Heart vacancy

1 Capítulo 01: Do you love me, but I hate you


– Terry, ela deve ter ligado errado. – Chad falou descendo as escadas atrás de mim. – Quantos Chad's você acha que existe aqui em Nova Iorque?

– Pode ter milhões de Chad's na droga dessa cidade, mas só tem uma pessoa que te chama daquele jeito. – falei e me virei olhando para ele.

– Eu não te traí. – ele falou e eu assenti revirando os olhos.

– Não, você não me traiu, mas traiu a Michelle. – falei olhando para o teto pouco cuidado do prédio dele. – Eu não acredito que você mentiu, e não foi apenas para mim. Droga Chad, nós íamos nos casar e eu ia continuar sendo a outra sem saber, eu ia me casar com um canalha. – falei me virando novamente, mas ele me pegou pelo braço e me inclinou, fazendo minhas costas tocarem no corrimão.

– Eu não estou mentindo! E se você não acredita, problema seu, eu só estou falando que não menti para você. – ele falou me "deitando" cada vez mais no corrimão. – Sabe que eu estou prestes a fazer uma loucura?

– É faz isso, você vai preso na hora por matar a sua ex-"namorada", e você sabe exatamente quem ia te prender. – falei ofegante, sentindo uma das mãos dele indo até meu pescoço o apertando com força.

Vi os olhos dele mudarem de cor, ficando numa mistura de verde escuro com amarelo e ele começar a bufar. Numa fração de segundos senti meu corpo longe do corrimão e ele se afastou de mim. Meu peito subia e descia de acordo com a minha respiração descompensada, eu sabia que depois dessa cena iria chorar, não só pelo medo dele realmente poder me jogar do décimo quinto andar pelas escadas, mas por descobrir que o homem que eu jurava ser apenas meu já era comprometido.

– Me... me desculpa. – ele se aproximou de mim passandos as mãos nos cabelos castanho (que estavam mais puxados para ruivos).

– Fica longe, bem longe de mim. — falei desferindo um tapa no rosto dele e voltei a descer as escadas.

– Tezz, por favor, me desculpa. Eu te amo. – ele disse me pegando de surpresa e eu me virei encarando ele com a sobrancelha erguida.

– Você me ama? – ele assentiu. – Olha que legal, mas eu te odeio, eu realmente te odeio. – falei e limpei uma lágrima solitária que insistiu em cair. – Você teve quase quatro anos para falar essas três palavras e só vem me dizer elas quando eu descubro que fui feita de amante e que você traia a Michelle que no qual está grávida de você?

– Droga! Acredita em mim...

– Isso não vai acontecer novamente. Em você eu não acredito mais, pra ser sincera, eu não quero mais te ver entende? – gritei do décimo terceiro andar e ele me olhou do andar de cima assentindo/negando, uma coisa estranha que ele faz.

Finalmente sem ser interrompida por ele pude ir para o elevador, onde apenas me escorei após apertar o botão do térreo e comecei a liberar algumas lágrimas. Terry eu juro que te bato se você estiver chorando pelo esúpido do Chad.

A que ponto eu cheguei? A que ponto a nossa relação chegou? Meu Deus a Michelle deve estar arrasada, até ligaria para ela, mas tenho coisa melhor para resolver do que me preocupar com a verdadeira namorado do idiota. Percebi a porta ser aberta e dois garotos entrarem e em seguida ela entrou. Ótimo, tudo o que eu não precisava era ver Michelle aqui e agora.

– Como ele está? – sussurou me olhando com uma cara raivosa.

– Levando a vida de cafageste dele. — disse do mesmo jeito que ela e assentiu. – O que vai fazer em relação à gravidez?

– Ele tem que assumir, se não assumir por bem, vai ser por mal. – ela falou e um dos garotos nos olhou disfarçadamente. – Mas e você?

– Eu quero apenas esquecer que ele existe. – disse olhando para cima.

– Eu não estou com raiva de você, afinal nós fomos enganadas, não há motivo para entrarmos em "guerra". – dei um meio sorriso e peguei meu celular tirando a bateria e o chip o quebrando. Ela me olhou estranha assim como os garotos.

– Relaxa, esse só é de Nova Iorque, qualquer coisa eu compro outro. – ela suspirou colocando uma mecha da franja no rabo de cavalo. – E o seu número vai ser o primeiro que eu vou passar para o novo.

– Mudando de assunto... você vai aceitar a proposta do seu pai? – assenti.

– Quanto mais longe dele, melhor, e quanto a proposta da Austrália? – perguntei e vi que descemos mais um andar, só mais dois.

– Já confirmei com a escola, o problema vai ser... – ela apontou para a barriga.

– Conte comigo sempre que precisar, viu? – ela concordou e nos abraçamos. – Bata muito nele por mim. – nós rimos e a porta abriu. – Tchau.

– Tchau.