Notas iniciais
Mais um capitulo saindo do forno =)
Bem, esse não é tão quente que nem o outro, esfriou um pouco, mas espero que gostem!!
Super e mega delírios com as reviews que agora eu descobri que dá pra responder no próprio comentário (noob x_x') então vou respondendo aos poucos hiihihi.
Bem, espero que gostem como sempre e MUITO obrigada por me fazerem ficar sorrindo abobada a cada review xD
Boa leitura!! o/

xxxxx Hinata xxxxx

Eu ainda não sabia se era interessante a idéia de trabalhar junto com Naruto. Principalmente porque eu não, bem, não conseguia ser eu mesma quando ele estava por perto. Meus braços tremiam, minha voz falhava, meu cérebro parecia dar tela azul e só me passar pensamentos desconexos. Definitivamente eu não seria produtiva neste trabalho, mas, como Sakura mesmo havia me dito, eu tinha que encarar meus medos. Somente assim eu iria evoluir.

Ainda não tínhamos combinado o dia que iríamos começar o trabalho, mas Sakura disse que Naruto tinha ficado de combinar e ligar para ela, então, íamos esperá-lo.

- Hinata-sama? — ouvi a voz de meu primo, Neji , e o encontrei com parte da sua cabeça passando pela porta de meu quarto.

- Sim? Neji-niisan?

- O jantar esta servido, seu pai pediu para eu chamá-la. Só falta você.

- Ah! Obrigada — estava tão concentrada em meus pensamentos que perdi a hora do jantar. Tomara que papai não fique muito zangado. Ele detesta atrasos. Bem, ele detesta quase tudo, principalmente quando vindo de mim — já vou em um instante.

- Não se preocupe — ouvi a voz atrás da porta e entendi que ele me dava privacidade para eu me trocar. O que fiz o mais depressa e apavoradamente possível.

- Oi?

- Ele não esta zangado — e mais uma vez, ele parecia ler meus pensamentos.

- Ah. Obrigada, Neji-niisan.

Mais dois minutos e eu já estava descendo com ele para jantar. E então percebi o porque de meu pai não estar zangado. Havia um outro homem tomando alguma coisa com ele na sala de estar, provavelmente algum investidor da empresa. Ele sempre agia desta forma quando havia algum investidor.

- Aqui esta ela, Hinata — falou meu pai em bom e alto tomi, chamando a atenção do outro homem para mim. Eu terminei de descer as escadas e percebi mais uma pessoa sentada no sofá mais afastado dos dois. Este era mais jovem e eu não o reconheci de imediato.

- Que bela você se transformou! — falou o homem ao lado de meu pai — se bem que já o era quando pequena.

- Hinata, este aqui é o Sr. Inuzuka e este é o filho dele, Kiba — eu não os reconheci visualmente, mas o nome me lembrou como um estalo em meu cérebro. O Sr. Inuzuka era dono de uma empresa tão forte quanto a de meu pai e eu e o filho dele costumávamos estudar juntos quando pequenos.

- Oh, sim! Quanto tempo! Como estão? — respondi educadamente.

- Bem, muito bem.

- Akira, vamos deixar os dois a sós enquanto tratamos de negócios? — Meu pai chamou o Sr. Inuzuka, mas eu percebi que havia algo de errado. Alguma estranha intenção meu pai estava tendo ali.

Neji se retirou da sala tão rápido e furtivo que eu só descobri que ele se fora quando não o vi em lugar algum. Enfim, eu estava sozinha com Kiba, alguém que eu mal via há anos.

- Hinata-chan? — ele me chamou e eu sei que minhas bochechas estavam adquirindo uma coloração mais avermelhada.

- Si… sim? — como eu não consigo parar de gaguejar? Recomponha-se Hinata!

- Fiquei sabendo que esta fazendo Direito em Konoha, é verdade?

- Isso! — respondi tão rápido que acho que ele se assustou. Mas pelo menos não gaguejei. Vitória!

- Legal. Eu também estou fazendo lá, mas administração. Se quiser, eu posso te levar para as aulas, a sua casa é caminho da minha e seu pai disse que vai sempre de motorista.

- Ah… — o que falar, o que falar? Não quero ficar andando com uma pessoa desconhecida! Bem, eu o conhecia, mas assim não conta! Faz anos!

- Eu vou entender se sentir-se mais confortável com motorista, não precisa ficar preocupada. Eu lembro como você não gostava muito de ficar com pessoas que não conhecia bem — ele sorriu para mim gentilmente e eu me senti bem melhor. Eu não lembrava muito dele, mas pelo jeito, ele se lembrava bem de mim.

- Bem, obrigada… é que… eu, eu ainda não o…

- Sem problemas, Hinata-chan, não se preocupe, eu compreendo.

- Obrigada, Kiba-kun — chamei-o com o prefixo quase sem perceber, o que me espantou um pouco, tanto quanto o celular tocando em meu bolso. Eu o peguei e vi um número não identificado, olhei para Kiba, um pouco incerta sobre atender e reparei que ele continuava com o mesmo sorriso gentil.

- Pode atender, eu não me importo — disse por fim, ao perceber minha tola falta de reação.

- Obrigada. De novo — e então subi as escadas, parando no corredor para atender por fim o celular insistente em minhas mãos — Alô?

-" Hinata-chan? Tudo bom?"

- É, sim, quem fala? — aquela voz não era estranha.

- Ah, é mesmo, desculpa Hinata-chan, aqui é o Naruto! - ele não precisou terminar de falar, antes mesmo eu já havia compreendido que era ele pela empolgação na fala. Congelei instantaneamente. Meu Kami! Como ele tinha meu celular? Porque ele me ligava? O que ele iria querer comigo? Será que a Sakura falou algo sobre eu gostar dele? O que…

- Hinata-chan? Está aí? Oe!

- Eh, sim… eu, eu, to.

- Ufa, pensei que tinha desmaiado. Sabe como é, você sempre desmaiava né.

- Uhum — não ouse desmaiar agora!

- Bem, então, Hinata-chan, conversei com o Gaara e o que você acha de amanhã nos reunirmos para fazermos o trabalho?

- Uhum.

­- Podemos almoçar juntos e então começar, aonde seria melhor fazermos? — ele estava me chamando para almoçar?

- Uhum.

- É… tava pensando, como a casa de Sakura é a mais próxima e o Sasuke também esta no grupo, podemos fazer lá. Almoçamos e vamos para lá, o que acha?

- Uh... uhm.

- Ahn, ok então. Combinado! Você avisa a Sakura-chan?

Diga alguma coisa além desse maldito 'uhum' Hinata! Você consegue, pare de ser tão tola e insegura! Fale com ele.

- Sim, eu aviso.

- Perfeito! Então, vou nessa, Hinata-chan. Durma bem, beijos!

Eu paralisei. Ele havia me mandado beijos e me chamado para sair! Céus, estaria eu sonhando? O que eu iria fazer?

- Hinata-sama? Você esta bem? Está pálida — era Neji ao me lado, preocupado. Ele me deu um baita susto e me senti por alguns instantes como se eu estivesse fazendo algo de errado e ele tivesse me pego. Escondi rapidamente o celular, sem noção do que eu fazia, antes de tentar me recompor para responder.

- Sim, estou, estou sim.

- Então vamos, seu pai disse para irmos à mesa.

- Ta. — ele disse 'durma bem, beijos!', o que ele quis dizer com isso? Será que ele também gosta de mim? Naruto… Naruto-kun me mandou beijos!

XXXXX Sakura XXXXX

Devo confessar que foi muito difícil, mas muito mesmo, segurar o riso quando Hinata me contou sobre Naruto ligar para ela. Mas fora isso, ela ficou furiosa comigo! Acho que nunca a vi tão furiosa. Embora no final, ela mesma admitiu que tinha sido bom. Eu estava conseguindo manipulá-la! Só que em favor dela mesma.

Bem, fora essa parte de cupido, minha mente estava completamente absorvida por Itachi. Eu não conseguia mais parar de pensar nele e isso me dava muito medo. Medo porque eu tinha insegurança. Insegurança porque eu não conseguia confiar nele.

Havia algo que não cheirava bem. Eu sentia isso em minhas entranhas. Era como aquelas fortes intuições que as vezes surgem do nada, você sabe que algo esta errado. E minhas intuições sempre eram verdades, por mais que eu tentasse ignorá-las. No final, elas sempre se mostravam reais. Algo não estava certo em relação a Itachi, eu ainda não sabia o que era, mas sabia que havia algo.

O estranho era que, em alguns momentos, esse sentimento ruim ia embora, como se o próprio Itachi se tornasse diferente. Até seu olhar mudava, suas carícias, seu jeito comigo, mas então, em outro instante, voltava aquela sensação incômoda que não me deixava ser feliz com ele.

Olhei para o livro em minhas mãos e reparei que estava na mesma página há um bom tempo. O banco de concreto do jardim da mansão não era lá muito confortável, mas algo no ambiente expandia minhas abstrações. A noite estava fresca, deliciosa, com várias estrelas e um cheiro de chuva gostoso no ar. A iluminação do poste ao lado do banco me fornecia a luz necessária para eu ler e admirar algumas flores ao meu redor. Aquele lugar poderia se tornar em um refúgio perfeito. Sereno, agradável e silencioso.

- Ei, Sakura?

- Hã? — assustei quando vi que havia mais alguém no jardim da mansão — Ah, oi Sasuke, como esta?

- Quando vamos fazer o trabalho? — ele se aproximou mais do banco em que eu estava sentada, 'lendo' um livro de Jane Austen.

Fiquei um pouco acanhada ao perceber que não estava mais só. A minha posição não era de uma mulher prendada, educada, mas sim de quase um garoto. Eu estava sentada de lado no banco, encostando apenas parte da minha cintura no encosto dele, com uma de minhas pernas esticada e a outra dobrada, o que fazia meu joelho servir de apoio para a minha mão que segurava o livro.

O Uchiha caçula andava, como sempre, de mãos nos bolsos, nariz empinado, postura altiva, olhos negros profundos e sérios, um ar de superioridade acima do normal vestido em uma bermuda preta simples mais uma camisa branca um pouco amarrotada, provavelmente teria dormido com ela. Já eu estava com um short jeans claro preso por um cinto coral, uma regata preta justa, delineando bem os traços de meu corpo e um allstar preto com uma meia curta.

- Olá para você também! E aqui esta o Sr. Educação! — zombei, mas tentando realmente fazer uma crítica e observação, quem sabe assim ele aprendesse a ser mais educado. Não acho que foi o caso, pois ele apenas ficou me encarando friamente, como se estivesse me estrangulando em sua imaginação.

- Uhm — falou após perceber que eu não falaria mais nada. Não fora bem um plano, eu só estava com a cabeça em outro lugar.

Ele pareceu desistir e então se sentou ao meu lado, me obrigando a dobrar minha perna esticada. Apoiou as mãos nas suas pernas, enquanto se debruçava nelas e encarava fixamente o chão — romance? — me perguntou depois de um longo tempo, sem desviar o olhar do chão.

- Sim.

- Não é bom ler essas coisas, deixa as mulheres tolas — criticou, mas eu senti que havia algo a mais nisso.

- Tolas? Que idéia de girico! Que mal há em nos deliciarmos com uma boa história? Isso não quer dizer que iremos acreditar em qualquer maluco por aí — falei sorrindo para ele, me divertindo com a sua critica. Sasuke era um mistério para mim. Em um momento revoltado, e em outro, tentando conversar comigo.

Ele continuou encarando o chão por um tempo e eu o analisando. O que se passava pela cabeça dele? Eu não fazia idéia, mas gostaria de compreendê-lo mais. Que ele se abrisse. Minha intuição, nesse caso, me mostrava que ele era uma boa pessoa, mas um ser arisco, cheio de barreiras e uma bomba prestes a explodir.

xxxx Sasuke xxxx

O que eu estou fazendo aqui?

Aquela garota é o capeta! Só pode. Tinha feito de tudo para eu nem pensar duas vezes antes de dar-lhe um tiro e agora, fica ali toda meiga sentada naquele banco do quintal com aquelas lindas coxas brancas e bem torneadas. Eu devo estar louco. Ou é alguma bruxaria dela.

Não havia uma só vez em nossas conversas que ela não tentava me corrigir ou me apontar algum defeito. Me ignorava e me fazia sentir um tolo. E o pior, eu não tinha mais vontade de matá-la! Bem, não era tanto assim, afinal, o dia em que a peguei com Itachi eu quase o quis fazer, mas preferi apenas destruir os seus sonhos. Sabia os efeitos que minhas palavras causariam em Itachi e também que ele seria idiota o suficiente para ficar perturbado por alguns dias.

Mas mesmo assim, eu não sentia tanta repulsa por ela quanto eu costumava sentir. Ela, a seu modo, parecia se importar comigo. Em me enxergar. Em acreditar em mim e principalmente, o que talvez piorava mais ainda a situação, ela não me temia como os outros.

- Mulheres sempre acreditam, mesmo que seja o mais cafajeste que há.

- Há exceções, claro, mas não conheci muitas não. Eu não cairia — ela falou com convicção e eu tive um pouco de pena. Pena porque ela já tinha caído.

- Tem certeza disso?

- Absoluta! Não é tão fácil assim me enganarem.

- E quanto a Itachi? Quer dizer que você sabe que ele é um mulherengo e não caiu na conversa dele? — perguntei curto e grosso, chegando a raiz do problema. Não sei porque eu me preocupava, mas eu o fazia.

- Ainda estou avaliando-o — notei certa relutância em sua voz. Ela tinha dúvidas — você e ele não se dão muito bem né?

- Não.

- Porque?

- Não é assunto seu.

- Nem eu e Itachi somos assunto seu. Deixa de ser chato — ela me encarou com aqueles sinceros olhos verdes. Eles pareciam brilhar, eram cheios de vida, de energia — Sabe, você pode confiar em mim, se abrir é bom.

- Não confio em ninguém e muito menos conto coisas minhas.

- Certo. Você não gosta de aproximação então?

- Não.

- Então porque veio conversar comigo?

- Porque quero saber do trabalho e você até agora não me respondeu a maldita pergunta — não era bem por isso, mas eu não queria dar espaço para ela penetrar minhas barreiras. Não queria que ela me conhecesse, se aproximasse e se tornasse alguém importante.

- Aff — ela suspirou, desanimada — Amanhã, aqui mesmo se não tiver problemas para você e Naruto combinou de todos almoçarmos juntos.

- Eu não vou. Encontro vocês aqui.

- Porque não, Sasuke? — sua voz era suave, atenciosa.

- Não quero, apenas por isso.

- Você poderia criar alguns laços, fazer algumas amizades. Naruto parece ser uma ótima pessoa.

- Você não entende mesmo, não é? — respondi nervoso. Aquela garota parecia que a todo momento me levava ao meu limite — Eu não quero criar laços. Isso não é para mim.

- Porque não experimenta? — e ela insistia. Meu Kami, porque mesmo eu sentei ao lado dela?

- Hn. — tentei a ignorar, mas ela não parava de me encarar. A luz do poste fazia seus olhos parecerem ainda mais claros do que eram, mais brilhantes. Eu estava louco, certeza. Encarei as estrelas, pensando em como escapar, em como dizer não, apesar de que todo o meu ser queria aceitar o que quer que ela pedisse.

- Que tal assim, nós vamos e se por algum instante você ficar desconfortável, se sentir mal com eles, nós dois voltamos na hora?

- Hn — eu não podia ir.

- Isso é um sim?

- Naruto me detesta — falei por fim. Não sei porque, mas acabei contando — eu não quero ir por isso. Já basta termos que fazer o trabalho juntos.

- Porque?

- Por coisas que eu fiz no passado.

- Tipo?

Suspirei. Ela não desistia. E eu estranhamente queria continuar.

- Quando mais novos, bem, eu e ele éramos inseparáveis. Fomos grandes amigos, mas eu estraguei isso. Eu comecei a fazer coisas que, bem, ele não gostava e então a situação foi piorando até eu… até eu…

- Não vou julgar, pode falar.

- Até eu dormir com a namorada dele.

- O que? — ela se espantou e eu vi em seu olhar a repulsa. Como eu pensei que seria. Idiota! Porque foi falar essas coisas?

- É, isso mesmo. Ela queria, eu também e fim — falei grosso. Se bem que a parte de ela querer, não era bem assim. Eu a seduzi por raiva de Naruto, mas não contaria isso agora.

- É, entendo. Ele não deve ter levado numa boa isso — vi sua tentativa de sorrir, tentando mostrar-se simpática na situação, mas claramente pensando coisas ruins a meu respeito.

- Pois é. Ele tentou me bater, mas ele é um baka, eu revidei e acabei dando uma surra nele — porque eu não parava de falar? E falava as piores coisas que eu havia feito? Ela arregalou os olhos, agora sim eu tinha a feito se afastar.

- Porque você fez isso?

- O que?

- Porque? — que diabos de pergunta era aquela? Eu estava afim e fiz, simples assim.

- Não tive motivos.

- O que houve para você fazer essas coisas? Para você tomar caminhos que pelo jeito só te fizeram mal?

- Não me fizeram mal! Você não sabe de nada! — Maldita, como ela ousava falar aquilo?

- Não estou te atacando Sasuke, estou tentando te ajudar. Eu sei que você quer — eu não quero nada dessa maluca, porque ela não fica quieta? Eu me levantei, ignorando-a e pronto para ir embora antes que eu a agredisse, mas ela abriu a boca novamente — fugir é sempre mais fácil. Encare seus problemas.

- Você é meu problema!

- Então me encare! — ela se levantou, olhando desafiadoramente para mim e eu naquele momento fiquei com muita raiva, tanta que me aproximei dela pronto para estrangulá-la. Mas tudo o que fiz foi ficar imobilizado perante seus lindos olhos verdes, seu perfume, seu decote e seu tamanho peculiar que me agradou. Ela era bem mais baixa do que eu, o que fazia ela levantar a cabeça de um jeito muito provocativo.

A atração que senti por ela me fez parar de pensar. Eu a queria e a beijei. Fui rápido o suficiente para não deixá-la escapar, segurei-a pela cintura firmemente, colando nossos corpos, enquanto eu tentava ganhar passagem pelos seus lábios. Algo que não ocorreu. Ela ficou inerte por apenas alguns segundos e após isso, começou a tentar me afastar.

- O que? Vai fugir? — provoquei, a segurando bem firme contra mim, enquanto ela tentava se afastar, me propiciando uma vista melhor ainda de seu decote.

- Sasuke, não. Me solta. Pare já com isso, eu não, eu… você sabe sobre eu e seu irmão! — ela estava exasperada, como se estivesse cometendo um crime.

- Não sabia que vocês tinham algo sério, mas de qualquer forma, pode ter certeza que Itachi esta fazendo coisas muito piores. Porque não aproveita?

- Não sou assim! Eu não faria algo do tipo mesmo que ele o estivesse fazendo na minha frente! Agora me solta! — ela vociferou. Eu finalmente a tinha deixado zangada. Bem feito, quem manda ficar me atazanando toda hora.

- Porque? Sei que sente atração por mim desde o dia em que chegou nesta casa.

- Isso não quer dizer nada! Eu não quero nada com você, apenas ajudá-lo e se esta é a sua idéia de me irritar, bem, funcionou, mas não vou desistir de te ajudar — ela estava desesperada em meus braços, tentando a todo o tempo se soltar e olhando para a porta do jardim com receio de que alguém nos visse. Eu devia dizer, aquela garota não cedia fácil. No entanto, eu mesmo tinha minhas dúvidas, eu gostava da companhia dela e não queria que ela desistisse.

- Tocante… muito tocante — falei num sussurro, encantado pela sua expressão apavorada — Todo esse esforço por alguém que não merece — eu a segurei mais firme, de forma que ela agora não conseguia se debater, ficando imóvel em meus braços. Obriguei-a a me encarar e ela se encolheu ao notar a seriedade em meu rosto — saia desta enquanto ainda não se machucou. Ele não valoriza ninguém além de si mesmo — ela ficou de boca aberta, espantada. Talvez só agora tivesse entendido o que eu estivera querendo dizer desde o início. Quando a soltei, ela não se mexeu. Ficou olhando inerte para o mesmo ponto atrás de mim — Boa noite — minha voz saiu mais suave do que eu queria. Eu estava com remorso. Remorso de ter tirado um pouco a alegria e o brilho daquele rosto.

Notas finais
Eae, gostaram???
Muito obrigada novamente pelas carinhosas reviews e pela linda recomendação *-* (pulando que nem uma louca aki xD), foi demais ler cada uma delas, sérião!
Agradecimentos eternos à: kekedia, Srta_Uchiha, hinaXruto, sasales, R M Monteiro, Juno_Uchiha, Elektra_Black, Sukibaby, bellaharuno21, JoiCee e Sarah! =)
Uma coisa que eu achei super legal, a R M Monteiro e a JoiCee me sugeriram cenas, aprofundações e etc, e eu adorei isso, afinal, estou aqui escrevendo para vocês e a medida do possível vou atender pedidos!! =)
Não se esqueçam das REVIEWS, por favor!! E se notarem erros, não esqueçam de avisar ;P
PS!!!!- Estou ainda em dúvida quais serão os outros casais, então alguém tem sugestões? xD Por óbvio dois já estão certos: sakxita e HinaxNaruto, mas não sei ainda, tava pensando em não deixar Sasuke com ngm, maaaas talvez fosse legal ele conhecer alguém, o que acham?? Ou então, o que acham de ele descobrir que é gay? xD Bem, ainda estou matutando aqui, portanto, se tiverem pedidos, farei o possível para atender =)
Um abração a todos e uma maravilinda semana!!!
Ja ne =)