Heartless

7 sexto capítulo.


Notas iniciais
ooooi gatitas, como estão? *-*'
Primeiro, como não dizer né: muito obrigada por todo o carinho e palavras lindas que cês me mandaram, o apoio de vocês é tão fantástico que nem sei como agradecer, mas de coração, obrigada. Vocês são demais véi! <­­3333
E agora da fic.. O capítulo não tem Beward, realmente n tive como em encaixar sem apressar as coisas e pra minha surpresa (sem novidade) ficou grande. Estava sem criatividade para cena de tortura, então relevem ok? ): Tem um pouco de humor e um Emmett fantástico, espero que gostem.
PS: Uma palavra repetida apenas duas vezes no capítulo, uma grande dica (e confirmação) sobre Beleza Mortal. Hahaha.

Três anos atrás...

Tyler Crowley estava exausto em todos os sentidos possíveis – mental, emocional e fisicamente. Já tinha perdido noção do tempo e lugar logo no segundo dia, não sabia, mas já era o quinto dia que estava ali amarrado. Estava passando por mais dor do que jamais achou que fosse passar – um pouco a cada dia que se somava a do dia anterior e então acabava com mais dor do jamais achou que fosse capaz de aguentar. E sem poder fazer nada a respeito, a não ser chorar, implorar e urinar de medo, como uma maldita marica. Ou um maldito ser humano amedrontado.

E estava ainda mais impotente por estar preso de bruços em uma mesa de autópsia de alumínio. Não amarrado, mas colado com uma quantidade mais do que generosa de supercola, daquelas que colam qualquer maldita coisa, e estava bem firme porque quando tentou se erguer sentiu a pele ser puxada junto. Só sairia dali se perdesse toda a pele do seu abdômen, pernas e sua área genital, que também estava bem colada à mesa.

E era nas suas costas que Beleza Mortal estava se divertindo. Tinha sequências de cortes fazendo formas e desenhos profundos em toda a extensão de suas costas e coxas, apenas no seu traseiro não tinha tocado. Até aquele dia.

— Isso não é excitante?

Tyler agitou a cabeça freneticamente, queria gritar "não, me solta!", mas a fita em sua boca lhe impedia. Então tudo que saia era ruídos incompreensíveis, fazendo Beleza Mortal rir. Amarrado de costas e com a boca tapada tinha que ficar com a cabeça de lado, com a bochecha no metal frio pra poder respirar pelo nariz.

— Já ouviu falar em BDSM? Eu gosto. Um pouco de sadomasoquismo e dominação, oh sim, deixa o sexo mais interessante e é o que estamos fazendo agora, só que mais extremo. O que você acha? Alguns usam cera de vela... Eu uso maçarico! — disse erguendo o maçarico. — Isso não é excitante?

Segurava um maçarico portátil solda autogena – parecia em todos os sentidos uma pequena chaleira com a alça para baixo, por onde segurava, e no início da alça o botão vermelho, e o bico por onde saia o fogo tinha uma distância confortável para que não causasse acidentes; caminhou pra frente de Tyler, para que pudesse ver o que tinha em mãos, e apertou o botão que ativava o lança-chamas. Ele tinha válvulas reguláveis para a quantidade de fogo, estava no médio e ainda assim era uma chama e tanto; assustador e fantástico, seus olhos brilhavam admirando aquilo. Adorava o fogo. Algo tão belo e perigoso que fazia uma analogia perfeita a Beleza Mortal. Tyler se agitou na mesa e começou a choramingar.

— Calma, querido, eu ainda nem toquei em você. — desligou a chama. — Sabe qual a frase de slogan desse brinquedinho aqui? “O poder da chama em suas mãos”. — gargalhou. — Isso não é engraçado? Porque eu realmente sinto o poder em minhas mãos. Incrível como algo tão pequeno como isso, pesando somente 4 kg tem a potência de 3.050C°. Isso pode ser usado para solda profissional e pode cortar uma barra de aço sem dificuldade. — fez uma pausa. Acendeu-o novamente, observou as chamas e desligou, sorrindo para Tyler. — Já imaginou o estrago que esse neném pode fazer em contato com algo tão frágil e delicado como a carne humana?

Podia ver o esforço que Tyler fazia para gritar, agitando-se naquela mesa como um peixe que tinha acabado de ser capturado e se agita no chão tentando voltar ao mar em busca de oxigênio. Era divertido. Mas precisava da trilha sonora. Com a mão livre, puxou com força e rapidamente a fita que cobria a boca do moreno.

— Melhor?

— SOCOOOOOOOORRO!!! — gritou. Recebendo uma gargalhada em troca.

— Shhh. Eu ainda nem toquei em você, gosto de gritos como trilha sonora apenas quando estou trabalhando, antes disso me irrita. — sorriu. — E nem vai ser tão ruim assim, sabe por quê?

Tyler não sabia se devia responder, mas ficou calado, apenas choramingando. E viu aqueles olhos selvagens se estreitarem, então com a mão livre pegar um bisturi dentro de seu decote. Esticou sua mão e enfiou o bisturi exatamente na altura da segunda vértebra torácica da coluna vertebral, gemeu de dor.

— Eu fiz uma pergunta... — disse e foi descendo o bisturi, abrindo um nove corte de pouco mais de um centímetro de profundidade, escutando os choramingos. — E eu gosto de respostas, estamos entendidos? — terminou na última vértebra da lombar.

— S-sim.

— Você não é tão idiota, grande. E entããão, sabe por que não vai ser tão ruim assim, Ty? — perguntou se divertindo com a situação.

— N-não, eu não sei. — respondeu chorando.

— Porque esse maçarico vai te proporcionar uma queimadura de terceiro grau, isso não é incrível? — e gargalhou. — Vou te explicar.

Voltou a guardar o bisturi no decote, deixando a parte da lâmina ensanguentada para cima, assim não se sujaria. E segurou o maçarico com a mão direita, para poder ter trabalhá-lo melhor. Observou alguns segundos em silêncio o corte aberto; os outros cortes, apesar de não terem cicatrizado totalmente, já não sagravam estavam apenas inflamados, mas aquele atual sagrava. O líquido vermelho e quente escorria lentamente por sua pele negra, brilhante e poderoso. Sangue e fogo, oh sim, aquilo seria uma mistura linda.

— Como eu ia dizendo... Não vai doer tanto porque a queimadura de terceiro grau atinge todas as camadas de pele que temos, podendo chegar a atingir músculos e ossos, então atinge as terminações nervosas, destruindo-as. E é tudo tão rápido que não tem como registrar esse processo, pelo menos com esse maçarico. Eu lembro que sempre me ensinavam “a dor é o sinal de que algo está errado” e esses nervosos são responsáveis de enviar ao cérebro essa mensagem. Sem eles, sem dor. Isso não é incrível? Deus, eu adoro o corpo humano e suas reações. — riu. — Mas não seria injusto que uma pessoa com queimadura de primeiro ou segundo grau sofresse mais do que uma de terceiro grau? Mas o tratamento e recuperação de uma queimadura tão grave demoram mais, acho que essa é a recompensa. — franziu o cenho. — Eu acho. Mas dependendo da rapidez da queimadura, a pessoa com queimadura de terceiro grau sente dor, porque tem que passar pelos dois primeiros graus. Então eu, sendo uma pessoa tão a favor de novos experimentos e sensações, vou começar com o maçarico mais leve e assim você pode sentir a queimadura de primeiro e segundo grau, até ser entorpecido pelo terceiro grau. O que você acha? Isso não é incrível também? Como eu tinha dito, é muito excitante.

— Não faça isso, me deixe ir... Por favor... Eu estou te implorando, por favor. — choramingou.

— Hum... Tudo bem, me convença, por que eu deveria deixá-lo ir e perder toda a minha diversão, querido?

— Porque eu estou te pedindo?! — sua frase saiu mais como uma pergunta do que uma afirmação. — Implorando.

Beleza Mortal assentiu e, por um segundo, ele teve esperança de que fosse suficiente e que seria livre.

— Claro que sim, você está pedindo, implorando. É... Eu sinto muito, eu não devia estar fazendo isso, eu sinto muito. — abaixou a cabeça, como se estivesse com vergonha de suas atitudes. — Eu tenho problemas e devia procurar tratamento, mas eu não sei... — sua voz era urgente e chorosa.

— Tudo bem. Só me solta e tudo estará bem, eu juro. Tudo bem.

Beleza Mortal deixou a cabeça baixa por alguns segundos, fungando e deu a impressão a Tyler de que estava chorando. Então a ergueu lentamente, com divertimento nos olhos e os lábios curvados pra cima em um sorriso cruel, então gargalhou.

— Sério? Você achou que seria assim tão fácil? Sério? Puta que pariu ein. — sua gargalhada ecoava pela sala com isolamento acústico. — Vamos lá, não me decepciona desse jeito, você não pode ser tão idiota assim.

Aumentou um pouco a potência da chama, era forte, mas causaria apenas uma queimadura de segundo grau. Muito dolorosa. Perfeito. E então apertou o botão ativando a forte chama azul. Não iria colocar os óculos de proteção, queria assistir ao espetáculo sem nenhum tipo de empecilho ou proteção.

— E agora quer saber qual vai ser a sensação? — perguntou retoricamente. — Vai ser tão rápido a queimadura da primeira camada de pele que vai sentir uma sensação que vai parecer frio no lugar onde foi queimado, mais nada. Você vai escutar o barulho do maçarico e os estalar de sua carne sendo frita, então o cheiro de carne queimada... E ai sim, dor. Muita dor. — riu.

Aproximou lentamente a mão, escutando os gritos de Tyler. Nem tinha encostado ainda, mas ele podia sentir o calor se aproximar de sua pele.

— Não, não, não, não, por favor, por favor, POR FAVOOOOOOOOOOR! — gritou quando a chama encostou logo na segunda vértebra torácica da coluna vertebral, em cima do corte.

Dor. Dor. Dor. A pior explosão de dor que já tinha sentido.

Seus gritos preenchiam o lugar, enquanto a chama descia lentamente lambendo e queimando sua pele até o fim do corte. E então subiu e aumentou a potência da chama, então o queimou novamente. E a queimadura de terceiro grau realmente não era tão dolorosa, mas o lugar estava sensível e ele simplesmente não conseguia parar de gritar pelo desespero que lhe atingia ao sentir o cheiro da própria carne sendo carbonizada. Sentindo a pele se soltar sendo consumida pela chama.

Então Beleza Mortal diminuiu um pouco a chama, desenhando um coração com a chama em seu traseiro. Já tinha entalhado em seu peito, mas era divertido fazê-lo com fogo. Iria soltar toda a sua pele com o fogo lentamente, deliciando-se com seus gritos e pedidos de clemência até que ele desmaiasse. Subiu o maçarico para trabalhar em seu crânio, quanto demoraria a atingir o osso?

Gargalhou e começou a fazer o teste.

— Noooooow there is a fire in me, a fire that buuuurns. This fire is out of control, I'm going to burn this city, burn this city. — cantou enquanto o maçarico fazia seu trabalho. — This fire is out of control, I'm going to burn this city, burn this city.

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... Dias atuais.

Edward apressou-se para o elevador em olhar para trás, enquanto apertava o botão, escutou-a fechar a porta do apartamento.

Merda. Rosnou mentalmente. Não conseguia pensar em mais nada, apenas em Bella... O singelo beijo... E o quanto queria um beijo de verdade. Merda.

Quando chegou ao carro, desativou o alarme e entrou rapidamente, jogando o paletó e a pasta no banco do passageiro, então o mais rápido que pode saiu dali.

O que você fez Edward? Algo gritou em sua mente.

Tanya passou em sua cabeça rapidamente, mas então Bella novamente.

Quer dizer, ele não tinha beijado ela. Ela tinha beijado ele. É, mas você começou beijando sua bochecha, a voz irritante da realidade ou consciência disse em sua mente. É, mas ela virou o rosto e então me beijou. Claro que sim, por que deveria se culpar por isso? Mas você é o homem casado que devia saber o quanto isso é errado. É, mas... Ela não tinha chamado alguém de ‘amor’ pelo telefone? Ela, provavelmente, também é comprometida. Será que ela também estava se sentindo culpada? Ou também queria muito mais? Isso não é da sua conta, o relacionamento dela é com ela e o parceiro, você só pode se responsabilizar pelos próprios atos, você não a parou, apenas manteve sua boca na dela. Tudo bem, talvez tivesse um pouco de culpa, mas qual é? Era homem e tinha sangue quente na veia, como podia não continuar? Você não tem culpa por ela ter te beijado, mas é culpado por ter vindo ao apartamento dela, culpado por não ter se afastado imediatamente, e é culpado por querer mais.

Por Deus, tinha sentido aquele pequeno beijo em sua virilha. Sim, droga, ele queria mais. Desesperadamente.

É errado, merda. Errado. Pare com isso. Agora.

Seu telefone começou tocar, assustando-o e o tirando da confusão de seus pensamentos. Merda. Manteve uma mão no volante e os olhos na pista, enquanto pegava o telefone no bolso. Era um agente da lei, devia cumprir a lei e não falar no telefone enquanto dirigia, mas no visor mostrar ‘Emmett’ e só podia ser do trabalho.

— Pode falar. — disse ao atender ao telefone.

— Volte pra cá, Romeu, temos um novo corpo. — Emmett disse.

Merda.

E foi suficiente para afastar qualquer outro pensamento. Beleza Mortal estava agindo, adeus Edward controlado pelos hormônios, entrava em ação agente Edward Cullen.

— Onde vocês estão?

— Washington Park. — Emmett respondeu.

— Essa merda é enorme, como vocês sabem que há um corpo?

— Tem uma mensagem bem clara de Beleza Mortal. Estamos conversando com os administradores do parque, já fechamos e tiramos todas as pessoas, e temos autorização, mas o lugar é grande e realmente acho melhor você ver antes de começarmos a mexer nisso.

— Estou chegando.

Desligou, colocou o celular no painel e pisou no acelerador.

–

Washington Park, conhecido como “Parque de Washington”, foi criado em 1934 como um espaço público da Universidade de Washington em Seattle, é situado numa área central da cidade, que foi concedida à universidade para projetar, construir e administrar um arboreto e um jardim botânico. O lugar era realmente grande, muito arborizado, cheios de trilhas e caminhos secretos, um lugar mágico e familiar onde às pessoas faziam caminhadas, corridas, piqueniques, passeios românticos, estudos da natureza, finais de semana era realmente cheio de pessoas que passavam a semana trabalhando, um lugar onde podiam curtir a liberdade da natureza no meio da selva de pedras.

E agora era um lugar onde Beleza Mortal tinha deixado um cadáver e isso assustava a merda pra fora do agente Cullen. Nem imaginava como seria se outra pessoa achasse o cadáver, provavelmente totalmente torturado pelo psicopata. Ele e sua equipe eram treinados e acostumados com os corpos fodidamente horripilantes de Beleza Mortal, não podia imaginar como seria se uma criança ou uma mulher, inferno até mesmo um homem, encontrasse, o trauma que poderia lhe causar. Inferno, isso o enfurecia.

Estacionou o carro em frente ao portão do parque, que já estava cercado pela polícia de Seattle – além das viaturas e os guardas, a fita amarela de isolamento –, os grandes carros de sua equipe do FBI e a impressa se amontoando em busca de novidades. Pegou seu revólver no porta-luvas e colocou no cós da calça, escondido pelo paletó, seu maço de cigarros com isqueiro em um bolso e o celular e os óculos na mão, desceu rapidamente colocando-o no rosto.

Nem precisava mais mostrar identificação, já que todos os conheciam. E assim que foi visto todos os jornalistas foram para cima dele, os guardas foram ajudá-lo para que pudesse passar.

— Agente Cullen, uma declaração, por favor. — um jornalista gritou, lhe estendendo um gravador.

— Agente Cullen, o que está acontecendo?

— Por que fecharam e isolaram o parque?

— É mais um corpo de Beleza Mortal?

— Foi uma denúncia?

— Ele voltou a atacar em Seattle?

— Por que a Equipe-Mortal está toda aqui?

— Já tem alguma pista?

— Agente Cullen!?

Eram gritos, perguntas, flashes e empurrões de todos os lados. Merda.

Quando chegou aos portões do parque, virou-se rapidamente para eles e ergueu os braços, para que se afastasse um pouco.

— Eu ainda não sei qual é a situação que vou encontrar aqui. Sei tanto ou menos que vocês já que, obviamente, acabei de chegar. Sim, minha equipe recebeu uma denúncia, então vamos investigar cada pedaço desse parque pra ter alguma certeza antes de dar qualquer declaração. E esperamos a compreensão de todos vocês agora. Quando tivermos certezas e respostas, vamos dar uma declaração oficial.

Antes que todo o furdunço recomeçasse, ergueu a fita amarela de isolamento e entrou no parque, enquanto os guardas seguravam a impressa.

Um agente estava o esperando para levar até onde ele era esperado. Estavam logo no inicio do arboreto, onde estava a maior e mais antiga árvore do parque que ele não tinha uma maldita ideia de que espécie era. Ao redor os agentes e mais perto da árvore – Rosalie, Emmett, Jasper e Alice.

— Finalmente você chegou, estávamos impacientes aqui. — Rosalie disse ao vê-lo se aproximar.

— O que temos aqui? — Edward perguntou, guardando o celular no bolso da calça e tirando os óculos no rosto, guardando no bolso interno do paletó.

— Veja você mesmo. — ela apontou para árvore.

Aproximou-se, se surpreendendo com aquilo, não era o que esperava.

— Mas que merda é essa? Vocês já examinaram ao redor?

— Estamos aqui a pouco mais de meia hora, já fotografamos e examinamos ao redor, nenhum vestígio. — Jasper disse. — Pode se aproximar e ver de perto, é no mínimo... Interessante.

Era um saco tipo ziplock grande e transparente, grampeado na casca da árvore com grampeador de madeira três vezes, dentro tinha algum líquido meio amarelado e no líquido algo parecendo um pedaço de carne esbranquiçado, lembrava a cor da pele de frango cru e congelado. Caminhou para perto e logo ficou óbvio o que era dentro do saco, já tinha visto aquilo muitas vezes nesses dez anos, já sabia diferenciar um de humano de longe, mesmo antigo e conservado em formol, ele supôs. Era um maldito coração. E no lado exterior do saco, na base, escrito com caneta permanente azul e letras bastão estava escrito – “Siga seu coração, belo mortal”.

E Edward pensou o quão doentio seria rir daquela merda, afinal, era irônico. Mandá-lo seguir o coração e dentro um coração de verdade. E belo mortal? Beleza Mortal tinha um humor fodido. Filho de uma cadela doente.

— Esse filho da puta doente está brincando comigo. — disse com humor.

— Você não é lá o Senhor Saudável, já que está rindo de suas merdas, né. — Rosalie ironizou.

— Essa merda é irônica. Siga seu coração, belo mortal? Aqui dentro tem um maldito coração e ele é Beleza Mortal, essa porra é irônica. Por que você disse que é um cadáver, se só vejo aqui um coração? — Edward questionou Emmett.

— Do outro lado da árvore, Romeu. — respondeu com ar de "não é óbvio?".

Edward estreitou os olhos para o amigo. Que o filho da puta não abrisse a maldita boca ou estaria fodido. Deu a volta na árvore e atrás tinha literalmente metade de uma camisa masculina cinza – cortada exatamente no meio –, também grampeada e presa à árvore.

— Siga seu coração, um coração e metade de uma camisa. Se fosse apenas um órgão, não teria porque tudo isso. É um jogo. — Emmett disse.

— Quando isso foi colocado aqui? — Edward perguntou voltando para o lado deles. — Alguém estava no parque na hora?

— Funcionários do parque percorrem todo o lugar antes de abri-lo, limpando e inspecionando, então não foi colocado à noite quando estava fechado, foi durante o dia e em horário de funcionamento. — Rosalie explicou.

— Tudo bem. Então com certeza tinha visitantes e funcionários. Alguém viu alguma coisa?

— Nada. Ninguém viu nada estranho ou suspeito, não tinha ninguém nessa região na hora.

— E onde estão os funcionários e visitantes que estavam aqui? Espero que ninguém tenha saído.

— Estão todos na administração do parque, desde que chegamos ninguém não autorizado entrou ou saiu.

— Menos mal. — virou-se para atrás, onde estavam três funcionários do parque. — Vocês.

— Sim, senhor? — um deles disse. O único adulto, os outros eram jovens, provavelmente adolescentes.

— Quero identificação de todos que estavam ou que estiveram no parque desde que o abriram hoje. E acesso as câmeras de vídeo.

— Senhor, o parque não tem livro de controle da entrada e saída dos visitantes, apenas os estudantes se identificam quando querem acessar alguma área do parque para estudo. E os funcionários batem cartão. — a menina disse. — E não temos câmeras fora da casa da administração.

— Não tem câmeras... Ótimo. — murmurou irônico, passou a mão no cabelo e bufou impaciente. Porra. — Então eu quero a identificação de todos os funcionários e visitantes que estão na administração, principalmente os funcionários. Quero nome, endereço, telefone, identidade, ocupação, tipo sanguíneo se necessário. Quero também os de todos os estudantes que se identificaram e dos funcionários que vieram e foram embora. Isso vocês tem?

— Sim, senhor.

— Ótimo. — olhou por cima dos ombros dele, onde estavam três agentes novatos e posição menor. — Agente Noris, Jolland e Lanard?

— Sim, senhor? — eles se aproximaram.

— Agente Noris, você acompanha esses três funcionários nesse trabalho; quero identificação completa. E quando conseguir, eu quero antecedentes criminais de todos. Logo mando o agente Whitlock e a doutora Brandon pra interrogar a todos. — disse, o agente assentiu. — Jolland e Lanard, vocês vão lá fora e procurem qualquer câmera de outros lugares que possam ter capturado imagem de quem entrava e saia do prédio, em todos os ângulos possíveis, portas e muros. E também as identificações dos donos dos carros estacionados ao redor do parque e no raio de dez quilômetros peçam ajuda dos guardas da polícia de Seattle.

— Mas como... — um deles começou.

— Vocês não estão no FBI à toa, deem um jeito. Anotem as placas de todos e mandem para o departamento de trânsito com um pedido de urgência do agente Edward Cullen. Parem os motoristas e peça identificação, não sei, sejam criativos e competentes. Quero isso rápido. Pra chegar até essa maldita árvore, não importa de qual direção veio, tem que entrar por algum lugar. Alguém entrou na porra do parque e grampeou a porra de um saco com um coração dentro, uma mensagem e uma camisa cortada, a não ser que foi a porra do homem invisível, alguém deve ter visto alguma coisa. — Edward disse irritado. — Quero saber quem foi o filho da puta que fez isso ou quem ajudou o filho da puta que fez a entrar e sair do parque. E quero agora. Pra ontem. Vão.

Os agentes e funcionários do parque assentiram e foram rapidamente, quase correndo. Edward voltou a encarar a árvore.

— Rosalie, coloque uma luva e tire esse maldito saco da árvore. Jasper, você tira a blusa, porque se o Emmett for com certeza vai rasgar tudo.

— Oh, obrigado pela confiança, Cullen. — o grandão ironizou.

— Gosto de ser realista.

Rosalie e Jasper caminharam para as malas com todo o equipamento do FBI e investigação para pegar as luvas e sacos de evidência.

— Alice, o que isso significa? — Edward perguntou mais suavemente. Sabia que de toda a sua equipe, ela era mais frágil. Ou melhor, a menos pronta para aguentar seus gritos de ordens. — Alguma ajuda na psicologia?

— Isso é um jogo, Edward. É obviamente uma caçada ou como no jogo Detetive, e eu posso apostar que o prêmio é o corpo do dono do coração no saco. Estamos em um lugar fechado, é a limitação de espaço. Siga o coração... É uma pista, assim como a blusa, está aqui dentro.

— Foi o mordomo... Na biblioteca... Com o castiçal. — Emmett disse.

— O que? — todos lhe encararam, inclusive Rosalie e Jasper que trabalhavam soltando os grampos que prendiam as pistas à árvore.

— Detetive. O jogo. Era sempre o mordomo, geralmente na biblioteca com o castiçal. Foi por causa desse jogo que entrei pra polícia, pra investigar assassinatos. Era sempre o mordomo. Ou o Coronel Mostarda. — disse com pesar. — Nunca gostei do Coronel Mostarda.

Edward o encarou incrédulo... Cético... Perplexo... E gargalhou. Puta que pariu.

E esse era outro motivo pra esse filho da puta bombado ser seu melhor amigo, realmente, nenhum osso tenso sob seus músculos. Sempre conseguia o fazer rir. Nem sabia como seria como contasse que beijou a doutora Swan, porque sabia que ia acabar acontecendo, de uma maneira ou de outra, acabaria contando para aquele filho da puta, que acabaria rindo e fazendo piadas, mas lhe ajudando com esse problema. E tinha que fazer quando estivessem sozinhos. Não que Rosalie fosse a melhor amiga de sua esposa, na verdade Tanya detestava Rose e o sentimento era totalmente recíproco, mas não queria os olhares zombeteiros de Rosalie sobre a situação ou que ela soubesse que tinha se tornado um porco traidor.

— Você é um filho da puta doente, Emmett. — Edward disse agitando a cabeça, cortando o riso aos poucos.

— É, mas eu como eu já te disse, também tenho covinhas adoráveis, um pau fenomenal e sou casado com a mulher mais deslumbrante do mundo e fodidamente boa de cama, então acho que estou no lucro.

— Tenho que concordar com cada palavra que ele disse. — Rosalie disse séria, mantendo toda a sua atenção ao trabalho que fazia para não rasgar o saco enquanto retirava os grampos, mas não pode deixar de ouvir. Mesmo que o marido estivesse se elogiando, também a elogiara. Era tão apaixonada por aquele homem que só conseguia ver isso. Mas durante o trabalho não era a senhora McCarty totalmente apaixonada pelo homem de convinhas adoráveis e pau fenomenal, era a profissional e durona agente Hale.

— Essa é minha garota. — Emmett afirmou sorrindo arrogante para Edward.

— Claro. Pelo elogio, aposto que vai ganhar um belo boquete no chuveiro.

— Não vamos nem chegar ao segundo andar, Cullen, vai ser na sala mesmo. E como eu sei que meu marido precisa contar cada detalhe da vida pra você, já lhe adianto, não vou deixar uma unica gota cair e sujar nosso tapete. — Rosalie disse irônica, fazendo-os rir.

— Ele não me conta cada detalhe da vida de vocês.

— Sim, ele conta. Sorte de vocês é que eu também te acho sexy e acho quente imaginá-los nus juntos ou iria ter bastante ciúme de você. — ela se virou, segurando o saco com o coração após soltá-lo e colocar dentro do saco de evidência. — E acho que você vai gostar de ver isso.

— Você realmente me imagina nu com o Emmett? Isso é nojento... E doente. — Edward disse se aproximando com o rosto franzido.

— Acredite, você não ia querer meu ciúmes destinado a você, Edward. E eu tenho uma queda por pornô gay. Machos alfas trepando é quente.

Todos riram de suas palavras.

— Você é doente. Ela já tinha dito isso a você? — Edward perguntou a Emmett.

— Já. Compartilhamos nossas fantasias, é assim que casamento deve funcionar, sabe. E ela nos imagina lá em casa. — ele respondeu divertido.

— Eww. — Edward faz barulho de nojo, franzindo o rosto. — Vocês dois são doentes.

Enquanto eles riam, Edward se aproximou da árvore, estava entalhada. Era um coração, daqueles que casais apaixonados fazem como demonstração de amor, mas grande suficiente para uma frase, em letras pequenas e bastão.

— "Mas leve seu cérebro com você... Woof, woof". — Edward leu em voz alta para os outros.

— Elas se completam. — Alice disse rapidamente. — Siga seu coração, belo mortal... Mas leve seu cérebro com você... Woof, woof.

— O que essa merda supostamente devia significa? — Emmett perguntou confuso. — Woof, woof? Isso parece um cachorro. Nos livros que minha mãe lia pra mim os cachorros sempre latiam assim, "woof, woof".

Edward parou, enquanto eles discutiam. Não registrava o que eles falavam apenas ruídos.

Siga seu coração... Mas leve seu cérebro com você. Pense agente Cullen, pense. O que você está querendo me dizer, Beleza Mortal. Sua mente vagava junto com seus olhos, olhando ao redor do parque, para todos os lados que olhavam tinham árvores e mais árvores, seria impossível olhar aquilo rapidamente. Isso parece um cachorro. Pense... Pense... Pense.

Seria impossível olhar aquilo rapidamente... Woof, woof... Sem um cão farejador. Claro. Siga o coração... O corpo do dono do coração... Mas leve seu cérebro com você... Metade da blusa, a outra metade estaria junto com o corpo, o cão farejador cheira a blusa, encontra tudo. Isso.

— Eu preciso de um cachorro. — Edward disse ao piscar forte e voltar à realidade. Todos se calaram e lhe encararam.

— Tanya não é alérgica á pelos? E um pet shop resolveria seu problema. — Emmett disse franzindo o cenho.

— Eu diria que você é idiota demais pro seu tamanho, mas você é enorme, então acho que sua idiotice é proporcional. Precisamos de cães farejadores. Seguir o coração é ir atrás do dono, e levar o cérebro é dar a blusa para um cão farejador cheira e nos levar até a outra metade, que provavelmente estará com o corpo.

— Wow, isso faz sentido. — seu melhor amigo disse. — Eu acho que você é gênio.

— Devo ser. Jasper, liga pro Grupamento de Cães da Polícia de Seattle e pede alguns cães farejadores, os melhores.

— Oh, claro, mas como inferno eu supostamente deveria saber o telefone do Grupamento de Cães mesmo, chefe? — franziu o cenho, entregando o saco de evidência com a meia camisa a Edward.

— Qual o problema de vocês pra se esforçarem um pouco hoje? Parece um bando de novatos da academia de polícia, porra. — revirou os olhos. — Liga pra Polícia de Seattle e mandem passar pro Grupamento de Cães, então diga que o agente Cullen do FBI/Equipe-Mortal pede os melhores cães farejadores. Agora. Pra ontem também.

— Sim, senhor, parece uma boa ideia. — Jasper disse com certa ironia, pegando o celular no bolso.

— Pode apostar. Rosalie me consiga o mapa de todo o parque, esse maldito lugar pode não ter câmeras, mas deve ter um mapa em algum lugar. E Emmett mande a perícia examinar a árvore e tentar achar qualquer maldita pista que possa nos levar a algum lugar. Ah, e não chega muito perto de mim ou sua esposa pode imaginá-lo caindo aos meus pés e chupando meu pau. — disse irônico.

— Isso seria quente. — Rosalie disse indo atrás de seu mapa.

— Já vou fazer isso. E não sonhe tão alto, Romeu, nos sonhos molhados dela, eu era o ativo, só pra você saber e não criar expectativas de que um dia irá foder meu lindo traseiro.

— Isso significa que você tem expectativas de foder meu lindo traseiro, McCarty?

— Oh sim, você bem que queria isso, Cullen. — rindo, foi chamar a equipe de perícia.

Edward estava irritado e impaciente com toda a situação, odiava trabalhar tateando no escuro; trabalhar de acordo com o que Beleza Mortal queria lhe dar. Porra precisava de um café... Ou um copo de uísque sem gelo (ou melhor, a garrafa inteira). E um cigarro. Mas isso podia resolver agora. Pegou o maço de cigarros e o isqueiro no bolso, acendeu um rapidamente e voltou a guardar as coisas. Fumando a uma distância da árvore para que as cinzas de seu cigarro não caíssem perto demais e confundissem a equipe de perícia, esperou a resposta de Jasper e o mapa de Rosalie, Alice estava ao seu lado anotando qualquer coisa em sua agenda, esperava que isso o ajudasse futuramente. Nervosamente, passou a mão pelo cabelo.

E teve Bella invadindo sua mente. Porque de alguma maneira, a ideia de conversar com ela, parecia mais atraente para relaxar do que café, uísque ou cigarro. Conversar... Então beijá-la novamente. Podia lembrar exatamente da sensação de ter os lábios dela sobre os seus – macios e suaves quase inocentes. Mas também podia imaginar que se tivesse aprofundado o beijo, ela teria se tornado algo quase selvagem, assim como ele, devorando sua boca em um beijo faminto. Podia imaginá-la caindo de joelho aos seus pés, então puxando seu pau pra fora e chupando-o duro, sua boca quente deslizando por toda sua extensão, tão famintamente quanto no seu beijo.

— Ei chefe, temos um problema. — Jasper disse deixando a mão erguida segurando o telefone, mas afastada do rosto, provavelmente pra que a pessoa do outro lado da linha não escutasse.

A voz de Jasper o trouxe de volta pra realidade. Piscou forte e a imagem de Bella se dissipou no ar como fumaça, deixando apenas suas bolas apertadas e doloridas, como seu pau endurecendo. Porra. Respirou fundo, não ia ostentar uma ereção no meio do trabalho. Foda-se, Edward.

— Outro? Yeap, o dia só fica melhor. — Edward murmurou soltando a fumaça de seu cigarro. — O que aconteceu?

— Eles estão dizendo que não tem cachorros.

— Não tem cachorros? Eles são a porra do Grupamento de Cães de Seattle, e não tem cães? Eles usam esse nome apenas por diversão? O que eles têm? Lhamas? — esbravejou.

— Eles não têm cães disponíveis pra agora, só pra daqui a no mínimo duas horas, porque os cães estão fazendo qualquer maldita coisa que é importante pra eles. Acho que são exercícios.

— Exercícios? A porra dos cães estão fazendo... Exercícios? Você está de brincadeira com a porra minha cara, me dê à porra do telefone. — estendeu seu braço com a mão aberta.

Controlando o riso, Jasper lhe entregou o celular.

Edward respirou fundo e se identificou para mulher que o atendia e exigiu os cães farejadores, tendo a mesma resposta de Jasper – os cães estão em momento de exercícios e descanso pós-refeição recomendado pelos treinadores. Jogou o cigarro no chão e apagou com a sola do sapato, soltando à densa fumaça branca.

— Docinho, eu realmente não quero gritar com você, porque eu realmente odeio gritar com uma mulher, então passe a porra do telefone para o cara que você mandou me dizer essas merdas, seu chefe. Agora. — rosnou.

Já até sabia quem estava lhe mandando dizer aquelas coisa, o chefe da polícia de Seattle, Sam Uley. O cara era um pé nas suas bolas, principalmente quando a polícia tinha que fazer qualquer coisa que a Equipe-Mortal mandasse por ser liderada pelo FBI. Enquanto esperava, a equipe de perícia estava cuidando da árvore retirando digitais, qualquer pequena prova e fotografias; Emmett e Rosalie voltaram, ela segurava o mapa detalhado do parque que tinha pedido.

— Escutei bem? Odeia gritar com mulher, quando eu virei homem mesmo? — ela bufou revirando os olhos, enquanto abria o grande mapa com a ajuda do marido.

— Pronto agente Cullen, Sam Uley na linha. — a voz masculina ecoou do outro lado da linha.

— Uley, claro, porque inferno não estou surpreso. — Edward murmurou irônico. — E é claro também que você sabe o que eu quero.

— Sim, minha secretária me explicou toda a situação, agente Cullen, e eu realmente sinto muito, mas temos protocolos a seguir.

— Não, você não sente porra nenhuma, Uley. Você quer apenas me foder desde que invadi seu território com a minha equipe. E o pior, quer me foder sem nem ao menos me pagar um drink, o que eu acho muito desrespeitoso, porque eu sou um homem de família. — zombou, fazendo sua equipe ao redor rir e Sam Uley limpar a garganta, mas realmente não teve a intenção de fazer graça, estava ficando furioso e seu sarcasmo cruel lhe dominava nesses momentos.

— Agente Cullen...

— Isso se trata de um caso grande e importante, Uley. Já ouviu falar de Beleza Mortal? Pois é. Agora pense como você será atacado pela mídia, seus superiores, corregedoria e população por negar mandar cães farejadores pra ajudar na investigação de algo importante. E pode ter certeza que vazar essa informação na mídia não será algo difícil.

— E o que você quer que eu faça? Há um protocolo.

— Eu realmente estou cagando nos seus protocolos, Uley. Só me mande à droga dos cachorros pra que eles possam cagar comigo e então farejar a porra desse parque. Ou então pode vim você e seus homens com os narizes bem limpos pra farejem vocês mesmos o parque. Eu não dou uma merda, mas alguém que fazer esse trabalho, então escolha. Acho que meia hora é suficiente pra que você coloque os cachorros e seus guias em um carro, então os mande para o Washington Park sem que eu tenha de fazer relatórios oficiais sobre o caso, certo, Uley?

— Sim, agente Cullen. Irei reunir a equipe. — disse a contragosto e desligou.

Edward podia fazer uma dança da vitória, mas estava furioso demais pra isso. Devolveu o celular ao Jasper e passou a mão no cabelo. Todos ficaram encarando Edward, esperando seu próximo grito ou próxima ordem, então Emmett gargalhou e todos entraram na gargalhada.

— Isso foi do caralho, Edward. — Emmett disse rindo. — Que chute no meio das bolas. E lá está Sam procurando o que o atingiu até agora.

— Você só não gosta dele porque ele deu em cima da Rosalie. — Edward disse rindo, o que fez Emmett fechar o rosto.

— Como se eu fosse dar bola para aquele imbecil. — ela bufou ao revirar os olhos. — E agora ela está atacando a Alice.

— O que? — Jasper rosnou, virando-se para Alice, que corou.

— Obrigada, Rose.

— Disponha.

— Como assim te atacando, Alice?

— Ele é um idiota, Jazz, qual é? Ataca qualquer coisa que use saia, nunca daria atenção pra um tipo desses. — ela se defendeu ofendida, mas ainda assim sorrindo internamente pela reação de Jasper, podia jurar que era ciúmes e isso devia significar algo mais.

— Mas eu ainda não gosto da ideia daquele idiota te atacando.

— Isso é engraçado em vocês homens. — Rosalie comentou. — Você não faz a porra da reivindicação sobre a Alice, não dá um único passo pra conquistá-la ou entrar nas calças dela, mas quando algum homem demonstra esse interesse, surta. Não que Sam seja digno pra Alice, mas porra né!

Alice e Jasper se entreolharam e coraram no mesmo instante, enquanto Rosalie e Emmett gargalharam. Edward segurou o riso, sabia o quanto o casal podia ser cruelmente constrangedor quando se juntavam, então resolveu interferir.

— Chega. Se o Jasper vai ou não tirar a cabeça do traseiro e chamar a Alice pra sair, ou foder, não é da nossa conta. — não pode resistir fazer o comentário, fazendo o casal gargalhar e o outro corar ainda mais. — Vamos voltar ao trabalho. Vamos subdividir o parque em áreas, assim fica mais fácil de procurar por ele e de nos encontrarmos depois, ai cada um fica com uma área e um cachorro, ou mais de acordo com quantos vierem.

–

As ameaças de Edward surtiram efeito sobre Sam Uley, porque pouco mais meia hora – quarenta minutos exatamente – os carros do Agrupamento de Cães chegou com os cães farejadores. Os seis melhores cães farejadores do batalhão e os seus guias. Edward já tinha dividido o parque em áreas nominando com letras – do A ao F – riscando no mapa com um canetão preto e a letra em cima. Designou um pra cada área, Alice inclusive, e mais um agente para a que sobrou, e junto um cão farejador. E ficaram de se comunicar pelos rádios que pegaram na mala de equipamento.

Com uma luva, tirou a metade da blusa do saco e deu para os cães cheirarem para que pudessem farejar onde estava a outra metade. Deixou que eles tomassem seu tempo, cheirando e gravando o cheiro, então estavam prontos. Rosalie se despediu de Emmett com um selinho rápido e um desejo de boa sorte, indo pra um lado com o outro guarda, Jasper e Alice tinham o mesmo lado, assim como Edward e Emmett.

Os cachorros foram à frente puxando seus guias, enquanto Edward e Emmett atrás, olhando para os lados e indo ao ponto onde tinham que se separar.

Edward estava pensando em uma maneira de puxar o assunto, mas agradeceu mentalmente quando o amigo o começou.

— E ai, como foi com a doutora? — perguntou maliciosamente.

— Legal. Tivemos uma boa conversa sobre Beleza Mortal, foi bom ter um novo ângulo da situação. E depois conheci um pouco da profissão dela, o que também foi bom. Conversamos e bebemos vinho...

— Vinho é? — perguntou sugestivamente malicioso.

— Vinho especial, não era muito alcoólico, estava mais um suco de uva bem fermentado, mas era delicioso, devo confessar.

— E uma psiquiatra pode oferecer vinho, ou suco de uva bem fermentado, aos pacientes?

— Eu não era um maldito paciente dela, Emm.

— Que seja. O que você está me escondendo? Conta à verdade, porra.

Filho da puta. Filho da puta. Filho da puta.

— Estou fodido, Emmett. Muito fodido.

— É. Isso eu já sabia, é meio óbvio, o que aconteceu?

— A gente se beijou. — disse rapidamente.

Porra se sentia uma maldita garota adolescente que beija e conta pra melhor amiga. Ele e Emmett sempre tiveram esse relacionamento, talvez fosse imaturo e machista, mas sempre compartilhavam quem beijavam ou fodiam, geralmente com mais detalhes do que a maioria dos homens, mas realmente não se sentia confortável em contar isso, porque dizia a respeito de uma traição. E uma traição que ele tinha gostado como o inferno... E inferno, queria mais. Porra.

— Wow, calminha ai, meninão. Como assim se beijaram? — Emmett perguntou com os olhos arregalados, colocando a mão sobre o peito de Edward para que parasse.

— Porra. Eu a beijei... Ela me beijou... Porra, eu não sei e não acho que importe no momento, foda-se, a ordem dos fatores não altera o resultado, era boca na boca.

— Boca na boca, tá, isso é um beijo. — disse calmamente, como se mastigasse lentamente cada pedaço da notícia mentalmente.

— É, foi o que eu disse Capitão Óbvio.

— Mas foi um beijo, beijo? Língua, saliva, mãos bobas e pau endurecendo?

— Agora sei por que você se casou com a Rosalie, você é tão doente quanto ela.

— Porra, Edward. Eu não queria soar como um idiota, mas você é casado e beijou uma mulher que não é sua esposa. Pra não ser machista ou tentar entender por você ser meu melhor amigo, estou pensando em Rosalie fazendo isso e realmente não ia gostar, consideraria uma traição. E você era o antepenúltimo cara que eu imaginaria traindo a esposa.

— E quem...

— O penúltimo é o seu pai e o último sou eu, obviamente. — disse revirando os olhos antes que ele terminasse a pergunta. — Então me dê mais pra que eu trabalhe aqui.

— Não sei cara. A gente conversou de boa a tarde inteira, mal nos tocamos, mas na saída... Bem, ela tem o costume de beijos na bochecha de despedida e eu me abaixei pra fazer isso, ela acabou virando o rosto e o beijo pegou no canto da boa, ao invés de me afastar eu continuei ali e ela me beijou. E não vou tirar minha culpa disso, porque isso é tão fodido quanto parece, cara, porque eu me sinto... Fodidamente atraído por ela, porque eu realmente queria continuar aquele beijo e arrastá-la pra dentro do apartamento e fodê-la... Porque depois que falei sobre você chupar meu pau, eu imaginei a Bella chupando o meu pau. Não minha esposa, graças a Deus não você, mas a Bella. Porra, eu tô me sentindo a porra de um pervertido e isso é uma merda.

Emmett o encarou por alguns instantes com o cenho franzido, com a fodida cara de pensador, então gargalhou.

— Isso não tem graça, filho da puta. — rosnou e socou seu braço.

— Ai, porra. — esfregou o lugar onde tinha recebido o soco, tentando parar de rir. — Você tem razão, é que sou imaturo demais pra essa merda, desculpa. Tá me deixe respirar e parar de rir. Tudo bem. Sei que não é engraçado, mas é... Cômico.

— Bem, então me mostre à parte cômica porque até agora só vejo a parte trágica, a parte que eu me sinto um porco traidor, mas ainda assim não consigo parar e quero desesperadamente entrar nas calças de uma mulher que não é minha esposa.

— Bem, olhando por esse ângulo perde um pouco a graça, então seria cômica se não fosse trágico. De longe, todo o drama é comédia. É que... É engraçado vê-lo assim. Te conheço a tanto tempo e você acaba se estressando no trabalho, assistindo a jogos, fazendo diversas coisas, menos a coisas referentes a relacionamento. Você nunca perdeu a cabeça por uma mulher, sempre foi controlado e certinho, gostava de tudo certinho e politicamente correto. Tudo preto no branco, sim ou não, nunca cinza ou talvez. Porra, eu nunca vi você tão... Confuso e balançado por alguém e eu sempre achei que esse fosse seu jeito de se apaixonar, porque nem quando começou seu relacionamento com a Tanya você ficou assim. E agora... Você foi chutado no traseiro por essa mulher e tá procurando o que o atingiu até agora. Você lembra a mim...

— Quando conheceu a Rosalie. — Edward completou. Emmett assentiu. — Porra, e o que isso significa? Você estava fodidamente confuso e eu escutei sobre isso noites e noites, até que você tirasse a cabeça da bunda e fosse se acertar com ela, então vocês acabaram casando. E o que inferno isso significa pra mim, porra? Eu sou casado, eu amo a Tanya.

— Você ama a Tanya? Beleza. Eu te amo mano, mas nem por isso estamos casados. Existem diversos tipos de amor. Você e a Tanya ficaram muito tempo juntos, dividiram uma história, óbvio que sempre irá existir algo entre vocês e que você irá sentir um carinho imenso por ela, até mesmo amá-la. Mas isso é suficiente pra deixá-lo feliz e sustentar esse casamento?

— Eu não sei.

— Não confunda amor suficiente pra continuar esse casamento com comodismo, Edward. Você está nisso há mais de dez anos, claro que a ideia de mudar pode assustar. Mas continuar esse casamento pode foder ainda mais com você. E com a própria Tanya. Amor nem sempre é suficiente, apesar de ser uma das coisas fundamentais, mas sabe uma coisa? Você pode amar a Tanya, mas eu não vejo você apaixonado por ela.

— Tá, então você está dizendo pra eu me divorciar?

— Não, estou mandando você tirar a sua cabeça da bunda também, porra. Certo que o casamento não tem que ser um mar de rosas sempre, mas também não tem que ser a porra de uma dor na bunda todos os dias. E sinceramente? Eu nunca vi e não vejo você empolgado com o seu casamento ou com a sua esposa, como eu vejo você agora empolgado com essa nova mulher. Talvez você esteja se apaixonando por ela, talvez seja apenas fogo de palha e vai passar quando você fodê-la, mas e daí? Acho que você devia parar de tentar tanto salvar algo que obviamente não tem salvação, então experimentar coisas novas. Dar a si mesmo uma chance de viver totalmente, ser feliz.

— Tá. Agora sim você tá mandando eu me divorciar, é isso?

— Bem, se você entende que o seu casamento é que você está tentando salvar e não tem salvação, beleza, então você se divorciar. — Emmett disse com um sorriso presunçoso.

— Filho da puta. Ponto anotado. — murmurou sarcástico, fazendo-o gargalhar. Ele o tinha pegado com um jogo de palavras óbvio, foda-se.

— Eu estou apenas sendo sincero, dizendo o que eu vejo. Você acha que eu e Rosalie estamos em crise?

— O que? Claro que não, vocês estão obviamente apaixonados, combinam perfeitamente e se completam nas diferenças, eu não acho que o casamento de vocês possa acabar tão cedo.

— Eu também não acho. E com toda a sinceridade do meu coração e das minhas bolas? Eu sou totalmente apaixonado por esta mulher e tenho estado desde o dia que nos conhecemos, cara. Amo cada maldita coisa a respeito dela, até os fodidos defeitos e manias que irritam o inferno pra fora de mim. Amo acordar e dormir ao lado dela, eu tenho ciúmes dela porque tenho medo que ela possa achar algo melhor que eu e amo quando ela me diz que isso nunca vai acontecer porque me ama e ninguém é melhor do que eu pra ela. Amo quando brigamos e fazemos as pazes com o melhor sexo da nossa vida. Amo ela por completo, por dentro e por fora, mas isso não me faz cego, claro que eu vejo outras mulheres e que às vezes, tendo a carne fraca, acabo olhando mais do que deveria. Mas sabe qual a diferença? É que quando isso acontece, eu me lembro da Rosalie e lembro que tenho tudo que eu preciso em casa, é ela quem eu amo e tenho um tesão fodido que parece nunca passar, porque ela é suficiente e é ela quem eu quero. Ninguém mais. Pense nisso, pense se consegue dizer isso sobre você e sua esposa sinceramente, depois pense se tudo que eu te disse não faz todo o maldito sentido.

Edward o observou em silêncio. Aquilo tinha o acertado em cheio como um soco na cara, outro no estômago e talvez um chute nas bolas. Oh sim, uma surra da realidade, Edward, aproveite que é de graça.

— E eu acabei de te deixar sem palavras. Sou realmente foda quando faço tanto sentido né? — Emmett se vangloriou. — Bem que mamãe sempre disse que sou mais do que minhas covinhas adoráveis.

— Vá se foder Emmett.

— Eu te dei muito que pensar. Tente colocar isso na gaveta das 'coisas fodidas para resolver mais tarde' e volte para o arquivo na sua mesa 'coisas fodidas para resolver agora', Beleza Mortal. Temos trabalho a fazer.

Filho de uma puta.


Notas finais
E então, o que acharam? Não gostei da morte, minha criatividade pra maldade estava off, então desculpa, mas é BM então não critiquem ou mando ir atrás de vocês u.u KKKKKK N. Mas em compensação, me diverti escrevendo esse capítulo por toda a falta paciência sarcástica do detetive Cullen ~tô treinando minha comédia, vai. fiz alguém rir em algum momento? só pra saber, comentem isso kkkk~ e pra fechar Emmett, yeah! Mais alguém ai amando ele e o querendo? Porque tô na fila pro menage com ele e Edward (e pensando em escrever uma fic assim, ops KKKKKKKK). E no próximo a Bells volta e as coisas esquentam mais um pouco, ai ai *-*'
Então já agradeci lá em cima, mas obrigada de novo. Espero todas comentando ein? Sempre respondo com dicas (dependendo da pergunta), só olhar os reviews kk são todas muito bem vindas! Bora comentar e até o próximo, bjsbjs s22
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PS: Eu tinha comentado sobre a nova fic e recebi mó apoio a postar, então comecei a postá-la. a Let me take you there, uma quente comédia romântica totalmente Beward. Quem estiver interessada em dar uma olhada, aqui vai o link. E se gostar e ler, reviews são sempre bem vindos!
https://www.fanfiction.com.br/historia/237053/Let_Me_Take_You_There