Heaven

4 You should be mine, because I´m yours


Notas iniciais
Olá pessoas

Depois do que pareceu uma eternidade para Bella, Alice entrou em casa. Pareceu assustada quando viu a amiga no chão de lágrimas no rosto. Se sentou no chão do lado dela. Perguntou o que tinha acontecido, preocupada.
— Estraguei tudo Ali. Eu fui muito idiota de pensar que eu tinha chance com ele. — Bella falou entre soluços.
Camael se levantou. — Não fala isso. — Ele disse.
— Quer dizer, já olhou bem para ele? Ele saiu de uma capa de revista e eu… sou só eu. — Bella continuou.
Camael gritou. Levou as mãos aos ouvidos. Não queria escutar o que ela estava dizendo. Alice muito indignada e querendo obviamente matar Edward, perguntou o que ele tinha feito com Bella. Bella contou que eles se beijaram. Que estava sendo maravilhoso e aí ele foi embora. Alice pegou os ombros da amiga. Gritou que ele não a merecia. Que ela era incrivel e que ele era um idiota. Alice estava preocupada, porque Bella não é do tipo insegura que fala coisas desse tipo. Camael andava de um lado para o outro. Pedia inutilmente a Alice que a fizesse entender que o problema não era Bella. Nunca seria Bella.
— Sou ridícula Alice. Como que eu pude pensar que ele podia ser mais que meu amigo quando ele nunca mostrou esse tipo de interesse… — Bella disse.
Alice abraçou a amiga. Camael tinha vontade de quebrar a própria cara. Sentia que estava falhando sua missão miseravelmente. Ele gritou irritado e saiu.
A campainha tocou.
As duas se levantaram. Alice foi até a porta.
—É ele. —
—Não quero vê-lo. Não quero que ele me veja assim. — Bella disse correndo para o quarto.
Fechou a porta atrás de si. Alice abriu a porta. Queria dizer a Edward que ele não podia entrar. Que Bella estava ocupada. Ou até mesmo que ela não o queria ver. Queria chamar-lhe todos os nomes horríveis que poderia imaginar e inventar um quantos outros. Ela conseguia ser bem criativa. Mas ele entrou e correu para o quarto dela. Ignorou todos os protestos de Alice. Entrou e trancou a porta atrás de si. Ela parecia destruída. Tentou se recompor. Ele se encostou na porta, com o peito subindo e descendo como se tivesse corrido a maratona. Ele não parecia melhor do que ela.
— Desculpa, ok Edward. Sei que somos amigos e eu não tinha intenção de estragar tudo. — Ela disse com certa urgência.
— Mas você não precisava sair correndo! — Ela quase gritou.
Ele não queria escutar mais. Não queria escutar de novo. Foi até ela e a pegou. Sentiu as lágrimas dela na sua boca. Bella tinha medo de respirar. Não sabia o que estava acontecendo. Queria lhe perguntar para que pudesse tentar fazer algum sentido. Dizer-lhe que estava confusa. Que queria explicações.
— Não te mereço. Não posso ficar com você. Eu peço que tenham piedade de mim quando a hora chegar. — Ele disse e antes que Bella tentasse entender o significado das palavras dele, ele a beijou.Parecia que ele estava se quebrando. Parecia que ele sentia dor. No entanto, ele nunca se sentiu tão bem. Tão vivo. Realmente vivo. Então ele soube que estar vivo é isso, sentir cada terminação nervosa no corpo, sentir o sangue correr nas veias. Queria tê-la. Queria que ela fosse dele, embora soubesse que era impossível. Com habilidade, pegou as pernas dela. Caíram os dois na cama. Ele se livrou da camisola dela em um ato desesperado. Viu-lhe os seios. Viu-lhe a marca no ombro igual a dele mesmo. Levou a boca até seu ombro. Bella fechou os olhos. Viu Edward com asas de Anjo. Lindas. Douradas. Brilhantes. Queria tocá-las. Queria senti-las no seu corpo. A boca dele desceu até seu peito. Sua boca no seu seio. Depois no outro. Bella pegou a camisa dele. Se livrou dela com as mãos trêmulas. Viu-lhe o corpo definido. Edward sentiu as mãos dela. Fechou os olhos por momentos. Sentia-lhe o toque mais do que na sua pele. Era como se ela lhe tocasse os ossos e a alma. Ele a olhou. Ela tinha lágrimas caindo por suas bochechas. Bella viu no olhar dele que ele tinha imensas coisas por dizer. Que de algum modo, isso o fazia transparecer uma angústia óbvia. Ele pegou o rosto dela nas suas mãos. Pediu para ela não chorar. Disse que não conseguia suportar isso. Pediu perdão como se fosse um condenado. Bella viu a agonia nos seus lindos olhos verdes. Tocou os braços dele. Sentiu uma dor no seu ombro. Uma dor estranhamente bem vinda. Calor que se estendia pelo seu braço. Olhou sua marca de nascença. Olhou o braço dele. Viu a mesma marca. Igualzinha. Se perguntou como que nunca tinha notado isso antes. Tocou a marca dele. Sentiu um formigueiro na sua própria. Olhou para Edward, confusa. Olhou seu ombro. Sua própria marca lhe parecia diferente. Não lhe parecia mais tão pequena e sem importância. Era óbvia. Era notável. Era linda. Edward a puxou para ele. Sentiu os seios dela no seu peito nu. Achou lindo os seios dela tocando o peito dele. Disse-lhe que ela era linda. Que nunca ele podia imaginar que fosse assim tão linda. Disse-lhe que queria beijá-la. Ela toda. Cada pedacinho dela. Que queria adorá-la. Quanto mais ele falava, mais Bella sentia que isso simplesmente não seria possível acontecer com os comuns mortais. Sentia o coração disparar. Sentia quase o corpo tremer. Ela lhe disse que ele podia tê-la. Que ela seria dele se ele quisesse. Era quase ridículo, Bella dizendo esse tipo de coisas. Eles se olharam. Cada um parecia hipnotizar o outro.
— Incrível como o destino funciona não é? — Ele disse, parecendo ter sido transportado para outra realidade.
— Não é suposto nossos caminhos se cruzarem. Nunca. No entanto, estou no teu caminho e você está no meu. — Ele terminou.
Bella continuava sem entender o que ele realmente queria dizer. Sempre tinha havido algo de enigmático sobre ele, mas ela nunca o viu tão misterioso. Ele não parecia fazer o menor sentido. Mas então, ele se deitou sobre ela. Ela sentiu que ele a queria. Escutou de novo ele lhe dizer o quanto ela era linda. Ele realmente a fez sentir linda. Como se ela fosse de outro mundo. Como se fosse algum ser divino. Mostrou-lhe o quanto a queria. Bella se sentiu morrer e renascer. Uma vez e outra. Até o dia amanhecer e os primeiros raios de sol invadirem o quarto. E sempre que fechava os olhos, ela via os reflexos dourados das asas que seria impossível Edward ter.

*

— Eu deveria te deixar dormir. — Ele disse, com ela nos braços.
Sentia o cansaço dela, mas sentia também o quanto ela estava feliz. Era bom sentir o que ela sentia. Lhe dava uma felicidade genuína. Sentia que ele mesmo estava feliz por ela. Queria ter a habilidade de parar o tempo e ficar ali. Com ela pela eternidade. Mas também sentia que ela tinha perguntas por fazer. Perguntas que ele não podia responder. Ela levantou a cabeça do peito dele, sorriu. Os olhos dela brilharam. Ele pensou ver reflexos dourados como os seus próprios olhos tinham, mas era impossível. Ela mordeu o lábio e Edward, embora não escutasse os pensamentos dela, sabia o que ela estava pensando. Sabia que ela queria mais, porque ele também queria. E o poder do querer era incrível. As pernas dos dois se entrelaçaram. Ele a apertou nos braços. Procurou a boca dela. Bella suspirou na boca dele.
— Você vai estar aqui, q-quando eu acordar? — Ela perguntou.
Ele sentiu a insegurança dela.
— Eu vou. — Ele disse, com certeza.
E beijou a boca dela mais uma vez. Apertou o corpo dela nos braços como se ela pudesse desaparecer. Como se alguém pudesse tirá-la dele. Ele queria dizer-lhe que ele sempre estava com ela. Mesmo quando ela não o via. Queria lhe dizer que não existia outro lugar onde ele quisesse estar. Que o lugar dele era ali, com ela. Queria dizer que a amava, mesmo sem ter conhecido um sentimento tão humano e devastador quanto o amor. Mas agora ele conhecia. E era bom. Melhor do que ele algum dia imaginou. Talvez ele agora entendesse porque os humanos faziam tantas coisas em nome do amor. Mas existiam coisas que ele não podia dizer em voz alta. Existiam coisas que ele não poderia lhe contar. Ela teria que descobrir sozinha, pois as palavras não poderiam ser ditas em voz alta. Edward tocou o ombro dela. Sentiu sua marca aquecer, sentiu a dor prazerosa. Soube que ela também sentiu. Ela se afastou levemente. Olhou a mão dele no ombro dela. Ele a olhava novamente como se quisesse dizer-lhe algo. Ela fechou os olhos. A dor era incrivelmente bem vinda. Quase deliciosa. Na escuridão viu o brilho de umas asas. Viu os reflexos no cabelo ruivo. Viu Edward. Viu as asas dele em volta do corpo, protegendo algo. Bella olhou para si mesma, nos braços dele. As roupas molhadas. Tinha alguns ferimentos. Edward apertou o corpo frágil nos braços, cobriu o corpo dela com suas asas. Bella reconheceu as roupas que usava, as mesmas do dia do acidente que matou seus pais. Escutou a voz dele, cantando no seu ouvido, querendo acalma-la. A voz dele poderia ter sido o que a fez sobreviver. Bella abriu os olhos. Lágrimas correram em suas bochechas. Ela abriu a boca para falar. Queria fazer um monte de perguntas. Se perguntou se ela estaria ficando louca. Sua mente estava um turbilhão. Edward colocou um dedo sobre os lábios dela. Balançou a cabeça em sinal negativo. Os olhos dele brilharam. Os pontos dourados nos olhos verdes explodiram. Bella voltou a fechar os olhos porque parecia não ter capacidade para suportar tanta beleza. Se viu dançando. O vestido dela colado no corpo. O copo da bebida na mão. Alice e as colegas dançando no meio da pista. Edward do lado dela. Ele dizia para ela não beber mais. Tocava a mão dela, tentando impedi-la. Pedia para ela olhar em redor. Para não aceitar bebidas de ninguém. Falava perto do rosto dela. Parecia em pânico. Bella não o via. Não o escutava. Viu Mike chegar perto dela e lhe oferecer um copo. Edward se metendo na sua frente, tentando impedir. Bella bebeu a bebida. Mike sorriu. Edward parecia querer matar Mike. Ameaçou acabar com ele. Mike pegou a mão de Bella. Edward surgiu na sua frente. Bella caiu nos seus braços. Bella voltou a abrir os olhos. Edward continuava ali com ela. Ela não sabia o que estava acontecendo. Mas sabia que o que quer que fosse, era importante. Soube que estava acontecendo algo surpreendente e fantástico. Se sentiu tonta. Edward beijou o rosto dela e a aconchegou nos seus braços. Bella se deitou no peito dele.
— Você precisa descansar agora pequena. — Ele disse.

Os olhos dela se fecharam lentamente. Bella sentiu uma brisa no rosto. Sentiu algo quente e suave tocando a pele dela, cobrindo o corpo nu. Sua consciência começava a flutuar na escuridão. Ela não conseguiria evitar mesmo que quisesse. Precisava dormir e o descanso parecia merecido. Ela pensou escutar Edward lhe pedindo para que o deixasse entrar. Aquela voz. Ele pediu, com aquela voz doce. Aquela voz que se fazia escutar em cada pedacinho dela.

E na escuridão ela viu uma porta que a convidava a entrar.

Notas finais
Até à proxima e obrigada a quem está lendo :)