Notas iniciais
Ops, por deslize mental, esqueci que havia apenas postado o 4º capítulo no outro site (Valeu por me avisar Biarita, RyeoWoo, Kekedia =x), mas agora aqui o esta =) Jájá também posto o 5º, só falta revisar.
Uma boa leitura para vocês!! Espero que gostem ^^

Cap. 4


Hoje era o quarto dia desde que começaram as 'aulas' e eu não havia aparecido ainda na universidade. Descobri pela internet que o trote levava quase a primeira semana de aula em farras e coisas assim e os professores há muito tempo já haviam desistido de tentar restabelecer a ordem, ainda mais com um Uchiha encabeçando tudo. Aparentemente nenhum professor iria contra ele.

Falando francamente? Eu acho isso totalmente errado. Os alunos mandarem nos professores? Desde quando? Minha mãe sempre me ensinou a respeitar os mais velhos e sábios. Era triste eu me lembrar dela, tudo o que eu tinha de bom em mim, era graças a ela.

Estes últimos dias eu não fiz muita coisa.Evitei andar pela casa para não encontrar os Uchihas e principalmente Itachi, que sabia que eu estava matando o trote. Bom, lá no fundo, bem lá no fundo, eu tinha receio que ele fosse me perturbar o resto de minha vida por causa disto. Mas eu realmente não gostava de trote. Havia pessoas que se divertiam, mas eu não gostava.

Já era quase dez horas da noite quando alguém bateu na minha porta. Não poderia ser algum empregado, pois todos se recolhiam neste horário, então, restava os Uchihas. Olhei preocupada para a porta. Eu estava de pijama, bem, uma calça preta de pijama com gatinhos cor de rosa por toda ela, o ultimo presente que minha mãe me dera antes de… pois é, e a blusa de alça bem leve, branca, fora do conjunto. Olhei para os meus seios e pensei em colocar um sutiã, mas eu teria que achar um e isso demoraria, já era a terceira vez que batiam na porta.

– Quem é? — perguntei por fim, decidindo ficar com o braço por cima deles.

– Itachi. — oh, droga! Sutiã, cade meu sutiã? Eu não podia ver ele assim!

– Espera um pouco! — falei nervosa e corri para o guarda roupa que estava um caos, taquei peças no chão, enquanto o procurava, mas foi inútil. Itachi bateu forte na porta e eu peguei as roupas que estavam no chão e joguei no guarda roupa, fechando a porta. Eu realmente precisava arrumar minhas roupas. Derrotada, abri a porta, mantendo meus braços cruzados. — o que deseja? — perguntei tentando parecer educada, mas me arrependi logo após o sorriso malicioso que ele me lançou.

– Quer mesmo que eu responda, Sakura? — ele falou meu nome bem destacado, chamando minha atenção para seu tom de sedução. Porque ele não desistia? Infelizmente eu senti meu corpo queimar e as pontas de meu seio aparecerem sobre o tecido, sentido-os nos meus braços cruzados.

– Não. Itachi, por favor, estou querendo dormir, se não veio para nada importante, saia.

– Importante? Você esta no facebook, não vai dormir. — ele deu um passo para dentro do quarto e eu praguejei por não ter barrado melhor sua entrada. — Ainda não percebeu que não consegue mentir para mim?

– Que seja. — respondi seca e emburrada.

– Bem, minha querida irritadiça, vim te avisar que meu irmãozinho já percebeu sua ausência no trote, então, amanhã, você será obrigada a ir, se não ele irá dedurá-la ao resto e a fará passar por trotes mais pesados. — eu me assustei. Droga, Sasuke iria querer se vingar, como eu tinha me esquecido disso? E agora?

– Obrigada, Itachi.

– Tem mais uma coisa.

– O que?

– Eu posso ajudá-la.

– Como assim? Porque?

– Porque estou me sentindo bonzinho hoje. — ele sorriu andando pelo meu quarto e vendo meus pertences. — só que você terá que fazer algo um pouco complicado.

– Sabia. — nada viria sem algum interesse por parte dos Uchihas. — o que é?

– Calma, Sakurinha, eu não posso simplesmente passar por cima de meu irmão. O que eu proponho é que, você vá comigo estes dias, como minha protegida… — ele sorriu para mim. — quase como ficante.

– Em seus sonhos! — era só o que me faltava!

– Em meus sonhos é muito mais do que isso. — o canto de sua boca se levantou maliciosamente vendo minha cara de incrédula. — não vou fazer nada, por enquanto — ressaltou — então, você só teria que me acompanhar amanhã. Pense em como seria divertido, você andando com a figura mais respeitada! Lhe renderia diversos amigos e uma baita reputação. Pense bem, isso é muito mais vantajoso para você, eu não ganho nada com isso.

Será? Devia ter algo implícito nesta história, ele não sairia me beneficiando assim. Cocei minha cabeça, pensando e minhas mãos foram até minha cintura enquanto eu o analisava meticulosamente, tentando extrair algo de seu comportamento. Fracassei total, não pude ver algum gesto que o dedurasse.

– Um: eu não me importo com esses amigos que vierem até mim porque andei com você, será apenas bom para eu ver quem 'não' é meu amigo. Outra: eu não ligo para reputação. Mas tudo bem quanto parecer ser divertido, desde que você pare de tentar me seduzir.

– Ah, mas isso é impossível… eu sou um homem, Sakura, e um que sabe apreciar a beleza de olhos verdes encantadores.

Eu o encarei, um pouco irritada. Poxa, uma cantada dessas era triste, tantas palavras mais bonitas para me dizer e vem elogiar meus olhos? Podia falar que eu tinha um belo cabelo e minha blusa estava bonita também, muito bom.

– Esta precisando trabalhar as suas cantadas, Itachi.

– Ah, não. As clássicas sempre são boas, ainda mais quando sinceras. — ele me encarou, se aproximando um pouco. Certamente ele sabia o que seu corpo perfeito e maravilhoso fazia com o meu, já que sempre se utilizava de aproximações.

– Ok. Eu vou amanhã com você. — falei séria. — deixe-me em paz agora.

– Já vou, só mais uma coisa.

– O que? — ele se aproximou ainda mais. Droga! Eu fui me mover para trás, para nos distanciar, mas ele puxou minha cintura autoritariamente de encontro ao seu corpo, enquanto eu tentava inutilmente nos afastar emburrando o seu peito.

– Porque você resiste? Eu sei que você me quer, já disse isso.

– Não quero. — seu egocêntrico.

– Seu corpo diz o contrário. Aliás… — droga, ele se dirigiu ao meu pescoço e depositou ali um singelo beijo, voltando a me encarar, mas desta vez ainda mais próximo que eu podia sentir sua respiração em minha bochecha. — uhm… — soltou um suspiro de satisfação. — adorei essa sua blusa branca, dá para praticamente ver seus seios e o quanto eles estão gostando de minha aproximação.

– Tarado! — imediatamente eu tirei as mãos do peito dele para cruzar de novo em cima deles, totalmente constrangida pelo meu deslize. Como pude esquecer disto?

– Oh, não. Não venha negar esta imagem deliciosa a mim! — ele falou marotamente, com um tom triste no final, me encarando como se eu tivesse roubado o doce dele. — Ah, Sakura, você vai me deixar louco!

– E você vai me deixar louca de raiva, Itachi, sai logo e pare já com isso! — eu pedi, ou melhor, implorei. Eu não ia deixar ser levada por ele. Afinal, o que ele queria comigo? E além do que, pelo jeito que ele se portava, estava acostumado a ter muitas mulheres, tinha certeza disto. E uma vez que eu o deixasse me beijar ou permitisse seus toques, ele iria querer levar mais adiante até o… uhm, bem, até os atos carnais. E eu ainda não tive contato com isso. Não vai ser um Uchiha que mal conheço que será o primeiro. Apesar de lindo e provocante, não quero só isso para mim.

– Desta vez eu vou, mas não pense que se livrará de mim tão cedo. — ele sorriu, e antes de me soltar, depositou um beijo em minha bochecha bem lento. Ok, eu não conseguiria me controlar muito. Precisava manter a distância dele. — Amanhã eu te levo a universidade, esteja pronta as oito.. — ele foi até a porta e me encarou. — boa noite, Sakurinha.

Quando o vi fechar a porta e me senti segura o suficiente, me deixei despencar na cama. Céus! O que aquele homem fazia com meu corpo?


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Itachi POV


Eu não conseguia tirar meus olhos dela. Da minha nova diversão. O jeito como ela reagia a minha aproximação, relutando e ao mesmo tempo me querendo, eram como desafios. Desafios que eu tinha que vencer. No final, ela que estaria implorando por mim.

Sakura ficou o tempo todo desde quando chegamos na universidade ao meu lado. Curiosa com a quantidade de estudantes que ela não devia ter visto na primeira vez em que visitou Konoha, já que fugiu tão rápido quanto surgiu oportunidade. Eu sei que Sasuke não iria dedurá-la, ele não gostava de agir assim, preferia ir lá e arrebentar ela ele mesmo. Mas duvido que são ele fizesse. Ele também não gostava muito de machucar mulheres. Segundo ele, eram seres inferiores e fracos que seria covardia agir com violência. Provavelmente iria arrumar um jeito de constantemente humilhá-la e infernizá-la.

– Itachi? Esta me ouvindo? — Sakura me indagava um pouco irritada, afinal, já fazia um tempo que eu não estava mais a escutando.

– Diga

– Eh... eu vou lá com uma amiga, tem problema?

– Pedindo a devida permissão.. uhm… não, eu deixo você ir — adorei quando ela me encarou raivosamente e saiu bufando de perto de mim. Logo logo eu iria dobrar este temperamento revoltado.

– Ei, Itachi. — Olhei para o lado e logo vi Pain me encarando. Kisame e Konan vinham atrás e esta ultima estava com um semblante extremamente chateado. Eu já imaginava o porque, mas pouco me importaria. Acenei a cabeça em um mudo cumprimento. — Como esta com a rosada?

– Parece que esta vai ser um desafio. Nada que não me divirta ainda mais. Logo ela estará na palma da minha mão.

– Vocês deviam parar com isso. — falou Konan emburrada e eu lancei um olhar indiferente para ela.

– Você nos critica enquanto faz o mesmo. Até parece que não sabemos das suas intenções com aquele calouro lá.

– Eu não os destruo depois, eles sabem desde o início que é só diversão.

– O mesmo serve para nós. Problema é que garotas são tolas, não é, Konan? — Kisame sorriu falsamente para ela. — elas se confundem e se apaixonam.

– Não sou tola e por isso mesmo também não gosto de ser usada. — ela começou a sair, irritada. Aquilo era sinal de problemas para mim, mas eu já esperava por isso. Mulheres eram tão fáceis de entender.

Esperei um pouco, enquanto os meus dois amigos me encaravam esperando a atitude que já estava por vir.

– Vai lá… — ouvi Pain falando um pouco irritado ao mesmo momento em que eu já estava indo na direção da garota de cabelos pretos.

Francamente? Eu não gostava de nenhuma delas. Fúteis, irritantes, mandonas. Eu estava bem sendo só eu. Mas claro, eu gostava de ter alguma diversão. E seduzir era uma das minhas principais e favoritas. Adorava quando elas viravam as costas e colocavam algum desafio na mesa.

A alcancei perto da escada, já dentro do prédio de Konoha. Usei a tática que sei que mais a intimidava. Segurei-lhe o pulso com certa firmeza e a prensei contra a parede, com uma mão nesta, impedindo-a de passar, e a outra ainda segurando seu pulso um pouco para cima de sua cabeça. A encarei e foi com muita satisfação que constatei a sua respiração falha e seus olhos vidrados. Adorava quando elas ficavam inúteis frente a minha sedução.

– Konan — minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia, mas só alcançou resultado mais vantajosos. — Porque toda vez fica com ciúmes? — Beijo o pescoço dela. — Você sabe que eu só me divirto com elas e sabe que com você nunca fiz isso.

– Sim… — me respondeu entre suspiros. — eu sei Itachi… mas — Droga, odiava essa palavrinha. Ela realmente me tirava do humor. — eu não quero isso para mim… eu quero…

– Romance? Um relacionamento de verdade? — cortei-a, falando um pouco mais grosso, tentando chocá-la. — Você sabe que é idiotice! Perda de tempo! Sempre haverá traição, mágoas, submissão… você sabe disso. — mordi sua orelha, brincando ali com minha lingua. Senti-a estremecer e soltar um discreto suspiro. Eu estava conseguindo. — Comigo você é livre para fazer o que quer e tem sempre um acompanhante, principalmente na cama. — encarei ela e vi sua rendição. — Você sabe que sempre será minha preferida, Konan. Não gosto de vê-la chateada. — sou um mentiroso nato. E não sinto remorso algum. Gosto de ter todos e principalmente, todas, nas minhas mãos. E Konan era a mais tola que eu conhecia. Se enfurecia, mas sempre cedia as minhas palavras submissa.

– Tudo bem Itachi, mas não gosto de ficar vendo seus joguinhos. Quando for estar comigo, que seja em outro lugar.

– Como quiser, minha flor. — sorri para ela, depositando um singelo beijo em seus lábios. Ela sorriu para mim, encantada com o gesto romântico. Tola. E então saiu, me deixando ali, mais uma vez vitorioso.


xxxx

Sakura


Estava andando com Hinata a algum tempo já. Ela estava sendo protegida pelo primo, sem levar os trotes mais tensos e podendo se divertir.

– Ei, calouras, abram a boca para a tequila! — falou um rapaz super bêbado passando por nós, mas logo foi afastado violentamente por outro cabeludo e de olhos perolados, que eu supus ser Neji.

– Sakura-chan, eu ouvi boatos de que você esta saindo com Itachi, é verdade?

– Não. — eu sorri para a cara de preocupação dela. — É que iam me dedurar por não estar vindo. Itachi gentilmente se dispôs a me ajudar. Se eu ficasse como companheira dele, ninguém iria me incomodar.

– Ah, ta. Entendi. — ela me encarou um pouco incerta. — Você… bem, você gosta dele?

– Não, claro que não! Ele é bonito, sim, não nego, fala bem, se veste bem, é simpático algumas vezes e outras irritante, fácil de conversar — eu me peguei falando nele sem parar e me assustei. Hinata me encarava com um sorriso matreiro e eu acabei fechando minha cara com a reação dela. — Eu não gosto dele. — afirmei mais para mim do que para Hinata. — ele não faz meu tipo.

– Quem? — ouvi a voz do infeliz atrás de mim. Porque ele sempre aparecia nos momentos menos favoráveis?

– Nada.

– Uhm. Já se divertiu só por bastante tempo, venha… — ele segurou meu pulso amigavelmente, me puxando de leve. — você esta de minha acompanhante, lembra?

– Você é quem sumiu por um tempão! Eu estava é te procurando.

– Uhm.

Itachi me levou para conhecer a biblioteca. Algo que eu havia pedido antes mesmo de sairmos de casa. Sinceramente? Para mim ele tinha esquecido. Fiquei surpresa quando ele falou de ir lá. Quando chegamos eu fiquei maravilhada. Era muito, mas muito maior do que as bibliotecas de escolas que freqüentei. Olhei as estantes e constatei, praticamente todos de direito.

– Não são todos de direito. — ouvi Itachi ao meu lado.

– Não?

– Não. No curso você não vai apenas aprender direito. — eu olhei para ele curiosa. Não sabia direito ainda as matérias que eu estaria vendo. — Bem, aqui nós temos economia, psicologia, sociologia, coisas assim.

– Ah. — encarei uma das prateleiras. Ela era apenas de direito civil. Comecei a caminhar por ela. — Não gosto muito de sociologia. — falei. Apesar de não ter conhecido quase nada do assunto.

– O professor é bom, você vai gostar. — Ele me encarou. — Tenho certeza. — vi ele andando um pouco pela prateleira e então ele pegou um livro de capa azul, enorme. — Este você vai utilizar este ano. Direito Civil, primeiro volume, da Maria Helena Diniz.

– Uhm, é grande.

– É para o ano todo. E alguns anos, você precisa ler dois desses. E este é só de uma matéria. Espero que goste de ler.

– Oh, sim.

– Então fique tranqüila. Mas eu, particularmente, não gosto da Diniz. Só que o professor segue e as vezes a prova é inteira baseada nela. Cuidado com isso. — ele me passou o livro e eu comecei a olhar o indice. Me assustei com o conteúdo — "direito objetivo, direito subjetivo, direito público, direito privado, etiologia histórica, antinomia jurídica". Acho que me ferrei.

– Não se preocupe. Com o tempo melhora. Quando chegar ao capítulo 2, das pessoas, você vai adorar. Fala de capacidade, pessoa física, pessoa jurídica.

– Parece divertido.

– Sim é. Agora ied, vai ser sempre triste.

– ied?

– Introdução ao estudo do direito. Mas é onde você vai pegar as bases. É, Sakura, é muita teoria no primeiro ano, mas depois melhora e piora ao mesmo tempo. Você vai amar direito penal.

– É o que sempre ouço.

– Sim, é gostoso aprender sobre os crimes. Sobre o que a mídia coloca de forma errada e as idiotices que nossos legisladores fazem.

– Uhm.

– Vem, venha ver a sala de estudos.

No caminho passamos por um pessoal mais isolado. Sasuke estava nesse grupo, com um cigarro na mão e uma cara de poucos amigos. Seus olhos vermelhos e com uma olheira marcante. Ele percebeu meu olhar e o retornou, encarando-me com fúria.

– Ignore ele.

– Hã?

– Sasuke. Ele é um perdido revoltado.

– Ah ta, percebe-se.

Itachi parou de andar e se virou para mim, com um sorriso simples, bonito de ver e também raro.

– Não se preocupe, não vou deixar ele te machucar. — suas mãos vieram em minha direção e eu fiquei um pouco preocupada sobre o que ele iria fazer. Já ia implicar, quando senti um leve carinho em meus cabelos e tão rápido como veio, sumiu. Ele voltou a andar, me dando as costas enquanto eu absorvia os seus comportamentos estranhos.

– Não estou preocupada. Sei me cuidar.

O resto do tempo com Itachi foi bem divertido. Ele me levou para comer diversas coisas pelo campus, falando onde era bom e onde não era. Me mostrando especialidades, as coisas favoritas e os outros setores. Em nenhum momento ele tentou me irritar. Acho que eu fui quem mais fez isso. Me falou sobre o RU, restaurante universitário, os dias em que eu definitivamente devia evitar de ir, como quando tivesse peixe, que segundo ele: "é espinho de peixe e não peixe". E também não deveria perder a lasanha e o frango, dias em que lotava o RU.

Devo confessar que estava conhecendo um lado de Itachi que eu não fazia idéia existir. Os seus gestos ainda eram um pouco autoritário, mas ele parecia tentar se controlar e eu comecei a me perguntar porque ele se importava? Será que havia algo mais em suas atitudes? Não, impossível, ele não iria gostar de mim. E nem eu dele. Ele poderia dar um bom amigo, nada mais.


Quando voltamos para a mansão, dona Mikoto me esperava na sala azul. Disse que queria ter uma conversa séria comigo. Isso me assustou, será que eu tinha feito algo errado? Será que ela iria falar que eu não podia mais morar ali? Que tinha se cansado? Se bem que, eu não me importaria muito. Acho. Bem, quando eu havia chegado, não. Agora, eu já tinha me acostumado. Estava acomodada, era isso.

– Sakura! Que bom que chegou, estava aflita a sua espera. — e eu pude notar os olhos vermelhos dela, e ouso dizer que passou a noite em claro chorando.

– O que houve dona Mikoto? — perguntei verdadeiramente preocupada, sentando-me ao lado dela.

– Eu preciso de um conselho seu, Sakura e que você me responda sinceramente.

– Sim, claro.

Ela segurou minhas mãos em seu colo e olhou para a janela por alguns instantes, provavelmente tentando descobrir como iniciar a conversa.

– É sobre Sasuke…

– Sasuke?

– Sim… Sakura, eu… eu não sei mais o que fazer com ele. — lágrimas começaram a cair-lhe pelos olhos. — eu não consigo fazê-lo me ouvir ou parar com as besteiras que ele anda aprontando, eu… eu acho que perdi meu filho. Na verdade, eu não sei se o tive nunca. Eu não me considero uma boa mãe, meus filhos são estranhos… eles não… não tem valores… — ela me encarou desesperada. — o que sua mãe faria?

– Como?

– Com Sasuke… se ela descobrisse que você esta, bem, esta usando drogas, se envolvendo com traficantes, batendo em pessoas quase… — ela soluçou alto. — quase matando elas. O que sua mãe faria? O que você faria? Me diga sinceramente, por favor!

– Olha, dona Mikoto, eu não sei. Eu… eu não sou mãe ainda para saber lidar com essas coisas — fato.

– Mas você foi bem educada pela sua mãe. Posso ver isso. Minha terapeuta disse que a base de tudo era a educação. Eu… eu nunca eduquei meus filhos. Como se educa alguém?

– Não sei… no direito, é punido aquele que transgride algo. Talvez punição, bons exemplos… — não que eu ache que prender alguém resolva muita coisa a não ser inseridos em uma nova faculdade, com acadêmicos e professores especializados em crimes.

– Como eu faço isso?

– É complicado. Primeiro, no caso do Sasuke, tem a desintoxicação. Você teria que restringir o acesso dele as drogas. Cortar o carro, grana, coisas assim. Talvez se a senhora ameaçasse deixar ele sem nada, sem dinheiro, sem herança, nada, caso ele não a obedeça, ele leve a sério.

– Ele não gosta de ameaças.

– A senhora já o ameaçou?

– Não. Não sei ameaçar.

– Ah. Bom, mas isso não é uma ameaça. É uma condição.

– Ele não vai gostar de ir para uma clínica. Ainda mais no início do ano letivo!

– Bem, pode tentar a desintoxicação domiciliar. Já ouvi sobre algumas pessoas que tentaram. Mas ele teria que ser forte. Não sei se ele é para isso, se ele vai querer isso.

– Sakura. Eu vou, eu vou tirar o carro dele. E posso te pedir um favor?

– Claro.

– Eu gostaria que você o acompanhasse em tudo. Digo, levá-lo na universidade, talvez para fazer algo que ele precise, claro, vou falar que ele só vai sair daqui para ir estudar. Você, o que você acha?

– É um começo. Não sei se funcionará, mas eu prometo te ajudar.

– Ah, obrigada, não sabe o quanto você me deixa feliz! Eu vou hoje mesmo ligar para alguns amigos médicos para ver como fazer a desintoxicação. Hoje, quando ele chegar, vou mandar sumirem com o carro e a linha de telefone dele vai ser restringida.

Eu olhei para ela pasma. Ela realmente iria a fundo nisso. Não sei se Sasuke iria encarar isso numa boa. Ok, ninguém encara numa boa quando é o que esta no lado oposto. E Sasuke não esta acostumado a punições. O problema é que eu, agora, seria a sua babá. Provavelmente ele iria arrumar um jeito de me matar quando estivéssemos juntos. Onde eu fui me meter?

– Vou cortar os cartões de crédito dele também! E congelar a conta!

Eu apenas fiquei pasma olhando para ela enquanto ela ia tendo idéias. Para alguém que não tinha noção do que fazer até segundo atrás, ela estava tendo bastante agora.

Notas finais
Se gostaram, por favor, reviews para eu ter uma noção =)
E já peço desculpas pela demora, este fim de ano, com as provas da facul (caramba, estudei insanamente esse ano =/) ficou difícil eu fazer outras coisas além de estudar. Direito é tenso x_x'
Muito e muito obrigada mesmo pelas lindas reviews que me motivaram pacas!! Sério mesmo, alguns até fazem a gente pensar: 'talvez eu não seja tãaao ruim assim .-.' ehehhe. Obrigada mesmo Dark Sheep, Sarah, Ryeo Wook, Kekedia, Elisaestefani, Sasales, Juno-Uchiha, EvilAngel123, Bellaharuno21, Biarita!! Aliás, se tiverem pedidos, coisas para melhorar, por favor, eu adoraria =)
Um abração a todos, Feliz Natal e boas festas!! o/