzou os braços em volta do corpo para tirar a blusinha que usava, revelando seu corpo seminu.

Depois de jogar a peça em qualquer lugar, Mia se inclinou sobre Castiel e o beijou novamente. Abriu mais os lábios, envolveu sua língua na dele e aprofundou o beijo de uma forma intensa, enquanto as mãos do anjo seguravam o seu rosto, afastando seus cabelos, acariciando sua nuca, para em seguida descerem por suas costas.

Com um impulso e sem interromper o beijo, Castiel inverteu as posições e ficou sobre Mia. Ela o abraçou com mais força, apertando-o contra o seu corpo, como se tivesse medo de perdê-lo. E de fato, Mia tinha. Só não queria pensar nisso naquele momento. Aliás, ela não queria pensar em mais nada. Nada mesmo.

Com os dedos trêmulos, ela começou a abrir a camisa dele...

Mais tarde

Era noite e Sam estava no quarto, deitado na cama, com as costas apoiadas na cabeceira, com o notebook em seu colo pesquisando algo na internet, quando Claire abriu a porta e entrou.

Um perfume invadiu o recinto e o caçador ergueu o olhar na direção dela, que vestia uma camisola delicada que não chegava a cobrir os seus joelhos. Era de um tecido azul marinho com detalhes em renda branca.

Sam percebeu que estava com a boca ligeiramente aberta diante da imagem e a fechou rapidamente. Fez um esforço e voltou a olhar para a tela do notebook. Tentou se concentrar no que estava lendo antes. Na verdade, era apenas uma busca por casos que poderiam envolver demônios do exército de Crowley. Mas, felizmente, o demônio que possuiu Richard Henriksen parecia ser o único que tinha desertado. Pelo menos, por enquanto.

— Tão concentrado. — observou Claire, aproximando-se da cama.

Sam lhe lançou um sorriso amarelo, sem saber se estava feliz por ela não ter reparado no olhar indiscreto que ele lhe lançou antes ou não. Na realidade, estava muito difícil pensar sobre isso com Claire acomodando-se perto dele. Tão linda e cheirosa. Sem perceber, ele estava a olhando daquele jeito de novo.

Mas, quando ela encostou as costas na cabeceira e uma inquietação palpável surgiu em seu semblante, Sam voltou a si e perguntou:

— Aconteceu alguma coisa? Você parece preocupada.

Soltando um suspiro profundo, Claire confidenciou:

— É o meu pai. Eu estou achando que ele está muito calado.

— Como assim? — quis entender o caçador.

— Sobre essa questão do… — Claire hesitou ao sentir um arrepio percorrer o seu corpo, mas em seguida conseguiu dizer: — Metatron. — percebendo que Sam não tinha entendido o que ela queria dizer, a caçadora explicou melhor: — Se nós conseguirmos prender o Metatron no quarto do pânico, meu pai vai ficar cara a cara com ele. Meu pai e o anjo que me matou.

Depois de pensar um pouco, Sam questionou:

— Você acha que isso vai ser doloroso para o Bobby? Que ele vai sofrer?

— Ele já está sofrendo. O problema é que ele não fala a respeito. Com toda aquela pose de durão e rabugento... — expôs Claire. — Meu pai está guardando tudo isso, transformando essa dor em... Outra coisa. E eu tenho medo do que pode acontecer quando ele colocar isso para fora.

— Bem, eu estaria mentindo se dissesse que não entendo como o Bobby se sente. Honestamente, eu também não sei como vou reagir quando aquele... Desgraçado do Metatron estiver na minha frente. — admitiu Sam com uma faísca de ódio e dor no olhar.

— Ah! Que ótimo! Agora eu vou ficar preocupada com os dois! — disse a morena ainda mais aflita.

— Claire, o Metatron quase me tirou você! — lembrou Sam, alterando-se um pouco e a caçadora percebeu como era doloroso para ele recordar aquilo, viver com aquilo. — Eu não consigo nem imaginar como seria se ele tivesse conseguido mesmo, se o Crowley não tivesse revertido as coisas e... Eu não consigo nem imaginar...

Sam sacudiu a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos e Claire o observou com certa compaixão. Instantes depois, ela pediu com cautela:

— Só me prometa que você vai tentar se controlar. Por mim. Eu não quero que o Metatron te machuque, Sam, então... Por favor, apenas deixe que o Cas e o Kevin resolvam a situação, sem interferências, apenas dando cobertura aos dois.

O Winchester pensou um pouco enquanto tentava se acalmar. Por fim, mas ainda relutante, ele suspirou pesadamente, olhou na direção da esposa e se comprometeu:

— Tudo bem. Eu prometo. Satisfeita?

Após alguns instantes o observando, a preocupação de Claire foi se dissipando e tudo o que ela conseguia pensar era em como amava Sam e em como precisava dele para seguir em frente, para viver, para tudo.

O amor fez o seu coração palpitar e o desejo surgiu em seu corpo como uma faísca, que logo dominou os seus sentidos com chamas impiedosas, a levando a tomar a iniciativa.

Então Claire abaixou a tela do notebook e o pegou, deixando Sam confuso. Em seguida, ela esticou-se um pouco para colocá-lo sobre o criado-mudo, do seu lado da cama, e depois partiu para cima do marido com movimentos lentos e precisos de uma tigresa. Posicionou-se em volta da cintura de Sam e inclinou-se um pouco em sua direção, agarrando seus cabelos entre os dedos, o acariciando suavemente, e só então respondeu:

— Ainda não, mas, se eu não estou enganada, você pode me deixar... Muito satisfeita.

Sam riu um tanto surpreso e, embora estivesse zonzo com aquela aproximação, redarguiu ironicamente:

— Como você é romântica...

Claire riu de si mesma, admitindo que tinha sido direta demais, e então tentou consertar:

— Tudo bem, então se eu também te deixar muito satisfeito, você me perdoa pela minha total falta de romantismo quando o assunto é sexo?

— Sabe, algumas mulheres preferem o termo "fazer amor." — redarguiu o Winchester, como uma crítica velada.

— Aparentemente, alguns homens também. — rebateu ela com um sorriso divertido.

Antes que Sam retrucasse, Claire aproximou-se mais um pouco e distribuiu alguns beijos por seu pescoço, sentindo a maciez quente da pele dele, inebriando-se com o seu cheiro.

Sam fechou os olhos entorpecido e segurou na cintura dela com certa força, mas em seguida abriu os olhos, lutou contra os seus instintos e protestou:

— Você não pode estar falando sério...

— Como assim? — retrucou a morena e depois de se afastar o suficiente para fitar o marido nos olhos, provocou: — Você vai fingir que não me comeu com os olhos assim que eu entrei no quarto?

— Comer com os olhos?! Nossa... O romantismo só aumenta. — ironizou ele, rindo novamente, e quando a morena tentou uma reaproximação, ele segurou em seus pulsos com delicadeza e explicou seriamente: — Claire, você foi arrastada escada abaixo e atacada por um demônio. Aposto que ainda está com muita dor. Sem falar do seu pescoço e da questão emocional. Então, não me entenda mal, mas por mais que eu queira o que você está querendo, eu acho que nós devemos esperar mais um pouco até você se recuperar completa...

O caçador parou de falar quando Claire conseguiu se desvencilhar de suas mãos e subiu um pouco a camisola de uma forma provocativa, revelando suas coxas roliças e convidativas enquanto um sorriso sugestivo surgia em seu belo rosto.

— Não faça isso. — pediu ele, tentando resistir, embora seus olhos e seu corpo não conseguissem mais esconder o desejo que sentia. — Eu só estou preocupado e pensando no que é melhor para você, Claire...

— O melhor pra mim é você, Sam. Você e o seu amor. — esclareceu Claire, acariciando o rosto dele. — Só isso é capaz de afastar a dor que eu sinto. Não só a física, mas... Tudo. Eu preciso de você. — completou da forma mais sincera que pôde.

Sam sentiu o seu coração acelerar e uma sensação de felicidade inundar a sua mente. Ele se perguntava se algum dia iria entender o que ele fez para merecer Claire e o que diabos ela tinha visto nele para amá-lo daquele jeito.

Profundamente feliz com o que tinha ouvido, principalmente porque se sentia do mesmo jeito em relação à Claire, ele a fitou com carinho, envolveu seu rosto com uma das mãos, acariciando sua bochecha suavemente com o polegar e reconheceu:

— Agora você foi bem romântica. — e após uma breve pausa, ele quis se certificar: — Mas você tem certeza? Talvez fosse melhor...

Mais uma vez, Sam parou de falar. Isso porque Claire, depois de revirar os olhos diante daquele excesso de zelo, se ergueu um pouco, segurou na parte inferior da camisola e retirou a peça em questão de segundos, revelando o seu corpo seminu.

Sam a percorreu com os olhos repletos de amor e desejo, sentiu a sua garganta ficar seca e o seu pulso acelerar.

— Tudo bem, você me convenceu. — disse antes de se impulsionar para a frente, sentando no meio da cama com os calcanhares apoiados no colchão e envolvendo Claire entre seus braços. — Como sempre me convence. — completou antes de beijá-la calorosamente, lhe arrancando um riso abafado.

Com um movimento ágil, Sam virou-se, levando Claire consigo, e a deitou na cama. Com certa pressa, retirou a camiseta do pijama e depois inclinou-se sobre ela.

— Da próxima vez, eu vou só tirar a roupa. — disse a morena aos risos.

Foi a última coisa que Claire disse, já que em seguida a boca de Sam estava colada a sua, a envolvendo com intensidade, lhe roubando o fôlego e as forças. As mãos dele percorrendo o seu corpo, ainda dolorido, com sofreguidão.

Claire o abraçou forte, correspondendo ao beijo com voracidade e paixão. Logo, suas mãos alcançaram o elástico da calça de Sam e começaram a retirá-la junto com a boxer que ele usava...

Na manhã seguinte

Natalie não sabia ao certo com o que estava sonhando, mas, de repente o seu sonho foi invadido pelo peso de algo que comprimia o seu corpo contra o colchão. Sua pele se arrepiava constantemente à medida que era acariciada. Seus músculos relaxavam à medida que seu corpo era apertado de todas as formas possíveis por mãos ardilosas e ágeis. Uma mordida suave no seu ombro, beijos molhados em seu pescoço, um corpo nu esfregando-se no seu, a respiração quente de Dean em seu rosto.

Com os olhos entreabertos e com uma voz rouca de alguém que acabou de acordar, Natalie resmungou:

— Tarado...

— Oh, Baby... Não era para você acordar agora. Eu só estava começando. — murmurou ele em seu ouvido.

Natalie abriu mais os olhos e pensou em erguer o lençol para confirmar uma coisa. Mas ao sentir o contato direto da pele de Dean com a sua, ela se convenceu de que aquilo não era necessário.

Então, enquanto ele continuava a apalpando de uma forma ávida e carinhosa ao mesmo tempo, e beijando o seu pescoço, Natalie reclamou:

— Sr. Awesome, você tem que parar com essa mania de tirar a minha roupa enquanto eu durmo. E parar de me acordar desse jeito.

Dean a silenciou com um beijo libidinoso e apaixonado, que Natalie se viu correspondendo instintivamente, sentindo o seu corpo se aquecer de uma forma libertina. Em seguida, ela sentiu a mão de Dean subindo por sua coxa. A afastando um pouco. O suficiente para que ele se posicionasse melhor entre suas pernas.

Então ele interrompeu o beijo, arqueou as sobrancelhas, observou Natalie, que estava visivelmente sem fôlego, e perguntou com uma chama no olhar e um tom sugestivo na voz:

— Você quer mesmo que eu pare?

— Não se atreva. — respondeu Natalie sem pestanejar, e então o puxou para mais um beijo e entrelaçou as pernas em sua cintura.

Dean, obviamente, obedeceu.

Algum tempo depois

Natalie estava na cozinha, de frente para a pia, segurando uma caixa de suco de laranja e servindo a bebida em um copo que segurava com a outra mão.

Com um olhar distante, completamente distraída lembrando-se daquela manhã com Dean, ela teve um sobressalto e resmungou algo indecifrável quando percebeu que o suco havia transbordado do copo, molhando parte da pia e de sua mão.

Depois de arrumar a bagunça, desistindo de tomar o suco, mas feliz por não ter derrubado o líquido nas próprias roupas, — o que faria com que ela tivesse que tomar outro banho e trocar as peças que vestia — Natalie deixou a cozinha e caminhou pelo bunker.

Um suspiro escapou de sua garganta e ela balançou a cabeça negativamente, sentindo-se meio idiota por isso.

De repente, algo que viu de relance pela janela de um dos corredores a fez deter o passo imediatamente e se aproximar com um interesse palpável no olhar.

Dean estava do lado de fora, com uma calça jeans surrada e uma camiseta preta. O sol iluminando o seu cabelo naturalmente claro. A água da mangueira, que ele esguichava na direção do Impala, respingando nos seus sapatos de camurça marrom.

Sua outra mão segurava uma esponja, que ele esfregava de uma forma metódica e até carinhosa na lataria do carro. De vez em quando, Dean parava e enxugava as gotículas de suor que surgiam em seu rosto por conta do calor que estava fazendo àquela hora da manhã.

Natalie sentiu sua garganta ficar seca, mas não era de sede. Também sentiu um calor incontrolável, mas com certeza não era por causa do sol que aquecia o vidro da janela e reverberava em seu rosto ligeiramente ruborizado.

A vontade que ela tinha era de ir até lá, segurar Dean pela mão e levá-lo para o quarto imediatamente. Mas, por hora, se contentaria em ver aquela cena mais de perto.

Sendo assim, instantes depois, Natalie passou pela porta do bunker e sentou em um dos degraus que levava à entrada. Então olhou na direção de Dean, a alguns metros dali, e ficou olhando para ele sem desviar a atenção um segundo sequer. Na verdade, não poderia ser diferente, já que Natalie simplesmente não conseguia parar de olhar para o caçador.

Dean não era só indiscutivelmente lindo, ele era indiscutivelmente sexy também. E daquele jeito, lavando aquela lata velha e alheio a presença de Natalie, ele ficava ainda mais irresistível.

Em dado momento, a loira apoiou os cotovelos nos joelhos e o queixo nas mãos. Sem perceber, suspirou de novo, sorriu e a sua imaginação a fez ver algo que não estava acontecendo de verdade.

O tempo parecia ter parado quando Natalie viu Dean se molhando com a água tão cristalina daquela mangueira. Ele fechou os olhos enquanto a água escorria por seu rosto, pescoço, por sua nuca. O tecido da camisa estava grudando em seu corpo viril, ressaltando cada músculo...

Sentindo sua respiração falhar, Natalie se lembrou de outras situações em que a água escorreu pelo corpo de Dean Winchester. Na noite de núpcias, quando eles consumaram o casamento embaixo do chuveiro, e meses antes, quando Natalie tomou um porre por causa de Dean e ele lhe deu um banho frio. Na época, ele teve que entrar embaixo do chuveiro para segurá-la, ao mesmo tempo em que tentava resistir ao ímpeto de beijá-la.

Mais água escorrendo pelo corpo de Dean Winchester...

— Natalie?

A voz do caçador fez a loira voltar a si como alguém que acorda de um sonho abruptamente. Então Natalie viu Dean bem diante da escada onde ela estava e o encarou surpresa, confusa e, principalmente, constrangida. Viu que ele tinha uma flanela pendurada no ombro e olhou na direção do Impala. O veículo já estava seco e reluzindo de tão limpo.

Natalie se perguntava por quanto tempo ficou fora de órbita, quando levantou com um impulso. Pigarreou antes de dizer:

— Sr. Awesome.

— Está tudo bem, Baby? Você estava com uma cara engraçada. — disse ele, tentando não rir ao se lembrar daquilo. — Eu te chamei e acenei, mas você continuou aí, me olhando de um jeito tão... — sem conseguir encontrar uma definição, Dean preferiu perguntar: — O que você estava pensando?

— Que Deus existe. — respondeu Natalie, deixando essas palavras simplesmente escaparem ao se lembrar de tudo o que ela viu e imaginou em relação a Dean.

— O quê? — estranhou ele.

— O quê? — devolveu Natalie, voltando a si. — Cadê todo mundo?! — perguntou rapidamente, tentando mudar de assunto.

— Foram na frente. — respondeu ele.

— E o que nós estamos esperando? — indagou Natalie.

— Eu só estava arrumando umas coisas no porta-malas e resolvi dar um trato na Baby. — explicou Dean, e quando Natalie franziu o cenho, ele apontou para o Impala e esclareceu: — A outra Baby. — mas quando ela o fuzilou com o olhar, sem gostar da comparação, Dean ergueu as mãos na altura do peito e acrescentou calmamente: — Eu também estava esperando você terminar o banho, se arrumar, tomar o café, essas coisas.

— Bem, eu estou pronta. Nós podemos ir agora mesmo. — avisou a loira.

Dean olhou para as próprias roupas, respingadas de água e sabão, subiu os degraus, passou por Natalie e disse:

— Tudo bem, mas agora sou eu que preciso trocar essa roupa.

Natalie o seguiu com o olhar e perguntou sem perceber:

— Precisa de ajuda?

Dean deteve o passo e olhou na direção dela um tanto intrigado e tentado, antes de perguntar:

— O quê?

Fazendo um enorme esforço para não se atrapalhar ainda mais, Natalie corrigiu-se rapidamente:

— Eu quis dizer, não demore! E... Eu vou esperar no carro!

Dito isso, Natalie deu as costas para Dean e caminhou aos trancos em direção ao Impala. Logo abriu a porta, entrou e a fechou.

Dean permaneceu imóvel na soleira da porta olhando para aquela imagem com certa incredulidade. Ele não sabia se Natalie tinha errado de carro, já que o Camaro estava estacionado perto dali e ela estava agindo de um jeito estranho mesmo, ou se ela finalmente tinha admitido que o seu carro não era absolutamente nada comparado a máquina dele.

Independente da explicação, Dean ficou feliz com aquilo. Era bom ter Natalie mais perto, ao seu lado enquanto ele dirigia. No fundo, ele nunca gostou do fato dela ter um carro próprio, desdenhar do Impala e relutar em viajar ao seu lado.

Depois de dar mais uma olhada para aquela cena, Dean suspirou, sorriu levemente e murmurou:

— Minhas duas Babies juntinhas.

Em seguida, ele se virou e adentrou a sala do bunker.

Notas finais
Sobre este capítulo só tenho isso a dizer: É o amoooooooooooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assiiiiiiiim kkkkkkkk Mentira, tenho algumas ressalvas sim, então vamos por partes: Miastiel: Apesar do momento coelhada em ação, fiquei com um nó na garganta enquanto escrevia porque parecia que era a última vez que eles estavam fazendo nada, como uma despedida mesmo. Ai ai... O que será que eu vou aprontar com o Cas? Será que este capítulo foi uma despedida para Miastiel mesmo? Será? Será?? Será??? Aguardem e verão. Clammy: Eu amoooooo este casal! Amo escrever as cenas deles. O Sammy sempre preocupado com a moçoila e todo romântico, e a Claire toda cheia de segundas intenções... Tem como não amar? Mas, do jeito dela, a Claire é romântica sim. É que ela gosta de provocar o Sam, sendo direta deste jeito, deixando o bichinho encurralado kkkkk É muito love! Deanalie: Que coisa chata acordar com o Dean tirando a sua roupa e se esfregando no seu corpinho, né? kkkkkkkkk Naty, muchacha de sorte. Ah! E sobre a cena do Dean lavando o Impala, foi uma sugestão da minha mishamiga Hunter Debora Jones. Já que o Dean ficou todo negoçado quando viu a Naty em uma situação assim, decidi mostrar o inverso seguindo esta sugestão. E me diverti muiiiiito escrevendo esta parte kkkkkk Bem, espero que tenham gostado deste capítulo romântico e saliente, porque já no próximo... As coisas vão começar a se complicar um pouco... Ah! Sobre o plano do Cas, vocês acharam mesmo que eu ia revelar o que ele está planejando assim? Direto e reto? Nananinanão... Só deixei umas coisinhas no ar, mas o resto vocês vão entender à medida que o plano entrar em ação. Bem, inté o próximo capítulo... E agora é com vocês! Reviews?