Heartless

5 quarto capítulo.


Notas iniciais
oooi gente, aqui está o capítulo novo.
Preparem-se, como é o meu aniversário, eu caprichei com duas mortes. A primeira com tortura baseada na cena de um filme (Doce vingança, é forte e totalmente explicito, não é o filme com enredo e os caralhos, é cheio dos clichês, mas as mortes são espetaculares KKKK). E segunda morte é mais fácil e de um jeito diferente. E também tem dose de Emmett, espero ter conseguido um pouco de comédia pra aliviar KKK Espero que gostem. Aproveitem.

Um ano atrás...

Victória Gigandet tentava afastar a névoa de confusão da mente, mas a dor latejante em sua cabeça trazia apenas explosões de lembranças em flashes.

Apertou bem os olhos e os abriu novamente...

"Suas bocas se cruzavam apaixonadamente, fazendo-a sentir o leve gosto mentolado sobre o forte gosto de vinho em sua língua e a mão deslizar cobiçosa por sua coxa."

Tentou mexer os braços e as pernas, mas estavam presos. Tentou virar a cabeça, mas também estava presa...

"A ruiva gemia, contorcendo-se sobre os lençóis brancos e macios, agarrando um punhado do tecido com tal força que deixava os nós de seus dedos brancos. Mmmm. Naquele momento, James, seu marido, nem passava por sua mente. James-quem? Apenas pensava no momento e sentia a língua habilidosa lhe dando prazer. Circulando seu clitóris, chupando com força e os dedos lhe penetrando avidamente, então a mordida. E seu grito de prazer."

Victoria piscou e as lágrimas quentes desceram por seu rosto, morrendo em seu cabelo. James... Sinto muito, sinto muito. Tentou gritar, mas sua boca estava tampada por um grande pedaço de Silver Tape...

"Estava ofegante, suada e satisfeita. Quando diabo tinha gozado daquele jeito? Ah claro, nunca. E inferno, queria mais. Precisava demais. E nem percebeu, mas logo alguns choramingos saíram de seus lábios e escutou a própria voz implorando por mais. Um riso divertido e sádico saiu por entre aqueles lábios doce e logo depois sua voz branda, aveludada: — Não se preocupe minha querida, essa noite será... Inesquecível. E então a picada na parte interna de sua coxa branca. E alguns minutos depois... Escuridão."

Victoria não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. E olhou para baixo o máximo que a corda prendendo o seu pescoço lhe permitia, na verdade, o que inferno estava acontecendo?

Estava nua, presa sobre uma grande banheira de cerâmica. Sob ela tinha três faixas de madeiras largas em lugares diferentes – uma sob sua cabeça até o seu pescoço, uma sob seu bumbum e a última sob seus pés. E percebeu que estava presa nas madeiras com tiras de couro afiveladas no máximo e presas a elas, e seus braços estavam presos ao lado do corpo com várias voltas de Silver Tape ao redor de sua cintura. E quando se balançou, percebeu o quão instável aquela estrutura era. Mas era apenas água... Não era?

— Você acordou, que bom. Você não sabe o quão feliz eu fico quando acordam. Ás vezes me preocupa um pouco a possibilidade de alguém ter alergia ao que eu uso e acabem morrendo. — a voz de Beleza Mortal ecoou pelo lugar escuro. — Antes da hora, é claro.

E gargalhou. Caminhou até a chave do interruptor e acendeu a luz. A luz falhou algumas vezes antes de acender completamente e iluminar o lugar, mas Victória só tinha a visão do teto branco e das lâmpadas tubular presas a ele. E então sentiu os dedos suaves em seu rosto, vacilou com o toque, e mesmo ao perceber que a mão apenas enxugava suas lágrimas, não conseguia relaxar. Soltava ruídos e gemidos sob a fita em sua boca, enquanto seus olhos desesperados imploravam para que lhe soltasse. E em resposta, apenas o sorriso perverso e os olhos brilhando selvagens.

Victória tinha visto aquele mesmo sorriso e olhar antes, mas deduziu que se tratava apenas de algo sexual. Desejo e excitação, como no caso dela. Antes não tinha percebido o quanto aquele sorriso e olhar eram assustadores, mas agora, sabendo exatamente com o que estava lidando, presa e a mercê de qualquer merda, sim, assustavam o inferno pra fora dela.

— Quer que eu tire isso da sua boca, querida? Eu posso fazer isso pra você. Mas você não pode gritar, está bem? — acariciou o rosto da ruiva com os dedos. — E nem é por mim, é por você mesma. Mesmo que grite e se esgoele, ninguém vai te escutar. Estamos bem longe de todos e aqui tem isolamento acústico. Eu apenas não quero escutar gritos... Antes do momento certo. Ok?

Victória choramingou e assentiu da melhor maneira que pode. Tinha certeza que a fita seria tirada lentamente e suavemente, como os afagos que recebida na bochecha, mas foi tirada em um só golpe e com força, fazendo-a gemer de dor. Lambeu os lábios e engoliu seco, ainda em lágrimas.

— Por que...? O que eu fiz? Por favor, me deixe ir...

— Pergunta clichê. — bufou. — Eu gostaria que fossem mais criativos nessas últimas perguntas, mas nunca são. Sempre a mesma coisa. E a minha resposta é sempre a mesma. Nada. Você não me faz absolutamente nada, mas eu gosto disso.

— Por que eu?

Beleza Mortal apenas riu, afastou-se por poucos segundos, tempo suficiente para pegar o bisturi pronto em cima de um pequeno balde branco com tampa que estava sobre uma cadeira. E voltou, alisando o rosto assustado com o bisturi.

— Você me escolheu, Victória, lembra?

— Eu não...

Desceu o bisturi por seu pescoço, por entre seus seios, por sua barriga, pelo pequeno triangulo de pelos ruivos bem aparados protegendo sua intimidade até suas coxas. Victória sentiu o fio da navalha fria do bisturi percorrer sua pele sem cortar, mas isso não impediu que fechasse os olhos e murmurasse uma chuva de “por favor” chorosos.

— Você veio até mim com essas pernas — Beleza Mortal então apertou o bisturi em sua pele, abrindo um corte verticalmente na coxa, um palmo abaixo da cintura até o joelho. — De livre e espontânea vontade.

— Não. — Victória murmurou. Sentindo a dor e o calor do corte se espalhar por toda a coxa.

— Mesmo casada... — subiu o bisturi, abrindo um pequeno corte na horizontal sobre o outro corte. — Mesmo sabendo o quanto teu marido te ama... — um novo corte logo abaixo, também horizontalmente. — Você veio até mim e eu lhe dei o que queria: um grande sexo e deliciosos orgasmos, e dessa parte nem eu não posso reclamar, você é uma vadia deliciosa na cama, mas apenas sexo não me satisfaz. Preciso de mais.

Quando acabou, tinha feito além do corte vertical na coxa até o joelho, cinco cortes horizontais de um lado ao outro sobre a outra linha e também até o joelho. Não eram cortes grandes, eram precisos para que ela não sangrasse desnecessariamente, mas para serem dolorosos. Pequenos fios de sangue escorriam pela pele branca agora completamente avermelhada e queimando. Victória chorava mais alto, mas não gritava. Beleza Mortal se inclinou para Victória, deixando seus lábios a centímetros de distância.

— Se eu posso lhe dar o que você desejava... Você pode me dar o que eu desejo. Mesmo que doa como o inferno. — Beleza Mortal riu suavemente e então beijou seus lábios.

Victória balançou e seu corpo tremeu enquanto se entregava ao choro, escutando apenas riso em resposta. Beleza Mortal deu a volta na banheira e foi para a outra coxa de Victória, fazendo a mesma sequencia de cortes na pele.

— O que você acha que James está pensando agora, ein? Você sumiu e ninguém sabe nada ao seu respeito. Será que ele já supôs que você o está traindo? Ou ele é bonzinho demais pra pensar isso da sua adorável esposa? Ele sabe que você o trai, Victória?

A ruiva apertou os lábios, tentando ignorar a pergunta e afastar a dor percorrendo suas coxas pelos cortes abertos. E então sentiu uma dor mais forte, o bisturi penetrando sua pele abruptamente, mergulhando em sua carne. E um grito esganiçado rasgar sua garganta.

— Quando eu faço uma pergunta, gosto de ter respostas. E eu perguntei: seu marido sabe que você o trai, Victória? — manteve o bisturi enterrado e o mexeu suavemente, fazendo-a gemer de dor.

— Nã-não. Não. Eu sou a esposa ideal pra ele. Bonita... Boa de cama... E fiel. Ele... Não sabe de nada. — respondeu rapidamente. — Por favor...

— Bom, assim que eu gosto. Viu o que você me fez fazer? Eu não queria fazer isso. A culpa é sua, ruivinha.

Deixou o bisturi em sua coxa e se afastou novamente, pagando um rolo de Silver Tape. Puxou um pedaço e cortou com a boca, deixou o rolo cair no chão e segurou o pedaço cortado. Com uma mão puxou o bisturi e com a outra colocou a fita por cima, bem presa e firme, pra evitar que o sangue vazasse. Limpou o sangue do bisturi na água da banheira abaixo dela rapidamente e voltou a erguê-lo.

— Você está se sentindo sozinha ou culpada, Victória? Se quiser, posso trazê-lo pra que você possa pedir perdão e pra te fazer companhia.

— Deixa o Jamie fora disso! — rosnou.

— Jamie? — repetiu com ironia. E gargalhou. — Ainda não decidi. Ele nunca vai saber o que aconteceu com você. Tão sozinho. Sentindo-se traído e abandonado, eu posso ajudá-lo. Talvez um drink, grande sexo e deliciosos orgasmos como dei a você. Sabe que eu posso fazer valer a pena os últimos minutos dele, assim como fiz com você.

—Não ouse tocá-lo ou eu...

— Ou você o que?! — interrompeu. — Termine essa frase, porque realmente me interessa saber o que você pode fazer se eu tocá-lo.

Victória arfou e mordeu o lábio inferior, engolindo o choro e humilhação. É não podia fazer porra nenhuma. Merda. Inferno. Sinto muito.

— Acho que você pensou melhor, não é? Mas ok. Agora vou ter que sair um pouco, você pode ficar aqui, não pode? Fique a vontade e sinta-se em casa. — riu.

Pegou a Silver Tape do chão, cortou um pedaço e, mesmo com os protestos, colocou sobre seus lábios. Beijou sua testa, então saiu.

Beleza Mortal a deixou ali no escuro, nua, amarrada, assustada e chorando. O mais absoluto silêncio. E Victória não sabia o que era pior – fica sozinha ou com Beleza Mortal. Deus, como podia ter se enganado tanto. Sua aparência e seu papo... Oh Deus. James. Por favor. Chorou até dormir.

No dia seguinte, Beleza Mortal voltou e fez uma nova sequencia de cortes e desenhos em sua barriga, perguntando sobre o casamento com James e a obrigando a responder. Perguntando sobre o sexo e os momentos românticos. Fazendo-a se sentir ainda mais suja por trazer James, seu marido dedicado, pra conversa.

Beleza Mortal não voltou no terceiro dia.

No quarto dia, Beleza Mortal entrou assoviando qualquer música e com o mesmo bisturi em mãos. Victória estava cansada, dolorida, com fome e, por mais que tivesse tentado segurar, tinha urinado ali mesmo, pode escutar o barulho quando a urina caiu na água da banheira sob ela. Estava com cortes inflamados e doloridos nas coxas e barriga, queria tanto apenas... Morrer. Já que sabia que não sairia dali tão rápido. E sentia-se estúpida porque só percebeu que era de Beleza Mortal no quarto dia, quando deslizou o bisturi na altura de suas costelas.

— Você deve ter um baço bonito. É uma pena imensa que eu não vá vê-lo, porque quero testar algo novo com você. É uma pena de verdade. Fazer o que, né? — sorriu divertindo-se com toda a fodida situação.

Os olhos de Victória se arregalaram e então a dor da Silver Tape ser arrancada de seus lábios com violência.

— Beleza Mortal...?

— Você não é particularmente inteligente, não é querida? Só agora? Uma pena. — riu. — Sabe o que gosto também em você? Seus seios. — subiu o bisturi da costela até o mamilo. — Grandes e reais. Não sou tão a favor de silicone, ficam tão falsos e duros, na mão e na boca não é tão bom quanto parece. Gosto assim, real. E seus mamilos então, oh sim, tão delicados e... Rosa. Aréolas grandes e bicos pequenos, mas posso dizer que se sente bem ao toque e na boca, não é?

Beleza Mortal tirou o bisturi e abocanhou seu seio, Victória gemeu. A ruiva queria pedir que parasse, mas não conseguia. A boca era habilidosa e era o único momento de prazer naqueles quatro dias. A língua provocava o pequeno pedaço de carne, circulava e empurrava, roçando os dentes sobre ele. Sugou, mordiscou, capturou-o entre os dentes e puxou, fazendo-a gritar. Beleza Mortal continuou com a boca ali e desceu a mão, violando as dobras da sua intimidade e sentiu a umidade nos dedos. E gargalhou, erguendo-se, lambendo os lábios.

— Você é uma cachorra, não é? Mesmo eu tendo de cortado, machucado, mentido e te amarrado aqui... Você ainda se excita e reage ao meu toque. Você ainda consegue se lembrar da sensação de me ter fodendo você, não é? Uma cachorra. — colocou os dedos na boca e chupou a nata dela. — Mmmm. Mas uma cachorra deliciosa, e eu espero que te sirva de consolo. E então, ruivinha, pode me dar esses seus mamilos?

Os mamilos estavam enrugados e enrijecidos, passou o bisturi ao redor da aréola lentamente, depois um círculo mais apertado só ao redor do bico. E abriu um sorriso ao mergulhá-lo na pele. Victória gritou.

Beleza Mortal cortou cuidadosamente e milimetricamente ao redor do mamilo, deliciando-se com os gritos e protestos. Quando terminou, tinha o pequeno e rosado mamilo na mão e a carne vermelha de seu seio exposta. E fez a mesma coisa do outro lado, ficando com os dois na mão. Sorrindo das lágrimas e da dor.

— Lindos mamilos. Agora vou te dar meu ultimo presente e volto amanhã, está bem? — colocou os mamilos sobre a barriga dela e começou a desenhar o coração no seio, abaixo do corte redondo aberto e da carne exposta, do lugar onde antes devia estar o mamilo.

Até para chorar, Victória estava cansada, mesmo com as lágrimas escorrendo silenciosamente por seu rosto. E agora era esperar o fim.

E quando acordou no quinto dia, de um modo diferente. Estava sonhado que estava mergulhada na escuridão, pensava ser a morte, mas a morte não deveria arder tanto. Sentia seu nariz e pulmões queimarem. Quando acordou, estava com o rosto dentro da banheira cheia de água. Ergueu a cabeça, tossindo e cuspindo freneticamente, foi quando percebeu a mudança, agora estava sem fita na boca e presa de bruços e sobre apenas duas madeiras – uma nas coxas cortadas e outra abaixo dos seios. Não tinha ideia de quando ou como aconteceu a mudança, provavelmente tinha usado a mesma substância da primeira vez, pois a Silver Tape ao redor de seus braços tinha sumido também seus pulsos estavam amarrados nas costas. As luzes estavam acesas e escutava o assovio.

— Eu cansei Victória. Não quero mais brincar. Cinco dias é o meu limite. Você também está cansada, não é querida?

— Por favor... — murmurou ofegante.

— Claro. Eu tenho uma surpresa. Como eu disse, quero testar algo novo.

Victória escutou seus passos e de bruços, sem o pescoço amarrado, conseguia ver onde estava indo. Até o pequeno balde branco com tampa. Pegou-o, destampou e sorriu maliciosamente. Voltou a passos lentos para perto da banheira. Jogou a tampa no chão. E virou o conteúdo na banheira, um pó branco que se espalhou rapidamente na banheira cheia de água, Victória podia sentir o calor vindo da banheira, a leve fumaça e escutava claramente o som da água chiando como sal de fruta.

— O que é isso? O que é isso?!

— Oh, isso? Apenas um pouco de ácido sulfúrico concentrado que eu consegui com um amigo. A quantidade exata para a quantidade de água da banheira, para que ele mantenha total acidez e poder de corrosão. Esse pozinho é perigoso, sabia? Tanto que você nunca pode jogar água no ácido, ou pode ferver e espirrar. Tem que ser sempre o ácido na água. E essa água agora deve estar quente, pronta para corroer qualquer coisa que caia nela. Principalmente carne, e eu adoraria testar com carne humana. Então olha o que eu trouxe pra você ter uma noção...

Pegou no bolso do casaco um pequeno saquinho plástico e dentro os pequenos mamilos arrancados. Sorrindo, tirou os dois do saquinho e jogou na banheira com ácido sulfúrico. E sem demora, começou a reagir igual salgado congelado em óleo quente, como se estivesse fritando, até ser totalmente corroído e desaparecer na banheira.

— Não, não! Me tira daqui, por favor, não! — Victória começou a implorar desesperada.

Beleza Mortal gargalhou. Jogou o balde longe e segurou a madeira sobre o seio dela, então a puxou rapidamente, fazendo-a gemer ao lacerar sua pele. Victória gritou, usando toda a força que tinha para manter o tronco erguido, porque se não, iria cair direto de cara na banheira mortal e seu rosto seria devorado pelo ácido. E chorava, implorando.

— Belo equilíbrio e força de vontade, mas infelizmente, você não vai aguentar muito tempo. Você vai cair com o rosto na água da banheira, o ácido vai ferver ao redor de você e corroer toda a sua pele lentamente, em seguida as várias camadas de tecidos. Você vai se desesperar com a dor infernal que vai lhe tomar e vai respirar então esse ácido vai entrar em suas vias aeras e você vai se engasgar, enquanto ele também te corroí por dentro, pode imaginar a dor da queimação? Oh sim. Você vai se erguer por alguns segundos, mas a dor e o cansaço, físico e psicológico, vão te derrubar de novo. E o ácido vai terminar o trabalho, corroer seus músculos e te fazer ter uma terrível hemorragia interna. E depois de toda a dor e sofrimento lento, você vai morrer e só vai sobrar o seu crânio, desprovido de qualquer carne. Até seu lindo cabelo ruivo, preso nesse coque, vai desaparecer. — Beleza Mortal gargalhou. — Então vamos. Quero ver quanto tempo você consegue manter esse rostinho bonito.

Victória já estava ofegante, lhe encarando com uma mistura de ódio e dor, como se ao mesmo tempo em que lhe mandava ir se foder, implorava por uma ultima chance, mas não aguentava mais...

Não, por favor, não... James, eu sinto muito...

A ruiva gritou quando desabou com o rosto na água.

Beleza Mortal estava longe, para evitar que a água ácida não lhe atingisse quando Victória caísse. E realmente não atingiu. Pode escutar a água chiando, a fumaça, a água branca borbulhando ao redor de seu rosto e pescoço, então os gritos abafados nas bolhas.

— But all you are is mean… — Beleza Mortal cantou.

Victória se ergueu novamente, respirando ofegante e com dificuldade, já tinha várias partes do rosto corroído e gritava de dor, tossindo uma espuma sangrenta que saia de sua boca, quando desabou novamente na água ácida.

— All you are is mean, and a liar, and pathetic, and alone in life, and mean, and mean, and mean, and mean. — gargalhou.

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... Dias atuais.

Edward fumava apático na sala de reuniões. Três dias se passaram e nenhuma novidade. Nenhum corpo, nenhum órgão, nenhuma pista verdadeira ou falsa, absolutamente nada. Três dias sem mudanças. E o mais estranho, algo de que ele não pensou que faria diferença, três dias sem nenhuma notícia da Bella.

Três dias se passaram desde que se conheceram e Edward ainda tinha aquela morena de olhos claros e sorriso fácil na cabeça. Conseguia lembrar exatamente de seu cheiro e da sua risada. Mesmo sendo errado. Tentava dizer a si mesmo isso, o quão errado era já que era um homem casado, mas simplesmente não conseguia evitar. Era quase involuntário.

O jantar com Tanya há três dias foi normal e um pouco frustrante, mas ele percebeu o quanto era importante pra ela, então manteve as aparências. Andaram de mãos dadas, puxou a cadeira pra ela, fez os pedidos e no final pagou a conta. Eles conversaram o jantar inteiro, ou melhor, basicamente, Tanya falou o jantar inteiro sobre o trabalho, a audiência, o que fez durante o dia, algumas mudanças que pretendia fazer na casa e Edward escutou tudo com o máximo de atenção que podia, rindo sinceramente em alguns momentos, fazendo comentários ou apenas sorrindo e assentindo com a cabeça quando se perdia na conversa. Tentando afastar comparações como o quanto um almoço com uma desconhecida foi mais fácil do que um jantar com sua esposa. Pelo menos a comida japonesa estava ótima. E Tanya, obviamente, se divertindo. Edward foi o marido perfeito naquela noite. E quando chegaram em casa, o sexo, finalmente. Não foi o melhor sexo da vida, mas era suficiente. E jurava que depois disso, qualquer sombra de certa psiquiatra sairia de sua mente. Mas durante o sexo com Tanya, pensou em Bella, mesmo sem querer. E enquanto estavam deitados na cama após o sexo, ambos nus sob as cobertas, Edward mantinha a esposa abraçada contra seu peito e sua mente voou para Bella... Novamente. Oh inferno.

E depois disso, manter a cabeça longe dela foi impossível. Ainda mais sem nenhum movimento de Beleza Mortal. E isso o deixava preocupado, porque podia significar o inferno.

— Ei, agente Cullen, estou indo almoçar, vamos? — Emmett convidou ao aparecer na porta.

— Cadê sua esposa? — Edward perguntou sem erguer os olhos da tela de seu notebook, onde terminava de ler um relatório de um escritório do FBI em Los Angeles.

— Você se acha que se a Rosalie estivesse por aqui, eu iria te chamar? Desculpe meu amigo, mas eu prefiro uma foda com a minha esposa no almoço e depois um lanche rápido, do que um almoço completo com você. Ela foi levar uns papéis pra Alice e já volta.

Edward gargalhou, salvou e fechou o relatório, então fechou o notebook. Erguendo os olhos para Emmett. O grandão sorria abertamente, mostrando suas covinhas e olhar divertido de sempre. Não importava a situação, era incrível a energia positiva que emanava de Emmett. Mesmo quando estava furioso com algo, de alguma maneira, com suas palavras furiosas e xingamentos descabidos, conseguia fazer alguém rir. E era por isso que Edward era seu melhor amigo. Um era sério como o inferno e o outro não tinha um osso tenso sob seus músculos. De alguma maneira, completavam-se.

— Te conheci primeiro que a Rosalie, e mesmo assim sou sua segunda opção? Oh Emmett McCarty, que grande amigo você é. Tenho-me ferido.

— Minhas bolas que você está. Te pago o almoço e ficamos quites. Inferno, vamos logo porque estou morrendo de fome! — rosnou impaciente.

Rindo, Edward se levantou para pegar seu paletó no encosto da cadeira, depois celular e carteira sobre a mesa.

— Você sempre está com fome, Emmett.

— Você acha que é fácil sustentar esse corpo pecaminoso e manter a massa muscular aqui, Cullen? Até eu se tivesse esse seu traseiro magro comeria pouco.

— Corpo pecaminoso? — repetiu cético e caiu gargalhada.

E saíram juntos da sala, enquanto Emmett explicava que fora como Rosalie tinha chamado seu corpo uma vez e ele gostou de como aquela frase soava. E isso fez Edward rir ainda mais.

-

Já estavam sentados em uma pequena mesa mais afastada da multidão do agitado restaurante self service perto do prédio da polícia. Era rápido, barato e descontraído. Além do mais, não tinha frescura alguma, então Emmett podia fazer seu prato de pedreiro sem problema algum. E assim tinha feito, tinha de tudo um pouco, principalmente muito carboidrato e proteína, enquanto o de Edward era mais balanceado, e junto os copos de coca-cola.

— Ei Emmett, você já ficou com uma pessoa que você só viu e conversou uma vez na vida na mente? A ponto de pensar nela pelo menos uma vez a cada hora?

— O que? — Emmett franziu o cenho confuso, com a boca cheia de comida.

— Engole antes de falar, Emmett. Regras de educação básica, por favor.

O grandão revirou os olhos, terminou de mastigar e engoliu, bebeu um gole do refrigerante e fez questão de fazer barulho ao engolir pra dar ênfase ao gesto. Edward riu.

— Melhor assim, mãe? — bufou. — Tá, do que você está falando?

— Só me responde. Você encontra uma pessoa, ela é surpreendente, uma só conversa e você, isso será brega pra caralho, mas fica encantado. E mesmo três dias, a pessoa não sai da sua mente, mesmo que você queira. Já aconteceu isso com você?

— Ah, claro. E eu me casei com a pessoa. Quando uma mulher, eu suponho e realmente espero que você esteja falando de uma mulher ou de mim, porque eu sou bem do encantador — sorriu, fazendo Edward revirar os olhos. —, mexe tanto assim com a sua cabeça em uma só conversa, não pode deixá-la escapar.

Edward pegou o próprio copo de refrigerante, encarando o amigo.

— Oh merda, calma ai, você é casado! — Emmett exclamou surpreso.

— O que me denunciou? A aliança no dedo ou você ter sido o padrinho do meu casamento? — perguntou cético, pegou o garfou e voltou a comer.

— Então calma aí, do que diabos você está falando?

—Hum. — terminou de mastigar a porção rapidamente e engoliu. — Foda-se, não importa. Não é como se eu fosse fazer alguma coisa. Sou um homem muito bem casado.

— Muito bem casado minhas bolas né, Edward? Quer dizer, eu gosto da Tanya e Deus é minha testemunha, apoiei o relacionamento de você e fui até a porra do padrinho de vocês, mas vocês não estão nos melhores dias do casamento. E você mesmo disse isso. Qual é?

— O que você está dizendo? Eu sou totalmente fiel, você sabe disso.

— Sou casado também, Edward, sabe que jamais incentivaria ou apoiaria qualquer tipo de traição, acho repugnante, só acho que talvez esteja na hora de... Parar de tentar empurrar isso com a barriga. Ou ao menos dar um tempo. Pros dois verem e terem certeza de que isso está certo, se vai fazer vocês felizes.

—Emmett...

— Edward, você está prestes a ceder na história de filhos só pra fazê-la feliz, ou melhor, fazer a vontade dela e tirar o peso da sua consciência sobre trabalhar demais. Você acha que ela ou qualquer provável futuro bebê merecem isso? Que porra de fodido casamento é esse, velho.

— Todo o casamento tem suas crises, até o dos meus pais já teve crise, Emmett. Até o seu já teve, seu fodido hipócrita. E é difícil manter qualquer relacionamento com a rotina que eu tenho. Tanya tem sido até bem compreensiva comigo.

— É o mínimo que ela pode fazer né? Porque é isso que casais fazem, eles se apoiam. Como sua mãe apoiava seu pai, mesmo com todos os plantões. E como seu pai apoia sua mãe com a carreira dela. Como eu e a Rose nos apoiamos. Isso é o que faz um relacionamento, o amor e suporte constante.

—De boa? Você assusta a merda pra fora de mim quando fala assim tão sério e fazendo tanto sentido, de boa. — Edward murmurou ironia. — Se comporta como aquele primata domesticado de sempre pra eu me sentir seguro de novo, vai.

Emmett lhe mostrou o dedo do meio discretamente, fazendo Edward rir baixo.

— Se pra compensar você ao menos estivesse tendo um bom sexo suado de vez em quando, beleza daria até pra levar, mas nem isso. Você estava há quase quatro semanas sem nenhuma trepada rápida e o último sexo mamãe e papai foi há três dias, aposto que as suas bolas ainda estão meio azuladas. Não é a toa que está tão tenso e mal humorado, com o peso e tamanho das suas bolas inchadas de tanto gozo acumulado, até eu estaria assim. Aposto que nem se masturbar, você se masturba.

— Não, você não estaria. Você não ficaria sério, faria piada mesmo com uma Glock na sua cabeça. E minha vida sexual não está em debate aqui.

— Puf, porque você não tem uma, né cara. — ironizou e balançou a cabeça. — Estou falando sério, cara. Você está levando seu casamento como uma obrigação, e não deveria ser assim.

— Não posso simplesmente abrir mão de uma vida inteira junto com a Tanya porque algumas coisas não estão dando certo ou porque estou cansado. Não é assim que deve ser. E muito menos porque uma mulher de repente mexe comigo e com a droga do meu pau com o jeito espontâneo, o sorriso encantador ou o cheiro de morango.

— Se você tivesse falado dos peitos, da bunda ou das pernas dela, até daria pra relevar e achar que é apenas um tesão passageiro. Mas... Jeito espontâneo, sorriso encantador e cheiro de morango? Porra cara, você tá fodido.

— Vá se foder.

— Eu não, mas você irá, provavelmente. E eu aposto minhas bolas que você irá falar com essa mulher de novo e essa merda só vai piorar.

— Você menciona demais a suas bolas.

— Eu tenho bolas muito agradáveis, para sua opinião. Ninguém nunca reclamou. Elas me dão muito orgulho e um prazer insubstituível, nada mais justo do que honrá-las mencionando-as constantemente.

— Você tem sérios problemas mentais, cara. — Edward disse sério. Emmett sorriu de lado.

— Também tenho covinhas adoráveis, um pau fenomenal e sou casado com a mulher mais deslumbrante do mundo e fodidamente boa de cama, então acho que estou no lucro.

— Ok. Você tem um ponto. Mas ainda assim, você é doente.

— E você me ama, então beije minha bunda, Cullen.

Eles ficaram se encarando por alguns segundos, um sério e o outro sorrindo faceiro, até Emmett gargalhar estrondosamente, chamando atenção de todos no restaurante. Edward o xingou baixinho, mas acabou gargalhando também.

-

Era um dos poucos dias em que ele podia voltar para casa antes das oito, o dia fora frio e sem nenhuma novidade, passou a droga do dia fazendo relatórios, trabalhos burocráticos e vendo documentos de outros estados, tomando café, fumando e conversando com Emmett (a única coisa tolerável de seu dia). E agora podia voltar pra casa. Entrou no Volvo e bateu a porta, colocando a bolsa do notebook no banco do passageiro e afrouxando a gravata. Até seu telefone tocar novamente. Ei, Bon Jovi. Às vezes ele tinha vontade de deixar tocar até cansarem, só pra ter o prazer de escutar o máximo possível do instrumental de Livin' on a Prayer que era seu toque.

Bella Swan – mostrava no visor de seu Iphone. Oh merda.

Não atenda, a voz irritante murmurou em sua mente.

Atenda logo, idiota, disse outra voz, provavelmente seu pau, marica idiota.

Só não esqueça o ‘amor’, Edward. E da sua esposa, a voz irritante, talvez sua consciência, lembrou-o novamente.

— Alô... Bella? — disse hesitantemente ao atender.

—Oi Edward. — a voz doce disse do outro lado. — Er, eu estou atrapalhando?

— Não, claro que não. — respondeu mais rápido do que pretendia. Merda. — Quer dizer, já estou indo pra casa, então tudo bem.

— Ah, melhor então. É que... Estive pensando sobre o nosso almoço e eu disse que ligava. Então aqui estou eu ligando.

— Claro. Fico feliz que tenha ligado. — mordeu a própria língua após dizer e revirou os olhos. Merda... De novo.

— E eu fiquei feliz em ligar. — riu suavemente. — Eu gostei de conversar com você e mal conversamos sobre o que era pra termos conversado. Mesmo eu tendo gostado de te conhecer um pouco melhor, gostaria de ter aquela conversa sobre... Beleza Mortal, você sabe. E talvez possa te oferecer uma sessão individual de terapia de trauma. Percebi que você ficou curioso enquanto eu falava com você sobre isso.

O que... Ele tinha realmente ficado curioso a respeito e jurava que tinha conseguido disfarçar, mas não significava que queria fazer, mas talvez fosse interessante aprender um pouco e usar isso no caso. Sim, o caso Beleza Mortal, era por isso que os dois conversavam, apenas por Beleza Mortal, disse a si mesmo.

— Edward? Eu não tô dizendo que você precisa fazer...

— Não, desculpe, só pensei a respeito. Tudo bem, podemos fazer amanhã?

— É claro, ótimo, amanhã! Posso te passar o endereço? Se vamos falar sobre Beleza Mortal e sobre terapia, um lugar privado vai ser melhor.

— Só um minuto. — com a mão livre, abriu o porta-luvas e pegou pequeno bloco de recados e uma caneta, segurou o telefone com o ombro e apoiou o bloco no volante. — Pronto, pode falar.

Anotou o endereço, nome do prédio, andar e o apartamento e depois repetiu pra confirmar.

— Anotado. Que horas?

— Ás três está bom pra você? É que pela manhã tenho um compromisso familiar, sabe como é. — disse com uma risadinha.

— Ótimo. Então até amanhã?

— Ótimo. Até amanhã, agente Cullen. — podia imaginá-la sorrindo.

— Até amanhã, doutora Swan. — sorriu involuntariamente.

—Ah, e agente Cullen, sua voz hoje não está ruim. Quase penso que você dormiu bem. — disse rindo, antes de desligar.

E Edward gargalhou. Como ela conseguia fazer isso? Tirar tanto peso dele com apenas uma conversa de menos de cinco minutos? Era tão... Incrível. Merda.

Mexeu nos cabelos e digitou rapidamente o endereço dado por ela no bloco de notas do celular e escreveu – amanhã, 3 horas, encontro com Bella. Ah, não. Aquele provavelmente era o endereço do consultório dela. Bem chique e clichê, com divã e tudo que uma psiquiatra pudesse usar. Apenas isso. Reescreveu a nota.

Amanhã, 3 horas, encontro profissional com Dr. Swan.

Bem melhor. Sim. Pelo menos pra sua consciência. Claro. Claro.

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James Gigandet observava o corpo feminino pendurado.

Os pulsos dela estavam amarrados com uma corda grossa e a corda enganchada em um gancho de açougueiro preso no teto. A mulher era realmente pequena, tinha o corpo de uma adolescente de dezesseis anos e estava nua. Seus cabelos loiros escorridos caíam sobre seus ombros brancos, seus seios pequenos bem empinados e com piercings nos mamilos, e apenas os dedos de seus pés raspavam no chão. Ela estava acordada. Sua boca tapada com Silver Tape e seus olhos claros de ressaca em pânico, marejados.

James estava há três dias ali. Há um ano sua mulher tinha lhe abandonado sem lhe dar nenhuma explicação. Apenas não voltou para casa um dia. Ele pensou que ela voltaria no dia seguinte e nada. James não denunciou ou foi atrás porque já desconfiava das traições, mas era apaixonado demais para acabar com o relacionamento que tinham desde a adolescência. Apenas jogou tudo dela no lixo e ficou quase um ano inteiro na fossa, bebendo quantidades absurdas de todo o tipo de bebida alcoólica e usando qualquer coisa que pudesse lhe tirar da realidade, principalmente maconha e cocaína, apenas não estava maluco suficiente pra cair no crack e foder com qualquer chance de se recuperar. Até receber a mensagem anônima no celular: "Olá Jamie".

James sabia que não era possível, mas tinha uma pequena ponta de esperança de que fosse Victória, já que aquele era o apelido que a ruiva usava. Mas não era. Já que não tinha nada melhor pra fazer, respondeu "Quem é diabos é você?". E quando se viu, estavam conversando como amigos. E assim foi por quase um mês inteiro. James gostava da conversa, era fácil e viciante como uma droga, sempre precisava de mais, da maneira como o compreendia e sabia exatamente o que ele precisava. E o encontro há três dias foi... Incrível. Toda a espera e masturbação imaginando o momento, não passaram nem perto da real sensação. O melhor sexo de toda sua vida. E se viu completamente apaixonado novamente.

— Eu disse que você tinha muito a descobrir, Jamie. — Beleza Mortal disse atrás dele, abraçando-o pela cintura e com a cabeça sobre seu ombro. — E eu também disse que você podia não gostar do que descobriria. Mas isso sou eu. Sem nenhuma máscara. É o que eu sou e o que faço.

— Eu...

— Eu sei Jamie. É difícil entender. — deu a volta nele e ficou na sua frente, segurando seu rosto entre as mãos. — Eu só... Sou assim. Você pode entender isso, Jamie? Pode entender que nasci assim e que não vou te fazer mal? Nunca, porque eu te amo, Jamie. — afagou o rosto dele com o dedão e beijou seus lábios.

— Eu sei.

— E então você ainda confia em mim? Ainda está comigo?

— Sempre. Sempre.

— Oh James, fiquei com tanto medo de perdê-lo. — abraçou-o com força, sentindo o aperto em sua cintura. Beijou o pescoço dele. — Não vou pra cadeia. Nunca. Então você jamais pode abrir sua boca sobre isso. Pode fazer isso, Jamie?

O loiro assentiu, olhando em seus olhos.

— E eu posso confiar em você?

— Claro que pode, você sabe disso.

— Eu quero confiar, James. E você vai ter que me provar que p0sso confiar.

— Como? Eu faço qualquer coisa por você.

Beleza Mortal soltou seu rosto e lhe deu as costas, caminhando até o pequeno carrinho cirúrgico ao lado do corpo da loira, que se mexia freneticamente tentando se soltar. Pegou o bisturi no carrinho e aproximou-se dela. Lenta e cuidadosamente, entalhou o conhecido coração alguns centímetros acima de seu umbigo. A pele branca se abrindo, não cortou suficiente para sangrar, apenas para deixar a marca exata. A loira contorceu-se sob seu toque, sentindo a dor e queimação do corte sendo aberto. Quando acabou o desenho, recolocou o bisturi no carrinho e puxou a fita com violência da boca dela.

— Deixe-me ir embora, me solta! Socorroooo! — gritou, agitando-se.

— Poupe-se pequena Jane, daqui ninguém consegue te escutar. — disse sorrindo.

Pegou no carrinho uma grande faca de carne profissional com o cabo branco, lâmina de 20 cm bem afiada e brilhante. Caminhou para perto de James, segurando a faca pela lâmina, ofereceu a ele.

— Aqui, pegue.

— Pra... Que? — hesitou.

— Preciso saber que não haverá nada entre nós. Que você não irá decidirá que não sou suficiente e ir embora. Você disse que faria qualquer coisa pra conquistar minha confiança, então me faça confiar em você, James.

Percebeu que tinha atingindo exatamente o lugar certo. Uma pequena mudança nos lábios dele e em seus olhos, podia vê-lo lembrar de Victória e pensar que fora exatamente aquilo que ela fizera; achar que ele não era suficiente e foi embora, sem nem avisar. Ele jamais faria alguém que amava tão desesperadamente passar por aquilo. Ah, se ele soubesse, quase riu.

James pegou a faca com a mão trêmula. Beleza Mortal deu a volta dele e voltou para trás, passando os braços ao redor da cintura e a cabeça sobre seu ombro novamente.

— Vamos, James. Faça isso por mim... Por nós. Mostre-me que posso confiar em você, que somos iguais e que merecemos ficar juntos.

— Mas... Matá-la?

— Não, por favor, não, não. — Jane implorou em lágrimas.

— É ela... Ou eu, Jamie. Pense no que podemos ser e o que podemos fazer juntos.

James não se moveu, abusando de sua paciência. Beleza Mortal revirou os olhos e subiu as mãos por seu peito lentamente, acariciando-o.

— E depois daqui podemos ir aproveitar... Juntos. Se você não pode fazer isso por mim, como posso confiar em você? E se minha vida depender de você, e você não fizer tudo que puder por mim? Como eu posso confiar em você, James?

— Você pode confiar em mim.

— Então faça agora, James. Exatamente no coração que eu marquei. Faça.

James assentiu e começou a caminhar na direção de Jane. Á passos curtos e lentos. A mão tão apertada ao redor do cabo branco da faca que as veias estavam proeminentes e a mão trêmula, fria e suada. Estava ofegante. Lambeu os lábios e ergueu a mão.

— Não. Por favor, por favor, por favor, por favor. — Jane implorava freneticamente. — Eu sei que você não quer fazer isso. Eu sei. Você é bom. Por favor. Você não precisa fazer isso, eu não vou te denunciar, eu juro que você vai sair dessa livre. Por favor. Não faça isso.

— Eu sinto muito, não tenho opções.

— Você tem. Sempre se tem opções. Eu juro. Por favor, James, esse é o seu nome, não é? Por favor. Por favor. Por favor! — implorou aos prantos.

— Me desculpe.

— Nããão, por fa...

Seu pedido foi interrompido quando a faca foi enterrada em sua barriga até o cabo, exatamente dentro do coração desenhado. Seus olhos estavam arregalados e horrorizados. James puxou a faca, vendo o sangue escorrer pela ferida aberta.

— Por que... — sua voz era sussurro, então a faca lhe penetrou novamente.

E outra vez. E outra. E outra. E outra. James já tinha perdido a conta de quantas facadas tinha lhe dado no mesmo lugar. Jane já estava morta, o sangue dela ensopava sua mão e escorria pelo corpo, empoçando-se no chão. E quando deu por si, estava sorrindo e adorando a sensação. Era como aliviar toda a pressão, dor e ódio que tinha sentido nos últimos tempos. Oh sim, tinha adorado como o inferno.

Beleza Mortal apenas observou silenciosamente. Mais fácil do que achou que seria. Assim como adorava torturar e matar, também adorava aquilo, manipular para que matassem em seu nome. Não controlava apenas uma, mas duas pessoas. Duas vidas. Seu sorriso era enorme, triunfante e vitorioso. E agora não tinha dúvida, James era seu e faria exatamente o que mandasse.

Aproximou-se dele e tocou seu ombro. James deixou a faca cair e virou-se para olhar seu rosto. O dele era uma mistura de prazer com "e agora?". Mas ver o sorriso em seus lábios fez o rosto de James se suavizar e sorrir mais abertamente. Pegou a mão ensanguentada dele, sorrindo, e a colocou em sua cintura, para que soubesse que não tinha medo de se sujar. E segurou o rosto entre as mãos e beijou seus lábios.

— Eu confio em você agora, Jamie. E seremos eu e você. E eu nunca vou te abandonar. Nunca. — e o beijou apaixonadamente, invadindo sua boca com a língua. Apreciando o gosto, não o de James, mas o da vitória.

Estava tudo indo como o planejado. E adorava isso.

Notas finais
Parabéns para mim.... ♪ Hoje a titia Candy fica mais velha. Não ganhei bolo, não ganhei presentes e tô morrendo de cólica, weeeeeee (oh vida de merda!) Mas tá valendo né. KKKKKKKKK
E ai, o que acharam do capítulo? Começamos com a morte da Victória. Foi meio divertido escrever e matar ela. E confessem, você já quis jogar ácido na cara de alguém u.u acabarei presa ou internada, é um fato KKKKKK). E depois Emmett, sempre vale a pena ter uma cena do ursão né, tentei um pouco de comédia, mas sou fail nisso, pois é. E outra morte; Beleza Mortal manipulou James a matar, e ele que já estava frágil e vulnerável, foi uma presa fácil. Foi tudo premeditado, e será explicado em breve. Próximo a sessão particular dos dois, um pouco mais próximos. Deu pra ver que Edward ficou bem balançado nela, o que será que vai rolar ein? Palpites, teorias novas? Diga-me, comentem! E vou terminar de responder os reviews, ok gatitas? Porque minha cólica está mais parecida com a gestação da Renesmee do que outra coisa ): kkkk Leitoras fantasmas, leitoras novas, leitoras fieis, todas bem vindas, então se aproximem e me deem reviews de aniversário *-* rs. Até o próximo, bjsbjs s22
PS: agradecimento especial hoje pra july_teamcullen, muito obrigada pela sua diva recomendação, muito obrigada mesmo, linda! [] ♥