Heartbreaker
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Mas fiquem tranquilos, que eu não abandonei as fics não. Só não tinha achado muito legal o que eu tinha feito, dae comecei a escrever novamente hihi
Espero que gostem deste, apesar de eu ainda não ter gostado muito dele hehe
Naruto não me pertence.
Boa leitura!!!
Capítulo 6
Chegamos na livraria, que estava lotada por sinal. Sasuke ficou um pouco inseguro no carro, talvez pensando em alguma saída, algum modo de escapar de mim, mas eu o ignorei. Dei a volta no carro como uma perfeita amazona, vulgo cavaleira, e abri a porta por ele. Devo confessar que a minha intenção não foi nem um pouco no sentido de boas maneiras, mas sim e totalmente com a de tirá-lo do carro o mais rápido, levemente pressionado, possível.
- Pelo que eu saiba é o homem quem deve abrir a porta para a mulher. – ele zombou mal humorado, saindo do carro e perfeitamente ciente de minha intenção.
- Pois é, bons tempos. Hoje os homens são lerdos. – Falei mais com o intuito de alfinetar ele, sem acreditar mesmo em minhas palavras.
- Não, apenas não são mais trouxas.
- Ah, sim, com certeza é isso. – matei o assunto que não levaria a nada e entramos na loja com certa dificuldade. Estava lotado e diversas pessoas esbarravam em mim. Forcei meu caminho até a prateleira escrita direito e Sasuke foi me seguindo sem alguma dificuldade, para meu transtorno.
- Porque? — me perguntou ele e percebendo minha cara desnorteada, totalmente sem noção do que ele estava falando, decidiu esclarecer-se — Ainda acha que devemos ser cavaleiros e ficar babando por uma moça que não vai fazer nada além de pisar em nós? – certas pessoas não aceitam que o assunto morra, fato e eu vi na cara dele que ele não iria desistir.
- Não, Sasuke — respondi mais atenta a lista de livros do que a ele — Não acho isso. Mas quando a gente se importa mesmo com alguém e tem isso em troca, não vejo porque não ser amável.
- As pessoas se importam só quando tem interesse.
- Nem todas são assim – Se bem que, parando para pensar, olha quem esta falando algo assim, eu, totalmente preconceituosa com pessoas ricas por achar que todas são da mesma forma.
- Ok, uma ou outra não são.
- É, por isso eu disse “nem todas”. – sorri para ele, mas só recebi de volta um olhar sério, não tão frio, mas sério e confiante de que saíra ganhando na argumentação.
- Sakura?
- Diga. – Sua voz era estranha e eu me vi curiosa para saber o que ele iria falar.
- Como era sua vida antes? — espantei-me momentaneamente com a pergunta, mas creio que disfarcei bem. Sasuke querendo saber algo mais sobre mim?
- Bem, normal. – falei enquanto olhava uma prateleira, pegando dois livros que foram indicados pelos professores. Quando terminei de verificar se eram os corretos, reparei o que disse para ele. Normal. Minha vida não era normal para ele. Decidi explicar. Talvez me abrindo mais conseguisse fazer a nossa relação um pouco mais suportável – Eu vivia só com minha mãe, que era mais uma amiga, do que uma mãe. Nós contávamos tudo uma para outra e cuidavamos uma da outra. – falei para ele e como ele não demonstrou reação alguma, continuei contando e me lembrando. – viviamos em uma casa bem pequena em comparação com a sua. Digamos que a casa inteira era do tamanho de dois quartos seus.
- Como vocês viviam em um lugar desses? – ele se encostou na prateleira e cruzou os braços, me encarando curioso.
- Oras, era o necessário. E falando francamente – eu peguei outro livro – era muito mais aconchegante do que sua casa gigantesca e fria.
Ele revirou os olhos e demonstrou claramente sua repulsa as minhas idéias.
- Porque veio viver com a gente? Se gostava tanto do seu cubículo?
- Por causa do meu pai. E eu não tinha mais minha mãe, estava um pouco desnorteada. Sempre fui muito apegada a ela. Achei que vindo para cá eu poderia ficar mais tempo com meu pai, mas… não o vi desde que cheguei e ele mal ligou. – realmente, eu fui tola em imaginar que teríamos uma aproximação. Tudo o que ele fazia era mandar recados raros, curtos e secos atraves do senhor Fugaku enquanto viajavam ou então alguma quantia em dinheiro imaginando que desta forma conseguiria meu afeto.
- Porque você não vai embora? — sua pergunta veio rápida e estrondosa como um relâmpago e eu fiquei sem conseguir responder por um momento, apenas encarando-o. Jamais o entenderia. Era uma pessoa com uma só expressão, não tinha como decifrar se a intenção era ofender ou apenas curiosidade. Encarei seus profundos olhos negros antes de responder, apenas para desviar desconcertada, pois ele me encarava de uma forma estranha.
- Já querendo me tocar de sua casa, Sasuke? – virei para ele novamente, tentando descontrair e talvez obter a verdadeira intenção dele, mas apenas obtive em retorno uma carranca séria.
- Minha vida esta sendo um inferno desde que você chegou. Não vou esconder que eu ficaria muito feliz com a sua partida.
- Bem, eu também não adoro a sua presença, se te interessa. Mas por enquanto não vou partir, tenho a faculdade aqui, além de que prometi a sua mãe e ao meu pai.
- Promessas não servem de nada a não ser para serem quebradas.
- Eu não penso assim e infelizmente, vou agir conforme as que eu fiz.
- Porque você tem interesse, eu disse — moleque chato. E ainda por cima me deixa fazendo todo o trabalho que deveria ser dele!
- Sim, eu tenho interesse. Eu gosto muito de sua mãe, e claro, não suporto você e seu irmão, mas quero ajudar Mikoto enquanto eu estiver ali. Olha só! – virei para ele e fiz uma cara propositalmente falsa de espanto – você descobriu meu interesse maligno de ajudar sua mãe! – Não pude evitar de rir ao vê-lo revirar os olhos, preferindo me ignorar. Bem, pelo menos algum tipo de expressão passou por aquele rosto.
- Que seja. Mas saiba que eu estou de olho em você e não vou deixá-la ficar com minha herança.
- Ok, garoto neurótico. – eu sorri e desta vez eu que o ignorei. Fui pegar mais dois livros da prateleira e tentei me equilibrar melhor com a pilha que já se formava em minhas mãos, enquanto aquele ser ao meu lado encontrava-se em uma suprema alienação de minha dificuldade.
Sasuke ficou um tempo quieto, me dando uma paz gratificante por alguns instantes. Ele ficou distraido com os livros enquanto eu fui em busca de mais alguns. Quando eu estava entrando no próximo corredor de prateleiras, dei de cara com um homem que esbarrou com tudo em mim. Sua força foi tanta que além de derrubar minha pilha de livros para todos os lados, quase me derrubou, se não fosse um par de mãos firmes segurando a minha cintura e me levando de encontro a um apoito, que me pareceu ser um peito. Malhado. Quente. Aconchegante. Bem, não pude deixar de reparar como toda boa pessoa faria. Olhei para trás e vi Sasuke sem expressão, apenas encarando algo à minha frente.
- Sasuke, que surpresa encontrá-lo aqui! – falou o homem de óculos e cabelos brancos.
- Uhn. O que faz aqui? – ele se abaixou e começou a pegar os livros.
- Oras, procurando livros, o que mais seria? – Sasuke levantou-se com todos os livros e ficou encarando-o silenciosamente. Os dois ficaram assim por alguns segundos até que o outro falou primeiro. — como você não apareceu ao encontro com Orochimaru, fomos atrás de você. É esta a garotinha que te pôs coleira?
- Ei! – Reclamei, se bem que, não tinha muita certeza do porque.
- Kabuto, avise a Orochimaru que no momento não tenho interesse.
- Ah, mas não é assim que funciona, meu caro Sasuke.
- Vamos ver se não é. Saia daqui antes que eu chame os seguranças.
- Sempre estressadinho. Depois nós vamos conversar apropriadamente. Considere-se avisado, entretanto. – ele sorriu cinicamente para Sasuke e nos deixou.
- O que foi isso? – perguntei, obviamente curiosa, mas Sasuke preferiu me ignorar.
- Já terminou ou tem mais algum?
- Só falta mais alguns. – Dito isso desisti de fazer perguntas a ele e fui atrás dos livros com um Sasuke ainda mais quieto e carrancudo atrás de mim.
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O caminho de volta foi tão silencioso quanto o resto da compra. Eu apenas olhava de canto, tentando pegar algo na inexpressão de Sasuke, mas, óbvio, eu não conseguia enxergar nada. Na verdade, creio que vi um pouco de preocupação, mas apenas em um relance e depois sumiu. Talvez fosse imaginação. Deveria ser. Minha vontade de ver algo era tanta que eu poderia estar criando expressões. Talvez, se eu trabalhasse um pouco mais, poderia fazê-lo sorrir em minha mente com enormes dentes brancos. Sasuke me encarou neste momento e só então eu percebi que estava segurando o riso.
De resto, não tentei indagar mais nada sobre o ocorrido na livraria. Na verdade, não sei se eu queria saber quem era aquele homem estranho e repugnante. Por curiosidade, sim, mas uma parte de mim falava para não se meter na vida suja de Sasuke. Como minha mãe sempre dizia, as pessoas nos levam junto para o fundo do poço e eu sentia que Sasuke geraria problemas.
Quando estacionei o carro na garagem, Sasuke saiu tão rápido do carro que eu mal o vi. Claro, não pegou nenhum livro e eu olhei tristemente para o banco de trás. A pilha estava volumosa e eu teria problemas para carregá-los, mas, diferentemente de pessoas como ele, eu aceitava o desafio.
Abri a porta e comecei a empilhá-los próximo de mim, para que eu pudesse pegá-los certinho. Me inclinei para pegar um livro mais a frente que estava esparramado no banco e então senti uma mão em minhas costas. Assustada, fui me endireitar o mais depressa possível. E foi com essa pressa e força que eu atropelei o final da quina do teto do carro com a parte de trás da minha cabeça. O impacto fez eu cambalear e ver as coisas em preto por alguns instantes. A dor latejava parecendo que minha cabeça estava quadruplicando de tamanho e neste meio tempo senti bem distante um par de mãos rodear meu corpo, talvez de Sasuke, e me puxar em um abraço em que minha cabeça pode descansar em algo macio. Uma das mãos foi até minha nuca e retirou parte de meu cabelo, passando por cima da parte dolorida.
- Ai! – Resmunguei irritada enquanto tentava me afastar. Só me faltava cutucar o local machucado. Quem era o maldito?
- Desculpa. – ouvi uma voz fria, mas que continha um indício de riso. – pare quieta para eu ver isso. – Era Itachi. Meu coração e respiração pareceram parar por alguns segundos e o calor de seu contato com minha nuca me fez estremecer. Novamente senti sua mão afastando meu cabelo enquanto fazia minha testa se apoiar nele. O cheiro de seu perfume dominou meus sentidos e eu fiquei ali quieta, irritada com minhas sensações. – Caramba, que reflexos que você tem hein?! Prometo nunca mais chegar sorrateiro, se não você acaba morta. – pude ouvir um projeto de riso e então ele me afastou pelos ombros. Desta vez eu pude enxergar, apesar de que eu ainda estava um pouco zonza.
- Bom mesmo. – falei irritada e mal humorada, mas ele respondeu apenas com um simples sorriso. Finalmente alguém com expressão, mesmo que mínima.
- E olha que minha intenção inicial era dar um tapa nessa sua bunda empinada. – ele sorriu malicioso como sempre, o que me fez ficar ainda mais irritada.
- Mantenha suas mãos longe de mim. – falei, encarando as mãos dele que ainda estavam em meus ombros.
- Não posso. Você levou uma forte pancada na cabeça. Longe de mim deixá-la desamparada à tontura para cair por ai.
- Sim, claro, com certeza é por isso.
- Certo, depois discutimos. Dá pra se mover logo ou vou ter que pegá-la no colo e aumentar ainda mais o contato? Parece interessante, não acha? – Sinceramente? Não tentei acertá-lo com um soco porque eu ainda estava um pouco zonza e temia o pior, mas que a vontade foi muita, foi. Em vez disto, me contentei em ignorá-lo e por-me de costas para ele dramaticamente, indo em direção à mansão.
Itachi foi logo atrás de mim, rodeando meus ombros com uma de suas mãos, mas sem tentar se aproximar de mim e sim como uma apoio caso eu precisasse, o que seria muito improvável, mas eu agradecia a boa intenção tão rara.
Ele me guiou até a cozinha e enquanto se dirigia a geladeira, me indicou uma cadeira, a qual eu me sentei, curiosa para saber o que ele planejava.
- Tome — disse ele me estendendo um saquinho com gelo — antes que forme um baita galo.
- Obrigada.
Peguei o gelo e senti uma sensação maravilhosa de conforto ao colocá-lo no meu recente inchaço. Itachi, por sua vez, se sentou na cadeira mais próxima, me analisando de uma forma um pouco estranha. Ou seja, sem malícia.
- Sakura?
- Uhm?
- Porque você estava com meu irmão? — ele me encarou sério e chateado ao mesmo tempo.
- Porque?
- Porque ele é perigoso. Não gosto de ver você com ele.
- Não se preocupe, ele esta sendo um pouco maleável.
- Ele não é assim e acredite quando eu digo que ele é vingativo. Creio que ele já tem motivos o suficiente para se vingar de você.
- Estarei preparada — sorri para ele, cruzando nossos olhares pela primeira vez. Foi um grande erro. Itachi estava se aproximando de mim e tudo o que eu conseguia fazer era ficar perdida naqueles olhos negros e profundos. Ele tocou minha bochecha com carinho, analisando o meu rosto e parando em minha boca.
- Não quero que nada aconteça a você — disse em um sussurro. Ele estava tão próximo que eu senti o ar quente de sua boca tocar a minha, provocando certos arrepios.
- Itachi? — perguntei e descobri que a minha voz estava falha.
- Sim? — sorriu ao ver o efeito que ele tinha sobre mim.
- O que você quer? — ele se afastou um pouco.
- Como?
- O que você quer comigo?
- Pensei que era óbvio, não?
- Não. Você quer apenas uma pessoa para traçar e depois partir para outra ou você esta fazendo isso porque tem algum sentimento por mim? — ele se afastou mais, pensativo, o que não me foi um bom sinal.
- Claramente eu tenho sentimentos por você, Sakura. Mas também não vou negar que gostaria de fazer algumas coisas com esse seu corpo lindo que tanto me tenta — sua voz saiu maliciosa no final, assim como sua mão desceu para minha coxa, acariciando-a sedutoramente.
- Sentimentos como? Porque pelo que eu ouvi você é um baita de um mulherengo e eu não quero isso para mim.
- Uhm… deixe-me ver — sua mão em minha coxa subiu para minha cintura conforme ele se aproximava — carinho — disse beijando a trave de minha boca — desejo — subiu um pouco mais a mão, quase encontrando meu seio, o que me fez afastar um pouco de seus toques — vontade de estar ao seu lado o tempo todo — beijou minha testa — e de fazer isso sempre que eu a vejo — por fim seus lábios tomaram posse dos meus em um beijo provocante, onde sua lingua passava maliciosamente pelos meus lábios e seus dentes os prendiam enquanto eu não conseguia reter os suspiros.
- Muito bonito — o beijo se quebrou com as palmas que ouvimos — É, Sakura, veio aqui para pegar tudo, não?
- Sasuke? — falei abobada, ainda sob o efeito do beijo.
- Mal parou de dar em cima de mim e já parte para o Itachi. Bem, vocês dois se merecem, fato.
Itachi me encarou e depois ao irmão casula, nitidamente irritado. Se afastou de mim com brusquidão — Itachi? — tentei chamá-lo, mas ele nem se dignou a olhar para trás, esbarrando em Sasuke e saindo da cozinha.
- Qual o seu problema? — perguntei para aquele maldito Uchiha.
- Você — respondeu nervoso e também se retirou da cozinha, me deixando ali sozinha.
Pensei em ir atrás de Itachi, mas eu também estava irritada pela forma que saiu, acreditando nas palavras do irmão mais novo desta forma. Azar o dele. Eu estava bem sem ele, muito bem. Não era mesmo? Não precisava de seus beijos enlouquecedores e seu carinho tocante, nem esses olhos lindos me encarando com tanto afeto.
Notas finais
O apelo de sempre: plz!! Reviews!! xD~ mas sério, é a forma de eu saber se estão gostando ou não, se a escrita esta boa ou com erros e coisas assim, ajuda muitooo!! =)
Um abração e um super domingo para vocês!!
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