Heartbreaker

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Prontinhooo, mais um capítulo saindo do forno para vocês!! =)
Nossa, to super empolgada e com um sorriso de fora a fora com os comentários, sério, to inspirada pra sempre por causa de vocês, escrevi já uns três capítulos seguidos xD~
Ahhh, muuuito e muito obrigada mesmo pelos comentários!! Acho que vou passar a semana inteira com os olhos brilhando heheh
E várias novas leitoras, fico sempre muuito feliz!!
Então, esse capítulo é pra vocês: Sarah, bellaharuno21, Larissa de Souza, Sasales (não me bateee o.o), hinaXruto, Srta_Uchiha, dede black, JoiCee, bfdplf e também Mafee, Elektra_Black, Jee_Kuran_95, sakura clepsis, R M Monteiro, kekedia, shitashii_, KuranYuki, rafaelahp, lubittencourt, Ryeo_Wook e Milk Everdeen!! Muuuito e muito obrigada pelos comentários nessas ultimas semanas *-*
Também queria agradecer especialmente as recomendações, muuuito obrigada R M Monteiro, dede blacke e JoiCee *-*
Tenham uma boa leitura!! Espero que gostem =)

Capítulo 11

xxx Itachi xxx

Eu precisava terminar aqueles projetos ainda essa tarde. Ninguém ali parecia ser capaz o suficiente para fazê-los e sempre sobrava para mim. Porque tudo caia nas minhas costas? Não havia um empregado sequer capaz de fazer essas coisas. Era sempre a mesma coisa, sempre algo que os impedia de fazer e que só eu conseguiria resolver. Isso estava começando a me estressar seriamente.

- Boa tarde, Itachi-kun.

- Boa tarde Yaeko-chan. Tem alguma coisa para mim?

- Sim meu lindo. Cinco ligações, uma delas do Sr. Uchiha, disse para retornar o mais rápido possível e foram marcadas três reuniões para você — Esta era minha secretária, um pouco eficiente e com muito bom corpo — se precisar que eu faça mais alguma coisa pelo senhor, você já sabe querido — lançou-me aquele olhar como se estivesse me comendo vivo. Aquele olhar que eu já estava extremamente acostumado. Todas o lançavam. Chegava a ser até enfadonho.

- Uhm… depois conversamos — lancei-lhe um sorriso sedutor costumeiro e entrei na minha sala. Yaeko sempre fora uma boa distração e eu não costumava negá-la, mas hoje havia algo estranho. Eu simplesmente não estava no clima. Acho que o estresse estava começando a me atingir.

Tirei meu terno, colocando-o nas costas da cadeira, enquanto eu me sentava na mesma e olhava o que tanto perturbara meus pensamentos de manhã. Aquelas diversas pastas sobre minha mesa.

- Primo! — ouvi um berro segundos antes da porta ser escancarada. Shisui parecia empolgado com alguma coisa.

- O que foi? — perguntei com uma voz desanimada estranha aos meus ouvidos.

- Credo, que bicho te mordeu? Ânimo cara!

- Não enche.

- Bom, acabei de receber as notícias! Seu pai conseguiu fechar aquele negócio… — isso não me animou. Definitivamente não. Apesar de que era um negócio miraculoso, o já império Uchiha seria triplicado facilmente. Mesmo assim, eu não estava feliz.

Era estranho, pois normalmente eu não sentia nada. Apenas trabalhava. Mas esta ultima semana passara quase como se eu carregasse o mundo em minhas costas.

- …por lá e você será o chefe aqui! — ouvi o resto das palavras de Shisui um pouco confuso. Sem perceber, eu havia parado de prestar atenção no que ele falava.

- Desculpe, o que disse?

- Demais né? Você tem sorte — me ignorou completamente em seu euforismo.

- Eu não ouvi, Shisui. O que diabos você disse?

- Seu pai vai comandar os novos negócios e vai passar o resto tudo para você! Você será o chefe de tudo isso aqui!

- Ah não… — suspirei, me largando ainda mais na cadeira.

- O que? Cade o seu ânimo? Não era isso o que você sempre quis? Dominação total?

- Dominar o mundo era o seu plano.

- O que esta acontecendo com você cara? Você tem agido estranhamente essas ultimas semanas…

- Estresse. Estou cansado disso aqui, de não encontrar alguém eficiente, que faça o trabalho.

- Eu faço… normalmente.

- Uhm.

- Bom, mas agora você será o chefe, não precisará fazer mais nada se não quiser!

- Engano seu… tem trilhões de coisas que ficaram por arrumar na ausência de meu pai, mudanças a serem feitas, coisas que estão erradas, funcionários que não prestam, procedimentos já ultrapassados…

- O seu problema mesmo é querer sempre a perfeição! Relaxa mais cara. Chama a sua linda secretária aqui e dá uma descontraída.

- Shisui, vá trabalhar — meu tom grave e apático retornou.

- Qual é? Como se nunca tivesse feito isso antes.

- Quer saber? Vou aceitar o seu conselho — ele me encarou surpreso — aqui, pegue isto e — eu estendi uma pasta gigantesca para ele e peguei mais duas ao lado — e mais esses. Resolva-os até as quatro.

- Epa! Calma aí!

Eu me levantei, ignorando-o e peguei meu terno, vestindo-o para logo sair daquela sala. Por um momento uma energia pareceu tomar conta do meu corpo, uma ansiedade agradável.

Shisui me seguiu, apressado e afobado, segurando da melhor maneira que podia as enormes pastas que lhe passei. Ele lançou-me um olhar desesperado e abriu a boca para falar algo, mas eu o interrompi.

- Você mesmo me disse para relaxar, é o que eu vou fazer — ele me encarou irritado — pare de reclamar, peguei leve com você ainda. Daqui a pouco estarei de volta.

xxx Sakura xxx

- Ei, Sakura?

- Fala Naruto?

- Nesse caso aqui, é relativamente incapaz ou absolutamente?

- Naruto! Desse jeito eu estou fazendo toda a sua parte, você não para de perguntar para mim!

- Ah, mas, Sakura-chan, eu tenho medo de errar e não tenho tanta facilidade como você, sabe como é, não custa ajudar, vai…

- Eu mereço! Deixa eu ver – peguei o pequeno caso que a professora passou e comecei a ler. O raciocínio era extremamente simples e mesmo assim Naruto não conseguia. Era o caso mais simples que tinha envolvendo uma garota de 17 anos e querendo saber que tipo de capacidade ela tinha e outros detalhes fáceis – ai, Naruto, abre o código civil! Essa ta entregue – eu peguei o código e apontei o art. 4º para ele e esperei que ele o lesse.

- Uhm… é isso? Mas… mas porque ela é relativamente incapaz? Uma pessoa de 17 anos não é incapaz!

- Ela é relativamente incapaz para exercer atos civis, não de outra forma. Lê aí.

- São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos, os ébrios habituais, os viciados em tóxicos…

- Uhm, outro exemplo seria que eles não podem casar.

- Não é verdade! — disse Naruto revoltado.

- Porque não?

- Eu tenho uma amiga que se casou com 17 anos!

- Mas…

- Pode casar desde que observados alguns requisitos, vê a parte sobre casamento – falou Gaara, manejando o código civil com destreza, praticamente abrindo na página correta – aqui – apontou o artigo — o homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.

- Que confuso… em um lugar fala algo e em outro é diferente – reclamou Naruto, fechando a cara.

Eu abri aquela parte do código, olhando alguns dos artigos até me deparar com um que falava sobre o momento em que realiza o casamento, colocando expressamente homem e mulher.

- Homem e mulher? Acho que não pode haver casamento gay então, não é?

- Não. Somente sexo diferente.

- Que injustiça… não acredito que isso ainda não é permitido!

- Pois é, o direito sempre é lerdo em comparação com a realidade – ouvimos uma voz de barítono atrás de nós. Uma voz que eu conhecia bem. Olhei para ele, magnífico como sempre, com seu lindo cabelo muito bem penteado, preso em um rabo de cavalo, um terno sem um único defeito ou amassado. Imponente e sedutor. Itachi me olhou profundamente antes de retornar a falar – Como diria Condorcet o direito é o ultimo vagão no comboio das transformações sociais. Muito trabalho aí?

- Não, não é difícil.

- Posso então falar com você, Sakura?

- É, sim, claro.

- Você não viu que estamos fazendo trabalho, Itachi? Não nos perturbe — falou Sasuke olhando furiosamente para o irmão mais velho. Este encarou o mais novo durante um tempo. O clima ali pareceu esfriar. Todos encaravam apreensivos os dois irmãos, até que Itachi sorriu de lado e falou com uma voz simpática, diferente do que seu olhar transmitia.

- Vocês são inteligentes o bastante para me emprestarem ela por um momento. Ou não é capaz de fazer isso, Sasuke?

- Essa não é a questão e você sabe disso! — ele se levantou praticamente cuspindo as palavras, com os punhos cerrados.

- E qual é, Sasuke? Ciúmes de Sakura?

- Não diga besteira! Se afasta de uma…

- Éee… pessoal? Não vamos brigar, ok? Sasuke, fica calmo — tentei apaziguar os dois que pareciam próximos a iniciar um combate ali mesmo — Eu volto logo, não se preocupe.

Ele me encarou duvidando de mim e ao mesmo tempo como se estivesse suplicando para que eu me distanciasse de Itachi. Eu nunca havia visto aquele olhar de Sasuke. Ele parecia uma outra pessoa. Zangado e preocupado, com emoções fortes visíveis em seu rosto e não mais apenas o garoto apático e ranzinza.

Como resposta, ele apenas se sentou, dando as costas para mim. Nisso Itachi pegou minha mão firme e me conduziu para uma das outras salas daquela mansão. Suas costas estavam rígidas, assim como eu podia ver seus músculos contraídos. Ele estava tenso.

- O que há entre vocês?

Itachi ficou quieto, parando assim que entramos na sala e se voltando para mim. Seu olhar estava vazio, distante. Eu não conseguia compreender o que ele sentia no momento.

- Não vamos falar disso agora, por favor.

- Mas…

- Mais para frente, agora não, ok? Não quero estragar os planos para hoje — eu ia abrir a boca para avisá-lo que eu não ia desistir tão fácil, mas ele levantou a mão indicando que eu parasse — eu vou lhe contar, só não agora.

- Certo.

- Bom, então, deixe-me voltar aos planos anteriores. Espere um minutinho, por favor — falou enquanto afrouxava a gravata e tirava o terno, ficando apenas com sua camisa vermelha. Ele saiu da sala, me deixando ainda mais curiosa e em alguns minutos voltou.

- Aonde você…? — um delicado buque de rosas vermelhas e brancas me chamou a atenção, impedindo que eu continuasse a falar e encarasse Itachi curiosa.

Ele sorria. Um lindo e doce sorriso que me fez ficar sem ar. Itachi estendeu as flores para mim, se curvando lentamente em um gesto cortês, mas sem tirar os olhos dos meus, como se quisesse captar toda a minha reação. Eu peguei as flores um pouco envergonhada. Eram as primeiras flores que eu recebia e eu ainda não tinha certeza do que eu estava sentindo.

Obviamente que uma parte de mim brilhava de felicidade, mas outra, aquela que nunca me abandonava, dizia que algo estava errado e que isto era um hábito muito usado para seduzir pessoas e depois jogá-las fora. Afinal, estas eram flores que poderiam me espetar.

- Porque…? — eu não sabia o que falar, mas isto não pareceu problema para ele. Ele sorriu mais ainda e se aproximou de mim, segurando meus ombros carinhosamente enquanto mantinha aqueles olhos profundos em mim.

- Você não é uma pessoa normal Sakura — ele me dá flores e me insulta de anormal em seguida? — Calma, não me olhe assim! Eu quis dizer que você é especial, que eu comecei errado com você e eu queria me desculpar. Como eu disse, eu quero uma outra chance para te conquistar — ele acariciou meu rosto ainda com aquele sorriso — então, começando apropriadamente, você aceita sair para jantar comigo?

Sério mesmo? Um encontro? Flores e um convite para um encontro? Então ele ia bancar o galanteador agora? Uhm… mas talvez isso fosse algo interessante. Como havia me prometido, eu ia aceitar o risco. Sorri para ele e nos aproximei mais, beijando-o singelamente enquanto acariciava seus cabelos macios. Ouvi um suspiro abafado dele e ele pareceu finalmente relaxar. Conforme eu o acariciava, ele inconscientemente soltava a tensão que antes estava em seus músculos.

Uma de suas mãos rodeou minha cintura em um meio abraço enquanto a outra logo pude sentir em meus cabelos em uma carícia agradável, gentil. Nosso beijo não teve luxúria. Itachi manteve-se carinhoso e atencioso o tempo todo, sem tentar tomar as rédeas ou aprofundar. Nem parecia aquela pessoa com tanta má fama.

Ele então nos separou e ficou olhando em meus olhos por alguns instantes, sem parar com sua carícia em meus cabelos.

- Vou aceitar isso como um sim — disse ainda próximo de mim em um doce sussurro — acho que estou me saindo bem… — sorriu momentaneamente.

- É, talvez… — brinquei passeando com meu dedo em sua bochecha numa carícia leve mas que ele parecia apreciar. Itachi fechou os olhos, como se quisesse sentir melhor meu toque e mostrando uma serenidade estranha a minha vista.

- Eu te pego as oito, pode ser? — seus olhos abriram-se quando terminou de falar, analisando meticulosamente cada canto de meu rosto.

- Ok. Aonde nós vamos?

- Ah, é surpresa. Não se preocupe, não a levarei para lugares indecentes se é isso que pensa. Será um bom restaurante — ele parecia mais calmo, relaxado, até seus olhos brilhavam mais. Eram nesses momentos que eu sentia que podia confiar nele.

- Ok, mas eu preciso saber o que vestir, é um lugar chique?

- Uhm... Não se preocupe, estará perfeita de qualquer forma — ele beijou-me levemente, se afastando aos poucos enquanto olhava de minha boca para meus olhos — eu tenho que ir, sai correndo do trabalho para passar aqui e te ver, não posso demorar muito.

- Certo. Ah, só uma coisa… é, será que você poderia me emprestar alguns livros para fazer o trabalho? Sasuke disse que você tem uma boa biblioteca…

Ele me encarou um pouco, como se estivesse cogitando a idéia e então retirou algo do bolso. Algo reluzente e que tilintava. Chaves.

- Aqui… vou confiar em você minha chave. Nunca fiz isso antes, então… — seu olhar era um pouco preocupado, indeciso, e me fez pensar em não aceitar, mas ele pegou minha mão livre e colocou a chave nela, já com uma atitude mais confiante — só não deixe Sasuke entrar, ok?

- Ok… não se preocupe, apenas vou pegar os livros e sair. Obrigada, Itachi.

- Sempre que precisar. Então, até as oito, Sakura-chan — ele sorriu ao falar meu nome desta forma e beijou minha bochecha demoradamente, deixando-a meio úmida antes de se afastar e sair da sala.

Eu fiquei ali, segurando o ar e perdida em pensamentos, por mais alguns instantes. Olhei para o buquê de rosas e sorri. Gostei desse novo início. Só não sabia o que eu poderia esperar com isso. Ou o que o futuro me traria. Mas o futuro estava longe e eu queria era viver o presente. E o presente? Este estava muito bom.

Notas finais
Eae? Gostaram? Curtinho esse também, mas assim consigo postar melhor =/
Próximo capítulo já está pronto, mas vou deixá-lo só para fds que vem heheh...
Então, apelo de sempre, qualquer errinho, coisas confusas, opiniões, críticas, já sabem, REVIEWS, por favor *-* é tãoo bom e me fazem delirar!! xD
Essa semana começam minhas provas (to ferrada T-T), então posso dar uma sumida, mas o próximo fds já esta garantido, não se preocupem =)
Tenham uma maravilinda e encantadora semana!!
Ja ne =)