Heartbreaker

5 Confident - Parte II


Notas iniciais
Mais um capitulo no ponto de vista do Gustavo. Peço desculpas pela demora do capitulo sair, estava uma loucura em semana de provas, mas está ai(relativamente curto). Aproveitem!

Era Benatti, bem ali estendido em minha frente.

Nós fomos muito amigos na infância, ele morava na casa ao lado a minha quando minha mãe ainda estava viva.

Ele olhou-me pelo canto do olho um segundo e voltou sua atenção para Daiane. Ele a olhou da cabeça aos pés e sorriu. Ela piscava sem parar.

— Oi gente. — ela disse sem graça. Atrás de Victor estavam algumas meninas e uns caras. Eles olhavam para ela e para mim e a interrogação era palpável. — Esse é o Gustavo. Gustavo — dirigiu-se a mim — esses são meus amigos. — ela rapidamente apontou o nome de cada um deles e finalmente Victor apertou minha mão.

— Prazer. — ele disse. Porra ele não se lembrava de mim? Acho que ele era muito novo na época. Acontece.

— E ai? — fingi desinteresse.

— Não acredito que esse é o Gustavo! Por que você não disse logo que ele era maravilhoso? — gritou uma das amigas da Daiane. Ela tinha cabelo preto, bem branquela e de batom vermelho sangue. Usava um vestido cor-de-rosa curto. Tinha um puta corpo. Na verdade, todas as suas amigas eram do mesmo naipe de Daiane. A garota de rosa me cumprimentou com um abraço e marcou minha bochecha com o batom gosmento. Eu odeio esse negocio.

— Sinto que nós já nos conhecemos há anos! Daiane não para de falar de você um segundo, não é? — ela virou-se para Daiane. Ela parecia desolada, coitada. A amiga revelou o quanto ela estava interessada, mas não entendi o ódio em seu olhar. Ela sorriu, mas os olhos brilhavam enormes e perigosos.

— Claro Rafa, com toda a certeza você estava morrendo para conhecê-lo. —ouvi o desprezo em sua. Com certeza elas tinham brigado ou algo assim. De qualquer maneira, ficou silencio alguns momentos entre o grupo, a música eletrônica no fundo ficando mais alta a cada segundo.

A música mudou e varias meninas deram gritinhos. As amigas da Daiane puxaram algum cara e foram dançar. Victor olhou para ela e ergueu uma sobrancelha. Ela olhou para mim e depois para ele e ergueu os ombros desculpando-se. A tal Rafa agarrou o braço dele e o levou para pista de dança. Daiane sentou novamente na cadeira como se estivesse cansada.

— Não quer dançar? — perguntei. Ela olhou-me com expectativa.

— Você quer dançar comigo?

— Claro. — fiquei em pé e estendi a mão para ela, a sua estava gelada. Fomos até a pista de dança.

Ela começou a se mexer ao ritmo da musica, ainda tímida, mas cantava a letra em inglês com perfeição.

A girei e a trouxe para mais perto. Ela olhou em meus olhos e afundou a cabeça em meu pescoço, ela tinha um cheiro bom pra caralho. Apertei sua cintura quando ela tocou meu pescoço com os lábios. Não sei que merda aconteceu e ela virou e fez menção em ir embora, mas eu a puxei de volta pela cintura e ela grudou em mim.

O quadril dela começou a se mover contra o meu enquanto ela rebolava. Sua mão foi à procura do meu rosto e eu enrosquei meus dedos nos dela antes de acariciar seu braço e fazer o caminho de volta pra sua cintura. Ela ainda se movia com o ritmo da musica foi quando eu finalmente me convenci que ela não parecia uma atriz pornô, ela era mais que isso. E eu queria beija-la.

Ela segurou minhas mãos e enquanto se movia apoiei o queixo na curva de seu pescoço e senti seus pelos se arrepiarem com o toque, a virei de frente para mim, me inclinei sobre ela e nossas bocas ficaram a centímetros de distancia e olhava profundamente em seus olhos. Sorri de lado e ela apertou os olhos fechados e mordeu a boca.

Nesse momento a musica acabou e ela pareceu acordar de um transe. Olhou ao redor e viu que suas amigas a encaravam e se afastou de mim.

Fui atrás dela, mas ela fugiu para o banheiro feminino. Fiz menção de segui-la e algumas mulheres ficaram me encarando então voltei para o bar e pedi outra dose de tequila. Virei de uma vez sem sal e sem limão, e olhei em volta.

Benatti estava vindo em minha direção, sentou-se comigo.

— Eu te conheço de algum lugar? — perguntou. Sorri.

— Gu menor, lembra? — arrisquei. A sua expressão mudou para entendimento e ele riu.

— Puta merda, eu não acredito! Como o Marcelo está? O nome do seu irmão é Marcelo né?

— Ele está bem. Fazendo engenharia e tudo mais. — trocamos as novidades, rimos e tomamos mais doses de tequila juntos.

Duas loiras vieram conversar com a gente, Victor disse que estava acompanhado e elas me olharam estranho. Certeza que elas pensaram que somos gay.

Rimos assim que elas foram embora e ele suspirou, batendo o copo no balcão. Olhou para a pista de dança, onde as amigas de Daiane dançavam e tentavam chamar sua atenção. Patético.

Onde Daiane estaria?

— É tão obvio que todas elas querem ficar comigo. Dizem que nós, homens, que não prestamos, mas olhe aquilo — fez o gesto em direção de Rafaela que dançava como uma stripper. Não tenho nada contra strippers, fique claro, mas acho que esse tipo de coisa tão desnecessário quando você poderia pegar o cara facilmente. Ela tem um puta corpo, mas já disse isso também.

— Pois é. — respondi. Victor inclinou-se para falar perto do meu ouvido.

— Você e a Daia estão ficando ou algo assim? — perguntou.

— Não. — respondi rapidamente, mas não refleti antes. — Por que?

— Porque eu estou tentando ficar com ela. Mas já que a barra está limpa eu vou lá. — ele sorriu e jogou o cabelo de lado. Eu ia falar algo para ele, juro que ia, no entanto ele levantou-se e foi para pista de dança.

Daiane estava lá com as amigas. Como eu não a vi chegar? Ele passou a mão pelas costas dela e disse algo em seu ouvido, Daiane deu risada e colocou a mão no rosto.

Não dava para ficar olhando. Levantei e fui dar uma volta pelo lugar.

Notas finais
E ai? Estão gostando? Queria agradecer aos 5 leitores que estão acompanhando: apareçam, eu juro que não mordo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.