Heartbreak Story

1 She cannot cope and it hurts inside her mind


Olhando pela janela do meu quarto o ritmo em que a neve caia no lado de fora, creio que eu estava do mesmo jeito por dentro, gelada e caindo aos poucos, isso é o que acontece quando uma paixão devastadora te corrói por dentro, transformando tudo o que há de bonito em um lugar gelado e solitário.

Ouço passos e já sei quem é, minha mãe, tentando mais uma vez me fazer sair de casa.
— Seu irmão vai na sua cafeteria favorita, quer alguma coisa? um scone talvez?
— Eu vou com ele — disse me levantando e vi um sorriso em seus lábios, eu sei que essa situação estava deixando ela mal, preciso sair um pouco, não por mim, por ela.
— Tudo bem, vou avisar pra ele — ela se aproximou e beijou minha testa, e em seguida pude ver ela sair quase saltitante do quarto, sorri com a cena.

Agasalhei-me rapidamente, coloquei uma touca e sai em direção a sala, encontrei meu irmão em pé, encostado na porta.

- Olha quem resolveu fazer companhia pro seu lindo irmão — disse logo me puxando pra um abraço apertado.
— Você está me sufocando — disse rindo e ele encheu todo meu rosto de beijos — podemos ir?
— Vamos, claro.

Ele abriu a porta como um bom cavalheiro que sempre foi, não apenas com as namoradas, e sim com todas garotas, sem exceção, eu não tinha dúvidas, o Greg é o melhor irmão que eu poderia ter.

Andamos lentamente até a cafeteria, fazia um bom tempo que não a frequentava, não ficava longe da casa dos meus pais, me lembro de quase sempre vir aqui. Observei poucas pessoas no lugar, com esse frio, as pessoas não se aventuram a sair de casa por um bom café. Dei mais uma olhada no lugar e vi praticamente todas as suas mesas livres, fizemos nossos pedidos e rapidamente o recebemos, escolhi uma das mesas mais afastadas e nos sentamos.
— Vai voltar a morar com a gente agora?
— Não pretendo voltar naquele apartamento tão cedo — suspirei pensando naquele lugar carregado de péssimas lembranças — acho que é o melhor por enquanto — sorrio fraco e em seguida tomei um gole do meu cappuccino.
— Fico feliz em ter você de volta — vi ele olhar para uma mesa afastada e logo reconheci os rostos, eram seus amigos de longa data.
— Pode ir lá falar com eles — sorri.
— Mesmo? Não queria te deixar sozinha.
— Vai lá, eu insisto — ele sorriu enquanto pegava minha mão e depositava um beijo sobre ela, logo em seguida deixando a mesa.

Beberiquei mais um pouco da minha bebida quente em minhas mãos e fiquei observando pela grande janela a neve cair, do mesmo jeito que estava fazendo em meu quarto, chacoalhei a cabeça na tentativa de afastar esses pensamentos que vem me assombrando todos os dias. Senti um par de olhos me fitando de uma maneira intensa, era uma garota, sua pele clara contrastava perfeitamente com o seu longo cabelo escuro, e seus olhos pareciam um grande mar. Comecei a encará-la e vi um sorriso brotando em seus lábios, eu realmente não estava entendendo, o que ela queria? Confusão? Só faltava essa. Cruzei os braços encima da mesa e deitei minha cabeça sobre eles.
— Posso me sentar aqui? — ouvi uma voz rouca e rapidamente levantei a cabeça, era ela, a fitei por um segundo e acenei positivamente com a cabeça — Prazer, eu sou a Lauren — disse enquanto se sentava.
— Kate — disse estendendo a mão em sua direção, que a apertou gentilmente, sorri em resposta.
— Você não me parece bem senhorita, gostaria de conversar?

Não iria contar o que aconteceu comigo, não para uma completa desconhecida.
— Apenas uma história de mágoa — dei de ombros.
— Essa pessoa só pode ser um completo imbecil — ela disse com o semblante sério.
— Eu prefiro não falar sobre isso, tudo bem? — me levanto — estou indo.
— Mas já?
— Eu nem queria ter saído de casa.
— Me desculpe se falei algo errado — ela se levantou e dessa vez ela estendeu a mão.
— A culpa não é sua, não tem porque se desculpar, de qualquer forma, foi muito gentil da sua parte — apertei a mão dela e ela depositou um beijo sobre a minha — foi um prazer Lauren.
— Prazer — ela sorriu gentilmente enquanto me observava sair do local.

Eu não estava preparada para contar minha história, não agora, não pra alguém que tinha acabado de conhecer, nem a minha mãe sabe a história por inteiro, porque outro alguém saberia?

-

Ultimamente eu estava me esforçando pra ser uma pessoa melhor, diminui a quantidade de cigarros que fumo diariamente, estou evitando ao máximo as bebidas alcoólicas, não frequento mais boates cheias de gente vazia, não beijo mais qualquer boca. Muitas coisas mudaram, mas uma não, eu continuo me sentindo vazia, mas pelo menos me sinto mais "limpa", a solidão é o único problema em minha vida. O silêncio na minha enorme casa era ensurdecedor, já pensei em ter algum animal de estimação, mas isso não funcionaria comigo, não com Lauren Jauregui. Saio de casa sem agasalho algum, ando despreocupada pelas ruas, sinto a neve cair sobre mim, não teria sensação melhor no momento. Entro em uma cafeteria e peço um café bem forte, era disso que eu estava precisando, pego meu pedido e vou até uma mesa afastada, me sento e assim que ergui minha cabeça algo me chamou atenção, mais precisamente uma garota. Pele clara, não tanto quanto a minha, mas bem clara, seus olhos verdes e seu cabelo ruivo caia perfeitamente sobre seus ombros, ela era a coisa mais bonita que já tinha visto em minha existência. Ela olhava um ponto fixo e dava pra notar a sua tristeza de longe. Vi ela me olhar e senti meu coração saltar, droga, o que ta acontecendo comigo? Antes que eu pudesse me dar conta eu já estava parada em sua frente pedindo para se sentar com ela. Tivemos uma breve conversa e percebi que ela estava muito machucada emocionalmente, eu seria capaz de machucar fisicamente a pessoa que fez isso.
Eu queria pedir pra ela ficar, mas não poderia fazer isso, não agora. A observei ir embora suspirei e voltei a me sentar, maldita sorte a minha, ou não.. Vi uma chave em cima da mesa, só podia ser dela, droga, eu não poderia ir atrás, pelo que eu percebi ela precisava de um tempo sozinha e eu vou respeitar, olhei para o garoto que ela havia acenado e pela semelhança creio que ele seja seu irmão. Me levantei e fui ate a mesa, cutuquei o ombro dele.
— A Kate esqueceu — coloquei as chaves sobre a mesa.
— E você é a..? — vi um amigo dele perguntar.
— Lauren — forcei um sorriso.
— Prazer, Greg — disse o garoto simpático — então, to pretendendo fazer uma social pra ver se consigo animar a Kate um pouquinho, gostaria de ir? Uma amiga dela será bem vinda.
— Tá, posso ver – Dou de ombros fingindo não me importar muito enquanto o meu estômago revira.

- Será muito bem vinda — o amigo se pronunciou novamente e em seguida piscou pra mim, revirei os olhos, que nojento, ouvi todos da mesa rirem.

O irmão dela pegou meu telefone e ficou de me ligar, talvez seja o destino querendo que eu a veja novamente. Voltei para minha casa confiante, eu queria que esse celular tocasse logo, eu queria a ver logo.

Dois dias, exatos dois dias se passaram e meu celular só tocou uma vez e foi da empresa pra encher o saco, talvez não fosse para acontecer.

Me levantei da minha poltrona apenas para me servir de um pouco mais do meu bom e velho vinho barato, assim que terminei de virar a taça inteira em um único gole sinto o celular vibrar no bolso, o peguei sem pressa alguma e logo o atendi.

- Olha, já disse, não vou resolver isso, é com você, é pra isso que te pago – Digo rígida e estranho ao ouvir uma risada do outro lado da linha.

- Lauren?

- Sim, sou eu. Desculpa, achei que era outra pessoa, mas me fala, quem é? – Senti uma ponta de esperança e sorri com a idéia.

- Sou eu, Greg, não sei se está lembrada, irmão da Camila

- Oh, claro, estou sim – Disse o mais tranquila possível para não demonstrar a felicidade.

- Você tem planos pra hoje? Porque meus pais acabaram de ir viajar e pensamos em fazer a social que havia comentado.

- Hoje? Ah, posso ver – Disfarçou enquanto estava saltitante por dentro.

- Combinado então, começa as 20h – Olhou rapidamente pro relógio que marcava as 18h – Seria legal se viesse.

- Vou tentar, quem sabe

- A Kate iria gostar – Suspirou ao ouvir o nome da garota – Até mais tarde.

- Até. – Disse rapidamente e desligou.

Sorria pra si mesma enquanto não se importava de beber o vinho diretamente da garrafa.

Notas finais
Bom, essa é a minha primeira fic e estou fazendo ela com todo o meu coração, ao contrario da maioria ela não é Camren, não consigo enxergar a Camila quando penso na Kate. Enfim, é isso, espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.