Heartbreaker

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Como sempre, eu e minhas demoras... mas já vi que vai ser tenso agora com o lance de pré-projeto/tcc/orientador exigente, provas difíceis, mais herbalife que entrei agora heheh (se alguém tiver interesse, só falar ;P), então por favor, não assustem com as demoras, não quer dizer que estou abandonando!!
Para compensar a demora... um super capítulo para vocês. Acho que esse entra no rol dos maiores que já escrevi hehehe
Espero que gostem, eu ia dividir em dois, mas como eu estava em falta com vocês, vou deixa-lo inteirinho aqui para vocês ficarem um tempão lendo hihih
Espero que gostem (e não me matem pelo que acontece =x)
Boa leitura!!!
o/

No capítulo anterior:

– Não acredita em mim? Quer que eu te prove a personalidade de Itachi? Posso fazer isso agora. Tenho quase certeza de onde ele vai estar a essa hora.

– Como assim?

– Quer?

– Ok… pode ser.

...

Capítulo 17

.

Eu comecei a seguir Sasuke determinada a descobrir o que eu pudesse sobre Itachi. Eu não queria mais viver nas sombras da muralha psicológica que ele criara para impedir que outros o vissem como ele era realmente.

Sasuke estava com uma expressão indecifrável e eu por alguns instantes pensei se poderia confiar nele também. Mas como sempre, a curiosidade falava mais alto do que a desconfiança.

– Antes de irmos para lá, venha aqui – ele pegou minha mão e me puxou para dentro de uma enorme e brilhante loja de roupas próxima a saída do shopping.

– O que vamos fazer?

– Se pensa que eu vou entrar lá com uma garota vestida de simples calças jeans, esta muito enganada – ele se aproximou de uma atendente e apontou para ela como se fosse seu chefe – Ei, você! Dê roupas descentes para ela ir ao Konoha Club.

A moça se virou para ele e vi seus olhos arregalarem enquanto ela o reconhecia. Ela rapidamente se aproximou de mim, perguntando a minha medida e sumiu entre algumas roupas.

– Sasuke, você esqueceu que esta sem cartão para isso? Eu não vou gastar dinheiro com roupas nem…

– Não se preocupe, é só por na conta da Dona Mikoto – ele sorriu matreiro para mim e então se aproximou de um atendente – Sakura, vou ver algumas roupas para mim e já te acompanho.

– Ok.

A atendente logo voltou trazendo diversos vestidos e me puxando para o provador. Quinze minutos depois eu já tinha experimentado diversos vestido e Sasuke havia retornado a tempo de julgar cada um deles, reprovando todas as peças que eu gostava.

– Sasuke, quem vai vestir sou eu… — resmunguei pela décima vez.

– Quem vai te acompanhar sou eu. Pense em Itachi vendo-a… uhm… — ele pensou um pouco — linda e sem poder se aproximar.

Eu o encarei curiosa. Ele tinha razão, seria divertido provocar Itachi e mostrar o que ele estava perdendo.

– Vista este – Sasuke mandou, escolhendo um vestido preto entre os vários na pilha que a atendente me trouxera.

Eu peguei o vestido e reparei de cara que era mais curto do que eu estava acostumada, mas pelo menos mais cumprido do que os outros que Sasuke queria que eu provasse. O vestido era tomara que caia e marcava bem as curvas do meu corpo. O tecido era de chiffon e tinha um detalhe que foi o que realmente me fez aceita-lo: um cinto rosa um pouco abaixo dos seios. Perfeito.

Eu abri o provador e sai para que Sasuke pudesse analisar. Ele ficou me encarando por alguns instantes antes de assobiar.

– Esse sim. Já pode ficar com ele. Venha aqui – ele me levou para uma outra parte da loja e suspirei quando vi que ali era um salão de beleza. Sasuke conversou com algumas atendentes e logo eu me vi forçada a sentar, enquanto várias delas começavam a arrumar meu cabelo e a me maquiar da forma mais rápida do que eu achava ser possível.

Olhei no espelho e vi meu cabelo levemente encaracolado e uma maquiagem que misturava rosa e preto na sombra. Eu raramente me via com maquiagens boas e tive uma vontade súbita de até tirar uma foto, mas fui impedida pela mão de Sasuke que me puxou para fora da loja, testando minhas habilidades de me equilibrar no salto do meu Oxford.

Em pouco tempo estávamos em frente ao Konoha Club e eu podia ouvir a música vibrando de dentro do carro. Sasuke estava dirigindo, pois eu não sabia o caminho. Ele parou na frente do club e logo vi um manobrista correr em nossa direção para estacionar o carro.

Eu olhei a fila imensa para entrar no club e senti um súbito desânimo. Eu odiava filas. Mas Sasuke simplesmente a ignorou, se dirigindo a uma outra porta guardada por dois gigantescos seguranças. Sasuke apenas mostrou seu crachá e logo estávamos dentro do club, em um mezanino que dividia uma parte enorme abaixo dele, onde as pessoas se apertavam em volta de uma pista de dança e do palco e a parte acima, onde estávamos, com sofás, mesas e um espaço enorme para se locomover livremente. Obviamente estávamos na ala vip.

A música era alta e eu a sentia vibrar no meu corpo e por alguns instantes fiquei absorta nessa energia e sensação gostosa, até Sasuke pegar minha mão e me puxar em direção à uma mesa, próxima ao parapeito de vidro que possibilitava a visão das pessoas dançando embaixo de nós.

Havia duas pessoas na mesa, um deles tinha os cabelos brancos e seus dentes pareciam ser estranhamente afiados e o outro era grande, de cabelos loiros e uma aparência gentil. Quando chegamos à mesa, um deles arregalou os olhos ao ver Sasuke.

– Cara! Ce sumiu, bixo, por onde andou? – Falou o de dentes afiados.

– Eae, Suigetsu, firmeza? – ele estendeu a mão para os dois amigos, cumprimentando-os – Essa daqui é a Sakura, uma amiga minha. Sakura, esses são Suigetsu e Juugo.

– Muitíssimo encantado – falou Suigetsu com um sorriso estranho – cara, onde você encontra umas belezinhas assim? Passa seu segredo pow! Sakura, querida, sente-se aqui do meu lado, vem…

– Não! Sakura, sente aqui do lado do Juugo – Sasuke me puxou, enquanto encarava feio o outro amigo – vocês viram Itachi por ae?

– Olha, faz tempo que teu irmão só aparece de vez em quando. O que houve com os Uchihas? Vocês estão quase perdendo território aqui.

– Tive uns rolos com minha mãe, mas já esta tudo se resolvendo. E a trupe do Itachi, esta por aqui?

– Cara, qual é a dessa obsessão por seu irmão?

– Estão por aqui?

– É, estão sim, como sempre.

– Ele não esta aqui, Sasuke? – perguntei um pouco acanhada e isso só piorou quando os três ficaram me encarando.

– Ainda não, mas ainda é cedo. Quer alguma bebida?

– Não.

– Ah, princesa, deixa disso, bebe com os truta aqui. Suigetsu vai pegar um drink perfeito para você!

– Não, sério mesmo, não quero – tentei falar, mas ele já estava longe, deixando-me a sós com Sasuke e Juugo.

– E você, cara, não vai beber? – ouvi a voz de Juugo pela primeira vez. Até sua voz parecia doce, mas o cheiro de álcool era perceptível de onde eu estava.

– Não, não posso.

– Esta tomando remédios?

– Não – Sasuke respondeu irritado e eu então percebi a situação em que estávamos. Eu não devia deixar Sasuke próximo a bebidas alcoólicas, ele ainda estava em recuperação e isso poderia ser tentação demais.

– Pow, cara, assim sóbrio você fica chato demais.

– Ele não pode beber, deixa ele – falei um pouco grossa.

– Uhm, desculpe.

Alguns minutos depois Suigetsu estava de volta com três copos e colocou um deles na frente de Sasuke e o outro na minha frente.

– Vamos, experimenta princesa. É uma delícia.

Eu não sei por que acabei experimentando, mas realmente era deliciosa a combinação de álcool com o que parecia ser um milk-shake. Já Sasuke foi mais forte do que eu e colocou a sua bebida de lado, contrariando Suigetsu que começou a discutir com ele por causa disto.

Foi quase meia hora e três alexanders até que Itachi resolvesse aparecer no lugar. Eu já estava zonza e falando alegremente com os amigos de Sasuke, mas mesmo assim, quando vi Itachi, foi como se eu tivesse recebido um balde de água fria.

– Quem é aquela do lado dele? – perguntei, me escondendo atrás de Juugo para que Itachi não pudesse me ver.

– É Konan, ela sempre esta com ele.

– Eu acho que já a vi em Konoha.

– Gata, Itachi sempre esta catando ela – Suigetsu interrompeu com sua voz alterada. Eu encarei Sasuke, procurando encontrar uma negativa, mas ele apenas se manteve sério.

– É verdade isso?

– Sim. Konan não desgruda de Itachi – Sasuke falou com desdém, enquanto encarava o irmão à distância – é aqui que ele costumava vir sempre, e todas, sem exceção, se jogam nos pés dele. Olhe lá embaixo.

Eu olhei e me assustei com a quantidade de garotas que olhavam para cima, tentando vê-lo e ainda tinha umas que dançavam fervorosamente, em uma dança sensual nitidamente dirigida à Itachi.

– Ele é um mulherengo de primeira, gata. Ninguém chega aos pés dele... não sobra nada pro pobre Suigetsu quando ele esta na área – falou bufando no final, encarando fixamente seu copo.

– Eu te avisei, Sakura. Ele não presta. Ele apenas se diverte e você se mostrou como um desafio para ele. A partir do momento que se torna entediante, ele se afasta.

– Eu ainda não consigo acreditar nisso.

– Nenhuma guria consegue, gata.

Eu fiquei encarando Itachi com seus amigos, eles se dirigiram a um conjunto de sofás perto do parapeito do outro lado. As pessoas que estavam nos sofás rapidamente se levantaram e deram lugar aos recém-chegados. Itachi se sentou no maior sofá, bem no meio dele, e Konan logo se sentou ao seu lado, abraçando-o.

– Eu não acredito.

– Aiai, estou vendo que você caiu direitinho no jogo do bonitão – falou Suigetsu.

Konan começou então a beijar Itachi, primeiro em seu pescoço, depois em sua orelha e eu não pude olhar mais, pois um dos rapazes que estava com ele se levantou barrando minha visão. Eu reparei na sua fisionomia e ele parecia levemente enfezado quando decidiu se retirar dali.

– E porque ele sempre esta com essa Konan? Ele gosta dela? – A forma que aquela mulher o alisava estava me dando nos nervos. Mas achei interessante a parte em que Itachi não a correspondia, como se a ignorasse, mas permitisse.

– Ahaha! Claro que não gata, todos sabem, menos ela. Mas ela é como um brinquedinho reutilizável dele. Ou ele gosta de provocar demais o Pain.

– Pain?

– Pain é aquele que acabou de sair, ele sempre gostou de Konan, mas ela não dá bola pra ele – respondeu Sasuke carrancudo – já te mostrei o que você tinha que ver, agora vamos embora?

– Não. – falei decidida e Sasuke olhou-me ainda mais emburrado.

– Deixe a princesa, ela esta se divertindo! – Suigetsu falou empolgado, mas totalmente errado quanto ao que eu estava sentindo. Era apenas raiva. E muita. Ainda mais vendo aquela ruiva da Tayuya se sentando do outro lado de Itachi no sofá.

– Você esta certo, Suigetsu, eu estou e vou me divertir – olhei para a pista de dança e o álcool em mim fez o seu efeito – quem quer dançar comigo? Você vem, Sasuke?

– De jeito algum – respondeu irritado, mas Suigetsu logo se levantou animado e eu, em minha momentânea irracionalidade, me senti feliz com isso.

Logo estávamos na pista de dança e o som estava ainda mais alto, fazendo cada parte do meu corpo vibrar e desejar por estar em movimento. Eu não resisti, meu sangue clamava por algo que há muito tempo eu não fazia. E então, eu me soltei e comecei a dançar livremente, no ritmo da música, com os passos que eram tão naturais para mim.

Uma nova música começou e eu não conseguia mais parar. Levels, avicii. Era simplesmente eletrizante e meu corpo parecia ter vida própria. Olhei para Suigetsu e ele estava com um sorriso de fora a fora, tentando acompanhar meus diversos passos. Encarei-o, como se o desafiasse e ele pareceu compreender e então, conforme a música ia aumentando o ritmo, eu comecei com alguns passos avançados e o mais interessante, Suigetsu começou a me acompanhar e logo nós dois estávamos dominando a pista e as pessoas estavam abrindo espaço para nós.

Eu comecei a cada vez mais me empolgar e avançar para Suigetsu. Ele não deixava barato, e logo a dança começou a esquentar cada vez mais. Eu não conseguia mais parar. Meu corpo se comandava sozinho e o tempo que eu passara sem dançar estava me afetando, como se eu tivesse que recompensar de uma só vez.

Suigetsu parecia cada vez mais empolgado e tentava a todo custo se aproximar mais de meu corpo, mas eu sutilmente me afastada. Ficamos assim por várias músicas até que eu esbarrei em um peito macio atrás de mim e, zonza do jeito que eu estava, quase caí, mas fui segurada nos braços da pessoa que ocasionara isto.

– Cuidado – Consegui visualizar Sasuke a poucos centímetros de mim, me encarando com as sobrancelhas arqueadas.

– Não aguentou ficar parado? – me endireitei, aproximando de seu ouvido para que conseguisse me escutar mesmo com aquele som alto. Ele manteve sua cara fechada e eu logo retornei a dançar, mas agora o tendo como centro.

– O que esta fazendo? – consegui compreender ainda que sua voz fora abafada pela música.

– Dançando, oras – respondi alegre, me movimentando sem parar – porque esta aqui se não vai dançar? – eu me aproximei dele e peguei seus braços, tentando fazê-lo se movimentar. Claro que foi um total fracasso, ele apenas arqueou mais sua sobrancelha e se manteve estático.

Eu desisti e o soltei, mas suas mãos, em vez de recuarem, avançaram para o meu corpo e ele me puxou de encontro ao seu.

– Quase todos os homens daqui estão te cobiçando, sabia? – ele cochichou na minha orelha, apertando-me levemente contra seu corpo – esta tentando provocar ele? É isso?

– Não, estou me divertindo.

Sasuke me encarou por um longo tempo, deixando-me constrangida. Ele estava muito próximo e eu sentia cada vez mais calafrios em minha barriga. Ele podia não ser o Itachi, mas tinha um poder de sedução tão grande quanto.

– Você esta me deixando louco – ele sussurrou por fim, tão perto que eu pude ouvi-lo claramente e sentir o bafo de álcool.

– Você bebeu! – eu constatei, alegre e idiota – você não pode, baka! É por isso que você veio pra pista, é?

– Hn.

– Dança comigo então.

– Não.

– Não?

– Não – ele encarou minha boca e sorriu marotamente – tenho uma coisa mais interessante para fazer – e começou a se aproximar devagar, dando-me tempo para me afastar caso eu quisesse. Mas eu não quis. A sensação era gostosa demais para eu me afastar dele. Eu queria e me sentia atraída por ele. Não era como se eu estivesse fazendo algo de errado, eu não tinha nada com Itachi mesmo. Além do que, o maldito estava aos amassos a poucos metros de mim.

Minha raiva sumiu quando senti a boca de Sasuke pressionar a minha suavemente, quente, úmida e macia. O cheiro másculo de seu perfume me entorpeceu. Seu corpo, tão quente quanto seus lábios, pressionava o meu e eu podia sentir levemente os seus músculos, bem como a saliência do seu membro entre minhas pernas. Essa sensação pareceu acender ainda mais o meu desejo e em um impulso, aprofundei o beijo, agarrando-o pelo pescoço e o trazendo ainda mais para perto.

Sasuke sentiu a mudança de ritmo e a isto respondeu com um sorriso lateral de aprovação que eu pude sentir pelos meus lábios. Logo ele estava me beijando tão fervorosamente que eu me esqueci de respirar. Sua língua, experiente e atrevida, passeava pela minha boca e lábios, provocando-me e me roubando gemidos abafados. Já suas mãos apertavam e passeavam pelo meu corpo. Eu estava em transe e mal vi quando saímos da pista e estávamos em um canto mais afastado, mas mesmo assim lotado de pessoas. Esse canto também tinha uma vista diferente, uma que eu, ao abrir de olhos, fiquei na direção de Itachi. Ele me olhava, quase sem expressão, apenas sério, enquanto a ruiva tentava abraça-lo e beijá-lo sem sucesso.

Seu olhar fez com que eu me sentisse mal e notei, enquanto Sasuke beijava meu pescoço, que ele estava olhando diretamente em meus olhos. Fiquei sem reação. Os estímulos de Sasuke estavam distantes e eu quase não os sentia. Minha atenção estava completamente voltada para a força do olhar de Itachi. Ele o sustentou por algum tempo, sem mudar a sua expressão, para então virar o rosto e se levantar.

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Xxxx Itachi xxxx

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Eu estava cansado. Cansado dos problemas, dos sentimentos, dos desejos que surgiam ao ficar próximo de Sakura. Foi por isso que me afastei daquela forma dela. Eu queria que tudo acabasse. Minha cabeça não aguentava mais.

Para ficar com ela, eu teria que mudar. E eu não queria mudar. Eu não vou mudar. Foi por isso que decidi retornar a minha vida. Fazer o que eu estava acostumado a fazer. Ir ao club e aproveitar um pouco. Konan provavelmente estaria lá, me esperando ansiosa, assim como muitas. Seriam perfeitas para me fazerem esquecer e retornar ao meu jeito de ser.

Algumas horas depois eu estava cheguei ao club e Konan já estava grudada em mim. Estranhamente isso estava me incomodando. Seus beijos, carícias e perguntas me irritavam e eu não conseguia fazê-la se afastar de mim.

– Conte para mim o que houve, você não parece muito bem – sussurrou ela no meu ouvido.

– Não é nada.

– É sim, você esta estranho. Estou sentindo sua falta, mas você parece distante.

– Hn.

– Tudo bem, se esta com problemas de novo na empresa, eu vou te ajudar a esquecê-los – ela começou a me beijar e acariciar ainda mais fervorosamente. Eu notei a raiva de Pain quando ele se retirou, mas não era culpa minha se ele não tinha auto estima o suficiente para se aproximar da mulher que gostava.

Pouco tempo depois, Tayuya me encontrou e, obviamente, não pode me deixar em paz. Ela sentou-se ao meu lado, ignorando a fúria de Konan e me abraçou. Eu lembrei de Sakura no mesmo instante e senti mais vontade ainda de apenas brincar com a ruiva e depois desiludi-la fortemente. Foi apenas por isso que entrei na dança dela e a deixei tentar me seduzir, mas, neste instante, estava havendo uma comoção na pista de dança incomum que me chamou a atenção.

As pessoas estavam abrindo espaço para um casal que dançava. Uma dança parecida com aquelas de rua, mas sem as acrobacias, ou algo do tipo que eu não sabia bem definir. Os homens estavam todos se aproximando do parapeito para poder enxergar melhor, assim, eu apenas conseguia ver as pernas da garota se moverem, e aquelas pernas eram realmente lindas e se mexiam de uma forma que, mesmo não querendo esbanjam sensualidade, o faziam.

Fiquei vendo-a dançar, analisando seu corpo e me divertindo com a expectativa de finalmente encontrar algo que pudesse me divertir. Mas isto durou pouco tempo, pois logo abriu-se uma brecha no parapeito e minha visão melhorou e eu a vi. Vi Sakura no meio da pista de dança. Dançando com aquele amigo do Sasuke que estava louco para ataca-la.

– O que esta havendo ali embaixo? – ouvi a voz emburrada de Tayuya ao notar que eu não dava a mínima atenção para ela.

– Parece que tem um casal dançando muito bem – falou Konan.

– Hn. Não importa quem seja, ninguém me supera em dançar – ela falou e tentou virar meu rosto na direção dela.

– Aí que você se engana, querida. Sua dança é horrível e suja ao ponto de me dar nojo. Porque não sai logo de cima e tira essas mão imundas de mim? – soltei irritado. Ela me encarou perplexa, totalmente sem reação, mas eu estava impaciente e ia ajuda-la a se levantar quando eu vi algo na pista de dança. Ou melhor, eu os vi. Sasuke e Sakura se beijando fervorosamente a poucos metros de mim.

A fúria que eu senti me fez quase levantar para ir arrebentar o meu irmão, mas então eles se moveram e Sakura parecia ter me visto. Seu olhar assustado me fez ficar congelado ao ponto de não sentir Tayuya novamente tentando me acariciar e beijar. Por um momento parecia que só existia aquele olho verde brilhante, assustado e culpado. Mas então os cabelos de Sasuke entraram na frente e eu não aguentei, em um impulso me levantei e antes de sair dali, agarrei os braços de Tayuya e a atirei para longe.

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Xxxx Sakura xxxx

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– Sasuke… – tentei chama-lo. Eu não estava mais confortável com a situação. O desejo tinha sido lavado com o balde de água fria do olhar de Itachi e eu agora queria de qualquer forma me libertar daqueles braços que me faziam sentir suja – Sasuke… — tentei mais uma vez, mas ele pareceu não escutar e suas mãos começaram a descer cada vez mais pelo meu corpo – Sasuke! – chamei mais ríspida e foi com um alívio que o vi se afastar e com um tremendo susto que vi que não fora espontâneo.

Itachi havia o puxado pela gola da camisa e vi em seus olhos pura fúria. Ele afastou Sasuke de mim rudemente e o tacou longe, se aproximando dele e em seguida desferindo-lhe um soco no rosto. Sasuke caiu no chão, com a boca ensanguentada, mas havia um sorriso maldoso nela.

– Itachi, pare! – eu tentei me aproximar de Sasuke, mas um cara de cabelo azul me segurou – me solte! Pare com isso Itachi! – tentei gritar, mas era pouco provável que eles me ouviriam.

Sasuke logo se levantou e os dois começaram a lutar, enquanto as pessoas abriam espaço. Eu procurei pelos seguranças, para tentar chama-los, mas reparei chocada que eles estavam cientes da luta, assistindo como se fosse algo normal.

Sasuke levou mais alguns socos e desferiu outros, mas era ele quem estava mais machucado e menos sóbrio, mal conseguindo se manter equilibrado.

Furiosa com os dois irmãos idiotas, eu utilizei uma das técnicas que conhecia para me soltar da pessoa que me segurava e como ele estava distraído com a luta, foi ainda mais fácil. Logo me vi livre e me esquivei entre as pessoas, chegando mais perto dos irmãos. Sasuke estava no chão de novo e Itachi ia desferir um chute nele no exato momento em que eu o abordei por trás, peguei seu braço e o torci seu pulso, pegando nos pontos certos para que o obrigasse a ir até o chão com a pressão nas suas juntas. Ele olhou para trás consternado e furioso, mas quando viu que era eu ali, se espantou e relaxou, parando de resistir. Quando percebi isto, o soltei e esperei que ele se recompusesse.

– Porque esta agindo assim? – eu praticamente atirei a pergunta. Itachi me ignorou assim que se pôs em pé e começou a se dirigir mais uma vez para Sasuke – Itachi! – eu gritei, furiosa e fui até ele. O puxei pelo braço e o obriguei a se virar para mim. Seu olhar de desdém me irritou de tal forma que eu mal vi quando soquei-lhe o rosto.

Itachi foi parar no chão, junto de Sasuke, com a boca também sangrando.

– Vocês Uchihas são uns idiotas! Estou farta de vocês! – gritei enlouquecida e sai dali o mais rápido que eu podia, não queria vê-los, na verdade, eu não queria mais ver qualquer Uchiha que fosse.

Sai da boate tão rápido quanto o meu equilíbrio me permitia. Eu estava alcoolizada, tinha plena noção disto e eu nunca antes havia dirigido assim, mas não estava pensando nisso no momento, apenas que queria me afastar o mais rápido possível deles. E foi assim que entrei no carro e sai derrapando para longe daquele lugar, sem rumo certo.

Xxxx

Luz. Dor. Barulhos irritantes. Era tudo o que eu sentia ou ouvia. Havia vozes ao meu lado, mas eu não conseguia distingui-las. Elas estavam distantes. Meu corpo estava dormente. Eu não conseguia mexer minhas mãos. Comecei a ficar com medo, mas uma mão tocou a minha. Um toque suave e caloroso que fez o meu medo desaparecer. Tentei abrir meus olhos e com algum esforço consegui. Eles estavam pesados, como se estivessem grudados. Minha visão demorou para se acostumar com a claridade do local e então eu foquei uma pessoa de branco um pouco à minha frente.

– Ela esta retomando a consciência – anunciou sem muita emoção e então se aproximou de mim – você sabe quem você é?

Eu tentei falar, mas minha voz não saiu, então balancei a cabeça, afirmando.

– Aqui, beba isto, mas não muito – ele aproximou um canudo da minha boca e eu ingeri a água, queria mais, mas ele logo a retirou de perto de mim.

– O que… o que houve?

– Você sofreu um acidente, mas logo estará bem.

– Ela acordou? – Ouvi uma voz desesperada e a porta abrindo com brusquidão – Sakura! Filha! Como você se sente? – ele correu para perto de mim, praticamente empurrando uma outra pessoa que estava sentada do lado da cama. Eu não consegui identifica-la, pois meu pai entrou na frente – fiquei tão preocupado!

– Porque esta aqui? – perguntei com a voz fraca.

– Como assim? Porque eu não estaria aqui? Adiantei minha volta por causa do seu acidente, eu estava preocupado.

– Uhm – eu não estava feliz em vê-lo, ainda mais que ele voltara só porque eu tivera um suposto acidente, do qual eu ainda não me lembrava – o que houve?

– Você bateu o carro, estava em alta velocidade e embriagada. Porque Sakura? Você não é assim.

– Você não me conhece.

– Filha! Pare com esse ressentimento!

– Pai, não estou a fim de conversar, ok? Muito menos ver o senhor.

– Sr. Haruno, ela precisa descansar – o médico interviu, vendo que eu estava me alterando – venha, preciso conversar com o senhor um pouco – vi meu pai com certo alívio seguindo aquele médico, mas essa sensação logo passou quando eu vi quem era a outra pessoa ao lado da cama. Por algum momento fiquei sem reação, apenas o encarando, enquanto ele fazia o mesmo. Eu não sabia o que falar e tampouco me lembrava do que acontecera, mas eu sabia que estava irritada com ele. O baque da porta se fechando me tirou do meu transe.

– O que esta fazendo aqui? – perguntei ríspida e ele desviou o olhar. Reparei que ele estava com alguns hematomas no rosto.

– Hn.

– Isso não é resposta.

– Estava preocupado – ele respondeu com uma voz culpada.

– Também não preciso de sua preocupação, fico melhor sozinha.

– Eu não vou sair daqui enquanto eu não falar o que tenho para falar – disse, retomando o seu tom arrogante e usual.

– Vou ter que fazer um escândalo para você sair daqui, Itachi?

Ele suspirou e abaixou a cabeça, pensativo. Lembrei-me então do toque quente em minha mãe e reparei que ele estava com a sua mão próxima à minha.

– Me perdoe, Sakura… foi minha culpa que você saiu daquele jeito.

– Eu não me lembro do que aconteceu.

– Não? – balancei a cabeça – o médico falou que isso era possível, já que você bateu sua cabeça.

– Isso explica a dor.

– Você esteve desacordada por três dias.

– O que?!

– Hn. Eu segui você… naquela noite… mas você apenas acelerou mais… e então – ele olhou para a janela.

– Então?

– Você cruzou a rodovia sem parar e um caminhão te pegou. Seu carro foi completamente destruído, menos a parte em que você estava. Só que... um ferro perfurou a sua barriga…

Eu olhei para a minha barriga, compreendendo então a dor que eu sentia. No entanto, meu corpo inteiro doía.

– Quando eu cheguei até você… você ainda estava acordada… você se lembra do que falou para mim?

– Eu não lembro de nada.

– Nada?

– Não.

– Não lembra nada do que houve no club também?

– Não.

– Hn.

– Mas eu sei que não quero vê-lo, então, por favor…

– No carro… enquanto eu tentava te socorrer… você disse que… — ele parou um pouco e olhou para a janela.

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Xxxx Itachi xxxxx

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Eu não sabia o que fazer. Ela não parava de sangrar, o brilho de seus olhos sumia a cada instante. Eu liguei para o resgate, mas eles podiam demorar e ela não parecia ser capaz de aguentar. As minhas mãos tremiam e meu corpo parecia estar cada vez mais gelado. Sangue. Muito sangue. Ela estava perdendo muito sangue. Sua cabeça sangrava tanto quanto a barriga e ela estava com diversos cortes e hematomas pelo corpo.

Eu estava desesperado. Eu não podia fazer nada por ela e ela ainda tinha que manter aquele olhar magoado.

– Porque… Itachi? – ela perguntou com a voz fraca.

– Porque o que? – perguntei confuso, tentando me aproximar mais dela e confortá-la, acariciando lhe os cabelos.

– Porque você fez isso comigo?

– O que?! – eu assustei.

– Porque você tentou brincar comigo?

– Eu não…

– Eu sei… quem você é agora… você não me engana mais.

– Sakura…

– Isso é triste… — sua voz parecia estar sumindo – É Triste eu… amar alguém que não dá valor… a esse tipo de sentimento.

– O que? – eu congelei ao ouvir suas palavras. Seus olhos me encararam de uma forma que me deixou completamente vulnerável, tal como sua declaração – Você… você me… ?

– Esta doendo… — ela me cortou com uma voz agoniada.

– O resgate esta chegando, só mais um pouco, você vai ficar bem.

– Não é meu-corpo-que-dói – ela olhou distante e reparei que estava ficando sonolenta.

– Sakura?! Não apague, fique comigo, ok? – ela voltou seus olhos para mim, mas parecia não aguentar – diga-me… continue me criticando… o que mais eu fiz? — quase supliquei. Não importava o que ela falasse, desde que se mantivesse consciente – Sakura? Sakura?!

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Xxxxx Sakura xxxxx

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– Itachi?

– Você estava falando…

– Hn… no carro, você me falou de seus sentimentos. Eu queria… te pedir perdão pelo que eu fiz, não sabia que você sentia isto em relação a mim…

– Isto o que? – perguntei um pouco curiosa sobre o que ele estava falando, mas como resposta Itachi apenas levantou seus olhos e encarou-me profundamente, a ponto de me fazer desviar o rosto constrangida.

– Sei que só cau … eu vou… eu não sou alguém para se amar, Sakura. Eu não me importo com ninguém, não me importo com você – sua voz começou a adquirir um outro tom – Não era minha intenção que você viesse a sofrer um acidente, apenas queria me divertir – eu o encarei, confusa com o que ele estava dizendo. Ele demonstrara em um momento remorso e em outro sua arrogância. Eu não conseguia o compreender.

– O que você esta querendo dizer, Itachi? Uma hora você fala que não esta brincando e se abre para mim e em outra você fala que esta. Quem é você realmente?

– Sakura, para se manipular alguém deve-se ter bons argumentos – ele sorriu, convencido – eu sou uma ótima pessoa nisso. Gostou da minha história de que não sei confiar ou de que não queria desistir de você?

– Itachi…

– Sim, eram mentiras. Eu estava apenas tentando te ganhar. Sabe como é, fiz uma aposta com alguns amigos. O problema é que, você deixou de me divertir. Você me dá pena. Agir desta forma e até se acidentar por causa de mim? Me amar em tão pouco tempo? – ele soltou uma risada – Eu já te disse que não acredito no amor. Acho-o patético.

Saia daqui! – Falei entredentes.

– Não se preocupe, já disse o que eu tinha para falar em respeito à minha mãe. Agora você pode seguir com a sua vida e me esquecer.

SAIA DAQUI! – Gritei, arremessando um vaso que se encontrava na cabeceira em direção a ele, mas errei a mira e o vaso se espatifou na parede. Itachi se virou e me encarou.

– Patético – suspirou ele, antes de sair aos meus gritos.

Minha cabeça parecia explodir, mas pelo menos nenhuma lágrima desceu até que ele fechasse a porta. Como ele ousava falar aquilo? Agir daquela forma? Eu não conseguia acreditar nas palavras dele. Não parecia ser ele falando. Eu não conseguia acreditar que um ser humano poderia agir assim.

– Filha? Você esta bem? Ouvi você gritando – meu pai abriu a porta preocupado e eu me desanimei mais ainda ao ver sua cara.

– Me deixe só – murmurei.

– Não adianta me afastar, isso não vai funcionar de novo.

– Por favor…

– Não – ele fechou a porta e se sentou onde antes estivera Itachi – eu vou ficar aqui. Eu vou estar sempre ao seu lado agora, não importa o quanto você tente me afastar.

– Eu… eu quero sair daquela casa – declarei, já imaginando que meu pai começaria a tentar me fazer mudar de ideia.

– Ok. Nós vamos procurar um lugar para vivermos.

– Não, eu quero viver sozinha.

– Sakura…

– Não pai, eu quero procurar uma república.

– Mas…

– Por favor.

– Ok. Ok. Como você quiser.

...


Notas finais
Eae, gostaram?? =)
Não deixem de comentar sobre o que estão achando ou o que esta faltando!! ;P
Galera, como estou correndo aqui demais, não sei quando poderei responder as reviews, então já vai aqui um imenso e gigantesco e eterno OBRIGADO SUPREMO a todos vocês que deixaram esses lindos, delirantes e apaixonantes comentários merecedores de ainda mais adjetivos!! =)
Também agradeço aqueles que estão lendo, favoritando e talz =)
Um abração para todos, tenham uma maravilinda semana e...
Não esqueça de deixar um comentário aqui embaixo!!! Por favor ;P
Beijoos!! =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.