Notas iniciais
Oi, gente! Tudo bem com ocês? Seguinte, este título super blééééé só será entendido no finalzinho do capítulo. E será uma descoberta bem instigante e importante para o rumo da trama. Agora vocês lembram que no começo da série, Sam e Dean viviam pregando peças um no outro? Então, a mishamiga Tishanny tinha dado uma sugestão de fazer algo assim na fic e eu resolvi tentar. Há alguns capítulos, quando Sam e Dean chegaram no bunker, o mais velho buzinou para acordar o caçula. Então ele acordou todo assustado e disse que aquilo teria volta, certo? Pois é, agora o Sam vai dar o troco. Neste capítulo também teremos o assunto mini pessoas (acho que agora eu encerro esta questão em H&H), um momento entre Bobby e Claire que eu adorei escrever e algumas diquinhas do que vem por aí. Enfim, espero que gostem! Lá vai...

Depois do café da manhã com o irmão, Natalie e Claire, Dean se viu obrigado a tomar outro banho. Isso porque o Winchester mais velho não parava de se coçar, o que fez a esposa e a cunhada o observarem um tanto assustadas e curiosas, enquanto Sam apenas ria da situação.

Logo Dean deduziu que, em algum momento, o caçula havia colocado pó de mico nas suas roupas, como uma forma de se vingar por ele ter o acordado com uma baita buzinada, quando os dois chegaram no bunker naquela madrugada.

Antes de deixar a mesa às pressas, Dean xingou o irmão de "bitch" e, como era de se esperar, Sam retribuiu a ofensa, o chamando de "jerk."

Enquanto Dean tomava o banho, e Natalie brigava com Sam por ter feito aquilo com o seu marido (embora no fundo, ela também tivesse achado engraçado), Claire encheu uma xícara com café e foi procurar o pai pelo bunker. O encontrou na sala destinada a prática de tiro ao alvo.

Havia uma grande bancada no centro do cômodo e, de frente para ela, vários alvos um ao lado do outro. Havia também um grande armário antigo, em uma parede perto da entrada. Atrás das portas de vidro, viam-se dezenas de armas arrumadas, dos mais variados tipos e calibres, além de caixas com munições. As balas eram feitas de prata e de sal, mas Claire notou que Bobby estava trabalhando em algo diferente na bancada.

Se aproximou devagar e viu duas caixas de madeira diante dele. Uma continha balas extremamente prateadas e a outra continha projéteis comuns, feitos de algum tipo de liga de chumbo. Mas mesmo assim, eram balas especiais, já que continham pequenas Chaves de Salomão gravadas em suas bases.

Naquele momento, Bobby estava segurando um pequeno maçarico na direção de uma bala, que estava sobre a bancada. Em seguida, ele desligou o maçarico e pressionou um tipo de molde sobre o projétil. Quando afastou o molde, o desenho de uma Chave de Salomão se revelou na superfície metálica e Bobby guardou a bala na segunda caixa.

— Parece divertido. — opinou Claire parando ao lado do pai e empurrando a xícara em sua direção. — Quer ajuda?

Bobby olhou para a filha enquanto segurava a xícara e tomava um gole da bebida quente. Depois afastou a xícara da boca e disse:

— Obrigado pelo café, Claire, mas tem certeza que você quer me ajudar com isso? Porque, honestamente, eu não consigo imaginar você mexendo com munição.

— Por quê? — estranhou a garota franzindo o cenho. — Eu sou uma caçadora, esqueceu?

— Não, eu não esqueci. Na verdade, eu acho que ainda não me acostumei com tudo isso. — confessou Bobby e diante da expressão um tanto surpresa da filha, ele decidiu explicar: — Não me entenda mal, Claire. Eu não estou dizendo que você não é capaz. Você é uma excelente caçadora, mas... Olha para você. Tão delicada, feminina e doce. E caçar é algo tão... Brutal. Envolve tantos sacrifícios e riscos. Você pode se machucar... Aliás, como foi que você se envolveu em tudo isso mesmo?

Claire não conseguiu conter um riso e logo depois comparou:

— Você está parecendo o Sam falando deste jeito.

— Por falar nisso, para ser bem honesto, até hoje eu não entendi como ele aceitou a sua decisão tão rápido. — confessou Bobby antes de tomar mais um gole do café. — É verdade que ele te ensinou a atirar?

Claire sentiu o seu rosto ruborizar ao se lembrar do dia em que ela e Sam estavam naquela mesma sala, quando ele a ensinou aquela parte prática e crucial para se tornar uma caçadora de verdade. De uma forma que ela nunca mais iria esquecer. Ainda mais porque depois que ela acertou o alvo, os dois se beijaram, pela primeira vez de fato, e finalmente assumiram o que sentiam um pelo o outro.

Relembrando aquilo, Claire passou a mão pela nuca e gaguejou um pouco ao confirmar:

— É... Ele... Ele ensinou. O Sam foi... E continua sendo... Um excelente professor. — e após uma pausa, se recompôs e ressalvou: — Mas no fundo, ele nunca aceitou que eu me tornasse caçadora, ele apenas se conformou e respeitou a minha decisão. Até hoje eu sinto que ele fica apavorado toda vez que nós vamos caçar juntos. — depois de mais um momento em silêncio, Claire prosseguiu: — Sabe, o Sam tem tanto medo de que aconteça alguma coisa comigo ou que algo me machuque, que às vezes eu me sinto como um cristal. Mas eu passei por tantas coisas nos últimos meses, coisas que quase me mataram e que ao mesmo tempo me fortaleceram, que por isso eu posso afirmar: eu posso até parecer um cristal por fora, mas por dentro, eu sou uma rocha.

Após refletir um pouco sobre aquilo, Bobby ponderou:

— Eu sei que você é uma mulher forte, Claire, mas mesmo assim, é difícil para o Sam. Assim como é difícil para mim. Eu acho que ele, assim como eu, só queria que você tivesse tido outra chance. Que a sua vida não tivesse mudado tanto, que você tivesse uma vida melhor do que essa, uma vida segura.

— Eu não trocaria a vida que eu tenho hoje por nenhuma outra. Eu tenho tudo o que eu preciso bem aqui neste bunker. Meu pai e o homem que eu amo. Além de amigos. E eu ainda posso ajudar as pessoas lá fora, salvá-las de coisas que elas nem sonham que existem. Então... O que mais uma garota pode querer? — argumentou Claire, sorrindo levemente em seguida ao perceber que Bobby tinha ficado sem palavras.

Por fim, ele terminou o café, colocou a xícara sobre a bancada e rendeu-se:

— Tudo bem, eu desisto. Eu entendi. Não importa o que eu diga, você sempre vai ter uma resposta na ponta da língua para me desarmar. Igualzinha à mãe.

Claire sorriu ainda mais ao ouvir aquilo. Gostava quando o pai falava algo sobre a sua mãe daquele jeito. Mostrava que os dois realmente viveram algo importante, que existiu um sentimento. Ela não era apenas o fruto de um acidente de percurso, ela era o fruto de um amor. De um caso rápido entre um caçador e uma mulher comum, mas ainda sim, de um amor.

Depois de pensar sobre isto, Claire olhou para as duas caixas sobre a bancada e recomeçou:

— Sendo assim, vamos trabalhar. O que exatamente você está fazendo e como eu posso ajudar? Eu quero dizer... Eu entendi que estas balas são contra demônios, — disse apontando a primeira caixa. — mas e estas? — indagou enquanto pegava alguns projéteis na segunda caixa.

— São contra anjos. — respondeu Bobby. — Eu derreti algumas das espadas que o Cas pegou de anjos que morreram, nos últimos meses, em combate com outros anjos ou com demônios. Então... O que você acha de derreter mais algumas?

— Como eu disse, parece divertido. — aprovou Claire colocando as balas de volta na caixa. Depois disso, ela olhou para o pai e acrescentou um tanto intrigada: — Mas ao mesmo tempo, é estranho, é... Como se nós estivéssemos nos preparando para uma guerra.

— O Crowley com um exército de demônios e o Metatron recrutando anjos sabe-se lá para quê? Eu acho melhor nós estarmos prevenidos para enfrentar os dois lados. Caso seja necessário, é claro. — explicou Bobby.

Claire sentiu-se um tanto desconfortável ao ouvir a menção sobre o exército de demônios. Era difícil para ela conviver com o fato de que quando teve a chance de mandá-los de volta para o Inferno, falhou. Ela não mediu as consequências dos seus atos e só conseguiu enxergar a oportunidade de se vingar de Abaddon.

Instantes depois, ela afastou aqueles pensamentos, respirou fundo voltando a si e, querendo fazer o que estava ao seu alcance naquele momento, disse:

— Você está certo. Eu vou buscar mais espadas na masmorra, mas... Se você não se importar, eu gostaria muito de ficar com a parte das balas contra demônios.

Bobby olhou para a caixa de balas com as pequenas Chaves de Salomão. Ela estava cheia até a metade. Depois olhou para um monte de balas, que estavam sobre a bancada, e que ainda precisavam ser marcadas com o símbolo. Em seguida, voltou-se para a filha e assentiu:

— Sem problemas.

— Ótimo. — balbuciou a garota pegando a xícara vazia sobre a bancada e se afastando em seguida.

Foi então que Bobby se lembrou de algo e a chamou:

— Ei, Claire!

A caçadora parou perto da porta, olhou para trás e falou:

— Sim?

Após um instante em silêncio, Bobby insinuou:

— Tem outra coisa sobre a qual nós precisamos conversar.

— E seria...? — quis saber ela.

O caçador lhe lançou um meio sorriso e respondeu:

— Minha netinha.

Claire ficou sem reação por algum tempo. Não tinha certeza se havia entendido direito. Mas por fim, ela suspirou incrédula e supôs:

— Você está brincando, não é? — porém, diante do sorriso do pai e do olhar significativo que ele sustentava, ela deduziu temerosa: — Ai meu Deus... Você não está brincando.

— Qual é o problema? — questionou Bobby sem entender por que a filha tinha ficado tão incomodada com aquele assunto.

O que ele não sabia é que Claire e Sam já haviam conversado sobre aquilo e decidido esperar o momento certo para voltar a falar sobre filhos. Os dois não tinham pressa e sabiam que existiam outras prioridades naquele momento.

O mundo estava um caos e era nisso que Sam e Claire queriam se concentrar por ora. Em tornar o mundo um lugar melhor e mais seguro para as pessoas e para a filha que eles poderiam ou não ter no futuro.

Mas Bobby tinha ficado tocado demais com o sonho de Mia. Talvez mais mexido do que Sam e Claire, ou mesmo Dean e Natalie. Isso porque avôs tendem a descomplicar as coisas, a enxergarem tudo de uma forma mais simples e emotiva. A verem apenas o lado bom das coisas.

Por isso, não seria fácil fazer Bobby esquecer aquele assunto, pelo menos por enquanto, e pensar com o lado da razão. E a razão dizia que aquele não era o momento ideal para se pensar em gerar uma criança.

Pensando em tudo isso, Claire avisou:

— Sabe, se nós vamos mesmo ter esta conversa... Eu acho que vou precisar de um uísque.

— O meu com bastante gelo, por favor. — disse o caçador tranquilamente.

— Ok... — assentiu Claire.

Instantes depois, ela finalmente deixou a sala, mas ainda estava tensa com o assunto levantado pelo pai. Tinha que fazê-lo esquecer aquela história de netinha. Ele não podia estar falando sério.

Dias depois — Final da tarde

Sam, Claire e Castiel estavam sentados em volta da mesa da sala principal do bunker. Os três folheavam alguns livros a procura do ritual para localizar a graça de Castiel, enquanto Dean e Natalie estavam sentados em um sofá no canto do cômodo.

Havia outros livros e papéis bagunçados sobre a pequena mesa diante deles. O casal estava pesquisando algo que pudesse ajudá-los com o exército de demônios do Crowley. Talvez um exorcismo diferente do convencional pudesse mandá-los de volta para o Inferno.

Enquanto isso, Bobby estava retirando algumas caixas antigas de um grande armário que havia no lugar. Ele abria cada uma das caixas e examinava atentamente cada objeto dentro delas.

Havia amuletos, estacas dos mais variados tipos, madeiras e tamanhos, facas de prata com símbolos gravados em suas lâminas, cristais, entre outros tipos de pedras, armas e artefatos.

Nas bases de cada caixa tinham compartimentos e dentro deles havia manuscritos feitos pelos Homens das Letras. Lá eles explicavam para o que serviam cada uma daquelas coisas, quais podiam ser usadas individualmente e quais deviam ser unidas a outros ingredientes para os mais diversos feitiços e rituais.

Já fazia algum tempo que Bobby tinha voltado da morte, mas mesmo assim ele ainda estava impressionado com aquele lugar e com o conhecimento sobrenatural que ele abrigava. Perto do bunker, a sua antiga biblioteca no ferro-velho era totalmente irrelevante.

Em dado momento, Sam afastou os olhos do livro que lia e olhou na direção de Bobby discretamente. Em seguida, olhou para Claire ao seu lado e perguntou num volume baixo de voz:

— Você acha que o Bobby aceitou que... Por enquanto, nós não vamos dar a netinha que ele cismou que quer?

Claire virou a página que tinha acabado de ler, olhou para o pai de relance, depois voltou-se para Sam e respondeu também aos sussurros:

— Eu não tenho ideia. Ele pareceu entender os nossos motivos, mas de vez em quando, ainda toca no assunto e parece ter esperança de que a gente mude de opinião.

Sam pensou um pouco e falou baixo novamente:

— Isso é tão engraçado. Há poucos meses, o Bobby não queria que nós dois sequer dormíssemos juntos, e agora, se ele pudesse, eu tenho certeza que nos trancaria em um quarto e jogaria a chave fora. E só nos tiraria de lá, quando você ficasse grávida.

— Bem... Tirando a parte da gravidez, que convenhamos, não é o momento, eu admito que a parte de ficar trancada com você em um quarto me agradaria muito. — insinuou a morena, fazendo Sam encará-la de uma forma intensa e com um visível interesse.

— Não me provoque. — pediu o caçador. — Nós temos que ajudar o Cas com isso. — lembrou passando os olhos pelos livros e papéis espalhados pela mesa.

Claire olhou na direção do anjo, que estava na cabeceira da mesa e aparentemente focado na leitura de alguns manuscritos, depois voltou a fitar Sam e indagou:

— Você acha que ele vai se importar se você me der só um beijo?

Sam pensou um pouco enquanto encarava a esposa. Sem conseguir resistir, se aproximou dela e passou uma das mãos por sua nuca.

— Eu espero que não. — respondeu ele por fim antes de encaixar seus lábios nos de Claire de uma forma carinhosa.

Como se não houvesse mais ninguém ali, a morena segurou o rosto dele e aprofundou o beijo, o tornando mais envolvente e intenso. Até que os dois ouviram Castiel pigarrear e se afastaram um tanto constrangidos. Olharam para o anjo que brincou:

— Por favor, se comportem... Coelhos.

Sam e Claire se entreolharam e sorriram discretamente, antes de voltarem a se concentrar no trabalho.

Enquanto isso, Bobby examinava uma das caixas que havia no armário e Dean jogava os papéis, que tinha lido, sobre a mesa de frente para ele e Natalie.

Distraída com outras leituras, a loira não percebeu que o marido estava entediado com aquela pesquisa. Na verdade, Dean nunca gostou daquela parte do trabalho. Por isso, sempre deixou que Sam cuidasse daquilo. Mas agora havia muito o que se fazer e todos tinham que se envolver mais. Inclusive ele.

Apesar disso, Dean não queria mais ler nenhuma palavra sequer naquele dia. Estava exausto de tudo aquilo. Exausto dos Homens das Letras e da linguagem rebuscada daqueles manuscritos escritos por eles há décadas. Tudo o que ele queria naquele momento, era esquecer tudo aquilo e relaxar. E claro, se divertir um pouco.

Pensando nisso e com certa cautela, Dean passou um dos braços em volta de Natalie e deixou que a sua mão repousasse no ombro dela. A loira se mexeu um pouco, sentindo um arrepio diante daquele toque, mas continuou concentrada em um livro sobre exorcismos.

Dean percorreu a sala com os olhos. Todos estavam concentrados em suas pesquisas. Então ele se aproximou um pouco de Natalie e colocou a outra mão no joelho dela.

Mesmo através do jeans da calça que vestia, ela pôde sentir o calor e a firmeza da mão de Dean. E não podia negar que a sensação era muito agradável. Suspirou profundamente sem perceber, mas acabou voltando a si em seguida. Então, sem desviar a atenção do livro, Natalie disse:

— Sr. Awesome, eu sei o que você está querendo.

— Sabe? — interessou-se Dean se aproximando mais um pouco da esposa e, com isso, a pressionou contra um dos braços do sofá.

— Sei, e é por isso que eu peço: pare. — pediu Natalie tentando manter cada um dentro do seu próprio espaço.

— Por quê? — sussurrou Dean enquanto mexia nos cabelos dela.

Finalmente a loira tirou os olhos do livro, virou na direção do caçador e respondeu também aos sussurros:

— Porque agora não é hora de brincar.

— Entendi. — balbuciou o Winchester antes de aproximar o seu rosto rapidamente do dela e surpreender Natalie com um beijo roubado, ignorando assim o que ela havia dito antes.

À princípio, Natalie bem que tentou afastar o marido, mas Dean era bem mais forte e estava empenhado em fazê-la não resistir. Então ela não resistiu e simplesmente correspondeu ao beijo.

Pelo menos, por um tempo. Um bom tempo. Mas quando sentiu a mão dele subir por sua coxa, ela lembrou de onde os dois estavam e o empurrou dizendo:

— Nem hora, nem lugar.

Dean ia protestar, tentar uma reaproximação e sugerir que eles fossem para o quarto, quando notou que Bobby observava os dois e continha um riso.

Enquanto Natalie olhava para Bobby um tanto constrangida, o Winchester se endireitou no sofá e questionou:

— Qual é a graça?

— Nenhuma. — respondeu o outro voltando a mexer nas caixas e nos artefatos que elas continham. — Eu só estava pensando que deste jeito, logo logo vocês vão me dar o meu netinho.

Ao ouvir aquilo, Dean arregalou os olhos assustado e Natalie deixou o livro cair da sua mão, derrubando outros que estavam no seu colo até aquele momento.

— Netinho? — repetiu ela com a voz trêmula fazendo Claire, Sam e Castiel olharem para aquele canto da sala com certa curiosidade. — O que... Que história é essa? Como assim? Não... Não vai ter netinho nenhum... Pelo menos não nos próximos dez anos!

— Dez anos? — surpreendeu-se Dean. E olhando para a esposa, ponderou: — Baby, não me leve a mal, mas se for esperar tudo isso, você vai ficar meio velha para ser mãe.

Irritada com o comentário, Natalie deu uma cotovelada na barriga de Dean, fazendo com que ele se encolhesse de dor e gemesse sem fôlego.

— Como assim velha? E você vai ser o quê?! Um garotão?! — rebateu ela indignada.

— Com certeza, eu vou estar mais conservado do que você. — provocou Dean ainda se recuperando da agressão sofrida. — Olha para mim, Baby. Eu sou como um vinho...

— Oh, por favor, não termine essa frase, seu idiota convencido! — interrompeu Natalie ainda mais nervosa.

— O que eu posso fazer? Eu sou assim. — disse Dean cheio de si e dando de ombros com certo desdém.

Bobby, que observava aquela discussão um pouco assustado, já que instantes antes o casal estava aos beijos, voltou atrás e disse desanimado:

— Eu retiro o que eu disse. Talvez o Sam e a minha filha passem na frente de vocês e me deem a minha netinha primeiro.

Logo depois, Bobby olhou na direção da mesa e observou as expressões assustadas de Sam e Claire. Sorriu levemente para eles enquanto os dois engoliam em seco e se entreolhavam.

Castiel sorria diante de tudo aquilo quando Mia entrou na sala, segurando o notebook e repetindo empolgada:

— Gênia! Gênia! Gênia! Eu sou uma gênia! — diante do silêncio que dominava o recinto, ela parou no meio do cômodo, olhou para cada uma das pessoas ali e disse: — Vocês estão com umas caras engraçadas. Está tudo bem?

— É tudo sua culpa. — acusou Sam ao lembrar do sonho que a garota teve, dela contando aquilo na mesa do café da manhã há algumas semanas, e da confusão que tudo aquilo gerou e continuava gerando.

Mia olhou para Claire que a encarou como se concordasse com Sam. Em seguida, olhou na direção de Natalie e Dean, que estavam com os braços cruzados e a olhando de forma também acusatória. Depois, Mia olhou para Bobby e Castiel que pareciam se divertir com aquela situação. E sem entender o que estava acontecendo ali, ela decidiu recomeçar:

— Bem, eu não sei exatamente do que eu estou sendo acusada, e honestamente eu não ligo... Mas permitam que eu me redima por qualquer coisa que eu possa ter feito. — depois que percebeu que tinha a atenção de todos eles, a garota revelou: — Eu descobri onde a Tábua dos Anjos está.

Ao ouvirem aquilo, todos se esqueceram do ocorrido instantes antes. Dean e Natalie se levantaram do sofá e, junto com Bobby, caminharam até a mesa, visivelmente surpresos e interessados diante do que tinham ouvido.

Claire e Sam levantaram de suas cadeiras igualmente interessados, assim como Castiel, que olhou para Mia e, tomado pela expectativa, perguntou:

— Onde?

A garota fez um pouco de mistério e sorriu animada, sentindo orgulho de si, antes de colocar o notebook sobre a mesa e virar a tela, de uma forma que todos ali pudessem ver uma imagem que ela exibia.

Bobby, Castiel, Claire, Natalie e os Winchester olharam para a imagem sem entender exatamente como Mia tinha feito aquela descoberta, ou mesmo se tinham entendido direito o que ela queria dizer com aquilo.

Por fim, Dean franziu o cenho e achou melhor confirmar:

— Em uma biblioteca?

Notas finais
E aí? O que acharam? Gostaram? Bem, conforme foi dito pela Mia aí no finalzinho, aparentemente a moçoila descobriu onde o Transformer escondeu a Tábua dos Anjos. Mais sobre isso no próximo capítulo, que terá a participação de um certo casalzinho que estava meio sumido desde Crossfire... Agora este lance do Bobby preparando munição com a Claire para uma possível guerra contra anjos e demônios, falo nada... E pelo visto o Bobby terá que esperar para ter os seus netinhos kkkkkkkkkkkkkkkk Agora contem-me tudinho e não me escondam nadinha! Reviews, por obséquio! PS: Muito obrigada a todo mundo que comentou o capítulo anterior e que está acompanhando também O caso do Slender Man. Em breve vou postar mais uma fic. Oi?