Heartbreaker
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Espero que gostem, ainda não gostei muito dele, mas pelo menos ta melhor que o outro >.
Boa leituraaa e desculpem mesmo pelo sumiço!!
Obs: eu não tive tempo de revisar certinho, então se encontrarem erros, plz, me avisem!!
Capítulo 15
Xxxx Itachi xxxx
O domingo chegara sem que eu percebe-se. Aquele final de semana havia sido o mais estranho da minha vida. Uma que começara com sermões. E eu definitivamente não estava acostumado com isso. Minha vida toda fui sempre elogiado e tratado com respeito. As pessoas tinham receio de cobrar algo de mim, afinal, eu sempre agia com perfeição em tudo. Mesmo assim, mesmo quando eu poderia ser considerado um pouco extremista ou talvez errado na mente de alguns, eles não ousavam me contradizer.
Bem, normalmente não ousavam. Aya nunca ousou. Minha mãe, minha família nunca ousou. Mas confesso que tive poucos amigos que gostavam sim de me darem lições. Obviamente que eu sempre as ignorara até certo ponto. Talvez foi este um dos motivos que essas amizades terminaram. Eu não saberia ao certo, não me lembrava muito bem daquela época.
Minhas costas já estavam doendo de tanto ficar naquele sofá que havia sido minha cama nos últimos dois dias. Eu não saíra dele para nada. Tampouco saíra de casa.
Eu nunca fui este tipo de pessoa. Nunca aguentei ficar muito tempo em um mesmo lugar. Mas havia algo estranho em mim naquele final de semana. Algo que me desanimou ao ponto de eu não querer sair dali. Eu não queria ver pessoas. Não queria me preocupar com nada. Não queria vê-la.
Fechei o livro, cansado de ler aquela história do arqueiro. Eu não podia culpar o autor, era um dos que mais havia me fascinado nos últimos tempos. Bernard Cornwell tinha um estilo delicioso de ler e uma riqueza de detalhes fascinantes. Mas mesmo ele não conseguia a atenção total de minha mente. Eu lia, mas nada absorvia. As palavras passavam pela minha mente, vagas, sem sentido, enquanto meus pensamentos estavam longes.
Eu não era tolo o suficiente para dizer que Aya não havia me afetado naquela época. Havia. E muito. E eu também tinha consciência de que era por isto que eu parara de confiar em mulheres. Ou em qualquer um. Mas eu estava bem assim, não era hora de mudar, só porque havia uma garota linda e interessante por perto, apenas esperando um momento para me derrubar. Todas faziam isto. Todo relacionamento resultava nisto. E a minha confiança em relacionamentos era algo inexistente. Eu estava bem deste jeito.
Mas também não podia negar que Sakura me atraia. Sim. Intensamente. A todo instante. Ela estava ganhando meu respeito e mesmo que Mikoto não tivesse feito as suas ameaças, eu teria tentado não magoá-la. Até o momento Sakura não se mostrara com outros interesses. Pelo contrário, mostrava-se como uma pessoa sincera, simples, e um tanto quanto inocente. Se eu fosse ela já teria se afastado de mim. Ainda bem que não é o caso.
No entanto, minhas experiências passadas me tornaram assim. Eu sempre suspeitaria. Não mudaria assim tão fácil, ainda mais alguém que eu tão pouco conhecia.
“Iniciando reconhecimento facil”.
A voz metálica conseguiu desviar minha atenção destes pensamentos. Eu olhei inutilmente para a porta, pois não podia enxergar quem estava do outro lado.
– Ei, Itachi?
Ouvi uma voz tão conhecida. Aquela que me acompanhava todo santo dia e que em sua maior parte me irritava.
“Senhor Uchiha, Uchiha Shisui requisita permissão para entrar”.
– Abra – falei em um tom estranho aos meus ouvidos. Minha voz parecia ter sumido após tanto tempo sem falar.
– Yo, como esta? – Shisui lançou-me um sorriso antes de seu olhar mudar para confusão.
– O que você esta fazendo aqui? – perguntei já com meu tom de voz normal, ou seja, com um leve mal humor explícito nela. Enquanto Shisui se acomodava no sofá à minha frente, eu fiz o mesmo, sentando no sofá que antes estava sendo minha cama.
– Cara, você tá um lixo!
Não que eu já não imaginasse, mas ouvi-lo dizer assim me irritou, ainda mais sua expressão assustada. As pessoas não estavam acostumadas a me verem fora da perfeição dos Uchihas. E eu também não estava acostumado a receber visitas desta forma, ainda mais neste estado.
– Obrigado pelo óbvio. O que você quer?
– Itachi, o que há com você? – perguntou-me preocupado, com as sobrancelhas franzidas.
– Hn. Nada.
– Como nada? Nunca te vi neste estado!
– Você nunca me vê fora da empresa ou eventos sociais.
– Bem, sim, mas… mesmo assim…
– Vá direto ao ponto, Shisui.
– Cara, sério, desembucha! – sua voz se alterou, mostrando uma crescente irritabilidade. Algo em nada costumeiro para ele – Para de guardar as coisas para você!
E então, para meu espanto, eu vi quando ele inflou o peito, pronto para continuar a falar o que me parecia ser o segundo sermão deste final de semana. Maldição.
– Tem algo de errado com você e isso já faz tempo, desde àquela época. E agora, o que esta piorando isso? É aquela garota, não é? – eu o encarei espantado, imaginando que ele se referia a Aya. Shisui sempre tivera pavor de citá-la, pois eu sempre fora muito severo com ele. E não deixaria de ser agora. Meu olhar se transformou em uma muda ameaça, mas ele pareceu não perceber. Ou melhor, ignorou. Pela primeira vez – A Sakura?
Não era quem eu esperava, mas me espantei levemente ao ouvir o seu nome. O nome que estivera rodeando meus pensamentos aquele final de semana inteiro. Incerto do que dizer, eu fechei a cara mais ainda. Era Sakura. Era Aya. Era tudo. Eu apenas quisera passar um tempo comigo mesmo.
– Sabia… é ela e aquela outra – ele falou um pouco inseguro ao referir Aya – o que esta havendo?
– Nada do seu interesse.
– Ao contrário, tenho muito interesse no que se passa na vida do meu imponente priminho – ele soltou um sorriso, voltando à sua personalidade alegre e brincalhona — quando vai aprender a confiar em mim e a conversar? Ninguém consegue viver sem isso Itachi. Todos precisam de vez em quando soltar seus problemas para alguém.
– Você não seria uma pessoa com quem eu faria isto – respondi sério.
– Você não tem mais ninguém. Ou seja, não tem o luxo de escolher outra pessoa, meu querido parente. Agora, anda, me conte o que passa nessa sua transtornada cabeça.
– Hn.
– Ou então eu vou começar a deduzir.
– Hn.
– Você esta se apaixonando pela rosada. Mas ainda esta com problemas por causa daquela uma lá.
Eu o encarei mais uma vez irritado, mas também um pouco sem reação ao ouvir a palavra apaixonado. Eu não estava apaixonado. Eu não me apaixonaria de novo. Eu apenas estava intrigado com ela. Atraído por ela.
– Pela sua cara vejo que acertei.
– Hn – resmunguei, e antes que ele tornasse a falar, ouvi minha voz com espanto pronunciar – eu não estou apaixonado.
– Oh! Certamente que não! E certamente que não saiu certo dia do trabalho para levar certas flores para certa garota. Então me diz, o que é isto?
– Estratégia.
– Pare de se iludir. Aquele mesmo dia você não conseguia se concentrar em nada. E eu nunca o vi sem conseguir se concentrar. Porque não aceita logo os fatos?
– Shisui… minha mãe acabou de me passar um sermão, se você começar a fazer o mesmo, levará em dobro.
– O que?
– Hn.
– Você disse que a dona Mikoto veio lhe passar um sermão? – seus olhos estava arregalados, assim como sua boca, enquanto ele me encarava como se estivesse vendo um alienígena. Em resposta eu apenas o encarei, sério, como sempre – Porque isso? Dona Mikoto não costuma fazer estas coisas! Imagina, nesta idade e levando um sermão? – ele começou a rir, ignorando-me completamente. Shisui devia ter bebido algo esta manhã, ou esquecido de tomar seu remédio. Ele estava me provocando e sabia disto – Se bem que você precisa mesmo… e não adianta me olhar com esta cara feia não, faz anos que você não me assusta mais.
– Shisui…
– Porque ela veio te passar um sermão?
Maldição! E o pior era que eu gostava dele ao ponto de não fazer mais nada. Antigamente pode até ser que eu o tivesse socado e tacado para fora de minha casa, mas atualmente, ele conseguira ganhar meu respeito e estima. Talvez fosse por isso que eu não mais o assustava. Eu realmente não tinha intenção de socá-lo. Não ainda. E talvez fosse por isto mesmo que eu ouvi novamente minha voz saindo sem que eu percebesse.
– Ela não quer que eu magoe a Sakura.
Ele pareceu satisfeito com a resposta, feliz por eu começar a colaborar, mesmo que sem intenção.
– Deve admitir, Itachi, é o que você faz. Sempre.
– Hn.
– E porque dessa vez você parece estar abalado? Nunca te vi assim, com cara de quem esta com a mesma roupa de ontem.
– Não sei – eu estava com a mesma roupa de ontem, e de anteontem.
– Eu acho que você sabe. Você esta gostando dela.
– Não nego que ela me atrai. Mas algo como apaixonar é impossível.
– Há! – ele riu como se eu tivesse dito o contrário – Eu sabia! Eu sabia que aquela garota era especial! Finalmente você foi fisgado! Está óbvio demais.
– Eu disse que não…
– Isso, minta. Continue a mentir para si mesmo. Eu te conheço Itachi. E cara, posso ser sincero? Isso é a única coisa que pode te salvar, finalmente.
– Salvar? Não preciso ser salvo.
– Não? Vai me dizer que não vive como um zumbi que só trabalha e se diverte às custas de garotas, tudo porque não consegue superar o que aquela garota fez.
– Hn.
– Porque não dá uma chance à Sakura? Ela não é igual àquela uma.
– Todas são iguais, Shisui.
– Besteira. Isso é conversa de gente magoada.
– É difícil conhecer a verdadeira face delas. Você lembra como ela parecia ser um poço de inocência e bondade. As que parecem boas demais, é porque tem algo muito errado.
– Vai viver sempre amedrontado, covarde, só porque uma conseguiu te enganar?
– Shisui – falei ameaçadoramente e ele conhecia esse tom que dizia, não continue ou coisas ruins acontecerão. Ele engoliu em seco, desviando o olhar. Ótimo, pensei satisfeito, parecia que eu ainda possuía algum poder sobre ele. Mas isto durou pouco, até eu ouvi-lo falar de novo.
– Se você quer se enganar, continuar nessa bolha de proteção, que seja. Mas você nunca será feliz só com isso. Viver é arriscado e o que você esta fazendo é deixar de viver.
– Nunca ouvi tanta conversa sobre minha vida em tão pouco tempo – rosnei mal humorado, desistindo de fazer Shisui se calar.
– Pessoas preocupadas com as outras tendem a fazer isso. Eu estou junto da dona Mikoto e quero vê-lo feliz com alguém. Você devia dar uma chance para ela. Sério.
– Hn – maldição.
– Bom, vim aqui para ver como você tava e como você não atendia o seu maldito celular, tive que vim para te avisar que a Temari aceitou sua proposta, mas antes ela quer conversar com você sobre algumas coisas, algumas condições. Ela disse para encontrá-la naquele café em que esta trabalhando, depois das seis. Ela disse que você sabe onde é – afirmei, lembrando-me de tê-la encontrado lá certa vez. Agora o que uma garota com aquele potencial fazia trabalhando de garçonete em um café, era o que eu sempre me perguntara estes anos – O Nara disse que esta disposto a negociar e para chamá-lo quando puder conversar. É só – ele se levantou e ficou me encarando de um jeito estranho, incerto de alguma coisa – uhm… você quer que eu fique aqui?
– Sai logo – respondi irritado. Desde quando eu precisava de companhia de alguém? Eu estava bem.
– Cara, para você conquistar aquela garota, você vai precisar melhorar essas suas atitudes.
Eu agarrei a primeira coisa que encontrei ao meu lado, uma das almofadas, e a arremessei contra Shisui, que rapidamente se escapuliu pela porta, fechando-a com uma risada triunfal.
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Xxxx Sakura xxxx
– Sabe, Sakura-chan, eu acho que ele esconde alguma coisa – Hinata comentou durante o intervalo. Tínhamos algum tempo antes da próxima aula começar e nada melhor do que poder comprar um pão de queijo quentinho e delicioso, feito de queijo minas, que eu tanto adorava. E daí que eu pudesse engordar? Eu seria feliz!
– Ah! Eu tenho certeza disso. Vem cá – a puxei para um corredor mais reservado, onde não passava quase ninguém, ignorando o esforço dela em equilibrar o chá gelado que bebia – outro dia, aquele em que fizemos o trabalho, eu encontrei uma foto no quarto dele.
– Você foi no quarto dele?
– Sim… eu não resisti… acontece né – confessei. Oras, ainda bem que eu tinha ido, agora sabia da noiva de Itachi, ou melhor, apenas de sua existência – então, eu encontrei uma foto escondida dele com uma garota, bem íntimos e ela usava uma aliança de noivado.
– O que?
– É… eu tentei perguntar para ele no jantar, mas ele é fechado demais – reclamei, mordendo um bom pedaço do pão de queijo.
– Eu não sei sobre isso. Se ele ficou alguma vez noivo, deveria ter ido à público, não?
– Uhm, não faço idéia desse mundo de vocês. A vida é tão pública assim?
– Sim… aliás, quanto a isso, eu preciso de um favor seu…
– O que houve? – me preocupei com a cara desolada dela.
– Meu pai marcou com o filho de um amigo para que me levasse ao cinema hoje… eu-eu não quero ficar só com ele. Meu pai esta tramando alguma coisa.
– Não acredito! Ele esta te empurrando um pretendente? – eu caí na risada, até perceber que a garota ao meu lado não estava achando graça nenhuma na situação – eh… desculpe… é que-é uma coisa tão, sei lá, anormal – ela olhou para mim ainda mais desolada, o que me deu um aperto no coração. Porque eu não podia me controlar? Você tinha que rir da situação dela, né, Sakura? – não se preocupe, Hinata-chan… me passe o horário e eu vou aparecer lá magicamente.
– Você faria isso por mim?
– Mas é claro! Levaria até Naruto por você, o que acha?
– Não sei, Kiba se sentiria desconfortável…
– Mas esse tal de Kiba talvez fizesse Naruto mostrar o que realmente sente por você. E outra, vocês não tem nada, não é? Eu vou estar lá com meu amigo coincidentemente.
– Uhm…
– Aceito isso como um sim! – falei a abraçando antes de sentir a presença de alguém atrás de mim. Era incrível como meu senso de homem aranha me mostrava quando havia pessoas atrás de mim. Principalmente quando eu estava no computador.
– Olha só, se não é o mais novo brinquedinho do Itachi-kun! – reconheci a voz de imediato. Mesmo eu estando alterada naquele jantar, eu havia guardado aquela voz e aqueles cabeços ruivos, mas não o nome. Tinha mais duas garotas ao lado dela, bem vestidas, maquiadas, cabelos e unhas feitos, saltos altos e caras esnobes.
– Hum? – a encarei, um pouco incerta das intenções dela.
– Olá, garota do cabelo rosa. Lembra de mim? Do Araga? – ela sorriu, analisando minhas roupas – Tayuya.
– Sim, me lembro – fiz o mesmo com ela, analisando suas roupas e bem… ela se vestia finamente, tirando a parte de que quase todo o seu corpo estava a amostra. E que corpo. Pernas grandes e branquinhas, como de modelo, sem barriga, magra, mas com volumosos e saltantes seios. Me senti momentaneamente inferior ali. Eu era bem mais baixa do que ela e bem mais gorda.
– Você estava com o Itachi-kun, não era você?
– Sim…
– Toda faceira, usando um vestido estranho – ela assoprou o copo de café que carregava.
– Estranho? – Me irritei levemente, encarando-a séria. Ela estava chamando o vestido de minha mãe de estranho? Sério mesmo? Mas o que veio após me deixou de boca aberta e sem reação por alguns instantes.
– Sabe, Itachi-kun já teve gosto melhor. Primeira vez que eu o vejo com alguém que se veste desse jeito. Olha só essas roupas! Tudo sem marca… credo! – ela olhou para as outras garotas enquanto apontava para meu All Star velhinho e sujo. É, eu precisava urgentemente lavá-lo, mas fazer o que, se eu sempre esquecia – você é pobre? É isso, não é? Ele esta com dó de você?
– Escuta aqui ô… — eu ia começar, ainda espantada demais para pensar corretamente, mas aquela garota petulante me interrompeu.
– Escuta você garota sem classe. Você não merece estar com ele e é bom parar de tentar tirar proveito dele e se afastar logo… Itachi-kun é meu e eu não vou deixar que ele fique por aí com você, mesmo que apenas esteja a usando como brinquedinho.
– Nossa, desculpe! – falei com uma voz falsa – era pra eu ter me assustado? – comecei a rir na cara dela, afinal, existiam pessoas assim mesmo? Só podia ser brincadeira. Ela devia pelo menos melhorar as ameaças. Não assustaria nem uma criança de 5 anos assim.
– É melhor você tomar cuidado, eu falo sério – ela se aproximou de mim, apontando um dedo em minha cara – se afasta dele.
– Sério que você espera me intimidar com um dedo? Só isso mesmo? Não é a toa que Itachi não esta mais com você, quem agüenta alguém ignorante assim? Você deve ter sido o brinquedinho mais chato dele – falei rindo e pronta para me afastar, afinal, eu a estava irritando de propósito e qualquer pessoa normal reagiria violentamente. E era exatamente isso o que eu queria. Se ela tentasse me agredir, ela sofreria com meus contra ataques. E eu já estava salivando de vontade de aplicá-los.
Mas eu não esperava pelo seu golpe baixo e foi com essa surpresa que não conseguir reagir conforme aquele líquido preto extremamente quente voava em minha direção, caindo em meu peito e barriga, queimando-me dolorosamente. Olhei para baixo em uma agonia muda, sem saber o que fazer para parar aquela ardência infernal.
Ouvi ao longe as risadas agudas bem como um grito abafado de Hinata e o som de passos apressados passando por mim, pouco antes de um líquido gelado ser derramado onde antes ardia, aliviando a dor.
A sensação foi tão refrescante que por um momento fechei os olhos agradecendo eternamente por isto, mas quando os abri, fiquei pasma. Itachi me encarava, em um misto de preocupação e fúria, segurando o copo de chá gelado de Hinata, agora vazio.
Ele tirou um lenço de seu bolso e se aproximou de mim.
– Esta bem? – murmurou entre dentes, próximo o suficiente do meu rosto para que eu pudesse sentir o seu cheiro embriagante.
– Uhm – afirmei com cabeça, um pouco constrangida por ele estar passando aquele lenço em meus seios e barriga, tentando inutilmente me secar.
– Ah! Sakura-chan! Perdoe-me, foi um acidente – a voz estridente de Tayuya pareceu fazer meu corpo esquentar. Eu serrei meus dentes enquanto começava a me mover em sua direção. Ela iria pagar, com certeza! Eu não deixaria isso barato. Já estava até ouvindo em pensamentos o barulho de seu braço sendo quebrado quando Itachi me parou.
– Tayuya? – Itachi falou, alto e imponente, me impedindo de avançar com seu corpo em frente ao meu. O encarei indignada, mas vi que seus dentes também estavam cerrados. Ele manteve-se voltado para mim, de costas para aquela garota e assim falou, como se ela não fosse digna de que ele a olhasse.
– Sim, Itachi-kun, querido? – ela se aproximou, em uma gentilidade falsa que me fez querer mais ainda lhe presentear com um belo roxo.
– Se eu a ver perto de Sakura mais uma vez, terei a certeza de que será expulsa de Konoha, se não desta cidade. Fui claro o suficiente? – ele virou um pouco o rosto, olhando-a de relance – agora suma da minha vista! – Vociferou grosso e furioso. Eu me encolhi, assim como todos os que estava por perto. Nunca vira Itachi falar tão furioso assim, parecia estar se segurando ao máximo para não estrangulá-la. Sua fúria era tanta que por um momento eu esqueci da minha. Eu sabia que ele podia ser ameaçador, mas jamais o tinha ouvido falar neste tom e era assustador.
Tayuya ficou congelada por alguns instantes, visivelmente com medo e perplexa, mas se mexeu quando uma de suas amigas começou a puxar, afastando-se sem tirar os olhos da costa de Itachi.
– Desculpe – ouvi a voz de Itachi um pouco mais calma, enquanto ele retornava a tentar me limpar.
– Uhm?
– A assustei – o que? Eu? Acha, jamais me assustaria! Ou melhor, eu jamais admitiria.
– Não, não assustei. Só estranhei seu tom de voz. Foi melhor assim… se você não tivesse me parado, acho que eu teria feito coisas que depois me arrependeria…
– Eu sei… vi seu olhar assassino – ele tentou sorrir, enquanto desistia de arrumar minha blusa – quer ir para casa?
– Está tão mal assim?
– Hn, para mim está perfeita – ele analisou minha blusa molhada com uma cara pervertida.
– Maldito! – Compreendi então a que ele se referia e irritada, o acertei com um soco no braço. Ele soltou uma risada divertida enquanto se afastava de mim para se proteger.
– Vem, eu te levo para casa – ele tirou seu sobretudo e o colocou ao redor de meus ombros, mas com uma divertida cautela, receoso de que eu pudesse acertá-lo novamente – não precisa ficar com esse olhar assassino…
– Sabe, eu tenho vários motivos para querer te bater…
– Eu sei. Vamos?
– Eu preciso pegar minhas coisas.
– Sasuke pega.
– E eu tenho que avisar o Sasuke.
– Hinata avisa, não? – ele a encarou e ela respondeu timidamente com a cabeça.
– E eu tenho meu carro, não posso deixá-lo…
– Peço para alguém buscá-lo.
– E Sasuke volta sempre comigo…
– Peço para alguém buscá-lo também.
– Mas…
– Desista Sakura – Itachi parecia ter retornado ao seu humor natural. Ele se despediu rapidamente de Hinata, enquanto me conduzia para o estacionamento, mantendo-me próxima de si.
– Você consegue tudo o que quer mesmo, não é?
– Eu te avisei disso.
– Sim… avisou – Itachi abriu a porta de seu carro para mim e esperou que eu me sentasse antes de fechá-la e dar a volta no carro, entrando do outro lado.
– Obrigada.
– Uhm?
– Pelo banho de chá gelado. Acho que essa vai ser a única vez que vou agradecer algo do tipo.
– Na verdade, foi um prazer – ele ligou o carro, encarando-me com aquela cara pervertida que me irritava – porque Tayuya fez isso? – as suas expressões eram normais, mas seu tom de voz parecia desconfiado. Eu não gostava nem um pouco quando ele parecia me reconhecer como uma aproveitadora, como se ele tentasse a todo instante desvendar algo sujo a meu respeito.
– Eu a provoquei – respondi ríspida.
– Aé? – uma de suas sobrancelhas se levantou, enquanto ele me olhava de relance – uhm… então foi você quem causou isso? – eu o olhei irritada, mas acho que ele não viu isso, já que estava concentrado em manobrar o carro para fora da vaga – o que você falou para ela?
– Nada de interessante.
– Hn. E porque você a provocou?
– Porque eu quis – dessa vez ele me encarou por alguns segundos, antes de voltar-se para a rua.
– Não acredito nisso. Porque mente?
– Porque estou cansada desse seu olhar acusador.
– Olhar? Que olhar?
– Não se faça de desentendido. Você parece sempre estar a espera de algum deslize meu que mostre que eu sou uma aproveitadora, ou sei lá, uma golpista.
– Hn.
– Hn? Só isso que tem a dizer?
– O que mais você quer que eu diga?
– Esperava que fosse apenas impressão minha.
– Não vou mentir – acho que eu perdi a noção do quanto minha boca se abriu ali e eu fiquei o encarando sem saber o que falar. Perplexa. Sim, ele achava que eu queria me aproveitar dele, fazê-lo se apaixonar e pegar o seu dinheiro.
– Porque então não se afastou de mim?
– Não me leve a mal, eu sou assim com todos. Esse é meu jeito de ser – ele suspirou, parecendo tentar relaxar – coisas em meu passado me ensinaram a ser assim.
– Então é assim que você me vê? Como uma aproveitadora?
– Não. Eu não a vejo assim. Eu aprendi a não confiar em ninguém, apenas isto.
– E mesmo assim queria que eu confiasse em você? Enquanto você mesmo não confia em mim… — minha voz foi sumindo conforme eu começava a compreender como Itachi pensava, ou me enxergava – muito justo.
– Sim… eu exigi de você algo que eu não estava disposto a entregar – sua voz também estava baixa, como se não quisesse admitir.
– Bom, pelo menos agora posso compreender as suas mudanças de humor e o porque eu não conseguia confiar mesmo em você.
Ele levantou os olhos, encontrando os meus, mas se afastando tão logo se formou o contanto, como se tivesse receio que eu visse algo a mais do que deveria.
– Como assim? Porque não consegue confiar em mim?
– Como vou confiar em alguém não confia em mim, em nada?
– Confiança não é em duas vias.
– Eu acredito que sim – minha voz saiu ríspida novamente, e eu me calei por alguns instantes – Você nunca nos levou a sério, não é?
– Como?
– Porque se você não estava disposto a arriscar, quer dizer que você não nos levou a sério.
Mais um suspiro. Um irritante suspiro. Um que me dizia ser verdade aquilo que eu temia.
– No início, não. No início eu só estava… bem… me divertindo – eu o encarei furiosa, mas só não lhe acertei outro soco porque ele estava dirigindo e, claro, eu prezava pela minha vida – mas quando eu pedi para você confiar em mim, eu já estava… atraído por você. Eu digo sério que não pretendo magoá-la, desde que não me apunhale nas costas como já fizeram.
– Foi por isso que você foi grosseiro aquele dia? Porque achou que eu estava aplicando algum golpe? Tentando levá-lo para cama e sei lá, engravidar? É isso?
– Não.
– Então porque?
– Eu tive um sonho ruim.
– Ah, me poupe.
– Eu sei que agi mal, que fui um idiota aquele dia. Minhas sinceras desculpas, Sakura.
– Não pense que será assim tão fácil. Apenas pedir desculpa e tudo se resolve em um passe de mágica! Agradeço por você ter me ajudado hoje e também por estar sendo sincero, mas mesmo assim, não pense que esta tudo bem.
– Eu sei disso – mais um suspiro, enquanto ele mantinha os olhos fixos no trânsito – mas… eu ainda não estou disposto a ficar longe de você – sua cabeça virou-se levemente em minha direção, conforme um sorriso lateral surgia e seus olhos se voltavam para mim, profundos e encantadores. Do jeito que me enlouquecia e ao mesmo tempo me fazia praguejar. Eu também não estava disposta a ficar longe dele, mas minha dignidade era forte e eu ainda estava magoada. Não era tão fácil assim. E foi como uma criança teimosa, em sua crise de birra, que eu o encarei.
– Isso não é você quem tem que decidir. Nem tudo o que você quer, você poderá ter, sem dar nada em troca. Tenha um bom dia, Sr. Uchiha – e então eu abri a porta. Claro, o sinal estava fechado e o carro parado ali. Eu prezava pela minha vida e meu orgulho e ainda não me tornara uma louca. Por enquanto.
Itachi pareceu transtornado ao me ver saindo do carro desta forma, mas não pode fazer nada quando o sinal abriu e ele teve que continuar a dirigir. Eu me pus a andar rápido, entrando em uma praça cheia de pessoas na direção contrária a que o carro era obrigado a seguir.
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Xxxx Itachi xxxx
Só podia ser brincadeira comigo. Quem saia desta forma de um carro? Quem saia desta forma do meu carro? Como ela ousava?
Por alguns instantes eu cogitei em ir embora e deixá-la se virar. Afinal, ela que quis sair assim, tão longe de casa. Que andasse até lá. Eu não tinha obrigação alguma. Mesmo que ela tivesse dito coisas certas e que eu tivesse agido errado com ela, eu não precisava voltar.
Ela esperava o que? Que eu mudasse por ela, que eu passasse a confiar nela assim, do nada? Que quebrasse todos os meus paradigmas? Eu era assim há anos e não mudaria tão fácil e por alguém que eu mal conhecia.
Mesmo assim, eu não queria me afastar dela. E agora, ela havia colocado um obstáculo: eu devia esquecer meus problemas passados se quisesse ficar perto dela. Como se isso fosse algo simples. Cabeça oca.
Suspirei irritado e fiz o retorno.
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Xxxxx Sakura xxxx
Eu estava andando por aquela praça, ainda cogitando para qual direção era a correta para ir para casa, quando vi uma loja maravilhosa a minha frente. Não pude evitar de entrar.
Havia doces e mais doces. Bolos e bolos e tortas. Ah! Deliciosas tortas! Nossa senhora, eu estava no paraíso! Como nunca havia ouvido falar de uma loja dessas? Comecei a olhar a vitrine, já pensando em quantos pedaços eu teria que comer ou provar.
Bolos trufados com morango e pão de ló branco. Tortas holandesas, tortas napolitanas. Eram tantas coisas deliciosas, eu não tinha como conseguir escolher com tanta diversidade assim.
Senti minha boca salivar e pensei em pegar o primeiro bolo que eu havia visto. E o que havia mais me chamado atenção. Mas no mesmo instante, passos pesados vieram na minha direção e antes que eu pudesse me virar, senti uma mão agarrando a minha e me puxando bruscamente.
– O que…! – exclamei assustada, ainda perplexa e tentando lutar contra a pessoa maluca que estava a me afastar daquelas delícias – Itachi? – consegui focá-lo, bem, apenas o seu cabelo.
– Nunca mais saia do carro daquela forma! – ele falou autoritário e imponente, como se me desse uma ordem sob sentença de morte. Em resposta, eu apenas utilizei uma das técnicas que havia aprendido para se soltar de pegadas desta forma.
Deslizei meu dedão e fiz o movimento correto sem que Itachi se desse conta e me soltei triunfalmente. Não pude evitar o sorriso de vitória, claro, mas ele apenas fez com que Itachi me encarasse ainda mais furioso.
– Qual o seu problema? – eu perguntei, enfim, depois de me sentir satisfeita com minhas habilidades que ainda existiam.
– Eu falei que ia levá-la embora, e vou fazer isto. Quer você queira ou não. Ande, vamos.
– Não se preocupe, Sr. Uchiha, eu posso me virar sozinha e consigo voltar tranquilamente.
– Então porque esta se afastando cada vez mais? Esta não é a direção para casa.
– Uhm… – sério? Não tinha percebido isso – é que, eu vim nessa loja, oras.
Ele cerrou o olhar, encarando-me ainda irritado e aparentemente não acreditando em minha mentira.
– Pare de agir como uma criança e vamos logo, não gosto desse tipo de atitude, Sakura.
– Problema seu. Se não me entendeu direito, eu não quero ficar próxima a você. Prefiro ficar só. Agora com licença, um delicioso pedaço de torta me espera – eu fui me virar, mas novamente ele pegou meu pulso, mas desta vez ele me puxou forte o suficiente para me desequilibrar e me fazer cair na armadilha de seus braços.
– Eu vou ter que te levar a força? – sua voz era baixa intencionalmente, para que apenas eu ouvisse. Ele me segurava próximo de si, mas manteve sua cabeça na mesma altura, demonstrando sua superioridade.
– Me solta – rosnei irritada. Como assim levar a força.
– Você virá comigo de boa vontade?
– Boa vontade? Difícil. Esta difícil ficar perto de você agora, e você já deve imaginar o porque.
– Então, você quem pediu – ele fez um movimento como se fosse me pegar no colo e eu me exasperei.
– Espere! – soltei um chiado desacreditado – você não…? Fala sério Itachi, levar garotas a força não faz seu estilo. Eu feri seu orgulho masculino ao sair do carro, é isso?
– Sakura… — sua voz soou como uma ameaça.
– Não use esse tom comigo! Quem você pensa que é? Acha que tem algum poder sobre mim assim? Você deixou claro que não há nada sério entre nós, então não exija nada.
– Eu deixei claro que tenho problemas com o passado, não que quero desistir de você – ele falou em um impulso, espantando a ele próprio e a mim também.
– O que há no seu passado, para você não confiar em ninguém?
– Isso é problema meu.
– Aff… não é problema seu! – repeti o que ele disse ironicamente – esta sendo um problema para mim agora! – resmunguei irritada. Suas mãos prendiam-me pela cintura em um forte enlace e para qualquer outra pessoa isto poderia parecer um simples abraço amoroso, mas a verdade era que ele estava me impedindo de me afastar.
Senti-o suspirar ante minhas palavras e abaixar um pouco sua cabeça. Lentamente. Como se estivesse desistindo de algo. Mas então eu fiquei pasma. Pasma e sem reação. Ele foi abaixando sua cabeça até seu queixo encontrar meu ombro, pousando ali delicadamente enquanto puxava meu corpo mais para si em um abraço real, quente, acolhedor, inebriante. Meu coração acelerou, talvez pela aproximação ou talvez pelo jeito vulnerável que ele se mostrou a mim.
– Itachi?
– Uhm?
– O que houve?
– Estou te abraçando, não posso?
– Teoricamente não… — falei incerta e sem jeito – porque esta me abraçando?
– Hn.
– Hn não serve. Se quer ficar comigo, então pelo menos converse comigo – ele me apertou ainda mais forte, mas mantendo o carinho.
– Eu não gosto de conversar.
– E eu não gosto deste tipo de relacionamento.
– Alguém tem que ceder…
– Não será eu – falei emburrada – não é justo esperar que eu entre em um relacionamento assim.
– Eu não gosto de relacionamentos… — sua voz falou fraca.
– Então esta tudo resolvido, você me solta e…
– Eu não gosto de compromissos, de promessas também. Eu não acredito no amor. Mas eu não quero parar de vê-la, Sakura – sua voz era grossa e aveludada, próxima ao meu ouvido – e não é porque eu sou assim que vou deixar de respeitá-la. Você já ganhou meu respeito há algum tempo – ele se afastou um pouco para poder me olhar, e uma de suas mãos saiu de minha cintura, acariciando meu rosto – porque não pode tentar assim? Ninguém se machucará e poderemos nos divertir. O que há de mal nisto…?
O mal esta no fato de eu já estar apaixonada por você, era o que eu queria falar, mas jamais diria assim.
– Eu…
– Vai desistir antes de tentar? – ele me perguntou, se aproximando de meus lábios.
– Uhm…
– Você já sabe sobre mim, sabe mais do que qualquer outra pessoa soube. Eu posso não confiar em ninguém, mas desconfio menos de você.
– Muito incentivador – falei com ironia, mas não pude evitar de sorrir.
– É o que eu tenho para te oferecer. Não é muito. Eu não tenho muito a oferecer nesta parte, mas em outras – ele se aproximou de meus lábios, roçando os seus nos meus, mordiscando levemente meu lábio inferior – você não iria se arrepender…
Será? Era tentador. Eu não queria ficar longe dele. Mas ficar ao seu lado desta forma, entregando, infelizmente, meu coração e sem ter retorno, não seria fácil.
– Senhorita? – ouvi uma voz desconcertada e encarei a atendente, que parecia estar segurando meu pedaço de bolo há vários minutos.
– Uhm, obrigada – agradeci, pegando o pedaço de bolo e olhando para Itachi que parecia esperar uma resposta – O que acha de experimentarmos os doces daqui para começar?
Ele sorriu, um sorriso simples, sem malicia. Espontâneo. Como se ele não esperasse jamais que eu dissesse tal coisa e se divertisse com isto.
– Você é realmente uma gulosa.
– Oras, quem resiste aos doces?
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Xxxx Sasuke xxxx
Mais uma vez Itachi tinha o que queria. Mais uma vez ele pegava algo meu. Tudo o que me encantava era tomado. Eu estava me cansando disso. Sakura estava completamente entrega àquele imbecil.
– Ei, Sasuke-teme? – Ouvi uma voz conhecida, mas que há muito tempo não se dirigia a mim. Meu ódio pareceu diminuir um pouco quando vi Naruto vindo em minha direção, um pouco incerto.
– Hn?
– Não quer se sentar com a gente? Esta sozinho ae – falou o loiro amigável. Eu não conseguia compreendê-lo. Depois de tudo o que eu havia feito para ele, ele ainda assim conseguia sorrir e ser simpático. Mais um idiota. Assim como Sakura.
– Hn – acenei levemente a cabeça, seguindo-o pela sala para a mesa onde se encontrava Gaara e mais algumas outras pessoas. Isso pelo menos era melhor do que ficar vendo Sakura e Itachi saírem juntos e felizes de carro pela janela.
Eu estava quase me sentando, quando meu celular vibrou e o número que apareceu no display me fez afastar de qualquer pessoa para poder conversar privativamente.
– O que você quer? – vociferei, irritado por me ligarem mais uma vez.
– Ora ora, Sasuke-kun, é assim que você me trata depois de tudo que fiz por você?
– Fala logo, Orochimaru! Já disse que só vou poder pagar depois que receber meus cartões de volta! – olhei ao redor, me certificando de que não havia mais ninguém por perto.
– Ah, não é assim que funciona, Sasuke-kun. Não foi assim que combinamos.
– Eu já disse que pagarei com juros, não vai demorar muito par…
– Huhuh… você não esta entendendo. Acha que estou brincando? Ou você me paga os 500 mil reais amanhã ou eu vou tirar algo precioso de você. Já me fez esperar demais.
– Eu vou pagar quando puder. E não se preocupe, não tenho nada precioso.
– Tem certeza, Sasuke-kun? Isso é o que vamos ver. Aconselho-o a pagar logo… Uhuhu.
Merda! Maldita hora em que Mikoto resolvia cortar todo meu dinheiro.
...
Notas finais
Bom, minhas provas estão começando (fear) e bem... eu simplesmente não me toquei que elas começavam essa semana *lesada*, então to meio apavorada aqui, mas se a inspiração continuar boa eu não vou demorar tanto asism não, além do que, férias estão chegando *yeeeees*
Gente, como tenho que correr estudar agora pra prova de terça que eu 'apaguei' de meu calendário, vou demorar um pouco também pra responder os lindos comentários, mas desde já agradeço imensamente por eles!! Sério mesmo, vocês me ajudam um monte a inspirar, e olha que esses dias tava tenso hein =/
Muuuito OBRIGADA mesmo por todo o carinho e as lindas palavras!!
E como sempre, aquele apelo para as reviews, críticas, dúvidas, sugestões, são sempre bem vindas =)
Abraços e tenham um ótimo final de semana sem estudos (que nem eu x.x)...
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