Notas iniciais
Oi amoras da minha vidaaaa!!! Farei uma nota pequena, pois eu simplesmente vou acabar me descontrolando e soltando um spoiler por aqui. Desejo, do fundo do coração, que aproveitem bastante este capítulo que dedico à todas as leitoras que estão, ainda, esperando ansiosas por um certo reencontro. Ainda não tive tempo hábil pra responder os comentários, mas juro que li todos e amei as reações de vocês sobre o Killian. Estou postando este capítulo do celular, então, caso haja algum erro, perdoem ❤️ Antes de irem para o capítulo, queria deixar um agradecimento mais que especial à Course maravilhosa que deixou uma RECOMENDAÇÃO à minha história. Nem to acreditando nisso, juro! É muita emoção. Suas palavras me fizeram chorar e eu nem consigo expressar o quão grata fiquei. Você sempre foi uma leitora maravilhosa que considero uma AMIGONA. Desde o início ajudou na trajetória da Lilly (lembra da primeira capa da primeira temporada que foi você que criou com toda boa vontade do mundo). Só tenho agradecimentos por ser alguém tão especial, incrível e sempre disposta a ajudar. Obrigada, obrigada e obrigada. Vejo vocês nas notas finais!!

Acabei cochilando um pouco e, quando acordei, estávamos parados num posto de gasolina e tive a certeza de que já era hora de trocar de motorista. Stark ainda estava dentro da conveniência do posto, então entendi que não estávamos ali há muito tempo.

Decidida a esticar minhas pernas, saí do carro e resolvi dar alguns passos para relembrar o que é ter o chão sob os pés.

Eu ainda estava usando a mesma roupa ridícula e ainda estava descalça, mas nada poderia ser mais suspeito do que Stark que usava um óculos escuro de madrugada, junto do gorro do seu casaco e o boné que protegia metade de sua face. Foi quando cruzei os braços e encostei meu corpo na lateral do carro que percebi que ele ainda não havia notado minha presença. Observando melhor a parte interna da pequena loja, me deparei com Stark carregando algumas coisas numa cesta azul. Queria saber o que estava na prateleira à sua frente para que ele dedicar tanto tempo parado ali, mas não pude enxergar nada, nem mesmo seu olhar graças a sua nova aquisição de acessório.

Não estava com vontade de ir ao banheiro e sentindo-me ridícula demais, optei por voltar ao interior do carro.

Lá dentro, mais quente, pude observar que Stark havia deixado o celular logo acima do painel, provavelmente ciente de que eu não faria ligação nenhuma, já que não havia ninguém para quem ligar naquele momento.

Ou havia?

A ideia não fora formulada antes por falta de oportunidade, claro. Desde que chegara à Terra, tudo o que pensei foi em como eu poderia ajudar Stark e me redimir pela ausência surpreendente que acabei ocasionando graças à minha temporada de férias em Asgard. Mas, gastar este meu tempo pensando em Stark, apesar de serem apenas poucas horas, me fez esquecer outras pessoas que poderiam gostar de saber de meu retorno.

E, sinceramente, havia um nome em especial que gritava no meu cérebro a cada instante que se passava e eu encarava o telefone à minha frente.

Stark disse que foram dois anos e, apesar de em Asgard terem passado rápidos 3 meses, eu sentia em meu coração que nem mesmo um século poderia me fazer esquecer de um número em especial que gravei depois de tanto encarar o visor na torre Stark após receber informações pertinentes sobre a Iniciativa Vingadores tempos atrás.

Havia uma pasta em questão que tive todo o trabalho copiar para meu servidor pessoal, só para navegar por ela com mais paciência e intimidade quando estivesse sozinha.

A pasta de Steven Grant Rogers.

O meu Capitão América.

Óbvio que só o fato de ter decorado facilmente seu nome completo, me fez sentir uma namorada psicopata, contudo, como nunca tive bons exemplos de relacionamentos saudáveis, deixei passar este fato e logo em seguida não me achei muito esquisita por ter decorado o número de telefone de Steve.

Antes de tomar o celular em mãos, olhei para a conveniência para averiguar quanto tempo eu ainda tinha restante.

Tony estava pegando alguma coisa na geladeira no fim do terceiro corredor e, ainda de costas para mim, senti-me segura ao ponto de fazer apenas uma única ligação que tanto almejava naquele instante.

Meus dedos deslizaram tão rápido pela tela do celular que nenhum humano conseguiria perceber com facilidade meus movimentos.

Em menos de dois segundos, eu já tinha o celular encostado no rosto e imaginando que provavelmente ele estaria dormindo uma hora dessas e, por isso, demoraria um bom tempo para atender minha ligação.

Talvez eu o assustasse com aquela ligação, porém eu tinha certeza que uma chamada de madrugada não seria mais surpreendente do que receber uma ligação minha.

Telefone do Steve. ㄧuma voz cessou minha espera e prontamente atendeu a ligação.

Eu não ligaria muito caso fosse uma voz conhecida e não a de Rogers naquele horário da madrugada. Pensaria até que ele estaria numa missão diplomática ou algo do tipo, contudo...

Aquela não era uma voz conhecida.

Aquela não era uma voz de mulher conhecida.

Alô? ㄧ insistiu a voz esdrúxula que atendeu a chamada.

Eu poderia até duvidar e achar que disquei algum número errado, porém ela atendeu indicando que aquele era mesmo o celular do homem com quem eu gostaria de falar.

Alô-o? ㄧinsistiu mais uma vez a vadi... a mulher que atendera a ligação.

ㄧOi. ㄧtive que soltar com medo de que ela desligasse ou qualquer outra coisa do tipo acontecer.

Quem está falando?

ㄧEu quero falar com o Steve. Ele está? ㄧfui seca e direta, sem me dar ao trabalho de responder a indagação daquelazinha.

Olha, meu bem, ele está meio que com uma situação na cama agora. Você pode ligar amanhã, de preferência, no período da tarde? Acho que até lá ele-

ㄧTá, obrigada. ㄧ encerrei a ligação incapaz de ouvir o restante da história.

Uma das portas traseiras do carro se abriu e pude notar o som de algumas sacolas serem jogadas no banco de trás.

ㄧComprei umas roupas novas pra você. Tem um banheiro logo atrás da lojinha. É unissex e bem fedido, mas dá pro gasto. ㄧa voz de Stark soava longe, apesar de eu sentir sua presença bem perto.

Uma sacola voou para o meu colo e só então percebi que a minha porta estava aberta e Tony me encarava do lado de fora, agora sem seus óculos escuros e com uma feição em surpresa.

ㄧPuta merda, Ellizabeth! O que raios você fez com o celular?

Encarei minha mão e aí percebi a merda que havia feito.

O telefone estava derretido.

Minha mão brilhava de forma alaranjada e ainda prosseguia com seu trabalho de derreter o material do celular que outrora realizara uma ligação muito importante.

ㄧVamos precisar de um telefone novo. ㄧconstatei secamente enquanto me erguia para fora do carro e lançava para longe, no pátio do posto de gasolina, o que restou do aparelho.

ㄧVocê pirou, mulher?! Que foi? Teve uma crise de loucura e achou que estávamos sendo hackeados? Você sabe que eu só faço ligações usando o código de segurança das torres Stark. ㄧele bateu a porta do carona logo após eu descer do carro e me olhou perplexo, erguendo as mãos para o alto em revolta.

ㄧÉ só comprar um novo, Stark! Sem drama! ㄧgritei de volta e o olhei irada ㄧVocê é um homem rico, certo? É só comprar outro maldito celular.

ㄧLilly, qual é! O que aconteceu? ㄧele perguntou em um tom mais alto, já que eu já estava me arrastando em direção aos fundos daquele lugar, em busca do tal banheiro nojento ㄧEspera... pra quem você ligou?

ㄧNão te interessa, Stark! E vá logo comprar o maldito telefone! ㄧgrunhi enquanto apressava meus passos e arrastava a barra do vestido no chão sujo, carregando comigo uma potencial frota de bactérias e sujeiras daquele chão asqueroso.

Apesar de não ter dificuldades para encontrar o banheiro, comecei a tirar a roupa antes mesmo de passar pelo batente da porta que estava aberta me aguardando. O cheiro de fezes e mijo daquele lugar era surpreendentemente forte e insuportável, o que, junto de toda minha ira, apressou bastante a troca de roupas.

Eu não era mais uma quase Miss lixão. Agora, eu era uma mulher normal, com calças jeans de marca duvidosa e uma camiseta branca que, apesar da falta de sutiã, não marcava tanto os meus seios pelo tamanho exageradamente maior que o meu número. Coloquei a jaqueta que o gentil senhor me ofertou quando não havia uma peça de roupas sequer em meu corpo e calcei o tênis sem meia que Stark comprara para mim.

Eu parecia uma verdadeira marginal, mas apesar disso, a roupa dava para o gasto.

Joguei o vestido numa lata de lixo na área externa do banheiro e não perdi tempo ali naquele ambiente nojento, segui meu caminho rumo ao carro novamente onde tinha certeza que encontraria uma versão revoltada de Stark.

Apesar da evidente cara carrancuda, ele não comentou nada enquanto entrava no carro pelo lado do carona.

Ele não precisava se dar ao trabalho de mencionar nada para que eu soubesse que aquela atitude significava que haveria mesmo uma troca de motorista. Birra ou apenas cansaço? Eu não sabia, claro. A única coisa que eu tinha certeza era que queria passar com aquelas quatro rodas bem em cima da mulher que atendera o celular de Rogers minutos atrás.

Ao entrar no carro, pelo lado do motorista, notei que havia um novo celular, agora menos tecnológico e pré-pago, em cima do painel frontal do carro, e com o máximo de distância possível de mim.

ㄧEsse é um momento perfeito para você se desculpar por ter me feito gastar malditos noventa e quatro dólares nessa porcaria de celular. ㄧsua voz possuía um falso tom de ira, como se tivesse tentando fingir estar realmente irritado.

Por uma questão de reflexo, indaguei-me sobre de onde ele havia tirado tanto dinheiro para pagar pelo celular, se tudo o que havia no porta-luvas que o louco que o atacou na pacata cidade que residia Harley deixara fora uma carteira com pouco mais de trinta dólares e alguns cartões de crédito de origem duvidosa. Obviamente a ira que eu sentia era mais alta que a curiosidade, então esmaguei a pergunta com meu salto alto imaginário e simplesmente deixei soltar:

ㄧDesculpe. ㄧfunguei e dei partida no carro, sem gastar muitas palavras ou gestos.

Um período de silêncio sucedeu-se brevemente, até que ele sentisse que era hora de conversar.

ㄧPosso saber pra quem você lig- ㄧo cortei antes que finalizasse a frase.

ㄧNão. ㄧpassei a marcha e acelerei um pouco mais o motor exageradamente.

ㄧEi, camarada, vamos com calma! Sei que você ficou um tempinho sem dirigir, já que fez seu passeio para Asgard, mas o carro não tem culpa da sua recém falta de senso para direção.

E foi nesse instante que tudo explodiu dentro de mim.

ㄧDÁ PRA VOCÊ CALAR A SUA MALDITA BOCA, STARK? ㄧgritei tão alto e forte que ele pareceu se desequilibrar no próprio lugar e precisou agarrar-se à porta e ao painel para se recompor ㄧEu nem passei vinte e quatro horas do seu lado, mas já quero te matar! Caramba, como você está insuportável! Literalmente só sabe me criticar e reclamar de tudo! Maldita hora que pedi ao Heimdall para que ele me trouxesse ao lugar que mais precisasse de mim. Se eu tivesse pedido para ele me levar direto ao Steve, provavelmente ele entenderia o porquê de eu ter desaparecido e não estaria com uma vadia na cama nesse exato momento!

Provavelmente, em uma situação de stress normal, eu não me calaria, contudo, após jogar a última informação, ficou evidente que fui longe demais e acabei exagerando um pouco. Stark não tinha culpa se o Steve não quis me esperar. Stark não tinha culpa da minha demora na Terra. Stark não tinha culpa e ponto final.

ㄧEi, olha... ㄧ ele tentou começar, mas foi mais lento que eu, pois logo o cortei novamente.

ㄧDeixa pra lá. Eu... olha, só esquece o que eu disse. ㄧpedi, ainda seca e com o tom de voz nem um pouco passivo.

ㄧNão, Lilly. É só que... bom. Eu não sei bem o que dizer agora. Quer dizer, você simplesmente acha que o Steve está com outra mulher agora ou...

ㄧEu liguei pra ele. ㄧrespondi sua pergunta que ficou no ar ㄧE uma vadia atendeu.

ㄧEllizabeth, você sabe que não sou muito fã daquele homem, mas, para ser franco... não acho que ele possa estar te traindo agora.

ㄧVocê mesmo me disse que ele esperou tanto quanto os outros. ㄧrelembrei a informação que ele próprio me deu, horas atrás, quando indaguei sobre Rogers.

ㄧEu posso ter exagerado, por conta do calor do momento. ㄧsua voz estava um pouco lenta e ele não me olhava diretamente, pois agora girou sua cabeça ao máximo para observar a janela ao seu lado.

ㄧO que você quer dizer com isso? ㄧinsisti e reduzi o carro o suficiente para que eu pudesse olhá-lo e dirigir ao mesmo tempo sem causar acidentes desnecessários.

ㄧBom... Na verdade, ele meio que não foi ao seu funeral. Não foi o único, claro. Clint e Natasha também não foram. Os três estavam planejando encontrar uma espécie de fenda entre a Terra e Asgard que alguns mitos asgardianos contam.

ㄧE aí ele não encontrou e foi logo aproveitar a vida de solteiro com uma vadia qualquer. ㄧainda estava estressada e imediatamente acusei o homem de uma possível pseudotraição ㄧUma mulher que atendeu o telefone, Tony. E a mesma mulher afirmou que ele estava com problemas na cama.

ㄧVocê, por acaso, se deu ao trabalho de tentar ligar novamente? ㄧdessa vez ele virou seu corpo quase que inteiramente para mim e lançou-me seu olhar de “eu sei mais e você sabe menos”.

Parei para refletir brevemente sobre sua indagação, mas logo a fala da vadia veio a tona e eu tinha a resposta perfeita.

ㄧEla disse que era para eu ligar amanhã.

Antes que eu pudesse fazer qualquer ofensa verbal à mulher, ele interrompeu-me e começou logo dizendo:

ㄧBom, nós estamos no Tennessee e, olhando este fabuloso relógio digital, podemos concluir que são exatas onze e vinte e três da noite, lá em New York, onde, supostamente, você conclui que esteja Steve Rogers.

ㄧCerto. ㄧaté então pude concordar ㄧ E?

ㄧConhecendo Steve Rogers como eu conheço, consigo imaginar uma situação. Vamos ver se você me acompanha ㄧele endireitou sua postura no banco e começou a desenhar com o dedo no vidro embaçado do carro um boneco de palitinho ㄧEste é Steve Rogers. Agora, você pode ver Rogers no seu apartamento, ouvindo um bom jazz dos anos 60 e comendo... bom, não sei o que ele estaria comendo. Vamos sugerir um bolo de maracujá. ㄧ enquanto ele riscava no vidro, fui me sentindo idiota por ainda prestar atenção no que ele falava ㄧAqui, neste outro canto, você pode encontrar a suposta vadia que atendeu o telefone. Podemos sugerir que ela seja a tal vizinha que trabalha no supermercados que há dois anos atrás você relatou ter esbarrado com ela no dia em que Rogers a salvou do incêndio naquela sua café-brega.

Quando Stark trouxe a tona este fato, instintivamente reduzi o carro e dei-me o trabalho de prestar atenção no que ele falava.

ㄧAh, vamos sugerir que, quem sabe, ela se convidou para um jantar ou qualquer outra coisa já que, como você sabe, ele mora sozinho e chama a atenção deste tipo de mulher.

ㄧOferecida e vadia. ㄧcompletei o que ele se recusou a completar em sua frase.

ㄧQue seja. ㄧdeu de ombros e prosseguiu com seus desenhos, agora acrescentando algumas setas indicando ações ㄧBom, continuando... A vizinha resolve se convidar para um jantar e, talvez, Rogers tenha aceitado por ser um exímio homem educado. Ela chegou com o jantar completo em mãos e, enquanto ele ia buscar os talheres e pratos para comerem, o telefone tocou. Ela, como um ato de gentileza ao bom homem, atende o celular e ao perceber que se tratava de uma mulher do outro lado, resolveu sugestionar que o homem estivesse ocupado.

ㄧOcupado na cama. ㄧtornei a completar.

ㄧÉ. ㄧele concordou com meu raciocínio, decidido a encaixar mais aquele fato em sua suposição ㄧOcupado na cama. ㄧe repetiu feito um papagaio.

ㄧOk, então, Tony. Legal sua teoria. E o que você sugere que eu faça agora? ㄧindaguei, já imaginando que o pegaria de surpresa com aquela pergunta.

ㄧEu sugiro, não. Farei algo por você. E, quando eu tiver razão, terá que parar com essa merda de ser Ellie e não Lilly, porque, mais uma vez te digo, você é uma droga de uma medrosa. ㄧ num movimento firme e rápido, ele tomou o celular em mãos e discou algumas coisas no teclado.

Uma tensão começou a pairar no lugar e a cada segundo de ligação era um segundo a mais que meu coração batia descontrolado no peito. Como um simples ato poderia abalar tanto o emocional de uma mulher como eu? Quando me deixei ser atingida tão facilmente assim? Ah, espera! Eu sempre fui assim.

Alô. ㄧo tom grave e sonolento soou do outro lado da linha fazendo meu coração soluçar no peito e parar por alguns segundos.

Freei o carro no meio da estrada e, por sorte, não havia uma única alma viva além da minha e de Tony ali, pois, caso houvesse qualquer outro automóvel, em ambos os lados da pista, haveria ali uma tremenda colisão, já que o nosso carro simplesmente parou ao mais perfeito centro da rodovia.

ㄧE aí, Rogers. Aqui quem fala é o- ㄧe Tony foi interrompido.

Stark?! Como você está? Cara! Não param de sair notícias nos jornais da sua morte. Me fala onde está que irei te buscar agora mesmo.

ㄧEi, ei, ei! Relaxa, camarada. Eu estou bem e a salvo, fique tranquilo. ㄧ Tony olhou-me de soslaio e piscou uma vez ㄧBom, é que eu liguei pra você mais cedo só para pegar umas dicas de bons vinis de jazz para presentear a Pepper de Natal, mas uma mulher atendeu e disse que você estava ocupado.

Oh... foi só a Carly. ㄧsua voz soou tranquila, como se não houvesse nada de acusatório naquela frase ㄧEla veio pedir uma ajuda.

ㄧHm, ajuda é? Tão tarde assim? ㄧo explícito tom acusatório de Tony quase me fez rir.

O chuveiro dela queimou e precisava de ajuda para trocar, apenas isso, Stark. Mas espera! Você parece estar me enrolando. O que quer mesmo saber? E não me diga que tem haver com o vinil de jazz, porque não teria insistido tanto nesse assunto da Carly.

ㄧAh, era isso mesmo, colega! Eu realmente decidi vigiar sua vida amorosa agora. ㄧStark revirou os olhos rapidamente e colocou a língua para fora, em sinal de repulsa ao assunto ㄧTá, enfim. Obrigada pela conversa, camarada.

Eu ainda não a esqueci, Stark. ㄧde súbito, aquelas palavras fizeram Tony desistir de encerrar a ligação ㄧDiferente de vocês, ela ainda não está morta para mim.

Meu coração ferveu em brasa viva, pois simplesmente sabia que ele estava falando de mim.

Encorajada por suas palavras, tomei o celular das mãos de Tony e posicionei em meu ouvido. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele voltou a falar.

Fiz uma promessa à Ellizabeth. Eu prometi que iria esperar por ela. Prometi que iria atrás dela se necessário e é óbvio que você e o doutor Banner já sabem que eu estou em busca disso. ㄧseu timbre grave e forte eram quase uma dádiva aos meus ouvidos e agradeci mentalmente por ter vencido a alma negra de Ignis só para ter a chance de ouvi-lo novamente ㄧEu a amo Stark. Sei que você também, à sua maneira, a ama como uma amiga. Mas eu a amo de todo o meu coração. Eu posso até levar muito tempo para tê-la de volta, mas não vou desistir. Nem que eu precise encarar sozinho Odin, Thor, Loki e quem quer que seja... Eu não vou desistir de trazer a Lilly de volta.

Num rápido movimento, retirei o celular da orelha e desliguei de imediato. Joguei o aparelho o mais longe possível, no banco de trás e dei partida no carro novamente.

ㄧUé?

ㄧNem mais uma palavra sobre esse assunto, Tony. ㄧsibilei enquanto pressionava firme minhas mãos no volante e acelerava o máximo o carro em direção ao nada.

De início, apesar de não encará-lo, eu sabia que ele me olhava meio perplexo e sem acreditar em minha atitude, contudo, sendo um bom amigo fiel resolveu que não iria pressionar o assunto.

ㄧPelo menos desacelere o carro um pouco. ㄧsoltou enquanto eu passava mais uma marcha, deixando o carro chegar na velocidade limite e berrar o motor, pois não suportaria mais que aquilo ㄧEllizabeth, pelo amor de Deus! Você quer nos matar?

Prossegui o ignorando, mas reduzi o carro a uma velocidade aceitável, compreendendo que o motor logo daria algum problema caso eu continuasse exigindo demais dele.

Era óbvio que o ritmo constante do carro era apenas uma distração momentânea para mim e que logo pensamentos sombrios começaram a dominar minha mente e trazer a tona o meu maior dos temores. Claro que, como boa guerreira, não me entregaria tão fácil assim. Eu precisava focar em alguma coisa, em qualquer coisa que me fizesse esquecer as últimas palavras de Steve.

Aquelas malditas últimas palavras.

Eu não vou desistir de trazer a Lilly de volta.

Notas finais
Ah, genteeee!!! Eu juro que fiquei meio arrepiada de escrever essas palavras do Steve, de verdade!!! Bom, alguma pista do motivo para a Lilly ter ficado tensa com a fala do Steve? Eu acho meio óbvio, mas queria saber o que pensam a respeito. Um spoiler do próximo capítulo: "Foi tudo tão extremamente rápido que não tive condições, nem mesmo, de prever com antecedência uma sequência de possíveis acontecimentos." (trecho retirado do capítulo) Epaaa!!! O que será que vai acontecer? (música de suspense)